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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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o que mais mete nojo é mesmo a mesquinhez e os juízos de valor por a pessoa pedir aquilo que tem direito de pedir

para esses bonecos deviam todos subjugar-se à empresa e pedir o mínimo

é continuar a expor esses bonecos e o linkedin pelos vistos está cheio deles

Editado por Apocalypse Now

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Citação de Mica, há 7 minutos:

Em última análise, as empresas tem de entender que se temos exigências demasiado altas e isso nos impede de ficar com o lugar, o problema é nosso. Eles só tem de tentar até encontrarem alguém que aceite os valores que propõem e nós temos de fazer o mesmo com as nossas expetativas. E amigos à mesma. Não percebo porque alguém tem de me dizer o que eu devia pedir ou deixar de pedir, se uma empresa me contactar e oferecer um salário que eu considere baixo, não os vou andar a insultar. Declino com classe e siga caminho.

A questão é nas empresas (algumas, claro) existe um conluio para pagar salários baixos. A questão é que andamos todos a competir por ordenados baixíssimos. 

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Citação de Lifehouse, Agora:

A questão é nas empresas (algumas, claro) existe um conluio para pagar salários baixos. A questão é que andamos todos a competir por ordenados baixíssimos. 

E o facto do português ter imensos tabus em falar de dinheiro também ajuda a perpetuar isso.

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Citação de Ghelthon, Agora:

E o facto do português ter imensos tabus em falar de dinheiro também ajuda a perpetuar isso.

Também não ajuda em nada. 
Parece que às vezes é pecado dizer quanto se ganha e poder perceber a realidade de quem nos rodeia. Mentalidade desconfiada de outros tempos. 

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Citação de Plagio o Original, há 4 minutos:

qual é o teu rate diário @Ghelthon?

Não vou dizer isso assim na Internet, como imaginas. Mas é superior ao que recebia antes, e inferior ao que a minha anterior empresa cobrava ao cliente por mim.

Editado por Ghelthon

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Citação de Lifehouse, há 16 minutos:

Também não ajuda em nada. 
Parece que às vezes é pecado dizer quanto se ganha e poder perceber a realidade de quem nos rodeia. Mentalidade desconfiada de outros tempos. 

 

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Citação de Plagio o Original, há 2 minutos:

 

Falo, por exemplo, em situações profissionais. Ou seja, na minha área a malta tem vergonha de falar uns com os outros e dizer quanto se ganha. 

Isso leva a que não exista uma união para bater o pé quando nos querem contratar com ordenados miseráveis. 

Falta às classes profissionais união de forma a que se possa bater o pé a esta cultura. 

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Citação de Ghelthon, há 21 minutos:

E o facto do português ter imensos tabus em falar de dinheiro também ajuda a perpetuar isso.

Mesmo nas entrevistas, há imenso tabu por parte do entrevistar em dizer qual o budget que têm.

Já liderei um equipa e fiz entrevistas técnicas, mas começava sempre pelas funções e qual o limite que podia pagar. Se podia pagar 1000 e o candidato esperava 1200, continuava a entrevista para perceber se valia a pena ir chorar por um aumento no budget.

Se ele pedia 1700 nem continuava a perder o meu e o tempo dele 

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Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

 

Eu bem sei que querias chegar aí, mas acho que és suficientemente inteligente para entender que estávamos a falar disto em contexto de trabalho. Ou seja, saber o que os teus colegas ganham, para perceber se estás a ser bem ou mal pago.

Mas vá, se quiseres números, posso dizer-te que na antiga empresa tive um projecto para um cliente suíço onde a minha empresa estava a receber +/- 800€ diários pelos meus serviços, e depois eu nem ganhava 10% disso (limpo).

Editado por Ghelthon

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Eu bem sei que querias chegar aí, mas acho que és suficientemente inteligente para entender que estávamos a falar disto em contexto de trabalho. Ou seja, saber o que os teus colegas ganham, para perceber se estás a ser bem ou mal pago.

Mas vá, se quiseres números, posso dizer-te que na antiga empresa tive um projecto para um cliente suíço onde a minha empresa estava a receber +/- 800€ diários pelos meus serviços, e depois eu nem ganhava 10% disso (limpo).

Eu estava a meter-me contigo

Mas isso não é o que tu recebes, é o que a empresa recebia!

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Citação de Lifehouse, há 1 hora:

Também não ajuda em nada. 
Parece que às vezes é pecado dizer quanto se ganha e poder perceber a realidade de quem nos rodeia. Mentalidade desconfiada de outros tempos. 

Vem do Estado Novo e a mentalidade que foi instaurada durante décadas do coitadinho, do se contentar, da subserviência à autoridade, do conservadorismo com as opções financeiras e de carreira, da falta de ambição. Isto ainda perdura na mentalidade portuguesa e mesmo como pessoa nascida nos anos 80 e estando em 2022 ainda sinto um pouco isso e tenho alguma dificuldade pessoalmente em o ultrapassar, porque me foi passado de geração para geração na educação que tive.

E depois no furor do 25 de Abril tiveste um pouco o inverso, e instaurou-se algo que eu também acho nocivo - com o ambiente esquerdista da altura, instalou-se um fascínio pseudo-soviético pela burocracia do aparelho do estado, pela função pública como centro da economia (se bem que isto já foi um pouco revertido ao longo do tempo), pelo pensar não no longo prazo no que pode trazer crescimento ao país num todo mas sim no bem-estar do agora, do presente. E assim se passa o tempo todo p.ex a falar do salário mínimo.

Eu acho que tanto a mentalidade herdada do Estado Novo como a que vêm do pós-25 de Abril, ambas as correntes são completamente contra o funcionamento livre do mercado. Eu até acho que o mercado tem limites e que certas coisas devem ser geridas pelo estado e que deve haver proteção social (certamente não me vão ver a votar IL), mas às vezes devíamos deixá-lo funcionar, tanto para o bem como para o mal. Receamos tanto a destruição criativa (o deixar cair empresas e postos de trabalho ineficientes, de modo a deixar emergir coisas mais eficientes no seu lugar) que criamos 1001 entraves tanto aos despedimentos como aos aumentos de salário. E as pessoas também não tem noção nem do valor que têm, nem de como gerir/otimizar as suas finanças pessoais (em parte desconhecimento natural devido à pobreza em que vivem). Isto também leva a um desconhecimento e desinteresse sobre a gestão pública, que permite aos políticos no poder fazer o que bem entenderem sem serem cobrados por isso pela sociedade civil. No geral vamos todos perdurando no status quo em vez de irmos em direção ao progresso; e os únicos que ganham são os chicos-espertos, os abutres, os charlatões, e os que têm alguma sorte no meio disto tudo.

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No meu antigo trabalho também havia lá um velho na administração que ficava f*dido quando alguém pedia férias em cima de feriados ou quando pediam a sexta-feira antes de um feriado na segunda lol

e essa de sair às 18h em ponto tb era igual, mas era totalmente geracional. Abaixo dos 40, saíam todos às 18h. Os mais velhos ficavam todos até tarde.

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Citação de Lifehouse, há 2 horas:

Também não ajuda em nada. 
Parece que às vezes é pecado dizer quanto se ganha e poder perceber a realidade de quem nos rodeia. Mentalidade desconfiada de outros tempos. 

ZVBKIL0nfWsP.jpg?o=1

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Citação de Mica, há 3 horas:

Em última análise, as empresas tem de entender que se temos exigências demasiado altas e isso nos impede de ficar com o lugar, o problema é nosso. Eles só tem de tentar até encontrarem alguém que aceite os valores que propõem e nós temos de fazer o mesmo com as nossas expetativas. E amigos à mesma. Não percebo porque alguém tem de me dizer o que eu devia pedir ou deixar de pedir, se uma empresa me contactar e oferecer um salário que eu considere baixo, não os vou andar a insultar. Declino com classe e siga caminho.

Até é bastante fácil de perceber, há que amedrontar quem pede um salário justo, não vá acontecer que a maioria da mão de obra disponível comece também a pensar do mesmo modo. E isto na minha altura até acontecia na faculdade, onde muitos professores incentivavam o estágio não remunerado ou o começar pelo salário mínimo como modo de entrar nas empresas. O objectivo é só um , ter mão de obra altamente qualificada ao mesmo preço que o senhor Zé que é caixa de supermercado. 

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Citação de smashing_pumpkin , há 3 minutos:

Até é bastante fácil de perceber, há que amedrontar quem pede um salário justo, não vá acontecer que a maioria da mão de obra disponível comece também a pensar do mesmo modo. E isto na minha altura até acontecia na faculdade, onde muitos professores incentivavam o estágio não remunerado ou o começar pelo salário mínimo como modo de entrar nas empresas. O objectivo é só um , ter mão de obra altamente qualificada ao mesmo preço que o senhor Zé que é caixa de supermercado. 

E essa m*rda é nojenta mesmo. Tu perdes a noção de quanto vales realmente.
Felizmente os meus profs na universidade focavam-se em ensinar, não em tentar incentivar-nos a ser escravos.

Estar com salário baixo em empresas de m*rda que não dão 1 elogio ao teu trabalho é horrível.


Andei 2 anos a pensar que era uma m*rda e que pedir 1400€ por (quase) 3 anos de experiência em IT era esticar-me, agora percebo que estava era numa empresa de m*rda com um patrão que entre sorrisos e piadas ia mandando a boca constante sobre o meu trabalho ser m*rda.
Acabei num sitio fixe, mas a receber menos do que devia, porque deram-me o que pedi.

Há que conseguir mudar a mentalidade das pessoas e fazê-las discutir o salário com os colegas dentro da empresa e com amigos de outras empresas.
Fazer do salário tabu só beneficia as empresas.

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Citação de Ghelthon, há 3 horas:

E o facto do português ter imensos tabus em falar de dinheiro também ajuda a perpetuar isso.

Para além das próprias empresas que até nos contratos espetam lá cláusulas e dão constantes reminders que é proibido haver partilhas de valores salariais. Só há uma parte envolvida que sai beneficiada com o secretismo salarial, a entidade patronal.

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Citação de doom_master, há 4 minutos:

e dão constantes reminders que é proibido haver partilhas de valores salariais.

Não percebo como é que isso pode ser algo possível na cabeça de alguém. "Nós ao pedirmos isto de certeza que ninguem vai desconfiar e minar o ambiente de trabalho".

Isso é para aqueles miúdos das accentures desta vida?

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Citação de doom_master, há 9 minutos:

Para além das próprias empresas que até nos contratos espetam lá cláusulas e dão constantes reminders que é proibido haver partilhas de valores salariais. Só há uma parte envolvida que sai beneficiada com o secretismo salarial, a entidade patronal.

Isso é só absurdo, além de que sabe-se sempre, se as pessoas assim o quiserem.

Eu acho super saudável, e não tem nada que ver com inveja ou não querer que os outros ganhem mais do que eu. Aliás, muitas das vezes eu pensava nisso numa onda de perceber o que a pessoa X faz para eu saber o que preciso de fazer para chegar a esse nível.

Mas claro, dá também para perceber se os patrões andam ali a fazer marosca, se não andas a ser mal pago em relação à malta nova que entra, etc.

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Citação de kareca, há 18 minutos:

Não percebo como é que isso pode ser algo possível na cabeça de alguém. "Nós ao pedirmos isto de certeza que ninguem vai desconfiar e minar o ambiente de trabalho".

Isso é para aqueles miúdos das accentures desta vida?

Não vás mais longe, na empresa de onde estou a sair não só tinha essa cláusula no contrato como sempre que me reviam o salário anualmente vinha lá a bold que não podia partilhar o valor com ninguém. Claro que sempre o fiz sem medos. E não é uma consultora tipo Accenture ou assim, é uma software house de fora com escritórios cá.

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Citação de doom_master, há 15 minutos:

Não vás mais longe, na empresa de onde estou a sair não só tinha essa cláusula no contrato como sempre que me reviam o salário anualmente vinha lá a bold que não podia partilhar o valor com ninguém. Claro que sempre o fiz sem medos. E não é uma consultora tipo Accenture ou assim, é uma software house de fora com escritórios cá.

Mas essas cláusulas são sequer legais em Portugal?

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Citação de rcoelho14, há 1 hora:

E essa m*rda é nojenta mesmo. Tu perdes a noção de quanto vales realmente.
Felizmente os meus profs na universidade focavam-se em ensinar, não em tentar incentivar-nos a ser escravos.

Estar com salário baixo em empresas de m*rda que não dão 1 elogio ao teu trabalho é horrível.


Andei 2 anos a pensar que era uma m*rda e que pedir 1400€ por (quase) 3 anos de experiência em IT era esticar-me, agora percebo que estava era numa empresa de m*rda com um patrão que entre sorrisos e piadas ia mandando a boca constante sobre o meu trabalho ser m*rda.
Acabei num sitio fixe, mas a receber menos do que devia, porque deram-me o que pedi.

Há que conseguir mudar a mentalidade das pessoas e fazê-las discutir o salário com os colegas dentro da empresa e com amigos de outras empresas.
Fazer do salário tabu só beneficia as empresas.

Mas isso é que está mal. Onde estou agora estou a ganhar consideravelmente mais do que pedi. Contrastado com a outra proposta que tive que deram o minimo possível para o que tinha pedido e queriam chegar lá com prémio. Esquecendo tudo o resto do contexto das duas era logo fácil perceber o que devia escolher.

Citação de doom_master, há 27 minutos:

Não vás mais longe, na empresa de onde estou a sair não só tinha essa cláusula no contrato como sempre que me reviam o salário anualmente vinha lá a bold que não podia partilhar o valor com ninguém. Claro que sempre o fiz sem medos. E não é uma consultora tipo Accenture ou assim, é uma software house de fora com escritórios cá.

Epa, estou agora na segunda consultora e nunca vi uma clásula do genero e, embora não ande com uma plaquinha a dizer quanto ganho, em conversas com colegas nunca tive problemas em o dizer.

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Eu não sei muito bem a política da minha, mas não tenho problema algum em dizer quanto recebo. 

Por alturas do natal é que nos oferecem cartões para gastar em supermercados e hipermercados e aí já reparei que é pedida a tal confidencialidade e para irmos buscar os cartões sem fazer muito alarido. 

Epa, ridículo. A malta não falar, não se unir, não discutir quanto ganha é que faz com que os patrões "gozem o prato" e depois venham dizer: "não, não, isto para aumentar salários não dá". Isto enquanto têm carro pago, cartões de crédito, despesas pagas e todas as regalias que possam existir. 

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