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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Ui, que o menino Poeira também fala bem de outros assuntos que não futebol. :mrgreen:

 

Concordo inteiramente.

Vou acompanhando bastante estes assuntos, apesar de raramente comentar (também porque não sou um entendido no assunto e prefiro estar calado do que dizer asneiras). A política, no geral, sempre me entristeceu um pouco, por se reger por princípios que todos conhecemos e que são tudo menos honestos e justos (a meu ver). Mas este tipo de situações são especialmente tristes.

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Varoufakis disse que o Schauble lhe confidenciou que o Grexit faz parte dum plano alemão para disciplinar os Países da Zona Euro para reestruturar zona euro.

Editado por ascom

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Varoufakis disse que o Schauble lhe confidenciou que o Grexit faz parte dum plano alemão para disciplinar os Países da Zona Euro para reestruturar zona euro.

Vamos assumir que existe esse tal plano. Algum dia o Schauble o comunicaria ao Varoufakis?

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Isto está-se a tornar cada vez mais uma fantochada e um triste espetáculo , de ambas as partes.

Os Países Nórdicos do Euro estão claramente a exagerar na fasquia da austeridade com um único objetivo, a saída da União Europeia (não acredito na saída somente do Euro) da Grécia, já admitida neste momento, ao que se podem seguir outros países na minha opinião (onde incluo Portugal, Chipre, Espanha...) Mas isto já é óbvio e não é por aqui que quero desenvolver a minha ideia.

Se por um lado tudo isto é verdade, a fantochada só acontece porque a Grécia o permite, une-se nesta tragédia grega, já eram para ter definido melhor que ninguém a sua política e linhas gerais (não agora mas há 5 meses, a Grécia parou simplesmente durante este tempo), era mais que óbvio que ou teriam de aplicar austeridade (com a qual não concordavam) para ficarem mais 2 ou 3 anos no Euro (sim, 2 ou 3 anos), ou então teriam de quebrar logo as negociações, passado uns dias, quando a União Europeia mostrou tantas reticências ao fim da austeridade. Eu no lugar do Tsipras, conhecendo a posição do partido, o seu pensamento, dos seus ministros e da sua população, teria ido logo para a segunda, mas qual é a dúvida???

Tsipras teve uma oportunidade ótima quando ganhou o referendo, mas que trapalhada é esta?????????????????

Editado por Ticampos

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Alemanha e França dão 72 horas à Grécia para aprovar reformas

 

Merkel terá pedido a Tsipras que ceda soberania legislativa em certas matérias em troca de ajuda. Atenas tem até dia 15 para atuar.

 

O Eurogrupo estava ontem ao final da noite longe de alcançar um acordo com Atenas que conduzisse à abertura de negociações para um terceiro programa de assistência financeira à Grécia.

 

A cimeira do Eurogrupo era sucessivamente suspensa para reuniões em formato bilateral ou multilateral para se procurar superar impasses em torno de um conjunto de medidas "muito más", como as considerou o governo de Atenas, que abririam caminho ao início das negociações. Depois da meia-noite Tsipras e Merkel voltavam a reunir para aprofundar as propostas.

 

As medidas constavam de um documento entregue aos representantes de Atenas, contemplando, entre outros aspetos, uma "saída temporária da zona", apoiada pela Finlândia e Alemanha, a apresentação prévia às instituições - Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI - de legislação em determinadas áreas antes da sua apresentação no Parlamento de Atenas ou "de serem submetidas a consulta pública" e a constituição de um fundo no valor de 50 mil milhões de euros em bens imóveis do Estado, a serem privatizados e cuja receita reverteria para o reembolso da dívida.

 

A saída temporária da zona euro, medida cuja discussão viria a ser suspensa no decurso das negociações noite fora, foi considerada pelo porta-voz de Alexis Tsipras, ouvido pelo DN, como uma "surpresa negativa" enquanto as outras medidas eram classificadas como "muito duras" ou humilhantes por diferentes fontes gregas. E pela primeira vez era consagrada a hipótese de um país abandonar a zona euro.

 

As restantes medidas que estavam em discussão e que iam provocando as sucessivas suspensões abrangiam o reescalonamento da dívida, que era afastado no plano imediato e se recusava liminarmente a hipótese de uma redução do montante daquela, a quantificação do valor para o terceiro programa de ajuda financeira, que se cifraria entre os 82 a 86 mil milhões de euros. Finalmente, os credores colocavam no documento como exigência fundamental a aprovação de legislação sobre o IVA, as pensões e reformas e a criação de mecanismos de supervisão independentes às contas públicas. A aprovação desta legislação era dada como indispensável até quarta-feira, dia 15, como instrumento para "reconstruir a confiança" entre os credores e Atenas. O que terá sido comunicado a Tsipras por Angela Merkel num dos encontros bilaterais sucedidos ao longo da noite, também com a presença de François Hollande.

 

Este era o quadro que se vivia à hora de fecho desta edição quando, já passava da meia-noite em Bruxelas, se deu nova suspensão da cimeira do Eurogrupo para mais uma ronda de consultas bilaterais. Entre os jornalistas presentes em Bruxelas havia quem antecipasse uma cimeira até hoje de manhã.

 

Ao mesmo tempo, com a abertura das bolsas asiáticas, assistia-se ao recuo do euro, que perdia face ao dólar, cotando-se a 1,1130 dólares/euro quando na sexta-feira se situava nos 1,1149 dólares/euro.

 

Medidas insuficientes

 

O tom dos acontecimentos do dia fora dado pelo ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, ao chegar à reunião. Enquanto ia dizendo ter "esperança" que pudesse ser alcançado um acordo, desde que o governo grego aceitasse a "condicionalidade difícil" associada a um novo programa de ajustamento.

 

"As medidas que foram apresentadas pelos gregos simplesmente não são suficientes, nesta altura", afirmou Stubb, considerando "necessários compromissos claros, medidas claras e provas evidentes de que as medidas serão postas em prática".

 

Ao fim de cinco meses de negociações, Stubb disse ainda que "ninguém está a bloquear um acordo", mas sim a "tentar encontrar uma solução numa situação muito difícil".

 

Quando chegou a Bruxelas, o primeiro-ministro grego considerou que o acordo "podia ser alcançado" ontem desde que "todas as partes o quisessem". Alexis Tsipras considerou que a manutenção da integridade da zona euro é uma divida que todos têm para com "os povos europeus".

 

No entanto, as negociações ao mais alto nível revelaram-se, desde logo, "verdadeiramente difíceis", numa "atmosfera tensa" e com a possibilidade de se alcançar um acordo sempre "distante", de acordo com fontes europeias.

 

Isto porque Tsipras "não está disposto a aceitar tudo", mas "quase tudo", adiantou uma fonte num momento do dia em que foi possível afirmar "a atmosfera" melhorara em relação aos "últimos cinco dias". Mas esta atmosfera depressa passou a ser sistematicamente posta em causa pela ausência de acordo em "matérias específicas" não especificadas.

 

Para François Hollande, a questão "é a de saber se Grécia ainda estará amanhã [hoje] na zona euro. E o problema é a Europa; não é apenas a Grécia". E também o de "sinalizarmos bem a nossa conceção de Europa" e os interesses comuns "e não os interesses nacionais", disse o presidente francês.

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Fdx, o Hollande tem uma capacidade incrível de vazio discursivo, que autêntico fantoche.

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Basta seguir o liveblog do Guardian para ver que não existem certezas desse tipo.

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Fdx, o Hollande tem uma capacidade incrível de vazio discursivo, que autêntico fantoche.

 

E quando falam do encontro dos socialistas europeus e aparece ele com o Costa ao lado, só dá vontade de rir - para não chorar.

Editado por BlackHawk

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O Hollande pode ter um vazio e discurso(não sei onde mesmo mas dou essa de barato) mas é quem mantém a Grécia na zona euro, os gregos bem lhe podem agradecer porque tem sido dos poucos a fazer finca pé para que a Grécia fique. Está a ter mais visão europeia que 95% dos líderes europeus ali presentes.

 

E nem sou um grande fã e até acho que nem devia ser el o candidato do PS em 2017.

 

Btw, antifa tudo indica que a hipótese grexit caiu, as publicações do guardian indicam isso.

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SIC N: Conseguido acordo sobre a Grécia depois de quase 17 horas de negociações em Bruxelas [Última hora].

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Esclareçam-me: o que foi acordado agora não foi +- aquilo que foi proposto antes? O referendo serviu para alguma coisa?

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Capitularam em toda a linha. Era engraçado fazer agora outro referendo sobre este acordo porque vai ser apenas triste vê-lo a ser passado no parlamento graças aos votos da direita menos de 2 semanas depois de ser derrotado em voto popular.

 

E a Merkl já confirmou que o tal fundo de 50 mil milhões de salvaguarda para recapitalização dos bancos vai mesmo existir e vai ser composto por ativos Gregos, incluindo as reservas de ouro, portos de mar, sector eléctrico. A diferença é que o fundo vai estar baseado em Atenas e não no Luxemburgo como a UE desejava inicialmente.

Editado por antifa

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Esclareçam-me: o que foi acordado agora não foi +- aquilo que foi proposto antes? O referendo serviu para alguma coisa?

 

Aparentemente foi pior. Não serviu para nada.

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Nunca fui e continuo a não ser contra o referendo realizado, o que o Governo grego fez com a capitalização do voto popular é que foi desastroso. Em linhas gerais, este acordo parece ser ainda pior que o outro.

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Nunca fui e continuo a não ser contra o referendo realizado, o que o Governo grego fez com a capitalização do voto popular é que foi desastroso. Em linhas gerais, este acordo parece ser ainda pior que o outro.

Dito de melhor forma: o referendo não passou de uma tremenda fantochada. A sua convocação serviu apenas para o governo grego fazer pirraça e aumentar o ego aos governantes. mas é como dizes, nenhum democrata pode ser contra o referendo.

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Nunca fui e continuo a não ser contra o referendo realizado, o que o Governo grego fez com a capitalização do voto popular é que foi desastroso. Em linhas gerais, este acordo parece ser ainda pior que o outro.

 

A questão é que, no fundo, tendo em conta o atual panorama, o referendo não serviu para rigorosamente nada.

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Um ministro grego disse, quando convocaram o 1º referendo, que só existia porque, se fossem logo parlamento, as medidas não passavam.

 

A diferença neste acordo não é a duração? 3 anos em vez de 5 meses

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O referendo podia ter sido um passo importante se o Governo grego tivesse feito algo que parece nunca ter feito em 6 meses: um plano de saída do Euro. Isso tinha que estar em cima da mesa desde o início.

 

Um ministro grego disse, quando convocaram o 1º referendo, que só existia porque, se fossem logo parlamento, as medidas não passavam.

 

A diferença neste acordo não é a duração? 3 anos em vez de 5 meses

 

Em matérias de cortes de despesa e aumento de impostos, a proposta manteve-se praticamente inalterada. A diferença, para além da duração, é a criação do tal fundo de 50 mil milhões de activos gregos.

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Ou seja, estes camaradas eram muito bons antes das eleições, iam dar cabo da troika, mas depois baixaram-se como os outros.

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Inacreditável. Deviam pedir a cabeça deste gajo.

 

E agora, eleições e a direita volta ao poder lá na Grécia?

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Ou seja, estes camaradas eram muito bons antes das eleições, iam dar cabo da troika, mas depois baixaram-se como os outros.

 

Eu fiquei contente com a vitória do Syriza mas tinha perfeita noção das dificuldades que iriam ter. Pegar num país social e economicamente destruído, e completamente amarrado à austeridade não é pêra doce, qualquer decisão que tomassem seria sempre complicada e poderia implicar mais esforços do povo grego (saída do Euro). Mais depressa até esperava uma cedência à austeridade logo de início, não isto tudo. Foram 6 meses em que andaram ali a batalhar, a criticar ferozmente a cartilha da troika e da Merkel, para no fim de contas cederem a toda a linha e, pior que tudo, serem completamente enrabados. Um governo de esquerda aplicar um programa destes é mau demais.

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Eu fiquei contente com a vitória do Syriza mas tinha perfeita noção das dificuldades que iriam ter. Pegar num país social e economicamente destruído, e completamente amarrado à austeridade não é pêra doce, qualquer decisão que tomassem seria sempre complicada e poderia implicar mais esforços do povo grego (saída do Euro). Mais depressa até esperava uma cedência à austeridade logo de início, não isto tudo. Foram 6 meses em que andaram ali a batalhar, a criticar ferozmente a cartilha da troika e da Merkel, para no fim de contas cederem a toda a linha e, pior que tudo, serem completamente enrabados. Um governo de esquerda aplicar um programa destes é mau demais.

Entenda-se que eu não disse aquilo como "boca" para quem defende o Syriza aqui, era mais um desabafo pelo facto de eles dizerem uma coisa e depois fazerem outra. Ou seja, como todos.

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