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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Tio Hans, há 1 hora:

Não tem razão, como é evidente. Mas o mercado está a funcionar. Lá porque não faz o que tu queres não quer dizer que não funcione. As casas estão caras porque a procura de casa é maior do que a oferta de casa. A ministra não tem razão quando diz que o governo não pode fazer nada. Pode, e deve. O governo é a entidade que mais pode fazer para resolver o problema. Pode aumentar a oferta, com políticas de habitação pública a sério, promovendo a construção e a reabilitação de edifícios, muitos deles pertença do estado. E pode regular a oferta, reduzindo benefícios fiscais a não residentes para os atrair.

Agora, o mercado está a funcionar, e bem. Se as casas estivessem baratas é que estava a funcionar mal, dadas as condições actuais de mercado.

Claro que funciona bem, mas para os mesmos de sempre. Quem é pobre fica ainda mais pobre. Quem é rico fica ainda mais rico. E é esta a sociedade em que querem que vivamos.

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Eu aproveitei a garantia do estado e comprei casa.

De outra forma não iria acontecer.

Agora, evidentemente que é uma grande ajuda, mas mesmo para o comprador ainda tem imensos entraves.

Muitos vendedores recusaram propostas que fizemos por virmos com a garantia do estado, ou pouco não tínhamos dinheiro para dar de entrada que eles estavam a contar, ou éramos rapidamente ultrapassados por propostas com "melhores condições".

Ou problema foi que só aceitavam "reservar" a casa e marcar o CPCV após uma avaliação bancária. Para esta casa que comprámos tivemos que correr esse risco de perder o valor da avaliação. Sem isso eles não aceitavam a marcação do CPCV. 

Outra questão engraçada (que não nos afetou porque tínhamos tudo descrito no CPCV) era que para o financiamento a 100%, os bancos a que fomos sempre disseram que no dia da escritura emitiam o cheque com o valor total da compra e que qualquer valor dado no CPCV teria que ser restituído aos compradores na escritura. Em Fevereiro mudaram isso, e em CPCV que mencionassem uma entrada de X, o banco só emprestava o restante.

E também para informação, a maioria dos bancos já "gastou" o plafond que tinha para usar no financiamento. Estava "previsto" a medida ser renovada no decorrer deste ano, mas RIP governo e RIP financiamento.

Ah e o limite para a isenção dos impostos estava nos 316k e em Janeiro passou para 324050€.

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Citação de Almeno, há 14 minutos:

Eu aproveitei a garantia do estado e comprei casa.

De outra forma não iria acontecer.

Agora, evidentemente que é uma grande ajuda, mas mesmo para o comprador ainda tem imensos entraves.

Muitos vendedores recusaram propostas que fizemos por virmos com a garantia do estado, ou pouco não tínhamos dinheiro para dar de entrada que eles estavam a contar, ou éramos rapidamente ultrapassados por propostas com "melhores condições".

Ou problema foi que só aceitavam "reservar" a casa e marcar o CPCV após uma avaliação bancária. Para esta casa que comprámos tivemos que correr esse risco de perder o valor da avaliação. Sem isso eles não aceitavam a marcação do CPCV. 

Outra questão engraçada (que não nos afetou porque tínhamos tudo descrito no CPCV) era que para o financiamento a 100%, os bancos a que fomos sempre disseram que no dia da escritura emitiam o cheque com o valor total da compra e que qualquer valor dado no CPCV teria que ser restituído aos compradores na escritura. Em Fevereiro mudaram isso, e em CPCV que mencionassem uma entrada de X, o banco só emprestava o restante.

E também para informação, a maioria dos bancos já "gastou" o plafond que tinha para usar no financiamento. Estava "previsto" a medida ser renovada no decorrer deste ano, mas RIP governo e RIP financiamento.

Ah e o limite para a isenção dos impostos estava nos 316k e em Janeiro passou para 324050€.

A ideia do apoio é boa, mas está mal estruturada.

Tu tiveste que arriscar avançar com a avaliação e os proprietários têm que ficar com a venda bloqueada, sem saber se no dia antes da escritura não mudas de ideias. Ou seja, não há garantias de negócio para nenhuma das partes.

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Citação de bug, há 7 minutos:

A ideia do apoio é boa, mas está mal estruturada.

Tu tiveste que arriscar avançar com a avaliação e os proprietários têm que ficar com a venda bloqueada, sem saber se no dia antes da escritura não mudas de ideias. Ou seja, não há garantias de negócio para nenhuma das partes.

A diferença é que o vendedor não vende hoje a ti mas vende amanhã a mim. Mas tu amanhã não tens outra ali à tua espera com condições semelhantes

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Citação de HappyKing, há 1 hora:

O problema está tão grave que não vais lá apenas com esta questão.

Existiu no passado um estudo inglês que mostrava que um aumento de 1% no stock habitacional deverá reduzir os preços na habitação em cerca de 1,5% a 2%. Para se ter uma ideia, seriam precisos construir mais de 30 mil fogos em Lisboa para se ter uma redução de 15 a 20% dos preços. Isto é várias vezes mais o que está previsto em termos de construção.

Eu sou, obviamente, a favor dessa construção. Ainda para mais quando o nosso parque público é dos mais baixos (talvez o mais baixo) da Europa. Mas acho que é uma ideia que traz consigo alguma ilusão. Como dizia a Ana Drago há uns tempos, a capacidade de a oferta pública forçar, uma redução de preços do mercado privado exigiria uma escala de construção/aquisição habitacional monumental nos territórios metropolitanos.

Certo, nada a dizer. Mas repara numa coisa, eu nunca disse que isto se vai resolver num ano ou dois. Andamos a brincar às medidas durante, sei lá, os últimos 10 anos? O meu apartamento ficou-me quase de borla no final de 2012. O mercado deve ter batido no fundo por essa altura. O problema não vai ser resolvido de um dia para o outro, vai demorar muito tempo. Mas isso só mostra a absoluta incompetência de quem nos governou a gerir este tema (independentemente do partido, idelologia, etc.) Este problema foi gerido de forma burra, por burros. E há mais coisas que se podem fazer. O Estado pode dar incentivos a que empresas se instalem fora das zonas mais pressionadas, atraindo pessoas para zonas onde o preço da habitação é mais reduzido porque há menos procura. Não é necessário construir as casas em Lisboa e no Porto. Qualquer um de nós conhece gente que vive nos grandes centros e que adorava voltar à terra natal, a casa, e só não o faz por falta de oportunidades, p.e.. A um imigrante, alguém que nunca tenha vivido em Portugal, e chegue cá, vai para onde houver emprego, p.e.

Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Claro que funciona bem, mas para os mesmos de sempre. Quem é pobre fica ainda mais pobre. Quem é rico fica ainda mais rico. E é esta a sociedade em que querem que vivamos.

Isso parece conversa de velhos que votam no Chega, lamento dizer-te.

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Citação de Tio Hans, há 2 minutos:

Certo, nada a dizer. Mas repara numa coisa, eu nunca disse que isto se vai resolver num ano ou dois. Andamos a brincar às medidas durante, sei lá, os últimos 10 anos? O meu apartamento ficou-me quase de borla no final de 2012. O mercado deve ter batido no fundo por essa altura. O problema não vai ser resolvido de um dia para o outro, vai demorar muito tempo. Mas isso só mostra a absoluta incompetência de quem nos governou a gerir este tema (independentemente do partido, idelologia, etc.) Este problema foi gerido de forma burra, por burros. E há mais coisas que se podem fazer. O Estado pode dar incentivos a que empresas se instalem fora das zonas mais pressionadas, atraindo pessoas para zonas onde o preço da habitação é mais reduzido porque há menos procura. Não é necessário construir as casas em Lisboa e no Porto. Qualquer um de nós conhece gente que vive nos grandes centros e que adorava voltar à terra natal, a casa, e só não o faz por falta de oportunidades, p.e.. A um imigrante, alguém que nunca tenha vivido em Portugal, e chegue cá, vai para onde houver emprego, p.e.

Interessante, mas o chico-espertismo português vem sempre ao de cima.

Sei de um caso de uma pessoa que mudou a sede fiscal para o interior para ter um benefício qualquer e a empresa nunca operou sequer naquele concelho.

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Citação de bug, Agora:

Interessante, mas o chico-espertismo português vem sempre ao de cima.

Sei de um caso de uma pessoa que mudou a sede fiscal para o interior para ter um benefício qualquer e a empresa nunca operou sequer naquele concelho.

Aquilo que os deputados fazem/faziam, no fundo. E? Vamos deixar de resolver um problema por causa de chico-espertice?

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Citação de bug, há 13 minutos:

A ideia do apoio é boa, mas está mal estruturada.

Tu tiveste que arriscar avançar com a avaliação e os proprietários têm que ficar com a venda bloqueada, sem saber se no dia antes da escritura não mudas de ideias. Ou seja, não há garantias de negócio para nenhuma das partes.

Calma, não foi assim.

Nós fizemos a proposta > eles aceitaram > deram como condição para o passo seguinte ter a avaliação do imóvel (para terem a certeza que o negócio não iria cair após o CPCV, uma vez que precisava que o valor da avaliação fosse igual ou superior ao valor da proposta) > após termos "a aprovação da avaliação" marcámos o CPCV e demos um valor como sinal (valor esse que ficou registado como sinal no CPCV e que teria que ser devolvido no momento da escritura), esse valor caso eu desistisse no negócio ficava para o vendedor, caso eles desistissem do negócio teriam que dar em dobro (como numa entrada na realidade) > no dia da escritura, eles devolveram o sinal e receberam o cheque

Eles tinham garantias e estavam salvaguardados. O problema maior para quem quer comprar recorrendo ao financiamento a 100% é que não tem qualquer margem de manobra para negociar, primeiro porque praticamente ninguém quer negociar contigo porque esperam receber logo o valor da entrada, em vez de um valor simbólico, segundo porque enquanto vendedor, obviamente é melhor aceitar uma proposta com capital.

Nós fomos ultrapassados assim em várias casas que vimos e fizemos propostas. Posso inclusive dizer que numa delas avançámos à confiança da palavra do agente imobiliário do vendedor em como segurava a casa enquanto esperávamos pela avaliação, e no dia em que recebemos o resultado (positivo para nós) dela, o agente vendeu a outra proposta 😄 

Tivemos que replicar esse processo para esta casa, mas quer o agente do vendedor, quer o vendedor cumpriram com a palavra que nos deram.

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A forma como a conversa vem parar ao mercado da habitação e ignora-se o elefante na sala é qualquer coisa.

Ainda para mais numa altura em que os escândalos com o arrendamento ilegal têm vindo à tona. 

Mas é o que temos, que venha mais um simplex para facilitar a coisa. O próximo passo pode passar por permitir emitir licenças de habitação para arrecadações. Já não falta tudo. 

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Citação de xicantonio, há 13 minutos:

A diferença é que o vendedor não vende hoje a ti mas vende amanhã a mim. Mas tu amanhã não tens outra ali à tua espera com condições semelhantes

Isto.

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Citação de Almeno, há 4 minutos:

Calma, não foi assim.

Nós fizemos a proposta > eles aceitaram > deram como condição para o passo seguinte ter a avaliação do imóvel (para terem a certeza que o negócio não iria cair após o CPCV, uma vez que precisava que o valor da avaliação fosse igual ou superior ao valor da proposta) > após termos "a aprovação da avaliação" marcámos o CPCV e demos um valor como sinal (valor esse que ficou registado como sinal no CPCV e que teria que ser devolvido no momento da escritura), esse valor caso eu desistisse no negócio ficava para o vendedor, caso eles desistissem do negócio teriam que dar em dobro (como numa entrada na realidade) > no dia da escritura, eles devolveram o sinal e receberam o cheque

Eles tinham garantias e estavam salvaguardados. O problema maior para quem quer comprar recorrendo ao financiamento a 100% é que não tem qualquer margem de manobra para negociar, primeiro porque praticamente ninguém quer negociar contigo porque esperam receber logo o valor da entrada, em vez de um valor simbólico, segundo porque enquanto vendedor, obviamente é melhor aceitar uma proposta com capital.

Nós fomos ultrapassados assim em várias casas que vimos e fizemos propostas. Posso inclusive dizer que numa delas avançámos à confiança da palavra do agente imobiliário do vendedor em como segurava a casa enquanto esperávamos pela avaliação, e no dia em que recebemos o resultado (positivo para nós) dela, o agente vendeu a outra proposta 😄 

Tivemos que replicar esse processo para esta casa, mas quer o agente do vendedor, quer o vendedor cumpriram com a palavra que nos deram.

Por transferência bancária?

Os bancos pedem extratos e não pode haver pagamento de sinal, porque se estás a usufruir dos 100% é porque teoricamente não tens os 10%. Mas claro, varia de banco para banco.

Citação de André Sousa, há 6 minutos:

A forma como a conversa vem parar ao mercado da habitação e ignora-se o elefante na sala é qualquer coisa.

Ainda para mais numa altura em que os escândalos com o arrendamento ilegal têm vindo à tona. 

Mas é o que temos, que venha mais um simplex para facilitar a coisa. O próximo passo pode passar por permitir emitir licenças de habitação para arrecadações. Já não falta tudo. 

O simplex para os bancos vale zero, exigem a documentação toda na mesma. Licenças, fichas técnicas, etc.

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Citação de Tio Hans, há 18 minutos:

pessoas para zonas onde o preço da habitação é mais reduzido porque há menos procura. Não é necessário construir as casas em Lisboa e no Porto.

Mas é preciso dar condições para isso. E voltamos a tocar noutro ponto "sensível" que são os transportes, por exemplo.

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Citação de bug, há 5 minutos:

Por transferência bancária?

Os bancos pedem extratos e não pode haver pagamento de sinal, porque se estás a usufruir dos 100% é porque teoricamente não tens os 10%. Mas claro, varia de banco para banco.

O simplex para os bancos vale zero, exigem a documentação toda na mesma. Licenças, fichas técnicas, etc.

Por transferência bancária sim. Nós transferimos no dia do CPCV, eles devolveram no dia da escritura.

Se o CPCV tivesse escrito de outra forma, ao dia de hoje, o banco iria transferir para nós o valor da sinalização e o restante para o vendedor.

Isto é o processo de todos os bancos de aderiram ao financiamento.

E lá está, eu não "dei" os 10%. Na realidade, eu sinalizei a casa com 3% do valor acordado para a compra.

Editado por Almeno

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Citação de Ed, há 2 minutos:

Mas é preciso dar condições para isso. E voltamos a tocar noutro ponto "sensível" que são os transportes, por exemplo.

Certo, mas verifica a que propósito escrevi isso. 

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Citação de bug, há 2 minutos:

O simplex para os bancos vale zero, exigem a documentação toda na mesma. Licenças, fichas técnicas, etc.

Eu não falei em bancos. O que não falta é gente a pegar em lojas, que na maior parte das vezes têm que ser com capitais próprios, e a converter em imóveis com licenças de habitação.

O imobiliário tornou-se um negócio porque as margens que se conseguem são brutais. 

Atualmente, todo o buraco serve para meter alguém. Ainda esta semana foi "descoberta" uma creche/jardim de infância que não estava em funcionamento há uma série de anos onde se fizeram mais de 50 quartos. Como diz o outro, é fazer as contas. 

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Citação de Tio Hans, Agora:

Certo, mas verifica a que propósito escrevi isso. 

Eu percebi. Só estava a introduzir que não é só construir fora dos grandes centros, no fundo a concordar contigo, e que é preciso incentivos e condições para isso. 

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Citação de André Sousa, há 19 minutos:

A forma como a conversa vem parar ao mercado da habitação e ignora-se o elefante na sala é qualquer coisa.

Ainda para mais numa altura em que os escândalos com o arrendamento ilegal têm vindo à tona. 

O elefante na sala no teu exercício são, para ser simpático, as bestas que cobram 500 euros por um ""quarto" de uma antiga escola sem condições de habitabilidade lucrando várias dezenas de vezes isso aproveitando-se da fragilidade das pessoas certo? Certo? 

Editado por HappyKing
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Citação de HappyKing, há 1 minuto:

O elefante na sala no teu exercício são, para ser simpático, as bestas que exigem 500 euros por um ""quarto" de uma antiga escola lucrando várias dezenas de vezes isso aproveitando-se da fragilidade das pessoas certo? Certo? 

Depende. A culpa não morre solteira. 

Só existem "bestas que exigem 500€ por um quarto" porque há mercado para isso. Porque é que ninguém se lembrou disso há 10 anos atrás?

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Citação de André Sousa, há 6 minutos:

Depende. A culpa não morre solteira. 

Pois não. Está perfeitamente identificado o culpado e espero que nos casos que tem sido conhecidos o culpado seja punido. 

Citação de André Sousa, há 6 minutos:

Só existem "bestas que exigem 500€ por um quarto" porque há mercado para isso.

Há sempre mercado para lucrar com o desespero das pessoas. Se há coisa que o "mercado" é pródigo é nisso. 

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Citação de HappyKing, Agora:

Pois não. Está perfeitamente identificado o culpado e espero que nos casos que tem sido conhecidos o culpado seja punido. 

Há sempre mercado para lucrar com o desespero das pessoas. Se há coisa que o "mercado" é pródigo é nisso. 

É enternecedora a forma como olhas para as coisas. Pune-se o culpado e as 50 pessoas que lá estavam fazem o quê exatamente?

Há? Onde é que isso estava há dez anos atrás? 

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E estavam de minissaia porquê? 

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Eu acho que os bancos só queriam despachar processos para se verem livre do "dinheiro" do estado e não me admirava nada que daqui há uns anos se viesse a descobrir muita trafulhada nestes processos. Não sei o quanto isso abriria portas a muitas escrituras anuladas ou pessoas a terem de "recompensar" os antigos donos das casas.

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Citação de André Sousa, há 1 minuto:

50 pessoas que lá estavam fazem o quê exatamente?

São realojadas como está já previsto e é dado apoio a que consigam encontrar soluções para si e para os seus. Porque se há coisa que as bestas que referi se aproveitam é da fragilidade das pessoas. É preciso melhorar os mecanismos de integração. Não é de hoje que assim é. 

Sobre o resto eu sei a tua tara sobre a imigração mas ficam os dados:

O aumento do preço das casas em Portugal desde 2010 foi 80%. Desde então a população activa caiu e voltou a subir, entre 5 milhões e 111 mil em 2012 para 5 milhões 350 mil em 2023. Um aumento de cerca de 3%. O preço das casas subiu 80%.

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Citação de HappyKing, há 1 minuto:

O aumento do preço das casas em Portugal desde 2010 foi 80%. Desde então a população activa caiu e voltou a subir, entre 5 milhões e 111 mil em 2012 para 5 milhões 350 mil em 2023. Um aumento de cerca de 3%. O preço das casas subiu 80%.

Confesso que não entendi. Queria que o preço das casas subisse na proporção do aumento da população? .

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