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Meteorologia e outros fenómenos naturais

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Citação de Ghelthon, há 24 minutos:

Há muitas medidas que podem e devem ser aplicadas, entre elas penas mais severas para esses crimes. São actos com consequências bem graves, quanto mais não seja para a natureza, e não me parece que a moldura penal seja adequada - até pelo quanto Portugal sofre com isso. Estou longe de ser especialista na área, mas faz-me sentido que a Justiça seja plástica e se molde às dinâmicas do país.

Mas há outras medidas super importantes também, que não afectam só quem ateia os fogos. Proibir negociação de lenha queimada seria um óptimo exemplo. Ser o Estado a tratar das reflorestações, mesmo em terrenos privados, mas com pés e cabeça (eucaliptos e pinheiros bravos, não obrigado).

Além disso, parece haver a estes incêndios um denominador comum: falta de organização. E isso parece-me que vem das quintinhas que temos neste país. Protecção Civil, GNR, Bombeiros, etc. Sei lá quantos cargos e entidades estão nesses organigramas todos. Temos Bombeiros. Temos sapadores. Temos GIPS. Temos bombeiros que não agem sem ordens superiores. Temos populações que reportam que os bombeiros não lançaram uma gota de água às chamas. Temos imagens do quão perto o fogo chega às casas.

Os bombeiros são o elo mais fraco nisto tudo, e não se lhes pode pedir que façam mais. Para mim, um bombeiro arrisca mais a vida do que um GNR ou um PSP, e portanto faz-me completo sentido que sejam profissionalizados. Não todos, claro. Mas uma larga percentagem. Os que não são, que recebam um subsídio acrescido de risco nesta altura. Do que sei, recebem 80 e tal euros por cada 24 horas, sendo que só podem fazer 2 dias seguidos. É insano.

Portugal é um país de ridículo. Não se faz nada. Somos anualmente o país europeu com mais área ardida, sendo também um dos mais pequenos em área. De legislatura em legislatura, a oposição tem as soluções todas para as falhas do governo. Depois chegam ao governo, e o problema continua. Menos foco no combate, mais foco na prevenção.

original

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Há muitas medidas que podem e devem ser aplicadas, entre elas penas mais severas para esses crimes. São actos com consequências bem graves, quanto mais não seja para a natureza, e não me parece que a moldura penal seja adequada - até pelo quanto Portugal sofre com isso. Estou longe de ser especialista na área, mas faz-me sentido que a Justiça seja plástica e se molde às dinâmicas do país.

Mas há outras medidas super importantes também, que não afectam só quem ateia os fogos. Proibir negociação de lenha queimada seria um óptimo exemplo. Ser o Estado a tratar das reflorestações, mesmo em terrenos privados, mas com pés e cabeça (eucaliptos e pinheiros bravos, não obrigado).

Além disso, parece haver a estes incêndios um denominador comum: falta de organização. E isso parece-me que vem das quintinhas que temos neste país. Protecção Civil, GNR, Bombeiros, etc. Sei lá quantos cargos e entidades estão nesses organigramas todos. Temos Bombeiros. Temos sapadores. Temos GIPS. Temos bombeiros que não agem sem ordens superiores. Temos populações que reportam que os bombeiros não lançaram uma gota de água às chamas. Temos imagens do quão perto o fogo chega às casas.

Os bombeiros são o elo mais fraco nisto tudo, e não se lhes pode pedir que façam mais. Para mim, um bombeiro arrisca mais a vida do que um GNR ou um PSP, e portanto faz-me completo sentido que sejam profissionalizados. Não todos, claro. Mas uma larga percentagem. Os que não são, que recebam um subsídio acrescido de risco nesta altura. Do que sei, recebem 80 e tal euros por cada 24 horas, sendo que só podem fazer 2 dias seguidos. É insano.

Portugal é um país de ridículo. Não se faz nada. Somos anualmente o país europeu com mais área ardida, sendo também um dos mais pequenos em área. De legislatura em legislatura, a oposição tem as soluções todas para as falhas do governo. Depois chegam ao governo, e o problema continua. Menos foco no combate, mais foco na prevenção.

Qual seria a tua ideia para a madeira queimada?

se o Estado nem os próprios terrenos trata da reflorestação, queres que trate do terreno dos privados?

Qual é o problema do pinheiro bravo mesmo? Tens noção da importância do mesmo para Portugal? ( o eucalipto deixo passar mas não esquecer a importância do mesmo)

o problema estará sempre no ordenamento do território e da falta dos guardas florestais

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2025 e ainda se acredita que o aumento das penas diminui crimes de maluquinhos.

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Citação de Quan Chi, Agora:

image.png.3b23d356c3e525642ffcaf9158dc0ff6.png

p*ta que pariu estas mínimas. Desgraçado de quem não tem ar condicionado.

vai ser a minha próxima compra depois deste verão. Não aguento mais

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Citação de kareca, há 6 minutos:

2025 e ainda se acredita que o aumento das penas diminui crimes de maluquinhos.

se matares os maluquinhos todos não há maluquinhos

feel-me-think-about-it.gif

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Citação de Robe, há 5 minutos:

vai ser a minha próxima compra depois deste verão. Não aguento mais

Tinha concorrido para aqueles vales do estado em 2023(!) e até agora apenas diz que sou elegível e nunca mais ata nem desata. Não aguentei mais e investi em 3 AC.

Se entretanto, por milagre, o programa andar para a frente, talvez ponha painéis solares.

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Citação de Robe, há 42 minutos:

vai ser a minha próxima compra depois deste verão. Não aguento mais

O problema é meter ACs em casas com isolamentos de m*rda, isto quando os têm. 5 minutos depois de desligados e a casa já está um forno.

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Citação de HappyKing, há 3 horas:

Assumo que esse raciocínio funcione, por coerência, nos dois sentidos. 

Isto é: se o país sofresse pouco com a violência doméstica -  vamos imaginar um caso a cada dois anos - defendes que a pena associada a esse crime seja reduzida para serviço comunitário ou alguns dias/meses de prisão dado que afetaria, nesse caso, pouco o país? Ou, nesse caso, mesmo o crime afetando pouco o país já não se justificaria analisar o quanto adequada era com base na incidência no país?

Não tem de funcionar para os dois lados.

Citação de Montero, há 2 horas:

Qual seria a tua ideia para a madeira queimada?

se o Estado nem os próprios terrenos trata da reflorestação, queres que trate do terreno dos privados?

Qual é o problema do pinheiro bravo mesmo? Tens noção da importância do mesmo para Portugal? ( o eucalipto deixo passar mas não esquecer a importância do mesmo)

o problema estará sempre no ordenamento do território e da falta dos guardas florestais

Não poderes negociar madeira queimada reduz bastante o interesse na mesma. Basta andares pelos meios para saberes que há muita gente que faz muito dinheiro com esse mercado.

De resto, o pinheiro arde muito facilmente e as pinhas são autênticas granadas.

A importância do eucalipto é meramente económica.

Citação de kareca, há 1 hora:

2025 e ainda se acredita que o aumento das penas diminui crimes de maluquinhos.

2025 e ainda se acredita que só maluquinhos causam fogos.

Nos entretantos, há imensos reacendimentos em Vila Real e a frente de fogo é novamente bem grande.

Não consigo entender.

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Citação de Ghelthon, há 53 minutos:

2025 e ainda se acredita que só maluquinhos causam fogos.

Não era literalmente 

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Citação de kareca, há 41 minutos:

Não era literalmente 

Tu é que usaste a expressão.

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Citação de Petar Musa, há 6 minutos:

Claro, tudo é o Chega

Não. Mas aqueles 5 parágrafos podiam muito bem estar num Programa Eleitoral deles que não destoavam.

Demagogia com fartura e soluções básicas para problemas complexos. A fórmula mágica do populismo.

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 5 minutos:

Não. Mas aqueles 5 parágrafos podiam muito bem estar num Programa Eleitoral deles que não destoavam.

Demagogia com fartura e soluções básicas para problemas complexos. A fórmula mágica do populismo.

Tanto podiam estar num program do Chega como no de outro partido democrático.

O problema pode ser muito complexo, mas há muitos problemas de fácil resolução. Já que ninguém pega no complexo, começa-se pelos simples: maior vigilância das florestas, melhores meios de combate (a situação do Canadairs é ridicula), profissionalização dos bombeiros como o Ghelton referiu.

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Citação de Petar Musa, há 11 minutos:

Tanto podiam estar num program do Chega como no de outro partido democrático.

O problema pode ser muito complexo, mas há muitos problemas de fácil resolução. Já que ninguém pega no complexo, começa-se pelos simples: maior vigilância das florestas, melhores meios de combate (a situação do Canadairs é ridicula), profissionalização dos bombeiros como o Ghelton referiu.

Sim, claro. Porque os Partidos são todos iguais.

E desde quando é que a profissionalização dos bombeiros ou o aumento de vigilância das florestas são questões simples? Tens uma varinha mágica?

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Citação de Descartes, há 9 horas:

Sim, claro. Porque os Partidos são todos iguais.

E desde quando é que a profissionalização dos bombeiros ou o aumento de vigilância das florestas são questões simples? Tens uma varinha mágica?

O que aponto é mesmo a falta de vontade em mudar. Porque o problema não começou há 5 anos, nem há 10.

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Quem começa fogos devia era ser julgado e condenado como terrorismo. Talvez assim deixassem de ter penas leves.

Editado por Almeno

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Citação de Descartes, há 10 horas:

Sim, claro. Porque os Partidos são todos iguais.

E desde quando é que a profissionalização dos bombeiros ou o aumento de vigilância das florestas são questões simples? Tens uma varinha mágica?

A vigilância não é difícil, é preparar orçamento para isso e contratar e preparar as pessoas.

Mas agora se se for complexificar tudo então nunca nada será mitigado ou, pelo menos, reduzir os danos

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Citação de Descartes, há 12 horas:

E desde quando é que a profissionalização dos bombeiros ou o aumento de vigilância das florestas são questões simples? Tens uma varinha mágica?

Mau, decide-te. Ou são "soluções básicas", ou são questões complexas.

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Citação de Almeno, há 1 hora:

Quem começa fogos devia era ser julgado e condenado como terrorismo. Talvez assim deixassem de ter penas leves.

E são, e não é por isso que deixa de haver piromanos.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/terrorismo-o-que-preve-a-lei-portuguesa_v1383743

Esses crimes incluem os crimes de perigo comum como incêndios, desmoronamentos ou explosões, e ainda crimes de atentado à integridade física das pessoas e ainda crimes de atentado à vida das pessoas.

 

Editado por kareca

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Citação de Petar Musa, há 2 horas:

A vigilância não é difícil, é preparar orçamento para isso e contratar e preparar as pessoas.

Mas agora se se for complexificar tudo então nunca nada será mitigado ou, pelo menos, reduzir os danos

É tão refrescante falar com quem sabe dos assuntos e desmistifica as questões. Como é que eu nunca tinha pensado que, para aumentar a vigilância nas florestas bastaria aprovar um orçamento e contratar pessoas? É o chamado ovo de Colombo.

E eu aqui, feito idiota, a pensar que para implementar uma medida dessa natureza seria necessário abordar aspetos como:

1. Quanto custa?

2. Quem paga?

3. Em que estrutura se integram os futuros vigilantes?

4. Quem manda? Quem define as estratégias e os planos de ação? Quem gere?

5. Quantas pessoas são necessárias?

6. Como se compatibiliza a vigilância com a propriedade atomizada das nossas florestas?

7. Quais as competências e atribuições dos vigilantes?

8. Como se contorna a questão da sazonabilidade inerente a esta função?

9. Que meios materiais e equipamentos são necessários?

10. Existem condições para investir em termos tecnológicos? Sistemas de vídeo-vigilância, utilização de drones, satélites ou outros mecanismos mais eficientes?

11. E ainda outros inúmeros fatores que não me ocorrem por ser um completo leigo na matéria...

 

E afinal nada disso interessa. Basta preparar orçamento, contratar e preparar as pessoas. Obrigado.

 

Citação de Ghelthon, há 27 minutos:

Mau, decide-te. Ou são "soluções básicas", ou são questões complexas.

As questões são complexas. As soluções que tu indicaste são básicas. Onde é que está a minha contradição?

 

Citação de Hammerfall, há 3 horas:

O que aponto é mesmo a falta de vontade em mudar. Porque o problema não começou há 5 anos, nem há 10.

Isso sim. Também me aborrece. Mas nesse ponto desconfio que conheço as razões. Não se muda porque não existem soluções milagrosas de curto prazo que se traduzam em ganhos eleitorais. A mudança necessária só tem efeitos a médio/longo prazo. Nomeadamente no que respeita aos 3 problemas principais: 1. Alterações climáticas; 2. Abandono do interior; 3. Ordenamento do território, a começar pela atualização do cadastro.

Editado por Descartes
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Citação de Descartes, há 9 minutos:

É tão refrescante falar com quem sabe dos assuntos e desmistifica as questões. Como é que eu nunca tinha pensado que, para aumentar a vigilância nas florestas bastaria aprovar um orçamento e contratar pessoas? É o chamado ovo de Colombo.

E eu aqui, feito idiota, a pensar que para implementar uma medida dessa natureza seria necessário abordar aspetos como:

1. Quanto custa?

2. Quem paga?

3. Em que estrutura se integram os futuros vigilantes?

4. Quem manda? Quem define as estratégias e os planos de ação? Quem gere?

5. Quantas pessoas são necessárias?

6. Como se compatibiliza a vigilância com a propriedade atomizada das nossas florestas?

7. Quais as competências e atribuições dos vigilantes?

8. Como se contorna a questão da sazonabilidade inerente a esta função?

9. Que meios materiais e equipamentos são necessários?

10. Existem condições para investir em termos tecnológicos? Sistemas de vídeo-vigilância, utilização de drones, satélites ou outros mecanismos mais eficientes?

11. E ainda outros inúmeros fatores que não me ocorrem por ser um completo leigo na matéria...

E há ainda um número 12. que é, e haver pessoas que concorram para esses trabalhos?

Citação de Descartes, há 12 minutos:

não existem soluções milagrosas de curto prazo que se traduzam em ganhos eleitorais. Nomeadamente no que respeita aos 3 problemas principais: 1. Alterações climáticas; 2. Abandono do interior; 3. Ordenamento do território, a começar pela atualização do cadastro.

Desculpa o double quote.

Enquanto não houver um partido abnegado que ponha o país em primeiro lugar e não a continuidade no poleiro, nada feito.

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Citação de Descartes, há 20 minutos:

É tão refrescante falar com quem sabe dos assuntos e desmistifica as questões. Como é que eu nunca tinha pensado que, para aumentar a vigilância nas florestas bastaria aprovar um orçamento e contratar pessoas? É o chamado ovo de Colombo.

E eu aqui, feito idiota, a pensar que para implementar uma medida dessa natureza seria necessário abordar aspetos como:

1. Quanto custa?

2. Quem paga?

3. Em que estrutura se integram os futuros vigilantes?

4. Quem manda? Quem define as estratégias e os planos de ação? Quem gere?

5. Quantas pessoas são necessárias?

6. Como se compatibiliza a vigilância com a propriedade atomizada das nossas florestas?

7. Quais as competências e atribuições dos vigilantes?

8. Como se contorna a questão da sazonabilidade inerente a esta função?

9. Que meios materiais e equipamentos são necessários?

10. Existem condições para investir em termos tecnológicos? Sistemas de vídeo-vigilância, utilização de drones, satélites ou outros mecanismos mais eficientes?

11. E ainda outros inúmeros fatores que não me ocorrem por ser um completo leigo na matéria...

 

E afinal nada disso interessa. Basta preparar orçamento, contratar e preparar as pessoas. Obrigado.

 

As questões são complexas. As soluções que tu indicaste são básicas. Onde é que está a minha contradição?

 

Isso sim. Também me aborrece. Mas nesse ponto desconfio que conheço as razões. Não se muda porque não existem soluções milagrosas de curto prazo que se traduzam em ganhos eleitorais. A mudança necessária só tem efeitos a médio/longo prazo. Nomeadamente no que respeita aos 3 problemas principais: 1. Alterações climáticas; 2. Abandono do interior; 3. Ordenamento do território, a começar pela atualização do cadastro.

Faltou-te a 4. que é políticas de rentabilização da floresta/áreas agrícolas. 

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Citação de Hammerfall, há 11 minutos:

E há ainda um número 12. que é, e haver pessoas que concorram para esses trabalhos?

Sim. E associada a essa há também as qualificações dos candidatos, a sua formação, as avaliações psicológicas para se impedir que os pirómanos concorram todos aos lugares, e por aí fora...

 

Citação de Hammerfall, há 11 minutos:

Enquanto não houver um partido abnegado que ponha o país em primeiro lugar e não a continuidade no poleiro, nada feito.

Isso é coisa que não existe. Pelo próprio funcionamento da democracia. O segredo está no equilíbrio e compatibilização das medidas de médio e longo prazo (as reformas estruturais) e as medidas de curto prazo (que permitam a manutenção democrática do poder).

É nesse sentido que eu entendo a famosa frase da Manuela Ferreira Leite, de que a Democracia em Portugal devia ser suspensa por 6 meses.

 

Citação de challenger, há 1 minuto:

Faltou-te a 4. que é políticas de rentabilização da floresta/áreas agrícolas. 

Verdade. Embora essa questão esteja, de alguma forma associada às outras 3, em particular as duas últimas. O abandono do interior só se combate se houver rentabilidade da floresta e das áreas agrícolas. E a rentabilidade só se alcança se houver um ordenamento do território coerente e eficaz.

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Citação de Descartes, há 58 minutos:

É tão refrescante falar com quem sabe dos assuntos e desmistifica as questões. Como é que eu nunca tinha pensado que, para aumentar a vigilância nas florestas bastaria aprovar um orçamento e contratar pessoas? É o chamado ovo de Colombo.

E eu aqui, feito idiota, a pensar que para implementar uma medida dessa natureza seria necessário abordar aspetos como:

1. Quanto custa?

2. Quem paga?

3. Em que estrutura se integram os futuros vigilantes?

4. Quem manda? Quem define as estratégias e os planos de ação? Quem gere?

5. Quantas pessoas são necessárias?

6. Como se compatibiliza a vigilância com a propriedade atomizada das nossas florestas?

7. Quais as competências e atribuições dos vigilantes?

8. Como se contorna a questão da sazonabilidade inerente a esta função?

9. Que meios materiais e equipamentos são necessários?

10. Existem condições para investir em termos tecnológicos? Sistemas de vídeo-vigilância, utilização de drones, satélites ou outros mecanismos mais eficientes?

11. E ainda outros inúmeros fatores que não me ocorrem por ser um completo leigo na matéria...

 

E afinal nada disso interessa. Basta preparar orçamento, contratar e preparar as pessoas. Obrigado.

 

As questões são complexas. As soluções que tu indicaste são básicas. Onde é que está a minha contradição?

 

Isso sim. Também me aborrece. Mas nesse ponto desconfio que conheço as razões. Não se muda porque não existem soluções milagrosas de curto prazo que se traduzam em ganhos eleitorais. A mudança necessária só tem efeitos a médio/longo prazo. Nomeadamente no que respeita aos 3 problemas principais: 1. Alterações climáticas; 2. Abandono do interior; 3. Ordenamento do território, a começar pela atualização do cadastro.

Então se para contratar uns marmanjos queres complicar tanto, então que se deixe arder tudo, literalmente.

Quem vier a seguir já não terá florestas com que se preocupar. Nem papel para as burocracias 

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