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Censos 2021

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Citação de Lage_Effect, há 42 minutos:

Não comeces ent não deixa de ser verdade que ninguém quer fazer trabalhos agrícolas mesmo as vezes com pagamentos bem superiores ao salário minimo

Acho que foi mais a parte dos trabalhos serem agrícolas. No Alentejo isso deve ser verdade. A Norte e Centro encontra-se tudo.

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Tinha começado a escrever esta tarde, entretanto acabaram por tocar nos pontos que tinha escrito.

 

Citação de Ricardo Pinto, há 1 hora:

há poucos empregos qualificados, muitos dos que há são geridos por pessoas que não têm qualificação, as chamadas cunhas, que não fazem ideia de como gerir e dão mais razões para os jovens sair...

Se não há emprego "em condições", é óbvio que os jovens procuram onde possam ter essas oportunidades, e essas oportunidades estão mais presentes no litoral, no interior também existem, mas é uma minoria.

Ponto 1 - oportunidades de trabalho diferenciado

As empresas de trabalho diferenciado não vão deixar de se fixar em Portugal no Porto e Lisboa, é lá que está a mão de obra qualificada e infraestrutura que precisam. Tornou-se atrativo o suficiente para termos imigração de trabalho qualificado, o que era impensável há 1 década.

Na minha opinião há poucas iniciativas excelentes no interior como a Academia do Código no Fundão que acaba por chamar e reter malta. Também é preciso é que haja uma rede empresarial à volta inovadora e atrativa o suficiente para reter essa mão de obra.

 

Citação de Alonso., há 1 hora:

Pouca oferta cultural ou de atividades de lazer também é gritante nesses sitios mais interiores.

Ponto 2 - cultura e comodidade

Muito pouca oferta e procura cultural, só mudaria com um investimento em idades escolares para fomentar interesse em cultura, o que implicaria uma estratégia cultural a 30 anos para ver resultados, o que na minha opinião é utópico.

Falando como alguém que cresceu em meios periférios, era confrangedor ir aos poucos espetáculos e concertos que havia. Pouca adesão e quase era preciso chorar para o público bater palmas.

Também há a componente da comodidade. Na altura crítica da pandemia via a diferença que era ter um Glovo/Uber à mão para mercearias/refeições comparativamente com o meu irmão que vive numa cidade de média dimensão no litoral sem esse tipo de comodidade.

 

Citação de Quan Chi, há 27 minutos:

todos os pontos acima seriam gradualmente melhorados pelo aumento da procura, mas eu nunca quereria ser um dos pioneiros.

Esta frase para mim resume o porquê de não ver o paradigma a mudar.

Podemos debater que seria importante combater a desertificação, dar mais incentivos, investir na parte cultural, etc mas em última instância a maioria da população não trocará a zona de conforto para ir para condições genericamente menos favoráveis (eu inclusive).

Sim, vão sempre haver pessoas que trocam o seu apartamento T1 numa grande cidade por uma moradia T3 numa cidade mais pequena e periférica, mas continuarão a ser a excepção.

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Citação de Lage_Effect, há 1 hora:

Não comeces ent não deixa de ser verdade que ninguém quer fazer trabalhos agrícolas mesmo as vezes com pagamentos bem superiores ao salário minimo

tb tem pagamentos superiores ao ordenado minimo pq isso nao é exactamente uma carreira né. não começas à jeira e acabas a gestor da quinta, 15 anos depois.

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Citação de Ego Sum, há 8 minutos:

As empresas de trabalho diferenciado não vão deixar de se fixar em Portugal no Porto e Lisboa, é lá que está a mão de obra qualificada e infraestrutura que precisam. Tornou-se atrativo o suficiente para termos imigração de trabalho qualificado, o que era impensável há 1 década.

A mão de obra qualificada também existe em Aveiro, em Braga, em Coimbra, em Viseu, até em Évora. A infraestrutura é o essencial. Do ponto de vista logístico muitas vezes não faz sentido para uma empresa estabelecer-se em Coimbra quando no Porto está mais perto de tudo mesmo sendo mais caro. Mas se existisse uma ferrovia como deve ser, um aeroporto central que servisse o interior, melhores acessos para cargas e passageiros, mais incentivos para empresas...

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Citação de Ego Sum, há 32 minutos:

Podemos debater que seria importante combater a desertificação, dar mais incentivos, investir na parte cultural, etc mas em última instância a maioria da população não trocará a zona de conforto para ir para condições genericamente menos favoráveis (eu inclusive).

Sim, vão sempre haver pessoas que trocam o seu apartamento T1 numa grande cidade por uma moradia T3 numa cidade mais pequena e periférica, mas continuarão a ser a excepção.

Concordo com o que escreveste, permite-me só acrescentar duas notas sobre os parágrafos acima.

Primeiro, acho que as eventuais políticas deveriam ter como objetivo estancar a saída dos jovens do interior, e não necessariamente fazer regressar os já menos jovens. Nos últimos 10 anos, seguramente >90% dos jovens que prosseguiram estudos após completar o secundário na minha cidade natal fizeram-no noutra cidade. "Bastava" começar a reter estes jovens para fazer uma diferença enorme, que a malta no interior também faz filhos, até mais do que no litoral.

A outra nota é que entre uma cidade mais pequena/periférica e uma cidade do interior profundo há uma diferença gigante. Num mundo com trabalho 100% remoto, talvez vivesse em Vendas Novas, Torres Vedras ou Grândola. Nunca viveria em Portalegre, Castelo Branco ou Bragança, com todo o respeito pelas referidas cidades.

Editado por Quan Chi

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Citação de John Bonifácio, há 53 minutos:

Não deixa de ser caricato que foi preciso um censo para pôr o pessoal a falar do interior... 

Daqui a 10 anos voltam a falar e vão reparar que o Interior tá cada vez mais desertificado e parado no tempo. 

Editado por Alexis Ren
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eu tenho imensa pena de não conseguir fazer vida na Régua apesar dessas falhas todas que apontaram e muito bem

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Citação de Ego Sum, há 45 minutos:

Tinha começado a escrever esta tarde, entretanto acabaram por tocar nos pontos que tinha escrito.

 

Ponto 1 - oportunidades de trabalho diferenciado

As empresas de trabalho diferenciado não vão deixar de se fixar em Portugal no Porto e Lisboa, é lá que está a mão de obra qualificada e infraestrutura que precisam. Tornou-se atrativo o suficiente para termos imigração de trabalho qualificado, o que era impensável há 1 década.

Na minha opinião há poucas iniciativas excelentes no interior como a Academia do Código no Fundão que acaba por chamar e reter malta. Também é preciso é que haja uma rede empresarial à volta inovadora e atrativa o suficiente para reter essa mão de obra.

 

Ponto 2 - cultura e comodidade

Muito pouca oferta e procura cultural, só mudaria com um investimento em idades escolares para fomentar interesse em cultura, o que implicaria uma estratégia cultural a 30 anos para ver resultados, o que na minha opinião é utópico.

Falando como alguém que cresceu em meios periférios, era confrangedor ir aos poucos espetáculos e concertos que havia. Pouca adesão e quase era preciso chorar para o público bater palmas.

Também há a componente da comodidade. Na altura crítica da pandemia via a diferença que era ter um Glovo/Uber à mão para mercearias/refeições comparativamente com o meu irmão que vive numa cidade de média dimensão no litoral sem esse tipo de comodidade.

 

Esta frase para mim resume o porquê de não ver o paradigma a mudar.

Podemos debater que seria importante combater a desertificação, dar mais incentivos, investir na parte cultural, etc mas em última instância a maioria da população não trocará a zona de conforto para ir para condições genericamente menos favoráveis (eu inclusive).

Sim, vão sempre haver pessoas que trocam o seu apartamento T1 numa grande cidade por uma moradia T3 numa cidade mais pequena e periférica, mas continuarão a ser a excepção.

Estás absolutamente certo nesses dois pontos, mas depois não concordo na conclusão. Isto até vai parecer elitista, mas não se espera que sejam essas pessoas a sair do Porto e de Lisboa e a irem morar para uma cidade como Viseu e a repovoarem o interior. Têm de ser pessoas de um estatuto socioeconómico menor, cuja profissão também pode ser exercida noutra cidade de menor dimensão, casais jovens, com filhos...Porque muitas destas famílias não percebem que se mudassem para, por exemplo, Viseu, a sua qualidade de vida ia mudar drasticamente. Não iam perder 2 ou 3 horas, por dia, a deslocarem-se para o emprego ou a irem deixar/buscar os filhos, conseguem ter todos os serviços básicos à mão, etc...Estas pessoas não querem saber se têm um teatro ou um espaço de concertos perto. 

Como é obvio se estivermos a falar de Penedono, a conversa já muda. É que uma pessoa olha para cidades como Porto e Lisboa e, isto até pode ser uma visão demasiado simplista, depara-se com tantos bairros sociais, com tantas pessoas com dificuldades e com vidas mesmo miseráveis e o interior podia, perfeitamente, ser visto como uma solução. 

Outra solução é a de evitar que os jovens saiam, tal como o Quan Chi disse, mas isso não se consegue a curto prazo. Até porque ainda há o estigma que curso superior com qualidade é numa universidade e os politécnicos (que são os que há mais e são mais acessíveis, no interior) são para os que não conseguem ou não podem ir para uma universidade.

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Citação de Jpa, há 31 minutos:

Estás absolutamente certo nesses dois pontos, mas depois não concordo na conclusão. Isto até vai parecer elitista, mas não se espera que sejam essas pessoas a sair do Porto e de Lisboa e a irem morar para uma cidade como Viseu e a repovoarem o interior. Têm de ser pessoas de um estatuto socioeconómico menor, cuja profissão também pode ser exercida noutra cidade de menor dimensão, casais jovens, com filhos...Porque muitas destas famílias não percebem que se mudassem para, por exemplo, Viseu, a sua qualidade de vida ia mudar drasticamente. Não iam perder 2 ou 3 horas, por dia, a deslocarem-se para o emprego ou a irem deixar/buscar os filhos, conseguem ter todos os serviços básicos à mão, etc...Estas pessoas não querem saber se têm um teatro ou um espaço de concertos perto. 

Como é obvio se estivermos a falar de Penedono, a conversa já muda. É que uma pessoa olha para cidades como Porto e Lisboa e, isto até pode ser uma visão demasiado simplista, depara-se com tantos bairros sociais, com tantas pessoas com dificuldades e com vidas mesmo miseráveis e o interior podia, perfeitamente, ser visto como uma solução. 

Outra solução é a de evitar que os jovens saiam, tal como o Quan Chi disse, mas isso não se consegue a curto prazo. Até porque ainda há o estigma que curso superior com qualidade é numa universidade e os politécnicos (que são os que há mais e são mais acessíveis, no interior) são para os que não conseguem ou não podem ir para uma universidade.

Mas bairros sociais também há no interior, há em Chaves, há em Viseu...zonas pobres com vidas miseráveis, em menor quantidade porque as cidades são mais pequenas e têm menos população, nem garante a quem vive nessa situação em Porto ou Lisboa, não estivessem na mesma noutra cidade.

Mais do que "convencer" as pessoas do litoral em mudar-se para o interior, deviam sim, tentar segurar quem vive no interior, e nisto diria, que o maior problema vem a nível profissional, o que obriga a ir para onde existem essas oportunidades.

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Engraçado a variação de Mafra. Muito pessoal de Lisboa está a ir para lá.

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Amigos, estou a gostar da discussão, mas a desertificação é o processo de transformação do solo em deserto/terreno árido. O que estão a discutir é o despovoamento do interior. 

Obrigado!

Editado por Almeno
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Citação de kareca, há 31 minutos:

Engraçado a variação de Mafra. Muito pessoal de Lisboa está a ir para lá.

Eu já pensei nisso diversas vezes. Volta e meia estou a ver casas na zona de Mafra/Malveira. Só me dói a deslocação todos os dias para Oeiras em termos de tempo/dinheiro. Se eu pudesse trabalhar de casa (sou informático por isso compreende-se que me obriguem a ir para a empresa quando isto terminar.... 🙄) saía na hora desta zona e ia para uma mais tranquila e barata.

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Citação de Almeno, há 1 hora:

Amigos, estou a gostar da discussão, mas a desertificação é o processo de transformação do solo em deserto/terreno árido. O que estão a discutir é o despovoamento do interior. 

Obrigado!

Êxodo rural portanto 😛 

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Citação de Kendrick Lmao, há 2 horas:

eu tenho imensa pena de não conseguir fazer vida na Régua apesar dessas falhas todas que apontaram e muito bem

é essa a conversa de toda a gente no meu grupo de amigos mais próximo e não duvido que a maior parte das pessoas da mesma geração pense da mesma maneira, especialmente ao entrar nos 30s. Todos voltaríamos ao interior...se houvesse oportunidades para isso.

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Citação de kareca, há 1 hora:

Engraçado a variação de Mafra. Muito pessoal de Lisboa está a ir para lá.

Torres Vedras é top também. 

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Citação de Ricardo Pinto, há 1 hora:

Mas bairros sociais também há no interior, há em Chaves, há em Viseu...zonas pobres com vidas miseráveis, em menor quantidade porque as cidades são mais pequenas e têm menos população, nem garante a quem vive nessa situação em Porto ou Lisboa, não estivessem na mesma noutra cidade.

Mais do que "convencer" as pessoas do litoral em mudar-se para o interior, deviam sim, tentar segurar quem vive no interior, e nisto diria, que o maior problema vem a nível profissional, o que obriga a ir para onde existem essas oportunidades.

Não me estou a basear em dados, mas não tenho grandes dúvidas de que há mais bairros sociais no Porto - precisamente por também terem uma densidade populacional maior,  o que vai ao encontro do meu ponto. E isto também é uma questão de perceção, mas ao imaginar uma família desses bairros, com uns 4 ou 5 filhos, com dificuldades em ter um emprego estável, não consigo conceber que tenha uma vida melhor numa cidade grande. 

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Citação de IlidioMA, há 11 horas:

dinheirinho da CEE. 

Hoje em dia há mais dinheirinho. Creio que há uns tempos andou por aqui um gráfico qualquer que o provava. 

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Citação de John Bonifácio, há 18 horas:

Não deixa de ser caricato que foi preciso um censo para pôr o pessoal a falar do interior... 

E daqui a 3 dias já ninguém fala.

E daqui a 5 ou 6 anos o ministro das infraestruturas da altura estará a apresentar o grande plano "agora é que é" da remodelação da ferrovia em Portugal.

Citação de NIkeL, há 16 horas:

Eu já pensei nisso diversas vezes. Volta e meia estou a ver casas na zona de Mafra/Malveira. Só me dói a deslocação todos os dias para Oeiras em termos de tempo/dinheiro. Se eu pudesse trabalhar de casa (sou informático por isso compreende-se que me obriguem a ir para a empresa quando isto terminar.... 🙄) saía na hora desta zona e ia para uma mais tranquila e barata.

Eu, se tudo correr bem, dentro de poucos meses vou começar a procurar casa para comprar. Quero sair do Grande Porto porque, apesar de também ser da área de informática e não ter obrigatoriedade de ir ao escritório, quero lá ir de vez em quando, e a Maria tem que ir regularmente. 

O dinheiro que se vai gastar em portagens+combustível+manutenção do carro, se calhar não vai compensar a diferença entre viver no interior/viver na periferia do Grande Porto.

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A ver se as empresas oferecem mais trabalho remoto, daqui a uns anos meto-me no Algarve tranquilamente.

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Muitos dos pontos que aí apresentam são verdade, sem duvida. Mas a questão do despovoamento também é e muito cultural.

Não faltam sítios no interior e ilhas, já hoje, com melhor qualidade de vida que as cidades do litoral. Posso não incluir acessos a shoppings e cinemas, mas incluo acessos a serviços do estado até. Agora que existe e muito a mentalidade e ambição de viver em Lisboa e Porto, isso é inegável. Quantas pessoas trocariam, tendo um emprego semelhante, o viver num subúrbio anónimo e passar horas no trânsito, para viver numa local do interior até com uma casa melhor? Em teoria soa bem, mas do que eu conheço, muito poucas.

Culturalmente o interior, o campo, whatever, em Portugal é visto pela maioria da população como "atrasado" ou "parolo". Não deixa portanto de ser surreal que muitas das zonas abandonadas comecem hoje a ser habitadas por gente, nacional e sobretudo estrangeira, que procurem quer estilos de vida alternativos, melhor qualidade de vida, melhores ambientes para criar filhos ou apenas um bocado de terra para plantar. E gente se calhar com bem mais estudos e cultura que o habitual.

Em Portugal valoriza-se pouco a natureza, e no fundo está tudo ligado, a obsessão com os passadiços e baloiços no meio do monte, os eucaliptos, o abandono do campo, o despovoamento das vilas e cidades do interior. Basicamente no espaço de uma geração passamos de um país rural, onde toda a gente tinha avós de um ou ambos os lados, que viviam no campo, para gente desligada e que até tem repulsa desse tipo de vida fora das cidades, quando na maioria dos casos até também nem desfrutam do que as cidades têm para oferecer.

Editado por antifa
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Não me posso queixar de ter saído da cidade. Tenho um super à porta de casa, o ginásio idem, não apanho transito, a diferença da renda é gigante... mas todos os dias tenho saudades do Porto.

Basta atravessar a ponte da Arrábida e é sempre a primeira vez em cada regresso a casa.
Há uma certa tranquilidade em estar perto da família, dos amigos e de todos os lugares que fazem parte de mim.
 

 

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Citação
O efetivo populacional decresceu em todos os concelhos do Alto Alentejo, com o concelho de Nisa a observar a quebra mais expressiva (-20,1%), seguindo-se Gavião (-17,8), Avis (-16,6%), Fronteira (-16,2), Alter do Chão (-14,5), Sousel (-14,1%), Marvão (-13,9%), Crato (-13,0), Arronches (-11,9%), Portalegre (-10,3%), Monforte (-10,2%), e Elvas (-10,1%).
 
Abaixo dos dois dígitos encontram-se os concelhos de Ponte de Sor com uma quebra do efetivo populacional de (-8,8%), surgindo depois Castelo de Vide (-8,4%) e Campo Maior (-4,9%).

Um Nabeiro sozinho vale 5p.p..

Editado por Quan Chi

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Citação de Quan Chi, há 22 horas:

Um Nabeiro sozinho vale 5p.p..

O Distrito da minha mãe de há 3/4 anos para cá pelo menos, na rua parece que estás numa cidade fantasma a certas horas. Quando ia lá em criança não era nada assim. 

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Quem conhece a realidade de Espanha, também padecem dos nossos problemas? 

Editado por Ticampos

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Citação de Ticampos, Em 30/07/2021 at 21:03:

Quem conhece a realidade de Espanha, também padecem dos nossos problemas? 

sim. Depende das regiões, mas sim. O sul, principalmente e o centro tb.

 

Mas por exemplo a Itália não tem tanto este fenomeno. Lá é muito comum cidadezinhas de 70, 80 mil habitantes por todo o lado, de norte a sul.

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Citação de NIkeL, Em 28/07/2021 at 22:32:

Eu já pensei nisso diversas vezes. Volta e meia estou a ver casas na zona de Mafra/Malveira. Só me dói a deslocação todos os dias para Oeiras em termos de tempo/dinheiro. Se eu pudesse trabalhar de casa (sou informático por isso compreende-se que me obriguem a ir para a empresa quando isto terminar.... 🙄) saía na hora desta zona e ia para uma mais tranquila e barata.

Se queres comprar casa em Mafra/Malveira/Venda/Igreja Nova e esse tipo de zonas, aproveita agora porque a tendência é de subida até bater nos valores aqui da zona das praias de Colares/Magoito/Ericeira e etc.
Mafra é um município muito bem arranjado, dinâmico, bem estruturado e bem gerido com imoveis a um preço ainda dentro de um valor aceitável mas a malta está a começar a ver isso e a mudar para lá.

Citação de Jimpo, Em 28/07/2021 at 23:42:

Torres Vedras é top também. 

Já fica um bocadinho mais fora de mão.

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