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Vítor Gaspar e Paulo Portas batem com a porta

Publicações recomendadas

Tem o mesmo que o Fonseca, portanto.

 

Que comparação absurda lol

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Tem o mesmo que o Fonseca, portanto.

Diga? Nao devemos estar a falar da mesma pessoa, so pode.

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A verdade é que o Passos Coelho manteve a posição e proferiu um discurso que deve ter sido o mais coerente do mandato. O grito do Iparanga do Portas saiu-lhe pela culatra e não me parece que os portugueses vão ser levianos com o CDS nas eleições que se avizinham.

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Luís Filipe Vieira apela a bom senso no momento grave do país

 

 

“Infelizmente, parece que o país pouco importa para algumas pessoas”, pode ler-se na nota que Luís Filipe Vieira fez chegar à Agência Lusa

 

O presidente do Benfica disse hoje esperar que “haja bom senso da classe política face à grave crise que o país atravessa” e adiou uma entrevista por entender que “não é tempo de falar de futebol”.

 

“Infelizmente, parece que o país pouco importa para algumas pessoas”, pode ler-se na nota que Luís Filipe Vieira fez chegar à Agência Lusa, numa alusão à crise política desencadeada pela demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

 

Luís Filipe Vieira faz mesmo um apelo ao “bom senso” dos políticos num momento “em que o país atravessa uma grave crise” e decidiu adiar uma entrevista ao canal de televisão TVI, que tinha agendada para quarta-feira, em horário nobre.

 

O presidente "encarnado" entende que, na atual conjuntura que o país vive, “não é tempo de falar de futebol”, razão pela qual conseguiu chegar a acordo com os responsáveis da TVI para que a entrevista fosse adiada para uma data posterior, ainda durante este mês de julho.

 

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

Jornal i

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Filipinha na SICN :heart:

 

 

Urban hj!! :lol: :lol:

 

O Paulo Portas é capaz de ser o político português que mais nojo me mete. Bem como o seu partido.

Já repararam em quantas coligações o CDS-PP fez parte? Vão lá contar, e vão ver quantas coligações aguentaram até ao fim...

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Então quem é que pratica política 'a sério' lá fora?

Países nórdicos?

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Países nórdicos?

E que política é que fazem? Dá-me lá um exemplo de um político notável dos últimos dez anos num 'país nórdico'?

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Luís Filipe Vieira apela a bom senso no momento grave do país

Não deve querer pessoal a festejar no Marquês antes do tempo!

 

 

 

Tinha de dizer! :mrgreen:

Agiu bem o homem, por acaso.

 

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PÕE FIM A ESTA BANDALHEIRA

VOTA CANDIDATO VIEIRA!

 

E que política é que fazem? Dá-me lá um exemplo de um político notável dos últimos dez anos num 'país nórdico'?

Fazem a política certa. São políticos por sentido de Estado, e não para fazer carreira. Preocupam-se mais com os interesses do país, em vez dos seus. E são competentes no que fazem.

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O Manuel João Vieira é uma pessoa inteligentíssima com quem já tive o privilégio de estar um par de vezes e que, a brincar a brincar, acerta muitas.

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E que política é que fazem? Dá-me lá um exemplo de um político notável dos últimos dez anos num 'país nórdico'?

 

Não é preciso existir um politico notável para se fazer boa politica.

Aliás, chegarmos a esta altura da nossa sociedade e pensar que apenas um politico notável pode fazer boa politica e contribuir para o verdadeiro sentido da palavra diz muito de como a sociedade se encontra.

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O Manuel João Vieira é uma pessoa inteligentíssima com quem já tive o privilégio de estar um par de vezes e que, a brincar a brincar, acerta muitas.

Nem eu disse o contrário, entenda-se. E o Candidato Vieira é uma personagem, não é a pessoa.

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Fazem a política certa. São políticos por sentido de Estado, e não para fazer carreira. Preocupam-se mais com os interesses do país, em vez dos seus. E são competentes no que fazem.

 

A wild Iceland appears.

 

 

 

 

E não, não estou a defender a nossa classe politica, vasta maioria é mrd.

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A wild Iceland appears.

Ironia?

 

E o que eu disse sobre os países nórdicos não é só em termos de competência, mas até podemos ir a algo mais fútil como a aparência. Já falei disto aqui, mas este é (ou era) o Ministro das Finanças sueco:

 

borg_picnik.jpg

 

Algum dia um homem de brinco e rabo de cavalo chegaria a Ministro em Portugal, mesmo que fosse a pessoa mais competente para o cargo?

Editado por Ghelthon

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Nem eu disse o contrário, entenda-se. E o Candidato Vieira é uma personagem, não é a pessoa.

 

Nem eu disse que tinhas dito. E óbvio que é uma personagem, embora também ele (MJV) não jogue com o baralho todo. :mrgreen:

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Vim aqui ver o post que o Desc prometeu mas nada, até amanhã então.

 

Como é bom de ver fui completamente ultrapassado pelos acontecimentos. Tudo por causa de Paulo Portas, um animal político, inteligente e corajoso (daria um bom Primeiro Ministro na definição que nos ofereceu o Vítor Gaspar, só lhe falta a preocupação pelo país acima dos seus interesses pessoais) que hoje foi all-in, meteu as fichas todas em jogo. Vamos ver se lhe sai o Jackpot ou se terminou aqui a sua carreira política.

 

Em todo o caso o compromisso que aqui assumi foi de tecer alguns comentários sobre a carta do Vítor Gaspar, um documento que eu considero de importância transcendente, que deverá ficar marcado como o principal contributo deste Governo ao país, à Europa e à própria teoria económica. Penso até que esta carta de demissão deveria passar a figurar em todos os planos curriculares de Ciência Política e Economia.

 

A carta é importante porque ilustra ad nauseum tudo aquilo que um Governo não pode fazer a um país. Esclarece os erros, a incompetência, o amadorismo e a inépcia de quem tomou conta dos destinos do país nos últimos dois anos. É um tratado sobre o Princípio de Peter, em que se teoriza que as pessoas sobem hierarquicamente na cadeia de poder até ao ponto em que manifestam a sua incompetência. É uma carta que desmistifica completamente a alegada capacidade de ter tecnocratas a comandar os destinos de um país. E, com toda esta exposição, é auto-biográfica. É um documento em que ele assinala as suas próprias limitações e as perversões das teorias em que acredita(va). É uma carta que (e aqui eu concordo com a adjetivação de vários comentadores e analistas políticos que sobre ela falaram) assina uma sentença de morte, é uma certidão de óbito, uma carta assassina, como aliás se veio comprovar em menos de 24 horas.

 

Ontem eu tinha a intenção de esmiuçar algumas passagens da carta. Hoje já não me apetece. Daria um post enorme e não me sinto com vontade para o fazer, principalmente depois da avalanche de acontecimentos que ela suscitou. Vou apenas assinalar as passagens que me parecem mais emblemáticas:

 

- Esclarece, logo no início, que temos tido um Ministro das Finanças demissionário há 8 meses;

- Vítor Gaspar afirma que não tem condições, paciência, vontade ou espírito político para ser membro de um Governo num país que conta com uma opinião pública e uma Constituição;

- Gaspar assume-se como um corpo estranho na estrutura ministerial. Chega ao ponto de referir que necessitava de "mandato do Governo" para executar o seu trabalho, como se de um colaborador externo se tratasse e não da 2ª figura do Governo e Ministro de Estado;

- Confirma a sua própria inépcia ao afirmar que, numa primeira fase, devolveu a credibilidade do país junto dos organismos externos mas, face ao resultado catastrófico das suas políticas, perdeu-a por completo;

- Dá uma lição de liderança a Passos Coelho, assinala nas entrelinhas que a este falta sabedoria e coragem sobrando-lhe interesses próprios. Assume que dividiu a liderança do Governo com o Primeiro Ministro, que essa liderança é um fardo (com o qual ele, coitado, não contava) e passou-o por inteiro a Passos Coelho e a Paulo Portas.

- Registou a falta de coesão do Governo, com alfinetadas óbvias para Portas, Crato e, na minha opinião muito pessoal, Álvaro Santos Pereira.

 

 

E por agora é tudo...

 

PS: era tão bom se nós tivéssemos um Presidente da República no ativo que tivesse mão na garotada e que internasse este bando de alienados... E podia nem ser numa cadeia, já me servia um Júlio de Matos ou um Magalhães Lemos...

Editado por Descartes

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E de quem foi a ideia de tornar a carta de demissão pública? Quem é que beneficiou?

É que, talvez se o Gaspar soubesse que a carta ia ser tornada pública, não escreveria algumas coisa que escreveu.

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Descartes, desculpa lá, mas como ousas dizer que o Paulo Portas poderá acabar a sua carreira política?

Com ele é muito simples, desaparece durante 2 anos, e volta para chefiar o CDS-PP, com um novo corte de cabelo e com os dentes ainda mais Colgate :mrgreen:

Paulo Portas não faz política, política faz Paulo Portas. Ou politiquice...

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E de quem foi a ideia de tornar a carta de demissão pública? Quem é que beneficiou?

É que, talvez se o Gaspar soubesse que a carta ia ser tornada pública, não escreveria algumas coisa que escreveu.

 

Foi o próprio que a tornou pública.

 

btw, Desc, porque referes aí o Santos Pereira, fiquei curioso.

 

E excelente, excelente, excelente post!

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E de quem foi a ideia de tornar a carta de demissão pública? Quem é que beneficiou?

É que, talvez se o Gaspar soubesse que a carta ia ser tornada pública, não escreveria algumas coisa que escreveu.

 

Esse é um dos factos mais interessantes desta questão. Foi o próprio quem a divulgou. Consciente e premeditadamente. Daí o seu caráter letal. Ele prestou umas declarações ao Diário Económico em que referiu que "Escreveu tudo o que queria escrever!"

 

 

Descartes, desculpa lá, mas como ousas dizer que o Paulo Portas poderá acabar a sua carreira política?

Com ele é muito simples, desaparece durante 2 anos, e volta para chefiar o CDS-PP, com um novo corte de cabelo e com os dentes ainda mais Colgate :mrgreen:

Paulo Portas não faz política, política faz Paulo Portas. Ou politiquice...

 

Estou convencido que se ele não tiver um resultado nas próximas legislativas que lhe permita continuar a ser uma opção governativa sai da liderança do PP e, nessa altura, deixará de contar como entidade política de relevo.

 

Foi o próprio que a tornou pública.

 

btw, Desc, porque referes aí o Santos Pereira, fiquei curioso.

 

E excelente, excelente, excelente post!

 

São públicas as divergências entre os dois. O ponto alto dessa divergência aconteceu quando, em Abril, o Álvaro apresentou a sua última versão do Plano para o Crescimento Económico dizendo que só seria possível aplicá-lo se houvesse sintonia no Governo e, no dia seguinte, o Gaspar apresenta o Documento de Estratégia Orçamental que arrasou por completo o que estava previsto no Plano do Álvaro. E as gargalhadas do Álvaro na cena surreal do Borda D'Água protagonizada pelo Bruno Dias não ajudaram nada... Eu imagino o Gaspar com um sentido de humor nulo no que respeita à sua própria pessoa e ver o Álvaro a escangalhar-se a rir, gozando com ele, não deve ter sido fácil de engolir...

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São públicas as divergências entre os dois. O ponto alto dessa divergência aconteceu quando, em Abril, o Álvaro apresentou a sua última versão do Plano para o Crescimento Económico dizendo que só seria possível aplicá-lo se houvesse sintonia no Governo e, no dia seguinte, o Gaspar apresenta o Documento de Estratégia Orçamental que arrasou por completo o que estava previsto no Plano do Álvaro. E as gargalhadas do Álvaro na cena surreal do Borda D'Água protagonizada pelo Bruno Dias não ajudaram nada... Eu imagino o Gaspar com um sentido de humor nulo no que respeita à sua própria pessoa e ver o Álvaro a escangalhar-se a rir, gozando com ele, não deve ter sido fácil de engolir...

 

Pois, até aí eu sei. Não percebi muito bem é se achaste que alguma(s) parte(s) da carta se focavam mais nessa questão em particular ou se é uma "toada" mais geral da carta que aponte também para isso.

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Pois, até aí eu sei. Não percebi muito bem é se achaste que alguma(s) parte(s) da carta se focavam mais nessa questão em particular ou se é uma "toada" mais geral da carta que aponte também para isso.

 

Não há nada de particular. Mas fiquei com a sensação de que ele, ao confessar-se surpreendido com os números do desemprego (depois das suas medidas fantásticas) e ao afirmar que é tempo de avançar para o investimento estava, implicitamente, a apontar a mira para o seu colega da Economia.

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