Kendrick Lmao Publicado 11 Abril 2018 A questão é que caso o jogador se desenvolva a ponto do tal Apoel Limassol e do (digamos) Benfica o querer resgatar, o Benfica apesar de provavelmente ganhar a disputa com o clube Cipriota, vai ter de gastar sempre o valor da cláusula para o clube que o recebeu e o fez evoluir Nesta altura sim é que os grandes ficam sempre salvaguardados já que não precisam de entrar em leilões e os outros só servem de incubadoras Além do mais isso de colocar cláusulas baixas para não ter de pagar muito pode dar backfire porque os outros grandes podem entrar na disputa e imaginando que por acaso o jogador fez a formação no Porto mas é Benfiquista... muito provavelmente já fostes Compartilhar este post Link para o post
Carlos Gouveia Publicado 11 Abril 2018 A questão é que caso o jogador se desenvolva a ponto do tal Apoel Limassol e do (digamos) Benfica o querer resgatar, o Benfica apesar de provavelmente ganhar a disputa com o clube Cipriota, vai ter de gastar sempre o valor da cláusula para o clube que o recebeu e o fez evoluir Nesta altura sim é que os grandes ficam sempre salvaguardados já que não precisam de entrar em leilões e os outros só servem de incubadoras Além do mais isso de colocar cláusulas baixas para não ter de pagar muito pode dar backfire porque os outros grandes podem entrar na disputa e imaginando que por acaso o jogador fez a formação no Porto mas é Benfiquista... muito provavelmente já fostes Mas há cláusulas de recompra (e influências). Que são cláusulas que apenas podem ser ativadas pela outra parte do negócio. Mesmo nesse caso, o Benfica teria de pagar enquanto que o Porto compraria a custo zero. No dia em que o jogador começasse a mostrar qualidades, o Porto acionava a cláusula. Muito antes do Benfica decidir se ia pagar os 500.000€ pelo jogador. Na pior das hipóteses, na época seguinte voltava a vendê-lo a custo zero com nova cláusula de recompra a custo zero. Basta olhar para o Wallyson e percebe-se logo a alternativa. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 11 Abril 2018 Descartes, é o seguinte, em relação à primeira pergunta, raríssimo. A minha primeira pergunta: O que é que as cláusulas de rescisão têm a ver com este assunto? A tua resposta: raríssimo :confuso: em relação ao resto, o meu ponto de vista não se baseia numa utopia, mas sim no panorama actual portugues, onde, infelizmente, existem variados tráficos de influência no futebol e em que o clube A consegue limitar os jogadores que o clube B utiliza num jogo contra eles. acho que tendo em conta que isto acontece, não seria muito difícil o clube A influenciar o clube B e determinar ele o contrato assinado pelo jogador com o clube B. pensando assim, seria o clube A a determinar a tal clausula de rescisão num valor que ache adequado e que seria possível, a qualquer momento igualar. Vamos supor que é assim. Que, de facto, a influência dos clubes emprestadores (os grandes) é de tal forma significativa que chega ao ponto de determinar os termos dos contratos que os clubes a quem os jogadores são cedidos celebram com os seus jogadores. Continuo a não perceber a relevância que tem a fixação de cláusulas de rescisão em valores baixos. As cláusulas de rescisão representam o valor a que os clubes estão obrigados a vender e não o valor máximo das propostas dos clubes interessados. Se um clube está mesmo interessado na compra de um determinado jogador que tem uma cláusula baixa nada o impede de apresentar uma proposta de valor superior à cláusula se verificar que pelo valor da cláusula o jogador vai para outro lado. Imagina que o Sporting impõe ao Rio Ave uma cláusula de 100 mil euros no contrato do Rio Ave com o Geraldes. Agora imagina que o Alaves se interessa pelo jogador. Com uma proposta de 100 mil euros não o consegue contratar porque ele vai para o Sporting, que iguala a proposta. Nada impede o Alaves de subir a parada para 1, 2 ou 5 milhões de euros se quiser mesmo o jogador. E mesmo que não ofereça mais do que os 100 mil euros e ele acabe por voltar ao Sporting, sempre são mais 100 mil euros que o Rio Ave recebe do que se o Geraldes estivesse (como está) apenas por empréstimo. em relação ao despertar interesse, não será assim muito dificil de perceber, que um jogador cujo desempenho justifica o regresso ao clube A e que tenha lugar no plantel para jogar, prefira ir para a) o grande em vez de para o limassol. e b) que prefira ir para o real em vez de ir para o grande. posto isto, e assumindo que b) é improvável de acontecer, devido à fraca exposição mediatica que um clube pequeno tem, o grande sai salvaguardado, porque o limassol nao oferece as condiçoes que ele oferece, seja desportivamente, financeiramente e de visibilidade. caso nao queira ter nada que ver com o jogador, salvaguarda-se com o facto de não ter obrigações para com o jogador, fica sem assumir os ordenados dele e no fim não tem a preocupaçao para o despachar, porque já o fez. agora, claro que num mundo utopico em que não existe qualquer tipo de ligaçoes e influencias sobre clubes, nada disto acontecia Continuo sem perceber qual o teu ponto de vista. Do que leio parece-me que estás a dizer que uma situação sem empréstimo é mais vantajosa para todas as partes do que a situação com empréstimo. Que é exatamente a minha posição. :confuso: em relação ao ultimo ponto do jogador so se desenvolver, nao disse nada disso, portanto se quiseres explicar como tiraste isso do que eu disse agradecia, que tenho sono, ja me custou escrever o que escrevi Tu disseste que os empréstimos são importantes para a evolução dos jogadores. Ora, se os empréstimos forem proibidos, e tendo como premissa que os clubes maiores não vão ficar com dezenas de jogadores sob contrato parados, isso quer dizer que esses jogadores vão ter que jogar em algum lado. Em princípio jogarão nos clubes aos quais seriam emprestados. Por isso, qual é a diferença no que respeita à evolução dos jogadores? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 11 Abril 2018 Descartes, a tua situação sem empréstimo pura e simplesmente não acontece. O que vai acontecer nesses casos são cláusulas de recompra a 0€ e no final do ano são acionadas. No dia em que aparecer um Apollon de Limassol a dar 10€ ao clube B, o clube A, se tiver interesse no jogador, aciona a cláusula. No limite, o clube B aceita as duas e nunca mais tem negócios deste estilo com o clube A. Se o jogador for matreco, é um nome riscado da folha de pagamentos do clube A. Esta situação vai agravar o fosso. No máximo, e duvido, beneficia os melhores jogadores. Porque os jogadores de possível primeira classe vão diretamente para o estrangeiro, para aquelas equipas que ficam entre os grandes e os pequenos portugueses (e há milhares e milhares por esse mundo fora). E talvez beneficie os grandes, porque vais passar a ter casos Wallyson, Luis Felipe e Bruno Varela todos os dias. E desde quando é que um clube estaria obrigado a vender pelo valor da cláusula de recompra tendo propostas de valor superior? Eu não sou especialista mas parece-me que esse tipo de cláusulas seriam imediatamente declaradas nulas. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 11 Abril 2018 Descartes, a tua situação sem empréstimo pura e simplesmente não acontece. O que vai acontecer nesses casos são cláusulas de recompra a 0€ e no final do ano são acionadas. No dia em que aparecer um Apollon de Limassol a dar 10€ ao clube B, o clube A, se tiver interesse no jogador, aciona a cláusula. No limite, o clube B aceita as duas e nunca mais tem negócios deste estilo com o clube A. Se o jogador for matreco, é um nome riscado da folha de pagamentos do clube A. Esta situação vai agravar o fosso. No máximo, e duvido, beneficia os melhores jogadores. Porque os jogadores de possível primeira classe vão diretamente para o estrangeiro, para aquelas equipas que ficam entre os grandes e os pequenos portugueses (e há milhares e milhares por esse mundo fora). E talvez beneficie os grandes, porque vais passar a ter casos Wallyson, Luis Felipe e Bruno Varela todos os dias. Sem empréstimos também não há leverage dos clubes grandes para isso. Não há espaço no plantel, não há empréstimos para safar. Isto obriga os clubes a serem selectivos em quem apostam. Se um puto tem potencial para apostar, fica no plantel. Senão vai à vida dele. E o que não falta é espaço no futebol português para muitos desses miúdos que andam 4/5 anos a rodar empréstimos. E não vejo como agrava o fosso. 2/3 (estou a ser simpático) dos 50 jogadores que cada clube grande tem entre empréstimos e equipa B nunca vão calçar no plantel principal. E desses 2/3, quase todos fazem falta a clubes profissionais. E desde quando é que um clube estaria obrigado a vender pelo valor da cláusula de recompra tendo propostas de valor superior? Eu não sou especialista mas parece-me que esse tipo de cláusulas seriam imediatamente declaradas nulas. Naturalmente. Compartilhar este post Link para o post
Kendrick Lmao Publicado 12 Abril 2018 Mas há cláusulas de recompra (e influências). Que são cláusulas que apenas podem ser ativadas pela outra parte do negócio. Mesmo nesse caso, o Benfica teria de pagar enquanto que o Porto compraria a custo zero. No dia em que o jogador começasse a mostrar qualidades, o Porto acionava a cláusula. Muito antes do Benfica decidir se ia pagar os 500.000€ pelo jogador. Na pior das hipóteses, na época seguinte voltava a vendê-lo a custo zero com nova cláusula de recompra a custo zero. Basta olhar para o Wallyson e percebe-se logo a alternativa. e em que mundo imaginário tu vives onde existem clausulas de recompra a custo 0? qual é sequer o sentido disso, o clube recebia o jogador, pagava-lhe o salário e todos os custos do seu contrato, mas hey se ele se portar bem vem para cá a custo 0 :lol: e mesmo que existisse, e mesmo que o Benfica tivesse de pagar meio milhão, sendo que o jogador é Benfiquista e provavelmente iria aceitar a proposta dele, onde raio é que este cenário salvaguarda o grande Porto? Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 12 Abril 2018 Suponho que seja algo como: O mais bem pago consegue ter uma clausula de rescisão mais alta, o mais mal pago tem a mais baixa. Nâo faz sentido prenderes um jogador a ganhar três tostões a uma cláusula de 100 milhões. Criar um tecto para as cláusulas de rescisão que fosse algo como "remunerações até final do contrato" * valor indexante. Exemplo, o Rui Patrício ganha 1.5M e tem mais 2 anos de contrato. Imagina um valor indexante de 5: 1.5M * 2 * 5 = 15M. Algo desse género, o que iria obrigar a uma normalização dos valores das transferência na maior parte dos casos, e iria ser também um pequeno contributo para permitir a liberdade de circulação de jogadores. Isto. Basicamente, os clubes têm todo o poder para castrar a liberdade dos jogadores de se mudarem para outros clubes. Em Portugal vês rapazes a assinar o primeiro contrato profissional com cláusulas de 30M e 40M, o que é patético e inimaginável no mercado de trabalho "normal". Se o jogador é importante para o clube e é necessário segura-lo, então essa importância deve ser reflectida na remuneração do jogador em questão. E acabariam também esses castigos parvos de quem não renova, não joga. É uma ideia interessante mas isso não acabaria por prejudicar mais os clubes pequenos? Visto que, por norma, os contratos são mais curtos e os salários mais baixos. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 12 Abril 2018 É uma ideia interessante mas isso não acabaria por prejudicar mais os clubes pequenos? Visto que, por norma, os contratos são mais curtos e os salários mais baixos. Dificilmente. As cláusulas que se praticam nos clubes pequenos são relativamente realistas, salvo raros casos... Lá está, não existem margem para meter malta com cláusulas milionárias quando lhes estás a pagar 2k por 2 anos. Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 12 Abril 2018 Pois, também é verdade. O exagero está nos clubes grandes. Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado 12 Abril 2018 O ponto mais importante que acho que está muita gente a passar ao lado o perep acabou de levantar. Sem empréstimos o mercado muda e as equipas pequenas acabam por ter mais leverage para não aceitar clausulas baixas. E os jogadores vão forçar a saída porque não querem ficar no plantel a ver navios e sabem que não há jeito de saírem sem ser definitivo. Espero sinceramente que isto vá para a frente. Tem tudo para melhorar o futebol português. E olhando mesmo para a situação na Europa, ia ajudar a que se cumprisse o fairplay financeiro, dado que deixariam de existir os empréstimos da treta com clausulas obrigatórias estilo James, Mbappe e outros para contornar as regras. Compartilhar este post Link para o post
doom_master Publicado 12 Abril 2018 e em que mundo imaginário tu vives onde existem clausulas de recompra a custo 0? qual é sequer o sentido disso, o clube recebia o jogador, pagava-lhe o salário e todos os custos do seu contrato, mas hey se ele se portar bem vem para cá a custo 0 :lol: e mesmo que existisse, e mesmo que o Benfica tivesse de pagar meio milhão, sendo que o jogador é Benfiquista e provavelmente iria aceitar a proposta dele, onde raio é que este cenário salvaguarda o grande Porto? O Sporting "fez" isso com o Wallyson há uns tempos. Como já tínhamos atingido o limite de emprestados, ele desvinculou-se e no final da época voltou milagrosamente, como se de um empréstimo se tivesse tratado. Em termos de salário durante esse período, não sei os moldes. Compartilhar este post Link para o post
Siul Publicado 12 Abril 2018 O Porto fez isso com o Rafa também Compartilhar este post Link para o post
alex81 Publicado 12 Abril 2018 (editado) A meu ver o grande problema não é o empréstimo de miúdos mas sim de jogadores mais velhos, na minha opinião era limitar o numero de jogadores com o qual um clube pode ter contrato e proibir empréstimos a partir dos 23 anos algo deste género: - cada clube só pode ter no máximo 20 jogadores com contrato acima dos 23 anos - cada clube só pode ter no máximo 15 jogadores com contrato entre os 21 e os 23 anos - cada clube só pode ter no máximo 25 jogadores com contrato entre os 19 e os 21 anos - abaixo dos 19 anos não havia limite Com isto quando os jogadores chegavam aos 19 anos os clubes tinham que libertar jogadores visto que só podem ter 25, na passagem para os 21 novo corte que voltava a haver aos 23 e com isto os clubes eram obrigados a irem libertando os jogadores para os restantes clubes ao mesmo tempo tinham jogadores para a equipa A e B se a mesma existir. Vocês estão a centrar-se em Portugal mas á um pormenor no meio disto é que os clubes do top5 da Europa iam ser obrigados a fazer cortes e com isso a libertar jogadores antes de comprar alguém. Editado 12 Abril 2018 por alex81 Compartilhar este post Link para o post
Kendrick Lmao Publicado 12 Abril 2018 O Sporting "fez" isso com o Wallyson há uns tempos. Como já tínhamos atingido o limite de emprestados, ele desvinculou-se e no final da época voltou milagrosamente, como se de um empréstimo se tivesse tratado. Em termos de salário durante esse período, não sei os moldes. segundo o relatório de contas do Sporting foi emprestado e em 2016 renovaram o contrato por mais 2 anos (tinha ate 2019 agora tem ate 2021) Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 12 Abril 2018 Está a pensar-se demasiado no assunto. Isto na verdade até é bastante simples: os jogadores que fazem parte da equipa, ficam; os outros, se não servem, são dispensados. Isto teria três vantagens: 1) as equipas deixariam de contratar jogadores em catadupa e a emprestar caso não se afirmassem. Limitaria a estratégia de "trial and error" que muitos clubes fazem, comprando vários e esperando que da quantidade surja um punhado que sejam mais-valias, obrigando a um critério mais apertado nas contratações. Sim, Sporting, estou a olhar para ti. 2) daria mais chances às equipas mais modestas de terem margem de lucro com os jogadores que lhes caem em mãos. Actualmente qualquer jovem cepo que dê dois pontapés seguidos na bola cai numa equipa grande, que os contratam na expectativa de evoluírem e se tornarem rentáveis, sendo comum que sejam emprestados. Impedindo-se os empréstimos, das duas, uma: ou fazem parte do plantel dessas equipas, ou não são contratados e acabam na mesma nas equipas mais modestas, onde podem evoluir e gerar lucros a essas equipas, dando depois o salto. Seria mais justo que o clube que acaba por o potenciar lucre financeiramente com isso, ao invés de o rodar apenas. 3) forçar aposta na formação. Se uma equipa tem um miúdo talentoso a sair dos juniores, não o podendo emprestar teria de apostar nele. Se não o quiserem fazer resta deixá-lo sair, podendo este menino ser aposta consistente numa equipa mais modesta e dar lucro a esta, ao invés de andar a rodar por clubes diferentes. Ver o caso do Iuri. Andou não sei quantos anos a rodar em equipas diferentes quando poderia ter saído logo aos 19/20 anos para o Arouca/Moreirense/Boavista, ter ficado duas ou três épocas consecutivas a evoluir no mesmo contexto, de forma estável, e daria então o salto. Ou, em alternativa, ter sido logo aposta do Sporting nessa idade. Aqui, os clubes formadores até poderiam ceder o jogador com uma cláusula de recompra como o Real Madrid fazia, ficando com esse direito de preferência. Seja como for, seria mais justo para o clube que o acolheu, pois no final lucraria com a sua passagem por lá e pela aposta que fez nele durante esse período. Compartilhar este post Link para o post
Lage_Effect Publicado 3 Março 2019 https://blogvisaodemercado.pt/2019/03/novas-regras-no-futebol-golos-mao-serao-sempre-invalidados/ Não sabia aonde colocar isto mas fica aqui. Compartilhar este post Link para o post
Coiso Publicado 3 Março 2019 Citação de Lage_Effect, há 2 horas: https://blogvisaodemercado.pt/2019/03/novas-regras-no-futebol-golos-mao-serao-sempre-invalidados/ Não sabia aonde colocar isto mas fica aqui. A parte da bola bater no árbitro pode levar a situações mal ajuizadas. Vai-se querer parar o jogo por tudo e por nada sempre que isso suceder. Compartilhar este post Link para o post
Keef Publicado 3 Março 2019 Gosto muito da nova regra das substituições. Compartilhar este post Link para o post