Mayday Publicado 24 Agosto 2014 O regime presidencialista de Sidónio anunciou o fim da República Um ano e nove meses depois de entrar formalmente na I Guerra Mundial a República é varrida pela tempestade política de Sidónio Pais. A “República Nova” que proclamou ruiria um ano depois com o seu assassinato, mas a sua experiência política, inovadora e insólita, deixaria marcas e seria um balão de ensaio para soluções aplicadas posteriormente pelo Estado Novo Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 23 Setembro 2014 Está a dar um filme muito bom na RTP1 sobre as lutas entre portugueses e franceses pelo domínio das costas brasileiras. A ação passa-se em meados do século XVI. Compartilhar este post Link para o post
infinito Publicado 23 Setembro 2014 tá o dar o extra da casa dos segredos. achas que a malta quer saber :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 24 Setembro 2014 Lá se foi a minha esperança na Humanidade :( Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 24 Setembro 2014 Está a dar um filme muito bom na RTP1 sobre as lutas entre portugueses e franceses pelo domínio das costas brasileiras. A ação passa-se em meados do século XVI. Não é um filme. É uma mini-série. Vermelho Brasil. E até tem tópico por cá. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dpitz Publicado 7 Novembro 2014 Celebra-se hoje o 97º aniversário da Revolução de Outubro Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 9 Novembro 2014 (editado) Berlim: Recorde a história do muro da vergonha que dividiu a Europa durante 28 anos Uma falha de comunicação levou um membro do Partido Socialista Unificado a garantir que os alemães de Leste poderiam passar livremente nos postos de controlo. E assim o Muro começou a cair há 25 anos. Berlim, 9 de Novembro de 1989. A pressão sobre a República Democrática Alemã (RDA) é cada vez maior e o Partido Socialista Unificado sente a obrigação de aumentar a liberdade de movimentação da população. Numa conferência de imprensa marcada para o final da tarde, Günter Schabowski não sabe - nem sabe ninguém -, mas está prestes a mudar o rumo da história. O secretário-geral do partido de Berlim Oriental é jornalista de profissão e tem dado a cara nas declarações aos jornalistas. Naquele dia está há uma hora a falar sobre liberdade de imprensa, eleições e mudanças no acesso às fronteiras quando lê um papel com uma decisão dessa tarde. Os habitantes da RDA passariam a poder atravessar a fronteira da República Federal Alemã (RFA) livremente desde que possuindo uma autorização própria. Sem ter sido informado sobre a decisão, Schabowski é encurralado pelas perguntas dos jornalistas: - Sem um passaporte? E a partir de que momento? - Bom, só fui informado hoje... - Mas quando é posto em prática? - Vai começar, tanto quanto sei, imediatamente. Sem mais demoras. - E em Berlim também? - Então... sim, sim. A saída poderá ocorrer em qualquer dos pontos de controlo da RDA para a RFA ou para Berlim Ocidental. Não havia margem para recuar. A declaração foi notícia na televisão e a ideia geral, comum a todos, era que o Muro de Berlim acabara de cair. Dos dois lados da barreira, as pessoas saíram à rua para celebrar. O único problema era que os guardas não tinham sido informados da decisão e não estavam preparados para enfrentar a euforia de uma multidão que via finalmente desaparecer uma barreira física que tantos problemas provocara durante 28 anos. Sinónimo de poder A Segunda Guerra Mundial tinha deixado a Alemanha e a sua capital completamente destruídas. No Tratado de Potsdam o país foi partilhado: o Oeste era dividido por norte-americanos, britânicos e franceses, enquanto os soviéticos ficavam com o Leste, numa separação que se aplicava também a Berlim, apesar de este estar localizada no sector da URSS. No entanto, o objectivo de Estaline passava por expulsar progressivamente os aliados da Alemanha de forma a poder estender o bloco comunista na Europa. A tensão aumentou até que a 24 de Junho de 1948 Berlim Ocidental ficou isolada do resto do mundo. Os pontos de passagem foram cortados pela primeira vez. Não era ainda por culpa de um muro, mas devido à tentativa de Estaline de cortar o abastecimento ao Ocidente. A estratégia saiu furada, e até 12 de Maio de 1949 os Aliados protagonizaram uma corrente aérea com aviões dos EUA, do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia e da África do Sul a aterrarem a cada três minutos nos aeroportos de Tempelhof, Gatow e Tegel - este último construído em tempo recorde pelos franceses para o efeito. A estratégia soviética fracassou e deu origem às duas repúblicas alemãs: a Federal a 23 de Maio e a Democrática a 7 de Outubro de 1949. Solução para a hemorragia A RDA comunista tornou-se rapidamente o parente pobre da RFA capitalista. A influência soviética era uma ameaça constante e a fuga para o outro lado uma tentação demasiado difícil de ignorar. Entre 1949 e 1960, 3 milhões saíram da RDA rumo a Berlim Ocidental. Os números continuaram a aumentar e em 1960 surgiram mais 200 mil casos. O êxodo estava a tornar-se dramático para uma economia que não conseguia arrancar, mais não seja porque perdia uma grande percentagem de mão--de-obra qualificada. A guerra ideológica entre o capitalismo e o comunismo estava viciada à partida. Os Ossies (termo utilizado para os alemães de Este - "Ost" em alemão) estavam a "votar com os pés". Por esta altura Estaline já tinha morrido e fora substituído por Nikita Kruschov, um líder que via em Berlim Ocidental os "testículos do Oeste". "Quando quero que o Ocidente grite, aperto Berlim", afirmou. A ideia de ter um bloco comunista em toda a Alemanha estava descartada e era fundamental encontrar estancar o êxodo. Em 1961 a história começou a mudar, depois de Walter Ulbricht - presidente da RDA - pressionar os soviéticos para a criação de uma separação física. O líder do Partido Socialista Unificado começou por aplicar a máxima de que o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira. "Ninguém tem qualquer intenção de construir um muro", afirmou a 15 de Junho de 1961. O "amanhã" demorou pouco menos de dois meses. De 12 para 13 de Agosto, sábado para domingo, com a ajuda de milhares de militares soviéticos, a RDA substituiu a simbólica linha branca pintada no chão por uma primeira versão do muro, feito sobretudo de arame farpado. A construção gerou muita preocupação. A ideia era arrojada e a RDA e a União Soviética temiam uma resposta dos norte-americanos. Mas nada aconteceu. De facto, do lado dos EUA, o muro até era um sinal de que o panorama tinha mudado: o sonho de Estaline de ter uma única Alemanha virada a Este tinha-se transformado na garantia de que Berlim Ocidental se manteria intocável. Drama humano A vida de mais de 3 milhões de berlinenses mudara drasticamente. Famílias inteiras foram separadas por uma fronteira que evoluiu e passou de uma simples construção de arame farpado para uma estrutura teoricamente inultrapassável na década de 80. A vida passava entre os olhos da população e não poderia haver hesitações no momento de tomar uma decisão. Foi o que fez um soldado da RDA, Conrad Schumann, a 15 de Agosto de 1961, ao saltar por cima do arame farpado. As fugas e o Muro de Berlim alimentaram-se mutuamente durante os anos. Cada tentativa de sucesso era um incentivo para a RDA tornar o Muro ainda mais perigoso e difícil de saltar. Em sentido contrário, era preciso ser cada vez mais criativo e corajoso. Passar o arame farpado ou saltar de prédios que ficavam mesmo na fronteira, alterar um Volkswagen para conseguir esconder uma pessoa no lugar do tanque de combustível ou conduzir um carro militar contra o muro estava fora de questão. Nesta fase era preciso apostar em túneis de vários metros, balões de ar quente ou asas-delta. Em caso de êxito, a família que ficava para trás tornava-se alvo das represálias da polícia secreta da RDA (Stasi). No sentido oposto, os soldados estavam autorizados e eram incentivados a disparar. As contas variam de fonte para fonte, mas pelo menos 138 pessoas morreram no Muro de Berlim: 100 que tentavam fugir, oito guardas e 30 que não tinham qualquer intenção de passar para a RFA. No total, oito eram mulheres. O princípio do fim A RFA continuou a prosperar enquanto a RDA perdeu o comboio depois de uma primeira fase de crescimento. A Guerra Fria também já estava em queda na segunda metade da década de 80, quando o Muro de Berlim passou a ser visto cada vez mais como uma aberração. A 12 de Junho de 1987, o presidente norte-americano de então, Ronald Reagan, discursou em frente às portas de Brandeburgo e lançou um desafio ao congénere soviético, Mikhail Gorbachov: "Se procura a paz, se procura a prosperidade para a União Soviética e para o bloco de Leste, venha aqui e abra esta porta. Derrube este muro!" O pedido não teve efeito mas o Leste estava a perder influência. Dois anos depois tudo mudou. Em Agosto, a Hungria levantou as proibições na fronteira com a Áustria e ajudou a que mais de 13 mil Ossies fugissem para o Ocidente. Dois meses depois, a 18 de Outubro, a saída do poder de Erich Honecker (presidente da RDA desde 1976) fez com que um mais liberal Egon Krenz assumisse o cargo. Por fim, a deliberação de 9 de Novembro. A primeira ideia passava por voltar a estancar a hemorragia, mas a conferência de imprensa de Schabowski acelerou o processo. E a reacção dos alemães, dos dois lados do Muro, apenas a tornou irreversível. Poucas horas depois, o betão armado começava já a cair aos bocados para gáudio de todos. Os soviéticos não chegaram a sair do estado de prevenção e os guardas da RDA assistiram impávidos ao fim de uma tarefa que lhes tinha roubado anos de vida. "Estivemos perto de uma guerra civil e ninguém se apercebeu", recorda Egon Krenz. Já George Bush, sucessor de Reagan, lembra que o que se passou foi uma grande incógnita para todos: "Quem é que sabia o que ia acontecer a seguir? Eu não sabia, o chanceler Kohl não sabia, acho que nem o Gorbachov saberia. E Mitterrand e Thatcher não sabiam de certeza. Não sabíamos como é que este evento poderia afectar o orgulho militar soviético e o sentimento nacionalista perante algo que estava a ser destruído mesmo à sua frente." Moscovo demorou a reagir mas Gorbachov, mais tarde fundamental também no desmembramento da União Soviética, confessou depois que se fez o que teria de ser feito: "Soube do anúncio de Schabowski a partir do embaixador. Acho que as acções foram correctas e que o ónus da reunificação das Alemanhas estava agora no poder mais importante: o do povo." Jornal I Editado 9 Novembro 2014 por Lebohang Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 8 Março 2015 BlackHawk, em vez de andares a chorar por causa dos problemas do Sporting devias vir aqui mais vezes. :cadeirada: Fazes ideia onde posso encontrar o texto do S. Agostinho sobre a pena de morte? Não encontro em lado nenhum. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 10 Março 2015 (editado) O mais provável é que esteja na sua obra A Cidade de Deus. Não sei se é possível encontrar online em alguma biblioteca virtual, mas em algum lugar se há-de desencantar uma versão em pdf. However, there are some exceptions made by the divine authority to its own law, that men may not be put to death. These exceptions are of two kinds, being justified either by a general law, or by a special commission granted for a time to some individual. And in this latter case, he to whom authority is delegated, and who is but the sword in the hand of him who uses it, is not himself responsible for the death he deals. And, accordingly, they who have waged war in obedience to the divine command, or in conformity with His laws, have represented in their persons the public justice or the wisdom of government, and in this capacity have put to death wicked men; such persons have by no means violated the commandment, “Thou shalt not kill.” Abraham indeed was not merely deemed guiltless of cruelty, but was even applauded for his piety, because he was ready to slay his son in obedience to God, not to his own passion. And it is reasonably enough made a question, whether we are to esteem it to have been in compliance with a command of God that Jephthah killed his daughter, because she met him when he had vowed that he would sacrifice to God whatever first met him as he returned victorious from battle. Samson, too, who drew down the house on himself and his foes together, is justified only on this ground, that the Spirit who wrought wonders by him had given him secret instructions to do this. With the exception, then, of these two classes of cases, which are justified either by a just law that applies generally, or by a special intimation from God Himself, the fountain of all justice, whoever kills a man, either himself or another, is implicated in the guilt of murder. É isto que andas à procura? É o Capítulo 21 do Livro I de A Cidade de Deus. Editado 10 Março 2015 por BlackHawk Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 11 Março 2015 É isso mesmo. :D Curtia milhões arranjar A Cidade de Deus e também as Confissões. Obrigado. Compartilhar este post Link para o post
Stromp Publicado 24 Abril 2015 Passam hoje 100 anos do início do genocídio arménio. Compartilhar este post Link para o post
Stromp Publicado 24 Abril 2015 O LPN por acaso costuma andar por aqueles lados Compartilhar este post Link para o post
lagarto. Publicado 25 Abril 2015 Ninguém me consegue arranjar o documentário "A Hora da Liberdade" que a SIC transmitiu em 1999 sobre o 25 de Abril? Os videos do youtube estão todos sem som :cry: Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 13 Maio 2015 ... de um livro, um texto, um documento, qualquer coisa sobre como é que era o "ritual de acasalamento" dos reis? Eles não dormiam juntos mas quando tinham que se encontrar para fazer príncipes como é que aquilo acontecia? Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 24 Maio 2015 Talvez seja o tópico mais adequado. Há algum motivo histórico para toda esta tesão dos últimos dias com o museu dos coches que eu desconheço ou é só "mais um" museu? Tem alguma coisa em particular relativamente a outros que o destaque, em termos históricos? Estou a estranhar porque nunca vi tanto destaque durante tanto tempo dado a um museu em particular :lol: Não que ache incorrecto a atenção dada, podiam era dar a mais museus, a minha terra está cheia de museus e se cada vez que um abriu tivesse tido esta atenção tinhamos o triplo do turismo... :lol: Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 24 Maio 2015 É um museu que reflecte bem a história dos governantes de Portugal, enterrar o ouro (roubado) do Brasil em carroças puxadas por cavalos sempre pareceu um bom investimento para o país. Compartilhar este post Link para o post
Castor Publicado 24 Maio 2015 Talvez seja o tópico mais adequado. Há algum motivo histórico para toda esta tesão dos últimos dias com o museu dos coches que eu desconheço ou é só "mais um" museu? Tem alguma coisa em particular relativamente a outros que o destaque, em termos históricos? Estou a estranhar porque nunca vi tanto destaque durante tanto tempo dado a um museu em particular :lol: Não que ache incorrecto a atenção dada, podiam era dar a mais museus, a minha terra está cheia de museus e se cada vez que um abriu tivesse tido esta atenção tinhamos o triplo do turismo... :lol: Pelas reportagens que vi/ouvi era/é o museu mais visitado de país (ou Lisboa). E do que me lembro, pelos numeros que apresentaram o museu até era auto-sustentável ou quase. Agora vão aumentar os custos com o museu de forma brutal. Não sei se foi uma construção bem pensado ou não. Mas a principal razão acho que é mesmo porque é o (ou um dos) museus mais visitados do país. Compartilhar este post Link para o post
Mr. Bacano Publicado 24 Maio 2015 Também vi num canal de televisão que era o mais importante museu do mundo neste tema dos coches. Estranhei muito. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 27 Junho 2015 Não conheço. http://www.slate.com/articles/life/the_history_of_american_slavery/2015/06/animated_interactive_of_the_history_of_the_atlantic_slave_trade.html?wpsrc=sh_all_dt_fb_top Aqui está um daqueles recursos que vale mesmo a pena ver. É um vídeo interativo de dois minutos onde dá para se ter uma ideia muito mais real do tráfego de navios negreiros entre África ocidental e as Américas durante os séculos de escravatura negra. Se pararem a animação e clicarem nos pontos que representam os navios até têm um perfil deste, com o nome, nação, quantidade de viagens efetuadas e negros transportados durante este período. Ver as estatísticas não é tão aterrador quanto ver isto e imaginar a desumanidade que grassou naquele período... Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 27 Junho 2015 É um museu que reflecte bem a história dos governantes de Portugal, enterrar o ouro (roubado) do Brasil em carroças puxadas por cavalos sempre pareceu um bom investimento para o país. Oh Antifa, tu és demasiado inteligente para te deixares engolir nessa lengalenga revisionista... ... de um livro, um texto, um documento, qualquer coisa sobre como é que era o "ritual de acasalamento" dos reis? Eles não dormiam juntos mas quando tinham que se encontrar para fazer príncipes como é que aquilo acontecia? Não tenho uma obra que me lembre, mas aquilo era muito engraçado. Envolvia portas e corredores secretos, a presença de criados e criadas para acorrerem a qualquer necessidade dos "amantes", testemunhas, etc, etc. Daquelas coisas que ninguém acredita, mas que aconteciam :lol: Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 27 Junho 2015 Não sei até onde o 1º post está actualizado, mas nem sabia que estava assim e está muito fixe. Abençoados sejam. Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 27 Junho 2015 Não conheço. http://www.slate.com/articles/life/the_history_of_american_slavery/2015/06/animated_interactive_of_the_history_of_the_atlantic_slave_trade.html?wpsrc=sh_all_dt_fb_top Aqui está um daqueles recursos que vale mesmo a pena ver. É um vídeo interativo de dois minutos onde dá para se ter uma ideia muito mais real do tráfego de navios negreiros entre África ocidental e as Américas durante os séculos de escravatura negra. Se pararem a animação e clicarem nos pontos que representam os navios até têm um perfil deste, com o nome, nação, quantidade de viagens efetuadas e negros transportados durante este período. Ver as estatísticas não é tão aterrador quanto ver isto e imaginar a desumanidade que grassou naquele período... Também vi isso ontem (no fb). É assustador ver que durante séculos lideramos o trafico de escravos no mundo e lucramos muito com isso. Também é engraçado que nunca se refira isso na escola. Compartilhar este post Link para o post