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Estórias da História

Publicações recomendadas

Guest Dpitz

Isso é discutível, dado que essa entidade já não existe. E o tesouro foi conquistado como saque, de acordo com as leis de guerra da altura. Pertencia a Portugal, para todos os efeitos.

O ouro não foi extraído em Portugal, não nos pertence.

 

Não sei se há alguma espécie de acordo internacional que preveja estes casos, e calculo que não exista dado esse possível confronto,

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Grande Guerra, Grandes Livros

 

O Expresso vai lançar uma série de sete livros junto com a versão impresa, entre 10 de maio e 21 de junho. Tanto quanto percebi os seis primeiros correspondem à totalidade de A Primeira Guerra Mundial, de Martin Gilbert, uma das maiores obras sobre a Primeira Grande Guerra. Eu já a tenho e recomendo-a, e esta colecção parece-me uma oportunidade a não perder.

 

Como sabem assinala-se este ano o centenário do início da Primeira Guerra Mundial. Tenho notado com alguma desilusão a indiferença com que se tem abordado aquele que foi o primeiro grande acontecimento do século XX e que no fundo foi o catalizador de tudo o que se seguiu até aos dias de hoje; e o pouco que se tem dito é sobre a guerra em si, esquecendo-se o período que levou à guerra, os contextos e cenários que a fizeram desencadear. No fundo são capazes de ser tão importantes como a guerra em si, e mais interessantes de analisar.

 

Ainda assim esta é uma óptima iniciativa do Expresso. A não perder!

 

btw, o sétimo livro será da autoria de autores portugueses, uma análise à participação de Portugal no conflito.

Editado por BlackHawk

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E já agora, a obra “É a guerra”, de Aquilino Ribeiro, um registo diário do escritor durante os dois primeiros meses da I Grande Guerra (1914-1918), escrito a partir de Paris vai ser reeditada pela Bertrand.

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Guest Dpitz

Celebrou-se, no passado dia 9 de Maio, o aniversário da rendição nazi à URSS e aos aliados.

 

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material nazi trazido para Moscovo por soldados soviéticos atirado para junto do mausoléu de Lenine.

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O Inverno deixou uma prenda aos arqueólogos numa praia de Esposende

 

Toda a notícia em si é interessante mas este trecho é delicioso.

 

O historiador Allan John Parker escreveu uma grande obra sobre os naufrágios em época romana, mas listou apenas acidentes no Mediterrâneo, omitindo por completo a navegação no Atlântico. Tal lacuna começa a ser preenchida, acredita Rui Morais, para quem estes dois naufrágios “vêm contrariar essa tendência historiográfica, mostrando que houve um comércio permanente na fachada atlântica”. Que, aliás, remonta já aos finais da Idade do Bronze, insiste.

 

O académico salienta que já se conhecia um número considerável de produtos de importação ao longo da costa, em castros e cidades de época romana, o que pressupõe um comércio marítimo, fluvial, em grande escala, dado o elevado custo do seu transporte por via terrestre, mas explica que faltava encontrar vestígios relacionados com naufrágios, que demonstrassem que chegavam a esta parte da península pelo mar. “Encontrar provas é uma situação muito rara na costa Atlântica, e Esposende tem-nos brindado com estes achados”, congratula-se este arqueólogo que, para além de ânforas Haltern 70, um tipo de ânforas de fundo em bico e semelhantes a muitas que se encontram por toda a costa, Galiza acima, e até na Grã-Bretanha, identificou, nessa primeira descoberta, um novo tipo de vasilhame.

 

O ensino de História ignora muito esta possibilidade cada vez mais defendida de ter havido em períodos bem recuados um intenso comércio marítimo no litoral Atlântico entre os povos que ocupam o que é hoje a costa de Portugal, Espanha, França e Reino Unido, ainda em períodos pré-romanos, cartagineses e fenícios. E os achados arqueológicos sustentam estas teorias.

 

Existem semelhanças entre os vários povos do litoral Atlântico que não se podem ignorar, desde a arquitectura das povoações às construções, dos objectos fabricados às armas ou até traços culturais comuns entre os povos. Podemos recuar quase até 1500 a.C. e começamos a encontrar estas semelhanças que não podem ser explicadas meramente por migrações terrestres (que existiram nesta época). É comum analisar-se a História apenas a partir do momento em que surgem as primeiras civilizações históricas do Médio Oriente (o que é normal pois deixaram registos escritos que podem ser estudados e influenciaram a nossa civilização de forma mais directa) mas há imenso que estudar nestes povos "pré-históricos".

Editado por BlackHawk

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Guest Dpitz

Rosariazo e Cordobazo

 

O povo argentino viveu uma ditadura militar complexa entre 1966 e 1970, liderada por Juan Carlos Onganía. Com uma política assente no militarismo e na manutenção da ordem, o também general das Forças Armadas começou por banir os partidos políticos, os sindicatos e as greves. Os salários foram congelados e, com a inflação, viram-se desvalorizados em cerca de 40%, favorecendo a entrada de capital estrangeiro e facilitou o desalojamento de inquilinos que não conseguiam pagar a renda de casa.

 

Com o Golpe de Estado perpetrado por Organia e com as políticas até então praticadas, os estudantes e professores de diversas faculdades de Buenos Aires ocuparam departamentos, num grande protesto. O Presidente, violando a autonomia das instituições académicas, ordena à polícia a invasão à Universidade, no incidente que viria a ser conhecido como a «Noite dos Bastões Largos», dado o carácter violento da acção policial. Os protestantes acabaram por levar bastonadas e outros foram também presos. Muitos foram forçados a abandonar o país, originando uma enorme fuga de cérebros que ainda afecta, nos dias de hoje, a Argentina.

Organia também ordenou a repressão a qualquer forma de imoralismos: as mini-saias foram proibidas, os rapazes não podia ter cabelo comprido e todos os movimentos avant-garde estavam proibidos.

 

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É neste contexto de uma ditadura extremamente repressiva e opressora que surge o «Movimento Rosariazo». A injustiça social no país estava a gerar um clima de caos. É então que a 13 de Maio de 1969, na cidade de Tucumán, trabalhadores ligados à produção do açúcar invadem a fábrica e fazem do seu patrão refém, devido, principalmente, aos salários em atraso.

 

No dia seguinte, em Córdoba, trabalhadores da indústria automóvel protestam também contra a eliminação do dia de descanso ao sábado (e que não era remunerado).

 

No dia 15 de Maio a Universidade de Corrientes aumenta os preços da comida em 500% e os protestos estudantis que se seguiram acabaram com um estudante morto pela polícia.

 

A ditadura enfrentava agora uma forte oposição por parte do povo, que viria a ser reforçada no dia 16 pelos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Rosario, expressando a sua rejeição pelos acontecimentos perpetrados pelo governo nos dias anteriores. Diversas faculdades juntam-se a estes protestantes. O Reitor suspendeu todas as actividades da Universidade. Mas nem isso afectou os protestantes, já que no dia seguinte haveria uma acção de protesto na cafetaria da Universidade. A polícia, querendo sufocar a manifestação, acaba por matar um outro estudante, e o povo fica cada vez mais desagradado com a situação.

 

A 20 de Maio os estudantes e protestantes de Rosario anunciam uma Greve Nacional e, no dia seguinte, organizaram uma marcha silenciosa, que contou com o apoio de 4.000 pessoas. A polícia aparece, novamente, para tentar acabar com o protesto e acaba, também novamente, por fazer mais uma vítima: Luís Blanco, um estudante de 15 anos.

 

Daí em diante a cidade ficou declarada como uma Zona de Emergência sob jurisdição militar.

 

Os trabalhadores, lado a lado com os protestantes, organizaram uma greve (amplamente participada) no dia 23 e o funeral de Blanco contou com a presença de milhares de pessoas que se reviam nos protestos.

 

A 29 de Maio é iniciada uma greve geral na cidade de Córdoba, com a polícia a carregar violentamente sobre os manifestantes (conhecido como Cordobazo)

Este movimento de protestos ficaria registado na história como o primeiro Rosariazo.

 

Depois de meses de uma relativa calma, os estudantes da Universidade de Rosario voltaram a insurgir-se contra a repressão estatal. Dias depois a suspensão de um trabalhador sindicalista, os trabalhadores do sector ferroviário, seus colegas, iniciaram uma greve a termo indefinido. Diversas fábricas foram ocupadas pelos protestantes e o ditador ordenou nova repressão militar sobre os mesmos.

 

Numa intensa acção de luta, os trabalhadores de Rosario organizaram-se e marcharam, a 15 de Setembro, pela cidade em protesto, recebidos pela polícia e pelos militares com nova violência. Os estudantes, que se tinham juntado também nas faculdades em solidariedade, juntaram-se aos trabalhadores.

 

Esta ficou conhecida como a segunda Rosariazo ou pela Rosariazo Proletária.

 

A polícia foi lentamente ultrapassada pelos protestantes, que montaram barricadas e organizaram-se em diversos grupos. Transportes públicos foram postos em chamas e o controlo policial ficou reduzido a apenas alguns edifícios importantes. O conflito espalhou-se a vários barrios periféricos.

 

Com a situação a ficar pesada para o Governo dictatorial, o exército entrou em cena. Os militares tinham ordens bem definidas para disparar sem qualquer aviso caso houvesse uma provocação mínima. Assim, a luta acabou por pender para o lado dos militares: centenas de protestantes morreram, milhares ficaram feridos e muitos foram ainda presos.

 

O poder do Presidente Onganía ficou tão enfraquecido com os Rosariazos e o Cordobazo, que uma facção militar exigiu-lhe que resignasse o cargo, o que ele se recusou a fazer. No entanto, foi forçado a sair do poder em Junho de 1970, por uma junta militar.

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«Não havia, é verdade, produtos estrangeiros, como bananas, Coca-Cola ou uísque - mas os produtos básicos não faltavam, conta Sabine Bauer, uma alemã da ex-RDA a viver na parte ocidental de Berlim desde 1990. Ninguém passava fome, o pão era quase de graça, as batatas e os transportes públicos também. Eu pagava de renda de casa 90 marcos - e ganhava1600. Não me queixava: tinha um emprego seguro.

 

Na RDA sentíamo-nos acompanhados e protegidos pelo Estado - e isto desde o berço até ao caixão. O Estado era omnipresente, tudo era organizado - os tempos livres, as distrações, as actividades desportivas, tudo! Não se viam adolescentes pelas ruas a matar o tempo. Havia uma sensação de total controlo e segurança. A criminalidade era uma coisa que não conheciamos!

 

Depois da queda do muro é que começaram as dificuldades. A minha fábrica, que tinha mais de 2000 operários em 1989, já só tinha 30 no principio de 1991. Foi um colapso em poucos meses. Nós fabricávamos chips para computadores - tinham-nos dito que estávamos na vanguarda da técnica, que não havia nada mais moderno no Mundo. E, de facto, vendia-se tudo - mas para os países de Leste, sobretudo para a URSS. De um dia para o outro, isso acabou.

 

Não me restou outra hipótese senão vir para o Ocidente. E, pode crer, para mim foi como se tivesse ido para a Lua. Na RDA havia entrajuda e solidariedade entre todos. Havia sempre um vizinho pronto a dar uma mão para ajudar. Aqui não, é o salve-se quem poder.»

 

Em Expresso, Setembro de 1994

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Guest Dpitz

Faz lembrar a história do outro, que vivia na RDA e não gostava da RDA porque não tinha bananas. Queria comer bananas quando quisesse e quando lhe apetecesse. Quando a RDA foi abaixo e se uniu à RFA é que o homem se apercebeu "para que é que eu queria a porra das bananas?"

 

 

E btw, ha um alfarrabista em Lisboa que é russo e que dava aulas na URSS até que aquilo desabou. Houve uma limpeza na escola e ele foi dos primeiros a ir de vela. Não arranjou emprego e veio para cá trabalhar no que houvesse. É alfarrabista há mais de vinte anos e, hoje em dia, se levar para casa 350€ é muito.

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Se a RDA era assim tão boa... porque razão havia tanta gente a querer sair dali?

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Guest Dpitz

Se a RDA era assim tão boa... porque razão havia tanta gente a querer sair dali?

Eu não disse que era boa nem má, só vi ali as bananas e lembrei-me dessa história que me contaram.

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Aquilo que eu perguntei foi mais pelo texto da senhora e pela entrevista dela e não pelo teu comentário Dpitz.

 

Apenas achei curioso que a senhora fale tão bem da RDA e do seu "total controlo e segurança". A RDA até pode ter sido um bom país mas a verdade é que não era o último paraíso à face da Terra, como a senhora parece-me que está a tentar fazer passar.

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Naquele texto consegues retirar aquilo que faltava à RDA. A liberdade. Eles não eram os melhores a fazer chips para pc, mas diziam-lhes isso. Não tinham acesso à coca-cola e às bananas.

O ser humano é capaz de largar tudo pela sensação de liberdade. Nem que esteja a largar uma mão cheia delas.

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Guest Dpitz
José Barata Morreu o último sobrevivente da Revolta dos Marinheiros

 

O sargento-ajudante José Barata, o último sobrevivente da Revolta dos Marinheiros de 1936, morreu hoje, em Oeiras, aos 97 anos, informaram à Lusa um amigo e o presidente da Associação Nacional de Sargentos.

 

José Barata faleceu de madrugada no lar das Forças Armadas

 

O militar, condecorado em 1999, pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, com o grau de comendador da Ordem da Liberdade, participou na Revolta dos Marinheiros, de 08 de setembro de 1936, tendo sido deportado para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, onde cumpriu 11 de 15 anos de pena de prisão.

 

José Barata cumpriu o resto da pena, depois de ter sido operado, no Forte de Peniche.

 

Em 2009, o militar e outros colegas foram homenageados pela Câmara Municipal de Almada, que inaugurou, na localidade do Feijó, o Monumento ao Marinheiro Insubmisso.

 

Lima Coelho recordou à Lusa, com "grande tristeza", o "elevado exemplo de convicções, de grande humildade perante a vida" de José Barata.

 

O militar era sócio da Associação Nacional de Sargentos, da Associação de Praças e do Clube de Praças da Armada.

 

O corpo de José Barata vai estar em câmara ardente na Igreja Nova Oeiras, de onde seguirá na segunda-feira de manhã o funeral, com honras militares, para o cemitério de Oeiras.

 

http://www.noticiasaominuto.com/pais/231282/morreu-o-ultimo-sobrevivente-da-revolta-dos-marinheiros?fb_action_ids=10202382427697968&fb_action_types=og.comments

 

Como aqui não fala da revolta (e do contexto da revolta), deixo aqui um texto/discurso do José Casanova (ex-director do Jornal Avante! e destacado militante comunista durante o fascismo) feito há uns anos na Marinha Grande:

 

]Ousadia e coragem na luta contra o fascismo - por José Casanova - pelo 70. Aniversário da Revolta dos Marinheiros[/b]

 

Estamos aqui a assinalar a passagem de mais um aniversário da Revolta dos Marinheiros. Com a exposição que, certamente, já tiveram oportunidade de ver, e com esta iniciativa. Fazemo-lo com enorme respeito e com grande admiração pelos jovens marinheiros dos navios de guerra Afonso de Albuquerque, Bartolomeu Dias e Dão, que ousaram enfrentar o regime fascista arriscando as suas vidas – e sabendo que as arriscavam; sabendo a força do inimigo contra o qual se batiam – e mesmo assim batendo-se; alguns deles, porventura, sabendo que iriam ser derrotados – e, mesmo assim, lutando.

 

A fascização do Estado

 

A revolta ocorreu no dia 8 de Setembro de 1936 – faz hoje, precisamente setenta anos - num tempo em que o processo de fascização do Estado, dirigido por Salazar desde 1933, estava prestes a concretizar-se.

 

Para compreender as causas e desfecho da Revolta dos Marinheiros, é indispensável ter presente a situação então vivida no mundo, no País e no Partido.

 

No plano internacional o fascismo avançava: Hitler, que tomara o poder em 1933, preparava a concretização do seu plano belicista e terrorista de domínio do mundo; Mussolini, no poder desde 1922 e aliado de Hitler desde a primeira hora, avançava na conquista da Abissínia; acentuavam-se e cresciam de dia para dia as movimentações contra o Governo de Frente Popular, em Espanha – o qual, juntamente com o Governo igualmente de Frente Popular, em França, constituíam sinais positivos e indiciadores da possibilidade de fazer frente, com êxito, ao fascismo.

 

A situação em Portugal e a evolução nela verificada desde a mascarada que, em 19 de Março de 1933, fizera aprovar – com 99,5 por cento – a «Constituição Política da República», traduzia-se na instalação estudada, programada e sistematicamente executada do regime fascista – num processo cuja relembrança se impõe, para percebermos a acção dos marinheiros que hoje aqui homenageamos.

 

Recordemos alguns dos passos dados por Salazar no caminho da implantação do regime fascista.

 

Em Agosto de 1933, Salazar cria a PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado – mais tarde PIDE, mais tarde DGS) que, integrada no Ministério do Interior, era directamente controlada pelo próprio Salazar.

No mês seguinte, é publicado o Estatuto do Trabalho Nacional que, inspirado na Carta del Lavoro de Mussolini, decretava a ilegalização dos sindicatos livres e a proibição das suas formas de luta.

 

Ainda no mês de Setembro, por iniciativa e com supervisão directa de Salazar, é criado o Secretariado da Propaganda Nacional, com o objectivo expresso de «re-educar o povo português de acordo com os princípios da Revolução Nacional» (meses antes havia sido lançada uma edição de 125 mil exemplares do livro «Salazar, o Homem e a Obra», constituído por uma série de entrevistas de António Ferro a Salazar e que viria a ser publicado na Alemanha, na Grã-Bretanha e na Itália, a expensas do governo fascista português).

 

Por essa altura, o Partido Socialista decide a sua autodissolução.

 

Em Novembro, ainda de 1933, é criado o Tribunal Militar Especial, tendo como objectivo julgar «crimes contra a segurança do Estado». E, nesse mesmo mês, o Papa Pio XI institucionaliza a Acção Católica Portuguesa, numa afirmação de identificação e concordância explícitas da Igreja com o chamado Estado Novo.

 

O ano de 1934 inicia-se com a primeira grande movimentação da classe operária contra o regime fascista: em resposta à entrada em vigor do Estatuto do Trabalho Nacional, desenvolve-se, em 18 de Janeiro, uma greve de características insurreccionais, organizada pela CGT e pelo PCP, que atingiu expressão relevante no Barreiro, no Seixal, em Silves e, sobretudo, na Marinha Grande, onde a acção insurreccional, encabeçada por militantes comunistas (nomeadamente José Gregório e António Guerra), assume proporções significativas e é violentamente reprimida.

 

Em Maio desse ano, realiza-se o primeiro congresso do partido único fascista, a União Nacional.

 

Em Julho, Salazar resolve as dissidências internas existentes: ilegaliza o «Movimento Nacional Sindicalista», prendendo e mandando para o exílio os seus principais dirigentes, tão fascistas como Salazar, mas em conflito com ele.

 

Em Agosto, é criado o Conselho Corporativo, órgão superior da organização corporativa nacional, que é presidido por Salazar.

 

Em 8 de Setembro, o primeiro grupo de presos da revolta da Marinha Grande é enviado para a Fortaleza de Angra do Heroísmo.

 

Em Dezembro, realizam-se as primeiras «eleições» legislativas após o golpe militar de 28 de Maio. A União Nacional é o único partido a concorrer e, naturalmente, elege a totalidade dos deputados.

Durante todo o ano de 1934, a Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas desenvolve intensa actividade.

 

Em 1935, Salazar cria a FNAT (Federação Nacional para a Alegria no Trabalho) – sob inspiração de organizações congéneres criadas por Mussolini e por Hitler – e cujo objectivo, para além das actividades de diversão, é «preparar política e ideologicamente os trabalhadores».

 

Em 10 de Setembro, é derrotada uma tentativa de golpe de Estado militar contra a ditadura.

 

Realiza-se, em Moscovo, o VII Congresso da Internacional Comunista, que define como «objectivo central do movimento comunista e de todas as forças democráticas a luta contra o fascismo e a ameaça que fazia pesar sobre o mundo».

 

Em 11 de Novembro o PCP sofre um rude golpe: o Secretariado do Partido – o seu único órgão central de direcção – cai nas garras da polícia política. Entre os presos encontra-se Bento Gonçalves, secretário-geral do Partido, chegado no dia anterior de Moscovo, onde, à frente de uma delegação do Partido, tinha participado no VII Congresso da IC. Cinco meses depois é criado um novo Secretariado.

 

O ano de 1936

 

E chegamos ao ano de 1936, ano da Revolta dos Marinheiros, razão da nossa presença nesta iniciativa.

 

Em 23 de Abril, o governo fascista cria o Campo de Concentração do Tarrafal.

Nesse mesmo mês, tem início um processo dito de «regeneração do sistema educativo português», que se prolongará até ao final do ano e no decorrer do qual são criadas a Mocidade Portuguesa e a Mocidade Portuguesa Feminina.

 

Em Maio, Salazar assume, em acumulação, o Ministério da Guerra.

 

Em Julho, é definido o regime jurídico dos «Organismos de Coordenação Económica», assegurando o controlo da evolução da economia nacional, primeiro grande passo para a implementação do capitalismo monopolista de Estado na sua versão fascista.

 

Em 18 de Julho, em Espanha, um levantamento militar encabeçado por Franco dá início à guerra civil que, com o apoio dos governos fascistas da Itália, Alemanha e Portugal – e por efeito da traição das democracias ocidentais, nomeadamente do governo francês presidido pelo socialista Léon Blum – viria a conduzir à implantação também de um regime fascista.

 

Em 28 de Agosto, a União Nacional organiza – na Praça de Touros do Campo Pequeno – o primeiro de uma série de comícios por todas as capitais de distrito, onde é reclamada a criação de uma «milícia nacionalista e anticomunista». Um mês depois é criada a Legião Portuguesa.

 

Em 8 de Setembro ocorre a Revolta dos Marinheiros.

 

Em 14 de Setembro, o governo de Salazar impõe aos funcionários públicos «a aceitação dos princípios da ditadura fascista, a rejeição dos ideais comunistas e o dever de denunciar todos os que professem doutrinas subversivas».

 

Em 23 de Setembro, Salazar suspende as relações diplomáticas com o governo republicano de Espanha e faz apoiar esta decisão por uma manifestação nacional, no Terreiro de Paço, organizada pela União Nacional, a Legião Portuguesa, a Mocidade Portuguesa, a Mocidade Portuguesa Feminina, a FNAT, os Sindicatos Nacionais, as Casas do Povo.

 

Intensa actividade antifascista

 

Foi longa – e, mesmo assim, incompletíssima – a enunciação das medidas que consumaram a fascização do Estado português, medidas de carácter político, económico, social, ideológico, complementadas com a criação de um poderoso aparelho repressivo, que tinha como alvo principal o PCP.

Era essa a situação no País ao tempo da Revolta dos Marinheiros, dirigida pela Organização Revolucionária da Armada (ORA).

 

A ORA, que agrupava as diversas células comunistas da Armada, fora criada em 1932 – um ano depois do nascimento do Avante! e, tal como o órgão central do PCP, na decorrência da reorganização de 1929. Implantou-se rapidamente na Armada, particularmente entre os marinheiros. Com efeito, através de uma intervenção intensa – em que conjugava a luta pela defesa dos interesses socioprofissionais dos marinheiros com um amplo trabalho de esclarecimento político e ideológico sobre a natureza do fascismo e a necessidade de o combater – a ORA cedo ganhou uma ampla e forte influência na Armada. Álvaro Cunhal, numa intervenção proferida em Almada, em 1998, em «homenagem aos marinheiros tarrafalistas», diz que «no [navio] Afonso de Albuquerque a influência [da ORA] era tal que se lia e comentava colectivamente com a tripulação o jornal clandestino O Marinheiro Vermelho, “órgão das células do PCP na marinha de guerra”, que se editava há anos» e do qual chegaram a ser distribuídos 1500 exemplares. No plano partidário, a ORA era a mais forte organização, contando com 20 por cento do total dos militantes do Partido, na altura.

 

Esta intensa actividade antifascista preocupava o governo de Salazar, que leva por diante um conjunto de medidas visando desarticular e liquidar a Organização Revolucionária da Armada: transferências de marinheiros, expulsões da Armada, prisões de dezenas de marinheiros, entre eles toda a direcção da ORA. A noção dos perigos desta ofensiva, aliada à convicção profunda da possibilidade de «aplicação de um golpe ao fascismo» e uma multiplicidade de outros factores, alimentaram e fortaleceram, nos jovens marinheiros comunistas, a ideia de avançar para uma «acção militar».

 

A direcção do Partido, em contactos com os camaradas da ORA, procurou dissuadi-los. Sobre um desses contactos, fala-nos o camarada Álvaro Cunhal, na intervenção atrás referida: «Os camaradas da ORA, confirmando o que haviam tratado com outros camaradas da Direcção do Partido expuseram a situação. No movimento democrático fervilhavam, por influência das vitórias antifascistas em França e na Espanha, ideias de um golpe armado para derrubar o fascismo. Os camaradas consideravam estar em condições de desempenhar, em tal caso, importantíssimo papel tomando conta do Afonso de Albuquerque e de outros navios de guerra. Viam por isso com impaciência estar o governo a tomar medidas que ameaçavam seriamente a ORA. Encaravam mesmo a possibilidade de, na parada da Marinha de Guerra, que costumava realizar-se em Cascais e à qual Salazar e membros do governo assistiam a bordo do Afonso de Albuquerque, tomarem conta do navio e prenderem Salazar, os ministros e acompanhantes». Álvaro Cunhal, que sublinha a firme determinação dos camaradas de levarem por diante esses objectivos, alerta para que «tal operação inserida numa revolta de outras unidades militares poderia ser determinante. Mas, sendo isolada, apresentava-se cheia de justificadas dúvidas».

 

Mesmo assim, os jovens marinheiros comunistas decidiram avançar. Não para a operação, que a propaganda fascista divulgou, de levar os barcos a juntar-se às forças armadas da República Espanhola contra os fascistas. Mas para uma acção cujo objectivo era «levar os navios para o mar e dar um ultimato ao governo, com objectivos referentes à defesa dos seus direitos e ao termo das perseguições e prisões. Caso o ultimato não fosse atendido, aparecera a ideia de irem a Angra do Heroísmo, libertarem os presos que se encontravam na fortaleza entre os quais Bento Gonçalves) e rumarem para um porto onde pudessem ser acolhidos».

 

Os acontecimentos confirmaram a justeza da apreciação, da análise e das advertências da Direcção do Partido. Da mesma forma que confirmaram a impaciência e o voluntarismo dos jovens marinheiros antifascistas.

 

Contudo, nenhuma destas confirmações apaga ou obscurece a determinação, a coragem, a entrega total dos revoltosos à luta contra a opressão e o terror fascistas. Nada apaga ou obscurece a sua disponibilidade para darem as suas vidas na luta pela mais bela de todas as causas: a causa da liberdade, da justiça, da fraternidade, da solidariedade, da libertação de todas as formas de opressão e de exploração.

 

Nas circunstâncias em que ocorreu, a revolta não teve, nem poderia ter tido, êxito, e foi rapidamente sufocada e brutalmente reprimida. Doze marinheiros foram mortos no decorrer dos acontecimentos e 208 foram feitos prisioneiros. Destes, 82 foram condenados a penas de prisão que atingiram os 17, 19 e 20 anos; quatro foram para o Forte de Peniche, 44 para a Fortaleza de Angra do Heroísmo e 34 para o Tarrafal, fazendo parte da primeira leva de 152 presos que, em 29 de Outubro, inauguraram o Campo de Concentração, onde cinco marinheiros da revolta viriam a morrer – mais rigoroso será dizer: viriam a ser assassinados no Campo da Morte Lenta.

 

OBS.: A cronologia do processo de fascização foi elaborada com base nos livros Tarrafal – Testemunhos, 60 Anos do PCP e História de Portugal em Datas (coordenada por António Simões Rodrigues) .

 

Não foi em vão

 

É compreensível a atitude da Direcção do Partido, sublinhando as consequências prováveis (pode dizer-se: inevitáveis) da acção revolucionária propugnada pelos jovens marinheiros comunistas, enquanto acção isolada, desinserida da luta de massas e confrontada com um inimigo poderoso e tremendamente repressivo. Tão compreensível como a imediata solidariedade do Partido para com os jovens marinheiros derrotados e vítimas da mais brutal repressão.

 

Da mesma forma, é compreensível a impaciência dos jovens marinheiros comunistas, que sentiam o fascismo a avançar e que se sentiam eles próprios, e a sua organização, alvos de particular perseguição fascista – porque eram uma organização de comunistas e porque eram uma organização existente no seio da Armada portuguesa.

 

O resultado foi o que foi. No entanto, não foi em vão a acção dos marinheiros de 1936. Ela mostrou que, ao contrário do que proclamava o então presidente do Conselho, havia quem resistisse ao fascismo; que, ao contrário do que proclamava o então ministro da Guerra, a resistência antifascista se fazia no interior das próprias Forças Armadas, assumindo, mesmo, um carácter insurrecional; que uma derrota só o é totalmente se não sabemos tirar dela os ensinamentos adequados. Ela confirmou, ainda, muitos ensinamentos históricos: que, numa luta com os objectivos ambiciosos da que travamos, as derrotas são inevitáveis e que a derrota seria baixar os braços e desistir de lutar; que, em todos os momentos e situações – e seja qual for o resultado de uma determinada luta – como escreveu um grande poeta brasileiro: «muita diferença faz entre lutar com as mãos e abandoná-las para trás».

 

Como não foram em vão muitas outras acções com objectivos semelhantes e com destinos semelhantes ao longo da história.

Sobre esta matéria e a propósito da Comuna de Paris, escreveu Marx: «A história mundial seria muito fácil de fazer se a luta fosse empreendida apenas sob a condição de possibilidades infalivelmente favoráveis». E o mesmo Marx – que considerou a acção revolucionária dos operários de Paris prematura e desencadeada numa situação extremamente desfavorável – logo que a «revolução proletária rebentou apoiou-a com todo o ardor revolucionário».

 

Também na luta que hoje travamos contra a política de direita e por uma política que sirva os interesses dos trabalhadores, do povo e do País, essa questão nos é colocada todos os dias. Se nos limitássemos a ir por diante apenas com as lutas previsivelmente vitoriosas, condenar-nos-íamos a não ganhar nenhuma luta. Porque, se é verdade que muitas das lutas que travamos não se traduzem em vitórias, não é menos verdade que sem a luta nenhuma vitória seria alcançada. E neste saldo de êxitos e inêxitos na nossa luta é bom termos presentes as palavras do camarada Jerónimo de Sousa em entrevista a O Militante: «As derrotas não nos desanimam. As vitórias não nos descansam». Que o mesmo é dizer: a luta continua.

 

A Revolta dos Marinheiros constituiu um acto de resistência ao fascismo que ficará impressivamente assinalado na história da luta do povo português e dos comunistas portugueses contra o regime brutal que durante quase meio século mergulhou o nosso País na opressão e no terror. O exemplo de coragem e de dignidade dos valentes marinheiros da ORA – de que hoje temos a alegria de ter aqui connosco os camaradas José Barata e Joaquim Teixeira, militantes comunistas, marinheiros da revolta e tarrafalistas – o exemplo de coragem dos valentes marinheiros da ORA, permanece para nós, comunistas de hoje, como uma referência maior para a luta que continuamos e que as gerações que nos sucederem continuarão. Até à vitória final.

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Guest Dpitz

O Che Guevara, se fosse vivo, faria hoje 86 anos.

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Steel mill worker reveals blocking view of U.S. aircraft on day of Nagasaki atomic bombing

 

KITAKYUSHU, Fukuoka -- As the 69th anniversary of the Nagasaki atomic bombing approaches, a former mill worker in the present-day city of Kitakyushu, Fukuoka Prefecture, spoke about his untold story on how he burned coal tar to block the view of U.S. aircraft as they were about to drop the A-bomb on the city.

 

The United States initially set the Fukuoka Prefecture city of Kokura, today's Kitakyushu, as the first target for the atomic bombing on Aug. 9, 1945. However, U.S. aircraft flying over Kokura on that day had to change their target to Nagasaki due to low visibility over the skies of Kokura.

 

While stories related to the incident have been rarely told in consideration of A-bomb victims in Nagasaki, three former employees of Yawata Steel Works -- present-day Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp. -- have recently told the Mainichi Shimbun about the project to create a smoke screen over the sky to protect the city from bombing.

 

Of the three workers, Oita resident Satoru Miyashiro, 85, who worked at a can factory in the steel mill at around the end of the war said he burned coal tar to lay a smoke screen on Aug. 9, 1945.

 

Miyashiro was at the office next to the factory on that day when he heard a radio broadcast, saying a few U.S. aircraft were flying northward. As an air-raid siren went off, his supervisor told him to start the incinerator, in which oil drums filled with coal tar were lined up. After confirming black smoke shooting up into the air, Miyashiro evacuated to an underground vault. When he returned to the office after the B-29 bombers had flown away, Miyashiro learned that the city of Nagasaki had been attacked by a "new kind of bomb."

 

Miyashiro said about two days before the Nagasaki attack Yawata steel workers learned that Hiroshima had been wiped out by the "new bomb" from their colleagues who had come back to Yawata via Hiroshima. He thought the next target would be his city as there were arms factories located in the area.

 

According to U.S. military documents that have been collected by former professor Yozo Kudo of the National Institute of Technology, Tokuyama College, two U.S. aircraft, one carrying the A-bomb, reached the skies of Kokura at 9:55 a.m. on Aug. 9. They attempted to drop the bomb three times, but pilots could not see the target which was blocked by "fog and smoke." They then decided to switch to a second target, Nagasaki, and dropped the bomb there at 10:58 a.m.

 

Meanwhile, documents kept by the former Defense Agency say the Imperial Army's western military command headquarters issued preliminary warnings for an air raid on 7:48 a.m. on that day, and two minutes later, it issued an air-raid siren. Miyashiro is believed to have turned the incinerator on at this time.

 

Two other workers at Yawata mill also saw the incinerator. They told the Mainichi that they saw a pile of oil drums, cut up in half, that had been filled with coal tar. Coal tar is a by-product in steel making, and it produces black smoke when burned.

 

A meteorological record from an observatory in Shimonoseki, Yamaguchi Prefecture, says that the local weather for Aug. 9, 1945 was fine. The observatory recorded mild fog over the Kokura area, just across the Kanmon Channel.

 

Records of Kitakyushu city history say that the fog and smoke that prevented the atomic bombing on Kokura had been caused by not only clouds, but also smoke from the Yahata air raid on the morning of Aug. 8, and winds carried smoke toward Kokura. However, there is no evidence to support this theory. There is a record of residents saying the smoke from the Aug. 8 air raid had disappeared by the next day as an evening shower had struck the area.

 

Nagasaki University professor emeritus Hideo Fujisawa, 80, believes that the black smoke from the burning coal tar, mixed with air-raid smoke and ash as well as steam caused by the rain the day before, could have blocked the U.S. aircraft's view. He said, "It should be noted that Yawata mill workers had been alerted by their own information that Hiroshima had been bombed."

 

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A Sic Notícias anda a transmitir um "documentário" em várias partes onde se abordam os contextos e acontecimentos que despoletaram a Primeira Guerra Mundial. É uma perspectiva diferente do habitual, pois é comum analisar-se a guerra em si e não o que levou a ela. A não perder.

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Também acompanhei, foi interessante, não estou tão familiarizado com a 1ª Guerra como com a 2ª, só me lembrava mesmo do assassinato do Arquiduque Francisco Fernando

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Guest Dpitz

No Avante! que saiu nesta quinta-feira tb são dedicadas 4 páginas à 1ºGM sob o ponto de vista de Lenine.

E o Militante de Julho/Agosto tb é quase todo dedicado a isso (muito mais desenvolvido que no Avante).

 

Uma perspectiva diferente sobre a guerra

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