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Cinema | Discussão Geral

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O novo. Tecnicamente o filme está excelente, banda sonora, qualidade/efeitos especiais. Só que a história é muito fraquita, cenas de acção nada... digamos que tem demasiado hype.

lol

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Não me surpreenderia se alguém fosse ver o Blade Runner à espera dum Mad Max.

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Francamente não gostei do Blade Runner. No entanto, em defesa do filme, acho que foi mesmo o meu gosto pessoal.

 

Acho injusto dizer que é um mau filme, quando claramente tem coisas boas. Eu gostei do Blade Runner original mas não me posso propriamente considerar um fã, acho que este filme é um pouco fan service para o pessoal que adora o original, mas não é um filme muito friendly para malta que aprecia casualmente.

 

Outra coisa que me arrependo foi te ter visto em IMAX, achei muito pesado, quase 3 horas com os óculos 3d, o filme é intenso e denso e fiquei mesmo muito desconfortável e com dor de cabeça lá para meio do filme. Se pudesse repetir preferiria ter visto numa sessão mais calma, com menos gente e sem ser em 3D. Acho que acabaria por apreciar muito mais.

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U

 

 

The Mist

 

Depois de ver a

deste filme, decidi ler o livro e revisitar o filme, desta vez em preto e branco. Guardei-o para outubro com a ideia de fazer uma ‘double feature’ com algum filme que me calhasse com menos de 70 minutos; a primeira oportunidade foi “It Conquered the World”, o que me pareceu uma boa combinação, porém quando me calhou “Invasion of the Body Snatchers” logo a seguir, tive de conceder que essa coincidência (ambos filmes de invasão extraterrestre de 1956) era demasiado perfeita para ser ignorada. Assim acabou por ser “Freaks” a acompanhar este filme.

 

O filme é bastante fiel ao livro, tem algumas diferenças, mas considero serem todas para melhor.

 

O ritmo é impecável. As interpretações são, no seu geral, muito boas. A Marcia Gay Harden destaca-se, ela toma comando daquela personagem de uma forma admirável.

 

O preto e branco fica muito bem. Gostava que mais filmes modernos fizessem isto. A nível emocional ligo-me aos personagens muito mais facilmente a preto e branco. Por exemplo, não me imaginaria a gostar tanto de “Nebraska” como gostei se fosse a cores, outro exemplo é “Mad Max: Fury Road”, que a preto e branco as cenas emocionais tiveram um impacto muito mais forte. Uma justificação que encontro é o facto de a cor ser informação adicional a ser interpretada e admirada/detestada, de certa forma funcionando como uma distração.

 

 

 

Li a história nestes ultimos dias e crl essa personagem :lol: tenho que ver o resto do filme porque fiquei a menos de metade da primeira vez que tentei :mrgreen:

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Outra coisa que me arrependo foi te ter visto em IMAX, achei muito pesado, quase 3 horas com os óculos 3d, o filme é intenso e denso e fiquei mesmo muito desconfortável e com dor de cabeça lá para meio do filme. Se pudesse repetir preferiria ter visto numa sessão mais calma, com menos gente e sem ser em 3D. Acho que acabaria por apreciar muito mais.

 

Eu acho para ver em IMAX é ter a noção desde o princípio que é um filme para acção e nunca mais do que 2 horas de duração. Só assim é que para mim valia a pena.

 

Como o Blade Runner é aquela única coisa que sou fanático desde sempre, queria ver a sequela num formato estandardizado, e só posso falar nessa versão. A minha única queixa é que a banda sonora em determinados momentos tinha aqueles picos agudos distorcidos que até arrepiava os tímpanos. Era mesmo qualidade do sistema áudio da sala, mas pelo que já li até agora, algum pessoal tuga queixou-se do mesmo.

Editado por BFC=Trincos_Everywhere

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é a track que mais me agradou, também.

 

esta semana ainda não devo lá conseguir ir, quanto tempo costuma estar em cena em IMAX? nesta quinta já começaria a terceira semana.

Editado por bobzz

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Get Out

 

Filme bem entretido, o tempo voou; quando me apercebi que a história se estava a aproximar da conclusão era capaz de jurar que nem 70 minutos tinham passado.

 

A atenção ao detalhe foi o que mais me impressionou, tudo tem a sua razão de ser. Nesse sentido gostei de como o filme enquadra a empatia como o eixo de toda a história, relembrando sempre que é essa a verdadeira característica que diferencia o protagonista dos antagonistas.

 

 

______________________

 

 

in the spirit of #metoo i would like to lend women around the world a hand with a more detailed description of my experience with a danish director . it feels extremely difficult to come out with something of this nature into the public , especially when immediately ridiculed by offenders . i fully sympathise with everyone who hesitates , even for years . but i feel it is the right time especially now when it could make a change . here comes a list of the encounters that i think count as sexual harassment :

 

1 after each take the director ran up to me and wrapped his arms around me for a long time in front of all crew or alone and stroked me sometimes for minutes against my wishes

 

2 when after 2 months of this i said he had to stop the touching , he exploded and broke a chair in front of everyone on set . like someone who has always been allowed to fondle his actresses . then we all got sent home .

 

3 during the whole filming process there were constant awkward paralysing unwanted whispered sexual offers from him with graphic descriptions , sometimes with his wife standing next to us .

 

4 while filming in sweden , he threatened to climb from his room´s balcony over to mine in the middle of the night with a clear sexual intention , while his wife was in the room next door . i escaped to my friends room . this was what finally woke me up to the severity of all this and made me stand my ground

 

5 fabricated stories in the press about me being difficult by his producer . this matches beautifully the weinstein methods and bullying . i have never eaten a shirt . not sure that is even possible .

 

6 i didnt comply or agree on being sexually harassed . that was then portrayed as me being difficult . if being difficult is standing up to being treated like that , i´ll own it .

 

hope

let´s break this curse

warmth

 

björk

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Disturbed

 

Não tem personagens minimamente interessantes ou por quem se torça. O protagonista é o vilão (mas isto está longe de ser “A Clockwork Orange”), a interpretação do Malcolm McDowell não é séria, é somente uma caricatura. Por esse motivo é difícil ter algum interesse pela história, em que, ainda por mais, grande parte do tempo nada acontece.

 

 

___________________

 

 

Is Blade Runner 2049 sexist – or a fair depiction of a dystopian future?

 

Tweeters have also declared that Blade Runner 2049 fails the Bechdel test, which requires a film to feature two named female characters talking to each other about something other than a man. Personally, I think Blade Runner 2049 could narrowly pass, but the point remains: the film revolves around its male heroes and their needs. And it is not just strong women who are under-represented; there are very few non-white characters. One of the few who does appear on screen is a sex worker who barely speaks – so it is little surprise that the film is being criticised for its lack of diversity.

 

Meanwhile, 2049’s defenders have said the film is set in a dystopian future – and that it is not our future, but the future of the Blade Runner universe, as set by the 1982 film based on Philip K Dick’s 1968 sci-fi novel. This much is true: so why not explore that world’s treatment of women, rather than have it as a decorative backdrop, huge breasts and ballet-dancing holograms included?

 

While some women are questioning whether or not they should see the new film, I would not suggest boycotting it for its depiction of women. That audiences today are alert to discussing depictions of female characters in film is progress in itself. But it is worth thinking about whether this is the future we want for women in film. I hope Blade Runner 2049 gets its own sequel: there is the raw material for a much more nuanced depiction of gender relations. And perhaps a woman could write or direct the next one, too.

 

Estava a ler uma entrevista do Michael Green sobre “Blade Runner 2049”, porque ele tem sido indicado como a principal razão para os problemas de enredo e de personagens,

de como o filme não reconhece a questão de mulheres humanas poderem vir a ser substituídas por replicantes, através da capacidade de reprodução concedida às mulheres replicantes, de como nenhuma personagem feminina levanta essa questão, de como seria mais natural para este tipo de história e tema oferecer voz e agência às personagens femininas, em vez de as colocar exclusivamente em serviço das personagens masculinas,

e deparei-me com isto:

NR: Did you and Hampton become writing partners?

 

MG: No, we met after everything was said and done. I got to know him by reading him. I got to know him by working with his ideas. I’d heard so much about him. After the film had wrapped, I felt remiss that I didn’t reach out to him sooner so I sent him an e-mail and just said, “Hey, I would love to meet you sometime.” This was about a year ago now. We got together and he is a lovely, warm human being. I adored him instantly and we were going to have a quick lunch and stayed there for four hours. We got to know each other a bit more since. I enjoy the hell out of him but no, I’ve never written with him. I don’t know if he’s ever written with a partner. He did what he did and after he turned in his hybrid epic poem draft, it fell into my lap. I just learned this today. He still hasn’t seen the movie or read the script. He’s looking forward to being surprised by it.

 

NR: Was it important to be able to maintain the ambiguity of the original film?

 

MG: I think absolutely. One of the first questions I got from the Alcon guys, Andrew and Broderick, when they interrogated me about my intentions with their baby – it was like asking the father for permission to marry their child – they said, “What are you going to do about that?” I said, “I’m going to honor it.” They said, “What does that mean?” I said, “I would be a fool to suggest one way or the other definitively. The point is that the ambiguity is part of our story.” Ambiguity as a concept is part of the story, is a driving force of the tale of Blade Runner 2049 and is endemic to the aura of Blade Runner. If you’re not okay with ambiguity in all things than this film will leave you as the original must have, with some issues you can’t scratch. If you are willing to embrace that life doesn’t come clean, then there’s something to be learned from that.

 

http://www.nerdreport.com/2017/10/06/exclusive-interview-blade-runner-2049-screenwriter-michael-green/

Pegou no trabalho do seu colega de profissão com a preconceção de que ambiguidade é essencial à história, porque o original pode ser considerado ambíguo. Isto é demonstrativo de que o processo de escrita do Michael Green tem prioridades bastante duvidosas, parecendo dar mais importância a características da história, em detrimento dos personagens. Tendo em conta o currículo dele, não admira. Argumentista predominantemente de ficção científica/fantasia, onde há a tentação de se focar no mundo que rodeia os personagens, em vez destes últimos.

 

Personagens devem estar sempre acima da história, é com eles que a audiência conecta; a história deve desenrolar-se de acordo com a voz e agência dos personagens. Muitas vezes os planos de um escritor desmoronam porque um personagem decide diferentemente do planeado, o que para o escritor pode ser uma dor de cabeça, mas qualquer bom escritor adora e vive para esses momentos, pois significa que o personagem que criou tem voz própria, em vez de ser uma mera marioneta que cegamente segue a vontade do seu criador.

Editado por bmfpcdm

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Embora seja a favor de maior representatividade de raça e de género em todos as áreas da sociedade, existe algo de artificial, forçado, ineficaz e intelectualmente estúpido sobre esse tipo de movimento. Basta até olhar para os webzines e blogs de SJWs para perceber que não existe um limite de satisfação. Para eles, não é uma questão de contexto ou de equilíbrio, mas sim literalmente incluir qualquer elemento que considerem que não seja normativo. Como se realmente achassem que enfiar isso pela garganta baixo numa enfatização tão histérica vai mudar o mundo para melhor a médio prazo. E ainda têm a lata de chamar a isso de consciencialização...ainda mais importante, que impingir esses elementos de fóro ideológico estão acima da arte, como até a melhora.

 

Isto é tão intrusivo que enoja até pessoas de mente aberta. Quando se vê filmes como Get Out com 99% no rottentomatoes, dá para perceber qual é o foco da análise, a qualidade do filme ou a cor da pele/género/orientação sexual. Existe tanta ironia nisso...

Editado por BFC=Trincos_Everywhere

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Embora seja a favor de maior representatividade de raça e de género em todos as áreas da sociedade, existe algo de artificial, forçado, ineficaz e intelectualmente estúpido sobre esse tipo de movimento. Basta até olhar para os webzines e blogs de SJWs para perceber que não existe um limite de satisfação. Para eles, não é uma questão de contexto ou de equilíbrio, mas sim literalmente incluir qualquer elemento que considerem que não seja normativo. Como se realmente achassem que enfiar isso pela garganta baixo numa enfatização tão histérica vai mudar o mundo para melhor a médio prazo. E ainda têm a lata de chamar a isso de consciencialização...ainda mais importante, que impingir esses elementos de fóro ideológico estão acima da arte, como até a melhora.

 

Isto é tão intrusivo que enoja até pessoas de mente aberta. Quando se vê filmes como Get Out com 99% no rottentomatoes, dá para perceber o que é que vêm primeiro, a qualidade do filme ou a cor da pele/género/orientação sexual. Existe tanta ironia nisso...

Nada do que falas pode ser atribuído às críticas que tenho colocado por aqui. Nenhum dos artigos sobre a questão de género exige maior representação feminina, exigem sim melhor representação.

 

Eu deparei-me com estas críticas no fórum de RLM, onde, tal como neste fórum, existe um maior número de homens. Inicialmente os utilizadores masculinos estavam a criticar, tal como está a acontecer aqui, esta questão como sendo propaganda feminista e treta dos SJWs. Depois uma utilizadora começou a efetivamente argumentar sobre o filme e os seus problemas, que ela, apesar de ter gostado do filme, como mulher facilmente reconheceu. Lendo os argumentos dela, foi aí que me apercebi que havia razão de queixa e não era só a tal histeria que os restantes utilizadores estavam a tentar fazer parecer. Contudo, a reação da maioria dos utilizadores foi condescendência e as típicas desculpas de que é uma distopia, ou a melhor, que não se sentiram atraídos sexualmente por nenhuma da nudez. A utilizadora continuou a argumentar logicamente, e vá lá que um ou dois utilizadores lá deram o braço a torcer, que de facto é um filme que negligencia os temas e personagens femininos, em favor dos masculinos, falhando claramente nesse aspeto.

 

Não percebi o comentário sobre "Get Out", o que o filme faz melhor, em termos de comentário social, é passar a mensagem de que não é cor da pele que o define, mas sim a empatia pelo ser humano, e não só, independentemente da sua etnia.

 

 

EDIT: O que mais me impressiona e perturba é mesmo esta resistência a críticas profissionais, rotulando-as de uma espécie de feminismo fora de controlo e sem razão de ser; mas que se estas críticas fossem dirigidas a um filme de “Transformers”, que leva o ‘male gaze’ ao extremo e por demais óbvio, todos concordariam 100% e aplaudiriam; mas como isto se trata da sequela de “Blade Runner”, realizada pelo Denis Villeneuve, e que aspira a temas filosóficos, a “alta arte”, parece ter uma imunidade a qualquer crítica que mulheres possam levantar, mesmo quando é demonstrado validamente que padece de problemas da mesma natureza, ainda que não tão evidentes e exagerados, de um “Transformers”, no que respeita o papel da mulher nesse universo.

Editado por bmfpcdm

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- sip -

 

Porque essa argumentação pode ser faliciosa se nos prendermos a micro detalhes de fóro social/racial/de género/orientação sexual sobre o que é que um filme não tem ou que pode ter e o que isso pode representar. Se fizermos uma análise igualmente obscena a todos os filmes vamos encontrar mil e um detalhes nesse prisma. E a tua resposta da "alta arte" demonstra uma certa intolerância em perceber o "outro lado" ou até colocar uma vedação definindo as pessoas como intolerantes ou sensatas.

 

Eu posso estar certo sobre não haver maior ou melhor representatividade sobre seja que filme for, isso é muito fácil de se fazer, mas também interessa debater a relevância e contexto do mesmo. As críticas na maioria dos casos quero crer que sejam devido a isso, não por subconscientemente quererem um protagonista branco machão que vive num mundo cheio de gajas boas.

 

Se o filme que teve início nos anos 80 e o enredo tinha como protagonistas masculinos não interessa; se a forma como o filme acaba sobre a revelação de género não interessa; se os papéis femininos serem fortes (com uma passagem ainda de uma do original que era lixada como o diabo) não interessa; se até essa mesma "alta arte" não interessa para à substância e genuinidade do mesmo...

 

Get Out tem 99%. Repito, 99%. Rottentomatoes coloca-o entre os melhores clássicos de sempre do cinema. Tem muita simbologia social/racial histórica subliminar, é um bom filme para o género, mas descarrila como se espera de um survival horror com um fim cliche. "Empatia pelo ser humano" poderia ser descrito também para qualquer outro filme de horror, em que situação alguma durante o filme passa uma mensagem de humanismo a não ser do terror da situação e pessoas de um determinado grupo serem vítimas?

 

Eu podia pegar nas mesmas questões que levantas no Blade Runner e colocá-las até neste filme. Até no Wonder Woman onde as amazons estão quase despidas com uma armadura risível, todas boas como o milho mas isso passa ao lado porque a personagem principal é uma heroína.

 

Eu compreendo o teu ponto de vista melhor que pensas, mas nem tudo é preto e branco, nem tudo tem razão de haver um problema em si. E quando existem, são mal identificados ou exacerbados a tal ponto que envolvem mil e um sanguessugas de movimento SJW para fazer lobby.

 

P.S.: Este rant já vem desde de há alguns meses para cá ao observar as reviews de determinados filmes e da forma como são abordados e promovidos, são factores extra que deturpam a análise que os media fazem, já nem é de agora com o Blade Runner (que como já é sabido sou grande fan).

Editado por BFC=Trincos_Everywhere

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bmfpcdm, quando dizes RLM é RedLetterMedia? Existe um fórum deles?

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Porque essa argumentação pode ser faliciosa se nos prendermos a micro detalhes de fóro social/racial/de género/orientação sexual sobre o que é que um filme não tem ou que pode ter e o que isso pode representar. Se fizermos uma análise igualmente obscena a todos os filmes vamos encontrar mil e um detalhes nesse prisma. E a tua resposta da "alta arte" demonstra uma certa intolerância em perceber o "outro lado" ou até colocar uma vedação definindo as pessoas como intolerantes ou sensatas.

 

Eu posso estar certo sobre não haver maior ou melhor representatividade sobre seja que filme for, isso é muito fácil de se fazer, mas também interessa debater a relevância e contexto do mesmo. As críticas na maioria dos casos quero crer que sejam devido a isso, não por subconscientemente quererem um protagonista branco machão que vive num mundo cheio de gajas boas.

 

Se o filme que teve início nos anos 80 e o enredo tinha como protagonistas masculinos não interessa; se a forma como o filme acaba sobre a revelação de género não interessa; se os papéis femininos serem fortes (com uma passagem ainda de uma do original que era lixada como o diabo) não interessa; se até essa mesma "alta arte" não interessa para à substância e genuinidade do mesmo...

 

Get Out tem 99%. Repito, 99%. Rottentomatoes coloca-o entre os melhores clássicos de sempre do cinema. Tem muita simbologia social/racial histórica subliminar, é um bom filme para o género, mas descarrila como se espera de um survival horror com um fim cliche. "Empatia pelo ser humano" poderia ser descrito também para qualquer outro filme de horror, em que situação alguma durante o filme passa uma mensagem de humanismo a não ser do terror da situação e pessoas de um determinado grupo serem vítimas?

 

Eu podia pegar nas mesmas questões que levantas no Blade Runner e colocá-las até neste filme. Até no Wonder Woman onde as amazons estão quase despidas com uma armadura risível, todas boas como o milho mas isso passa ao lado porque a personagem principal é uma heroína.

 

Eu compreendo o teu ponto de vista melhor que pensas, mas nem tudo é preto e branco, nem tudo tem razão de haver um problema em si. E quando existem, são mal identificados ou exacerbados a tal ponto que envolvem mil e um sanguessugas de movimento SJW para fazer lobby.

 

P.S.: Este rant já vem desde de há alguns meses para cá ao observar as reviews de determinados filmes e da forma como são abordados e promovidos, são factores extra que deturpam a análise que os media fazem, já nem é de agora com o Blade Runner (que como já é sabido sou grande fan).

“Blade Runner” (original e sequela)

 

A história do original, para além do romance pouco explorado, foca-se na alegoria religiosa do replicante a procurar, a encontrar e a finalmente matar o seu criador (Batty e Tyrell); fazendo o paralelo para a nossa realidade onde o avanço científico e tecnológico que o Homem tem alcançado, tem levado à diminuição da influência e predominância da crença religiosa; ou seja, no universo do filme o Homem matou, figurativamente, Deus, e ao criar vida na forma de replicantes está no caminho de ser também morto pela sua própria criação. Este é um tema universal, independentemente de género, etnia, etc; pelo que o protagonismo não pede necessariamente uma voz feminina. Já o mesmo não se pode dizer do novo filme, que aborda temáticas que são muito mais pessoais para a mulher (nomeadamente maternidade, mas também outras).

 

 

Sobre “Get Out”. Sabes que 99% no RT significa apenas que 99% dos críticos o consideram um bom filme? O filme é muito bom em todas as vertentes e dificilmente há razão para críticos o considerarem “podre”. Até me admira não ter 100%.

 

“Get Out”

 

A empatia a que “Get Out” alude tem várias camadas, não só tens logo inicialmente no acidente com o animal o protagonista claramente afetado, demonstrando empatia pelo animal, como logo a seguir tens o pai da namorada a contrastar com uma demonstração de nenhuma empatia. Esse acidente inicial vai sendo revelado como tendo vários significados escondidos, relacionando-se sempre com empatia, incluindo aquela que nós como audiência desenvolvemos pelo protagonista. A falta de empatia é aludida novamente quando o protagonista é confrontado com várias pessoas que demonstram pouca sensibilidade na forma como se relacionam com ele. No final também descobrimos que a questão racial é acessória para aqueles psicopatas, não existindo o ódio que tipicamente é uma motivação para a perseguição de uma minoria, subvertendo expectativas.

 

 

bmfpcdm, quando dizes RLM é RedLetterMedia? Existe um fórum deles?

Sim, existe, mas o ano passado o Jay tirou o link do site oficial e fechou registações de novos utilizadores, porque o fórum tinha pouca atividade e os novos utilizadores que iam aparecendo eram maioritariamente trolls (em 2015 até houve uma invasão vinda do fórum do Rotten Tomatoes, acho que foram todos varridos de ban :lol:). Agora restam umas dúzias de utilizadores ativos.

 

_______________________

 

 

Symptoms

 

Filme decente, mas nunca me agarrou.

 

Encontrei certos problemas com a edição do filme.

 

O conceito fez-me lembrar “Psycho”, mas com um ritmo bem mais lento. A história a certa altura torna-se óbvia, o que destrói um pouco o tom misterioso que o filme procura.

 

Também não fui capaz de criar ligação com nenhum dos personagens.

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Fui ver ontem à noite Geostorm. Está fixe para aquele estilo de filme, bom para ver com a família.

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The Hills Have Eyes

 

Simples, direto e eficaz.

 

Ritmo bem gerido. A tensão é acumulada inicialmente e é libertada de forma louvável no momento exigido.

 

 

The Hills Have Eyes Part II

 

Sequela horrível e preguiçosa. Este é daqueles filmes de terror em que as ações dos personagens fazem pouco ou nenhum sentido. Contudo, oferece momentos para gargalhadas.

 

 

Arcana

 

Não gostei nada. O filme não tem direção, é estranho sem um propósito discernível, repetitivo e entediante. Tem momentos gratuitos no tratamento dos seus personagens, que me fizeram questionar mais a motivação do realizador, do que dos personagens em si.

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Taxi Driver: Que estranho ver o De Niro assim tão novo :lol: O filme tem uma atmosfera muito porreira. Aquela música então :heart: Confesso que esperava que a história tomasse um rumo diferente, e que se focasse na relação da personagem principal com a Betsy, mas seguindo outro trilho, acabou por ser na mesma um filme muito bom - embora muito devido às interpretação do De Niro

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no forum de RLM o pessoal do canal discute filmes e assim? ou são mais activos os utilizadores "normais"? Tenho pena de não me poder juntar, gosto muito do conteúdo deles.

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no forum de RLM o pessoal do canal discute filmes e assim? ou são mais activos os utilizadores "normais"? Tenho pena de não me poder juntar, gosto muito do conteúdo deles.

Só o Jay é que de vez em quando comenta, maioritariamente em tópicos de vídeos RLM novos para tirar dúvidas; mais raramente lá opina sobre algum filme.

 

Não sei se sabes, mas o Jay de vez em quando aparece nas streams de Previously Recorded, onde fala com o Jack e o Rich sobre filmes, e onde lá vai respondendo a perguntas do chat. Acaba por ser uma espécie de podcast. Deixo aqui a playlist dedicada a essas aparições:

 

 

_____________

 

 

Shrew’s Nest

 

Filme competente, embora com as suas limitações. Eu diria que o enredo é o ponto mais fraco. De resto, boas representações, boa realização, etc.; mas nada excecional.

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