Descartes Publicado 25 Maio 2012 Não podes estar a fazer previsões deste tipo de sociedade porque nunca estiveste num contexto idêntico. Acho eu. Mas pode fazer-se previsões tendo em consideração as características dos seres-humanos. Isto partindo do princípio que é para seres-humanos que o GSousa estava a desenhar esse mundo idílico. É que se for para robots ou autómatos a coisa até poderia resultar. Compartilhar este post Link para o post
Saúl Publicado 26 Maio 2012 Desc quando falas em seres humanos falas em seres que foram educados mediante a conjectura actual eu estou a deduzir que da mesma maneira que esta foi eficaz, a que ele falou com o tempo também poderia vir a ser e assim os comportamentos desses seres iam ser necessariamente diferentes. bmfpcdm esta resposta também serve para o teu post :) Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 26 Maio 2012 (editado) Se esta é eficaz, não há sentido em conjeturar uma outra. Se esta não é eficaz, há que primeiro perceber se a eficácia é algo de extrema importância por forma a mudar os paradigmas sociais. Será que é de eficácia que a Humanidade precisa? Será que é de um sistema social que impinge os mesmos valores a todos que vai florir uma civilização superior? Ou será que é da aceitação das nossas diferenças e divergências que o passo decisivo em direção à iluminação espiritual será dado? Não fará mais sentido conviver com o nosso semelhante e partilhar as diversas experiências que temos, ao invés de viver com quem já pensa da mesmíssima forma que nós? Não será mais frutuoso crescer com o desafio da adaptação a novas e distintas circunstâncias, na vez de permanecermos na escuridão de um compêndio existencial que tolda a criatividade e ceifa o livre-arbítrio? Não é uma questão de ser ou não possível, antes se é inteligente e pertinente. E de caras te digo que não é. É preferível viver no sofrimento de uma luta milenar em busca do entendimento global, do que existir numa sociedade com demasiado medo de si mesma para realmente viver. Editado 26 Maio 2012 por 13thReverend Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 26 Maio 2012 Desc quando falas em seres humanos falas em seres que foram educados mediante a conjectura actual eu estou a deduzir que da mesma maneira que esta foi eficaz, a que ele falou com o tempo também poderia vir a ser e assim os comportamentos desses seres iam ser necessariamente diferentes. bmfpcdm esta resposta também serve para o teu post :) Vamos ver se eu te consigo contextualizar, muito resumidamente. A discussão é iniciada com a seguinte afirmação: Liberdade, na minha visão, tem de ser total. É a liberdade de tomar as decisões que eu quero. A única coisa que pode condicionar as minhas decisões tem de ser a minha consciência e nada mais que isso. De seguida, eu concluí que não seria possível viver em sociedade, pois se todos fazem o que querem, apenas se regendo pelas suas próprias consciências, cada cidadão estará a agir de acordo com as suas próprias normas, invariavelmente atropelando as normas de terceiros, criando desordem e, na ausência de um Estado de Direito, os conflitos, por mais pequenos que sejam, têm tudo para escalar até à violência, pois esta é uma das mais primitivas formas de exercer poder sobre outrem. Rapidamente se verificou que ele idealizava implementar o seu conceito de liberdade numa sociedade à parte daquela em que vivemos hoje em dia. Proclamando que sem capitalismo e sem um estado de direito, esta emergente sociedade conseguiria, através de renovados conceitos de educação e reeducação, alcançar um estado de graça, ao mesmo tempo que manteria a premissa inicial de liberdade. Posto isto, não acredito que faça sentido ele poder concluir tudo aquilo através de um exercício de pensamento, sem nunca ter vivido em tal sociedade, e os restantes intervenientes não poderem contra-argumentar com base no livre exercício do pensamento, por nunca terem vivido em tal sociedade. Compartilhar este post Link para o post
Saúl Publicado 1 Junho 2012 13th concordo. Bm percebi o que queres dizer. É sempre um pensamento demasiado complexo para delinear um projecto duma nova sociedade assim só de cabeça. É um tema interessante mas difícil de conjecturar. Compartilhar este post Link para o post
vampirado Publicado 5 Junho 2012 Antes demais, é mto interessante este tópico :) A questão da "minha liberdade acaba onde começa a tua" é tão subjectiva como o próprio conceito de liberdade. Portanto quero começar o meu comentário por aqui: subjectividade. A liberdade "pura", ou seja, onde fazemos tudo o que queremos, quando queremos, como queremos, não existe por tantas razões que já foram faladas aqui e mtas outras que ficaram por falar que nem vou perder tempo pq acho completamente irrealista. A liberdade "tradicional" que é "eu faço o que quero, dentro dos limites que a minha sociedade me impõe" é a única liberdade que alguma vez poderá existir numa sociedade, ou seja, a não ser que eu viva sozinho no meu mundo é irrealista pensar-se que duas pessoas pensem sempre da mesma forma o tempo todo, logo, desde que haja mais de uma pessoa nessa sociedade, essa liberdade já está automaticamente posta em causa pela diversidade. É esta diversidade que faz com que seja sempre subjectiva a noção de liberdade, pelo que tem de haver um "meio-termo" que agrade á sociedade (reparem que não me refiro a maiorias, mais sobre isto á frente). Tendo isto como facto como fazemos uma sociedade "perfeita" sabendo que a minha liberdade está condicionada aos principios dessa mesma sociedade? Antes demais tinhamos de compreender o que temos, e o que temos são problemas de crime, corrupção, ganância, egoísmo, estupidez, fundamentalismos, desiquilibrios psicologicos, etc etc etc. Se algumas destas coisas são biológicas, a grande maioria são ambientais, são criados pelo meio onde vivemos. Se há coisa que a democracia demonstrou é que a maioria RARAMENTE tem razão. No inicio das civilizações modernas, sim, fez sentido... hoje em dia, não, e é preciso rapidamente mudar. Movimentos como o Zeitgeist podem ser a solução. Eu, como o movimento Zeitgeist, acho que os problemas da sociedade não são problemas em si mesmo, mas sim sintomas do verdadeiro problema que é a sociedade estar moldada num modelo hierárquico competitivo, onde o dinheiro e o capitalismo são a face mais visivel, e que nos mete, directa ou indirectamente em competição por recursos "virtuais" de dificil acesso, tornando-os escassos, criando assim pobres e ricos. Esta competição diária, intrínseca ao instinto de sobrevivência de qualquer ser vivo, já fez sentido mas hoje em dia, com os avanços tecnológicos este modelo está obsoleto porque o nosso problema inicial já não faz sentido, o nosso problema actual não é a sobrevivência, e a qualidade da nossa existência enquanto seres pensantes. É esta falta de qualidade que causa a grande maioria dos problemas da humanidade. Está mais que demonstrado que a humanidade produz mto mais do que precisa, a todos os níveis. No entanto, o mundo capitalista precisa de capitalizar, precisa de lucrar, e o lucro vem de continuamente "massajar" a lei da "oferta e da procura" e para isso tem de ser controlada a oferta para manter a procura a um nível que gere lucro, e isto é uma pescadinha de rabo na boca, um ciclo mantido por quem manda nisto para manter o status quo. Como saímos disto? Não acho o Zeitgeist uma solução milagrosa, mas acho que é um caminho válido que a nossa geração tem de percorrer, acho que é uma excelente evolução á sociedade que hoje temos. Um exemplo para perceberem um dos pilares da solução proposta: eu sou informático, mais do que a qualidade do meu trabalho, preocupo-me na minha carreira, em ter condições para ter um determinado nível de vida. Se esse determinado nível de vida me fosse "oferecido" pela sociedade e em troca eu "oferecia" os meus serviços de informática á sociedade, a qualidade desses meus serviços ia aumentar substancialmente, logo o beneficio para a sociedade seria muito maior do que me estarem a pagar. Aplicando isto a todos os sectores de actividade, podiamos estar a gerar "riqueza" para todos e resolver grande parte dos tais sintomas. Com a tecnologia podiamos deixar de fazer aqueles trabalhos menos apelativos, podiamos ter mais tempo livre, podiamos dedicar-nos mais ás pessoas que nos rodeiam, etc etc. Em vez de estarmos numa de competir pelo nivel de vida, estariamos a merecer o nivel de vida pelo serviço que prestamos e não pelo valor comercial do serviço que prestamos. Ao eliminarmos os sintomas podiamos dirigir a humanidade para resolver os verdadeiros problemas que nos afectam. Á primeira vista pode parecer utopia, mas um facto é que mesmo na sociedade de hoje as empresas começam a investir neste conceito. Empresas de "criatividade" não se podem condicionar pelo modelo lucrativo e para libertar as mentes criativas eles simplesmente removem o dinheiro da equação, dando-lhes o que eles quiserem (isto é válido para empresas como o google e etc, claro) para poderem simplesmente focarem-se na tarefa que desempenham e não se vão ganhar mais ou menos dinheiro, trabalhar mais ou menos horas, etc. Os empregados simplesmente fazem o que querem e recebem qto querem. Os estudos destas empresas demonstram que não só acabam por poupar dinheiro como aumentam os lucros. Isto aplicado numa meritocracia em vez do capitalismo acredito que seria um passo fundamental para a evolução da nossa sociedade. Repito, isto é apenas um aspecto, mas considero fundamental para podermos evoluir enquanto sociedade. Se não conhecerem, investiguem que vale a pena: http://www.zeitgeistportugal.org Compartilhar este post Link para o post
FM Facemaker Publicado 5 Junho 2012 Eu já vi o Zeitgeist, e inside muito no ponto do "mundo", da "comunicação social" nos tentar fazer uma "lavagem cerebral", entra também muito no cenário da conspiração. E depois uma pessoa acaba de ver isso e fica a pensar " até que ponto não poderá isto também ser um brainwash?" Acho que vale a pena discutir isto também. O Zeitgeist é muito interessante mas é preciso vê-lo no sentido crítico e não de "papar" só porque sim. Compartilhar este post Link para o post
vampirado Publicado 5 Junho 2012 Sim, como disse no meu post anterior, o Zeitgeist não é nenhuma solução milagrosa, pode ser brainwash mas tem princípios excelentes. Depois, claro tem outros que... enfim... como o facto de defenderem que todas as decisões do "governo do zeitgeist" serem resultado de processamento de computadores faz-me lembrar a Skynet e o Terminator e o filme Equilibrium!!! Retirar a condição humana de uma sociedade humana acho um erro, além de uma utopia... no entanto acho grande parte dos principios excelentes. Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 5 Junho 2012 Já não vinha aqui há algum tempo. Passado este tempo vou reformular a conversa: Primeiramente nunca quis puxar a discussão para os ideais de ninguém. Inseri o tema liberdade tal e qual como tinha inserido os outros, porém ao contrário do que fizeram aos outros, desta vez ninguém escreveu sobre isso, ao invés preferiram atacar o que eu escrevi. Adiante, o que eu escrevi no primeiro post sobre liberdade é o que ainda penso, e mais, é a definição de liberdade que vem no dicionário. Continuo a pensar o mesmo sobre as leis, e também aqui apoiado pelo dicionário onde é possível e óbvio afirmar que as leis são terrorismo. Posto isto, podem sempre argumentar que o que vem no dicionário não significa nada, como disse o 13, preferindo dar o sentido que ele quer às palavras. Quanto ao nosso sistema ser o causador do que temos no mundo, penso que não se pode negar isso. É onde vivemos e traz as suas consequências, portanto se tem coisas boas também tem coisas más, atribuir ao sistema as coisas boas e descartar as coisas más, parece-me conversa inconsistente. Falamos de leis e de prisões e eu relembro uma coisa, que muita gente chama de escravatura moderna, que são as prisões privadas. Existem nos EUA e no Reino Unido (provavelmente noutros países, não sei) e acontece que o estado paga 50k por cada preso à empresa que detém a prisão, acrescentando a isso o facto de permitirem que os presos trabalhem de borla, para a empresa da prisão claro. Portanto até já as prisões são um negócio, e um negócio precisa de ser potenciado, portanto vá de incentivar o crime das mais diversas formas, seja através da media e dos filmes e músicas que apelam claramente à violência e aqui chamo a atenção ao rap que é um estilo musical popular entre os jovens e é um estilo que (no mainstream) promove a violência, o rebaixamento do sexo feminino e torna 'cool' ir para a prisão. O interessa aqui é incentivar o crime para potenciar os lucros das empresas que detem as prisões. Ainda em relação às prisões, 40% dos presos na América são afro-americanos, e a grande maioria crimes de droga. Droga essa, muita das vezes é o crack. À umas décadas estalou a epidemia do crack entre os jovens afro-americanos, curiosamente a CIA é responsável pela introdução do crack nas comunidades de afro-americanos. Este exemplo das prisões, foi só para dizer como há muita m*rda mal neste sistema, e quando pessoas vêm dizer que isto é o melhor que o homem consegue, até imagino essas pessoas sentadas numa cadeira de pele, à frente do seu Mac, enquanto pedem à empregada que lhes traga uma Carlsberg bem fresquinha. Eu já vi o Zeitgeist, e inside muito no ponto do "mundo", da "comunicação social" nos tentar fazer uma "lavagem cerebral", entra também muito no cenário da conspiração. E depois uma pessoa acaba de ver isso e fica a pensar " até que ponto não poderá isto também ser um brainwash?" Acho que vale a pena discutir isto também. O Zeitgeist é muito interessante mas é preciso vê-lo no sentido crítico e não de "papar" só porque sim. Eu também já vi o Zeitgeist, o último. No entanto pergunto-me porque é que não falam de tanta coisa que é importante? Isso é estranho. Mesmo nos seminários deles, nunca falam em coisas realmente importantes. Focam-se sempre no mesmo e deixam muita coisa de fora. Estou atento ao movimento, mais nada. Compartilhar este post Link para o post
FM Facemaker Publicado 5 Junho 2012 (editado) Discordo quando falas mal do rap. Acho que há muito rap de lixo e que só fala é disso mesmo, mas contudo generalizar isso ao ponto de dizermos que uma das causas da criminalidade é o rap acho errado. O problema da criminalidade é o problema da cabeça de parte das pessoas. Não sabem distinguir a música, o cinema, os video-jogos, ou o que quer que seja, da realidade e acabam por vezes em transpor algumas coisas para acções no dia-a-dia. E nem todo o rap fala do que dizes. Poucas ou nenhumas devem ser as letras do Eminem que falem por exemplo em prisão. Editado 5 Junho 2012 por FM Facemaker Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 5 Junho 2012 (editado) Nunca experimentei qualquer tipo de droga ilegal e nunca me envolvi em violência e cresci a ouvir rap, músicas tipo drug ballad e fight music do eminem, ou guilty conscience que de certa forma fala abertamente sobre violar uma rapariga. Não é a música ou um filme que vai incentivar alguém a fazer algo. Tu é que continuas na tua ideia de que alguém faz tudo o que lhe ensinam e nunca se desvia desse comportamento. Editado 5 Junho 2012 por NIkeL Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 5 Junho 2012 Discordo quando falas mal do rap. Acho que há muito rap de lixo e que só fala é disso mesmo, mas contudo generalizar isso ao ponto de dizermos que uma das causas da criminalidade é o rap acho errado. O problema da criminalidade é o problema da cabeça de parte das pessoas. Não sabem distinguir a música, o cinema, os video-jogos, ou o que quer que seja, da realidade e acabam por vezes em transpor algumas coisas para acções no dia-a-dia. E nem todo o rap fala do que dizes. Poucas ou nenhumas devem ser as letras do Eminem que falem por exemplo em prisão. Não falei mal do rap, falei mal de quem usa o rap para promover a violência e a mentalidade de 'ir para a prisão é fixe e tal' e a falar de carros e casas e p*tas que fuderam. Grande parte do mainstream rap, portanto. Isso não é bem assim. Os filmes/música/etc têm uma grande influência nas pessoas, enorme mesmo. Não podes esquecer da publicidade, é uma indústria de biliões, e consiste em passar a ideia às pessoas de que precisam de comprar tal objecto. A Philip Morris paga milhões anualmente à indústria cinematográfica para os actores aparecerem a fumar. Não podemos atribuir a culpa às pessoas, os actos das pessoas são o espelho da sociedade onde se inserem. Nunca experimentei qualquer tipo de droga ilegal e nunca me envolvi em violência e cresci a ouvir rap, músicas tipo drug ballad e fight music do eminem, ou guilty conscience que de certa forma fala abertamente sobre violar uma rapariga. Não é a música ou um filme que vai incentivar alguém a fazer algo. Tu é que continuas na tua ideia de que alguém faz tudo o que lhe ensinam e nunca se desvia desse comportamento. Vai dizer isso à Philip Morris que paga milhões para o actores aparecem a fumar. E podes avisar a indústria da publicidade porque estão todos enganados, as pessoas não são influenciáveis. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 5 Junho 2012 Não falei mal do rap, falei mal de quem usa o rap para promover a violência e a mentalidade de 'ir para a prisão é fixe e tal' e a falar de carros e casas e p*tas que fuderam. Grande parte do mainstream rap, portanto. Isso não é bem assim. Os filmes/música/etc têm uma grande influência nas pessoas, enorme mesmo. Não podes esquecer da publicidade, é uma indústria de biliões, e consiste em passar a ideia às pessoas de que precisam de comprar tal objecto. A Philip Morris paga milhões anualmente à indústria cinematográfica para os actores aparecerem a fumar. Não podemos atribuir a culpa às pessoas, os actos das pessoas são o espelho da sociedade onde se inserem. Vai dizer isso à Philip Morris que paga milhões para o actores aparecem a fumar. E podes avisar a indústria da publicidade porque estão todos enganados, as pessoas não são influenciáveis. :mrgreen: Completamente diferente. Se eu vir publicidade para uma promoção de vestidos no El corte inglês não vou a correr para comprar um vestido. Não os uso, não gosto, não estou aberto a ser influenciado por isso. Se vir publicidade a dizer que há pepino fresco no Pingo Doce não vou comprar. Não gosto. Se vir publicidade para tabaco não vou comprar, não fumo. My point is, música não incentiva à violência, se alguém é violento é porque decide fazê-lo. Por isso é que cada anúncio tem um público alvo definido, porque é dirigido a pessoas que estão abertas a ouvir a mensagem, não é para pessoas que vão alterar a sua forma de ser ou pensar só para fazer o que vêem num anúncio. A música e os filmes não são usados como influência, são é usados como desculpa para quem gosta de atribuir culpa a tudo e a todos menos a quem age incorrectamente. Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 5 Junho 2012 (editado) Completamente diferente. Se eu vir publicidade para uma promoção de vestidos no El corte inglês não vou a correr para comprar um vestido. Não os uso, não gosto, não estou aberto a ser influenciado por isso. Se vir publicidade a dizer que há pepino fresco no Pingo Doce não vou comprar. Não gosto. Se vir publicidade para tabaco não vou comprar, não fumo. My point is, música não incentiva à violência, se alguém é violento é porque decide fazê-lo. Por isso é que cada anúncio tem um público alvo definido, porque é dirigido a pessoas que estão abertas a ouvir a mensagem, não é para pessoas que vão alterar a sua forma de ser ou pensar só para fazer o que vêem num anúncio. A música e os filmes não são usados como influência, são é usados como desculpa para quem gosta de atribuir culpa a tudo e a todos menos a quem age incorrectamente. Há montes de estudos sobre isso. Os jogos/filmes/música influenciam o comportamento das pessoas. RESEARCH FINDINGS The overall pattern of research findings indicates a positive association between television violence and aggressive behavior. A Washington Post article (Oldenburg, 1992), states that "the preponderance of evidence from more than 3,000 research studies over two decades shows that the violence portrayed on television influences the attitudes and behavior of children who watch it." Signorielli (1991) finds that: "Most of the scientific evidence...reveals a relationship between television and aggressive behavior. While few would say that there is absolute proof that watching television caused aggressive behavior, the overall cumulative weight of all the studies gives credence to the position that they are related. Essentially, television violence is one of the things that may lead to aggressive, antisocial, or criminal behavior; it does, however, usually work in conjunction with other factors. As aptly put by Dorr and Kovaric (1980), television violence may influence 'some of the people some of the time'" (pp. 94-95). http://www.ericdigests.org/1994/television.htm Television alone is responsible for 10% of youth violence. (Senate Judiciary Committee Staff Report, 1999.) http://www.nccev.org/violence/statistics/statistics-media.html Some research has been done to support the idea that violent thoughts and behavior increase after exposure to violent films, music, television or video games. The argument of observational learning--that children learn by imitating what they see--is at the core of the majority of these studies. Some children are more able than others to tell the difference between make-believe and real-life events. Research from Georgetown University's Psychology Department has suggested that the negative effects on children exposed to news broadcasts of violent events may traumatic to children. http://www.nccev.org/violence/media.html Teenagers and young adults who watched more than one hour of television daily were more likely to commit violent crimes and engage in other forms of aggressive behavior later, according to a new report. An association between television violence and aggression has been well established by studies over the last four decades. But most research has focused on the television viewing habits of children. The new study, published today in the journal Science, searched for a relationship between television watching and aggression in an older group. The investigators, led by Dr. Jeffrey G. Johnson of Columbia University and the New York State Psychiatric Institute, followed children in 707 families in two counties in northern New York State for 17 years. They reported that adolescents and young adults who watched television for more than seven hours a week had an increased likelihood of committing an aggressive act in later years. http://www.nytimes.com/2002/03/29/us/a-study-finds-more-links-between-tv-and-violence.html Editado 5 Junho 2012 por Gaberlunzie Compartilhar este post Link para o post
FM Facemaker Publicado 5 Junho 2012 (editado) Não falei mal do rap, falei mal de quem usa o rap para promover a violência e a mentalidade de 'ir para a prisão é fixe e tal' e a falar de carros e casas e p*tas que fuderam. Grande parte do mainstream rap, portanto. Isso não é bem assim. Os filmes/música/etc têm uma grande influência nas pessoas, enorme mesmo. Não podes esquecer da publicidade, é uma indústria de biliões, e consiste em passar a ideia às pessoas de que precisam de comprar tal objecto. A Philip Morris paga milhões anualmente à indústria cinematográfica para os actores aparecerem a fumar. Não podemos atribuir a culpa às pessoas, os actos das pessoas são o espelho da sociedade onde se inserem. Vai dizer isso à Philip Morris que paga milhões para o actores aparecem a fumar. E podes avisar a indústria da publicidade porque estão todos enganados, as pessoas não são influenciáveis. :mrgreen: Mas que isso tudo tolda as pessoas eu concordo contigo. Agora, não tolda todas da mesma maneira e era nessa perspectiva que estava a falar porque apesar de haver algumas pessoas que depois de verem um gajo a fumar num filme até achem a cena bacana e comecem a fumar, há outro leque que sabe que aquilo faz mal, está informada dos malefícios e não se mete nisso sequer. Ou seja, a culpa em "si" não é dos filmes. É da mentalidade de cada um de nós. Editado 5 Junho 2012 por FM Facemaker Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 5 Junho 2012 (editado) A questão é que vê filmes violentos quem aceita a violência como entretenimento. É algo inerente à personalidade da pessoa, a pessoa não se torna violenta. Se estivermos a falar de crianças, é normal, muitas vezes fazem o que vêem sem saber bem se é algo errado ou não e aí a culpa não é dos filmes ou da música, é dos pais. EDIT Exacto 13, depende de cada um, ou seja, o factor comum é a mentalidade agressiva da pessoa, não é o visionamento de filmes. Não podem estar a arranjar bodes expiatórios para o comportamento errado das pessoas constantemente. Editado 5 Junho 2012 por NIkeL Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 5 Junho 2012 Mas que isso tudo tolda as pessoas eu concordo contigo. Agora, não tolda todas da mesma maneira e era nessa perspectiva que estava a falar porque apesar de haver algumas pessoas que depois de verem um gajo a fumar num filme até achem a cena bacana e comecem a fumar, há outro leque que sabe que aquilo faz mal, está informada dos malefícios e não se mete nisso sequer. Ou seja, a culpa em "si" não é dos filmes. É da mentalidade de cada um de nós. Interage com outros elementos, e os elementos não são iguais para todos, portanto é normal que não influencie as pessoas todas da mesma maneira ou com a mesma intensidade. Quando temos uma série de indústria a ensinar às pessoas a violência, é muito mau dizer-se que a culpa é das pessoas. Nós vamos encher as vossas cabeças com violência, drogas, sexo e materialismo, mas não temos nenhuma responsabilidade se vocês praticarem esses actos. Parece-me coerente. :mrgreen: Vê o post que eu fiz em resposta ao Nikel. ;) A questão é que vê filmes violentos quem aceita a violência como entretenimento. É algo inerente à personalidade da pessoa, a pessoa não se torna violenta. Se estivermos a falar de crianças, é normal, muitas vezes fazem o que vêem sem saber bem se é algo errado ou não e aí a culpa não é dos filmes ou da música, é dos pais. EDIT Exacto 13, depende de cada um, ou seja, o factor comum é a mentalidade agressiva da pessoa, não é o visionamento de filmes. Não podem estar a arranjar bodes expiatórios para o comportamento errado das pessoas constantemente. Tu aceitas a violência como entretenimento. O problema é que tu achas que és 'toda a gente', mas não és. Pus aí os estudos, eu não estou a dizer nada que tenha inventado. E os estudos não foram só com crianças. Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 5 Junho 2012 Não é por nada mas os textos que aí meteste um diz que há indícios mas não se pode dizer que é de facto isso, outro é com crianças, que para mim invalida o estudo, quer dizer, não o invalida, mas nem era preciso fazer um estudo para se saber isso, boa parte das crianças acredita no pai natal, só aí se vê o nível de compreensão delas. O outro nem sequer fala de violência, fala de ver televisão, o que pode simplesmente ter a ver com o factor anti-social da coisa, passas mais tempo à frente da tv, tornas-te menos sociável. Interage com outros elementos, e os elementos não são iguais para todos, portanto é normal que não influencie as pessoas todas da mesma maneira ou com a mesma intensidade. Quando temos uma série de indústria a ensinar às pessoas a violência, é muito mau dizer-se que a culpa é das pessoas. Nós vamos encher as vossas cabeças com violência, drogas, sexo e materialismo, mas não temos nenhuma responsabilidade se vocês praticarem esses actos. Parece-me coerente. :mrgreen: Vê o post que eu fiz em resposta ao Nikel. ;) Tu aceitas a violência como entretenimento. O problema é que tu achas que és 'toda a gente', mas não és. Pus aí os estudos, eu não estou a dizer nada que tenha inventado. E os estudos não foram só com crianças. Para mim é coerente. Cada um é responsável pelos seus actos, se entre amigos estivermos constantemente a falar em morte ou violência ou algo do género, se um de nós um dia se passar e matar alguém a culpa é nossa porque falávamos constantemente disso? Para mim não. Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 5 Junho 2012 Não sei como é que consegues tirar essas conclusões simples dali, eu leio isto: Essentially, television violence is one of the things that may lead to aggressive, antisocial, or criminal behavior; it does, however, usually work in conjunction with other factors. Television alone is responsible for 10% of youth violence. Youth=/=Children Some research has been done to support the idea that violent thoughts and behavior increase after exposure to violent films, music, television or video games. An association between television violence and aggression has been well established by studies over the last four decades. E está num desses sites uma estatística que mostra que 2 em cada 3 programas de televisão contém violência. Portanto, ver televisão é quase sinónimo de ver violência. Já agora, se achas mesmo que não tem nada uma coisa a ver com a outra. Porque é que achas que a Philip Morris gasta milhões anualmente para os actores aparecerem a fumar? Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 5 Junho 2012 Já agora, se achas mesmo que não tem nada uma coisa a ver com a outra. Porque é que achas que a Philip Morris gasta milhões anualmente para os actores aparecerem a fumar? Para colocar a ideia na cabeça de pessoas que já estavam abertas a fumar. Onde é que está a dúvida, quem não quer fumar, não fuma nem o vai fazer porque o viu na televisão. O mesmo se aplica a violência ou a qualquer outra coisa. Até parece que a violência apareceu na mesma altura que a televisão, antes não havia humanos violentos, aliás, arrisco-me a dizer que antes da televisão havia muito mais violência do que agora. A violência é algo que está presente no quotidiano da raça humana desde sempre, se achas que é a televisão que torna as pessoas violentas, força aí lol. Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 5 Junho 2012 Ah, gastam milhões anualmente para dizer às pessoas que já fumam... para fumarem. Então mas isso quer dizer que as pessoas que fumam são influenciadas? Agora não percebi... Eu não 'acho' nada. Quando são assuntos destes eu tento sair do emocional e baseio as minhas opiniões na ciência. Não me agrada andar enganado, portanto pouco me importa o lado emocional da questão. E o que eu tenho lido é que o que nós chamamos de entretenimento influência as pessoas a terem certos comportamentos, actuando com outros factores, claro. É também engraçado constatar que os artistas que espalham mensagens diferentes, portanto que vão contra o que está estabelecido, são menos mainstream do que eram no passado. Btw, e acho que é inegável o facto do Bob Marley ter influenciado muita gente. Tens aqui também um exemplo, desta vez positivo, que o entretenimento afecta o comportamento das pessoas. Estes dois últimos parágrafos foram do lado mais emocional da coisa, só para que conste. Compartilhar este post Link para o post
bobzz Publicado 5 Junho 2012 influencia, mas so' aqueles que teem propensao para tal. facil lol Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 5 Junho 2012 (editado) Ah, gastam milhões anualmente para dizer às pessoas que já fumam... para fumarem. Então mas isso quer dizer que as pessoas que fumam são influenciadas? Agora não percebi... Eu não 'acho' nada. Quando são assuntos destes eu tento sair do emocional e baseio as minhas opiniões na ciência. Não me agrada andar enganado, portanto pouco me importa o lado emocional da questão. E o que eu tenho lido é que o que nós chamamos de entretenimento influência as pessoas a terem certos comportamentos, actuando com outros factores, claro. É também engraçado constatar que os artistas que espalham mensagens diferentes, portanto que vão contra o que está estabelecido, são menos mainstream do que eram no passado. Btw, e acho que é inegável o facto do Bob Marley ter influenciado muita gente. Tens aqui também um exemplo, desta vez positivo, que o entretenimento afecta o comportamento das pessoas. Estes dois últimos parágrafos foram do lado mais emocional da coisa, só para que conste. Não é as pessoas que já fumam, é as pessoas que não têm problemas em fumar, ou seja, que estão abertas ao conceito. Eu não estou aberto, por mais anúncios que veja não irei fumar. Alguém que esteja, poderá considerar se vir alguém que gosta a fazê-lo. Um exemplo rápido. Eu não estou a pensar ir a um certo festival de verão. Se souber que alguém que gosto muito lá vai, ou um grupo de amigos, ou uma banda, reconsidero e vou. Eu não o ia fazer, mas fui de certa forma influenciado, a questão é que nunca fui contra a ida ao festival de verão, simplesmente não me apetecia ir, facto que foi mudado por qualquer coisa que aconteceu. Eu no fundo estava aberto à possibilidade de ir, não ia, mas não me opunha. Alguém que não goste de confusão, do pó, de concertos ao ar livre, whatever, não vai na mesma, porque não estava receptivo à ideia. O mesmo se passa com este tipo de coisas. As pessoas não mudam a sua forma de ser, apenas desperta qualquer coisa que já lá estava. Alguém que não é violento não se torna violento. Alguém que se opõe a drogas não vai tornar-se toxicodependente. Alguém que se oponha ao tabaco não vai começar a fumar. Isto são tudo coisas que apelam ao gosto e princípios de cada um e esses são individuais e diferentes para cada um. Editado 5 Junho 2012 por NIkeL Compartilhar este post Link para o post