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Segundo a Bloomberg a IAG (BA/Iberia) vai desistir da privatização da TAP porque só estará interessada em entrar se for com uma posição maioritária.

Sobram Lufthansa e KLM/Air France

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Citação de Lebohang, há 2 horas:

Sobram Lufthansa e KLM/Air France

E esses querem a posição minoritária?

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Citação de Ghelthon, há 5 minutos:

E esses querem a posição minoritária?

Supostamente sim.

O grupo Air France-KLM, um dos três candidatos à compra da TAP, mantém o interesse na companhia aérea portuguesa e assegura que está a preparar uma oferta não vinculativa, que terá de entregar até ao início do mês de abril. “Estamos a trabalhar numa proposta não vinculativa” para a TAP, garantiu o administrador financeiro da Air France-KLM, Steven Zaat, durante a conferência de imprensa de resultados, esta quinta-feira. A companhia teve um resultado operacional recorde de €2004 milhões em 2025.

Steven Zaat confirmou que se reuniu com a comissão executiva da TAP na semana passada, conforme noticiou o Expresso, um encontro que considerou "agradável" e “muito positivo”, mas sobre o qual não quis avançar com detalhes, por se tratar de um evento reservado. “No final do dia, tudo se resume ao que eles [TAP e Governo] pretendem e se se sentem confortáveis. Mas também se nós nos sentimos confortáveis numa abordagem conjunta”, frisou.

"De fato, tivemos uma conversa agradável na semana passada com a equipa de gestão. Não posso revelar mais nada", acentuou. "A decisão é deles [TAP e Governo português]. E, claro, depende do preço a pagar e de qual será toda a estrutura de governação", acrescentou. Para já será privatizado 49,9% do capital, pelo que o Estado mantém o controlo. A gestão da Air France-KLM tem desde sempre sublinhado a relevância de ter um estrutura de governação que lhe dê conforto.

"Temos um grupo que está muito próximo das operações das companhias aéreas. Trabalhamos de forma muito colaborativa neste grupo. Como podem ver, estamos aqui com holandeses, canadianos e franceses, todos juntos. ATAP pode ter um lugar central no nosso grupo em termos de organização. E foi isso que discutimos em Lisboa".

O grupo franco-neerlandês tem como objetivo chegar a uma margem operacional de 8% até 2028. Steven Zaat afirmou que a Air France-KLM não investirá “numa empresa se não tiver confiança de que pode atingir essa margem de 8%”. “Já viram a margem da TAP nos últimos anos. Digamos que essa não é a nossa maior preocupação“, atirou.

“A TAP é um bom operador na América do Sul”, frisou o gestor. O Brasil é um dos trunfos da companhia portuguesa e o ativo mais cobiçado pelos três candidatos.

A Air France-KLM anunciou esta quinta-feira um resultado operacional recorde de €2004 milhões em 2025. “É uma marca inédita na nossa história”, festejou Benjamin Smith, o presidente executivo do grupo.

https://expresso.pt/economia/transportes/aviacao/2026-02-19-na-corrida-pela-tap-air-france-klm-defende-que-preco-e-modelo-de-governacao-serao-determinantes-para-avancar-com-a-compra-0de6e5e7

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A Lufthansa diz-se entusiasmada com a privatização da TAP, acredita que a transportadora portuguesa pode tornar-se "um parceiro estratégico muito relevante", e sublinha a relevância dos projetos que já tem em Portugal e aqueles que poderá vir a ter.

“Portugal poderia tornar-se um parceiro estratégico muito relevante no setor da aviação, até porque estamos atualmente a construir uma unidade da Lufthansa Technik em Portugal. Estamos também a avaliar se a escola de pilotos, que estamos a discutir em conjunto com a Força Aérea, poderá ficar localizada em Portugal”, afirmou Carsten Spohr, durante a conferência de apresentação de apresentação de resultados, em Frankfurt.

O grupo alemão, um dos três candidatos à privatização da TAP, terminou 2025 com um resultado líquido de 1,339 mil milhões de euros, menos 3% que no ano anterior.

Estes são três projetos entusiasmantes que demonstram a relevância estratégica de Portugal. E iremos prosseguir com eles”, acrescentou.

A companhia a alemã tem em Portugal uma fábrica, a Lufthansa Technik em Santa Maria da Feira, onde prevê investir cerca de 300 milhões de euros. É um investimento que poderá ser reforçada. A transportadora já disse que permanecerá em Portugal ainda que a companhia não venha a ser o parceiro escolhido pelo Executivo de Luís Montenegro na privatização em curso. A Lufthansa Technik é um centro de manutenção, reparação e revisão (MRO) de componentes e peças de motores de aviões, situado no LusoPark.

A Lufthansa reafirma que avançará com uma proposta não vinculativa à compra da transportadora portuguesa. “Queremos manter este processo porque a TAP seria uma combinação perfeita para nós”, frisa Carsten Spohr. E sublinha a importância do Brasil, o ativo mais cobiçado da TAP. “Seria um complemento importante para o mercado brasileiro e para a nossa presença na América Latina”, acrescentou.


Carsten Spohr sublinhou que a Lufthansa conhece "a TAP há muitos anos” e conhece bem. Em 2019, aliás, a Lufthansa esteve em negociações com o então acionista privado David Neeleman para a compra de uma participação minoritária.

https://expresso.pt/economia/transportes/aviacao/2026-03-06-lufthansa-diz-ter-projetos-entusiasmantes-para-tap-e-admite-fazer-uma-escola-de-pilotos-com-forca-aerea-cbdcfecf

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Posso ser enviesado, mas acho que esse grupo podia fazer maravilhas pela TAP. Não me lembro de um voo meu na TAP sair a horas, enquanto que na KLM sempre sai a horas, e na vez em que isso não aconteceu veio o piloto pedir desculpas no gate por um atraso de 20 minutos.

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Citação de Ghelthon, há 36 minutos:

Posso ser enviesado, mas acho que esse grupo podia fazer maravilhas pela TAP. Não me lembro de um voo meu na TAP sair a horas, enquanto que na KLM sempre sai a horas, e na vez em que isso não aconteceu veio o piloto pedir desculpas no gate por um atraso de 20 minutos.

Eu anda na TAP quando tenho que fazer escala em Lisboa e, o que era para ser umas 4 horas de viagem, acabam por ser um dia inteiro porque fazem umas confusões do crl com voos todos misturados.

Até na Ryanair em que somos tratados como gado a experiência é mais positiva.

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Citação de Lebohang, há 3 horas:

Segundo a Bloomberg a IAG (BA/Iberia) vai desistir da privatização da TAP porque só estará interessada em entrar se for com uma posição maioritária.

Sobram Lufthansa e KLM/Air France

Sempre foram apenas essas. E sempre foi claro que nunca vai ser vendido posição maioritária.

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Citação de Lebohang, há 17 horas:

Segundo a Bloomberg a IAG (BA/Iberia) vai desistir da privatização da TAP porque só estará interessada em entrar se for com uma posição maioritária.

Sobram Lufthansa e KLM/Air France

Não surpreende ninguém. Era mais ou menos evidente que o caderno de encargos do governo ia contra os interesses do Grupo IAG.

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Citação de pedropb13, há 4 minutos:

https://avherald.com/h?article=536bb98e&opt=0

Acidente em NYC entre um Bombardier CRJ-900 e um camião de bombeiros. 2 mortos (piloto e copiloto, alguns feridos graves)

Vinha meter isso.

O número de mortos deve aumentar, infelizmente 

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 “JAZZ 646, I see you collided with the vehicle. Just hold position. I know you can’t move. "

No shit

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Citação de kareca, há 9 horas:

 “JAZZ 646, I see you collided with the vehicle. Just hold position. I know you can’t move. "

No shit

Além da torre não estar ao lado da pista, ele tinha acabado de ver um acidente fatal em que ele teve impacto direto.

 

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Lufthansa quer “expandir” hub de Lisboa e crescer no Porto: aceita posição minoritária na TAP mas quer controlar gestão

Candidata à privatização da TAP, a Lufthansa assegura que tem “um forte interesse” na companhia portuguesa e, sendo “lucrativa”, é o momento certo para comprar. O hub de Lisboa é para “preservar e expandir” e o Porto para crescer. Lufthansa aceita ficar como parceiro minoritário do Governo, mas gostava de chegar à maioria como vai acontecer com a italiana ITA

Com os detalhes da oferta para a compra de uma participação de 44,9% da TAP ainda sob reserva, o grupo Lufthansa está empenhado em tornar-se acionista da transportadora portuguesa, porque acredita que a complementariedade entre as duas empresas é benéfica para ambos.

Tamur Goudarzi-Pour, responsável pela estratégia do grupo alemão, e o líder da equipa que está a preparar a oferta da Lufthansa a entregar no dia 2 de abril, não fala, para já, no preço que irá oferecer, mas aponta, em traços largos, a estratégia a seguir: fazer crescer a TAP nos seus mercados naturais, expandir o hub de Lisboa, reforçar a aposta no Porto, aproveitar as sinergias na área da manutenção, onde há um ADN comum e é possível fazer parcerias, e acentuar a aposta no Brasil e, posteriormente, na América Latina.

Em paralelo, o Ministério da Defesa alemão está a dialogar com a Força Aérea Portuguesa para a criação de uma escola de pilotos de aviação militar da Lufthansa em Portugal, com a localização ainda por definir. O objetivo é formar 100 pilotos por ano e poderá vir a ser utilizado por outros países europeus da NATO. Um projeto que é independente da privatização, tal como a Lufthansa Technik, a fábrica que o grupo está a fazer em Santa Maria da Feira.

Disparo do preço do jet fuel e eventual retirada da IAG podem afetar encaixe da privatização e vão penalizar as contas da TAP

“Temos um grande interesse na TAP. Vamos apresentar uma proposta não vinculativa esta semana. Um dos nossos trunfos, como o maior grupo de companhias aéreas da Europa e o quarto maior do mundo, é, naturalmente, a nossa dimensão. Permite-nos fazer a gestão de crises, como a energética que vivemos atualmente, com políticas de cobertura em conjunto ou fazer compras e negociar com fornecedores, o que nos coloca numa posição mais vantajosa”, avançou Tamur Goudarzi-Pour, num encontro com jornalistas portugueses na sede da Lufthansa, em Frankfurt, um edifício de arquitetura contemporânea envidraçado, com vista para o aeroporto, para a frota da companhia alemã e para o terceiro terminal, prestes a ser inaugurado.

O hub (plataforma giratória de interligação de voo) da TAP no Aeroporto Humberto Delgado, ponto sensível da privatização, é para manter. “Não basta preservar [o hub], é preciso expandi-lo. E há potencial para crescer. Temos de ter em conta, claro, as limitações infraestruturais [do aeroporto de Lisboa]”, acrescentou o gestor.

Carsten Spohr, presidente executivo da Lufthansa, acredita que os outros concorrentes têm de enfrentar problemas mais "sérios" face às regras da concorrência europeia

Tamur Goudarzi-Pour admite que a TAP está mais atrativa do que era em 2019, quando a Lufthansa e o então acionista privado, David Neeleman, abordaram a possibilidade de compra de uma participação minoritária. “Creio que a ideia de negócio mudou nos últimos 10 anos. Agora é uma companhia aérea lucrativa. Tem um conceito de negócio claro. Acho que isso é muito importante. É por isso que estamos muito felizes em poder fazer uma proposta”, considerou.

Ainda a estudar os cenários do impacto da Guerra no Médio Oriente no preço do jet fuel e nas contas da companhia, o gestor prefere nada dizer sobre um eventual contágio desta crise à privatização da TAP. Diz, no entanto, que não é uma crise que irá terminar nas próximas semanas.

Aceitar a minoria, a caminho da maioria

A Lufthansa está tranquila com a possibilidade de comprar apenas uma participação de 44,9%. “Está em causa uma participação minoritária na TAP. Na ITA Airlines [empresa italiana em que detém 41% e vai controlar a prazo 90%] já tínhamos a perspetiva de ter a maioria, o que é sempre a nossa preferência e o que procuramos a longo prazo. Mas estamos satisfeitos, dissemos ao Governo [português] que cumpriríamos os regulamentos”, esclareceu.

O gestor acredita que após a oferta não vinculativa, haverá “mais clareza sobre o que o Governo realmente pretende”. Sublinhou que “é necessário” debater questões em termos do controlo da gestão para que possam “colher juntos os benefícios” da operação, mas não quis entrar em detalhes sobre isso.

“Queremos garantir que, no futuro, a TAP é uma empresa de sucesso dentro do grupo. Para isso, são necessárias certas capacidades de gestão, isso é importante para nós”, afirmou. Quando questionado sobre se a Lufthansa vai querer nomear o presidente executivo, esclareceu: “Ainda não decidimos se será nomeado um CEO ou não, mas penso que precisamos de ter uma palavra significativa a dizer na gestão executiva.” É um assunto prematuro, adiantou.

Carsten Spohr, presidente executivo da Lufthansa, tem defendido que a TAP é uma "combinação perfeita" para o grupo alemão

Salientou ainda que “tem uma excelente colaboração” com a TAP, nomeadamente no seio da parceria na Star Aliance. “Há 20 anos de envolvimento, contactos regulares e colaboração comercial com a TAP.” E esclareceu: “Mantemos uma relação muito boa com a gestão. Apresentaram-nos o seu projeto, pelo que foi uma reunião muito positiva, na qual esteve presente, além de Luís Rodrigues [CEO], o senhor Carlos Oliveira [chairman]”, disse.

Os trunfos da Lufthansa

“A conectividade é definitivamente o tema-chave”, prosseguiu o responsável, que já se reuniu com a gestão da TAP, nomeadamente com o presidente executivo, Luís Rodrigues, e o presidente do conselho de administração, Carlos Oliveira.

“Podemos oferecer conectividade como nenhum outro grupo de companhias aéreas, porque temos um sistema interligado e desenvolvemos a vertente comercial a par do planeamento da rede de uma forma que, creio, não se encontra na concorrência. O IAG é muito mais descentralizado e a Air France-KLM apresenta uma situação diferente devido à dualidade entre França, os Países Baixos e agora a Escandinávia.”

E explicou: “Podemos ligar não só todos os hubs via Lisboa à América do Sul, mas também, por exemplo, a América do Norte via Lisboa à África lusófona, beneficiando de uma distância 10% mais curta do que passando por qualquer outro dos nossos hubs. Existe uma vantagem natural na localização de Lisboa. Juntos oferecemos o mais alto grau de complementaridade entre os sistemas, devido à distância geográfica.” Tamur Goudarzi-Pour salientou que a Lufthansa pode oferecer à TAP também uma conectividade no seu sistema global através dos parceiros a nível mundial: a United e a Air Canada, ou a Air China e a Singapore Airlines.

“Podemos trazer pessoas de todas as nossas áreas de influência europeia para Portugal, que venham por motivos turísticos e de negócios. Temos uma rede europeia que irá alimentar não só Lisboa e o Porto, mas também, naturalmente, todos os outros destinos importantes nos Açores, na Madeira e em Faro.” O gestor adiantou que numa recente viagem a Lisboa, durante a Feira de Turismo, teve oportunidade para conversar com o presidente da Câmara de Lisboa, mas também com responsáveis das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, e perceber que visão têm.

A rede do grupo liderado por Carsten Spohr detém a SWISS, a Austrian Airlines, a Brussels Airlines, a Eurowings e a ITA, e tem mais de 800 aviões e 100 mil empregados. O grupo está, neste momento, a renovar a frota: deverá receber este ano 45 novos aviões, praticamente à média de um por semana, apontou Andreas Bartels, vice-presidente e responsável pela comunicação corporativa do grupo.

Há três candidatos à compra da TAP

A Lufthansa pretende ainda “desenvolver o papel de Porto como centro de conexões, nomeadamente com o Airbus 321LR, que é um excelente avião para este tipo localizações geográficas”, adiantou Tamur Goudarzi-Pour.

Aliás, o Norte é uma região importante para a Lufthansa, que tem 108 voos por semana a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e uma equipa de call center especializada em resolver problemas de passageiros do grupo. Têm 450 trabalhadores em Portugal e vão criar mais 700 postos de trabalha, com a abertura, em 2027, da Lufthansa Tecknich em Santa Maria da Feira.

A experiência do grupo, “nas suas múltiplas frentes comerciais”, como os preços dinâmicos, a gestão de receitas e os contratos de distribuição de produtos e serviços como o wifi e o premium económico são outras das vantagens que a Lufthansa diz ter para oferecer à TAP.

Lufthansa quer “expandir” hub de Lisboa e crescer no Porto: aceita posição minoritária na TAP mas quer controlar gestão

Emprego é para manter

Defendendo que a oferta da Lufthansa será boa para a economia portuguesa, Tamur Goudarzi-Pour afirmou que deixou garantias de manutenção dos postos de trabalho aos sindicatos, com quem já falaram. “Mantemos um bom diálogo com os sindicatos [portugueses]. E deixámos bem claro que não estamos aqui para cortar postos de trabalho em Portugal, nem para reduzir custos. Não é essa a nossa intenção. Acreditamos, portanto, na história do crescimento e não na história dos cortes. A TAP é uma companhia aérea rentável e queremos fazê-la crescer”, afirmou.

Sobre as contingências que a TAP enfrenta, nomeadamente a dos processos dos tripulantes, cujo sindicato, o SNPVAC, alega que pode custar à companhia €300 milhões, e o empréstimo obrigacionista da Azul, um processo que poderá ascender a cerca de €180 milhões, a Lufthansa nada diz. É uma questão para discutir no futuro com o Governo, avançou.

Afirmar o Brasil e depois olhar para os países hispânicos

Se a Lufthansa comprar a TAP, vai querer que a companhia continue a crescer no mercado brasileiro. “O Brasil é a porta de entrada para a América do Sul. São 13 os destinos da TAP no Brasil, a partir de Lisboa e também do Porto. Há muito mais potencial para desenvolver com a presença no Brasil, que representa metade da América do Sul”, afirmou.

Carsten Spohr, presidente executivo da Lufthansa, tem defendido que a TAP é uma “combinação perfeita” para o grupo alemão, que cumpre este ano 100 anos
Carsten Spohr, presidente executivo da Lufthansa, tem defendido que a TAP é uma “combinação perfeita” para o grupo alemão, que cumpre este ano 100 anos

O estratega da Lufthansa acredita que com o novo aeroporto, Luís de Camões, haverá espaço para crescer na América Latina, mas isso é um projeto a mais longo prazo. “Caso seja possível crescer com um novo aeroporto, penso que há potencial de crescimento na América do Sul de língua espanhola. Mas isso é uma história para desenvolver mais tarde. Primeiro, precisamos de garantir a qualidade operacional, precisamos de garantir o plano de crescimento do Brasil”, perspetivou.

Admite que futuramente poderá ser possível crescer mais com a TAP na América do Norte ou para destinos africanos que não são oferecidos agora, mas não será uma prioridade dos primeiros tempos.

Lembrando que a Lufthansa também está no Brasil, sublinhou que com a TAP tornar-se-iam “muito fortes”.

Não é apenas o mercado brasileiro que a TAP domina que a Lufthansa quer. O grupo alemão espera também assimilar conhecimento, cultura e características da companhia portuguesa nos seus mercados naturais.

TAP mais complementar que a ITA

A TAP vai beneficiar da integração da italiana ITA, “a mais rápida de sempre da história da aviação”, e com vantagem para a transportadora portuguesa, que é uma operação lucrativa e com grande complementaridade com a Lufthansa, e da mesma aliança, a Star Alliance. A ITA está a crescer mais do que o planeado, nomeadamente em Roma, onde vai receber agora um avião de longo curso, contaram.

“A TAP é uma aliada rentável neste momento. Quando começámos com a ITA, ela ainda não era uma companhia rentável. Portanto, há uma vantagem nisso. E acho que há mais complementaridade no hub de Lisboa com a Lufthansa quando comparado com outros como o de Roma, onde há mais sobreposições”, explicou o gestor

A ITA, que era da aliança Sky Teams, só na terça-feira começou a fazer parte da Star Alliance, um passo relevante para a integração da companhia italiana no grupo e que foi selado esta semana.

O Expresso viajou até à sede da Lufthansa, em Frankfurt, a convite da companhia.

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Já o disse várias vezes. A LH ficar com a TAP era o melhor que podia acontecer, quer à TAP, quer ao país.

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Citação de Tio Hans, há 2 minutos:

Já o disse várias vezes. A LH ficar com a TAP era o melhor que podia acontecer, quer à TAP, quer ao país.

Sim, até pela Lufthansa Technik.

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Citação de Ghelthon, há 4 minutos:

Sim, até pela Lufthansa Technik.

Até parece que a manutenção da tap não é reputada...

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Citação de smashing_pumpkin , há 4 minutos:

Até parece que a manutenção da tap não é reputada...

Sim, mas é mau a Lufthansa abrir uma unidade industrial em Portugal?

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 hora:

Até parece que a manutenção da tap não é reputada...

O meu ponto não era esse. O meu ponto era que já existem sinergias entre a empresa e o país.

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LH e AF/KLM apresentaram propostas pela TAP. Hoje é o último dia para esse efeito.

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Eu continuo sem perceber como é que se chama privatizar uma empresa quando 50.1% da empresa vai continuar pública. Confesso que nem percebo o interesse destas empresas quando não serão maioritários. 

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Citação de NIkeL, há 40 minutos:

Eu continuo sem perceber como é que se chama privatizar uma empresa quando 50.1% da empresa vai continuar pública. Confesso que nem percebo o interesse destas empresas quando não serão maioritários. 

“A alienação de participação societária minoritária pode envolver a atribuição ao investidor de referência de direitos de participação que lhe permitam influenciar de forma determinante a gestão da TAP"

"o novo investidor de referência a ter o direito de preferência na compra de mais capital detido pelo Estado ou a ter o direito de vender a sua participação nas mesmas condições em que o Estado decida vender as suas ações"

https://expresso.pt/empresas-negocios/2025-08-14-decreto-lei-que-vende-499-da-tap-foi-publicado-novo-investidor-podera-vir-a-influenciar-de-forma-determinante-a-gestao-da-empresa-8421f8bb#:~:text=Decreto-lei que vende 49%2C9% da TAP foi,de forma determinante a gestão” da empresa.&text=O decreto-lei que aprova o processo da,da reprivatização do capital social da TAP

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Citação de NIkeL, há 4 horas:

Eu continuo sem perceber como é que se chama privatizar uma empresa quando 50.1% da empresa vai continuar pública. Confesso que nem percebo o interesse destas empresas quando não serão maioritários. 

Têm de ter poder de decisão na gestão, isso é óbvio. Mas o Estado garante sempre o poder máximo, caso discorde do rumo dessa gestão. Não sei depois como funciona a divisão de rendimentos, se será na mesma proporção ou não.

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Citação de Ghelthon, há 19 horas:

Têm de ter poder de decisão na gestão, isso é óbvio. Mas o Estado garante sempre o poder máximo, caso discorde do rumo dessa gestão. Não sei depois como funciona a divisão de rendimentos, se será na mesma proporção ou não.

É isto. 

Quanto aos rendimentos, vulgo dividendos, serão distribuídos proporcionalmente. Obviamente que, quem comprar a TAP poderá, se souber gerir, ganhar de outras formas através de codeshares e assim.

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