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As 23 mulheres (pelo menos) que foram assediadas por Harvey Weinstein

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Citação de NIkeL, há 30 minutos:

Não sei se percebi o teu post, mas deduzo que é para responder ao "como sabes se não o fez". Como sei? Não sei, mas deduzo com um bom grau de certeza, porque infelizmente é o típico, e o facto de ela ter feito isto e de até agora nunca ter vindo a notícia cá para fora reforça isso. Uma CMTV da vida apanhava isso em 3 tempos se uma atriz acusasse alguém no poder de assédio.

Posso estar errado, claro, tal como ela pode estar a mentir mas acho que aqui todos estamos mais ou menos seguros que não e estamos a discutir cm base nessa premissa. 

 

Quanto à segunda pergunta, já falei mais ou menos disso, qual o problema? Problema problema não há nenhum, não consegue é nada. Isso de dar coragem a mais pessoas para virem a público dizer o mesmo vai de encontro ao que disse. Vamos ter muitas vítimas e ninguém para acusar, que é muito pouco produtivo para poder combater o problema.

meh não vale a pena. tás cheio de certezas e generalizações e eu não estou para isso.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

tem? Andam aí "predadores", tu denuncias a situação sem dizer quem é o gajo para ele continua a actuar e haver mais vítimas, é isso?

sim, quero nomes. A minha sobrinha faz publicidade, não quero que ela passe pelo que outras passaram. Sou grunho por isso?

Tu denuncias a situação para futuras vítimas aperceberem-se que estão a ser, precisamente, vítimas, que não estão sozinhas, que podem e devem-se impor, que podem falar e desabafar com alguém...

Esta discussão é tão estúpida que nem me vou alongar muito mais. Quer dizer, uma rapariga sai da sua zona de conforto, anos após os acontecimentos, ao partilhar este tipo de experiências... não ganha praticamente nada com isto, mas pode ajudar outras pessoas...e querem que diga nomes, quando não vai adiantar de nada? Aliás, antes pelo contrário, só lhes vai dar mais problemas, porque o gajo nunca seria dado como culpado. 

E, sei que não é o vosso caso, mas engraçado que nestas coisas há sempre um 'mas'. Ou não disse na altura, ou não tem provas, ou não diz nomes, ou é uma porca, ou não se soube defender. E, claro, o que é realmente importante não é discutido. 

  • Concordo! 1

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Mas uma coisa que dizem é verdade - o acreditem nas vítimas, quando surge um nome, é treta. Veja-se o Ferro Rodrigues e o Paulo Pedroso, nesses fechou-se os olhos e não se acreditou nas vítimas.

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Citação de Rei_Patricio, há 12 minutos:

Wtf, fazes ideia de como é que esses nomes foram associados ao caso? 

Começou com o Pedro Namora, que na altura era advogado, quando soube de um puto que tinha sido abusado pelo Carlos Silvino. Depois começaram a falar com alunos e ex-alunos que apontaram nomes, entretanto começa a aparecer no expresso ou sol a investigação que depois passa para a TVI e CM. Na altura houve 3 testemunhas a dar o nome do Ferro Rodrigues, do Paulo Pedroso não me lembro quantas foram e também não vou falar das fotos porque foram coisas que saíram no CM e fico de pé atrás com eles.

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Citação

The Specific Challenges to Speaking Out

As I will argue in later chapters, speaking publicly as a survivor still carries significant risks in many parts of the world, including the West. The risks include social disapproval, relationship strain, even one's safety. One risks one's emotional equilibrium when people respond with ignorant, idiotic, and painful comments. If one has a job that requires some credence as an objective analyst, one may be adversely affected in one's professional life. One also risks being tarred for life with an identity that can affect how one is interpreted henceforth on all manner of issues, from feminism in general to legal issues to political orientation. We remember who tells us they were raped.

Survivors have to negotiate these multiple considerations to decide whether to speak, how, where, and to whom. As I said before, there should never be outside pressure: the considerations are too personal and complex, and surviving can be enough of a full-time task. But speaking as a survivor is not always a choice, especially now that the media routinely breaks the anonymity of victims. Even if one's name stays out of the paper, there may be some smaller circle that knows and spreads the information without one's consent.

It would be optimal if speaking publicly as a survivor would be up to the survivor. The negative response to speaking publicly or making a report to the local authorities can be so damaging that we have come to call this the “second rape.” Survivors are in the best position to determine whether they have the resources and the support system in place to withstand this. We can weigh the negatives against the fact that, at least in some cases, speaking can be a powerful act of reclaiming and remaking one's life, making common cause with allies, and taking action against our perpetrators or the systemic forces that enable them.

Well-meaning (and some not so well-meaning) outsiders may pull us in different directions: many think we should protect ourselves by not speaking, mistakenly assuming this is always a safer stance, while others may think we are politically or even morally at fault if we choose not to report. But this is to take agency from the victim, once again. No one quite understands as well as we do what the effects of speaking will cost us: the flashbacks, the relationship fall-out, the panic attacks, the loss of credibility, and the danger to our safety. Thus the best thing our loved ones and allies can do is remove the pressure in both directions.(...)

Excerpt from "Rape and Resistance", Linda Martín Alcoff

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

Mas uma coisa que dizem é verdade - o acreditem nas vítimas, quando surge um nome, é treta. Veja-se o Ferro Rodrigues e o Paulo Pedroso, nesses fechou-se os olhos e não se acreditou nas vítimas.

O Ronaldo foi acusado por nome e a grande maioria do pessoal fechou os olhos e não acreditou na vitima. Se a Arruda tivesse dito nomes, era só pessoal a acusa-la de querer acabar com a carreira do abusador sem provas e que ela tinha percebido mal, etc etc.

 

É literalmente preso por ter cão, preso por não ter

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Acho que isto diz muito do facto das mulheres não mandarem nomes cá para fora. Elas é que ainda se arriscam a levar com processos de difamação. 

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

Mas uma coisa que dizem é verdade - o acreditem nas vítimas, quando surge um nome, é treta. Veja-se o Ferro Rodrigues e o Paulo Pedroso, nesses fechou-se os olhos e não se acreditou nas vítimas.

Nos Açores, no caso Bibi, foi a mesma coisa.

Lembro-me que o Ricardo Rodrigues (o tal que roubou os gravadores do Expresso, e agora é presidente da CM de Vila Franca do Campo), chegou a ser denunciado por vários miudos e nunca chegou a ser acusado formalmente. A própria PJ, na altura, chegou a admitir que encontrou vários entraves na investigação de nomes mais conhecido.

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Citação de Mesut Ozil, há 8 minutos:

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Acho que isto diz muito do facto das mulheres não mandarem nomes cá para fora. Elas é que ainda se arriscam a levar com processos de difamação. 

Os da casa pia apanharam com processos e safaram-se.

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Citação de Seferogol, há 9 minutos:

Nos Açores, no caso Bibi, foi a mesma coisa.

o gajo não era o farfalha? A garagem do Farfalha.

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Citação de Puto Perdiz, Agora:

o gajo não era o farfalha? A garagem do Farfalha.

Isso, Farfalha. Bibi é o gajo da Casa Pia.

 

 

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not worth it

Editado por NIkeL

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Citação de Puto Perdiz, há 3 horas:

tem? Andam aí "predadores", tu denuncias a situação sem dizer quem é o gajo para ele continua a actuar e haver mais vítimas, é isso?

sim, quero nomes. A minha sobrinha faz publicidade, não quero que ela passe pelo que outras passaram. Sou grunho por isso?

Não és grunho. Mas já podes dizer-lhe que deve levar uma camara oculta para todas as audições.

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Citação de El Colosso, há 10 horas:

O Ronaldo foi acusado por nome e a grande maioria do pessoal fechou os olhos e não acreditou na vitima. Se a Arruda tivesse dito nomes, era só pessoal a acusa-la de querer acabar com a carreira do abusador sem provas e que ela tinha percebido mal, etc etc.

 

É literalmente preso por ter cão, preso por não ter

O caso do Ronaldo teve dois factores que levaram a isso:

- A descredibilização que o movimento #metoo estava a sofrer na altura.

- Ser português (que quase só se aplicou ao nosso país) e ser o Ronaldo.

Posso estar enganado, mas não sei se o caso do Ronaldo surgiu, mais ou menos, na mesma altura do Neymar. Mas, não deixa de ser engraçado chamadas associações feministas que antes pediam sangue com o Ronaldo dizerem que se deve controlar a sede de sangue (capazes. cof, cof). O caso do Ronaldo não foi o primeiro, nem o último onde a "sede de sangue", o "acreditemos na vítima passou" a "devemos controlar a sede de sangue" e "vamos ouvir todas a partes e investigar". (Biden. cof, cof)

 

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Citação de NIkeL, há 14 horas:

"grunhos" lol. Isto de ter opiniões diferentes é f*da hoje em dia.

Nossa q drama

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Esse caso da Joana Emídio Marques é o exemplo perfeito do porquê de as teorias de boas intenções, assim definidas para lhes dar um nome, não funcionarem no mundo real.

Estive a ler os comentários mais recentes neste tópico e tenho de confessar que, por princípio, concordo com o NIkeL. É verdade que se ninguém denunciar, se ninguém fizer barulho, se não chegarem casos às autoridades e os nomes não forem divulgados, nada mudará. Isto é uma espécie de verdade de La Palice.

O problema em tudo isto é que se trata de um wishful thinking, a tal teoria das boas intenções, porque isto só funcionaria num mundo ideal - e este em que vivemos está bem longe de o ser.

Voltando ao caso da Joana Emídio Marques. Ela fez o que a turba de acusadores das redes sociais exigia: forneceu um nome. Até fez mais do que isso: descreveu o encontro, o contexto que levou a esse encontro, indicou o período temporal, o local (do encontro e do que aconteceu após o encontro), o modus operandi do sujeito e até arrolou na história um nome de alguém que terá tomado conhecimento do caso na altura - e que, diga-se de passagem, menosprezou a situação dando a entender que era relativamente comum acontecerem cenas do género com o sujeito.

Reacções que fui apanhando pelas redes sociais (por entre os elogios de muita gente que a saudou pela coragem, também há que o indicar) : a culpa é dela e ela é que se meteu a jeito, ou porque deveria saber que ia ser assediada (LOL), ou porque é comum surgirem piropos deste género para com mulheres em jantares de trabalho (este argumento por si só é tão revoltante por todas as suas implicações que, caso o explorássemos, abriria toda uma caixa de pandora que nem é bom de imaginar, pelo que o deixaria de lado por agora), ou até porque só agora falou disto.

E é neste ponto que dá para responder sobre uma das principais batalhas dos últimos dias: o problema não é apresentarem-se nomes ou estes não serem apresentados. Quem pede nomes, ou a generalidade de quem os pede, não está interessado na apresentação destes; está, tão só, interessado em descredibilizar as acusações, agarrando-se ao argumento "mais à mão" que tiverem.

O primeiro, mais fácil de utilizar, é descredibilizar por não serem apresentados nomes; o segundo, caso sejam apresentados nomes, é acusar pessoas sem dar dados concretos da situação; o terceiro, em casos como os da Joana que apontam detalhadamente aquilo que aconteceu, é encontrar formas de virar a culpa do assédio para a sua vítima, responsabilizando-as pelo que aconteceu.

E a lista continuará, haverá sempre contra-argumentação para minimizar a responsabilidade dos perpetradores e exigir novos dados que subitamente se tornam os mais relevantes. Basta ver que nos últimos dias o mais importante era dizerem-se nomes, mas agora o mais importante já não é o nome apresentado, é outra coisa qualquer que calhe ser o "argumento mais à mão".

Que fique claro que não estou a dizer que o @NIkeL é um destes casos - estou certo que já te deves ter apercebido disso por esta altura 😁 - e que, reforço, até concordo com o que foste dizendo, conforme referi algures no topo deste testamento. Mas só concordo contigo enquanto o que escreveste for pensado como hipótese académica. Hipótese académica essa que não tem aplicação no mundo real por vários motivos, ironicamente muito relacionados com uma discussão que tivemos há uns tempos com argumentos quase ipsis verbis sobre a denúncia de abusos laborais.

É que, primeiro de tudo, não cabe às vítimas de assédio purgar pelo fim do assédio e garantir que não volta a acontecer - e quem diz assédio, diz qualquer outra situação ou crime. Cabe-lhes lidar o melhor possível com eventuais traumas causados e gerir o melhor possível os impactos que os acontecimentos irão ter nas suas vidas. Se entenderem que não devem denunciar, seja qual for o motivo, então estão no seu direito de o fazerem - certamente haverá alguma lógica no facto, seja por medo de represálias (que existem), de verem as suas vidas colapsarem (que pode acontecer), por vergonha (ainda há uns tempos numa reportagem sobre miúdas que tiveram fotos em topless divulgadas, elas referiram que as pessoas ainda lhes apontavam o dedo e riam-se na cara delas) ou por não haver mecanismos de protecção às vítimas de assédio e os prevaricadores facilmente se safarem sem qualquer consequência.

E é aqui que reside o problema: quem cria estes mecanismos é que é responsável por garantir que casos futuros não ocorram. Não é a mulher assediada que tem de salvar outras de o serem, nem alguém violado que tem de se mexer para salvar outras pessoas de serem vítimas de crimes sexuais no futuro, nem são as vítimas de racismo quem tem de purgar pelo fim do racismo. Isto é um inversão perversa do ónus da responsabilidade com a qual nunca concordarei. Não são as vítimas a fazer de vigilantes quem vai acabar com isto; são as autoridades e as entidades com poder para o efeito quem tem chances de o fazer.

Se calhar, se em vez de uma vítima de assédio sexual ser confrontada com um "mas quer apresentar queixa por um piropo?" quando o denuncia, tiver desde logo receptividade, seriedade, acompanhamento para saber o que deve fazer e quais os passos a seguir; se as empresas tivessem contrapartidas sérias por ignorarem casos de assédio sexual entre os seus funcionários; se os responsáveis pelos julgamentos de casos que chegam a tribunal deixarem de citar a Bíblia ou apresentar teorias sociais do século XIX para menosprezar crimes desta índole...

Se estas e outras coisas mudarem, as vítimas de assédio terão certamente maior propensão a divulgar e acusar os prevaricadores. Agora, não lhes cabe a elas (e a eles, já agora) mudarem o mundo. Isto parece tudo um contrasenso.

PS: já agora, só para dizer que há outra coisa que abomino seriamente em todas estas histórias, e é a audácia das pessoas que acham terem o direito de dizerem a vítimas seja do que for como é que elas deveriam reagir. Isso então tira-me do sério. Nem tomei atenção se alguém o fez aqui no CMPT, pelo que isto não é indirera para ninguém, mas se de alguma forma tiverem conseguido ler tudo e chegado aqui, pah, não sejam essas pessoas.

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Citação de Black Hawk, há 44 minutos:

Esse caso da Joana Emídio Marques é o exemplo perfeito do porquê de as teorias de boas intenções, assim definidas para lhes dar um nome, não funcionarem no mundo real.

 

 

Citação de HappyKing, há 18 horas:

https://www.facebook.com/100006982575259/posts/2969294066646650/?d=n

Não seja por isso. Joana Emídio Marques em relação a Manuel Alberto Valente (Porto Editora, que foi afastado o ano passado, e cronista do Expresso). 

Edit: o @jean-luc godard já colocou.

Ela, por acaso, não fala só num nome. Aquele gajo do twitter truncou o posto dela para só incluir o Manuel Alberto Valente, podia também ter colocado isto:

"No meio literário, por exemplo, toda a gente sabe que Manoel de Oliveira assediava e perseguia as suas jovens colaboradoras. Que Saramago, David Mourão Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues assediavam mulheres e não sabemos sobre quantas usaram o seu poder para obter favores sexuais. Uma questão geracional? Não. Uma questão de percepção da mulher como objecto e não como gente."

Ela parte do "fala-se" e é "sabido" e depois dá um exemplo que se passou com ela. O que ela fez é de louvar porque está a abrir a porta a que outras falem das suas experiências. E ela diz bem que não é uma questão geracional, mesmo em actores da mesma geração há esses assédios.

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A Joana Emídio Marques apagou-me do facebook há uns tempos porque não gostou de se ver satirizada numa página de "memes literários". Que nem era minha.

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Quando eu era um imberbe estudante universitário, tive uma disciplina onde a maioria da turma eram mulheres, um rácio do tipo 1 homem para 4 mulheres. O professor fazia-se às mulheres todas, era uma coisa absurda. As primeiras filas, quando a sala era grande o suficiente para tal, ficavam vazias, o que era raríssimo. Ao fim de algumas aulas, já não havia alunos do sexo masculino juntos. Inconscientemente começamos a ficar separados porque percebeu-se que o homem abusava menos quando havia outro homem por perto. 

Editado por Tio Hans

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Citação de jean-luc godard, Em 30/04/2021 at 21:13:

querem nomes? pronto

 

Que nojice. Um gajo lê coisas destas e penso logo por exemplo na minha sobrinha pequenina, que em que tipo de sociedade vai ela crescer e viver? É uma vergonha, dá-me nojo, raiva e acima de tudo entristece-me muito. 

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