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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Ghelthon, há 5 minutos:

Se não sair daí um processo de Propriedade Intelectual, fico desiludido.

Propriedade intelectual?

É o Câmara Pereira 

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Rui Tavares disse há pouco que não debaterá com Nuno Melo enquanto representante da AD.  

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AD é bom para haver outra vez o fenómeno ADN nas freguesias das aldeias.

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Citação de Tio Hans, há 5 minutos:

O PSD está a dar tudo para perder as eleições, fdx.

Está a inspirar-se na madeira, em que os votos no albuquerque foram sendo proporcionais ao número de arguidos nas suas listas.

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Citação de Tio Hans, há 12 minutos:

O PSD está a dar tudo para perder as eleições, fdx.

e será que é isso que não querem? 

deixar o Montenegro em lume brando 

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Citação de depina, há 4 minutos:

e será que é isso que não querem? 

deixar o Montenegro em lume brando 

Pois não sei.

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Citação de Descartes, há 15 horas:

E porque é que essa transferência do OE não poderá recorrer a verbas consignadas resultantes dos dividendos dos lucros da CGD?

A proposta não tem nada de demagógica e merece ser trabalhada com atenção e celeridade.

É unânime que existe um problema de oferta de habitação. O Governo PS do António Costa avançou com a medida de afetar verbas significativas do PRR (a famosa bazuca) para resolver o problema sendo essa medida aceite pela Comissão Europeia. Na sequência dessa aprovação o Governo desafiou os autarcas para se mobilizarem e avançarem com os processos para a construção rapidamente porque os prazos eram apertados, a necessidade premente e o financiamento a 100%. Os municípios mobilizaram-se e avançaram com propostas que mais do que duplicaram as verbas significativas (não é ironia, é mesmo um pacote financeiro substancial) que estão disponíveis no PRR. O Governo, sendo "pessoa de boa fé", garantiu que não iriam ficar casas por construir, avançando com a hipótese de contratar um empréstimo ao BEI ou através de dotações do OE para financiar todas as candidaturas que não pudessem ser acolhidas no PRR. O Governo caiu. O atual Governo de Luís Montenegro não mexeu uma palha neste dossier limitando-se a substituir o presidente do IHRU para lá colocar o camarada presidente da Câmara de Esposende que estava em final de mandato e já não poderia concorrer novamente à Câmara. O PNS apresenta uma hipótese de trabalho com pernas para andar. É demagogo, radical, whatever... É o que temos.

Repara, eu concordo com a medida, que nada tem de radical. Eu concordo com um investimento significativo em habitação pública. Nós precisamos de casas com muita urgência. Isso foi tema neste tópico aqui há dias e eu defendi precisamente isso. É preciso aumentar a oferta em vez de aumentar a procura. Desisti quando se começou com o tema da imigração, por motivos óbvios. Agora, eu não concordo é com o modo como a proposta foi apresentada. A CGD, bem como muitas empresas públicas e privadas, distribui dividendos aos seus accionistas. Os bancos distribuem imensos dividendos, em proporções muito significativas dos seus resultados, (já agora, espero que quando vier a próxima crise não se venham chorar, mas adiante), e a CGD não é excepção. Ano após ano, a CGD distribui lucros muito significativos ao seu accionista único, o Estado. Portanto, e a não ser que o PNS queira distribuir ainda mais e se arrisque a descapitalizar a CGD, o dinheiro que ele quer usar para construir casas já é dinheiro que, por norma, é receita do Estado. E é isto que ele não disse. Não disse onde é que o Estado vai cortar para pegar no dinheiro dos dividendos da CGD e alocá-lo à construção de casas. Quem o ouve ou lê, parece que o homem descobriu uma fortuna algures e prefere aplicá-la na construção de habitação do que deixá-la guardada num cofre, e isto é demagógico. Mas não é verdade. Esse dinheiro a ser aplicado na construção de habitação, vai faltar noutro lado qualquer, seja na educação, na defesa, na saúde, nas infraestruturas, nos transportes, no que seja. E por mim, tudo bem. É uma necessidade urgente do país. Não há necessidade é de não dizer toda a verdade.

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Citação de Lifehouse, há 12 minutos:

Passos Coelho...

Eu, se fosse o Passos Coelho, tinha a certeza absoluta que não queria voltar a ser PM.

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Citação de Tio Hans, há 1 minuto:

Eu, se fosse o Passos Coelho, tinha a certeza absoluta que não queria voltar a ser PM.

Percebo, mas creio que a geringonça deixou uma espinha encravada e que este é o momento ideal para a "vingança". 

PS ganha sem maioria, há maioria de direita no Parlamento e voilá...

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Citação de Petar Musa, há 5 horas:

Ou seja, se é gripe, torna-se paracetamol?

E o Gurosan?

Não. Se é gripe, cêgripe.

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Citação de HappyKing, há 13 horas:

O artista que teve no início desta crise política acha que tem condições pelos vistos. 

e que este é muito pior que o Montenegro. O Montenegro já tinha uma empresa (a gente pode conjecturar que o objecto da empresa não era se não ele próprio, os seus conhecimentos políticos e a distinta possibilidade de vir a ser PM, mas a empresa ja existia) que "esqueceu" de se desligar uma vez chegado a PM. É gravíssimo, mas ele pode encolher os ombros e dizer "epá, esqueci-me pessoal, eh eh", e se a gente se fizer de parvo, finge que acredita.

O Hernâni era autarca, vai para o governo, vai para a pasta que ia lidar com imobiliário e cria uma imobiliária já depois de estar no governo. Caso mais chapado de conflito de interesses (e de outras coisas que o Código Penal tipifica), na política portuguesa, não me lembro. Nem disfarçou. 

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Citação de Lifehouse, há 2 horas:

Percebo, mas creio que a geringonça deixou uma espinha encravada e que este é o momento ideal para a "vingança". 

PS ganha sem maioria, há maioria de direita no Parlamento e voilá...

É um cenário um bocado diferente.

No caso da geringonça aquela gente foi a votos, o povo votou naquelas caras.

O Passos aparecer e numa possível aliança com o CHEGA, sem ser escolhido para isso era uma traição monumental ao eleitorado.

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Não sei se o Marcelo alinharia com essa teoria de Passos Coelho+Chega sinceramente.

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Citação de Snytram97, há 13 horas:

Se todos os adolescentes com tosse e febre há menos de 24h, por este país fora, em Dezembro se dirigissem aos serviços de urgência, ia ser giro.

Engraçado que tu achas que isso não acontece. Eu diria que 90% das pulseiras verdes em Portugal são casos que se poderiam tratar ou nos centros de saúde ou com tempo

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“Olá, bom dia! Estamos aqui a apoiar o Bloco": partido prepara campanha porta-a-porta (e até há guião para os vários tipos de eleitores)

O BE está a preparar campanha de contacto direto, que inclui instruções sobre o discurso a ter junto dos eleitores dos vários partidos de esquerda. O argumentário inclui o que dizer se os apoiantes forem confrontados com o caso do despedimento de mães recentes

O Bloco de Esquerda (BE) está a mobilizar as bases para uma forma de campanha eleitoral nunca experimentada - pelo menos nestes moldes - na história do partido: uma campanha porta-a-porta. Depois da "Missão Cabelo Grisalho", este partido voltou a inspirar-se na estratégia do partido alemão Die Linke e na intensa campanha de contato direto antes das eleições de fevereiro no país. E até há guiões para os militantes que irão bater à porta das habitações dos portugueses, com respostas preparadas para (quase) todas as eventualidades.

A campanha irá focar-se em “locais onde haja maior potencial de eleitorado do Bloco, onde haja indecisos e classes populares”. Os sítios foram identificados com base num estudo interno das “freguesias onde o Bloco tem votação acima da média ou onde, tendo dentro da média, há taxas grandes de abstenção.” A ação, que deve ser sempre feita em pares, irá focar-se nos horários pós laborais, entre as 17h e as 20h, e nos fins de semana, será testada a partir do dia 7 de abril, estando o arranque oficial previsto para os dias 12 e 13 de abril com a presença dos candidatos bloquistas.

Numa apresentação de powerpoint que está a circular entre os militantes do partido intitulada “Mas que raio é o Porta-a-Porta?”, delineiam-se os objetivos desta ação de campanha: “Vamos mesmo bater à porta das pessoas!”, dizem, com o fito de “levar gente a votar”, tanto indecisos como “povo de esquerda”; e “virar votos", porque “o contato direto funciona melhor”. Entre as coisas que não querem com esta campanha contam-se ”ter discussões com gente hostil e impossível de convencer" e “desbobinar a cassete”. Quer-se, acima de tudo, “ouvir, ouvir, ouvir”.

Portanto, se ouvir isto de alguém que lhe acabou de tocar à campainha, saiba que está a ser o “alvo” de uma ação direta do BE: “Olá, bom dia/tarde! Estamos aqui a apoiar o Bloco de Esquerda, a falar com as pessoas do bairro sobre as eleições de 18 de maio porque o Bloco quer ouvi-las e partilhar a sua visão para Portugal.

O guião preparado pelo partido que está a ser distribuído aos militantes, e a que o Expresso teve acesso, está dividido em quatro partes com objetivos diferentes. A primeira visa “avaliar a proximidade ao processo eleitoral” ("Já sabia que as eleições são no dia 18 de maio?"). A segunda quer “ouvir as preocupações da pessoa e responder pelo Bloco” ("Prevê ir votar?"), ao passo que a terceira dá indicações, no caso do eleitor revelar em quem pretende votar, para “disputar a escolha de indecisos ou abrir contacto com simpatizantes”.

A quarta e última parte serve para fechar a conversa, e entregar um folheto se se conseguir “minimamente falar com a pessoa”. A entrega de um panfleto, e de uma carta aos eleitores da dirigente Mariana Mortágua, ficam reservados apenas “nos casos em que a pessoa demonstrou a possibilidade de votar Bloco”.

Se os ativistas do partido se depararem, em sentido contrário, com “afirmações ou perguntas xenófobas”, há indicações para “manter a compostura e cordialidade”, e diferenciar comportamentos: se se tratarem de “pessoas hostis/solidamente racistas, não insistir e passar à próxima casa". Ao passo que se forem “pessoas que, apesar desses comentários, parecem abertas à discussão", deve-se "mudar de tema sem ignorar totalmente o que a pessoa disse."

"Podemos também prestar esclarecimentos que combatam os preconceitos racistas", acrescenta, propondo argumentos como “a sociedade não se divide entre portugueses e imigrantes, mas sim entre muitos que têm muito pouco e poucos que têm quase tudo. Não aceitamos que os milionários ganhem com os preços das casas, da alimentação e a pagarem salários baixos enquanto pagam menos impostos do que eu e você”.

No que toca à segurança, o guião sugere “saltar” da percepção de insegurança nas ruas diretamente para a insegurança económica e social: “é normal que se sinta inseguro. As notícias estão sempre a falar de crimes e isso cria medo. Hoje em dia, vemos as ruas vazias, sem iluminação, sem comércio, etc. É normal que isso crie medo. E as pessoas andam com medo de perder a casa, de não terem médico ou de não haver professores quando deixam os filhos na escola. O Bloco, por exemplo, propõe colocar tetos às rendas para que toda a gente tenha casa. Concorda com esta ideia?”

O BE prepara, ainda, os militantes para as realidades do contacto direto: “Algumas pessoas não abrirão a porta, outras vão fechá-la na tua cara e outras serão muito simpáticas”, “é improvável, mas pode acontecer alguém fazer um vídeo sobre ti. Se acontecer, será certamente em ambiente adverso. Manter a calma, não pedir para parar de filmar e sair”, e - ideia reiterada várias vezes ao longo do powerpoint e do guião - “cordialidade, sempre!”.

Os militantes deverão levar, ainda, um tablet de forma a registarem todas as visitas, assentando a morada, informação sobre se a porta foi aberta ou não - o partido alerta que os ativistas não devem entrar em casa das pessoas - e deixando uma avaliação, de 1 a 5, do contato realizado.

Como convencer os eleitores a mudar de voto

Se a conversa chegar à fase 2, em que os eleitores revelam em quem pretendem votar, os ativistas do BE são instruídos a prepararem as suas respostas com base em diferentes argumentos, consoante as diferentes intenções. Se o eleitor disser que está a pensar votar no PS, o guião põe a tónica no que diz ser a indisponibilidade socialista em resolver crises como a da habitação, mesmo durante os meses em que teve maioria absoluta no Parlamento: ”No tempo da geringonça, o acordo entre o PS e o Bloco melhorou a situação das pessoas e por isso o governo durou quatro anos. Depois, apanhou-se com a maioria absoluta e foi o que se viu."

É importante afastar a direita do governo, mas para aplicar políticas diferentes. O PS deixou avançar a crise na habitação porque não quis incomodar os especuladores com medidas eficazes a conter os preços - e recusou as propostas que o Bloco fez nesse sentido. Para haver estabilidade tem de haver uma esquerda forte que melhore a vida das pessoas”, lê-se no guião.

Para convencer os eleitores que pretendem votar no Livre, do dissidente bloquista Rui Tavares, a mudarem o seu voto, os militantes deverão recorrer ao argumento do apoio militar à Ucrânia e à compra de armamento pela Europa, ao qual o partido da papoila é favorável. Reconhecendo que “o Bloco e o Livre têm muitas causas em comum” e que “o Bloco não deixa de procurar convergir com o Livre sempre que possível”, os ativistas deverão dizer, contudo, que “para pressionar o PS, é necessária firmeza ou nada acontecerá diferente do costume. Somos intransigentes sobre questões essenciais (limites às rendas) para que não fique tudo na mesma.” E, acrescentam, "temos uma diferença importante com o Livre sobre o armamento. Não queremos gastar ainda mais dinheiro em armamento”.

Para quem disser que quer votar no PCP, a resposta começa com o reconhecimento, pela primeira vez, de que se está em território político comum, ainda que com diferenças substanciais: “é bom saber que se posiciona à esquerda. Temos muitas causas comuns com o PCP, mas há questões que nos distinguem”. O “ataque” aqui é feito com base nas posições comunistas descritas como “conservadoras” em temas como a morte assistida ou a atitude em relação à Rússia: “Na situação internacional, há muitas diferenças que são conhecidas. O PCP tem também posições conservadoras sobre alguns assuntos importantes. Exemplo: eutanásia. Nós defendemos que uma pessoa em sofrimento irremediável tem direito a decidir terminar a sua vida. O PCP está com a direita na posição oposta.”

E, segundo o guião, a conversa terminará rapidamente se um eleitor disser que pretende votar no PSD, no Chega ou na Iniciativa Liberal - e sempre sem gerar acrimónia com as pessoas, com direito a uma didascália para que os militantes não se esqueçam disso: “Agradeço a sua franqueza, todos temos os nossos próprios pontos de vista. O mais importante é envolver-se na democracia e fazer escolhas informadas. Obrigado pelo seu tempo e tenha um bom dia! (Termina a conversa com gentileza.)”

Despedimento de mães foi “momento difícil”

As indicações escritas não esquecem a polémica relativa ao despedimento de mães recentes e lactantes dos seus quadros, em 2022. Os militantes deverão rebater essa ideia com os argumentos já apresentados pela líder bloquista Mariana Mortágua e ensaiados pelo fundador e cabeça-de-lista por Braga Francisco Louçã em entrevistas recentes.

Insistem na ideia de que não houve ilegalidades e que as visadas beneficiaram de boas condições para a sua saída: “O Bloco cumpriu a lei e ofereceu uma solução melhor do que aquela que a lei definia para esta situação. Em 2022, perdemos muitos deputados e passamos a receber menos dinheiro do Estado, tivemos de reduzir a nossa estrutura profissional.”

“Foi um momento difícil e houve erros na forma de contactar as pessoas, tal como já assumimos. Hoje faríamos isso de outra forma. Mas nada disso invalida 25 anos com o Bloco a defender os direitos das mulheres, a conciliação entre vida e trabalho, prolongamento das licenças de parentalidade pagas a 100%. É isso que vai a votos nestas eleições, as propostas”, alegam.

Bloco “não é extremista, é sensato”

O guião quer, também, ajudar a rebater ideias associadas ao BE e que demoverão algum eleitorado de votar no partido, como a convicção de que o Bloco “acabou com a geringonça”, que é um partido “extremista/muito radical”. O ponto-chave de todos estes argumentos é insistir que o PS, sozinho, não irá garantir a implementação de medidas de esquerda como as relativas ao mercado habitacional ou à lei do trabalho.

Sobre o fim dos entendimentos parlamentares à esquerda, o BE alega que “o acordo da geringonça foi cumprido do princípio ao fim, entre 2015 e 2019, uma legislatura completa em que a vida da maioria das pessoas melhorou face aos tempos do Passos Coelho. Depois das eleições de 2019, o PS recusou assinar novo acordo. E nas negociações orçamentais recusou investir no SNS e garantir um regime para reter os médicos, tal como o Bloco exigia. A história deu razão à nossa insistência." "Para haver soluções à esquerda é preciso dar menos força ao PS e mais força à esquerda”, devem dizer os apoiantes do BE.

Há ainda indicações para responder à pergunta sobre se o partido está disponível para entrar ou apoiar um governo socialista com a garantia de que poderão voltar a participar em soluções tanto para afastar os partidos de direita do poder, como para obrigar o PS a tomar medidas em áreas como a da habitação.

“O voto no Bloco é um voto que impede um governo de direita. Já fizemos parte de soluções no passado e voltaremos a fazer se for necessário para afastar Montenegro ou Ventura. O voto no Bloco serve ao mesmo tempo para duas coisas: 1) afastar a direita e 2) ter deputadas/os que lutem por tectos nas rendas, mais direitos para quem trabalha por turnos, etc. Nenhum governo do PS vai aplicar essas medidas se o Bloco não tiver força para pressionar”, argumentam.

Para tranquilizar um potencial eleitor que tem o BE como demasiado extremista, os militantes deverão pôr água na fervura e descrever o partido como interessado em medidas que beneficiem as populações e menos em “ataques” políticos, aqui associados à extrema-direita: “Num mundo cheio de Trumps, Bolsonaros e Venturas, o Bloco não é certamente extremista, pelo contrário. As propostas que fazemos são simples e sensatas: tetos às rendas, direitos para quem trabalha por turnos, mais serviços públicos, os milionários têm que ser chamados a pagar mais impostos. Não fazemos uma política de ataques, queremos só uma vida melhor para quem trabalha e desconta em Portugal. Isso não é ser extremista, é ser sensato.”

 

 

 

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É a estratégia do Die Linke que resultou bem por lá.

Como isto está por cá, cheira-me que vamos ouvir falar de militantes que levaram na tromba de apoiantes do senhor Ventura. 

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Isso vai servir basicamente para falar com velhotes. Não prevejo grande sucesso eleitoral com isso mas vai fazer bem a muito militante flor de estufa.

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Julgo que já não vão a tempo de captar o meu voto para estas legislativas, mas é bom ver que estão a tentar algo diferente. Acho que todos temos a ganhar com isso.

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