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Arquitectura, Urbanismo, Projectos, Transportes, Infraestruturas e Outras Coisas do Género

Publicações recomendadas

Citação de Stromp, há 26 minutos:

Mas por que é que se fez o aeroporto de Beja, mesmo? Era suposto ser um aeroporto normal? Não me lembro sequer de se falar nisso na altura.

O aeroporto já "existia" enquanto base aérea. Fez-se um terminalzeco por poucas dezenas de milhões de euros com o objectivo de, precisamente, atrair negócios para a região, algo que creio que foi conseguido. O tráfego de passageiros sempre foi um extra, mais "wshful thinking" que outra coisa qualquer.

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Citação de Gilberto Carlos, há 33 minutos:

O que é metro ligeiro?

Tipo o Metro do Porto.

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Mas a ideia é construir infraestruturas à revelia dos cidadãos, essa é que é a ideia de um bom país?

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Citação de challenger, há 3 horas:

 

Eu vivo no infantado (zona em causa). E o metro ligeiro nessa via em específico ia destruir completamente a avenida principal da zona.

Destruir as palmeiras, tornar caótico o trânsito. O que não está na notícia é que queriam fazer 3 paragens num espaço curtíssimo dentro do infantado. Não vejo problema em manter a avenida como está, que é bastante agradável e dá bom aspeto à zona, e construir apenas 1 das 3 paragens que continua a servir toda a população. Por alguma razão, a maioria da população é contra.

Este metro de superfície não está muito bem idealizado. Mas isso já é outra conversa 😅

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

Tipo o Metro do Porto.

Eu só ainda não percebi muito bem como vai funcionar este metro de superfície (os tempos do percurso indicam que será lento). Nem como será a ligação ao metro de Lisboa em Odivelas.

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Citação de TukTuk, há 4 minutos:

Eu só ainda não percebi muito bem como vai funcionar este metro de superfície (os tempos do percurso indicam que será lento). Nem como será a ligação ao metro de Lisboa em Odivelas.

deve ser mais parecido com o da almada que do porto

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Citação de TukTuk, há 22 minutos:

Eu vivo no infantado (zona em causa). E o metro ligeiro nessa via em específico ia destruir completamente a avenida principal da zona.

Destruir as palmeiras, tornar caótico o trânsito. O que não está na notícia é que queriam fazer 3 paragens num espaço curtíssimo dentro do infantado. Não vejo problema em manter a avenida como está, que é bastante agradável e dá bom aspeto à zona, e construir apenas 1 das 3 paragens que continua a servir toda a população. Por alguma razão, a maioria da população é contra.

Este metro de superfície não está muito bem idealizado. Mas isso já é outra conversa 😅

Também me dá trigger ver os autocarros parar de 50 em 50 metros. Fds

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Paragens mais espaçadas, entradas e saídas por ambas as portas e com validadores junto a essas portas.

Acho que dava logo outra fluidez aos autocarros 

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Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

deve ser mais parecido com o da almada que do porto

Em Almada também anda a 30km/h?

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Citação de TukTuk, há 3 horas:

Eu vivo no infantado (zona em causa). E o metro ligeiro nessa via em específico ia destruir completamente a avenida principal da zona.

Destruir as palmeiras, tornar caótico o trânsito. O que não está na notícia é que queriam fazer 3 paragens num espaço curtíssimo dentro do infantado. Não vejo problema em manter a avenida como está, que é bastante agradável e dá bom aspeto à zona, e construir apenas 1 das 3 paragens que continua a servir toda a população. Por alguma razão, a maioria da população é contra.

Este metro de superfície não está muito bem idealizado. Mas isso já é outra conversa 😅

Não digo que não tenhas razão, não moro na zona e depende de como o projeto é feito e a sua interligação com outro transportes.

Mas a verdade, em termos genérico, é que se fossemos dar sempre ouvidos à população quando se propõe retirar espaço ao carro para dar ao transporte público, isso quase nunca era feito. Transportes públicos sim, desde que não tirem lugares de estacionamento e vias de circulação para o meu carro.

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Citação de challenger, há 15 minutos:

Não digo que não tenhas razão, não moro na zona e depende de como o projeto é feito e a sua interligação com outro transportes.

Mas a verdade, em termos genérico, é que se fossemos dar sempre ouvidos à população quando se propõe retirar espaço ao carro para dar ao transporte público, isso quase nunca era feito. Transportes públicos sim, desde que não tirem lugares de estacionamento e vias de circulação para o meu carro.

Claro, e concordo em parte com o que dizes.

O tema é que aqui iria retirar espaços aos carros (é relevante por ser uma avenida com elevado tráfego de autocarros que vêm de zonas na qual o metro não irá passar e que fazem a ligação a Lisboa) e também às pessoas, destruir as famosas palmeiras. Isto para para circular um metro ligeiro que teria que andar sempre super devagar por ser uma estrada com elevada circulação de pessoas. E que teria uma outra estação (que é a que permanece no projeto) a uma distância tão curta, que chega ao ponto de eu fazer mais rápido o trajeto a pé.

E eu falo como grande defensor dos transportes públicos. Ando sempre de autocarro e metro 😋 Estou super feliz que o metro chegue ao Infantado. Mas 1 estação é uma solução equilibrada. Não precisamos de 3.

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Citação de whatever, Em 20/04/2023 at 10:40:

Mas a ideia é construir infraestruturas à revelia dos cidadãos, essa é que é a ideia de um bom país?

Sim? Construímos um mundo em que o carro é rei e a população o venera, obviamente que toda a infraestrutura de transportes públicos, ciclável e pedonal tem de ser feita à rebelia dos cidadãos. Os cidadãos são zombies e querem carros e alcatrão e partículas de borracha nos pulmões.

É imperativo criar uma ditadura da mobilidade o mais rápido possível para o bem comum.

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Aeroporto de Beja: mais barato e a 75 minutos de Lisboa

Spoiler

O aeroporto de Beja pode ficar a 75 minutos de Lisboa e ser complementar à Portela, sendo custo disso apenas um quarto do que a Vinci diz ir investir na solução Montijo. Manuel Tão, professor catedrático na Universidade do Algarve e especialista em transportes, defende que esta opção tem de ser “tomada já” para não se correr o risco de perder o acesso aos fundos europeus.

 

Texto Aníbal Fernandes 

 

Manuel Tão, geógrafo, professor na Universidade do Algarve e especialista em transportes e planeamento regional, disse ao “Diário do Alentejo” que a solução Beja, como complemento ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, custaria “menos de um quarto daquilo que, recentemente, a Vinci admitiu investir na transformação da base aérea do Montijo”.

 

O professor universitário estima que um “pacote integrado” que inclua a finalização da A26, a eletrificação da linha do Alentejo na totalidade e o novo ramal de ligação ao aeroporto de Beja custaria cerca de 400 milhões de euros, “comparticipados a 80 por cento pelos fundos europeus”, o que significa que a comparticipação nacional não ultrapassaria os 80 milhões.

 

Acresce que não só se resolveria a curto prazo a insuficiência da infraestrutura lisboeta, como se “asseguraria a ligação ao aeroporto de Faro, que dentro de uma década também ficará congestionado”, garante Manuel Tão.

 

“A solução Montijo é uma aberração”, diz o especialista em transportes, garantindo, ainda, que Alcochete “nunca estará construído antes de 2032. Precisamos de uma solução intermédia que resolva o assunto entretanto” e essa solução é Beja que “pode ficar operacional no prazo de 48 meses”.

 

Acresce que com a melhoria da ligação ferroviária, e “sem a necessidade de uma nova travessia do Tejo”, Beja ficaria a 75 minutos da capital com comboios com capacidade para atingir os 200 quilómetros por hora. “Não digo com isto que a A26 não seja necessária, mas a ligação por comboio tem outra escola e oferece outro conforto e menos tempo de viagem”.

 

Isso é importante, porque Beja poderia ser, à semelhança do que acontece com Beauvais, em Paris, uma alternativa para os voos low cost: “quem escolhe essa forma de viajar valoriza o preço em vez do tempo. Ninguém se importaria de demorar mais uma ou duas horas para chegar ao hotel”, diz Manuel Tão.

 

No entanto, alerta para a possibilidade dado o “enriquecimento estatístico”, da região, a breve prazo, poder perder a majoração em relação aos fundos europeus recebidos: “É preciso avançar já com os projetos”, avisa.

 

CIMBAL CONVIDA MINISTRO

Conforme noticiámos recentemente, a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), considera a infraestrutura do aeroporto de Beja “absolutamente essencial para o desenvolvimento” da região e tem colocado este assunto em cima da mesa nos seus contributos para o Plano Nacional de Investimentos – PNI 2030; para o Alentejo 2030 e para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

Mais uma vez, no passado dia 11 de julho, o Conselho Intermunicipal da Cimbal reuniu – tendo este tema como ponto principal da ordem de trabalhos – e deliberou “convidar o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, para debater a situação” e avaliar a “capacidade de resposta deste equipamento e quais as complementaridades que pode proporcionar a Lisboa e Faro”.

 

 

PCP REÚNE COM ANA

O Grupo Parlamentar do PCP reuniu, a seu pedido, com a administração da ANA para tomar conhecimento sobre das intenções da empresa concessionária do aeroporto de Beja acerca da infraestrutura.

 

João Dias, deputado eleito por Beja, diz que o projeto inicial do aeroporto está ainda a um terço, mas que a administradora executiva da ANA presente no encontro o informou que, para breve, está previsto avançar com mais uma placa de estacionamento para aeronaves e mais sete hangares – dois dos quais para a Mesa, empresa que já opera na infraestrutura.

 

A delegação comunista também ficou a saber que a capacidade atual do aeroporto, em termos de passageiros, é de 500 pessoas por hora – 1,5 milhões por ano – muito pouco para se apresentar como complementar a Lisboa.

 

“Fomos informados que as companhias de aviação – que têm visitado o aeroporto a convite da ANA – não têm manifestado interesse em usar esta plataforma”, uma vez que as acessibilidades a Lisboa não dão garantia de escoamento.

 

“Sem o investimento público necessário na rodovia e ferrovia, não haverá mais passageiros em Beja”. É esta a convicção do deputado comunista. “Cada um dos investimentos [A26 e eletrificação da ferrovia] tem valor por si, mas integrados potenciam-se e potenciam a região, considera João Dias. Este é um problema estilo pescadinha de rabo na boca: sem investimento público não há investimento privado, diz a ANA; sem investimento privado não há investimento público, sugere o ministro.

 

O deputado do PCP disse ao “Diário do Alentejo” que a ANA o informou que “ainda não têm uma estratégia definida para o aeroporto de Beja” e acrescentou que o PCP “não está contra uma nova solução aeroportuária na área de Lisboa, mas defende uma solução para o de Beja” de forma a que possa contribuir para o desenvolvimento da economia regional.

 

AUTARCAS ENVOLVEM-SE

Entretanto, o presidente da Câmara de Beja, numa extensa entrevista à “Rádio Renascença” (“RR”) veio a terreno defender a aposta na infraestrutura aeroportuária do Baixo Alentejo.

 

Paulo Arsénio começou por lembrar que apesar dos objetivos iniciais não terem sido atingidos, a situação em 2022 é muito diferente da observada em 2010 e que levou o Tribunal de Contas a afirmar que o aeroporto de Beja tem “contribuído para o desenvolvimento da região nem para a criação de emprego”. O autarca bejense refere, a este propósito, que a construção do hangar da Mesa, “um investimento na ordem dos 30 milhões” e que já dá emprego, direta e indiretamente, a mais de cem pessoas, pode alterar essa avaliação.

 

Outras das expectativas não cumpridas tem a ver com o nascimento dos grandes projetos na área do turismo, na altura anunciados, que atrairiam milhares de pessoas, mas que não se vieram a concretizar. Paulo Arsénio reconhece essa realidade, mas diz que, “ainda assim, o aeroporto em termos dos chamados voos VIP ou voos premium tem imensa procura. Nesta vertente, o aeroporto trabalha muito e muito bem, sendo um aeroporto muito apreciado pelas condições e características que tem, para esse tipo de tráfego. As pessoas saem com grande rapidez da aerogare e rapidamente são transportadas em viagens, de automóvel ou em shuttle privados, com percursos na ordem dos 45/50 minutos, até aos destinos finais. Essa é uma área em que o aeroporto tem sido claramente bem-sucedido”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Beja recordou que antes da pandemia o aeroporto da cidade alentejana foi, de facto, uma alternativa à Portela, devido à falta de slots em Lisboa: “Nessa altura, a ANA não impediu os voos de aterrar em Beja, coisa que voltaria a acontecer, creio, se fosse de novo necessário, dentro das condições que o aeroporto oferece” atualmente.

 

A eletrificação da linha do Alentejo está intimamente ligada à questão do aeroporto e à ligação a Lisboa. Hoje, como é comummente aceite, a distância entre cidades não se mede em quilómetros, mas em tempo. O presidente da autarquia diz que “tem sensibilizado as Infraestruturas de Portugal (IP) a fazerem o denominado Ramal do Aeroporto quando for modernizada e eletrificada a linha Beja-Casa Branca”, que está previsto no âmbito do Portugal 2030 e “cujo projeto está em execução”, mas diz notar “alguma dificuldade da parte da IP” para que isso seja uma realidade.

 

Paulo Arsénio diz que a melhoria do transporte ferroviário se justifica porque “Beja precisa desse transporte ferroviário independentemente do aeroporto; o aeroporto já é uma mais-valia tremenda para a região, mas pode ser muito mais, sendo que o ramal é importante e decisivo para o incremento do tráfego de passageiros”, mas não só: “Nós acreditamos que, a curto ou médio prazo”, o serviço de carga vai ser uma realidade “inevitável”, explica.

 

O autarca recordou ainda que, no final de 2021, a “ANA admitiu ampliar progressivamente o aeroporto de Beja, dando início à segunda fase da infraestrutura. Na prática, isso consiste na ampliação da placa que está permanentemente lotada e também a disponibilização de mais sete a dez lotes para o lado do ar, permitindo que mais sete ou dez empresas se instalem em Beja”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Beja vê ainda com bons olhos a hipótese da TAP “deslocar uma parte das suas oficinas para Beja, eventualmente, uma parte da operação do Brasil, seria uma extraordinária opção. Não conheço, nem tenho que conhecer os contratos e as obrigações que a TAP assumiu com o Brasil, mas disponibilizando a ANA mais lotes para o lado do ar, sendo a manutenção aeronáutica um dos grandes negócios futuros da aviação, partindo nós do princípio, tal como sucede com estes 80 técnicos altamente qualificados da Mesa, que a TAP pudesse trazer também um número muito superior de técnicos para Beja, e que essas pessoas passariam a viver no concelho, é claro que seria uma solução absolutamente extraordinária”.

 

José Efigénio, presidente da Câmara Municipal do Alvito, há uma semana, manifestou-se “satisfeito” com a garantia dada pelo Governo de 80 milhões para a eletrificação da ferrovia entre Casa Branca e Beja, uma peça “fundamental” para que o aeroporto “tenha um rumo diferente” e possa “ser aproveitado para ajudar os de Lisboa e Faro”.

 

No entanto, o autarca acrescentou à lista a melhoria do IP8, e “o mau estado de muitas vias da região: “Hoje o tráfego [rodoviário] é outro, com pesados a circular e a transportar o que sai de Alqueva, logo esta questão urge ser resolvida”, argumentou.

 

Por seu lado, no final do mês de junho, a Assembleia Municipal de Beja aprovou uma moção por unanimidade que defende o aeroporto da cidade como “uma excelente e útil alternativa” aos aeroportos de Lisboa e Faro, “em caso de necessidade e de sobrelotação” e recordou que a infraestrutura se “encontra certificada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e é um dos quatro aeroportos portugueses que podem receber voos internacionais”, quer de passageiros, quer de carga.

 

E, por estranho que pareça, o assunto também foi debatido na Assembleia Municipal de Lisboa através de uma recomendação do partido Aliança em que se lê que a única alternativa à Portela, é “desviar temporariamente algum do tráfego excedentário da Portela para o Aeroporto Internacional de Beja”, por Lisboa se encontrar a pouco mais de uma hora e 40 minutos de Beja, com ligação por autoestrada.

 

O partido que apoia a vereação liderada pelo bejense Carlos Moedas, argumenta ainda que “a localização periférica”, do aeroporto de Beja o coloca com especial vocação para a operação das companhias low cost e para serviços de médio e longo curso, “tendo a pista principal condições para receber os aviões usados neste tipo de operações”, menciona a recomendação.

 

Também a Assembleia Municipal de Ourique aprovou por unanimidade, no final do mês de junho, uma moção em que se considera que o País “precisa de responder às crescentes necessidades de procura de infraestruturas aeroportuárias, com senso, visão integrada e ambição em contribuir para a coesão territorial”.

 

Defende, por isso, que o aeroporto internacional de Beja deve ser equacionado como parte da solução desse problema a curto, médio e longo prazo. “O aeroporto de Beja tem de fazer parte da estratégia de valorização do interior, a par de outros investimentos que se impõem em termos de mobilidade e de coesão”.

 

BEJA MERECE+

O movimento de cidadãos Beja Merece+ considera que “o Governo seria demasiado estúpido e despesista se não aproveitasse o aeroporto de Beja”, numa altura em que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, sofre uma vaga de constrangimentos.

 

O porta-voz do movimento, Florival Baiôa, diz que a infraestrutura aeroportuária de Beja “não está morta” e defende a criação de um hub transitário – que não existe a Sul do Tejo – que promoveria “a criação de emprego, podia servir os chamados voos transatlânticos ou outros de excesso, quer de Lisboa, quer de Faro”.

 

A dimensão da pista e o facto de existir terreno vago junto ao aeroporto para uma eventual ampliação do mesmo, são também vistas como uma “vantagem” e lança uma pergunta: “Qual é o aeroporto que tem centenas de hectares para se expandir em termos industriais e em termos comerciais? Nenhum! Uma outra vantagem é que fica longe da cidade, logo é pouco incomodativo e permitirá viagens noturnas”, referiu o responsável do Beja Merece+, em declarações à “Rádio Renascença”.

 

 “Esta polémica é uma polémica perfeitamente desnecessária. Por questões ambientais, pensamos que seria um crime fazer o aeroporto no Montijo. Tenho até muitas dúvidas que a União Europeia permita uma coisa dessas. Fazer um aeroporto temporário e depois um outro definitivo, então, isso são loucuras”, concluiu Florival Baiôa.

 

DUAS DÉCADAS DE HISTÓRIA(S)

  • 2000 - (Governo Guterres) Nasce a Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) para promover o aproveitamento civil de parte da Base Militar de Beja.
  • 2002 - Durão Barroso, anuncia em Beja a abertura do aeroporto militar à aviação civil, com valências internacionais, para 2003.
  • 2003 - É assinado um protocolo para a criação do aeroporto civil de Beja.
  • 2005 - Santana Lopes indigita uma nova administração para a EDAB. José Sócrates aprova Estudo de Impacte Ambiental e anuncia disponibilidade de verbas para 2006
  • 2006 - Obra é adiada para 2007, podendo ficar operacional em 2008.
  • 2007 -  Lançada a primeira pedra. Obras começam em abril. Em novembro a TAP desiste de transferir a manutenção e engenharia para Beja.
  • 2008 - Atrasos nas obras empurram conclusão para 2009.
  • 2009 -  Mais atrasos. Concessão do aeroporto passa para a ANA -Aeroportos de Portugal. Começa mais uma saga para a certificação da infraestrutura.
  • 2010 - A abertura é adiada para 2011. Tribunal de Contas projeto devido à “derrapagem orçamental” e com dúvidas quanto à “viabilidade económica”.
  • 2011 -  Primeiro voo - ainda sem certificação - a título excecional liga Beja a Cabo Verde. Passos Coelho toma posse e aeroporto de Beja sai do Plano Estratégico dos Transportes 2015. EDAB é dissolvida.
  • 2012 -  Criado grupo de trabalho para estudar soluções para o aeroporto. Governo avança com a privatização da ANA à empresa francesa Vinci.
  • 2013 - O INAC certifica o aeroporto para todos os tipos de tráfego aéreo, podendo Beja receber, a partir de agora, voos de passageiros.
  • 2014 -  Primeiros voos comerciais entre Paris e Beja. Serve de alternativa à Portela durante a final da Liga dos Campeões da UEFA disputada em Lisboa.
  • 2015 - Grandes projetos turísticos do Alentejo, não se concretizam. Companhias aéreas desinteressam-se
  • 2016 -  A ANA opta pelo segmento do parqueamento de aeronaves. Hi Fly, EuroAtlantic airways e SATA aparecem.
  • 2017 - Plataforma giratória entre operações para alguns operadores aéreos. Voos de aviação privada e charter com alguma regularidade.
  • 2018 -  A Mesa anuncia investimento de 30 milhões de euros na construção de um hangar para manutenção de aviões. O maior avião de passageiros do mundo, o A380, da companhia portuguesa Hi Fly aterra em Beja. Avião da Air Astana declara emergência, mas consegue aterrar no Alentejo em segurança.
  • 2021 -  Aeroporto recebe mais de uma centena de voos Premium. Vinci Airports admite vir a ampliar o aeroporto de Beja, caso haja interesse dos operadores.

https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/14276/aeroporto-de-beja-mais-barato-e-a-75-minutos-de-lisboa.aspx

@Tio Hans

Tem quase um ano, mas fala do aeroporto em Beja

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Citação de Rain Dog, há 3 horas:

Sim? Construímos um mundo em que o carro é rei e a população o venera, obviamente que toda a infraestrutura de transportes públicos, ciclável e pedonal tem de ser feita à rebelia dos cidadãos. Os cidadãos são zombies e querem carros e alcatrão e partículas de borracha nos pulmões.

É imperativo criar uma ditadura da mobilidade o mais rápido possível para o bem comum.

Isto é aquela hora em que te deixam ir ao computador da sala de estudo do manicómio, não é?

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Citação de Puto Perdiz, há 2 horas:

Aeroporto de Beja: mais barato e a 75 minutos de Lisboa

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O aeroporto de Beja pode ficar a 75 minutos de Lisboa e ser complementar à Portela, sendo custo disso apenas um quarto do que a Vinci diz ir investir na solução Montijo. Manuel Tão, professor catedrático na Universidade do Algarve e especialista em transportes, defende que esta opção tem de ser “tomada já” para não se correr o risco de perder o acesso aos fundos europeus.

 

Texto Aníbal Fernandes 

 

Manuel Tão, geógrafo, professor na Universidade do Algarve e especialista em transportes e planeamento regional, disse ao “Diário do Alentejo” que a solução Beja, como complemento ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, custaria “menos de um quarto daquilo que, recentemente, a Vinci admitiu investir na transformação da base aérea do Montijo”.

 

O professor universitário estima que um “pacote integrado” que inclua a finalização da A26, a eletrificação da linha do Alentejo na totalidade e o novo ramal de ligação ao aeroporto de Beja custaria cerca de 400 milhões de euros, “comparticipados a 80 por cento pelos fundos europeus”, o que significa que a comparticipação nacional não ultrapassaria os 80 milhões.

 

Acresce que não só se resolveria a curto prazo a insuficiência da infraestrutura lisboeta, como se “asseguraria a ligação ao aeroporto de Faro, que dentro de uma década também ficará congestionado”, garante Manuel Tão.

 

“A solução Montijo é uma aberração”, diz o especialista em transportes, garantindo, ainda, que Alcochete “nunca estará construído antes de 2032. Precisamos de uma solução intermédia que resolva o assunto entretanto” e essa solução é Beja que “pode ficar operacional no prazo de 48 meses”.

 

Acresce que com a melhoria da ligação ferroviária, e “sem a necessidade de uma nova travessia do Tejo”, Beja ficaria a 75 minutos da capital com comboios com capacidade para atingir os 200 quilómetros por hora. “Não digo com isto que a A26 não seja necessária, mas a ligação por comboio tem outra escola e oferece outro conforto e menos tempo de viagem”.

 

Isso é importante, porque Beja poderia ser, à semelhança do que acontece com Beauvais, em Paris, uma alternativa para os voos low cost: “quem escolhe essa forma de viajar valoriza o preço em vez do tempo. Ninguém se importaria de demorar mais uma ou duas horas para chegar ao hotel”, diz Manuel Tão.

 

No entanto, alerta para a possibilidade dado o “enriquecimento estatístico”, da região, a breve prazo, poder perder a majoração em relação aos fundos europeus recebidos: “É preciso avançar já com os projetos”, avisa.

 

CIMBAL CONVIDA MINISTRO

Conforme noticiámos recentemente, a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), considera a infraestrutura do aeroporto de Beja “absolutamente essencial para o desenvolvimento” da região e tem colocado este assunto em cima da mesa nos seus contributos para o Plano Nacional de Investimentos – PNI 2030; para o Alentejo 2030 e para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

Mais uma vez, no passado dia 11 de julho, o Conselho Intermunicipal da Cimbal reuniu – tendo este tema como ponto principal da ordem de trabalhos – e deliberou “convidar o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, para debater a situação” e avaliar a “capacidade de resposta deste equipamento e quais as complementaridades que pode proporcionar a Lisboa e Faro”.

 

 

PCP REÚNE COM ANA

O Grupo Parlamentar do PCP reuniu, a seu pedido, com a administração da ANA para tomar conhecimento sobre das intenções da empresa concessionária do aeroporto de Beja acerca da infraestrutura.

 

João Dias, deputado eleito por Beja, diz que o projeto inicial do aeroporto está ainda a um terço, mas que a administradora executiva da ANA presente no encontro o informou que, para breve, está previsto avançar com mais uma placa de estacionamento para aeronaves e mais sete hangares – dois dos quais para a Mesa, empresa que já opera na infraestrutura.

 

A delegação comunista também ficou a saber que a capacidade atual do aeroporto, em termos de passageiros, é de 500 pessoas por hora – 1,5 milhões por ano – muito pouco para se apresentar como complementar a Lisboa.

 

“Fomos informados que as companhias de aviação – que têm visitado o aeroporto a convite da ANA – não têm manifestado interesse em usar esta plataforma”, uma vez que as acessibilidades a Lisboa não dão garantia de escoamento.

 

“Sem o investimento público necessário na rodovia e ferrovia, não haverá mais passageiros em Beja”. É esta a convicção do deputado comunista. “Cada um dos investimentos [A26 e eletrificação da ferrovia] tem valor por si, mas integrados potenciam-se e potenciam a região, considera João Dias. Este é um problema estilo pescadinha de rabo na boca: sem investimento público não há investimento privado, diz a ANA; sem investimento privado não há investimento público, sugere o ministro.

 

O deputado do PCP disse ao “Diário do Alentejo” que a ANA o informou que “ainda não têm uma estratégia definida para o aeroporto de Beja” e acrescentou que o PCP “não está contra uma nova solução aeroportuária na área de Lisboa, mas defende uma solução para o de Beja” de forma a que possa contribuir para o desenvolvimento da economia regional.

 

AUTARCAS ENVOLVEM-SE

Entretanto, o presidente da Câmara de Beja, numa extensa entrevista à “Rádio Renascença” (“RR”) veio a terreno defender a aposta na infraestrutura aeroportuária do Baixo Alentejo.

 

Paulo Arsénio começou por lembrar que apesar dos objetivos iniciais não terem sido atingidos, a situação em 2022 é muito diferente da observada em 2010 e que levou o Tribunal de Contas a afirmar que o aeroporto de Beja tem “contribuído para o desenvolvimento da região nem para a criação de emprego”. O autarca bejense refere, a este propósito, que a construção do hangar da Mesa, “um investimento na ordem dos 30 milhões” e que já dá emprego, direta e indiretamente, a mais de cem pessoas, pode alterar essa avaliação.

 

Outras das expectativas não cumpridas tem a ver com o nascimento dos grandes projetos na área do turismo, na altura anunciados, que atrairiam milhares de pessoas, mas que não se vieram a concretizar. Paulo Arsénio reconhece essa realidade, mas diz que, “ainda assim, o aeroporto em termos dos chamados voos VIP ou voos premium tem imensa procura. Nesta vertente, o aeroporto trabalha muito e muito bem, sendo um aeroporto muito apreciado pelas condições e características que tem, para esse tipo de tráfego. As pessoas saem com grande rapidez da aerogare e rapidamente são transportadas em viagens, de automóvel ou em shuttle privados, com percursos na ordem dos 45/50 minutos, até aos destinos finais. Essa é uma área em que o aeroporto tem sido claramente bem-sucedido”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Beja recordou que antes da pandemia o aeroporto da cidade alentejana foi, de facto, uma alternativa à Portela, devido à falta de slots em Lisboa: “Nessa altura, a ANA não impediu os voos de aterrar em Beja, coisa que voltaria a acontecer, creio, se fosse de novo necessário, dentro das condições que o aeroporto oferece” atualmente.

 

A eletrificação da linha do Alentejo está intimamente ligada à questão do aeroporto e à ligação a Lisboa. Hoje, como é comummente aceite, a distância entre cidades não se mede em quilómetros, mas em tempo. O presidente da autarquia diz que “tem sensibilizado as Infraestruturas de Portugal (IP) a fazerem o denominado Ramal do Aeroporto quando for modernizada e eletrificada a linha Beja-Casa Branca”, que está previsto no âmbito do Portugal 2030 e “cujo projeto está em execução”, mas diz notar “alguma dificuldade da parte da IP” para que isso seja uma realidade.

 

Paulo Arsénio diz que a melhoria do transporte ferroviário se justifica porque “Beja precisa desse transporte ferroviário independentemente do aeroporto; o aeroporto já é uma mais-valia tremenda para a região, mas pode ser muito mais, sendo que o ramal é importante e decisivo para o incremento do tráfego de passageiros”, mas não só: “Nós acreditamos que, a curto ou médio prazo”, o serviço de carga vai ser uma realidade “inevitável”, explica.

 

O autarca recordou ainda que, no final de 2021, a “ANA admitiu ampliar progressivamente o aeroporto de Beja, dando início à segunda fase da infraestrutura. Na prática, isso consiste na ampliação da placa que está permanentemente lotada e também a disponibilização de mais sete a dez lotes para o lado do ar, permitindo que mais sete ou dez empresas se instalem em Beja”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Beja vê ainda com bons olhos a hipótese da TAP “deslocar uma parte das suas oficinas para Beja, eventualmente, uma parte da operação do Brasil, seria uma extraordinária opção. Não conheço, nem tenho que conhecer os contratos e as obrigações que a TAP assumiu com o Brasil, mas disponibilizando a ANA mais lotes para o lado do ar, sendo a manutenção aeronáutica um dos grandes negócios futuros da aviação, partindo nós do princípio, tal como sucede com estes 80 técnicos altamente qualificados da Mesa, que a TAP pudesse trazer também um número muito superior de técnicos para Beja, e que essas pessoas passariam a viver no concelho, é claro que seria uma solução absolutamente extraordinária”.

 

José Efigénio, presidente da Câmara Municipal do Alvito, há uma semana, manifestou-se “satisfeito” com a garantia dada pelo Governo de 80 milhões para a eletrificação da ferrovia entre Casa Branca e Beja, uma peça “fundamental” para que o aeroporto “tenha um rumo diferente” e possa “ser aproveitado para ajudar os de Lisboa e Faro”.

 

No entanto, o autarca acrescentou à lista a melhoria do IP8, e “o mau estado de muitas vias da região: “Hoje o tráfego [rodoviário] é outro, com pesados a circular e a transportar o que sai de Alqueva, logo esta questão urge ser resolvida”, argumentou.

 

Por seu lado, no final do mês de junho, a Assembleia Municipal de Beja aprovou uma moção por unanimidade que defende o aeroporto da cidade como “uma excelente e útil alternativa” aos aeroportos de Lisboa e Faro, “em caso de necessidade e de sobrelotação” e recordou que a infraestrutura se “encontra certificada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e é um dos quatro aeroportos portugueses que podem receber voos internacionais”, quer de passageiros, quer de carga.

 

E, por estranho que pareça, o assunto também foi debatido na Assembleia Municipal de Lisboa através de uma recomendação do partido Aliança em que se lê que a única alternativa à Portela, é “desviar temporariamente algum do tráfego excedentário da Portela para o Aeroporto Internacional de Beja”, por Lisboa se encontrar a pouco mais de uma hora e 40 minutos de Beja, com ligação por autoestrada.

 

O partido que apoia a vereação liderada pelo bejense Carlos Moedas, argumenta ainda que “a localização periférica”, do aeroporto de Beja o coloca com especial vocação para a operação das companhias low cost e para serviços de médio e longo curso, “tendo a pista principal condições para receber os aviões usados neste tipo de operações”, menciona a recomendação.

 

Também a Assembleia Municipal de Ourique aprovou por unanimidade, no final do mês de junho, uma moção em que se considera que o País “precisa de responder às crescentes necessidades de procura de infraestruturas aeroportuárias, com senso, visão integrada e ambição em contribuir para a coesão territorial”.

 

Defende, por isso, que o aeroporto internacional de Beja deve ser equacionado como parte da solução desse problema a curto, médio e longo prazo. “O aeroporto de Beja tem de fazer parte da estratégia de valorização do interior, a par de outros investimentos que se impõem em termos de mobilidade e de coesão”.

 

BEJA MERECE+

O movimento de cidadãos Beja Merece+ considera que “o Governo seria demasiado estúpido e despesista se não aproveitasse o aeroporto de Beja”, numa altura em que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, sofre uma vaga de constrangimentos.

 

O porta-voz do movimento, Florival Baiôa, diz que a infraestrutura aeroportuária de Beja “não está morta” e defende a criação de um hub transitário – que não existe a Sul do Tejo – que promoveria “a criação de emprego, podia servir os chamados voos transatlânticos ou outros de excesso, quer de Lisboa, quer de Faro”.

 

A dimensão da pista e o facto de existir terreno vago junto ao aeroporto para uma eventual ampliação do mesmo, são também vistas como uma “vantagem” e lança uma pergunta: “Qual é o aeroporto que tem centenas de hectares para se expandir em termos industriais e em termos comerciais? Nenhum! Uma outra vantagem é que fica longe da cidade, logo é pouco incomodativo e permitirá viagens noturnas”, referiu o responsável do Beja Merece+, em declarações à “Rádio Renascença”.

 

 “Esta polémica é uma polémica perfeitamente desnecessária. Por questões ambientais, pensamos que seria um crime fazer o aeroporto no Montijo. Tenho até muitas dúvidas que a União Europeia permita uma coisa dessas. Fazer um aeroporto temporário e depois um outro definitivo, então, isso são loucuras”, concluiu Florival Baiôa.

 

DUAS DÉCADAS DE HISTÓRIA(S)

  • 2000 - (Governo Guterres) Nasce a Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) para promover o aproveitamento civil de parte da Base Militar de Beja.
  • 2002 - Durão Barroso, anuncia em Beja a abertura do aeroporto militar à aviação civil, com valências internacionais, para 2003.
  • 2003 - É assinado um protocolo para a criação do aeroporto civil de Beja.
  • 2005 - Santana Lopes indigita uma nova administração para a EDAB. José Sócrates aprova Estudo de Impacte Ambiental e anuncia disponibilidade de verbas para 2006
  • 2006 - Obra é adiada para 2007, podendo ficar operacional em 2008.
  • 2007 -  Lançada a primeira pedra. Obras começam em abril. Em novembro a TAP desiste de transferir a manutenção e engenharia para Beja.
  • 2008 - Atrasos nas obras empurram conclusão para 2009.
  • 2009 -  Mais atrasos. Concessão do aeroporto passa para a ANA -Aeroportos de Portugal. Começa mais uma saga para a certificação da infraestrutura.
  • 2010 - A abertura é adiada para 2011. Tribunal de Contas projeto devido à “derrapagem orçamental” e com dúvidas quanto à “viabilidade económica”.
  • 2011 -  Primeiro voo - ainda sem certificação - a título excecional liga Beja a Cabo Verde. Passos Coelho toma posse e aeroporto de Beja sai do Plano Estratégico dos Transportes 2015. EDAB é dissolvida.
  • 2012 -  Criado grupo de trabalho para estudar soluções para o aeroporto. Governo avança com a privatização da ANA à empresa francesa Vinci.
  • 2013 - O INAC certifica o aeroporto para todos os tipos de tráfego aéreo, podendo Beja receber, a partir de agora, voos de passageiros.
  • 2014 -  Primeiros voos comerciais entre Paris e Beja. Serve de alternativa à Portela durante a final da Liga dos Campeões da UEFA disputada em Lisboa.
  • 2015 - Grandes projetos turísticos do Alentejo, não se concretizam. Companhias aéreas desinteressam-se
  • 2016 -  A ANA opta pelo segmento do parqueamento de aeronaves. Hi Fly, EuroAtlantic airways e SATA aparecem.
  • 2017 - Plataforma giratória entre operações para alguns operadores aéreos. Voos de aviação privada e charter com alguma regularidade.
  • 2018 -  A Mesa anuncia investimento de 30 milhões de euros na construção de um hangar para manutenção de aviões. O maior avião de passageiros do mundo, o A380, da companhia portuguesa Hi Fly aterra em Beja. Avião da Air Astana declara emergência, mas consegue aterrar no Alentejo em segurança.
  • 2021 -  Aeroporto recebe mais de uma centena de voos Premium. Vinci Airports admite vir a ampliar o aeroporto de Beja, caso haja interesse dos operadores.

https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/14276/aeroporto-de-beja-mais-barato-e-a-75-minutos-de-lisboa.aspx

@Tio Hans

Tem quase um ano, mas fala do aeroporto em Beja

75 minutos 😂

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Citação de Dante Allighieri, há 12 horas:

E depois podemos criar uma comissão independente para analisar a comissão independente e votar se a comissão independente decidiu bem ou deixou mais locais de fora. Depois percebemos que podemos meter um aeroporto no Mouchão da Póvoa de Santa Iria que aquilo fica ali mesmo no meio do Tejo e temos de criar uma comissão independente para votar nisso.

Entretanto chegamos a 2460 e ainda discutimos o novo aeroporto de Lisboa, já enterramos milhões em estudos e comissões da treta mas continuamos na mesma. Às vezes dá vergonha assistir a tudo isto

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Nova proposta minha: Fazer um mini aeroporto em todos os lugares propostos. Depois deixar a seleção natural acontecer. Os que tiverem menos movimentos no ano são destruídos live on TV. Um espécie de Big Brother das infraestruturas aeroportuárias, vão destruindo um no fim de cada ano até sobrar 1 ou 2. Pelo menos tínhamos entretenimento com esta desgraça.

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Citação de JohnyM, há 3 horas:

E depois podemos criar uma comissão independente para analisar a comissão independente e votar se a comissão independente decidiu bem ou deixou mais locais de fora. Depois percebemos que podemos meter um aeroporto no Mouchão da Póvoa de Santa Iria que aquilo fica ali mesmo no meio do Tejo e temos de criar uma comissão independente para votar nisso.

Entretanto chegamos a 2460 e ainda discutimos o novo aeroporto de Lisboa, já enterramos milhões em estudos e comissões da treta mas continuamos na mesma. Às vezes dá vergonha assistir a tudo isto

Pá, se a comissão for séria e independente, que analisem todas as localizações e mais alguma e demonstrem a inviabilidade das mesmas. Amanhã serão conhecidas as localizações finalistas.

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https://www.publico.pt/2023/04/27/economia/noticia/comissao-tecnica-reduz-nove-opcoes-novo-aeroporto-lisboa-2047619

As opções escolhidas foram, além das cinco que o Governo avançou (Portela mais Montijo; Montijo mais Portela; Alcochete; Portela mais Santarém e Santarém), as seguintes: Portela mais Alcochete, Pegões, Portela mais Pegões e Rio Frio mais Poceirão. O que dá sete localizações, contabilizando Portela como uma localização.

 

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Citação de antifa, há 1 hora:

https://www.publico.pt/2023/04/27/economia/noticia/comissao-tecnica-reduz-nove-opcoes-novo-aeroporto-lisboa-2047619

As opções escolhidas foram, além das cinco que o Governo avançou (Portela mais Montijo; Montijo mais Portela; Alcochete; Portela mais Santarém e Santarém), as seguintes: Portela mais Alcochete, Pegões, Portela mais Pegões e Rio Frio mais Poceirão. O que dá sete localizações, contabilizando Portela como uma localização.

 

Só faltou limparem de vez Santarém do mapa. Mas como já se percebeu que há ali marosca...

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