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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Não me está a entrar nada bem o "Kafka à beira-mar", do Murakami. É processual ou ao fim de 100 páginas já devia estar a gostar mais?

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Diria que é natural, da memória que tenho ainda demora um pouco para que as linhas que ele desenha ganhem a forma da pintura.

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Citação de nopla, há 4 horas:

Não me está a entrar nada bem o "Kafka à beira-mar", do Murakami. É processual ou ao fim de 100 páginas já devia estar a gostar mais?

Continua, que é um grande livro e vais ganhando conexões e criando ligações na cabeça. Embora eu lembre-me de ter entrado bem no livro, nao super agarrado mas cativado.

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Ando a ler a Autobiografia do José Lúis Peixoto e por agora estou a gostar. De seguida vou reler o Ensaio Sobre a Cegueira.

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Sdda aulas de filosofia em que a turma toda achava o gajo maluco da cabeça e eu era o único que o curtia

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Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago
Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel Garcia Marquez
A Peste, Albert Camus
Diário do Ano da Peste, Daniel Defoe
Rumores, Hugo Claus
Decameron, Giovanni Boccaccio

Completem esta lista.

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Citação de Mayday, há 2 horas:

"Ensaio Sobre a Cegueira", José Saramago
"Amor nos Tempos de Cólera", Gabriel Garcia Marquez
"A Peste", Albert Camus
"Diário do Ano da Peste", Daniel Defoe
"Rumores", Hugo Claus
"Decameron", Giovanni Boccaccio

Completem esta lista.

 

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Ok.

"A Pandemia das Aspas", Aspas Aspassino

Citação

Prefácio

 

Uma pandemia é definida, generalizadamente, como a vasta propagação de uma doença por múltiplas regiões do mundo.

Aspas (“”) são sinais ortográficos com a função de circunscrever uma ou mais palavras.

Tendo em conta estes dois factos, que abrem o prefácio desta obra, intitulada: “A Pandemia das Aspas”, é perfeitamente natural que o leitor se demonstre perplexo, se não mesmo indignado, pois aspas não se tratam de uma doença; adicionalmente, aspas sempre foram um dos sinais ortográficos menos utilizados, ainda que sejam mais utilizadas do que o ponto e vírgula; pelo que seria impensável a ocorrência de tal pandemia.

Contudo, não obstante a veracidade dos factos precedentes, a pandemia das aspas teve lugar, e, devido, em especial, à veracidade dos factos precedentes, foi um evento de proporções trágicas nunca antes testemunhado, mais ainda do que a pandemia das vírgulas.

Esta obra pretende registar as várias etapas deste evento pandémico: desde o seu início, passando pelo proverbial meio, até à sua conclusão. Inequivocamente, pandemias têm uma progressão conveniente ao veículo literário.

Citação

Capítulo Zero

 

Provavelmente o leitor estará a perguntar-se: “Por que razão o primeiro capítulo é denominado zero?” A resposta a essa pergunta encontra-se numa outra pergunta: “Por que razão o primeiro paciente de uma pandemia é denominado zero?”

Qualquer pessoa minimamente familiarizada com surtos de doenças sabe bem o quão difícil, no melhor dos casos, ou impossível, na maioria deles, é a determinação do verdadeiro paciente zero, isto é, a primeira pessoa a contrair a doença. Todas as outras pessoas, que não estão minimamente familiarizadas com surtos de doenças, não devem acreditar em tudo o que leem, incluindo a frase anterior.

Quando, em circunstâncias normais, já é complicado determinar o paciente zero, imagine-se o quão absurdo é esse esforço quando aplicado à pandemia das aspas. Embora seja verdade que a maioria das pessoas não usa aspas, ainda assim elas são usadas. Por quem? Pela minoria, naturalmente.

Consequentemente, a nossa história não tem um paciente zero.

Tem dois.

Um deles é o indivíduo que se acreditou ter demonstrado um uso inusitado de aspas mais cedo do que qualquer outro.

O outro é o verdadeiro paciente zero. Como é que se tem a certeza de que ele é o verdadeiro paciente zero? Esse é o privilégio do veículo literário. Ao praticante é concedida uma inexplicável omnisciência.

 

Editado por bmfpcdm
Adicionar o primeiro capítulo da obra referida

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Para quando o capítulo I, @bmfpcdm

Acho que algo como o inicio do Ensaio sobre a Cegueira era bacano. Só que em vez do homem do carro dizer, Estou cego, dizia: "Ah! Tenho aspas!"

Editado por Pablo Honey

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Citação de Pablo Honey, Em 31/03/2020 at 18:08:

Para quando o capítulo I, @bmfpcdm

Acho que algo como o inicio do Ensaio sobre a Cegueira era bacano. Só que em vez do homem do carro dizer, Estou cego, dizia: "Ah! Tenho aspas!"

Falas como se eu tivesse controlo sobre o conteúdo da obra. Para que fique claro, "A Pandemia das Aspas" foi escrita por Aspas Aspassino.

Para que a tua curiosidade fique saciada, aqui deixo o segundo capítulo:

Citação

Capítulo Um

 

O primeiro paciente zero, refiro-me ao primeiro paciente zero enumerado no capítulo anterior, ou seja, o falso paciente zero.

O falso paciente zero será daqui em diante aludido pelas suas iniciais: R.E., pois não há qualquer benefício a retirar do conhecimento da sua identidade, ou nacionalidade, muito pelo contrário. Preconceções, se não mesmo preconceitos, existem um pouco por todo o lado, mas não é o intuito desta história que o leitor se distraia com tais trivialidades. O intuito desta história é outro, mencionado, anteriormente, no prefácio.

No prefácio também se estabeleceu que as aspas são dos sinais ortográficos menos utilizados, ainda que mais do que o ponto e vírgula; ademais, no capítulo zero, determinou-se que a maioria das pessoas não as utiliza. R.E. fazia parte dessa maioria. R.E., não só fazia parte dessa maioria, como o fazia conscientemente. R.E. acreditava que o uso de aspas era absolutamente desnecessário, ineficiente, uma perda de tempo, e fazia questão de não as utilizar. Assim, o simples facto de R.E. ter aplicado aspas uma única vez, num texto com mais de dez mil palavras, à palavra, “marujo”, foi o suficiente para se considerar um uso excessivo de aspas.

Nesta altura é importante esclarecer que esta obra não procura realizar qualquer julgamento de valor a respeito de quem não utiliza, ou de quem utiliza, aspas. Esse é um exercício fútil, mas que foi, sem surpresa, praticado durante a pandemia das aspas.

Inicialmente, a minoria foi acusada de ser a instigadora de todo o incidente. Quando foi revelado que R.E. era quem se acreditava ser o paciente zero, alguém que não dava qualquer uso ao sinal ortográfico em questão, a minoria, por sua vez, retaliou, acusando a maioria de serem os verdadeiros culpados. Este apontar de dedos resultou, somente, num acumular de rancor, que viria a provar-se fatal em etapas futuras da pandemia.

Citação

Capítulo Dois

 

O segundo paciente zero, o verdadeiro paciente zero, iniciais, C.V., ao contrário de R.E., era um frequente utilizador de aspas, mesmo antes da pandemia. Por isso mesmo é tão difícil determinar quando C.V. começou a utilizar uma quantidade anormal de aspas. Felizmente, devido à inexplicável omnisciência que é concedida ao praticante do veículo literário, o preciso momento, em que C.V. demonstrou esse primeiro sintoma da doença, pode ser revelado: foi na aplicação de aspas à palavra: “barba”.

Depois de um domingo tardio, C.V. acordou na manhã seguinte, também, tardiamente. Se a manhã seguinte, em que C.V. acordou tardiamente, tivesse sido a manhã de um sábado ou domingo, tal circunstância seria inconsequente, mas para seu infortúnio essa manhã era a de uma segunda-feira. Consequentemente, C.V. começou essa manhã, de segunda-feira, atrasado.

Nessa manhã, de segunda-feira, enquanto tratava da sua higiene pessoal, C.V. recebeu uma mensagem de texto a questionar o porquê de C.V. estar atrasado. C.V. respondeu como uma nova mensagem de texto a explicar a situação, começando com o domingo tardio e acabando com o facto de estar, naquele momento, a fazer a “barba”. O recebedor dessa mensagem, estranhando o uso peculiar das aspas, arqueou uma sobrancelha, mas, de seguida, encolheu os ombros, decidindo não procurar qualquer esclarecimento sobre a matéria.

Embora a decisão de não procurar um esclarecimento sobre a aplicação de aspas à palavra, “barba”, possa parecer a mais correta e responsável; em retrospetiva, neste caso, não o foi; isto porque caso uma explicação tivesse sido exigida a C.V., o primeiro instinto de C.V. seria o de rejeitar a ideia de ter colocado a palavra, “barba”, entre aspas; quando confrontado com a incontornável prova, C.V., provavelmente, teria justificado o incidente como um lapso, resultante do cansaço de uma noite mal dormida; porém, o sucedido teria sido registado no consciente de C.V., podendo, mais tarde, ser usado como prova de C.V. ter demonstrado sintomas antes de R.E.; assim, todo este episódio, pelo final da segunda-feira, a manhã da qual C.V. acordou tardiamente, já tinha sido esquecido pelo recebedor da mensagem de texto com a palavra, “barba”, entre aspas.

Citação

Capítulo Três

 

A pandemia das aspas não se tratou de um fenómeno sem precedentes (no prefácio desta obra foi mencionada, de passagem, a pandemia das vírgulas), pelo que se anteciparia uma resposta diferente daquela que, de facto, ocorreu; pois a postura inicial da população e autoridades, em geral, foi a da desvalorização.

Para melhor entender esta atitude, convém sumarizar a pandemia das vírgulas.

Similarmente como a pandemia das aspas, pessoas começaram a colocar uma quantidade inédita de vírgulas naquilo que escreviam. O oposto, portanto, daquilo que é o habitual: a ausência de vírgulas. Este desvario chegou ao extremo da colocação de vírgulas nas próprias palavras, demarcando, assim, sí,la,bas, ou até cada l,e,t,r,a. Isso resultou em múltiplos colapsos mentais de docentes, e face ao aumento de baixas médicas concedidas a essa profissão, as instituições de ensino acabariam por ser encerradas.

De forma a acalmar os ânimos das várias populações, que se exaltavam face à notória inação das autoridades, foi decretada a proibição do uso de vírgulas, ou desaconselhamento nas regiões onde o direito à liberdade de expressão impedia uma manifesta proibição. Contudo, um pouco por todo o Mundo, um segundo decreto foi necessário, pois o primeiro continha vírgulas. Nos locais onde o mero desaconselhamento fora a estratégia, um terceiro decreto foi emitido com, “(…) um forte e veemente apelo ao civismo e a não utilização de vírgulas sob qualquer circunstância em todo e qualquer texto por favor e por obséquio não mais vírgulas (…)”. O tom de desespero foi eficaz e o desuso de vírgulas foi finalmente acatado pela maioria da população que ainda não tinha sido afetada pela pandemia. Notou-se, desde logo, uma diminuição do consumo de jornais em papel e o consequente aumento do consumo de revistas de conteúdo, graficamente, adulto.

A pandemia das vírgulas terminou pouco depois, tão misteriosamente como tinha começado. A comunidade científica prontamente rotulou todo o episódio como histeria coletiva, citando o clássico exemplo, do século XVI, da epidemia de dança; as várias autoridades congratularam-se pela ação decisiva e eficaz; as oposições atacaram, protestando as medidas desmesuradas; as populações escolheram lados; em resumo, a vida prosseguiu no exato tom com que fora interrompida, sem que nada fosse aprendido.

Com uma exceção, todas as vítimas da pandemia recuperaram, por completo, retornando ao número médio de vírgulas que usavam antes do surto. Apenas uma pessoa, S.K., não recuperou. Tratava-se do caso mais extremo do surto, que, por fim, somente conseguia escrever vírgulas. A nota de exemplo, a frase anterior, a ser escrita por S.K., teria a seguinte aparência: “,,,,,,,,,, ,, ,,,, ,,,, ,,,,,,, ,, ,,,,,, ,,,, ,,, ,,,, ,,,,,,, ,,,,,,,,, ,,,,,,,, ,,,,,,,,,”. Extraordinariamente, S.K. era capaz de ler tudo o que escrevera, sem saltar uma vírgula.

Citação

Capítulo Quatro

 

Aquando do início da pandemia das aspas, a mentalidade prevalente era a de que como se tinha ultrapassado uma crise com um sinal ortográfico tão ubíquo como a vírgula, então, uma crise com aspas – a existir, pois não faltavam céticos a apregoar um embuste – seria o equivalente de uma simples constipação.

À medida que o surto progredia, sem demonstrar abatimento, as autoridades iniciaram investigações, na tentativa de encontrar uma solução. Entre várias, uma comissão – aquela que viria a declarar R.E. como o paciente zero – foi formada. A comissão era constituída por doze membros: um epidemiologista, um neurologista, um psiquiatra, um linguista e oito políticos. Cada um dos académicos ficava, assim, responsável por dois políticos, de lhes explicar a panóplia de estudos, diagramas, terminologia, dicionários, etc. Após a primeira reunião ficou acordado que seria necessária uma segunda reunião. O mesmo repetiu-se por algum tempo. Ao fim da quinta reunião estabeleceu-se um objetivo para os académicos: encontrar uma solução prática para a problemática. Enquanto isso, os políticos tratariam de explicar à população aquilo que lhes tinha sido explicado pelos académicos.

O anúncio de R.E. como o paciente zero foi o primeiro, demonstrável, feito da comissão. Um indicador nada auspicioso, tendo em conta que R.E. não era o verdadeiro paciente zero. Depois de variados exames físicos e psicológicos, concluiu-se que não existia nada de errado com R.E., à parte do uso de aspas, que ia contra o caráter do indivíduo.

Por esta altura começava-se a tornar alarmante o valor percentual da população que utilizava aspas, que se calculava vir a ultrapassar, dentro de dias, o 1%. Os oito políticos, face à incapacidade dos académicos em cumprir o único objetivo que lhes fora imputado, o de encontrar uma solução prática para a problemática, decidiram-se pelo encerramento preventivo das instituições de ensino; preventivo, no sentido de prevenir uma nova vaga de baixas médicas. Afinal, algo sempre se aprendera com a pandemia das vírgulas.

Citação

Capítulo Cinco

 

Depois de várias infrutíferas tentativas de curar a mania, fosse através de toda e qualquer medicação (ansiolíticos, antidepressivos, estimulantes, etc.), ou hipnoterapia, esta última técnica saindo pela culatra, visto que 100% dos terapeutas, que a aplicaram, desenvolveram, também eles, a fixação, decidiu-se atacar o problema a partir de um ângulo diferente.

Um paciente foi colocado numa pequena sala, com apenas uma mesa e cadeira. No topo da mesa estava presente somente uma folha de papel. Foi-lhe pedido que escrevesse algo na folha de papel. O paciente, confuso, simplesmente respondeu que não o podia fazer sem algo com que escrever. Foi repetido o mesmo pedido, provocando, em essência, a mesma resposta. Esta interação perdurou por mais de uma hora, altura em que o paciente quebrou mentalmente, perdendo-se em lágrimas e deixando de ser responsivo, mas sem que tivesse escrito uma única aspa. A mesma experiência foi feita com dez outros pacientes, obtendo resultados semelhantes.

Perante o incontestável sucesso desta nova abordagem, decretou-se, prontamente, a proibição, ou desaconselhamento, da utilização de métodos tradicionais de escrita. Adicionalmente, foi ordenada a desprogramação de aspas, tal como da apóstrofe (pelo seguro), de todos os sistemas digitais. O Mundo estava disposto a renunciar o sinal ortográfico.

 

Editado por bmfpcdm

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Claro. Só te perguntei porque és o único que parece ter alguma forma de contacto com esse enigmático escritor. Faz-me lembrar o Peter Parker, que era o único que conseguia fotos do Spiderman. 

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Citação de jean-luc godard, Em 21/03/2020 at 17:03:

agora que estamos todos fechados em casa

e alfarrabistas da net? que recomendam?

Leituria.

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Citação de Peplin, há 4 horas:

Leituria.

Tigre de Papel

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Tenho mesmo de mandar vir uns livros. Pensei no Wook, mas não sei se eles entregam com celeridade. Percebo quem leia em formato digital, mas esqueçam, acho que ainda deverão faltar uns bons anos até que deixe de ter qualquer prazer em folhear, cheirar e olhar para um livro em formato físico. Para mim, esse é (e sempre será) um dos maiores prazeres da literatura.

  • Concordo! 1

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E ler em ecrãs cansa-me bem mais a vista. Para além de que é uma sensação muito boa teres o livro na tua mão, e veres o acervo de páginas que já ficaram para trás. Tens aquela prova física de que estás a progredir.

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Citação de nopla, há 3 horas:

Tenho mesmo de mandar vir uns livros. Pensei no Wook, mas não sei se eles entregam com celeridade. Percebo quem leia em formato digital, mas esqueçam, acho que ainda deverão faltar uns bons anos até que deixe de ter qualquer prazer em folhear, cheirar e olhar para um livro em formato físico. Para mim, esse é (e sempre será) um dos maiores prazeres da literatura.

 

Citação de Pablo Honey, há 12 minutos:

E ler em ecrãs cansa-me bem mais a vista. Para além de que é uma sensação muito boa teres o livro na tua mão, e veres o acervo de páginas que já ficaram para trás. Tens aquela prova física de que estás a progredir.

Já encomedei alguns livros pela wook e chegaram rápido, mas não tinha pressa. 

Tenho aqui nas estantes dezenas de livros que comprei e que nunca li uma página, mas a maioria como já devo ter dito por aqui foram comprados em lojas de usados, feiras da ladra, coisas desse género.

Ah e apesar de ter aceso a muitas obras online, prefiro mil vezes ler em papel. Chego mesmo a imprimir teses e trabalhos académicos (partes sobretudo, raramente completos).

Editado por Augusto

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é fazer intercâmbio entre users, portes à cobrança.

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Eu também prefiro ler em papel, mas já tive uma semaninha com um kindle há uns tempos valentes e é efetivamente muito bom. Achei que ia sentir a vista cansada e tudo mais, mas achei bastante confortável.

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Eu, sinceramente, já só quero ler. Se é em livro, ebook, ou folhas de papel higiénico, tanto me faz. 

Citação de Pablo Honey, há 2 horas:

E ler em ecrãs cansa-me bem mais a vista.

Em e-reader não ficas com a vista cansada.

 

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