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Antoine Griezmann deletes 'blacked up' fancy dress picture after being branded racist

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Compreendo e subscrevo quase tudo o que tem vindo a ser escrito acerca desta matéria. Apenas tenho apontado que a ânsia em crucificar um inocente retira todo e qualquer peso e força ao protesto pela defesa dos direitos humanos e que isso configura um contra-senso moral.

Editado por John Reverend

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acho o termo raça muito limitativo, deveriam falar de etnias.

 

Nem se devia falar em raças quando se fala de pessoas...

 

Ou então há à raça pastor português, pescador norueguês, militar americano, jogador sueco, bancário alemão...

 

 

Andar aqui a discutir o que é racismo e o que não é quando a única coisa que nos diferencia é a cor da pele...

 

Repito, estamos no século XXI, onde racismo/discriminação é cada vez menor e cada vez as pessoas fazem coisas sem pensar que pode ser considerado isso (o exemplo do Griezmann é perfeito).

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Não é a cor da pele a única coisa que nos diferencia. Os clichés não nos vão ajudar a chegar às utopias.

 

Acho engraçado o não pensar e o não saber serem vistos como uma espécie de moda do século XXI. Percebo agora que há quem tenha medo de falar do racismo para fugir à hipótese de ser chamado racista, sendo ou não. Talvez pela falta de argumentação, talvez por não saber falar do assunto. Talvez porque são desta geração do não pensar e do não saber.

 

Pode não parecer mas etnia e raça não são exactamente a mesma coisa embora nalguns casos possa funcionar. Neste caso como é que dirias? Etnia Africana? Etnia negra?

 

(Na Antropoligia) A etnia serve para definir grupos sociais ou populacionais no seu carácter cultural, de tradições. linguagem, religião e também geográfico. A raça serve para definir os grupos populacionais com base em características físicas, principalmente com base na genética. Neste caso é o termo raça o mais certo.

 

Daí também a diferença entre o termo racismo e xenofobia.

Editado por Mayday

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13th, pah, eu não exijo nada. Ninguém é omnisciente, também já escrevi isso aí para trás. Todos nós temos áreas em que temos mais conhecimentos e outras em que somos autênticos cepos. Todos cometemos erros por desconhecimento. Faz parte. Convém é aprender com eles e não cultivar a ignorância.

 

Tomara eu que toda a gente soubesse muito de História! E mesmo assim continuaria a haver muito trabalho para os historiadores, tal como existirá sempre trabalho para os médicos mesmo que toda a gente viva de forma saudável. No caso da História há sempre novas fontes, novas descobertas e novas formulações das fontes disponíveis que a permitirão interpretar melhor. A História é mutável, e mesmo quando pensamos já saber tudo sobre determinado tema mais haverá para descobrir e melhor entender o objecto de estudo. Embora nenhum historiador que se preze alguma vez te diga que sabe tudo sobre determinado tema, e se o disser não deve ser lá grande espécime... :mrgreen:

 

Sobre a questão do ódio já o bfmcoiso te respondeu e melhor do que qualquer coisa que eu conseguiria escrever. Mas, de qualquer forma, este tema já morreu, o Griezmann agiu como espero de uma pessoa íntegra e inteligente, julgo que ninguém o está a acusar seja do que for. Houve o fogacho inicial que terá morrido com a elevação com que ele agiu.

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Nem se devia falar em raças quando se fala de pessoas...

 

Ou então há à raça pastor português, pescador norueguês, militar americano, jogador sueco, bancário alemão...

 

 

Andar aqui a discutir o que é racismo e o que não é quando a única coisa que nos diferencia é a cor da pele...

 

Repito, estamos no século XXI, onde racismo/discriminação é cada vez menor e cada vez as pessoas fazem coisas sem pensar que pode ser considerado isso (o exemplo do Griezmann é perfeito).

 

Achas que o distingue morfologicamente um caucasiano de um africano (ou sub-sariano, para ser mais específico), se cinge apenas à cor de pele? Olha que não, olha que não... Não pondo em causa a questão do termo "raça", ainda que este seja mais prático apesar de pouco correcto.

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já vão começar a falar de pilas

 

E a densidade óssea, resistência física, tamanho do crânio e etc..

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já vão começar a falar de pilas

 

Tópico sem medição de pilas não é tópico do cmpt.

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Não é a cor da pele a única coisa que nos diferencia. Os clichés não nos vão ajudar a chegar às utopias.

 

Acho engraçado o não pensar e o não saber serem vistos como uma espécie de moda do século XXI. Percebo agora que há quem tenha medo de falar do racismo para fugir à hipótese de ser chamado racista, sendo ou não. Talvez pela falta de argumentação, talvez por não saber falar do assunto. Talvez porque são desta geração do não pensar e do não saber.

 

Pode não parecer mas etnia e raça não são exactamente a mesma coisa embora nalguns casos possa funcionar. Neste caso como é que dirias? Etnia Africana? Etnia negra?

 

(Na Antropoligia) A etnia serve para definir grupos sociais ou populacionais no seu carácter cultural, de tradições. linguagem, religião e também geográfico. A raça serve para definir os grupos populacionais com base em características físicas, principalmente com base na genética. Neste caso é o termo raça o mais certo.

 

Daí também a diferença entre o termo racismo e xenofobia.

Começaram a falar do blackface do Griezman, mas já se passou pelos judeus, colonialismo, oportunidades no país de origem, etc... Em algumas destas questões falar de racismo é limitativo, ou devo dizer demasiado abrangente?, pois no próprio país de origem algumas etnias são discriminadas em relação a outras.

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Não me recordo de essa coisa da geisha ter tanta, se é que tem alguma, memória histórica como a blackface, parece-me um caso isolado extrapolado pela histeria da indignação social. Acho que não se relacionam. Esse artigo redirecciona para outra página, não?

 

Se não percebes o que ela diz, vamos ver se percebes o que ele faz. Recorro a este exemplo: Blacks and whites see racism in the United States very, very differently

 

Um bocadinho forçado.

 

Eu concordo com ela, sim. Tu é que não a estás a entender, parece-me.

 

Relacionam-se no ponto em que tanto o Griezmann como a Katy Perry se pintaram para personificar um estereótipo que não é ofensivo ou racista.

 

Eu sei que os Estados Unidos têm problemas raciais bastante graves. Não é novidade.

 

Não concordo com aquela definição de racismo.

 

 

Quero acreditar que não leste os artigos, pois caso contrário deverias ter percebido ao que ela se refere. Ela escreve sobre o racismo estrutural e sistémico da sociedade, onde as posições de poder não refletem a diversidade (são completamente dominadas por homens brancos) e onde continuam a existir injustiças sociais no tratamento das minorias, não existindo a tão aclamada igualdade de oportunidades e tratamento que muitos brancos apregoam existir neste século XXI. Nesse aspeto é inegável que o problema existe e não ajuda quando brancos passam a defletir a discussão que ela procura ter sobre esse racismo estrutural. Porque os negros há décadas que procuram ter essa discussão, mas os brancos fecham-se e ficam logo na defensiva, quanto muito tratam o tópico do racismo como ensaios filosóficos, como aliás este tópico tem evidenciado com a conversa de que o racismo só acaba quando todos pudermos gozar com todas as etnias sem que ninguém fique ofendido, entre outros chavões.

 

Não quero discutir semânticas, mas racismo, a meu ver, não se trata apenas de racismo institucional. É perigo pensá-lo dessa forma, pois abre a porta a que minorias se sintam na liberdade de discriminar pessoas de cor branca.

 

Dificilmente haverá espaço para uma discussão saudável com afirmações daquelas. É meio-caminho andado para as pessoas de cor branca se fecharem e se colocarem na defensiva. Ninguém gosta de ser alvo de racismo ou outro tipo de discriminação e ninguém gosta de ser acusado disso mesmo só porque é de cor branca.

 

Se se quer combater e terminar o racismo ou descriminação no seu todo, é preciso percebê-lo a nível global. Se assim não for, será apenas uma luta entre quem terá o poder para o praticar a nível institucional.

Editado por Rōnin

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Não quero discutir semânticas, mas racismo, a meu ver, não se trata apenas de racismo institucional. É perigo pensá-lo dessa forma, pois abre a porta a que minorias se sintam na liberdade de discriminar pessoas de cor branca.

 

Dificilmente haverá espaço para uma discussão saudável com afirmações daquelas. É meio-caminho andado para as pessoas de cor branca se fecharem e se colocarem na defensiva. Ninguém gosta de ser alvo de racismo ou outro tipo de discriminação e ninguém gosta de ser acusado disso mesmo só porque é de cor branca.

 

Se se quer combater e terminar o racismo ou descriminação no seu todo, é preciso percebê-lo a nível global. Se assim não for, será apenas uma luta entre quem terá o poder para o praticar a nível institucional.

Claro que não é apenas isso, mas esse racismo estrutural é a faceta que mais afeta a vida das minorias. A questão é que na nossa sociedade pessoas brancas não vivem, nem sentem, o racismo que ela descreve. O racismo estrutural presente na nossa sociedade não tem, nem nunca teve, como alvo o branco, que prefere defletir a discussão sobre essa realidade para uma discussão sobre o racismo numa esfera etérea. O racismo estrutural que ela deseja abordar reside no problema de pessoas brancas, algumas delas que até admitem ser racistas, terem o poder para manter e preservar o status quo; daí que ela seja a favor de medidas que promovam uma maior diversidade nessas posições de poder e decisão. Ela demonstra-se frustrada com os brancos que fecham os olhos a essa realidade, que vivem numa espécie de negação, que evitam e adiam a discussão a todo o custo.

 

Diz-me o que significa perceber o racismo a nível global? Será tentar perceber a psicologia por detrás da pessoa racista? É que isso há muito que se estuda e se debate; tens, por exemplo, o livro que eu citei já aqui do Franz Fanon, ele era psiquiatra e filósofo, "Black Skin, White Masks", onde ele procura as causas e os seus efeitos a vários níveis; nele ele também tenta pôr em palavras a crise de identidade do negro na sociedade branca. Deixo aqui mais uns excertos:

 

(...) When I was in military service I had the opportunity to observe the behavior of white women from three or four European countries when they were among Negroes at dances. Most of the time the women made involuntary gestures of flight, of withdrawing, their faces filled with a fear that was not feigned. And yet the Negroes who asked them to dance would have been utterly unable to commit any act at all against them, even if they had wished to do so. The behavior of these women is clearly understandable from the standpoint of imagination. That is because the Negrophobic woman is in fact nothing but a putative sexual partner–just as the Negrophobic man is a repressed homosexual.

 

In relation to the Negro, everything takes place on the genital level. A few years ago, I remarked to some friends during a discussion that in a general sense the white man behaves toward the Negro as an elder brother reacts to the birth of a younger. I have since learned that Richard Sterba arrived at the same conclusion in America.

 

On the phenomenological level there would be a double reality to be observed. The Jew is feared because of his potential for acquisitiveness. “They” are everywhere. The banks, the stock exchanges, the government are infested with “them.” “They” control everything. Soon the whole country will belong to “them.” “They” do better in examinations than the “real” Frenchmen. Soon “they” will be making the laws for us. Not long ago, an acquaintance studying for the civil service said to me, “Say what you want, ‘they’ take good care of one another. When Moch was in power, for instance, the number of kikes in government jobs was appalling.” In the medical profession the situation is no different. Every Jewish student who wins a prize in a competition does it through “pull.” As for the Negroes, they have tremendous sexual powers. What do you expect, with all the freedom they have in their jungles! They copulate at all times and in all places. They are really genital. They have so many children that they cannot even count them. Be careful, or they will flood us with little mulattoes.

 

Things are indeed going to hell. . . .

 

The government and the civil service are at the mercy of the Jews.

 

Our women are at the mercy of the Negroes.

 

For the sexual potency of the Negro is hallucinating. That is indeed the word: This potency must be hallucinating. Psychoanalysts who study the problem soon enough find the mechanisms of every neurosis. Sexual anxiety is predominant here. All the Negrophobic women I have known had abnormal sex lives. Their husbands had left them; or they were widows and they were afraid to find a substitute for the dead husband; or they were divorced and they had doubts at the thought of a new object investment. All of them endowed the Negro with powers that other men (husbands, transient lovers) did not have. And besides there was also an element of perversion, the persistence of infantile formations: God knows how they make love! It must be terrifying.

 

There is one expression that through time has become singularly eroticized: the black athlete. There is something in the mere idea, one young woman confided to me, that makes the heart skip a beat. A prostitute told me that in her early days the mere thought of going to bed with a Negro brought on an orgasm. She went in search of Negroes and never asked them for money. But, she added, “going to bed with them was no more remarkable than going to bed with white men. It was before I did it that I had the orgasm. I used to think about (imagine) all the things they might do to me: and that was what was so terrific.”

 

Still on the genital level, when a white man hates black men, is he not yielding to a feeling of impotence or of sexual inferiority? Since his ideal is an infinite virility, is there not a phenomenon of diminution in relation to the Negro, who is viewed as a penis symbol? Is the lynching of the Negro not a sexual revenge? We know how much of sexuality there is in all cruelties, tortures, beatings. One has only to reread a few pages of the Marquis de Sade to be easily convinced of the fact. Is the Negro’s superiority real? Everyone knows that it is not. But that is not what matters. The prelogical thought of the phobic has decided that such is the case. Another woman developed a Negrophobia after she had read J’irai cracher sur vos tombes. I tried to demonstrate the irrationality of her position by pointing out to her that victimized white women were as sick as the Negro. Besides, I added, this was no case of black vengeance, as the title of the book might seem to imply, because the author was a white man, Boris Vian. I had to accept the futility of all such efforts. That young woman did not want to listen. Anyone who has read the book will understand at once the ambivalence her phobia revealed. I knew a Negro medical student who would not dare to make a vaginal examination of any patient in the gynecological clinic. He told me that one day he had heard one of them say, “There’s a nigger in there. If he touches me, I’ll slap his face. You never know with them. He must have great big hands; and besides he’s sure to be rough.” (...)

 

(...) “Look, a Negro!” It was an external stimulus that flicked over me as I passed by. I made a tight smile.

 

“Look, a Negro!” It was true. It amused me.

 

“Look, a Negro!” The circle was drawing a bit tighter. I made no secret of my amusement.

 

“Mama, see the Negro! I’m frightened!” Frightened! Frightened! Now they were beginning to be afraid of me. I made up my mind to laugh myself to tears, but laughter had become impossible.

 

I could no longer laugh, because I already knew that there were legends, stories, history, and above all historicity, which I had learned about from Jaspers. Then, assailed at various points, the corporeal schema crumbled, its place taken by a racial epidermal schema. In the train it was no longer a question of being aware of my body in the third person but in a triple person. In the train I was given not one but two, three places. I had already stopped being amused. It was not that I was finding febrile coordinates in the world. I existed triply: I occupied space. I moved toward the other . . . and the evanescent other, hostile but not opaque, transparent, not there, disappeared. Nausea. . . .

 

I was responsible at the same time for my body, for my race, for my ancestors. I subjected myself to an objective examination, I discovered my blackness, my ethnic characteristics; and I was battered down by tom-toms, cannibalism, intellectual deficiency, fetichism, racial defects, slave-ships, and above all else, above all: “Sho’ good eatin’.”

 

On that day, completely dislocated, unable to be abroad with the other, the white man, who unmercifully imprisoned me, I took myself far off from my own presence, far indeed, and made myself an object. What else could it be for me but an amputation, an excision, a hemorrhage that spattered my whole body with black blood? But I did not want this revision, this thematization. All I wanted was to be a man among other men. I wanted to come lithe and young into a world that was ours and to help to build it together.

 

But I rejected all immunization of the emotions. I wanted to be a man, nothing but a man. Some identified me with ancestors of mine who had been enslaved or lynched: I decided to accept this. It was on the universal level of the intellect that I understood this inner kinship –I was the grandson of slaves in exactly the same way in which President Lebrun was the grandson of tax-paying, hard-working peasants. In the main, the panic soon vanished.

 

In America, Negroes are segregated. In South America, Negroes are whipped in the streets, and Negro strikers are cut down by machine-guns. In West Africa, the Negro is an animal. And there beside me, my neighbor in the university, who was born in Algeria, told me: “As long as the Arab is treated like a man, no solution is possible.” (...)

Editado por bmfpcdm

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O acessório teria passado despercebido, mas causou controvérsia devido ao facto de Meghan Markle, a noiva do Príncipe Harry, estar presente no jantar — o seu pai, Thomas Markle, é caucasiano e a mãe, Doria Radlan, é afro-americana.

 

Cheira-me que a tipa quis mandar uma alfinetada à rapariga.

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Cheira-me que a tipa quis mandar uma alfinetada à rapariga.

 

Não vejo porque é que o exacto contrário não seria válido também. Mas sim, a escolha não foi inocente, só que na dúvida, atira-se a mulher para a fogueira.

Editado por Visitante

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Cheira-me que a tipa quis mandar uma alfinetada à rapariga.

 

 

Tal como se faria a uma negra no século XVI.Ok, eu paro :mrgreen:

 

O Diogo fez login com a conta do Puro. :mrgreen:

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Muito discreto, por acaso. Era só mesmo um apontamento.

 

Este ela devia ter lá em casa por adoração. Rodeada de conselheiras, que até as cuecas são aconselhadas, mas com certeza também não sabia. Uma pessoa no século XXI não tem que saber tudo, isso é muito século XIX.

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Michael Jordan, Big Shaq, Lebron James... agora este Curry

 

os pretos sao bons no basket, qual é a cena? fds ca burres, isto do politicamente incorreto mete-me um asco

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Visitante

Muito discreto, por acaso. Era só mesmo um apontamento.

 

Este ela devia ter lá em casa por adoração. Rodeada de conselheiras, que até as cuecas são aconselhadas, mas com certeza também não sabia. Uma pessoa no século XXI não tem que saber tudo, isso é muito século XIX.

 

Ela não sabia que iam achar o alfinete racista, acho :mrgreen: E na verdade, a notícia fala em escravatura enfatizada, mas o que é que o alfinete tem de racista, mesmo? É que eu procurei em várias notícias internacionais, e nenhuma falava na razão pela qual se entende tratar de um alfinete racista. Excepto o facto de ser um busto preto que se põe ao peito, mas não sei se isso é o suficiente para fazer de um alfinete racista...

 

Aliás, o mais próximo de uma justificação, que não o chega a ser, foi isto (Daily Mail): "Blackamoor are a genre of figurines, small sculptures or jewellery which depict largely men, but sometimes women, with black skin usually from the 18th century."

Editado por Visitante

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Uma senhora interessante, pelo que vejo:

 

Já foi acusada de racismo antes por ter mandado umas pessoas negras voltarem para as colónias: "Get back to the colonies" (sem saber, claro, ninguém sabe nada hoje em dia, é uma realidade que não lhe diz respeito, uma princesa só sabe coisas de princesas):

 

I was unaware, and I probably should have been aware, that 'colonies' is a pejorative term in America."'

 

Não, o que ela queria dizer, era:

"I did not say 'Back to the colonies' - I said 'You should remember the colonies'. Back in the days of the colonies there were rules that were very good. You think about it. Just think about it."

 

Porque ela não é racista, ora:

"I even pretended years ago to be an African, a half-caste African, but because of my light eyes I did not get away with it, but I dyed my hair black," Princess Michael said.

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Claro que não é apenas isso, mas esse racismo estrutural é a faceta que mais afeta a vida das minorias. A questão é que na nossa sociedade pessoas brancas não vivem, nem sentem, o racismo que ela descreve. O racismo estrutural presente na nossa sociedade não tem, nem nunca teve, como alvo o branco, que prefere defletir a discussão sobre essa realidade para uma discussão sobre o racismo numa esfera etérea. O racismo estrutural que ela deseja abordar reside no problema de pessoas brancas, algumas delas que até admitem ser racistas, terem o poder para manter e preservar o status quo; daí que ela seja a favor de medidas que promovam uma maior diversidade nessas posições de poder e decisão. Ela demonstra-se frustrada com os brancos que fecham os olhos a essa realidade, que vivem numa espécie de negação, que evitam e adiam a discussão a todo o custo.

 

Diz-me o que significa perceber o racismo a nível global? Será tentar perceber a psicologia por detrás da pessoa racista? É que isso há muito que se estuda e se debate; tens, por exemplo, o livro que eu citei já aqui do Franz Fanon, ele era psiquiatra e filósofo, "Black Skin, White Masks", onde ele procura as causas e os seus efeitos a vários níveis; nele ele também tenta pôr em palavras a crise de identidade do negro na sociedade branca. Deixo aqui mais uns excertos:

 

Não acho que exista uma negação, mas sim desresponsabilização por algo que não têm controlo nem poder. Especialmente quando, no exemplo dos Estados Unidos, esteve um presidente negro no poder e as relações raciais pioraram no seu mandato. Não há posição com maior poder e decisão que aquele e o resultado é o actual.

 

Perceber o racismo a nível global é perceber que não se trata apenas do fruto do colonialismo. Que existem sociedades e países, onde o denominador comum não é a pessoa de raça branca, e mesmo assim observam-se altos níveis de racismo, xenofobia e outro tipo de discriminação. Reduzir o problema a um conflito entre brancos e negros não resolverá o problema na sua totalidade.

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Ela não sabia que iam achar o alfinete racista, acho :mrgreen: E na verdade, a notícia fala em escravatura enfatizada, mas o que é que o alfinete tem de racista, mesmo? É que eu procurei em várias notícias internacionais, e nenhuma falava na razão pela qual se entende tratar de um alfinete racista. Excepto o facto de ser um busto preto que se põe ao peito, mas não sei se isso é o suficiente para fazer de um alfinete racista...

 

Aliás, o mais próximo de uma justificação, que não o chega a ser, foi isto (Daily Mail): "Blackamoor are a genre of figurines, small sculptures or jewellery which depict largely men, but sometimes women, with black skin usually from the 18th century."

Porque essas figuras retratavam negros como exóticos, como criados escravos a fazer coisas de criados escravos, e algumas vezes como figuras 'não humanas'.

 

Mais uma vez o passado meter-se no nosso caminho.

 

Aposto que também tens um Pretinho da Sorte.

Editado por Mayday

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