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Pan

Estórias da História

Publicações recomendadas

Tenho estado a ver o canal "The Great War", semana a semana sobre a Grande Guerra. Estou a adorar. Toda a gente sabe as razões para a 2ª Guerra mas poucas sabem a da 1ª

 

https://www.youtube.com/user/TheGreatWar/playlists tem aqui as playlists

 

Para a semana quero ver se consigo ir a Meaux, tem lá um museu da 1ª Guerra numa zona onde houve combates entre as tropas Francesas e Alemãs

http://www.museedelagrandeguerre.eu/en.html

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Citação do jornal "Expresso" online

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Foi o primeiro jornal português. E ajudou D. João IV a consolidar o poder em 1640

O primeiro jornal português nasceu um ano depois de Portugal recuperar a independência, a 1 de Dezembro de 1640. A Gazeta da Restauração foi acarinhada por D. João IV e seus apoiantes que viram neste periódico “um excelente instrumento de propaganda” de legitimação do novo poder e uma forma de denegrir os feitos dos espanhóis. Há 376 anos, as relações entre o poder político e o jornalismo já davam que pensar

D. João IV gostava da simplicidade do Alentejo e teria pouca paciência para os enfeites e fausto que os rituais das cortes barrocas exigiam. A política tem as suas regras, e o trineto de D. Manuel I que nascera destinado a ser o oitavo Duque de Bragança acabaria persuadido a juntar-se ao grupo de revoltosos que, em 1640, quis acabar com o poder de Filipe IV de Espanha (III de Portugal) e a política centralizada do seu valido Conde-Duque de Olivares.

Viviam-se tempos complicados em todos os reinos do velho continente. Desde o primeiro quartel do século XVII que o clima político favorecia o despertar da imprensa, e as gazetas “multiplicam-se por toda a Europa”, como escreve José Tengarrinha na “Nova História da Imprensa Portuguesa”: Primeiro surgiu a de Basileia em 1610, depois a de Frankfurt e Viena em 1615, Hamburgo em 1616, Berlim em 1617, Praga em 1619, Amesterdão em 1620, Londres em 1622. Anos mais tarde é a vez de chegarem a Florença e Roma.

Uma das mais importantes e que mais terá influenciado a génese da patriótica Gazeta da Restauração, foi a “Gazette de France”, que surgiu em 1631, com o alto patrocínio do Cardeal Richelieu, o todo poderoso primeiro-ministro de Luís XIII.

Menos de um ano depois de ser aclamado rei em Lisboa por um grupo de 71 portugueses, El-Rei D. João, o quarto de Portugal, fez saber que concedia “alvará” de publicação a Manuel de Galhegos, “impressor, livreiro” para editar ,“imprimir” e “vender em todos estes reinos e senhorios as Gazetas das novas deste Reino”. Este primeiro periódico português de publicação regular, haveria de ficar conhecido por Gazeta da Restauração. O alvará régio foi concedido a “14 de Novembro de 1641”, como se lê num livro de Jorge Pedro de Sousa, investigador e professor da Universidade Fernando Pessoa.

Ao Expresso, Sousa diz que “muitas notícias da Gazeta portuguesa, à semelhança das notícias da Gazette francesa, que lhe serviu de modelo, apresentavam enquadramentos que se podem considerar propagandísticos”

“O poder régio era constantemente engrandecido e a pessoa do rei sempre enaltecida” pela Gazeta da Restauração. Nas notícias dadas sobre a guerra com os espanhóis, que se mantém alguns anos após a aclamação de D. João como rei de Portugal, “os portugueses venciam todas as escaramuças e batalhas e causavam sempre um enorme número de baixas nos inimigos, mas estes raramente conseguiam fazer o mesmo às hostes portuguesas. Classifico, por isso, a Gazeta como um periódico infopropagandístico”, acrescenta o professor da Universidade Fernando Pessoa.

O nono número da Gazeta da Restauração foi impresso em julho de 1642 e posto a circular em agosto. Nos dois meses seguintes, agosto e setembro, a Gazeta não seria impressa por determinação do rei. A proibição régia visaria sobretudo as publicações gerais, menos regulares, mas foi também foi aplicada à Gazeta da Restauração.

Se entre a pequena nobreza, o povo e alguns mercadores havia numerosos apoiantes do novo poder, parte da grande nobreza permanecia recetiva à ideia da monarquia dual que governou Portugal entre 1580 e o 1º de Dezembro de 1640.

Arrefecimento do clima gerou escassez alimentar

Em Portugal os tempos eram de guerra e crise económica. A Europa sentia os efeitos da Guerra dos 30 anos, que eclodira em 1618 e só terminaria em 1648. Como se isso não bastasse, experimentava-se um período de arrefecimento climático geral, responsável por uma “crescente escassez alimentar”, como explica a historiadora Mafalda Soares da Cunha.

“Numa delicada situação de guerra, o poder régio não estava seguro de ter controlo sobre todas as notícias publicadas, embora os impressos, em princípio, se encontrassem ainda sujeitos às regras da censura prévia estabelecidas na Carta de Filipe II”, escreve Tengarrinha. O problema, é que as folhas impressas eram muitas, e o “aparelho censório” tinha “dificuldades de controlar todos os papéis que apareciam”.

É neste contexto que D. João IV reforça as disposições censórias; o decreto régio de 19 de agosto de 1642 “visava, assim, não apenas as Gazetas da Restauração, mas sobretudo outras das numerosas publicações eventuais [não periódicas] que se apresentavam impropriamente com a designação de ‘gazetas’ ou de qualquer modo eram assim classificadas”, explica José Tengarrinha na sua “História da Imprensa Portuguesa”.

Dois meses depois de ter sido suspensa, a Gazeta da Restauração, voltou a ser impressa... mas com novas orientações editoriais e novo cabeçalho. Foi assim que surgiu a “Gazeta Primeira do Mês de Outubro de Novas Fora do Reino”, que entrou em circulação a 18 de novembro. Tal como o primeiro número da Gazeta, impresso em novembro de 1641, tinha 12 páginas e custava 6 réis.

Numero de páginas ditava o preço

Foram publicados 36 números da Gazeta da Restauração – nas suas várias versões – entre outubro de 1641 e setembro de 1647. Pode ter havido mais números, mas foram estes que sobreviveram e chegaram até nós.

“Na Gazeta não há peças de opinião como hoje as conceberíamos. Os periodistas de Seiscentos, na generalidade dos países da Europa continental, viam-se a si mesmos como historiógrafos do presente. A sua principal referência era a escrita da história, o registo cronológico dos factos notáveis da vida dos povos. Por isso, o periodismo emergente foi noticioso por toda a Europa continental”, diz Jorge Pedro de Sousa.

“A análise de conteúdo efetuada à Gazeta demonstrou que somente 1% das peças inseridas no periódico não deve ser classificada como notícia. Algumas notícias, porém, continham passagens opinativas: 3% até à interrupção de 1642; 14% depois, quando a Gazeta se converteu na Gazeta de Novas de Fora do Reino, passando os seus conteúdos a serem quase integralmente traduzidos da Gazette francesa, mesmo os respeitantes a Portugal, como revela um trabalho de Patrícia Teixeira”, explica o professor Jorge Pedro de Sousa.

Sousa considera que este “projeto resultou da iniciativa privada”. Até à data da suspensão dos vários periódicos em 1642, a Gazeta foi seguramente “acarinhada pelo poder régio”. É provável que o tenha sido posteriormente, já que o novo poder “viu na Gazeta um excelente instrumento de propaganda da restauração da independência do reino”, acrescenta Sousa.

D. João IV conhecia o poder da diplomacia e da imprensa

O primeiro rei da dinastia de Bragança gostava de “caçar e de música”, diz a professora e investigadora Leonor Freire Costa, co-autora com Mafalda Soares da Cunha do livro “D. João IV”, da editora Temas & Debates.

No dia da sua entronização, 15 de dezembro de 1640, desconcertou parte da nobreza por ter trajado com “sobriedade algo modesta, tendo em conta a relevância da ocasião”, lê-se no livro das duas autoras. Esta preferência pela roupa confortável e simples para os padrões das cortes da época, em que fazia “gala” – como diz Freire Costa – tornar-se-ia uma marca da sua “atitude” e forma de estar. Contrariamente ao que as regras do poder real exigiam, o rei gostava de fazer demasiadas refeições acompanhado – em vez de comer sozinho como seria expectável − e de dizer algumas piadas. Mas, se estas características foram vistas como desconcertantes por muitos, o certo é que houve uma estratégia clara de legitimação do novo poder.

Mafalda Soares da Cunha lembra que o trabalho da “diplomacia portuguesa foi notável” para obter o reconhecimento do novo poder junto das entidades políticas estrangeiras e, a nível interno, o rei ou os que o rodeavam terão percebido a importância da imprensa.

O que nos ensina a história sobre jornalismo e política

“Podemos considerar D. João IV como o primeiro governante [português] que percebeu a importância dos escritos impressos”, diz ao Expresso Felisbela Lopes, professora de Jornalismo na Universidade do Minho: O apoio régio às Gazetas era o modo de “controlar a opinão pública na época” – já que o reino vivia tempos em que a crise económica e a escassez de alimentos poderiam fomentar motins municipais.

“O rei e os seus conselheiros certamente conheciam o caso da Gazette [francesa] e perceberam que uma publicação portuguesa com características semelhantes poderia ser benéfica para a propaganda da nova dinastia de Bragança e para a sua legitimação simbólica”, diz Jorge Pedro de Sousa.

Felisbela Lopes lembra que “o passado ensina-nos muito sobre alguns tiques do presente, e este elo umbilical que existe entre o jornalismo e o poder político. Como é que desfazemos este elo de ligação quando o jornalismo nasceu de uma ligação com o poder dominante?”, pergunta a docente da Universidade do Minho.

A verdade, é que hoje “há processos [mais] complexos” mas “há múltiplas manipulações que continuam a existir”, acrescenta Felisbela Lopes.

Da Gazeta da Restauração chegaram até nós 36 números. Houve edições bimestrais, meses em que não foi publicada, e outros em que foi impresso mais do que um número. O papel era caro e o preço da Gazeta variou de acordo com o número de páginas impressas, fixando-se maioritariamente nas 12 páginas e 6 réis de custo.

Sobre a tiragem, Sousa diz que “tendo em conta as tiragens médias da época” é de admitir que o “número de cópias por número não deverá ter superado as 300. A maioria das cópias circulavam em Lisboa, especialmente na Corte. No entanto, haveria quem comprasse gazetas e outras publicações em Lisboa com o objetivo de as ir lendo de terra em terra, a troco de uma pequena quantia; e outras eram enviadas por mensageiros e correios para outros lugares,por exemplo, para as sedes de bispado, para agentes importantes na administração e defesa do território, para certos conventos”.

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Horizontal History

 

Mesmo ao gosto do Puro. Enorme artigo, como é comum nesta página. Sigam, que não se vão arrepender,

 

Horizontal History

 

Mesmo ao gosto do Puro. Enorme artigo, como é comum nesta página. Sigam, que não se vão arrepender,

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Primeira frase:

 

Most of us have a pretty terrible understanding of history.

 

Verdade. É totalmente verdade. E nem digo isto para dizer que as pessoas não sabem de História ou como acusação, ou coisa que o valha; é no sentido de pouca gente entender o que realmente é a História enquanto ciência.

 

Para se entender o que é a História enquanto ciência, há que ter em conta isto:

 

Since no one is ever telling anything close to the full, real, complete story, in all its complexity—as we said, no one even knows the full story—each historian, each ruler, and each society creates their own fairy tale version of what went down in the past. When things are unsatisfyingly multi-faceted, we pick the facet we like best. When there are knowledge gaps, we make things up. When there are questions of motive, we pick one that fits nicely into the narrative.

 

Isto é a História enquanto ciência. É o estudo sistemático das fontes que nos vai permitir formular uma narrativa tendo em conta aquilo que sabemos - o que não é necessariamente aquilo que aconteceu, pois o que aconteceu será sempre impossível de reconstituir a 100%.

 

Imaginem uma situação que ocorra hoje. Amanhã, haverá uma série de versões diferentes do acontecimento, todas elas diferindo em algum ponto. A história real do que aconteceu não será, nunca, reconstituída; de acordo com aquilo que sabemos - relatos de quem lá esteve, de quem viu, de quem ouviu quem lá esteve - formulamos uma narrativa o mais aproximada possível do acontecimento.

 

Se isto é assim para acontecimentos contemporâneos, do dia a dia, imaginem para os de há 500, 1000 ou 2000 anos. Por isso é que a História nunca estará satisfeita, por isso é que nunca estará 'escrita em pedra' - porque surgem sempre novas questões, novas fontes, melhores formulações e interpretações daquilo que nos chegou e que explicam melhor determinado acontecimento do que as narrativas anteriores.

 

É por isso que me dá vontade de bater em quem formulou o ensino da História em Portugal. É que ensinam-se acontecimentos como se fossem certezas, focam-se em fazer decorar datas, figuras e acontecimentos, quando essas "certezas" se podem desmoronar de um momento para o outro na eventualidade de surgiram novas fontes que levem os historiadores a rever aquilo que julgavam saber.

 

Tldr: excelente post, Pan, e já vou ter divertimento para a quadra natalícia :mrgreen:

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A fuga dos espanhóis golpistas para Portugal foi no dia 31 de dezembro, há 85 anos

 

Primeiro pensaram usar um aeroplano, depois em aproveitar uma caravana de camelos e atravessar o deserto do Sáara... Estavam todos preparados para fugir no dia de Natal, mas os planos falharam. No 31 de Dezembro de 1932, um domingo, fizeram-se ao mar, corporizando uma das maiores evasões prisionais da Península Ibérica. Eram espanhóis, monárquicos, e vieram todos para Portugal

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Ainda bem que são os historiadores, e não os arqueólogos, quem escreve a História. Que chorrilho de disparates.

 

Passando à frente...

 

El-Rei D. Sebastião desapareceu em Alcácer do Sal e outros disparates dos alunos de História. O que tem que mudar?

 

Vale a pena ler, mas tldr:

 

"D. Sebastião desapareceu quando estava a combater os mouros na cidade marroquina de Alcácer do Sal.”

 

“Era burro [D. Sebastião] e borrou-se, armando-se em bom”

 

"[sobre a importância da Batalha de Waterloo para a História da Europa] Waterloo foi muito importante para a Europa, pois com este tema os Abba venceram o Festival Eurovisão da Canção”

 

“Os cristãos são todos os que acreditam num só Deus: Alá.”

 

“Era Cristã era uma palavra que os cristãos usavam muito: era Cristã”

 

“Napoleão foi derrotado por um general chamado Inverno numa batalha ocorrida perto de Moscovo. O general Inverno, um dos mais importantes de toda a Rússia, conduziu os seus exércitos à vitória e obrigou Napoleão a retirar-se da Rússia.”

 

“A obra [A Escola de Atenas, de Rafael] representa uma espécie de Universidade Sénior da época. No centro do quadro, os homens representados são velhos, têm uma barba branca. Além disso, aparecem mais idosos, alguns com bengala e com livros na mão, por isso é que andam a estudar. A obra chama-se A Escola de Atenas, portanto, seriam idosos de Atenas e, provavelmente, estariam no intervalo de alguma aula. Vemos alguns sentados nos corredores a ler e a escrever, se calhar até estavam a copiar o trabalho para casa.”

 

"[Em que áreas artísticas se destacaram Rafael, Miguel Ângelo e Donatello?] Destacaram-se no cinema, nos filmes das Tartarugas Ninja”

 

“[O que aconteceu a 25 Abril 1974] Salazar deixou de governar e foi para o exílio. Acabou-se com a PIDE e com a independência. Já se podiam fazer deflamações do Estado e dizer bocas sem ir preso”

 

“O Marquês de Pombal era o Presidente da República do rei D. José.”

 

"[Qual o nome do militar português responsável pela vitória em Aljubarrota?] Nuno Álvares Pereira, que tinha o título de Conde Estável.”

 

“O Convento de Mafra foi mandado construir por D. João V e o escritor Saramago escreveu num diário todos os pormenores da construção”

 

“O estilo manuelino foi criado por D. Manuel I, um rei que era muito estiloso.”

 

“O istilo Manuel Lino [Manuelino] eram âncoras e cordas, ingreijas e casas com as pontas em bico. Tinham a característica do gosto da arte. Quadros sobre o mar e quadros sobre a Cruz de Cristo. Era feito com plantas, esferas e animais e caracterizava-se com as leis do mar e o material que era usado.”

 

“A Estátua da Liberdade foi feita pelos franceses, que a ofereceram aos americanos e, para isso, tiveram de transportá-la de avião.”

 

“[Pré-história] Foi a época em que viveram os dinossauros e terminou com a invenção da escrita por Gutenberg (...) A Pré-História é o que já passou há muitos anos, quando não havia quase nada do que há hoje (...) Foi um tempo passado à milésimos de anos, onde viviam os povos primitivos e onde ezestiam animais que não há hoje (...) foi com o início da terra, quando os animais eram grandes e monstruosos. As pessoas eram descendentes de macacos e, a partir de então, foram-se desenvolvendo, dando origem a novos macacos.”

 

:blink:

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"Scrambler telephones were in great demand in SOE because they were not only proof against crossed lines and wire-tapping but implied that those who possessed them had something to say which was worth overhearing. It hadn't occurred to me to ask for one of my own but early in September I found that a green telephone with three buttons on it had been installed on my desk, so I must have been doing something right. Pasted across it was a memo from Dansey emphasizing that it was to be used for Top Secret conversations only.

 

I pressed the right buttons to tell Tommy that I had a fresh stock of Havanas, and then contacted the Grendon supervisor to ask what progress the girls were making in the task I had set them of writing poems for agents. I'd made the suggestion a fortnight ago but the girls still hadn't produced a single stanza. Their supervisor assured me, with the hint of a chuckle, that I would not have long to wait.

 

I was still pondering the significance of that chuckle when I received an incoming call on the new toy from the commanding officer of Station 53, a benign major named Phillips who presided over his clandestine estate like a country squire.

 

Dispensing with the normal courtesies, he broke some bad news in a voice so strained that I considered asking him for proof of identity. 'Gammel's here.'

 

Brigadier Gammel was the commanding officer of the FANY Corps and I knew from a five-minute interview with her that she could cause grievous bodily harm with a glance. The whole of SOE was in awe of her. She was the embodiment of her famous pronouncement: 'Members of the FANY Corps must at all times conduct themselves like ladies.'

 

I asked the distraught major if Gammel were causing him any problems.

 

'Almost as many as you,' he snapped. And told me why.

 

The FANY supremo had arrived at Station 53 on a tour of inspection. After examining the remotest corners of Grendon for signs of impropriety, the bellicose brigadier had walked into the FANY mess, which was normally only marginally quieter than the last few minutes of a Cup Final. But today the acute Gammel ear was greeted by absolute silence. Even more unexpected to the piercing Gammel eye was the spectacle of a dozen or so FANYs clustered round a table totally absorbed in the ladylike pursuit of composing poems. She asked Phillips who had thought of this admirable idea. Mr Marks of Baker Street was given due credit. Gammel then advanced to the table to inspect the quality of her charges' writings.

 

She was now on the telephone complaining to Ozanne. Those dear girls, who knew damn well that Gammel was visiting them, had produced samples of hard-core pornography which Marks & Co. would have hidden in a glass case on the fourth floor, surrounded by Bibles.

 

Phillips read to me the first (and mildest) of the stanzas Gammel had examined:

 

 

Is de Gaulle's prick

Twelve inches thick

Can it rise

To the size

Of a proud flagpole

And does the sun shine

From his arse-hole?

 

 

He invited my comments.

 

I told him that the imagery was unusual, the words easy to memorize and the content not at all what the enemy would be expecting. I asked him to tell the girls that I was absolutely delighted with it and looked forward to receiving the rest.

 

He put down the receiver."

 

Excerpt from "Between Silk and Cyanide: A Codemaker's War, 1941-1945", by Leo Marks

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Muito interessante a Visão História deste mês (as obras empreendidas durante o Estado Novo) ao responder a uma questão que sempre coloquei: porque razão é que as escolas primárias no interior parecem todas iguais? :lol: :mrgreen:

 

De resto bons artigos sobre a reconstrução quase total dos castelos para corresponder aos "ideais lusitanos", há lá uma foto antes e depois do Castelo São Jorge que é praticamente irreconhecível. Por acaso já se sabia (creio que o Black Hawk escreveu sobre isto aí atrás) sendo que sobre este tema já tinha lido um artigo na National Geographic sobre os arqueólogos que trabalham precisamente em São Jorge a estudar as gravações nas pedras da muralha e que lamentavam as destruições causadas pela "reconstrução" feita durante o Estado Novo que, segundo alguns cálculos, removeram mais de um milhão de metros cúbicos da estrutura original do castelo.

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Acerca daquele post do Puro com erros que os alunos dão, se há coisa com a qual me entretenho é a ler as respostas que os alunos da minha mãe lhe dão nos testes (HGP - 2º ciclo) :lol: Quando me lembrar ainda faço uma compilação para deixar aqui.

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Muito interessante a Visão História deste mês (as obras empreendidas durante o Estado Novo) ao responder a uma questão que sempre coloquei: porque razão é que as escolas primárias no interior parecem todas iguais? :lol: :mrgreen:

 

De resto bons artigos sobre a reconstrução quase total dos castelos para corresponder aos "ideais lusitanos", há lá uma foto antes e depois do Castelo São Jorge que é praticamente irreconhecível. Por acaso já se sabia (creio que o Black Hawk escreveu sobre isto aí atrás) sendo que sobre este tema já tinha lido um artigo na National Geographic sobre os arqueólogos que trabalham precisamente em São Jorge a estudar as gravações nas pedras da muralha e que lamentavam as destruições causadas pela "reconstrução" feita durante o Estado Novo que, segundo alguns cálculos, removeram mais de um milhão de metros cúbicos da estrutura original do castelo.

 

Existe disponivel isso online?

 

Se tiveres, mp sff.

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Existe disponivel isso online?

 

Se tiveres, mp sff.

 

Não conheço esses sites, o único que utilizo para ver online é a plataforma issuu e pelo que vi não há lá nada. Mas a revista é bastante completa, também fala do Jamor e como foi construído para se recordar um anfiteatro romano.

 

Pena é que a revista custa 5 paus (4.90) mas pelo que vejo esporadicamente é muito boa, outro bom número que vi por alto foi este sobre a Guerra Colonial.

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Muito interessante a Visão História deste mês (as obras empreendidas durante o Estado Novo) ao responder a uma questão que sempre coloquei: porque razão é que as escolas primárias no interior parecem todas iguais? :lol: :mrgreen:

 

De resto bons artigos sobre a reconstrução quase total dos castelos para corresponder aos "ideais lusitanos", há lá uma foto antes e depois do Castelo São Jorge que é praticamente irreconhecível. Por acaso já se sabia (creio que o Black Hawk escreveu sobre isto aí atrás) sendo que sobre este tema já tinha lido um artigo na National Geographic sobre os arqueólogos que trabalham precisamente em São Jorge a estudar as gravações nas pedras da muralha e que lamentavam as destruições causadas pela "reconstrução" feita durante o Estado Novo que, segundo alguns cálculos, removeram mais de um milhão de metros cúbicos da estrutura original do castelo.

Epa também visão história? Pensava que só havia a visão semanal. Por acaso sei que vão lançar amanhã a Visão saúde, também custa 4,90. Uma coisa é certa se tivesse muito guito comprava isso tudo semanalmente, é fantástico.

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Muito interessante a Visão História deste mês (as obras empreendidas durante o Estado Novo) ao responder a uma questão que sempre coloquei: porque razão é que as escolas primárias no interior parecem todas iguais? :lol: :mrgreen:

As do Estado Novo?

 

Há as de arquitectura do Estado Novo, mas também as Escolas Conde Ferreira. São quase 100, embora a maior parte já não funcione como escola.

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As do Estado Novo?

 

Há as de arquitectura do Estado Novo, mas também as Escolas Conde Ferreira. São quase 100, embora a maior parte já não funcione como escola.

 

São estas: Plano dos Centenários

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Se não estou em erro foi a primeira vez que um professor meu aconselhou a compra da revista :mrgreen: Mas por acaso estamos a estudar a educação no Estado Novo.

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Se não estou em erro foi a primeira vez que um professor meu aconselhou a compra da revista :mrgreen: Mas por acaso estamos a estudar a educação no Estado Novo.

 

Nesse tempo é que havia educação (e respeitinho)!

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