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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de ElliotReid13, há 9 minutos:

O teu patrão paga-te o mínimo que tem de pagar a alguém para fazer o teu trabalho. Da mesma forma que não vais comprar um pacote de leite Agros meio-gordo no Intermarché por mais 10 cêntimos que no Continente.

Se trabalhar por dois alguém fica sem trabalhar. 😭

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Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Saber que ganho bem e tenho um bom emprego porque uso a minha energia para fazer um bom trabalho e valorizar-me em vez de a desperdiçar a queixar-me de que sou explorado pelo meu patrão ajuda, sem dúvida, a que me sinta realizado. Nem todos têm essa possibilidade, mas tu és claramente um caso de um tipo inteligente mas resignado, à espera que os outros ajam por ti.

Certamente algures no tempo alguém gastou a sua energia a queixar-se e a exigir mais,de modo a que hoje a tua profissão seja valorizada e bem paga.

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Citação de smashing_pumpkin , há 3 minutos:

Certamente algures no tempo alguém gastou a sua energia a queixar-se e a exigir mais,de modo a que hoje a tua profissão seja valorizada e bem paga.

Isso é uma falacia

Se o Elliot fizer algo que é necessario para a sociedade e existirem poucos Elliots, entao o empregador vai ter de lhe pagar bem, ou ele muda de empresa para uma que lhe pague bem

Se o Elliot for um Ze mandriao ou um gajo com uma qualificacao inutil, ninguem lhe vai pagar nada a nao ser obrigado. 

Certas profissoes e certos tipos de trabalhadores sao bem pagos gracas ao seu merito e sorte/capacidade natural, nao porque o PCP lutou pelos direitos da sua classe

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Visitante
Citação de smashing_pumpkin, há 13 minutos:

Certamente algures no tempo alguém gastou a sua energia a queixar-se e a exigir mais,de modo a que hoje a tua profissão seja valorizada e bem paga.

Ou então a sociedade evolui e a tecnologia avança, surgem novos mercados e oportunidades que exigem um determinado conjunto de competências diferenciadoras, empregadores necessitam de dar boas condições para conseguir cativar algumas dessas pessoas (que, numa fase inicial, são aquelas que proativamente se procuram valorizar e adquirir essas competências por iniciativa própria).

Competitividade entre empresas para atrair "talento" (odeio o termo, pareço um recrutador IT) é o que mais contribui para aumentos salariais e melhoria das condições de trabalho. Ou isso, ou criarem-se condições para tornar o investimento em novas empresas mais atrativas, criando mais oportunidades de emprego para um mesmo número de potenciais candidatos. É simplesmente uma questão de procura e oferta. O PCP não faz bandeira da requalificação de trabalhadores (primeira opção) nem produz grandes planos de incentivos ao investimento e criação de postos de trabalho (2ª opção). Opta pela via do sindicalismo, que é totalmente legítimo e louvável, mas que deveria ser sobretudo o recurso de quem trabalha dia e noite num ou mais empregos indiferenciados para pagar despesas e sustentar a familia, e não tem outra escolha. Não para acomodar a resignação de jovens na casa dos 20, chateados com a vida porque as oportunidades não lhes caem no colo. 

Editado por Visitante

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É melhor gabar-me da quantidade de horas de vida que perdi e não vivi. Epa, trabalho em 2 empregos, trabalho 14 horas por dia, 6 dias da semana. Ando a vergar a mola!!!! 

Depois a vida não desata e votam no chega e queixam-se dos impostos. Malta, mais dedicação que o futuro irá recompensar. É a lei da atração!!!!

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Citação de Burkina2008, há 10 minutos:

Isso é uma falacia

Se o Elliot fizer algo que é necessario para a sociedade e existirem poucos Elliots, entao o empregador vai ter de lhe pagar bem, ou ele muda de empresa para uma que lhe pague bem

Se o Elliot for um Ze mandriao ou um gajo com uma qualificacao inutil, ninguem lhe vai pagar nada a nao ser obrigado. 

Certas profissoes e certos tipos de trabalhadores sao bem pagos gracas ao seu merito e sorte/capacidade natural, nao porque o PCP lutou pelos direitos da sua classe

Mas isso não é o início da maioria das profissões? Depois tornam-se apetitosas, o mercado começa a saturar e os direitos e regalias a descer. E aí vai dar jeito alguém que reclame em vez dos zés que dizem sim senhor a tudo em prol do trabalho e que tendem a fazer com que os patrões paguem cada vez menos.

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 minuto:

Mas isso não é o início da maioria das profissões? Depois tornam-se apetitosas, o mercado começa a saturar e os direitos e regalias a descer. E aí vai dar jeito alguém que reclame em vez dos zés que dizem sim senhor a tudo em prol do trabalho e que tendem a fazer com que os patrões paguem cada vez menos.

Ai esta se tu te fores adaptando em como evolui o mercado, se fores apostando na tua formacao, isso nao acontece...ai esta nao ser apenas um gajo que esta la feito zombie a fazer o trabalho que qualquer simio faria...

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Citação de Burkina2008, há 2 minutos:

Ai esta se tu te fores adaptando em como evolui o mercado, se fores apostando na tua formacao, isso nao acontece...ai esta nao ser apenas um gajo que esta la feito zombie a fazer o trabalho que qualquer simio faria...

Isso é real para um número limitado de profissões. Basta ver que somos um país que exporta mão de obra qualificada, por isso a realidade é a pouca valorização que essa mão de obra tem neste país. Além que a maioria das profissões não evolui assim tão rápido nem muda assim tanto para os profissionais serem tratados como são. O problema é que se pega no admiravel mundo novo da IT e transporta-se para tudo,quando a maioria da população está noutras áreas igualmente fundamentais.

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Visitante
Citação de smashing_pumpkin, há 15 minutos:

Mas isso não é o início da maioria das profissões? Depois tornam-se apetitosas, o mercado começa a saturar e os direitos e regalias a descer. E aí vai dar jeito alguém que reclame em vez dos zés que dizem sim senhor a tudo em prol do trabalho e que tendem a fazer com que os patrões paguem cada vez menos.

Se aquelas competências que faziam de ti um tipo apetecível para aquela oportunidade numa fase inicial, passam a ser uma commodity, porque é que haverias de continuar a ser compensado por isso? Imagina um tipo ganhar 3000 euros hoje em dia porque sabe mexer no Excel - provavelmente conseguiria ganhar algo do género, em PPC, na década de 90, mas não agora porque essa deixou de ser uma competência diferenciadora. Se calhar o Excel da altura é o Javascript ou Python de hoje em dia (a avaliar pela porrada de vagas que pedem isso no LinkedIn).  

Citação de smashing_pumpkin, há 6 minutos:

Isso é real para um número limitado de profissões. Basta ver que somos um país que exporta mão de obra qualificada, por isso a realidade é a pouca valorização que essa mão de obra tem neste país. Além que a maioria das profissões não evolui assim tão rápido nem muda assim tanto para os profissionais serem tratados como são. O problema é que se pega no admiravel mundo novo da IT e transporta-se para tudo,quando a maioria da população está noutras áreas igualmente fundamentais.

São fundamentais, mas são também mil cães a um osso. Porque é que a Jerónimo Martins há-de pagar mais de 700 euros a uma pessoa para estar na caixa de supermercado se conseguiriam pagar o SMN e ter um tipo diferente todos os dias do ano em cada uma das caixas em cada um dos supermercados?

btw, se aumentares o IRC, diminuires o horário de trabalho e aumentares a quantidade de dias de férias anuais, achas que passamos a exportar mais ou menos mão-de-obra qualificada?

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 minuto:

Isso é real para um número limitado de profissões. Basta ver que somos um país que exporta mão de obra qualificada, por isso a realidade é a pouca valorização que essa mão de obra tem neste país. Além que a maioria das profissões não evolui assim tão rápido nem muda assim tanto para os profissionais serem tratados como são. O problema é que se pega no admiravel mundo novo da IT e transporta-se para tudo,quando a maioria da população está noutras áreas igualmente fundamentais.

Nem estava a falar de IT...podes dar um exemplo concreto?

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Citação de ElliotReid13, há 23 minutos:

Não para acomodar a resignação de jovens na casa dos 20, chateados com a vida porque as oportunidades não lhes caem no colo. 

Ficas mesmo feliz a tentar provocar malta q não conheces da internet e cuja descrição só existe mesmo na tua cabeça

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Citação de Plagio o Original, há 2 minutos:

Ficas mesmo feliz a tentar provocar malta q não conheces da internet e cuja descrição só existe mesmo na tua cabeça

Descansa, estou a referir-me a várias pessoas com que lido no dia a dia e que presumo que sejam em bom número. Dás-me a ideia de ser esse tipo de pessoa, mas se não fores, tranquilo. Não te vou acusar de nada (exceto de me quereres por a pagar mais impostos para trabalhares menos!).

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Citação de ElliotReid13, há 13 minutos:

Descansa, estou a referir-me a várias pessoas com que lido no dia a dia e que presumo que sejam em bom número. Dás-me a ideia de ser esse tipo de pessoa, mas se não fores, tranquilo. Não te vou acusar de nada (exceto de me quereres por a pagar mais impostos para trabalhares menos!).

Por algum motivo a probabilidade de malta que tem sucesso em ambientes corporativos teres tendências psicopatas é alta

Parabéns por seres um provocador sem empatia

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Citação de Plagio o Original, há 10 minutos:

Por algum motivo a probabilidade de malta que tem sucesso em ambientes corporativos teres tendências psicopatas é alta

Parabéns por seres um provocador sem empatia

Não é correto.

O que ele poderá ter é empatia negativa. 

(não estou a dizer que és psicopata @ElliotReid13)

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Visitante
Citação de Jimpo, há 40 minutos:

Não é correto.

O que ele poderá ter é empatia negativa. 

(não estou a dizer que és psicopata @ElliotReid13)

Sou um sociopata!!!

Citação de Plagio o Original, há 53 minutos:

Por algum motivo a probabilidade de malta que tem sucesso em ambientes corporativos teres tendências psicopatas é alta

Parabéns por seres um provocador sem empatia

O que eu sou num ambiente corporativo, sou também noutros aspetos da minha vida. É a minha forma de ser, ter curiosidade, gostar de aprender, fazer perguntas e desenvolver opiniões próprias (mesmo que possa parecer bruto na forma como as expresso, e sei que sou). A conclusão a que eu cheguei, depois de estar uns tempos parado e a pensar na vida, é que o sacrificio de fazer mais pela minha vida profissional compensa os frutos que tiro dela (que não foram imediatos, mas que chegaram). E isto não tem a ver com dinheiro - por exemplo, em termos de horários, tive o cuidado de escolher um local onde o trabalho estar feito é mais importante do que as horas que o levou a fazer. E ainda agora vim de 4 semanas seguidas de férias como prémio por ter sido resiliente num 1º semestre bem f*dido na empresa, depois de ter partilhado com a malta que me sentia sem energia e incapaz de continuar naquele ritmo. 

Não duvido que tenhas passado (ou que ainda se mantenham) por experiências negativas nos teus locais de trabalho ou com a tua entidade patronal. Mas se estares lá tu ou outro badameco qualquer dá igual ao teu patrão, que incentivo tem ele para mudar? Fazes mais por ti e pelas pessoas que estarão na tua posição daqui a uns anos se fizeres um esforço por agarrar uma oportunidade num sitio melhor, onde sejas mais valorizado e onde tenhas margem para crescer de forma a, mais tarde, seres tu o decisor relativamente às condições de trabalho da tua equipa, ou do teu departamento, ou da tua empresa, ou da tua comuna, ou seja do que for. Digo-te isto como alguém que também já teve trabalhos de m*rda, fez um esforço para ganhar visibilidade e saltar para outro sitio melhor, e que mal pode esperar pela oportunidade de ser responsável por uma equipa e de os tratar bem, de forma a que também eles possam seguir o exemplo. 

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Citação de ElliotReid13, há 16 minutos:

Sou um sociopata!!!

O que eu sou num ambiente corporativo, sou também noutros aspetos da minha vida. É a minha forma de ser, ter curiosidade, gostar de aprender, fazer perguntas e desenvolver opiniões próprias (mesmo que possa parecer bruto na forma como as expresso, e sei que sou). A conclusão a que eu cheguei, depois de estar uns tempos parado e a pensar na vida, é que o sacrificio de fazer mais pela minha vida profissional compensa os frutos que tiro dela (que não foram imediatos, mas que chegaram). E isto não tem a ver com dinheiro - por exemplo, em termos de horários, tive o cuidado de escolher um local onde o trabalho estar feito é mais importante do que as horas que o levou a fazer. E ainda agora vim de 4 semanas seguidas de férias como prémio por ter sido resiliente num 1º semestre bem f*dido na empresa, depois de ter partilhado com a malta que me sentia sem energia e incapaz de continuar naquele ritmo. 

Não duvido que tenhas passado (ou que ainda se mantenham) por experiências negativas nos teus locais de trabalho ou com a tua entidade patronal. Mas se estares lá tu ou outro badameco qualquer dá igual ao teu patrão, que incentivo tem ele para mudar? Fazes mais por ti e pelas pessoas que estarão na tua posição daqui a uns anos se fizeres um esforço por agarrar uma oportunidade num sitio melhor, onde sejas mais valorizado e onde tenhas margem para crescer de forma a, mais tarde, seres tu o decisor relativamente às condições de trabalho da tua equipa, ou do teu departamento, ou da tua empresa, ou da tua comuna, ou seja do que for. Digo-te isto como alguém que também já teve trabalhos de m*rda, fez um esforço para ganhar visibilidade e saltar para outro sitio melhor, e que mal pode esperar pela oportunidade de ser responsável por uma equipa e de os tratar bem, de forma a que também eles possam seguir o exemplo. 

Obrigado pelos conselhos profissionais, estava a precisar

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Citação de Burkina2008, há 1 hora:

Nem estava a falar de IT...podes dar um exemplo concreto?

Temos o exemplo dos enfermeiros, em que muitos passam de recibos verdes em portugal para carreiras dignas no reino unido.

Mesmo na indústria farmacêutica, em Portugal recrutas para estágios não remunerados que em 6 meses tornam-se pouco mais do que o ordenado mínimo, enquanto no estrangeiro pagam o suficiente no estágio e depois o salto é rápido para posições muito bem remuneradas. E estou a falar de pessoas igualmente qualificadas. E este ultimo caso em específico surge porque neste país se formam profissionais formatados para encarar os primeiros empregos como aprendizagem e para desvalorizarem os conhecimentos que já têm, de modo às entidades empregadoras poderem contratar por uma sandes de presunto pois a pessoa A sabe que depois ainda aparece a pessoa B que aceita apenas o pão.

Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Se aquelas competências que faziam de ti um tipo apetecível para aquela oportunidade numa fase inicial, passam a ser uma commodity, porque é que haverias de continuar a ser compensado por isso? Imagina um tipo ganhar 3000 euros hoje em dia porque sabe mexer no Excel - provavelmente conseguiria ganhar algo do género, em PPC, na década de 90, mas não agora porque essa deixou de ser uma competência diferenciadora. Se calhar o Excel da altura é o Javascript ou Python de hoje em dia (a avaliar pela porrada de vagas que pedem isso no LinkedIn).  

São fundamentais, mas são também mil cães a um osso. Porque é que a Jerónimo Martins há-de pagar mais de 700 euros a uma pessoa para estar na caixa de supermercado se conseguiriam pagar o SMN e ter um tipo diferente todos os dias do ano em cada uma das caixas em cada um dos supermercados?

btw, se aumentares o IRC, diminuires o horário de trabalho e aumentares a quantidade de dias de férias anuais, achas que passamos a exportar mais ou menos mão-de-obra qualificada?

Nem que seja por serem pessoas. Por merecerem dignidade. E porque em último caso são a cara da empresa e quem lhes garante o funcionamento e os lucros que resultam em fortunas pessoais e empresariais.

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Visitante
Citação de smashing_pumpkin, há 35 minutos:

Nem que seja por serem pessoas. Por merecerem dignidade. E porque em último caso são a cara da empresa e quem lhes garante o funcionamento e os lucros que resultam em fortunas pessoais e empresariais.

Dignidade, neste contexto, é um bocadinho abstrato. Se partires o termo às postas, vais ver que concordamos em muito. Salário minimo de 600 e tal euros é digno? Tendo em conta o preço das rendas, o custo dos combustíveis, o custo da educação, etc, é mesmo muito pouco. Trabalhar 10h ou 12h sem receber mais por isso é digno? Não é, nem é legal. E por ai em diante. Digno é aquele trabalho que paga todas as horas trabalhadas, com um salário que permita cobrir pelo menos as necessidades básicas e sobrar um pouco para poupar, com todos os descontos feitos de forma correta, e onde a ameaça de despedimento não seja usada para obter contrapartidas.

Este é o baseline que a meu ver colocaria todos os trabalhadores num patamar decente para, a partir daí, terem a liberdade de fazer escolhas e poderem partir para algo melhor se tiverem vontade e capacidade para isso. Ter um segundo emprego ou trabalhar forçosamente 14h por dia limita (e muito) essas escolhas.

Quanto aos empresários e fortunas pessoais, tens dois tipos de trabalhadores: os que executam instruções (fazem o que lhes mandam, vá), e os que tomam decisões (não necessariamente em posição de liderança). Os primeiros arrendam o seu tempo e, como tal, recebem linearmente de acordo com o tempo dispendido, independentemente do sucesso da empresa. Os segundos dão um contributo personalizado, uma vez que uma boa decisão pode ter um impacto substancial na evolução financeira da empresa e que perdure no tempo.

Há infinitamente mais pessoas na disposição de arrendar o seu tempo, do que aquelas dispostas a investir na criação de valor. Ora, temos então mais uma dinâmica de oferta e procura, e retornos simétricos. Num caso extremo, tens um CEO como o da Google que é um assalariado, mas recebe centenas de milhões de dólares por ano. Isto é porque a empresa é tão que a diferença marginal de julgamento dele para a melhor alternativa é justificada literalmente pela capacidade de dar milhares de milhões de dólares a mais aos acionistas, fruto de uma ou outra boa decisão estratégica por ele tomada.

Editado por Visitante

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Isto é muito giro mas ainda este ano vimos pessoas a viver exploradas por empresas de agricultura em Portugal. Lutar pelos direitos dos trabalhadores passa por isto, nem toda a gente pode-se adaptar ao mercado e são sujeitos a esta m*rda

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Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Dignidade, neste contexto, é um bocadinho abstrato. Se partires o termo às postas, vais ver que concordamos em muito. Salário minimo de 600 e tal euros é digno? Tendo em conta o preço das rendas, o custo dos combustíveis, o custo da educação, etc, é mesmo muito pouco. Trabalhar 10h ou 12h sem receber mais por isso é digno? Não é, nem é legal. E por ai em diante. Digno é aquele trabalho que paga todas as horas trabalhadas, com um salário que permita cobrir pelo menos as necessidades básicas e sobrar um pouco para poupar, com todos os descontos feitos de forma correta, e onde a ameaça de despedimento não seja usada para obter contrapartidas.

Este é o baseline que a meu ver colocaria todos os trabalhadores num patamar decente para, a partir daí, terem a liberdade de fazer escolhas e poderem partir para algo melhor se tiverem vontade e capacidade para isso. Ter um segundo emprego ou trabalhar forçosamente 14h por dia limita (e muito) essas escolhas.

Quanto aos empresários e fortunas pessoais, tens dois tipos de trabalhadores: os que executam instruções (fazem o que lhes mandam, vá), e os que tomam decisões (não necessariamente em posição de liderança). Os primeiros arrendam o seu tempo e, como tal, recebem linearmente de acordo com o tempo dispendido, independentemente do sucesso da empresa. Os segundos dão um contributo personalizado, uma vez que uma boa decisão pode ter um impacto substancial na evolução financeira da empresa e que perdure no tempo.

Há infinitamente mais pessoas na disposição de arrendar o seu tempo, do que aquelas dispostas a investir na criação de valor. Ora, temos então mais uma dinâmica de oferta e procura, e retornos simétricos. Num caso extremo, tens um CEO como o da Google que é um assalariado, mas recebe centenas de milhões de dólares por ano. Isto é porque a empresa é tão que a diferença marginal de julgamento dele para a melhor alternativa é justificada literalmente pela capacidade de dar milhares de milhões de dólares a mais aos acionistas, fruto de uma ou outra boa decisão estratégica por ele tomada.

Escreves coisas bonitas aí mas depois acabas generalizando e dizendo que a dona odete que a vida toda teve que andar a scanar produtos no continente o fez porque quis e não porque a vida e as suas oportunidades a isso a obrigaram. A maioria das pessoas preferia tomar decisões e ser paga para isso. O problema é que na base a tomada de decisões apenas implica chatices e raramente a devida compensação monetária. 

E depois, nem toda a gente consegue alcançar certos patamares, seja por deficiências na altura A ou B ou simplesmente por falta de oportunidades. É por isso que merecem ser tratadas como animais numa linha de produção? Uma boa caixa, um bom vendedor, um bom repositor, podem ser tão ou mais importantes para uma empresa como um bom gestor. E merecem reconhecimento por isso.

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Citação de ElliotReid13, há 4 horas:

O teu patrão paga-te o mínimo que tem de pagar a alguém para fazer o teu trabalho. Da mesma forma que não vais comprar um pacote de leite Agros meio-gordo no Intermarché por mais 10 cêntimos que no Continente.

Que excelente comparação, sim senhor.

Depois admiram-se que os trabalhadores não são "produtivos": porque raio vou eu ser "mais produtivo" para o produto do meu esforço extra ir todo para o bolso do meu empregador?

Editado por Wincing Hálldor

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alguém não aprendeu o conceito de negociação entre duas partes severamente desiguais. Aliás, fico incrédulo se acreditares mesmo que é assim tão simples e idealista.

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Citação de Burkina2008, há 4 horas:

Ai esta se tu te fores adaptando em como evolui o mercado, se fores apostando na tua formacao, isso nao acontece...ai esta nao ser apenas um gajo que esta la feito zombie a fazer o trabalho que qualquer simio faria...

Que tipo de trabalhos já agora? Fiquei realmente curioso.

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Citação de NunoC89, há 9 minutos:

Que tipo de trabalhos já agora? Fiquei realmente curioso.

Aqueles que garantem sustento imediato aos filhos, por exemplo. 

Nasceste no seio de uma família pobre e tiveste o azar de ter filhos e agora tens que ter um trabalho de símio para os sustentar? Burro. Tinhas dado para a adoção e ias investir na tua formação e adaptar-te ao mercado. 

 

 

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