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Politica Internacional

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Citação de Che, há 59 minutos:

Eu pensava que as sanções funcionassem, também me enganei nesse aspecto.

É preciso uma solução NATO para aquela região. A criação de diversos Kosovos no Donbass, a neutralidade desses micro estados e da Ucrânia a nível militar e deixar que a economia trate do resto. Diplomacia, no fundo.

Inevitavelmente todos os países europeus vão alinhar com a UE. São pagos para se sentar à mesa. Portugal sobrevive mediante os fundos estruturais, por exemplo. 

Sim, a diplomacia de adiar por dois ou três anos mais avanços russos.

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Citação de Vimaranes1922, há 44 minutos:

Sim, a diplomacia de adiar por dois ou três anos mais avanços russos.

A alternativa é... Dá lá uma resposta que deixa implícita a inevitabilidade da guerra nuclear e consequente fim da humanidade. 

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Citação de Che, há 2 horas:

Sim mas repara, não funcionou com Cuba, Iraq, Irão, Síria, Venezuela, Coreia do Norte, vai funcionar agora com a Rússia? Ou vai acontecer o que aconteceu a todos os outros, que é o fortalecer do regime?

Depois tem essa atenuante que referiste e bem, a Rússia é autosuficiente. O petróleo que não vendem, é o petróleo que alimenta a economia deles. O trigo que não exportam, é pão que comem. Etc, etc, etc. O único país em que sanções melhoram as condições de vida do povo, ou provoca uma crise deflacionaria. 

A Rússia é uma gasolineira gigante. 

Este vídeo está muito bom, dá um contexto muito bom sobre a importância da energia desde o tempo da URSS até aos dias de hoje.

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Citação de antifa, há 3 horas:

Não funcionam num país que é praticamente autosuficiente em tudo. Principalmente no que interessa que é matérias primas.

até não funcionam em países que não o são.

 

A esperança aqui era que como a Rússia é um país 'avançado', com uma economia co-integrada com o demais comércio internacional (ao contrário de um Irão ou Cuba) e até com ligações financeiras profundas a países ocidentais como a Alemanha e o UK, estas sanções iriam causar um baque que levasse o Putin a reconsiderar.

E, de uma sorte, fizeram-no. A Russia perdeu os seus principais mercados e parceiros comerciais - mas ganhou logo outros (India, principalmente); E de facto causaram um rombo económico-social - mas a Rússia é um país habituado a conviver com amarguras; e até levou o Putin a reconsiderar - deixou Kyiv e concentrou-se no sul.

Mas não teve o efeito profundo de deixar a Rússia de joelhos. Foram um falhanço? Bem, para quem achasse que as sanções iriam ser a panaceia, sim. Eu sempre achei que iriam ser coisas chatas, mas que os Russos iriam aguentar.

Neste momento, não há grande coisa a fazer. Apoiar o esforço militar da Ucrânia, mas ser realista: isto tem de ser decidido à mesa. Seja hoje, seja no Natal, seja em 2024, isto só se decide à mesa, não no terreno.

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Eu pensei que os russos iam para a rua e partiam tudo mal houvessem expropriações a oligarcas e sanções aos bancos 😭

Quer dizer, até foram mas há mais polícias que civis.

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Citação de IlidioMA, há 1 hora:

até não funcionam em países que não o são.

 

A esperança aqui era que como a Rússia é um país 'avançado', com uma economia co-integrada com o demais comércio internacional (ao contrário de um Irão ou Cuba) e até com ligações financeiras profundas a países ocidentais como a Alemanha e o UK, estas sanções iriam causar um baque que levasse o Putin a reconsiderar.

E, de uma sorte, fizeram-no. A Russia perdeu os seus principais mercados e parceiros comerciais - mas ganhou logo outros (India, principalmente); E de facto causaram um rombo económico-social - mas a Rússia é um país habituado a conviver com amarguras; e até levou o Putin a reconsiderar - deixou Kyiv e concentrou-se no sul.

Mas não teve o efeito profundo de deixar a Rússia de joelhos. Foram um falhanço? Bem, para quem achasse que as sanções iriam ser a panaceia, sim. Eu sempre achei que iriam ser coisas chatas, mas que os Russos iriam aguentar.

Neste momento, não há grande coisa a fazer. Apoiar o esforço militar da Ucrânia, mas ser realista: isto tem de ser decidido à mesa. Seja hoje, seja no Natal, seja em 2024, isto só se decide à mesa, não no terreno.

O ponto a negrito é realmente o mais importante. Sem negociação isto não acaba. Desde o primeiro dia que pessoas como eu ou tu dizíamos que a Ucrânia nunca iria ganhar esta guerra. Mais do que armas, falta-lhe números e os números na guerra nunca deixam de ser essenciais. Pior ainda quando do outro lado esta um regime autocrático e ditatorial que controla mais facilmente a dissensão que um pais baseado numa democracia e que facilmente arranja carne para canhão sem grandes ondas.

Agora sem sanções, não há negociação possível. A Ucrânia precisa das sanções e armas do ocidente para ter algo para negociar e tentar manter parte do seu território.

Se o Ocidente abandonasse as sanções e apoio à Ucrânia, a Rússia estaria livre para fazer o que bem entendesse. Até porque não compro a ideia de que o impacto das mesmas não se faz sentir e não continuara a ser um empecilho colossal no desenvolvimento económico russo. Sim, a India e a China poderão substituir o Ocidente mas não pagam o mesmo que nós, bem pelo contrário, irão utilizar o facto da Russia precisar deles para pagar cada vez menos. 

De notar que as vendas russos de produtos energéticos cresceram porque o Ocidente começou a comprar em enorme quantidades para prevenir quebras de fornecimento e garantir independência necessária para o período de transição sem energia russa. Quando se conquistar um grau elevado de independência, a torneira fecha e sobra a India e a China a comprar ao preço da uva mijona.

Neste momento não consigo mesmo dizer que estas a subestimar o impacto a longo prazo das sanções ou se alguns de nós estamos esperançosos de mais que resultem.

E também acho que as sanções são importantes também para nós. Nós precisamos de garantir a independência de uma nação que a qualquer momento pode ter um acesso de loucura e começar a invadir vizinhos ou extremar o seu governo e isto também sever para os States. As sanções obrigam a que isto aconteça. 

Por isso é que essa história do "nós estamos a sofrer com as sanções que impomos!" para mim nem é questão. Faz parte das dores de evolução e crescimento. As dificuldades que temos agora, e que irão aumentar, parecem-me inferiores ao perigo de baixar as calças ao vizinho do lado.

Para nós o que era bom mesmo era que o regime de Moscovo caísse de podre e se pudesse dar mão a um outro regime, abrindo as portas da Europa e impedir que a Russia se torne um protetorado chinês. Não sendo possível, temos de continuar a cortar as dependências.

Editado por SAS_Robben
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Citação de SAS_Robben, há 30 minutos:

O ponto a negrito é realmente o mais importante. Sem negociação isto não acaba. Desde o primeiro dia que pessoas como eu ou tu dizíamos que a Ucrânia nunca iria ganhar esta guerra. Mais do que armas, falta-lhe números e os números na guerra nunca deixam de ser essenciais. Pior ainda quando do outro lado esta um regime autocrático e ditatorial que controla mais facilmente a dissensão que um pais baseado numa democracia e que facilmente arranja carne para canhão sem grandes ondas.

Agora sem sanções, não há negociação possível. A Ucrânia precisa das sanções e armas do ocidente para ter algo para negociar e tentar manter parte do seu território.

Se o Ocidente abandonasse as sanções e apoio à Ucrânia, a Rússia estaria livre para fazer o que bem entendesse. Até porque não compro a ideia de que o impacto das mesmas não se faz sentir e não continuara a ser um empecilho colossal no desenvolvimento económico russo. Sim, a India e a China poderão substituir o Ocidente mas não pagam o mesmo que nós, bem pelo contrário, irão utilizar o facto da Russia precisar deles para pagar cada vez menos. 

De notar que as vendas russos de produtos energéticos cresceram porque o Ocidente começou a comprar em enorme quantidades para prevenir quebras de fornecimento e garantir independência necessária para o período de transição sem energia russa. Quando se conquistar um grau elevado de independência, a torneira fecha e sobra a India e a China a comprar ao preço da uva mijona.

Neste momento não consigo mesmo dizer que estas a subestimar o impacto a longo prazo das sanções ou se alguns de nós estamos esperançosos de mais que resultem.

E também acho que as sanções são importantes também para nós. Nós precisamos de garantir a independência de uma nação que a qualquer momento pode ter um acesso de loucura e começar a invadir vizinhos ou extremar o seu governo e isto também ser para os States. As sanções obrigam a que isto aconteça. 

Por isso é que essa história do "nós estamos a sofrer com as sanções que impomos!" para mim nem é questão. Faz parte das dores de evolução e crescimento. As dificuldades que temos agora, e que irão aumentar, parecem-me inferiores ao perigo de baixar as calças ao vizinho do lado.

Para nós o que era bom mesmo era que o regime de Moscovo caísse de podre e se pudesse dar mão a um outro regime, abrindo as portas da Europa e impedir que a Russia se torne um protetorado chinês. Não sendo possível, temos de continuar a cortar as dependências.

100%

A Ucrânia existir passados 100 dias de invasão deve-se praticamente às sanções. A UE e restantes países demonstraram à Ucrânia que somos todos um grupo e a Ucrânia não deitou a toalha ao chão. Se não tivéssemos respondido desta forma, a resistência não se equiparava e a Ucrânia hoje poderia já não existir. Se tivéssemos feito um compromisso maior, tínhamos desencadeado uma grande guerra.

Ao início estava cético com as sanções, hoje considero que não só já produziram um grande efeito, como foram uma grande decisão diplomática em que um passo em falso deitava tudo a perder.

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Citação de IlidioMA, há 1 hora:

isto tem de ser decidido à mesa

Existe a solução da NATO entrar pela Ucrânia dentro, mas ninguém é assim tão fã de Fallout e/ou Metro 2033 que queira descobrir se a Rússia tem mesmo nukes funcionais.

De resto, concordo com o que se diz aqui.
A Rússia não quer recuar, nem que seja porque recuar seria uma humilhação para a gloriosa nação que ia entrar por ali adentro e tomar o país em 2 ou 3 dias.
A Ucrânia então não recua mesmo, porque está em causa a sua existência.

Mas mais cedo ou mais tarde alguém vai ter de começar a ceder, e aí vai depender muito (na minha opinião) do impacto das sanções daqui a uns tempos, quando a Europa estiver a acabar a transição para se livrar da Rússia a nível energético e (como se falou) a Índia e a China aproveitarem para lhes sacar gás e petróleo a preço de saldo.

Existe sempre a possibilidade de a Rússia dar uma de má perdedora e começar a largar presentes atómicos, mas tenho muito mais dúvidas que isto aconteça, porque tenho esperança que existam suficientes pessoas sãs em toda a linha de comando desde a ordem de cima até ao carregar no botão, e que aí no meio se recusassem.

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Citação de HappyKing, há 5 minutos:

 

Bem...não há guerra mundial sem que um país membro de uma das alianças em conflito primeiro se declare neutro quando o conflito deflagra, para uns meses depois se lhe juntar mas do lado contrário.

Nas outras duas 'calhou' esse papel ter sido sempre encarnado pela Itália. A Turquia está a fazer casting para ficar com o papel desta vez. Acho bonito. É para não ser sempre o mesmo, seria aborrecido.

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Citação de HappyKing, há 12 minutos:

 

Aquele estudo foi relativamente ao país e não ao povo btw

O que faz um país é o povo

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Citação de Hammerfall, Agora:

O que faz um país é o polvo

que o diga o nosso, à lagareiro!

32d448907d7c6ce2220724cf9b317517--calama

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Citação de Hammerfall, há 24 minutos:

O que faz um país é o povo

O inquérito era sobre a imagem externa do país.

Mas é profundamente errado, na minha opinião, castigar um povo e a tua opinião sobre o mesmo com base em decisões tomadas por um dos elementos do mesmo até porque há muitos que são contra esse elemento. De resto, essa maneira de ver as coisas não separando o trigo do joio, não separando o rei do xadrez dos meros peões, não separando o povo russo e Putin, terá como consequência a intolerância para com um povo (com xenofobismo associado como já se tem visto em alguns casos, inclusive em Portugal) que em muitos casos pouco ou nada poderia fazer para alterar os acontecimentos. 

Dito isto, com certeza existirão dentro desse povo pessoas francamente más e de má índole. Mas se as há, há-as também em Portugal e nos outros países todos. 

Editado por HappyKing

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Citação de IlidioMA, há 21 minutos:

que o diga o nosso, à lagareiro!

32d448907d7c6ce2220724cf9b317517--calama

Fdx, que fome que agora me deu.

Prato dos Deuses

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meanwhile no canadá malta a passar fome é engraçado aparentemente

 

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2 britânicos e 1 marroquino que eram voluntários nas FA ucranianas e que foram capturados pelas tropas russas foram condenados à morte em Donetsk.

Sérias dúvidas da "legalidade" da medida, quer pelo facto de serem ou não prisioneiros de guerra e até pela medida ser completamente desajustada mesmo não sendo PG, mas a Rússia já tinha avisado que iria acontecer isto.

Já agora estes 3 a nível estratégico até seriam mais úteis como reféns para negociar com o governo desses países, a Rússia condená-los à morte é eloquente quanto baste para quem diz que é preciso negociar uma paz.

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Citação de Lebohang, há 19 minutos:

2 britânicos e 1 marroquino que eram voluntários nas FA ucranianas e que foram capturados pelas tropas russas foram condenados à morte em Donetsk.

Sérias dúvidas da "legalidade" da medida, quer pelo facto de serem ou não prisioneiros de guerra e até pela medida ser completamente desajustada mesmo não sendo PG, mas a Rússia já tinha avisado que iria acontecer isto.

Já agora estes 3 a nível estratégico até seriam mais úteis como reféns para negociar com o governo desses países, a Rússia condená-los à morte é eloquente quanto baste para quem diz que é preciso negociar uma paz.

Como são estrangeiros/mercenários, não são prisioneiros de guerra pela Convenção de Geneva.

Há umas semanas ouvi isso num dos podcasts de História

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Citação de Seferogol, há 3 horas:

Como são estrangeiros/mercenários, não são prisioneiros de guerra pela Convenção de Geneva.

Há umas semanas ouvi isso num dos podcasts de História

O problema é que pelo menos os britanicos não eram mercenários - moravam já na ucrania antes da invasão e pelo menos um deles tinha dupla nacionalidade.

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