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Mayday

[In]Admirável Mundo Novo

Publicações recomendadas

Bom artigo de opinião do Daniel Sampaio:

 

Tabagismo: uma campanha oportuna

 

Uma iniciativa que pode levar a ganhos de saúde nas pessoas jovens do sexo feminino não pode ser contra as mulheres.

 

Quando eu tinha 20 anos – a idade mais bela da vida, dizem... –, os rapazes fumavam para impressionar as raparigas, os atores de cinema exibiam os cigarros antes e depois das conquistas e ninguém sabia como o tabaco fazia mal. As mulheres fumavam pouco ou nada e até se dizia, há 50 anos, que uma senhora distinta nunca poderia fumar na rua ou puxar de um cigarro no final de um jantar. Em Inglaterra, os homens ficavam a fumar e a beber brandy, enquanto as senhoras abandonavam a sala de jantar para os deixar à vontade a fumar e a beber. Em Portugal, a maioria das alunas universitárias não fumava e aquelas que o faziam poderiam ser criticadas.

 

Muitos anos passaram e é hoje conhecido como o tabaco faz muito mal. A evidência científica demonstra que, em Portugal, o tabagismo tem forte impacto na mortalidade: em 2016 terão morrido quase 12.000 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco (10,6% do total de óbitos). Vários tipos de cancro, com destaque para o do pulmão (um dos mais graves), estão relacionados com a dependência tabágica. Em muitos doentes que fumaram durante toda a vida, a insuficiência respiratória resultante de anos de exposição ao fumo conduz, nos anos finais de vida, a grandes limitações no quotidiano.

 

Durante muitos anos pensou-se que estar ao lado de fumadores não teria grande importância, desde que não se ousasse fumar. Ainda me lembro de comentadores liberais se insurgirem contra as campanhas para evitar o fumo em recintos fechados onde estivessem outras pessoas não fumadoras. Ignoravam como a investigação tinha demonstrado a presença, na urina dos denominados fumadores passivos, de um metabolito da nicotina chamado cotidina. Este dado permitiu perceber que estar ao lado de um fumador determina riscos para a saúde e que deveremos proteger os mais vulneráveis, sobretudo as crianças e os doentes, da inalação de fumo de tabaco.

 

Passos significativos foram dados em Portugal com a Lei 37/2007, que regulamentou o uso de tabaco em várias situações, hoje compreendidas pela grande maioria da população. O aumento das consultas de cessação tabágica (embora em número insuficiente e, nalguns casos, com significativas listas de espera) foi outra medida importante, porque os utilizadores encontraram locais onde poderiam tratar a sua dependência. Outro benefício foi a comparticipação na aquisição de vareniclina (“Champix”), um fármaco com bons resultados para deixar de fumar.

 

No entanto e mais recentemente, verificou-se que um segmento da população não tem revelado quebra no consumo: são as mulheres jovens. Por essa razão decidiu o Ministério da Saúde fazer um filme que contivesse uma mensagem forte, dirigida ao setor feminino jovem, para incentivar a paragem do consumo.

 

Foi uma boa decisão. Qualquer campanha de prevenção deve ter um alvo bem definido, após monitorização da dimensão do problema na comunidade, como foi o caso. Necessita de avaliação posterior, mas a iniciativa foi correta.

 

Tenho dificuldade em aceitar a crítica de que é uma campanha misógina e contra a igualdade. Uma iniciativa que pode levar a ganhos de saúde nas pessoas jovens do sexo feminino não pode ser contra as mulheres. Uma ação que diminua o risco nos filhos de exposição ao tabaco só pode ser bem-vinda. Continuemos, claro.

 

Edit:

 

Na campanha, a actriz Paula Neves interpreta o papel de uma mãe com cancro do pulmão que não consegue deixar de fumar e que se dirige à filha para lhe recomendar “Uma princesa não fuma”. A criança vestira-se com uma tiara e um tutu de bailarina para a festa de aniversário que lhe preparara e esse foi um dos problemas. “Por que é que não se optou por mostrar que uma mulher forte, empoderada, não fuma?”, contrapõe Catarina Correia, vice-presidente da Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens.

 

“A campanha deve ser retirada, porque vai tudo aquilo a que o Estado português está obrigado e que é a promoção da igualdade de género”, acrescentou, acusando o Governo de “dar uma martelada em direitos que têm vindo a ser conquistados a muito custo”, ao optar por “perpetuar o discurso de que as meninas nasceram para serem princesas”. “O que é que queremos? Que as meninas não fumem quando crescerem porque são princesas ou que não fumem porque se tornaram mulheres fortes e empoderadas?”, questionou.

 

Bold: Sei lá, talvez porque é uma campanha anti-tabaco? :mrgreen:

 

Ridículo. :estrelas: :lol:

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Cara Mund @MissAmerica

 

We’re changing out of our swimsuits and into a whole new era #byebyebikini #MissAmerica2019

 

Miss América. Prova em fato de banho vai acabar

 

O lendário concurso Miss América acabou com a prova em fato de banho. A organização quer agora focar-se mais nos talentos das candidatas e menos na sua aparência.

 

:confuso:

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O Maynard (Tool) foi acusado de violar uma adolescente (17) em 2000.

 

No reddit fala-se que não é um caso isolado.

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Agora até criticam a falta de diversidade dos Monty Python.

 

e quem criticou?

 

um branco

 

LOL

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FIFA quer reduzir imagens de mulheres bonitas nas bancadas

 

 

Já estava a tardar. Pobres moças... Se forem bonitas não podem aparecer na televisão. Se forem feias podem ser estrelas. Não deve faltar muito para que as empresas de cosmética comecem a comercializar produtos para desfigurar as raparigas de forma a que estas não corram riscos de virem a ser ignoradas.

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Director do Museu de Serralves apresentou a demissão

João Ribas, director do Museu de Serralves demitiu-se porque a Administração da Fundação Serralves decidiu vetar 20 das 179 obras do fotografo Mapplethorpe e classificar a exposição para maiores de 18, devido à componente de cariz sexual presente nas suas obras, que têm sido, aliás, para acompanhar os tempos, censuradas. O Museu de Serralves fez a publicidade à exposição apresentando as 179 obras, o que parecia ser um contraponto à censura que a obra do fotografo tem sido alvo noutros países. De repente, afinal, não. 20 das 179 obras vão de volta. 

Editado por Mayday

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Isabel Pires de Lima em entrevista: “João Ribas foi desleal com a administração de Serralves”

Isabel Pires de Lima disse em entreviste ao Expresso que foi o director que decidiu retirar as 20 obras de cariz sexual. Mas esta entrevista é uma bela trabalhada. É óbvio que entre a direcção, a administração e a presidência a coisa não estava a funcionar bem.

Mas hoje o Público noticia o contrário, que João Ribas foi obrigado a retirar as tais obras da parede e ainda um vídeo.

Verdade também é que João Ribas demitiu-se mas ainda não abriu a boca. 

Era importante saber se esta trapalhada se deve a censura e puritanismo, para acompanhar os tempos, e quem é que tomou essa decisão. 

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O que diz o código deontológico e os regulamentos da RTP? Fernanda Câncio foi consultar? Não. Fernanda Câncio saltou logo para as redes sociais pronta a criar polémica? Sim. Fernanda Câncio precisa de polémicas? Sim. E de atenção? Sim. Porquê? Porque é o que lhe paga a renda. 

Fernanda Câncio é uma mulher muito atenta, menos quando José Sócrates abria a carteira para lhe pagar despesas e a mandava de férias. Dessas vezes, coitada, nunca pensou estar doida.

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E quase que aposto que aquela despedida não é por acaso. Muito provavelmente é dita tendo em conta o público alvo daquele bloco informativo, que é mais idoso e já está a fazer meia noite à hora do fim do telejornal.

Editado por John Reverend

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Citação de John Reverend, há 24 minutos:

E quase que aposto que aquela despedida não é por acaso. Muito provavelmente é dita tendo em conta o público alvo daquele bloco informativo, que é mais idoso e já está a fazer meia noite à hora do fim do telejornal.

Pode ser também uma simples força de expressão, um hábito comunicacional. 

Eu ás vezes digo Graças a Deus e não sou crente, nem religioso, é uma força de expressão. São coisas que nos saem por hábito cultural.

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Tanto quanto sei a Dina Aguiar já há alguns aninhos que se despede dos telespectadores desta maneira e até hoje nunca tinha causado "polémica" 🤔 

Já Cância. 😤

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Citação de Mayday, há 26 minutos:

Pode ser também uma simples força de expressão, um hábito comunicacional. 

Eu ás vezes digo Graças a Deus e não sou crente, nem religioso, é uma força de expressão. São coisas que nos saem por hábito cultural.

Já somos dois, quando vi está conversa da treta da Cancio disse logo valha-me Deus.

Citação de Carmelo Anthony, há 17 minutos:

Tanto quanto sei a Dina Aguiar já há alguns aninhos que se despede dos telespectadores desta maneira e até hoje nunca tinha causado "polémica" 🤔 

Já Cância. 😤

Confirmo. 

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f*da-se, a sério. Se eu fosse casado essa caralha ia preso, de certeza.

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Tipo, quando há uma violação, aquilo ir sempre para a mulher que tem a razão, a mulher é que foi violada.

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