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Luís Freire, um jovem treinador especialista em subir de divisão

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Citação de FabioK, há 54 minutos:

 

Espero ver o luis Freire na primeira liga no próximo ano.

Eu não. espero que continue na segunda liga, que cresça um pouco mais lá, que encontre um projecto em que não chegue a meio do ano e corram com ele. e possa a médio prazo subir à liga por direito próprio (como tem feito até aqui).

Citação de a.lopes, há 49 minutos:

Certamente o Estoril investiu muito dinheiro para subir de divisão e neste momento nada parece indicar que vão conseguir esse objectivo, eu como investidor ficaria f*dido.

mas só sobem dois e ele tem andado sempre nos lugares cimeiros. Com um reforço ou outro talvez subisse este ano. sem isso, subiria no próximo. Mas é mais fácil despedir.

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Citação de a.lopes, há 2 horas:

Certamente o Estoril investiu muito dinheiro para subir de divisão e neste momento nada parece indicar que vão conseguir esse objectivo, eu como investidor ficaria f*dido.

Ora. O objetivo é subir. Nada mais que isso é um falhanço, e estava a sê-lo.

Se me dissessem no início do ano que esta seria uma temporada de transição, muito bem estaríamos nós em lidar com todo um processo lento e doloroso de crescimento da equipa, moldada por um processo de jogo bem definido, tendo em vista o futuro do projeto desportivo do Estoril. Só que nos garantiram que o objetivo era a subida, as fichas foram apostadas todas nesse sentido. Há um defraudar das expetativas. É que nem subida nem sequer o tão propalado bom futebol. A época tem sido pouco mais que miserável.

 

Com todo o respeito, alguém tem visto os jogos do Estoril? Não falo em 2 ou 3, mas sim numa base sólida de acompanhamento. É que não existe esse bom futebol, nem nada que se pareça. Por maior simpatia que tenha pelo Luís - e acreditem que tenho, tanto mais que lhe auguro, e desejo, um excelente futuro no futebol português, por ser um tipo bem formado e uma pessoa integra - o registo do Estoril Praia esta época fica muito aquém do esperado face ao investimento feito. Para se ter uma ideia, dos 9 jogos em casa na 1ª volta, o Estoril conquistou 50% dos pontos em discussão (14 em 27). Não é aceitável. E mesmo assim, tendo em conta o nível exibicional de finais de Novembro para cá, sensivelmente desde o jogo em Viseu, esse registo é melhor que aquilo que os jogos demonstram. As vitórias tangenciais conquistadas em Dezembro, umas ao cair do pano, outras com polémica à mistura, acabaram por mascarar um futebol paupérrimo em campo, muito longe do exigido e daquilo que é supostamente o cartão de visita do Luís Freire. 

Não basta aparecer um tipo novo, com umas ideias de jogo engraçadas, a puxar a sardinha a um Sarri ou coiso e tal, para cair em boas graças, e contra mim falo que embarquei no hype do Luís Freire à primeira oportunidade. Em última instância são precisos resultados. E para isso é necessário colocar em prática essas tais ideias. Contudo tal não aconteceu, ou melhor dizendo, aconteceu a espaços, pouco, muito pouco face ao esperado. O Estoril é uma equipa amorfa, apática, incapaz de criar perigo para a baliza adversária.

Para o adepto neutro, que volta e meia pisca o olho à televisão, é fácil. Vê duas ou três coisitas e em seguida muda de canal e sintoniza um jogo qualquer da mais recente coqueluche avant-garde do futebol nacional ou internacional. Mas a vida é mais dura para o adepto do clube, aquele que segue a equipa para todo o lado e que se senta na bancada todos os domingos, quer faça chuva ou faça sol, que paga as quotas todos os meses e sofre a bom sofrer pelo emblema que leva ao peito desde os tempos em que era um garoto das escolinhas. A realidade dói: se no início da época tinha esperanças em voltar ao seu lugar na Primeira Liga, agora não mais resta-lhe que esperar pela próxima temporada. É que eu não me resigno que um clube histórico, à beira de completar 80 anos de vida, a grande referência desportiva da região e casa de algumas das maiores figuras do futebol português, se contente com o atual estado de coisas.

Volto a sublinhar: gosto do Luís Freire. Apesar de todo o tom crítico desta intervenção, reconheço-lhe méritos e até o ilibo de uma grande parcela de responsabilidades, até porque este falhanço é apenas mais um exemplo, entre tantos, do descalabro que tem sido a gestão Traffic no pós Tiago Ribeiro. Mas é preciso ter calma antes de embandeirar em arco. O Luís terá um longo caminho pela frente antes de chegar ao topo. No meio disto tudo o @Jpa tinha razão. Foi um passo maior que as pernas. Ele não estava preparado para este contexto competitivo.

 

Citação de IlidioMA, há 2 horas:

mas só sobem dois e ele tem andado sempre nos lugares cimeiros. Com um reforço ou outro talvez subisse este ano. sem isso, subiria no próximo. Mas é mais fácil despedir. 

Não restava outra opção. Perdeu o balneário.

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Citação de Carmelo Anthony, há 7 minutos:

@Jpa

 

Não restava outra opção. Perdeu o balneário.

Ah, se foi por isso, tudo bem. Enfim, sem confiança do grupo não se faz anda. Mas não encontrarão muito melhor, no médio prazo. Fala-se do Bruno Baltazar, mas esse é uma promessa eternamente adiada. é o Gauld dos treinadores.

Editado por IlidioMA

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Provavelmente não aguentou a pressão de lutar pela subida e com isso jogava mais para os 3 pontos, do que se preocupava em fazer bons jogos.

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Porque é que perdeu a confiança do grupo? A segunda liga é muito dura, e isto muda de um momento para o outro. A Academica há 2 meses estava na maré baixa, e agora já começa a sonhar com a subida. Existe uma falta de paciência e visão gritante no futebol português, desde dirigentes a adeptos. É toda uma mentalidade que necessita de ser repensada e alterada. Isto nunca aconteceria em Inglaterra, por exemplo. 

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Citação de Pickle Rick, há 5 horas:

Não vai mudar nada, decisão baseada na pressa de subir. Entendo mas não concordo. Ainda assim, para o ano continua trabalhar num clube da mesma linha ou melhor.

O Belenenses SAD agora já é da mesma linha. A Linha de Cascais...

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Citação de Carmelo Anthony, há 5 horas:

Ora. O objetivo é subir. Nada mais que isso é um falhanço, e estava a sê-lo.

Se me dissessem no início do ano que esta seria uma temporada de transição, muito bem estaríamos nós em lidar com todo um processo lento e doloroso de crescimento da equipa, moldada por um processo de jogo bem definido, tendo em vista o futuro do projeto desportivo do Estoril. Só que nos garantiram que o objetivo era a subida, as fichas foram apostadas todas nesse sentido. Há um defraudar das expetativas. É que nem subida nem sequer o tão propalado bom futebol. A época tem sido pouco mais que miserável.

 

Com todo o respeito, alguém tem visto os jogos do Estoril? Não falo em 2 ou 3, mas sim numa base sólida de acompanhamento. É que não existe esse bom futebol, nem nada que se pareça. Por maior simpatia que tenha pelo Luís - e acreditem que tenho, tanto mais que lhe auguro, e desejo, um excelente futuro no futebol português, por ser um tipo bem formado e uma pessoa integra - o registo do Estoril Praia esta época fica muito aquém do esperado face ao investimento feito. Para se ter uma ideia, dos 9 jogos em casa na 1ª volta, o Estoril conquistou 50% dos pontos em discussão (14 em 27). Não é aceitável. E mesmo assim, tendo em conta o nível exibicional de finais de Novembro para cá, sensivelmente desde o jogo em Viseu, esse registo é melhor que aquilo que os jogos demonstram. As vitórias tangenciais conquistadas em Dezembro, umas ao cair do pano, outras com polémica à mistura, acabaram por mascarar um futebol paupérrimo em campo, muito longe do exigido e daquilo que é supostamente o cartão de visita do Luís Freire. 

Não basta aparecer um tipo novo, com umas ideias de jogo engraçadas, a puxar a sardinha a um Sarri ou coiso e tal, para cair em boas graças, e contra mim falo que embarquei no hype do Luís Freire à primeira oportunidade. Em última instância são precisos resultados. E para isso é necessário colocar em prática essas tais ideias. Contudo tal não aconteceu, ou melhor dizendo, aconteceu a espaços, pouco, muito pouco face ao esperado. O Estoril é uma equipa amorfa, apática, incapaz de criar perigo para a baliza adversária.

Para o adepto neutro, que volta e meia pisca o olho à televisão, é fácil. Vê duas ou três coisitas e em seguida muda de canal e sintoniza um jogo qualquer da mais recente coqueluche avant-garde do futebol nacional ou internacional. Mas a vida é mais dura para o adepto do clube, aquele que segue a equipa para todo o lado e que se senta na bancada todos os domingos, quer faça chuva ou faça sol, que paga as quotas todos os meses e sofre a bom sofrer pelo emblema que leva ao peito desde os tempos em que era um garoto das escolinhas. A realidade dói: se no início da época tinha esperanças em voltar ao seu lugar na Primeira Liga, agora não mais resta-lhe que esperar pela próxima temporada. É que eu não me resigno que um clube histórico, à beira de completar 80 anos de vida, a grande referência desportiva da região e casa de algumas das maiores figuras do futebol português, se contente com o atual estado de coisas.

Volto a sublinhar: gosto do Luís Freire. Apesar de todo o tom crítico desta intervenção, reconheço-lhe méritos e até o ilibo de uma grande parcela de responsabilidades, até porque este falhanço é apenas mais um exemplo, entre tantos, do descalabro que tem sido a gestão Traffic no pós Tiago Ribeiro. Mas é preciso ter calma antes de embandeirar em arco. O Luís terá um longo caminho pela frente antes de chegar ao topo. No meio disto tudo o @Jpa tinha razão. Foi um passo maior que as pernas. Ele não estava preparado para este contexto competitivo.

 

Não restava outra opção. Perdeu o balneário.

Eu entendo isso tudo, a razão para não concordar é simplesmente não achar que a mudança vá levar a qualquer lado. O Estoril este ano já não deve subir ir, não era mais sensato estar a oferecer alguma estabilidade ao treinador e um projecto a prazo e esperar pelo próximo ano ? É que se não subirem este ano e para o próximo o Bruno começar mal também o vão despachar no meio da época e andar nisto até acertarem uma vez ?

Ou se assume um compromisso e dá-se algum tempo ou não. O Estoril continua nos lugares cimeiros e a Segunda Liga é pródiga em transformar pontos de vantagem em desvantagem.

Só compreendo se for como dizes e tenha perdido o balneário, aí não há volta a dar.

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Porque é que já não deve subir? O campeonato está a meio e estão a 8 pontos. Já vi mil coisas mais bizarras no futebol.

Nunca vi uma discrepância tão grande entre rendimento efectivo e discurso neste fórum, o homem anda cá? Paga-vos o ordenado ao fim do mês? É vosso pai? Ou está-nos a vigiar a todos? 👀

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Siga fazer a lista dos treinadores do costume que está livre agora e resolve-se o problema do Estoril.

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Citação de Chandler, há 12 minutos:

Porque é que já não deve subir? O campeonato está a meio e estão a 8 pontos. Já vi mil coisas mais bizarras no futebol.

Nunca vi uma discrepância tão grande entre rendimento efectivo e discurso neste fórum, o homem anda cá? Paga-vos o ordenado ao fim do mês? É vosso pai? Ou está-nos a vigiar a todos? 👀

Porque não vejo o Famalicão ou o Paços a ceder o suficiente e o Estoril a melhorar assim tanto para reduzir esse gap.
 

Citação de Ghelthon, há 1 minuto:

Siga fazer a lista dos treinadores do costume que está livre agora e resolve-se o problema do Estoril.

O Estoril já apresentou treinador...

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Citação de Pickle Rick, há 2 horas:

Eu entendo isso tudo, a razão para não concordar é simplesmente não achar que a mudança vá levar a qualquer lado. O Estoril este ano já não deve subir ir, não era mais sensato estar a oferecer alguma estabilidade ao treinador e um projecto a prazo e esperar pelo próximo ano ? É que se não subirem este ano e para o próximo o Bruno começar mal também o vão despachar no meio da época e andar nisto até acertarem uma vez ?

Ou se assume um compromisso e dá-se algum tempo ou não. O Estoril continua nos lugares cimeiros e a Segunda Liga é pródiga em transformar pontos de vantagem em desvantagem.

Só compreendo se for como dizes e tenha perdido o balneário, aí não há volta a dar.

A estabilidade no trabalho é fundamental, certo. Mas como se define esse prazo? Até que ponto é razoável aguentar o barco? Ou melhor, em que altura se deve parar, refletir, e ter a lucidez suficiente para admitir que não dá mais? Certamente não será quando o navio estiver prestes a chocar contra o iceberg. No ano passado, o Estoril despediu o Pedro Emanuel ao cabo de 8 derrotas seguidas...

É evidente que defendo que se deva dar tempo ao tempo e deixar as pessoas trabalharem. No entanto, ao fim de alguns meses de trabalho, preciso de constatar resultados. Naquilo que é a teoria do do planeamento estratégico, há uma dada altura em que é feita a análise do desenvolvimento da ação estratégica. Aplicando esses princípios ao presente caso, ao analisar aquilo que tem sido o Estoril desde Agosto até hoje, a tal linha de desenvolvimento a traçar iria ter uma trajetória negativa. Isto é, em vez de progredir, o Estoril vinha paulatinamente a registar um retrocesso na sua qualidade de jogo, não se vislumbrando sintomas de melhorias.

O futebol do Estoril tornou-se lento, previsível, ausente de ideias, evidenciando uma gritante dificuldade em construir oportunidades de golo dado a ausência de ideias. No último jogo, o primeiro remate perigoso à baliza do Porto B ocorreu perto dos 80 minutos de jogo. Semana após semana, jogo após jogo, o nível exibicional vinha definhando. A previsibilidade era tanta que sempre que o Estoril sofria um golo eu dizia para quem estava ao meu lado, "pronto, acabou-se, este já não ganhamos", e invariavelmente acabava por ter razão pois o Estoril do Luís Freire NUNCA foi capaz de dar a volta a uma partida! Era exasperante assistir a este desenrolar dos acontecimentos.

Não conheço o Bruno Baltazar para tirar conclusões do que quer que seja. Terá da minha parte o benefício da dúvida e todo o apoio. A gestão das expetativas é outra, tenho plena noção de que será difícil, embora não impossível. Mas de uma coisa tenho a firme convição: como estávamos, não íamos a lado nenhum. O caminho era para baixo e não para cima.

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Citação de Pickle Rick, há 8 horas:

O Estoril já apresentou treinador...

Não sabia, mas fico feliz por não ser um dos do círculo habitual.

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Citação de Ghelthon, há 9 minutos:

Não sabia, mas fico feliz por não ser um dos do círculo habitual.

Se o menino passasse pelos núcleos já sabia :15_yum:

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Citação de Chandler, Em 22/01/2019 at 23:52:

Porque é que já não deve subir? O campeonato está a meio e estão a 8 pontos. Já vi mil coisas mais bizarras no futebol.

Nunca vi uma discrepância tão grande entre rendimento efectivo e discurso neste fórum, o homem anda cá? Paga-vos o ordenado ao fim do mês? É vosso pai? Ou está-nos a vigiar a todos? 👀

Um gajo que subiu uma data de vezes seguidas, não pode ser por acaso. Ou pode?

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Foi um salto demasiado grande. Não estava preparado para treinar uma equipa com o objetivo de subir (e com equipa para isso, diga-se). Vi vários jogos do Estoril e não achei que jogassem bem, sequer. Ainda é novo, tem tempo para se fazer bom treinador. 

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Citação de IlidioMA, há 3 horas:

Um gajo que subiu uma data de vezes seguidas, não pode ser por acaso. Ou pode?

Onde é que estava essa condescendência toda na hora de implorar a saída do Rui Vitória?

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Citação de Chandler, há 1 hora:

Onde é que estava essa condescendência toda na hora de implorar a saída do Rui Vitória?

Exacto. Porque um tipo que é despedido ao fim de seis meses, é exactamente a mesma coisa que ser despedido ao fim de três anos e meio. Situações iguaizinhas, que injustiça e incoerência da minha parte.

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É como um tipo ser despedido ao fim de ser bi-campeão nacional ou ser despedido com uma mão à frente e outra trás, enquanto vê os objectivos da época por um canudo.

Custa-me verdadeiramente a compreender como é que se é cego ao ponto de não se ver a diferença de tratamentos que está a existir em relação a este Luís Freire e a 90% dos treinadores, mas pronto. Deve ser um dos que caiu nas boas graças do fórum e que, em função disso, vai justificando todos os contorcionismos lógicos que justifiquem potenciais fracassos.

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Citação de Chandler, há 21 minutos:

É como um tipo ser despedido ao fim de ser bi-campeão nacional ou ser despedido com uma mão à frente e outra trás, enquanto vê os objectivos da época por um canudo.

Custa-me verdadeiramente a compreender como é que se é cego ao ponto de não se ver a diferença de tratamentos que está a existir em relação a este Luís Freire e a 90% dos treinadores, mas pronto. Deve ser um dos que caiu nas boas graças do fórum e que, em função disso, vai justificando todos os contorcionismos lógicos que justifiquem potenciais fracassos.

São as chamadas Lufadas.

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Citação de Carmelo Anthony, Em 23/01/2019 at 00:54:

A estabilidade no trabalho é fundamental, certo. Mas como se define esse prazo? Até que ponto é razoável aguentar o barco? Ou melhor, em que altura se deve parar, refletir, e ter a lucidez suficiente para admitir que não dá mais? Certamente não será quando o navio estiver prestes a chocar contra o iceberg. No ano passado, o Estoril despediu o Pedro Emanuel ao cabo de 8 derrotas seguidas...

É evidente que defendo que se deva dar tempo ao tempo e deixar as pessoas trabalharem. No entanto, ao fim de alguns meses de trabalho, preciso de constatar resultados. Naquilo que é a teoria do do planeamento estratégico, há uma dada altura em que é feita a análise do desenvolvimento da ação estratégica. Aplicando esses princípios ao presente caso, ao analisar aquilo que tem sido o Estoril desde Agosto até hoje, a tal linha de desenvolvimento a traçar iria ter uma trajetória negativa. Isto é, em vez de progredir, o Estoril vinha paulatinamente a registar um retrocesso na sua qualidade de jogo, não se vislumbrando sintomas de melhorias.

O futebol do Estoril tornou-se lento, previsível, ausente de ideias, evidenciando uma gritante dificuldade em construir oportunidades de golo dado a ausência de ideias. No último jogo, o primeiro remate perigoso à baliza do Porto B ocorreu perto dos 80 minutos de jogo. Semana após semana, jogo após jogo, o nível exibicional vinha definhando. A previsibilidade era tanta que sempre que o Estoril sofria um golo eu dizia para quem estava ao meu lado, "pronto, acabou-se, este já não ganhamos", e invariavelmente acabava por ter razão pois o Estoril do Luís Freire NUNCA foi capaz de dar a volta a uma partida! Era exasperante assistir a este desenrolar dos acontecimentos.

Não conheço o Bruno Baltazar para tirar conclusões do que quer que seja. Terá da minha parte o benefício da dúvida e todo o apoio. A gestão das expetativas é outra, tenho plena noção de que será difícil, embora não impossível. Mas de uma coisa tenho a firme convição: como estávamos, não íamos a lado nenhum. O caminho era para baixo e não para cima.

Eu percebo a saída e a decisão, não quer dizer que concorde com ela. Mas aí já entra a minha opinião pessoal acerca do Luís e do trabalho que ele é capaz de desenvolver.

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