Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Pan

Estórias da História

Publicações recomendadas

Gosto sempre der ler o que escreves aqui Puro :prayer:

 

Deixa-me só fazer ali um reparo, disseste que D. Afonso Henriques era avó do D. Sancho II, mas julgo que era bisavó 8-[

Compartilhar este post


Link para o post

não há hipótese de se ter acesso aos ficheiros que foram mandados para o Papa? Ou eles não querem partilhar?

 

eu tenho de ver se arranjo, na saída de emergência, os 3 livros do José Brandão. Pelos vistos têm base em pesquisa que ele fez sobre a época dos Reis portugueses. Sempre foi algo que quis ler mais.

Compartilhar este post


Link para o post

VISITA GUIADA

 

Visita Guiada é um programa de televisão e de rádio sobre os tesouros do património cultural português. Tesouros com reconhecido valor universal, peças que qualquer país ocidental se orgulharia de integrar no seu património, e pouco conhecidos dos portugueses.

 

De um cálice de prata com decoração moçárabe e mil anos de idade a um claustro que está referenciado como obra-prima do renascentismo europeu, passando por uma colecção de arte africana classificada como uma das melhores do mundo, a natureza dos objetos, o seu contexto geográfico e o seu tempo histórico variam de episódio para episódio.

 

 

Sé de Braga - Episódio 1 - http://www.rtp.pt/play/p1483/e146018/visita-guiada

 

Mil anos é a idade do cálice de São Geraldo. Uma peça em prata encomendada pelo tetravô de D. Afonso Henriques para beber às refeições. Pertença do Museu da Sé de Braga, o cálice de São Geraldo foi feito 150 anos antes da fundação de Portugal e cem anos antes da construção da Sé de Braga, na aurora da reconquista. O cálice de São Geraldo é o mais antigo testemunho em ourivesaria de como a cultura árabe está inscrita do ADN dos cristãos ibéricos.

 

Convidada: Joana Ramôa Melo, historiadora de arte.

Compartilhar este post


Link para o post

Os irmãos tinham menos de um ano de diferença. Entre Afonso III e Beatriz de Gusmão já era doentio, ele tinha 43 e ela... 9 anitos.

 

8-[

Compartilhar este post


Link para o post

E o Pedro Álvares Cabral era de Belmonte, daí ser vila irmã do Brasil :) Tecnicamente é de algumas cidades brasileiras, mas na prática os laços com o Brasil são fortes

Compartilhar este post


Link para o post
Não sou português. Sou Algarvio.

 

Toda a vida me disseram que tinha que ter orgulho em ser português. Na escola, em casa, em todo o lado. Nas aulas de história e de português principalmente, lá falavam os professores sobre os Reis e as suas conquistas, sobre Camões e seus poemas. Eu influenciado por tudo aquilo fui deixando-me levar (como toda a gente). No entanto alguma coisa fazia com que eu devesse de desconfiar, lá estava o meu sentido crítico a funcionar. Depois de anos a investigar um pouco sobre história e a estudar artes e cultura, cheguei a conclusão que a história de Portugal é uma história com muitas interrogações, com muitas contradições, muitas incertezas ou seja pouco genuína. Isso faz com que a história de Portugal seja falsa, em vários capítulos. No entanto as pessoas têm em si um grande sentido de autenticidade em ser português, que por mais falsa que a história por vezes possa ser, ninguém ousa saber se realmente é verdadeira ou não, as pessoas acreditam nela e pronto. É quase como, se alguém duvidasse da história ou investigasse sobre ela, pudesse ser olhado como um falso português. A realidade é que se nós acreditarmos em tudo o que nos dizem e não desconfiarmos e, por sua vez não investigarmos, vivemos numa alegoria constante. Por outro lado, a maioria das pessoas não sabe em que ano Portugal foi fundado, muitos nem sabem quem foi o primeiro Rei de Portugal (por vezes nem o último), e têm um grande orgulho em ser português. É para mim um grande contradição eu dizer que tenho orgulho numa coisa que pouco conheço, pouco sei. Talvez não exista tanto orgulho assim.

 

Eu não sou português, sou Algarvio, é bom que isso fique aqui bem explicito por mais que o meu bilhete de identidade diga outra coisa. A questão da identidade é algo extremamente importante para toda a gente, mas não se define com um número num papel. Define-se pelo local de nascimento, numa maioria; define-se sabendo a nossa própria história; os nossos hábitos, costumes e tradições donde nós vivemos.

Nasci no Algarve, vivo no Algarve, sou Algarvio. Se existe uma cultura portuguesa ela foi muitas vezes na história influenciada por uma cultura proveniente do Algarve, por uma cultura árabe (e não só).

 

O Al-Gharb dos muçulmanos não era só o Algarve com as fronteiras de hoje. O Al-Gharb de Al-Andalus ia desde Coimbra (Kulūmriyya) até às fronteiras do Algarve dos dias de hoje. Já naquela altura o Algarve era um reino, aliás Silves (Xelb) era a capital desse reino e o Algarve islâmico da época atingiu um elevado esplendor cultural e económico que já vinha a crescer desde a época romana. A grande conquista cristã que a história de Portugal nos conta quebra com a realidade do que era o Algarve da altura, e com o que realmente aconteceu. Durante mais de cinco séculos (c. 711-1249), sobre o domínio dos povos islâmicos, árabes e beberes, também o cristianismo existia entre a população do Algarve. Durante séculos viveram moçárabes e cristãos sob governos muçulmanos. D. Afonso I (primeiro rei de Portugal), nunca chegou a pisar as terras do Algarve de hoje, foi seu filho, D. Sancho I que em 1189 conquistou Silves e proclamou-se como Rei de Silves e do Algarve, no entanto perde Silves para os árabes em 1191, perdendo também o título. Conseguimos perceber que existia interesse por parte dos reis na conquista (reconquista), pela simples razão de aumentar o seu reino, mas a ordem da conquista era dada pelos Papas, e os portugueses matavam em nome de Deus. Foi preciso cinco Reis portugueses e a ajuda dos Cruzados para, por mais de um século de guerras conquistarem o Al-Gharb aos muçulmanos, desde 1139 até 1249, Cento e dez (110) anos. Mesmo, desde 1189 da conquista da grande Cidade de Silves por D. Sancho I, até 1249 da conquista de D. Afonso III, foram precisos setenta e oito anos (78 anos) para conquistar as fronteiras do Algarve de hoje (passaram as passas do Algarve).

 

Depois de o Rei de Leão e Castela conquistar Sevilha em Novembro 1248, fez com que D. Afonso III tomasse a decisão de lançar a última ofensiva a sul. Ambos os Reis, de Espanha e Portugal cobiçavam estas terras ricas do Al-Gharb. Na primavera de 1249 chegam as tropas portuguesas à cidade costeira de Santa Maria de Faro. Não houve ataques, nem invasões sangrentas. D. Afonso III fez apenas um acordo com os mouros estabelecendo o seguinte: deu-lhes as mesmas leis em todos os assuntos, podiam ficar com as suas casas e seus patrimónios e o Rei prometeu, defende-los e ajuda-los contra outros povos invasores. Os que quisessem ir embora poderiam ir livremente e levar seus bens. Os cavaleiros mouros que permanecessem tornar-se-iam seus vassalos, e respondiam quando fossem chamados, e o Rei devia trata-los com honra e misericórdia. Foi desta forma que D. Afonso de Portugal e do Algarve “atacou” Faro. No final de 1250, os últimos bastiões muçulmanos, em Porches, Loulé e Aljezur rendem-se e aceitam a aliança portuguesa (não é por nada que ainda hoje existe nos brasões das cidades algarvias um rei cristão (D. Afonso III) e um muçulmano). Os autores e historiadores contemporâneos portugueses desvalorizaram sempre os registos da verdadeira reconquista, fazendo com que a história ficasse marcada por uma brava e vitoriosa conquista portuguesa, por mouros que fugiram, e banhos de sangue (uma história pouco verdadeira). Os Reis espanhóis consideravam que o Reino do Algarve lhes pertencia por o Rei do Al-Gharb, Musa ibn Mohammad ibn Nassir ibn Mahfuz, Amir de Nieba, ter feito vassalagem ao Rei D. Afonso X de Espanha. D. Afonso III casou-se com a filha do Rei de Espanha Dona Beatriz de Castela em 1253 com a intensão de criar um laço de aliança (mesmo casado com Dona Matilde de Bolonha). Só em 1267, com o Tratado de Badajoz D. Afonso X de Leão e Castela concede ao Rei de Portugal o Reino do Algarve, fazendo de seu neto D. Dinis o herdeiro do Trono do Algarve.

 

Muito se fala dos Descobrimentos portugueses, o que não se fala é o quanto o Algarve contribui-o para isso acontecer. O que é que os portugueses sabiam sobre navegação? A realidade é que não sabiam praticamente nada, (tinham umas galés, que eram barcos de origem greco-romana, movidos a remos). A caravela portuguesa que deixa o povo muito orgulhoso é uma imitação dos barcos árabes que existiam no Algarve (barcos esses que têm o nome de caravela latina). A caravela redonda (caravela portuguesa) foi um aperfeiçoamento da caravela latina. Os instrumentos náuticos também foram influências e invenções dos árabes, como por exemplo o tão conhecido Astrolábio.

 

D. Dinis em 1293 criou uma bolsa dos mercados com interesse pelas exportações. Vinho e frutos secos do Reino do Algarve eram vendidos à bélgica e à Inglaterra, foi assim que começou a desenvolver-se a ideia para os descobrimentos.

Em 1415 os infantes de Portugal invadem a cidade de Ceuta com a mesma visão da “reconquista”, mas com mais motivos. As conquistas no norte de África fez com que o Reino do Algarve, passasse a ser chamado, a partir de 1471 como Reino dos Algarves, e o primeiro rei a o usar o título foi o Rei D. Afonso V de Portugal e dos Algarves, d’Aquém e d’Além-Mar em África. Não é que existisse dois Algarves, mas apenas um, com dois territórios (o de cá, e o de lá do mar). O que existia na verdade era apenas uma expansão do Reino do Algarve para além do mar, já que o Reino de Portugal acabava no Alentejo.

Começa então em 1415 com a conquista de Ceuta a Era dos “descobrimentos portugueses”. A ilha do Porto Santo é descoberta em 1418, e a ilha da Madeira em 1419 por João Gonçalves Zarco. Na descoberta do arquipélago dos Açores, dá-se bastante relevo a Gonçalo Velho Cabral com os ilhéus das Formigas em 1431. Não tanto relevo tem Diogo de Silves pela descoberta dos Açores em 1427 (4 anos antes de Gonçalo Velho), talvez por ser algarvio. Na verdade antes destas descobertas já os algarvios iam até à ilha da Madeira à pesca, e os mouros também já teriam conhecimento destes dois arquipélagos.

 

Recuando um pouco atrás, em 1319, o Papa João XXII a pedido de D. Dinis, cria uma ordem religiosa e militar, a chamada Ordem de Cristo. D. Dinis o Rei legítimo do Reino do Algarve concede o Castelo de Castro Marim para sede da Ordem. Passados cem anos, em 1419 D. João I faz do seu filho Infante D. Henrique Governador do Reino do Algarve, e em 1420 torna-se Grão-mestre da Ordem de Cristo.

O Infante percorreu todo o Algarve à procura de gente com experiência marítima, dormiu em muitos lugares diferentes no Algarve. Ainda hoje em Portugal diz-se que a Escola Infante Sagres, que terá sido fundada em 1417, e que terá formado Vasco da Gama e Cristóvão Colombo não passa de um mito. O que as pessoas não sabem é que o nome Escola vem do grego “Scholé”, e significa lugar do ócio, que naquela altura era o tempo para uma Conversação, e o tempo para o desenvolvimento da reflexão, e não propriamente um lugar específico para ensinar.

 

Platão, tal como Aristóteles nunca deram as suas aulas em nenhum edifício na Grécia mas sim em jardins chamados: “Academus”, e “Lyceum” (dando origem às palavras de hoje “Academia”, e “Liceu”). Não existe vestígios físicos das suas escolas, no entanto ninguém dúvida que as suas escolas tenham existido. O acontece com o Infante é um pouco de nada diferente. O Infante veio ao Reino do Algarve para aprender sobre navegação marítima, tornando-se na verdade um político da navegação dos “Descobrimentos” através da Ordem de Cristo e como Governador deste reino. Apesar de ter ficado com a alcunha de “O Navegador”, o Infante apenas fez algumas viagens a Ceuta como um comandante político, e não como navegador. Podemos considerar com isso, todo o Algarve como a Escola Náutica do Infante, apesar de ele ter dito que Sagres foi o local físico de sua Escola de Navegação (o local da conversação).

O Reino do Algarve na história de Portugal é quase inexistente, a maioria dos algarvios e portugueses nunca ouviram falar deste reino. Há autores que dizem que o Reino do Algarve em nada se diferenciava do resto de Portugal mas não é assim tão verdade. É certo que as leis de Portugal serviam para o Algarve mas não deixava, e não deixa de ter, outros hábitos e outros costumes, outras tradições, fazendo desta terra um grande espólio multicultural que não há igual, em nenhuma outra terra em Portugal. O Reino do Algarve não era um reino autónomo é verdade, era semi-autónomo separado pela serra algarvia, separado por vontade dos próprios reis portugueses (nomeando sempre um governador para este Reino régio), separado por uma aliança com os cidadãos algarvios e reis de Castela. Dizem certos autores que nenhum rei português foi coroado ou saudado como sendo apenas Rei do Algarve, é verdade, no entanto os próprios reis portugueses quiseram que continuasse a ser um outro reino à parte, e estes autores esquecem-se ainda que quem fundou o Reino do Algarve não foram os reis portugueses. A única vez que o Reino do Algarve foi abolido foi em 1773 por D. José I (influências do Marquês de Pombal), mas a sua filha, a Rainha Dona Maria I volta a o restaurar (porque será?). Existe também a referência por parte de certos autores que os reis portugueses até 1910 usaram sempre o título de Reis de Portugal e dos Algarves d’Aquém e d’Além-Mar em África, mesmo depois de terem perdido os territórios no norte de África em 1769, dando a ideia de algo absurdo por parte dos reis, continuarem a usar tal título. Parece que certos autores não conseguem compreender que mesmo depois de 1769 (perda da Cidade de Mazagão), os reis portugueses continuavam a ter vários territórios em África, os títulos dos reis não diziam: Algarves do norte de África. Outro mal-entendido é em relação ao escudo de Portugal, que uma maioria dos autores não considera os 7 castelos, como fortificações algarvias conquistadas pelos reis portugueses aos mouros. Eles consideram que os castelos do escudo sejam fortificações que o primeiro Rei de Portugal conquistou aos mouros. Aconselho então a irem ver um mapa de Charles Bonnet (Mappa geográfico da província do Alemtejo e do Reino do Algarve (Portugal), na Biblioteca nacional digital). Nesse mapa vão ver que existe dois Brasões, o do Alentejo, e outro do Reino do Algarve. O brasão do Reino do Algarve são os 7 castelos do escudo de Portugal (apesar de existir outro brasão do Algarve).

 

Os Reis de Leão e Castela (Espanha) também usaram títulos como Reis dos Algarves, aliás, ainda hoje isso acontece. O Rei Juan Carlos I é o Rei dos Algarves pela constituição monárquica espanhola de 1978. Para quem não sabe Espanha já teve república, e como não correu nada bem voltaram a restaurar a monarquia. Isto aplica-se ao que Alexandre Herculano um dia disse: " Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-los".(mas isso é uma outra história).

 

O Reino do Algarve englobava todos os territórios africanos dos reis. Também podemos olhar para a ilha da Madeira como parte desse reino, ainda mais por D. Duarte ter doado a seu irmão o Infante D. Henrique (Governador do Reino do Algarve), o arquipélago da Madeira. Sendo extremamente irónico a ilha Madeira hoje ser uma região autónoma (ou semi-autónoma) e o Algarve não.

O que sempre existiu em Portugal foi um Reino Unido de Portugal e Algarve tal como acontece ainda hoje na Grã-Bretanha, com Inglaterra, País de Gales, Escócia e Norte da Irlanda, unidos. Mais tarde em 1815 também o Reino do Brasil fazia parte desse reino unido (no entanto é proclamada a independência do Brasil em 1822).

 

Em 1910 com o golpe de estado por parte dos republicanos, dá-se a proclamação da 1ª República portuguesa, em que se aboliu o Reino de Portugal. Os republicanos portugueses no entanto esqueceram-se de abolir o Reino do Algarve. Os republicanos deixaram a nós, povo algarvio um vazio jurídico (uma lacuna), que faz com que ainda hoje o Reino do Algarve exista.

Portugal já vai na 3ª república, e é bom não esquecer que vai na 2ª república democrática. Para quem não sabe a constituição da 2ª república do estado novo 1933, estabelece um compromisso democrático que deu na conhecida ditadura salazarista. Aliás desde que o estado português é uma república que a ditadura esteve, quase sempre presente, que não se pense que a ditadura só existiu na monarquia absolutista.

 

O Algarve é hoje a única colônia que nunca se conseguiu ver livre de Portugal. Se o objectivo era quebrar com a pouca autonomia que o Algarve tinha e fazer com que o povo Algarvio ficasse cada vez mais ingénuo e ignorante, para se poder usufruir do Algarve e dos Algarvios como servidores e dependentes de Portugal, a república portuguesa conseguiu, mas nada dura para sempre. É irónico como uma terra que vinha desde a época romana a crescer, que tinha até uma das cidades romanas mais importantes da península ibérica (Balsa séc. I a.C.), perde o seu poder e a sua autoestima, como se dos outros dependesse. Os autores e historiadores têm também culpa nisto, omitir o Reino do Algarve cada vez que se fala sobre a “reconquista portuguesa” ou sobre os “descobrimentos” é das duas, uma: desconhecimento da história, ou por e simplesmente querer ocultar este Reino (esconder a verdade). Isto faz com que a história de Portugal seja mais ficcional do que verdadeira. Tal como o uso das palavras como “Conquista” ou “Invasão”, são usadas para identificar diferentes autores: os muçulmanos “invadiram” a península ibérica; os portugueses “conquistaram” Ceuta, a Índia e o Brasil (os portugueses não invadiram, conquistaram!).

 

O Algarve já há séculos que anda com Portugal às costas, e o reconhecimento que tem, é ver desvalorizada a sua herança cultural, a sua história. O reconhecimento que tem é a negação ao seu estatuto autónomo por direito. Mas o Algarve na verdade não precisa de Portugal para nada, o produto interno bruto do Algarve é bastante elevado, é ridículo o Algarve ser a 3ª zona mais rica de Portugal, atrás da Madeira. Mas, Portugal sabe que, se desse autonomia ao Algarve, o Algarve muito rapidamente se tornava a zona mais rica do País, e isso não é nada bom para a região de Lisboa. A Madeira também só é a segunda zona mais rica por ser uma região autónoma mas se repararmos, o Algarve, geograficamente é quase 6 vezes maior que a Ilha da Madeira, temos mais de 450 mil habitantes, a Madeira nem chega a 300 mil habitantes. O Algarve é a zona turística mais importante de Portugal e uma das mais importantes da Europa e no entanto pouco ou nada recebe de fundos comunitários como se o Algarve já estivesse bastante desenvolvido. Se o Algarve é uma zona desenvolvida foi certamente também por fundos comunitários, mas os investidores é que fizeram com que o Algarve seja hoje, uma zona bastante competitiva no turismo internacional, e os únicos protagonistas são os privados, e o povo Algarvio. A verdade é que o poder político central, e mesmo os políticos do Algarve parecem ter um grande desconhecimento sobre esta terra dourada. Os políticos do Algarve principalmente, deviam de defender mais os interessem desta terra e deste povo, e não o fazem como deve de ser, parece que foram engolidos por partidos que olham para esta terra como se fosse uma concessão de praia. Precisamos de políticos capazes, de políticos Algarvios para defender com garra esta herança cultural, e este patrimônio milenar.

 

 

A arquitectura moderna, sem qualidade numa maioria, descaracteriza aquilo que é a nossa arquitectura algarvia (uma arquitectura genuína). Faz-se obras desnecessárias e esquecesse das casas em ruínas (a cair), esquecesse dos castelos e fortalezas que, no grave estado em que estão, dão a ideia de que a história e cultura algarvia ficou perdida no tempo.

Existem exemplos por toda a Europa de países extremamente pequenos que tiveram um grande sucesso, tal como o Luxemburgo que só é independente desde 1867, e que é duas vezes mais pequeno que o Algarve.

O Principado de Andorra que é também bastante pequeno mas não deixa de ser um País independente. A sua língua oficial é o catalão, e o País funciona com uma monárquica constitucional, sendo também um bom exemplo (Principado é um Estado cujo o soberano é um príncipe ou uma princesa).

 

Acredito que mais tarde ou mais cedo a independência do Algarve aconteça, tal como existe essa vontade na Catalunha em relação a Espanha, tal com existe essa vontade na Escócia em relação a Inglaterra. Só depende dos Algarvios, só depende de quanto tempo mais, nós (povo Algarvio), quisermos andar com Portugal às costas, e continuarmos a dar todo dinheiro que produzimos e ganhamos a um Portugal que nos desvaloriza e menospreza, fazendo o querem do Algarve, sem o consentimento e a permissão dos Algarvios.

 

Não sei até que ponto as informações deste artigo de opinião são verídicas, mas como a maior parte dele é história fica aqui para não fazer spam noutro sítio. Em itálico é apenas uma conclusão do autor.

 

http://desorganizacoes.blogspot.pt/2014/02/nao-sou-portugues-sou-algarvio.html

Editado por gunthi

Compartilhar este post


Link para o post

No dia 9 de Março de 1500, parte de Lisboa a Armada de Pedro Álvares Cabral.

 

1002378_10152661598294689_39581063_n.jpg

 

#canalhistória

Compartilhar este post


Link para o post

No passado domingo, 16/03/2014, passaram 40 anos da Revolta das Caldas (ou Levantamento das Caldas), um movimento armado protagonizado pelo Regimento de Infantaria n.º5, que serviu como balão de ensaio para o 25/04/1974. Esta revolta surgiu na sequência da exoneração do General António de Spínola da posição de Vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas devido à publicação do manuscrito Portugal e o Futuro e também pela ausência do mesmo na manifestação de solidariedade ao Governo prestada por vários militares de patente elevada.

Compartilhar este post


Link para o post
Navio dos descobrimentos portugueses encontrado na Indonésia

 

Drones subaquáticos terão encontrado, perto da Indonésia, o navio português Flor do Mar, que naufragou em 1511 no estreito de Malaca, contendo o tesouro roubado destinado a D. Manuel I de Portugal, noticiou o jornal malaio The Star Online.

 

O navio mercante transportava D. Afonso de Albuquerque após este ter conquistado Malaca, à época o maior centro comercial do Oriente. Flor do Mar naufragou com um tesouro roubado, incluindo 60 toneladas de ouro do sultanato, que se tornou num dos mais míticos e cobiçados tesouros perdidos da História.

 

Baseando-se em imagens captadas por drones subaquáticos, duas empresas de salvamento submarino garantem ter avistado o galeão no mar de Java, perto da cidade de Seramang, na Indonésia, referiu hoje a publicação.

 

O ministro-chefe de Malaca, Datuk Seri Idris Haron, disse não ter recebido nenhuma confirmação oficial da descoberta daquele que é considerado o navio mais valioso no fundo do mar, "mas apenas relatórios infundados, alegando que o naufrágio foi localizado".

 

"Temos ouvido especulações e teorias, mas desta vez, espero que seja verdade", disse o governante, avisando que o governo estadual de Malaca irá apresentar uma reclamação do navio se os documentos sobre a descoberta forem confirmados pelo Governo indonésio.

 

"Gostaríamos de pedir direitos de autor dos tesouros recuperados usando canais bilaterais cordiais", até porque "de acordo com o facto histórico, o galeão transportava tesouro roubado ao reino de Malaca", afirmou Datuk Seri Idris Haron.

 

A conquista da rica cidade de Malaca teve apoio de D. Afonso de Albuquerque, que na altura ganhou muito dinheiro e outras riquezas naquela região. Decidiu trazer esses bens, primeiro para Goa e depois para Lisboa, para presentear a corte de D. Manuel I de Portugal, mas o desejo nunca foi satisfeito porque a nau afundou.

 

@ Publico

 

Duas notas:

 

Primeiro, espero que seja desta. A notícia é muito vaga sobre os pormenores da descoberta, e como não é a primeira vez que "descobrem" este navio prefiro esperar para ver. Seria uma das maiores descobertas históricas do século.

 

Segundo, é ridículo que um meio de comunicação como o Público publicite em letras garrafais "Navio dos descobrimentos portugueses encontrado na Indonésia" quando tudo o que sabemos é que duas empresas "garantem ter avistado o navio" e nem as autoridades confirmaram a descoberta, havendo apenas "relatórios infundados".

Editado por BlackHawk

Compartilhar este post


Link para o post

A aliança mais antiga do Mundo - O tratado de Windsor entre Portugal e Inglaterra

 

Percorria o ano de 1386 quando foi assinada a aliança mais antiga em vigor, entre Portugal e Inglaterra, conhecida como o Tratado de Windsor. As motivações por detrás do Tratado têm a sua origem na batalha de Aljubarrota, onde os ingleses lutaram ao lado da Casa de Avis (IIª Dinastia portuguesa liderada por D.João I), o que permitiu a Portugal recuperar o trono perdido entre 1983 e 1985, derrotando João I de Castela.

 

Apesar de já perdurar há 628 anos (tecnicamente 627 no dia em que escrevo estas linhas, faz 628 no dia 12 de maio de 2014), o tratado sofreu um interregno entre 1580 e 1640, durante a União Ibérica (e Dinastia Filipina).

 

O tratado já foi invocado várias vezes ao longo deste período, nomeadamente em 1640 para expulsar os reis de Espanha do território português, na Primeira Guerra Mundial o que levou Portugal a fazer parte dos Aliados e novamente na Segunda Guerra Mundial, o que permitiu o uso da Base das Lajes por parte dos Aliados e o afastamento da hipótese de integração de Portugal no Eixo, quer como colaborador ativo ou passivo.

Editado por Mica

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Dpitz

I'm a Man!

 

Há precisamente quarenta e seis anos atrás, era então 3 de Abril de 1968, Martin Luther King faria aquele que seria o seu último discurso, conhecido como «I've been on the Mountain top» (estive no topo da montanha). Directamente da sede mundial da Igreja de Deus em Cristo, situada em Memphis, Martin Luther King apela à união entre os activistas negros e reforça a importância dos protestos não-violentos.

 

150px-I_Am_a_Man_-_Diorama_of_Memphis_Sanitation_Workers_Strike_-_National_Civil_Rights_Museum_-_Downtown_Memphis_-_Tennessee_-_USA.jpg

 

Mas para perceber um dos discursos mais famosos da história, é necessário recuar uns meses no tempo e fazer a devida contextualização. Numa época em que a segregação e discriminação racial era aceite pelas elites políticas e pela maioria da população (branca), os trabalhadores do saneamento de Memphis - a maioria negros, senão quase a totalidade - souberam organizar-se e lutar contra a discriminação e contra as péssimas condições de trabalho - que haviam provocado a morte a dois trabalhadores, Echol Cole e Robert Walker.

 

Organizados e confiantes na justeza da sua causa, os trabalhadores avançam para uma greve a 11 de Fevereiro de 1968 que só iria parar meses depois. O Mayor de Memphis, Henry Loeb, do Partido Democrático, declarou a greve ilegal e recusou-se a reunir com os líderes negros dos protestos que até aí se tinham vindo a desencadear.

 

No dia 12 a adesão à greve era total. Mesmo os que iam com intenção de trabalhar, juntaram-se aos seus colegas, num grande acto de solidariedade. Os protestantes decidem então marchar até à Câmara de Memphis. Perante a quantidade de gente presente, Loeb viu-se obrigado a aceitar falar com os protestantes. Guiando-os até um auditório, pediu-lhes que voltassem para trabalhar. Houve risos, assobios e, depois, aplausos para os líderes que falaram em defesa dos trabalhadores. Loeb, irritado, agarra no microfone e grita "Go back to work!", pedido rejeitado pelos trabalhadores.

 

No dia 15, Memphis já estava coberta de lixo. Cerca de 10.000 toneladas de lixo estavam por limpar das ruas de Memphis, e a situação estava agora a ficar pesada para Loeb. Então, este decide contratar «fura-greves» brancos. Não sendo bem recebidos pelos protestantes, estes tiveram de trabalhar sob escolta policial. Houve, no entanto, mesmo assim, algumas provocações e confrontos entre os activistas e os fura-greves.

 

A greve ganha proporções tais que os media nacionais são obrigados a noticiar os acontecimentos. No entanto, fazem por passar uma imagem má dos manifestantes, e mais tarde de Martin Luther King, enquanto que destaca qualidades à actuação de Loeb.

 

No entanto, a divisão entre os protestantes era evidente. Uma vez que havia movimentos negros que não queriam ignorar a face racial das condições que lhes eram impostas, os líderes negros recusavam-se a formar aliança com os líderes dos activistas brancos.

 

A 23 de Fevereiro a polícia carrega violentamente sobre os manifestantes e, no dia seguinte, os líderes negros reunem-se para formar a Community on the Move for Equality. Com a COME a greve cresceu para uma enorme luta pelos Direitos Civis dos negros, atraindo desta forma a atenção da NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), dos media nacionais e de Martin Luther King.

 

Desta forma, surge o slogan «I'm a Man!», elevado bem alto pelos protestantes com pancartas, posters e cartazes, emergindo como um slogan unificador dos protestantes.

 

A 18 de Março Luther King visita os protestantes e activistas, discursando perante milhares de pessoas no Mason Temple. Mais tarde, num protesto organizado no dia 28, com a presença de King, houve protestantes que se tornaram violentos, partindo janelas e provocando desacatos. Havia cartazes onde se lia «Loeb EAT SHIT!». A polícia reagiu com bastonadas, gás lacrimogéneo e tiros de caçadeira (um dos quais viria a matar um rapaz de dezasseis anos).

 

No dia 3 de Abril Luther King faz o seu último discurso, sobejamente conhecido como «I've been to the Mountain Top». Aqui, King pede união dos protestantes e activistas pela luta comum, apela aos boicotes e às acções não-violentas. Por fim, fala na possibilidade da sua morte estar iminente:

 

«Like anybody, I would like to live - a long life; longevity has its place. But I'm not concerned about that now. I just want to do God's will. And He's allowed me to go up to the mountain. And I've looked over. And I've seen the Promised Land. I may not get there with you. But I want you to know tonight, that we, as a people, will get to the Promised Land. So I'm happy, tonight. I'm not worried about anything. I'm not fearing any man. Mine eyes have seen the glory of the coming of the Lord.»

 

Luther King viria a ser assassinado no dia seguinte. A sua morte viria a intensificar a greve e os protestos, atraindo cada vez mais pessoas e movimentos. Loeb e as autoridades de Memphis temiam que os desacatos que estavam a acontecer em Washington chegassem também a Memphis. Loeb é aconselhado a fazer cedências aos protestantes. Volta a negar e manda-os trabalhar.

 

A 8 de Abril os protestos já contavam com mais de 42.000 pessoas. Foi com a unidade dos trabalhadores e com a solidariedade de activistas e organizações de direitos civis que a 16 de Abril se põe termo à greve, vitoriosa. Loeb viu-se obrigado a aceitar um «pacote de reivindicações» que incluía o reconhecimento dos sindicatos aos negros, melhoria das condições laborais e aumentos salariais. No entanto, mesmo após a assinatura de Loeb, foi necessário ameaçar com novas greves e acções de protesto para que Loeb e companhia honrassem o acordado.

 

Este foi um período-chave da história de Memphis, tornando-a numa cidade onde o activismo negro e a unidade sindical tem muita força.

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Dpitz

Operação Peter Pan

 

Ter um pedaço de terra comunista, por mais pequeno que seja, a uns meros quilómetros dos EUA, nunca foi muito bem aceite pelos políticos e organismos americanos. Com a vitória da revolução de Fidel Castro em Cuba, foram diversos os esforços dos governos americanos, em colaboração com a CIA, para desestabilizá-la e, até mesmo, deitá-la abaixo e pôr na direcção dos destinos dos cubanos alguém da sua confiança. Isto é, alguém que lhes sirva os interesses.

 

operacion-peter-panl.jpg

 

Ainda antes da Crise dos mísseis e da Invasão da baía dos porcos, a CIA encetou planos de desestabilização mais discretos e menos agressivos, baseados na contra-informação e na propagação do medo - prática, aliás, comum à organização.

 

É neste sentido que, entre 1960 e 1962, é desencadeada a Operação Peter Pan, dirigida por David Atlee Phillips, com uma identidade falsa e cujo nome durante toda a operação seria Harry Bishop.

 

Desencadeada em meados de Outubro de 1960, a operação contou com o apoio da Radio Swan, uma rádio com ligações à CIA. O noticiário das 20h da estação abre com a seguinte mensagem:

 

"Cuban mother, don't let your child be taken away! The revolutionary government will take him away when he turns five years old and will return him to you at the age of eighteen. When this occurs, they will be monstrous materialists."

 

Em emissões mais tardias, a Radio Swan noticiava que o governo de Fidel Castro estava já a enviar crianças de famílias que se opunham à revolução para campos de treino militar cubanos e para a União Soviética. A emissão destas notícias para Cuba continuou durante vários meses.

 

Em Dezembro de 1960 Phillips reuniu-se com Bryan O. Walsh, da Catholic Service Bureau em Miami e concordaram que esta organização iria aparecer como sendo a responsável pela operação no terreno americano. Em Havana a operação seria da responsabilidade de Leopoldina Grau e de Ramon Grau Alsina, sobrinhos do ex-presidente Ramón Grau, um membro da Frente Democrática Revolucionária - uma organização contra-revolucionária com ligações à CIA.

 

Usando estas organizações como fachada para a operação, a 26 de Dezembro de 1960 são enviadas as primeiras crianças de Havana para Miami. Mais de 14.000 crianças saíram de Cuba até 1962.

 

Alguns anos mais tarde, numa entrevista de Leopoldina Grau, esta confessa a fachada que foi a operação e os reais intentos da mesma:

 

Báez: You were one of the main people responsible for the parental custody campaign against the Revolution.

L. Grau: That's true. We spread a rumor that the communist government had absolute power over the children, and that parents would lose their rights, that they would send their children to Russia. A fake revolutionary government law on that was even invented and printed.

Báez: Did you really believe that?

L. Grau: Not really.

Báez: So, why did you do it?

L. Grau: It was a way of destabilizing the government. For people to start losing faith in the Revolution.

Báez: That's a pretty cynical attitude.

L. Grau: Maybe so, but we were at war with the government. And in war, everything goes.

 

Desde o seu início,, as origens e os propósitos da Operação Peter Pan sempre foram contestados e denunciados pelo governo Cubano e por Fidel Castro, mas também por algumas comunidades cubanas exiladas nos EUA. Fidel Castro acusou a CIA de criar esta operação de forma a espalhar o terror, o medo e a dúvida entre o povo cubano, especialmente entre as classes baixas e médias, a quem a operação era dirigida. A CIA, como não podia deixar de ser, negou tudo.

Compartilhar este post


Link para o post

Duas notas:

 

Primeiro, espero que seja desta. A notícia é muito vaga sobre os pormenores da descoberta, e como não é a primeira vez que "descobrem" este navio prefiro esperar para ver. Seria uma das maiores descobertas históricas do século.

 

Segundo, é ridículo que um meio de comunicação como o Público publicite em letras garrafais "Navio dos descobrimentos portugueses encontrado na Indonésia" quando tudo o que sabemos é que duas empresas "garantem ter avistado o navio" e nem as autoridades confirmaram a descoberta, havendo apenas "relatórios infundados".

caso seja verídico quem fica com o Ouro? tudo bem que foi roubado, mas em teoria devia ser nosso :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Duas notas:Primeiro, espero que seja desta. A notícia é muito vaga sobre os pormenores da descoberta, e como não é a primeira vez que "descobrem" este navio prefiro esperar para ver. Seria uma das maiores descobertas históricas do século.Segundo, é ridículo que um meio de comunicação como o Público publicite em letras garrafais "Navio dos descobrimentos portugueses encontrado na Indonésia" quando tudo o que sabemos é que duas empresas "garantem ter avistado o navio" e nem as autoridades confirmaram a descoberta, havendo apenas "relatórios infundados".

 

Que tem de muito importante a descoberta do navio?

Compartilhar este post


Link para o post

Tem um tesouro de muitos milhões de euros, para além do valor histórico.

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Dpitz

caso seja verídico quem fica com o Ouro? tudo bem que foi roubado, mas em teoria devia ser nosso :mrgreen:

Pertence a quem o roubámos.

Espero eu.

 

60 toneladas de ouro é muita fruta.

Compartilhar este post


Link para o post

caso seja verídico quem fica com o Ouro? tudo bem que foi roubado, mas em teoria devia ser nosso :mrgreen:

 

Pertence a quem o roubámos.

Espero eu.

 

60 toneladas de ouro é muita fruta.

 

16816212_qTWzW.jpeg

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Dpitz

:lol: :lol:

Compartilhar este post


Link para o post

Pertence a quem o roubámos.

Espero eu.

 

60 toneladas de ouro é muita fruta.

Isso é discutível, dado que essa entidade já não existe. E o tesouro foi conquistado como saque, de acordo com as leis de guerra da altura. Pertencia a Portugal, para todos os efeitos.

Compartilhar este post


Link para o post
E se este tesouro fosse encontrado?

 

Não vou revelar o livro. Mas é uma questão muito interessante porque o navio é português, a carga é da Malásia e o navio está em águas territoriais da Indonésia. É um conflito potencial diplomático muito elevado. E já o foi. Há 20 anos, quando durante uma semana se julgou ter encontrado a Flor do Mar, existiu uma tensão entre a Indonésia, Malásia e Portugal. É difícil saber o que iria acontecer hoje, mas seria um problema diplomático grande porque o navio é muito valioso.

 

Porrada! :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...