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Cinema | Discussão Geral

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Ontem vi o Arrival. Filme de ritmo lento do início ao fim, mas dos mais cativantes que já vi. E a recompensa é tão satisfatória, pqp.

Certo que ainda não vi os filmes das outras candidatas, mas deixar a Amy de fora, devia dar pena de prisão. Ela foi bem melhor que a Brie Larson, no Room, por exemplo.

Dos filmes vistos de 2016, é juntamente com o Hell or High Water, o melhor. 5/5

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Syn, o Moonlight estará disponível nos "sítios" dia 14 deste mês.

 

Já agora:

 

Arrival- January 31, 2017

Edge Of Seventeen- January 31, 2017

Hacksaw Ridge- February 7, 2017.

Nocturnal Animals- February 7, 2017.

Manchester By The Sea- February 7, 2017.

Doctor Strange- February 14, 2017.

Moonlight- February 14, 2017.

Allied- February 14, 2017.

Moana- February 21, 2017.

Jackie- February 21, 2017.

Editado por Keef

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O Moonlight só está nas amoreiras :lol:

 

Também está no Monumental.

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Não percebi uma coisa no Arrival.

 

 

Porque é que a personagem da Amy Adams já tinha memórias da filha antes de ter a noção desfasada do tempo que "aprende" com a linguagem dos heptapods?

 

Editado por Flamez

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Recomendo-te o The Exterminating Angel para começares.

Vi-o no final do ano.

 

O início preocupou-me, pois parecia que estava a ser estranho só para ser estranho, mas assim que me apercebi da premissa fiquei colado.

 

É o tipo de filme em que o conceito por si só me entretém, sem que tenha de ser oferecida uma explicação concreta.

 

 

Contudo, dispensava o final na igreja, pois fez-me questionar o motivo ou mensagem de um evento que até então era singular. O rebanho parece reforçar ainda mais o cariz religioso que sinceramente me ultrapassa.

 

 

Então vê que é diferente desse estilo. É um mockumentary, com críticas à sociedade e à maneira como temos a tendência de nos "encaixar" na mesma.

Gostei bastante de “Zelig”, uma das melhores comédias que vi recentemente, forneceu-me boas risadas. O formato ajudou, pois limita as falas do Woody Allen e aborda o romance de uma forma mais distante e leve. A crítica social é interessante e em alguns momentos chega mesmo a ser subtil.

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Não percebi uma coisa no Arrival.

 

 

Porque é que a personagem da Amy Adams já tinha memórias da filha antes de ter a noção desfasada do tempo que "aprende" com a linguagem dos heptapods?

 

 

Porque o tempo não é linear.

Enquanto pesquisava sobre isto, vi um exemplo muito bom. Imagina um colar de pérolas, mas em vez desse colar estar alinhado, (como pensamos que é o tempo) está emaranhado, e como tal, o passado, presente o futuro estão conjugados. E da mesma forma como a Louise já tinha estas percepções, outros também poderiam viver tais "visões".

 

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Porque o tempo não é linear.

Enquanto pesquisava sobre isto, vi um exemplo muito bom. Imagina um colar de pérolas, mas em vez desse colar estar alinhado, (como pensamos que é o tempo) está emaranhado, e como tal, o passado, presente o futuro estão conjugados. E da mesma forma como a Louise já tinha estas percepções, outros também poderiam viver tais "visões".

 

 

Sim, eu percebi que a ideia era dar uma noção do tempo alternativa.

 

Se bem que, penso que a abordagem do filme para um tempo não linear não contemplou o passado, só o futuro e o presente.

 

Podemos especular sobre essa possibilidade e esta, na verdade, até podia explicar a primeira cena, mas acho que não é por aí.

 

Já li pessoal que acredita que essa cena foi para os espectadores e não para a personagem, mas não sei, acho que não teve muito sentido no contexto lógico do filme.

 

Foi a única, ainda assim, já que até achei o resto do filme bem conseguido.

 

Possivelmente, a melhor explicação é essa que tu disseste dela simplesmente ter visões (ou sonhos) mesmo antes do encontro, mas pessoalmente não gosto muito dela.

 

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As referências estão aí

 

 

E está tudo perfeito!

a Emma e o Ryan não dançam um bocado para o mal? (aos 1:05)

 

 

Sim, eu percebi que a ideia era dar uma noção do tempo alternativa.

 

Se bem que, penso que a abordagem do filme para um tempo não linear não contemplou o passado, só o futuro e o presente.

 

Podemos especular sobre essa possibilidade e esta, na verdade, até podia explicar a primeira cena, mas acho que não é por aí.

 

Já li pessoal que acredita que essa cena foi para os espectadores e não para a personagem, mas não sei, acho que não teve muito sentido no contexto lógico do filme.

 

Foi a única, ainda assim, já que até achei o resto do filme bem conseguido.

 

Possivelmente, a melhor explicação é essa que tu disseste dela simplesmente ter visões (ou sonhos) mesmo antes do encontro, mas pessoalmente não gosto muito dela.

 

 

quando dizes antes do encontro, referes-te a quando ela recebe o 'presente' ou mesmo antes dela sequer ver uma palavra da língua deles?

 

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a Emma e o Ryan não dançam um bocado para o mal? (aos 1:05)

 

O objectivo não é parecerem bailarinos nem grandes cantores.

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quando dizes antes do encontro, referes-te a quando ela recebe o 'presente' ou mesmo antes dela sequer ver uma palavra da língua deles?

 

A segunda.

Editado por Flamez

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A segunda.

 

ok, e quando dizes isso é só da cena inicial que te estás a referir, certo?

 

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Sim.

 

Tinha escrito exactamente isso antes de editar, mas tirei para não gerar confusão. :mrgreen:

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e não vês a cena inicial como um começo de um contar de uma história? "bla bla bla. everything changed when they arrived."

 

 

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e não vês a cena inicial como um começo de um contar de uma história? "bla bla bla. everything changed when they arrived."

 

 

 

Sim, isso já faz mais sentido.

 

Se vir essa cena como um 'extra' inicial para introduzir a história (do género dum prefácio) e não na mesma timeline que corre desde a aula de línguas (segunda cena) até ao final do filme, nesse caso já não há confusão nenhuma.

 

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Vi-o no final do ano.

 

O início preocupou-me, pois parecia que estava a ser estranho só para ser estranho, mas assim que me apercebi da premissa fiquei colado.

 

É o tipo de filme em que o conceito por si só me entretém, sem que tenha de ser oferecida uma explicação concreta.

 

 

Contudo, dispensava o final na igreja, pois fez-me questionar o motivo ou mensagem de um evento que até então era singular. O rebanho parece reforçar ainda mais o cariz religioso que sinceramente me ultrapassa.

 

 

 

Gostei bastante de “Zelig”, uma das melhores comédias que vi recentemente, forneceu-me boas risadas. O formato ajudou, pois limita as falas do Woody Allen e aborda o romance de uma forma mais distante e leve. A crítica social é interessante e em alguns momentos chega mesmo a ser subtil.

Sou-te sincero, não me lembro de quase nada do filme. Já o vi há muito tempo. Mas fico contente por teres gostado.

 

Vi mais alguns dele e todos valeram a pena, mas o que mais me surpreendeu foi o 'Belle de Jour' porque vi-o muito antes deste e sem saber quem era o realizador e, se a memória não me falha, apresenta um registo e uma narrativa totalmente diferente do Anjo Exterminador, que até é o expoente máximo do seu trabalho. Quando tiveres oportunidade, vê o tal Belle de Jour e diz-me se realmente tenho razão porque acho que não tem nada a ver com os restantes filmes do Luis Buñuel.

Editado por Eden Hazard

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Manchester by the Sea

 

Excelente cinematografia, ritmo certo para o filme em questão e um papel à medida do Casey Affleck, que não falhou, nota-se muito bem a angústia e vazio da personagem. Boa empatia com o Lucas Hedges, também.

 

O argumento é sólido, embora ache que

também não ficava mal se fosse explanado de forma cronológica, mostrando primeiro o acidente que mata a família.

 

8,5/10

 

Jackie

 

Papelão da Natalie Portman! :prayer: O título é um nadinha enganador,

estava mais à espera de uma viagem pela sua vida do que propriamente de uma entrevista que funciona como o relato do assassinato e funeral do JFK. E a abordagem ao seu trabalho na Casa Branca é insuficiente para conhecermos melhor o seu carácter e background.

 

Gostei da forma como foi trabalhada a imagem consoante os momentos relatados, já no "No" o Larraín fá-lo com sucesso. Banda sonora de qualidade.

 

7,5/10

Editado por Peplin

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Sou-te sincero, não me lembro de quase nada do filme. Já o vi há muito tempo. Mas fico contente por teres gostado.

 

Vi mais alguns dele e todos valeram a pena, mas o que mais me surpreendeu foi o 'Belle de Jour' porque vi-o muito antes deste e sem saber quem era o realizador e, se a memória não me falha, apresenta um registo e uma narrativa totalmente diferente do Anjo Exterminador, que até é o expoente máximo do seu trabalho. Quando tiveres oportunidade, vê o tal Belle de Jour e diz-me se realmente tenho razão porque acho que não tem nada a ver com os restantes filmes do Luis Buñuel.

Calha bem, pois nos próximos dias vou revisitar um par de realizadores, Claude Chabrol e Sam Peckinpah, assim adiciona-se o Luis Buñuel.

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Manchester by the Sea

 

Excelente cinematografia, ritmo certo para o filme em questão e um papel à medida do Casey Affleck, que não falhou, nota-se muito bem a angústia e vazio da personagem. Boa empatia com o Lucas Hedges, também.

 

O argumento é sólido, embora ache que

também não ficava mal se fosse explanado de forma cronológica, mostrando primeiro o acidente que mata a família.

 

8,5/10

 

 

Acho que o que está em spoiler é das melhores cenas do filme, honestamente.

 

 

O fato de não saberes o que aconteceu permite uma maior curiosidade em saber o que foi, forçando o espectador a pensar no que poderá ter sido. O que torna o reveal muito mais forte. A cena da tentativa de suicídio foi um murro no estômago tão forte como não sentia há imenso tempo.

 

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Acho que o que está em spoiler é das melhores cenas do filme, honestamente.

 

 

O fato de não saberes o que aconteceu permite uma maior curiosidade em saber o que foi, forçando o espectador a pensar no que poderá ter sido. O que torna o reveal muito mais forte. A cena da tentativa de suicídio foi um murro no estômago tão forte como não sentia há imenso tempo.

 

 

 

Não discordo do que disseste, mas acho que a sequência cronológica permitiria um maior foco no drama subsequente da personagem do Casey, haveria menor ruído de forma a conseguirmos captar ao máximo o impacto que o acontecimento teve na sua vida. Não sei se me fiz explicar bem. Isso poderia até dar mais espaço à Michelle Williams, por exemplo.

 

De qualquer forma, reforço que a escolha do realizador é perfeitamente legítima e acaba por ser eficaz no curso do filme.

 

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Split :prayer:

 

Achei muito fraco, dado ao conceito que até era interessante

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