John Bonifácio Publicado 24 Junho 2012 Assumir-se ateu é uma coisa interna, no que toca ao mundo exterior pouca ou nenhuma relação tem. Já a separação da Igreja é uma acção que pode ser vista, pode causar um impacto. Acho que não vale a pena dizer porque é que eles não processam os pais... Até fazes parecer que é uma coisa intrinsecamente errada. Não tem? Depende do contexto social. E aqui podíamos extrapolar da necessidade de afirmação para um perfil desse contexto, mas não vale a pena imiscuirmo-nos mais. E o impacto seria sentido por quem, ao certo? Pelos cristãos, que pouco se importarão de perder gente que não professa a sua fé? Pelos ateus, cuja reação mais intensa provavelmente será rirem-se do ridículo de verem ateus a sujeitarem-se a uma cerimónia religiosa como forma de repudiar outra? Pelos crentes de outras fés, que se estarão a borrifar, não dando mais importância ao evento do que darão às novelas ou a outro tipo de entretenimento? A mim parece-me que os únicos a darem relevo a isto serão outros que partilham o mesmo tipo de sentimento e, no meu entender, qualquer ação baseada em ressentimentos, despeitos ou ódios(porque não dizê-lo?) são, por definição, intrinsecamente errados, sim. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 É uma questão social, é verdade :) A minha professora de filosofia do secundário é ateia e baptizou as filhas. E o que ela me disse quando lhe perguntei porque é que ela optou por fazer foi um pouco por aí. Não me lembro bem do que ela disse, mas referiu as questões sociais. Ah, o engraçado é que uma seguiu a "vida religiosa" até ao fim e a outra não. Um exemplo muito interessante... Alguém que é ateu mas que tem conciência do ambiente social que o rodeia e que decide submeter os seus filhos a um ritual completamente inócuo (tendo em atenção as suas convicções) mas que confere aos seus filhos a possibilidade de decidirem, mais tarde, por sua vontade, professarem a religião predominante na sociedade em que se inserem sem quaisquer entraves. É a manifestação daquilo que muitos ateus advogam e nem todos praticam: liberdade religiosa e respeito por quem tem convicções diferentes. Até fazes parecer que é uma coisa intrinsecamente errada. E é se tivermos em consideração que a maioria dos ateus diz defender a liberdade religiosa e diz respeitar as convicções de cada um. Compartilhar este post Link para o post
F_Tex Publicado 24 Junho 2012 Também sou ateu, mas nascido e criado num ambiente cristão. fui à catequese, fiz comunhão e essa treta toda, só quando de lá saí é que comecei a puxar pela cabeça. hoje em dia não sinto que tenha sido uma má decisão dos meus pais "escolherem-me" essa crença, não aprendi nada que me tenha influenciado negativamente na construção do meu carácter. se a minha futura namorada / mulher quiser casar-se pela igreja ou baptizar os nossos filhos, não acho que vá levantar problemas quanto a isso. como a mim não me faria mossa e para ela era importante, não vejo problema nisso. Compartilhar este post Link para o post
totava Publicado 24 Junho 2012 E é se tivermos em consideração que a maioria dos ateus diz defender a liberdade religiosa e diz respeitar as convicções de cada um. E onde é que criticar a Igreja pelas suas opiniões vai contra isso? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 E onde é que criticar a Igreja pelas suas opiniões vai contra isso? Podemos conversar andando em círculos por forma a não chegarmos a nenhum lado, ou podemos conversar por etapas, tendo presente que já ultrapassámos determinadas fases na argumentação. Criticar a Igreja não tem mal nenhum e é saudável. Quando é feito por pessoas de fora e principalmente quando é feito pelos próprios cristãos. Aliás, uma das críticas feitas à Igreja com a qual eu mais concordo é a existência de níveis muito baixos de auto-crítica. Mas nós já não estamos nesse plano na nossa discussão. Estamos no ponto em que tu admites que o facto de um ateu pretender ser sujeito a uma excomunhão acontece por motivos de ataque à Igreja e com o objectivo de atingir o maior número possível de pessoas. Na minha opinião uma motivação dessa natureza vai para lá da simples crítica à instituição. Compartilhar este post Link para o post
totava Publicado 24 Junho 2012 Mas nós já não estamos nesse plano na nossa discussão. Estamos no ponto em que tu admites que o facto de um ateu pretender ser sujeito a uma excomunhão acontece por motivos de ataque à Igreja e com o objectivo de atingir o maior número possível de pessoas. Na minha opinião uma motivação dessa natureza vai para lá da simples crítica à instituição. Não concordo, penso que neste caso, uma pessoa que abandona a Igreja pretende criticar a instituição, só que de uma forma mais sugestiva. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 Não concordo, penso que neste caso, uma pessoa que abandona a Igreja pretende criticar a instituição, só que de uma forma mais sugestiva. Ou seja, não concordas com aquilo que tu próprio afirmaste. Ok. Compartilhar este post Link para o post
LgD Publicado 24 Junho 2012 Descartes qual é a tua religião? Se a tens, isto é Compartilhar este post Link para o post
totava Publicado 24 Junho 2012 Ou seja, não concordas com aquilo que tu próprio afirmaste. Ok. Por favor, cita-me exemplos significativos. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 Descartes qual é a tua religião? Se a tens, isto é Católico. Por favor, cita-me exemplos significativos. Tu dizes: Penso que o que eles queiram fazer é mesmo condenar a Igreja pelas suas atitudes Tu dizes: Talvez por pensarem que esse simbolismo atingirá mais pessoas do que simplesmente serem indiferentes O 13 disse: já deu para ver que o verdadeiro propósito dessa dissociação é atacar a própria religião-instituição, ao que tu respondeste: Até fazes parecer que é uma coisa intrinsecamente errada. De tudo isto, eu disse: tu admites que o facto de um ateu pretender ser sujeito a uma excomunhão acontece por motivos de ataque à Igreja e com o objectivo de atingir o maior número possível de pessoas Ao que tu respondes: Não concordo Chega ou pretendes algo mais significativo? Compartilhar este post Link para o post
totava Publicado 24 Junho 2012 palavras Exprimi-me mal ou percebeste mal. Eu não concordo com esta parte: Na minha opinião uma motivação dessa natureza vai para lá da simples crítica à instituição. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 Exprimi-me mal ou percebeste mal. Eu não concordo com esta parte: Não concordo, penso que neste caso, uma pessoa que abandona a Igreja pretende criticar a instituição, só que de uma forma mais sugestiva. Ok. Compartilhar este post Link para o post
totava Publicado 24 Junho 2012 Ok. E por ser de uma forma mais sugestiva é mais que uma crítica? Esse comportamento passivo-agressivo não é exactamente o mais favorável a uma discussão interessante. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 E por ser de uma forma mais sugestiva é mais que uma crítica? Sei lá... Tu é que sentiste a necessidade de acrescentar essa "forma mais sugestiva". Na minha leitura, tendo em consideração que já tinhas argumentado com conceitos como "condenar a Igreja" e "atingir um maior número de pessoas" ou que tinhas deixado sub-entendido que não é errado "atacar a Igreja e a Religião", quando acrescentaste essa expressão pareceu-me que estavas, de facto, a dar a entender que era mais do que uma simples crítica. Agora dizes que não é. Por mim, tudo bem. Voltámos ao princípio. Continuo a achar divertido. Compartilhar este post Link para o post
matisptfan Publicado 24 Junho 2012 O 13 disse: já deu para ver que o verdadeiro propósito dessa dissociação é atacar a própria religião-instituição, ao que tu respondeste: Até fazes parecer que é uma coisa intrinsecamente errada. Nós podemos ter discussões sérias sobre religião em que respeitamos crenças e opiniões fundamentadas. Mas há certas pessoas que preferem não o fazer. Aliás, dá para perceber que preferem mandar a posta sem sequer discutir a fundo a questão. Está tanta gente preocupada em perceber as consequências pessoais de decisões que até me sinto lisonjeado. Existem indivíduos que nem sequer consideram o que os outros pensam e resolver assumir que x disse x e y disse y. Eu também podia comentar que acho que alguns crentes são puramente idiotas, se auto-iludem, acreditam que Jonas viveu três dias dentre de um grande peixe, acreditam num conceito de justiça divina que iguala sofrimento eterno e pecado finito, a virgem maria foi tocada pelo espírito santo e pumba, de lá saiu jesus, que o deus do antigo testamento não é rancoroso, vingativo, sanguinário, genocida, filicida, etc., que a história não é condenatória dos pressupostos e propósitos religiosos, que acham que nós existimos pelo dedo milagroso de deus numa história composta com querubins, costelas, pó e cobras, que a evolução é obra de um conjunto de bêbedos entre os quais Darwin, que o mundo se fez em 7 dias e outro mumbo-jumbo religioso. Mas fi-lo antes deste comentário? Népia, não costumo cair nesse erro. Aliás, comecei por dizer que isto é um assunto sensível e porque lida com fundações, com conceitos-chave. Mas agora vou-me permitir o desleixe. Estou-me a marimbar para o nível de alerta. Vou assumir que se uns podem, todos podem. Compartilhar este post Link para o post
LgD Publicado 24 Junho 2012 E a Terra apenas ter +-6400 anos quando existem fósseis mais antigos, etc Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 24 Junho 2012 Penso que te enganaste aqui, a Inquisição matava quem não se professava cristão. Isso não é verdade. Sempre houve muçulmanos em Portugal, mesmo após a Reconquista, e continuaram núcleos por cá mesmo após a imposição da Inquisição. Os Judeus é que foram fortemente perseguidos, mesmo os chamados cristãos novos (judeus convertidos) e a esmagadora maioria fugiu de Portugal em finais do século XV. Sobre a discussão, torna-se aberrante a perseguição que se faz aos católicos e sua fé. Há uma espécie de ódio, uma vontade irracional de rebaixar quem acreditar num Deus que é de lamentar. Falta respeito pelo próximo e seus ideais e o ponto alto para mim, discordando do Desc, foi quando pediram a alguém para justificar a sua fé. Só demonstra total desconhecimento do que isso significa. btw, sou ateu. Só para saltar a parte em que me chamam tábua rasa e católico obtuso e eu tenho de explicar que não sou católico. Concordo com o Desc, a maioria dos ateus/agnósticos que não têm "problemas" com a Igreja simplesmente ignoram-na. Não acreditam, não ligam, estão-se lixando para o Baptismo ou outros Sacramentos. Infelizmente muitos dos que procuram discutir os assuntos fazem-no com a intenção de rebaixar a Igreja, têm-lhe raiva e sede de vingança que eu não sei, nem quero saber, de onde surge. Depois acontece que quem não é crente e quer discutir a sério sobre religião sem segundas intenções, como eu, rapidamente leva por tabela. Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 24 Junho 2012 (editado) Acho que grande parte dos católicos (não vou dizer todos) não "acredita" na história da baleia, do transformar água em vinho, de multiplicar os pães e os peixes, etc etc. Valorizam isso sim, o lado metafórico dessas estórias e os valores que delas ressaltam e que orientam (ou deviam orientar) as suas acções e a sua vida. Atacar a religião por essas "incongruências" parece-me, de facto pouco honesto, simplesmente porque me parece que não é de todo isso que está em questão. E não, apesar de baptizado, não me considero cristão, muito menos católico. Editado 24 Junho 2012 por RManelaa Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 Isso não é verdade. Sempre houve muçulmanos em Portugal, mesmo após a Reconquista, e continuaram núcleos por cá mesmo após a imposição da Inquisição. Os Judeus é que foram fortemente perseguidos, mesmo os chamados cristãos novos (judeus convertidos) e a esmagadora maioria fugiu de Portugal em finais do século XV. Sobre a discussão, torna-se aberrante a perseguição que se faz aos católicos e sua fé. Há uma espécie de ódio, uma vontade irracional de rebaixar quem acreditar num Deus que é de lamentar. Falta respeito pelo próximo e seus ideais e o ponto alto para mim, discordando do Desc, foi quando pediram a alguém para justificar a sua fé. Só demonstra total desconhecimento do que isso significa. btw, sou ateu. Só para saltar a parte em que me chamam tábua rasa e católico obtuso e eu tenho de explicar que não sou católico. Concordo com o Desc, a maioria dos ateus/agnósticos que não têm "problemas" com a Igreja simplesmente ignoram-na. Não acreditam, não ligam, estão-se lixando para o Baptismo ou outros Sacramentos. Infelizmente muitos dos que procuram discutir os assuntos fazem-no com a intenção de rebaixar a Igreja, têm-lhe raiva e sede de vingança que eu não sei, nem quero saber, de onde surge. Depois acontece que quem não é crente e quer discutir a sério sobre religião sem segundas intenções, como eu, rapidamente leva por tabela. Esse, para mim, não foi o ponto alto. Foi o início. O tópico estava parado há mês e meio e o htc lembrou-se de o ressuscitar exatamente com essa questão, não se coibindo de acrescentar que considerava idiótico se alguém lhe respondesse que era uma questão de fé. Eu elegi o ponto alto como aquele que mais me divertiu pela incoerência. E podes ficar descansado: pela minha parte não levarás por tabela e peço desde já desculpa se nalgum comentário passado ou futuro faça uma generalização que se possa considerar abusiva. É que por vezes, por facilidade de linguagem, acaba por passar um ou outro deslize. :wink: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 24 Junho 2012 Não estava a falar de ti, Desc, até porque penso nunca ter havido por cá uma discussão entre nós neste tema. Mas é comum, por exemplo, eu em discussões destes temas revelar que sou ateu e já ninguém discute porque sou "daqueles que não respeita a fé das pessoas". Por outro lado, o facto de eu não atacar gratuitamente a religião (e muitas vezes neste fórum já "defendi" a Igreja) faz-me muitas vezes passar por Católico. As posições são de tal forma extremadas que um gajo que esteja a meio é sempre "inimigo" de ambos os lados :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Quillbeast Publicado 24 Junho 2012 A mulher ter que tapar a cabeça http://www.bibliaonl...m.br/acf/1co/14 (mas vê o 34/35) Parece mais estúpido do que o que realmente é. Foi dada autoridade ao homem para ensinar assim sendo normalmente as mulheres escutam o ensino do homem. Se não entenderem o ensino perguntam ao homem em casa. No caso de ter de tapar a cabeça, tem que ver com o fato de numa situação excepcional a mulher ser obrigada a tomar o ensino ( por falta de homens ou na presença deles mas que se apropria ser uma mulher) deve cobrir a cabeça como sinal de submissão à autoridade que foi dada por Deus ao homem. Espero ter sido claro na explicação, pelo menos tentei. Compartilhar este post Link para o post
matisptfan Publicado 24 Junho 2012 Quando se diz que o propósito de uma desassociação é atacar a religião não se está a generalizar, right... De que forma é que isso os prejudica? É uma win win situation. Mas vamos seguir em frente, pois há intocáveis, os mesmos que referem coisas como Achas que eles deviam esperar pelos teus 12 anos para se decidirem a vestir-te aquele baby-grow cor-de-rosa tão jeitosinho que já não servia à tua prima? como se fossem comparações válidas. E a questão aqui era a mera intencionalidade :lol: Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 24 Junho 2012 Quando se diz que o propósito de uma desassociação é atacar a religião não se está a generalizar, right... De que forma é que isso os prejudica? É uma win win situation. Mas vamos seguir em frente, pois há intocáveis, os mesmos que referem coisas como como se fossem comparações válidas. E a questão aqui era a mera intencionalidade :lol: Eu não estava para te responder na sequência do teu penúltimo post. Não percebi de onde veio tudo aquilo e não quis explorar o assunto. Mas a este post já respondo porque lhe encontro algum sentido. Quem disse que o propósito da desassociação é o ataque à religião foi o 13. Ele que responda se lhe apetecer. Da minha parte, no contexto da troca de argumentos que estava a ter com o totava, respondo por duas situações: - Quando eu disse que me parece lógico se a intenção de desassociação tiver na base motivos mais fortes que uma mera crítica. Motivos que qualifiquei como "bélicos", de ataque e condenação à Religião e, no caso da Religião Católica, à Igreja. Com essas motivações encontro-lhe sentido. Sem elas só me diverte pela incongruência. E já falámos sobre isso. - Quando eu peguei na afirmação do totava que dava a entender que o ataque à Religião e à Igreja é algo correto. Essa discussão tive-a com o totava e chegou ao fim. Se tiveres algo a dizer sobre isso com muito gosto trocaremos mais algumas ideias. Quanto à analogia do baby-grow cor de rosa, utilizei-a como exemplo de tudo aquilo que os pais, no cumprimento das funções, decidem para os seus filhos enquanto eles não têm idade suficiente para tomar decisões próprias. Quer se trate do batismo ou da insistência para que a criança coma a sopa toda. É assim que funciona e não faz qualquer sentido, na minha modesta opinião, que a criança, depois de crescida, confronte os pais com esse tipo de decisões por falta de consentimento da sua parte. Havia ainda um terceiro ponto, sobre essa história da intocabilidade que nem vou abordar. Até porque vem na sequência do anterior post e não lhe deteto o mínimo sentido. Compartilhar este post Link para o post
matisptfan Publicado 24 Junho 2012 (editado) Eu não estava para te responder na sequência do teu penúltimo post. Não percebi de onde veio tudo aquilo e não quis explorar o assunto. Mas a este post já respondo porque lhe encontro algum sentido. Quem disse que o propósito da desassociação é o ataque à religião foi o 13. Ele que responda se lhe apetecer. Da minha parte, no contexto da troca de argumentos que estava a ter com o totava, respondo por duas situações: - Quando eu disse que me parece lógico se a intenção de desassociação tiver na base motivos mais fortes que uma mera crítica. Motivos que qualifiquei como "bélicos", de ataque e condenação à Religião e, no caso da Religião Católica, à Igreja. Com essas motivações encontro-lhe sentido. Sem elas só me diverte pela incongruência. E já falámos sobre isso. - Quando eu peguei na afirmação do totava que dava a entender que o ataque à Religião e à Igreja é algo correto. Essa discussão tive-a com o totava e chegou ao fim. Se tiveres algo a dizer sobre isso com muito gosto trocaremos mais algumas ideias. Quanto à analogia do baby-grow cor de rosa, utilizei-a como exemplo de tudo aquilo que os pais, no cumprimento das funções, decidem para os seus filhos enquanto eles não têm idade suficiente para tomar decisões próprias. Quer se trate do batismo ou da insistência para que a criança coma a sopa toda. É assim que funciona e não faz qualquer sentido, na minha modesta opinião, que a criança, depois de crescida, confronte os pais com esse tipo de decisões por falta de consentimento da sua parte. Havia ainda um terceiro ponto, sobre essa história da intocabilidade que nem vou abordar. Até porque vem na sequência do anterior post e não lhe deteto o mínimo sentido. Eu tento ao máximo, quer sejas tu ou qualquer outra pessoa, considerar o que é escrito. Não posso no entanto, por honestidade inteletual, seguir a tendência de concordar com tudo o que dizes só porque sim. Eu percebo o aprofundamento da questão da dessassociação e entendo a tua opinião, mas insisto que é um direito que me assiste. Agora nem tu nem ninguém, de novo sem me consultar a opinião, pode assumir que o faço sob a capa de um fanatismo - que seria, à mesma, fanatismo religioso e isso só me diminuiria - assumir que o faço porque tenho ódio a qualquer religião. Alguns dos meus amigos são cristãos, muitos deles são católicos! O que acaba por acontecer é que a perseguição fica bem. Fica bem dizer-se que os católicos são atacados e que não se é católico mas acha-se mal a perseguição, fica-se bem concordar com a triste espoliação de que os palestinianos foram alvo em relação ao seu território, fica bem apontar a promiscuidade entre os usa e israel. Depois, - e acabamos por voltar ao mesmo ponto - a questão aqui é que este ataque que tu até consideras válido é sempre centrado na religião e, quando bem fundamentado, isso devia gerar alguma luz sobre o assunto. É a história da humanidade que está em causa e não apenas um grupo de pessoas que é afetado, isto tem-me a dizer a mim e a ti enquanto cidadãos e não enquanto ateus ou crentes. Se os católicos acham que deus odeia os homossexuais e por isso eles não devem ter direito a um casamento eu devo-me calar só porque isso tem que ver com as crenças da maioria? será que devo apenas olhar para o lado quando sei que a circunscrição é prática corrente e constante em algumas religiões ainda nos dias que correm? e que dizer do natal (nem vou entrar em pormenores em relação ao nascimento de jesus), que é mais um feriado comercial do qual todos sem exceção se aproveitam, isso deve ficar fora das minhas considerações? nada disso. Devo ser um crítico consciente e não alguém que visa apenas uma religião. Se alguns ateus não são assim... oh well, mas também me atrevo a dizer que os ateus não costumam nutrir qualquer ódio a estas instituições. E tome-se o exemplo do Dawkins, que talvez seja dos ateus assumidos mais eloquentes e com um discurso mais incisivo, ele está-se bem a cagar se estes crentes são católicos ou muçulmanos, a crítica é à religião e a esse livro cheio de ataques a direitos humanos - e isso sim tem de ser denunciado por quem pensa este assunto - e não a um grupo específico. E quanto ao baby-grow, eu digo que não faz sentido pois a decisão de vestir uma dada vestimenta ou uma cor específica é irreversível, não há volta a dar, enquanto que algo como o batismo - e certamente outros aspetos da educação concedida pelos nossos pais - pode ser tornado num mal menor, não através da não comparência/ não assunção da crença, pois isso faz parte da lista dos recados dados pelo senhor padre ao longo da missa, mas através da uma posição firme que diga: respeito as vossas crenças, não me revejo nelas e fui batizado ainda antes sequer de saber o que isso era, logo não contem comigo para nem sequer pertencer aos vossos livros de registos. Mas refiro de novo que estou a comentar sobre algo que não sei, talvez nesta semana perca algum do meu tempo a informar-me. Editado 24 Junho 2012 por matisptfan Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 25 Junho 2012 Eu tento ao máximo, quer sejas tu ou qualquer outra pessoa, considerar o que é escrito. Não posso no entanto, por honestidade inteletual, seguir a tendência de concordar com tudo o que dizes só porque sim. Eu percebo o aprofundamento da questão da dessassociação e entendo a tua opinião, mas insisto que é um direito que me assiste. Agora nem tu nem ninguém, de novo sem me consultar a opinião, pode assumir que o faço sob a capa de um fanatismo - que seria, à mesma, fanatismo religioso e isso só me diminuiria - assumir que o faço porque tenho ódio a qualquer religião. Alguns dos meus amigos são cristãos, muitos deles são católicos! O que acaba por acontecer é que a perseguição fica bem. Fica bem dizer-se que os católicos são atacados e que não se é católico mas acha-se mal a perseguição, fica-se bem concordar com a triste espoliação de que os palestinianos foram alvo em relação ao seu território, fica bem apontar a promiscuidade entre os usa e israel. Depois, - e acabamos por voltar ao mesmo ponto - a questão aqui é que este ataque que tu até consideras válido é sempre centrado na religião e, quando bem fundamentado, isso devia gerar alguma luz sobre o assunto. É a história da humanidade que está em causa e não apenas um grupo de pessoas que é afetado, isto tem-me a dizer a mim e a ti enquanto cidadãos e não enquanto ateus ou crentes. Se os católicos acham que deus odeia os homossexuais e por isso eles não devem ter direito a um casamento eu devo-me calar só porque isso tem que ver com as crenças da maioria? será que devo apenas olhar para o lado quando sei que a circunscrição é prática corrente e constante em algumas religiões ainda nos dias que correm? e que dizer do natal (nem vou entrar em pormenores em relação ao nascimento de jesus), que é mais um feriado comercial do qual todos sem exceção se aproveitam, isso deve ficar fora das minhas considerações? nada disso. Devo ser um crítico consciente e não alguém que visa apenas uma religião. Se alguns ateus não são assim... oh well, mas também me atrevo a dizer que os ateus não costumam nutrir qualquer ódio a estas instituições. E tome-se o exemplo do Dawkins, que talvez seja dos ateus assumidos mais eloquentes e com um discurso mais incisivo, ele está-se bem a cagar se estes crentes são católicos ou muçulmanos, a crítica é à religião e a esse livro cheio de ataques a direitos humanos - e isso sim tem de ser denunciado por quem pensa este assunto - e não a um grupo específico. E quanto ao baby-grow, eu digo que não faz sentido pois a decisão de vestir uma dada vestimenta ou uma cor específica é irreversível, não há volta a dar, enquanto que algo como o batismo - e certamente outros aspetos da educação concedida pelos nossos pais - pode ser tornado num mal menor, não através da não comparência/ não assunção da crença, pois isso faz parte da lista dos recados dados pelo senhor padre ao longo da missa, mas através da uma posição firme que diga: respeito as vossas crenças, não me revejo nelas e fui batizado ainda antes sequer de saber o que isso era, logo não contem comigo para nem sequer pertencer aos vossos livros de registos. Mas refiro de novo que estou a comentar sobre algo que não sei, talvez nesta semana perca algum do meu tempo a informar-me. Eu nunca assumi que defendes a desassociação por motivos fanáticos. Disse que compreendia e encontrava lógica se fossem esses os motivos, caso contrário só me divertia pela incongruência. E como bem sabes foi isso exatamente o que eu referi no meu 1º post. Que achei imensa graça. Portanto, se de alguma coisa posso ser acusado, é de ter partido do princípio que colocavas a hipótese de recorreres à excomunhão sem motivações fanáticas. E quanto ao que fica bem, também posso afirmar, e penso que carregado de razão, que hoje em dia fica bem afirmarmo-nos ateus. Qual é o ataque que eu considero válido? Estás, por certo, a imaginar coisas. E se tu achas que deves criticar as posições da Igreja Católica e de qualquer outra religião sobre a homossexualidade, as circunscrições, o Natal ou outro qualquer tema que te apeteça eu acho muito bem. Estás no teu pleno direito. E eu discutirei contigo se estiver para aí virado, no pleno respeito pelo meu direito de comentar aquilo que muito bem me apetecer. Quanto ao último parágrafo continuo a dizer que estás a dar uma importância ao batismo que, pelo que conheço das convicções ateístas me parece paradoxal. E isso diverte-me, volto a dizer. E dá-me a sensação que configura alguma revolta para com a decisão dos teus pais que transformaste em revolta para com a Instituição. Mas neste ponto já estou a entrar por campos que não domino por isso por aqui me fico. Compartilhar este post Link para o post