Scirea Publicado 1 hora Citação de Ticampos, há 1 minuto: Ninguém aqui está a culpar a escola. Só que às vezes em certas famílias problemáticas e sem qualquer tipo de estrutura é o único meio em que se poder fazer ver diferente e ter outra perspetiva a essas crianças. É muito giro culparmos X ou Y, mas as crianças não têm culpa da família que possuem e não devem pagar de letra só porque os pais são irresponsáveis e dão-lhes (nalguns casos específicos) péssima educação. Pensa comigo, se uma criança vem de uma familia desestruturada à partida, onde vê consumos em casa, vê comportamentos reprováveis dos pais, onde não tem ninguém que o receba ao final da tarde porque os pais só chegam as 21:00 do trabalho, vive segregado num bairro problemático ou numa periferia ou mesmo que viva em Picoas, se tem fome fora do tempo das aulas e não tem cabeça para pensar porque ninguém com fome tem capacidade de estudar o que seja, se não tem um sitio onde estudar porque divide o quarto com o irmão mais velho e na sala não se consegue concentrar, se sente revolta porque o colega de carteira consegue e ele não, se ninguém lhe tempera os comportamentos intempestivos, se ninguém é para si um modelo a aspirar ser, se está no espectro do autismo ou tem dificuldades de aprendizagens e não foi pedida uma análise pelos pais mas sim no 7º ano porque um professor mais atento sinaliza, enfim os exemplos são diversos mas são a realidade. As crianças não têm culpa, estás totalmente certo disso, mas cabe à sociedade como um todo perceber o seu papel individual e coletivo de ajudar estas familias e o que acontece hoje em dia é que marginalizas e culpabilizas quem é pobre porque nesta cultura neo-liberal, só não consegue quem não quer e ser pobre é uma fraqueza e um mal que deve ser expurgado da sociedade e não ajudado. Uma sociedade exige uma análise holistica e não individualista como o sistema atual está. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 1 hora (editado) Citação de Scirea, há 10 minutos: Pensa comigo, se uma criança vem de uma familia desestruturada à partida, onde vê consumos em casa, vê comportamentos reprováveis dos pais, onde não tem ninguém que o receba ao final da tarde porque os pais só chegam as 21:00 do trabalho, vive segregado num bairro problemático ou numa periferia ou mesmo que viva em Picoas, se tem fome fora do tempo das aulas e não tem cabeça para pensar porque ninguém com fome tem capacidade de estudar o que seja, se não tem um sitio onde estudar porque divide o quarto com o irmão mais velho e na sala não se consegue concentrar, se sente revolta porque o colega de carteira consegue e ele não, se ninguém lhe tempera os comportamentos intempestivos, se ninguém é para si um modelo a aspirar ser, se está no espectro do autismo ou tem dificuldades de aprendizagens e não foi pedida uma análise pelos pais mas sim no 7º ano porque um professor mais atento sinaliza, enfim os exemplos são diversos mas são a realidade. As crianças não têm culpa, estás totalmente certo disso, mas cabe à sociedade como um todo perceber o seu papel individual e coletivo de ajudar estas familias e o que acontece hoje em dia é que marginalizas e culpabilizas quem é pobre porque nesta cultura neo-liberal, só não consegue quem não quer e ser pobre é uma fraqueza e um mal que deve ser expurgado da sociedade e não ajudado. Uma sociedade exige uma análise holistica e não individualista como o sistema atual está. Certo, concordo. Mas eu também defendo isso. E, tendo uma irmã psicóloga, o apoio psicológico é bastante importante para todos os atores. O que quis dizer é que a educação não tem que ser (nem deve na minha perspectiva) exclusivamente orientada para o futuro do mercado de trabalho. Pode cobrir outras áreas também. E infelizmente isso não acontece tanto como acho que deveria acontecer. Pensa-se pouco no futuro da pessoa e apenas no futuro enquanto trabalhador. Editado 1 hora por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 1 hora Citação de Rain Dog, há 9 horas: isso era o pão nosso de cada dia à porta da minha primária nos anos 90/00 Mesmo a sério, nos 90 era só agarradolas do cavalo por todo o lado e um gajo ia a pé sozinho para a primária a passar diariamente por degredo. Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 1 hora (editado) Citação de Ticampos, há 30 minutos: A escola é muitas vezes para muitos miúdos um dos poucos elevadores sociais que possuem (não falo especificamente de forma monetária, mas sim na forma de perspectivar o mundo e na aprendizagem de aspetos importantíssimos para a vida). E devemos lutar para que ela seja e funcione do melhor modo que seja possível. Isso do elevador social teria muito a ser dito mas não vou entrar por ai. Se devemos lutar para que ela funcione então que se lute para que ela não se destrua e isso implica ação social além do simples ir às urnas. Que se exija aos politivos menos atenção a pacotes laborais e mais atenção a cartéis da banca; que se ligue menos à unificação para uma TSU e se dê atenção às formas de dar equidade de oportunidades às familias necessitadas e à organização e o futuro dos nossos sistemas sociais; que se perca menos tempo a culpar imigrantes e se passe mais tempo fiscalizar a criatividade financeiros das empresas para fugir aos impostos. Quando tiramos dinheiro ao estado ele fica mais fraco e tudo o que são obrigações que lhe exigimos ficam com menos dinheiro e por consequência mais fracos. Novamente, numa figuração para que se entenda, não podemos querer que seja apenas uma perna de uma mesa a equilibrá-la quando as outras estão desniveladas. Editado 1 hora por Scirea Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 58 minutos Citação de Ghelthon, há 2 horas: É só falta de coragem política. A publicidade é banida em muitos países (basta pensar naqueles em que se joga fora nas competições europeias e onde, por exemplo, Porto e Sporting são obrigados a retirar o patrocinador da camisola), portanto cá pode perfeitamente fazer-se o mesmo. É só tratar o jogo como se trata o tabaco: tolerância zero à publicidade. Citação de Abraxas, há 2 horas: Ler isto com esse Avatar é de morrer a rir. Parece aquele tio bêbado que fala aos putos sobre o que é ir às p*tas Sinceramente vi o comentário do Abraxas em resposta ao comentário do ghelthon sobre o tabaco e ri muito Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 56 minutos (editado) Citação de Scirea, há 12 minutos: Isso do elevador social teria muito a ser dito mas não vou entrar por ai. Se devemos lutar para que ela funcione então que se lute para que ela não se destrua e isso implica ação social além do simples ir às urnas. Que se exija aos politivos menos atenção a pacotes laborais e mais atenção a cartéis da banca; que se ligue menos à unificação para uma TSU e se dê atenção às formas de dar equidade de oportunidades às familias necessitadas e à organização e o futuro dos nossos sistemas sociais; que se perca menos tempo a culpar imigrantes e se passe mais tempo fiscalizar a criatividade financeiros das empresas para fugir aos impostos. Quando tiramos dinheiro ao estado ele fica mais fraco e tudo o que são obrigações que lhe exigimos ficam com menos dinheiro e por consequência mais fracos. Novamente, numa figuração para que se entenda, não podemos querer que seja apenas uma perna de uma mesa a equilibrá-la quando as outras que estão desniveladas. Concordo absolutamente na parte da educação. É das áreas em que defendo a maior força do estado possível (noutras áreas nem tanto, são outros 500s, mas estamos a falar de educação especificamente e vamos focar nela). Até vou mais longe, foco total no ensino público e desincentivo ao ensino privado, exceto certas circunstâncias específicas (por ex. alunos com deficiências que se os pais tiverem possibilidades conseguem oferecer condições melhores porque não existe ainda essa possibilidade tão desenvolvida no ensino público), a escola deve servir para todos de igual modo, a avaliação deve ser igualmente justa, se os pais querem outro tipo de educação fora da escola pública, coloquem explicadores cá fora ou tutores para complementar a escola, ou o que seja, mas a igualdade de circunstâncias deve existir e ser preponderante na escola). E é uma área onde temos a aprender mesmo com os países do ex-bloco de leste, já que para mim foi a área onde tiveram mais sucesso. Se tiveram sucesso é porque há aspetos e lições importantes a retirar ali. Editado 52 minutos por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 50 minutos Citação de Ticampos, há 1 minuto: Concordo absolutamente na parte da educação. É das áreas em que defendo a maior força do estado possível (noutras áreas nem tanto, são outros 500s, mas estamos a falar de educação especificamente e vamos focar nela). Até vou mais longe, foco total no ensino público e desincentivo ao ensino privado, exceto certas circunstâncias específicas (por ex. alunos com deficiências que se os pais tiverem possibilidades conseguem oferecer condições melhores porque não existe ainda essa possibilidade tão desenvolvida no ensino público), a escola deve servir para todos de igual modo, a avaliação deve ser igualmente justa, se os pais querem outro tipo de educação fora da escola pública, coloquem explicadores cá fora ou tutores, ou o que seja, mas a igualdade de circunstância deve existir e ser preponderante na escola). E é uma área onde temos a aprender mesmo com os países do ex-bloco de leste, já que para mim foi a área onde tiveram mais sucesso. Se tiveram sucesso é porque há aspetos e lições importantes a retirar ali. https://www.publico.pt/2021/01/08/opiniao/opiniao/avaria-elevador-social-1945209 https://www.publico.pt/2021/04/20/opiniao/noticia/elevador-social-1958402 Apenas cito isto em resposta ao bold. "As condições socioeconómicas das famílias ou dos próprios, o local de residência, a etnia ou a deficiência têm influência em todo o percurso anterior, designadamente educativo, e na probabilidade de atingir o ensino superior. A distorção da composição social do corpo estudantil a favor dos mais favorecidos é o efeito de todo um conjunto de oportunidades desde a nascença. É por isso que a igualdade de oportunidades, ideia amplamente aceite como justa, se não pode limitar à igualdade pontual nos critérios e provas de acesso, sob pena de ser injusta. Para corrigir coerentemente as desigualdades é necessário ter dados que permitam conhecer a situação real e definir metas calendarizadas que balizem a intervenção." Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 48 minutos (editado) Citação de Scirea, há 16 minutos: https://www.publico.pt/2021/01/08/opiniao/opiniao/avaria-elevador-social-1945209 https://www.publico.pt/2021/04/20/opiniao/noticia/elevador-social-1958402 Apenas cito isto em resposta ao bold. "As condições socioeconómicas das famílias ou dos próprios, o local de residência, a etnia ou a deficiência têm influência em todo o percurso anterior, designadamente educativo, e na probabilidade de atingir o ensino superior. A distorção da composição social do corpo estudantil a favor dos mais favorecidos é o efeito de todo um conjunto de oportunidades desde a nascença. É por isso que a igualdade de oportunidades, ideia amplamente aceite como justa, se não pode limitar à igualdade pontual nos critérios e provas de acesso, sob pena de ser injusta. Para corrigir coerentemente as desigualdades é necessário ter dados que permitam conhecer a situação real e definir metas calendarizadas que balizem a intervenção." Não consigo ler a primeira. "É por isso que a igualdade de oportunidades, ideia amplamente aceite como justa, se não pode limitar à igualdade pontual nos critérios e provas de acesso, sob pena de ser injusta. Para corrigir coerentemente as desigualdades é necessário ter dados que permitam conhecer a situação real e definir metas calendarizadas que balizem a intervenção." Então mas é isso que defendo que não aconteça. Os alunos devem andar todos nas mesmas escolas com os mesmos professores, é injusto na mesma rua teres 1 família a colocar os filhos no colégio da Barra Justa de Santo Antão porque tem mais dinheiro, tendo outros professores e ensino mais especializado, com menos de 15 alunos por sala de aula, etc, e outra família no Agrupamento de Escolas de 2º, 3º ciclo e Secundário do Beco do Largo Fundo com 30 alunos ou mais por sala de aula, sem qualquer tipo de acompanhamento extra. Contudo fora da escola não vais (até porque não consegues tal como dizes) controlar totalmente as opções dos pais, se os pais com mais dinheiro, quiserem dar explicações pagas aos filhos, fora do ambiente escolar e fora de horário estudantil, não consegues que os outros tenham os pais a fazer o mesmo. Editado 33 minutos por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
.Aimar Publicado 47 minutos Citação de Ticampos, há 2 horas: E o que me mete mais impressão é a Santa Casa da Misericórdia, que supostamente tem uma imagem "benigna", de solidariedade e de ajudar as pessoas vulneráveis e depois andar a desgraçar alegremente a vida das pessoas. Uma hipocrisia de todo o tamanho. "Aposte que se não ganhar, está a ajudar os outros". Esta promoção do jogo como algo benéfico para a sociedade deveria ser banida, na hora. 1 Compartilhar este post Link para o post
Abraxas Publicado 39 minutos Pode faltar muita coisa neste país, coragem política não creio que seja o problema. Acho sim que falta muita espinha dorsal e ética moral Coragem têm as pessoas Compartilhar este post Link para o post
dpitz Publicado 31 minutos (editado) O que falta neste país é colhões para enfrentar os grandes interesses. Seja os casinos, as casas de apostas, a Sonae, a Jerónimo Martins, as multinacionais e outras entidades internacionais Em vez disso temos governos submissos que estão mais preocupados em ser os meninos bonitos Editado 30 minutos por dpitz 1 Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 26 minutos Citação de dpitz, há 2 minutos: O que falta neste país é colhões para enfrentar os grandes interesses. Seja os casinos, as casas de apostas, a Sonae, a Jerónimo Martins, as multinacionais e outras entidades internacionais Em vez disso temos governos submissos que estão mais preocupados em ser os meninos bonitos Isso não é exclusivo nosso. De forma geral todas nações cujo modelo económico assente no capitalismo têm o seu poder político refém do económico. 2 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 22 minutos (editado) Citação de dpitz, há 9 minutos: O que falta neste país é colhões para enfrentar os grandes interesses. Seja os casinos, as casas de apostas, a Sonae, a Jerónimo Martins, as multinacionais e outras entidades internacionais Em vez disso temos governos submissos que estão mais preocupados em ser os meninos bonitos Mas como é que vais enfrentar algo a que pertences e que representas? E ainda bem que disseste governos porque desde 2002 pouco se aproveita. Durão que foge para a Europa e faz favores ao Bush. Santana Lopes que cai no governo de paraquedas. Sócrates e Passos que não precisam de apresentações. Costa que só se preocupava em agradar à UE na parte das finanças e que continuou com a degradação dos serviços públicos à imagem do governo do PM anterior e posterior. Montenegro com o que se está a ver cada vez pior dia após dia e que exponencia ainda mais as situações anteriores. Não é de estranhar que o país esteja estagnado. Editado 21 minutos por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
dpitz Publicado 13 minutos Citação de John Bonifácio, há 9 minutos: Isso não é exclusivo nosso. De forma geral todas nações cujo modelo económico assente no capitalismo têm o seu poder político refém do económico. Exacto Citação de Ticampos, há 4 minutos: Mas como é que vais enfrentar algo a que pertences e que representas? E ainda bem que disseste governos porque desde 2002 pouco se aproveita. Durão que foge para a Europa e faz favores ao Bush. Santana Lopes que cai no governo de paraquedas. Sócrates e Passos que não precisam de apresentações. Costa que só se preocupava em agradar à UE na parte das finanças e que continuou com a degradação dos serviços públicos à imagem do governo do PM anterior e posterior. Montenegro com o que se está a ver cada vez pior dia após dia e que exponencia ainda mais as situações anteriores. Não é de estranhar que o país esteja estagnado. É preciso romper com isso. Nós é que os metemos lá. Andamos há 50 anos numa alternância sem alternativa. E não, não é o chega que vai mudar isso. Compartilhar este post Link para o post