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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Umas contas que andei a fazer:

 

Vocês sabem que os mandatos são atribuídos por círculos eleitorais que correspondem aos Distritos. Uma parvoíce que não tem jeito nenhum. Porque raio é que eu voto no mesmo círculo eleitoral de alguém de Sines ou de Santiago de Cacém e não de Lisboa ou Loures? Não faz qualquer sentido.

 

Mas adiante... A questão da divisão em círculos eleitorais implica, na prática, que os votos de cada português não valem o mesmo. Basta fazer uma conta simples: o PS teve um total de 1.740.280 que corresponderam à eleição de 85 deputados. Ou seja, cada mandato corresponde a menos de 20.500 votos (mais concretamente 20.474). Se notarem houve 6 partidos com mais de 20.500 votos que não conseguiram eleger nenhum deputado (o PDR teve mais de 60.000) e até o PAN necessitou de cerca de 75.000 para eleger 1 único deputado.

 

O atual Sistema Eleitoral favorece claramente os maiores partidos. Por isso não tem mudado. Ninguém espera que PSD e PS se unam para mudar um Sistema que só lhes traz vantagens.

 

Eu fiz um exercício simples. Imaginem que só havia um Círculo Eleitoral Nacional. Em que o voto de cada português vale exatamente o mesmo que o dos restantes portugueses independentemente do local da sua residência. Os resultados em termos de distribuição de mandatos são os seguintes:

 

Partidos | Resultados Oficiais | Resultados com 1 único Círculo Eleitoral

 

PAF | 104 | 94

PS | 85 | 78

BE | 19 | 24

CDU | 17 | 20

PAN | 1 | 3

PDR | 0 | 2

PCTP | 0 | 2

LIVRE | 0 | 1

PNR | 0 | 1

MPT | 0 | 1

 

O meu exercício é o que traduz verdadeiramente o voto do país. É um exercício em que não são possíveis cenários de maiorias absolutas com 40% dos votos válidos; em que não é possível haver um partido a eleger mais deputados tendo menos votos que outro (cenários que chegaram a ser considerados nestas eleições). E é um exercício que permitiria, ajustando o número de deputados, a coexistência com círculos uninominais. É claro que é igualmente um cenário que não favorece a existência de maiorias absolutas, bi-partidarização ou a tão apregoada "Estabilidade Governativa".

Estás a confundir duas coisas diferentes...

 

1- Os círculos eleitorais não são responsáveis por uns votos valerem mais que outros. E são o que impede o degredo e abandono completo do interior. Por exemplo, Lisboa elege 47 deputados com 1,9M de eleitores, o que dá +- 40 mil votos por mandato. Por exemplo na Guarda, 163k eleitores elegem 4 mandados, mais ou menos a mesma média por mandato. Há exemplos acima e abaixo, como Portalegre com 55 mil por mandato, mas a causa raiz das diferenças e injustiças não são os círculos.

 

2- Os métodos comummente usados para atribuir os mandatos a partir do 2º (no nosso caso usamos o método da média mais alta, ou de Hondt) é que favorecem tremendamente os partidos grandes. Em alguns casos extremos um partido grande pode eleger por exemplo o 20º deputado por pouco mais de 10% dos votos necessários para um partido pequeno eleger o 1º. Em resumo, depois de meteres o 1º, o segundo é ligeiramente mais fácil, o 3º um pouco mais fácil que o 2º, e por aí fora. Por isso é que estupidamente a maioria é aos 44% dos votos, no caso de uma coligação com 2 partidos acima dos 10% é provável que 42,5% chegassem.

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Visitante

Ó Elliot tu que eras fâ do ASP não tens nada a dizer sobre isto?

 

Eu era fã? Alguém anda muito desatento às minhas participações neste tópico.

 

Claro que é ironia.

 

"As entidades portuguesas esforçaram-se e concederam os incentivos adequados". Daí a minha dúvida se era ironia ou não :fixe:

Editado por Visitante

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Hoje um professor meu lançou o seguinte - "PS, CDU e BE resolvem as suas diferenças e apresentam um governo de esquerda maioritário para governar". Sinceramente, não creio que seja possível. E vocês?

CDU quer ir a solo.

 

PS+BE creio ser possível.

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Eu era fã? Alguém anda muito desatento às minhas participações neste tópico.

 

 

 

"As entidades portuguesas esforçaram-se e concederam os incentivos adequados". Daí a minha dúvida se era ironia ou não :fixe:

 

Regulamentação de quê? De praticamente tudo! Eu não sei as medidas de cor obviamente, mas posso pegar no tal livro do ASP quando me for possível, e fazer uma síntese das coisas que mudaram para melhor.

 

Ofereci ao meu pai o livro do Álvaro Santos Pereira, e aproveitei para ir lendo também, e até agora estou a gostar. É útil para se perceber quais eram alguns dos problemas do país e o que foi mudado, e a oposição que ele teve tanto dentro, como fora da coligação dada a sua condição de independente. Foi uma personagem simpática e sempre tive a ideia que ele era demasiado soft para impor as suas ideias e reformar alguns sectores da economia (e a comunicação social ajudou bastante a criar essa ideia), mas a verdade é que fez um bom trabalho dadas as suas limitações.

 

Tens aí uma boa síntese de todas as medidas que foram implementadas para aumentar a competitividade da economia durante o mandato do ASP, e que por ser um ministro low-profile e as medidas serem sobretudo de fundo e sem grande projecção mediática, podem ter passado despercebidas. Todavia, alguns dos frutos que vamos começando a colher, têm a origem nessas medidas. Muito boa leitura, mesmo para quem não é da área :fixe:

 

:confuso:

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Achas que o sistema eleitoral favorece os grandes partidos ? Então o que me tens a dizer do sistema eleitoral Francês por exemplo ?

 

Não acho, tenho a certeza.

 

Não conheço o Sistema Eleitoral francês.

 

Mas sei que, utilizando o Método de Hondt, quanto maior for a dispersão dos círculos eleitorais, maior o favorecimento dos maiores partidos. É pura matemática.

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Visitante

:confuso:

 

Tens toda a razão, tentar dar a minha opinião sobre assuntos específicos e justifica-la é ser fanboy. Faltaram aqueles em que eu digo que gostava que eles continuassem porque os outros seriam, a meu ver, piores. Mas pronto, em tão curto espaço de tempo, compreendo que te tenham escapado alguns posts :fixe:

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O gajo faz um bom trabalho, mudou coisas para melhor, estamos a colher os frutos das medidas que ele implementou, mas votaste na corja dele porque só porque os outros são piores. Sure... :mrgreen:

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Estás a confundir duas coisas diferentes...

 

1- Os círculos eleitorais não são responsáveis por uns votos valerem mais que outros. E são o que impede o degredo e abandono completo do interior. Por exemplo, Lisboa elege 47 deputados com 1,9M de eleitores, o que dá +- 40 mil votos por mandato. Por exemplo na Guarda, 163k eleitores elegem 4 mandados, mais ou menos a mesma média por mandato. Há exemplos acima e abaixo, como Portalegre com 55 mil por mandato, mas a causa raiz das diferenças e injustiças não são os círculos.

 

2- Os métodos comummente usados para atribuir os mandatos a partir do 2º (no nosso caso usamos o método da média mais alta, ou de Hondt) é que favorecem tremendamente os partidos grandes. Em alguns casos extremos um partido grande pode eleger por exemplo o 20º deputado por pouco mais de 10% dos votos necessários para um partido pequeno eleger o 1º. Em resumo, depois de meteres o 1º, o segundo é ligeiramente mais fácil, o 3º um pouco mais fácil que o 2º, e por aí fora. Por isso é que estupidamente a maioria é aos 44% dos votos, no caso de uma coligação com 2 partidos acima dos 10% é provável que 42,5% chegassem.

 

Eu não estou a confundir nada. E conheço perfeitamente a utilização do Método de Hondt (como é que pensas que calculei a atribuição de mandatos supondo que existia apenas um círculo eleitoral?).

 

Nem me vou deter na falácia que nos diz que a existência dos círculos eleitorais da Guarda ou de Portalegre impede o abandono do interior porque isso não passa de um atentado à nossa inteligência.

 

O que eu disse e mantenho é que a existência de vários (demasiados) círculos eleitorais favorece a eleição de mais deputados dos maiores partidos e dificulta a eleição de deputados dos pequenos partidos. É factual.

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Visitante

O gajo faz um bom trabalho, mudou coisas para melhor, estamos a colher os frutos das medidas que ele implementou, mas votaste na corja dele porque só porque os outros são piores. Sure... :mrgreen:

 

Sabes que eu não estava a falar nem do Passos, nem do Portas, nem de quem quer que fosse do PaF, certo? Estava a falar do Álvaro Santos Pereira, que foi ministro independente, e repito, independente, e que a meu ver fez um bom trabalho. Estou com dificuldades em relacionar isso com um suposto fanatismo pela coligação, confesso. Mas de qualquer forma, encaro isso com normalidade. Num tópico onde há opiniões generalizadas transversais a quase todos os membros participantes, qualquer pessoa com uma opinião ligeiramente diferente salta logo à vista e é uma espécie de alvo a abater, diga o que disser. Por isso vou continuar a ler, a tirar dúvidas com o pessoal (porque há users que sabem bastante, bem mais do que eu até e que participam aqui regularmente) e ir aprendendo. Mas vou abster-me de continuar a dar a minha opinião, porque claramente já fui posto numa prateleira e dificilmente de lá saio :)

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Sabes que eu não estava a falar nem do Passos, nem do Portas, nem de quem quer que fosse do PaF, certo? Estava a falar do Álvaro Santos Pereira, que foi ministro independente, e repito, independente, e que a meu ver fez um bom trabalho. Estou com dificuldades em relacionar isso com um suposto fanatismo pela coligação, confesso. Mas de qualquer forma, encaro isso com normalidade. Num tópico onde há opiniões generalizadas transversais a quase todos os membros participantes, qualquer pessoa com uma opinião ligeiramente diferente salta logo à vista e é uma espécie de alvo a abater, diga o que disser. Por isso vou continuar a ler, a tirar dúvidas com o pessoal (porque há users que sabem bastante, bem mais do que eu até e que participam aqui regularmente) e ir aprendendo. Mas vou abster-me de continuar a dar a minha opinião, porque claramente já fui posto numa prateleira e dificilmente de lá saio :)

 

:lol:

Se não queres dar a tua opinião, não dês. Também não ficamos a perder muito ao não ler a opinião de quem vota por medo. Neste caso devemos ter perdido gargalhadas, porque alguém que votou Paf e gosta do ASP a comentar aquele artigo devia ser bonito... mas pronto....

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o Antonio Costa conheço pouco, mas deixou me intrigado o facto de ele ter perdido no Distrito onde foi Presidente de Camara

 

Perdeu no distrito e no concelho.

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Umas contas que andei a fazer:

 

Vocês sabem que os mandatos são atribuídos por círculos eleitorais que correspondem aos Distritos. Uma parvoíce que não tem jeito nenhum. Porque raio é que eu voto no mesmo círculo eleitoral de alguém de Sines ou de Santiago de Cacém e não de Lisboa ou Loures? Não faz qualquer sentido.

 

Mas adiante... A questão da divisão em círculos eleitorais implica, na prática, que os votos de cada português não valem o mesmo. Basta fazer uma conta simples: o PS teve um total de 1.740.280 que corresponderam à eleição de 85 deputados. Ou seja, cada mandato corresponde a menos de 20.500 votos (mais concretamente 20.474). Se notarem houve 6 partidos com mais de 20.500 votos que não conseguiram eleger nenhum deputado (o PDR teve mais de 60.000) e até o PAN necessitou de cerca de 75.000 para eleger 1 único deputado.

 

O atual Sistema Eleitoral favorece claramente os maiores partidos. Por isso não tem mudado. Ninguém espera que PSD e PS se unam para mudar um Sistema que só lhes traz vantagens.

 

Eu fiz um exercício simples. Imaginem que só havia um Círculo Eleitoral Nacional. Em que o voto de cada português vale exatamente o mesmo que o dos restantes portugueses independentemente do local da sua residência. Os resultados em termos de distribuição de mandatos são os seguintes:

 

Partidos | Resultados Oficiais | Resultados com 1 único Círculo Eleitoral

 

PAF | 104 | 94

PS | 85 | 78

BE | 19 | 24

CDU | 17 | 20

PAN | 1 | 3

PDR | 0 | 2

PCTP | 0 | 2

LIVRE | 0 | 1

PNR | 0 | 1

MPT | 0 | 1

 

O meu exercício é o que traduz verdadeiramente o voto do país. É um exercício em que não são possíveis cenários de maiorias absolutas com 40% dos votos válidos; em que não é possível haver um partido a eleger mais deputados tendo menos votos que outro (cenários que chegaram a ser considerados nestas eleições). E é um exercício que permitiria, ajustando o número de deputados, a coexistência com círculos uninominais. É claro que é igualmente um cenário que não favorece a existência de maiorias absolutas, bi-partidarização ou a tão apregoada "Estabilidade Governativa".

O modelo é interessante, mas o sistema atual também tem as suas vantagens, a começar pela garantia de que existem representantes de todas as zonas de Portugal.

 

Na verdade, esse exercício não traduz verdadeiramente o voto do país, mas os portugueses julgam que sim porque votam contra ou a favor do governo em funções e não para eleger o Zé dos Santos como deputado no distrito onde votam.

 

A atual folha de voto podia ser assim que ia dar ao mesmo:

É a favor do atual governo? Sim/Não (se sim, o voto é no PàF)

 

Se não, escolha um dos seguintes partidos:

PS

BE

CDU

(...)

Nenhum destes (equivalente a voto em branco)

Outro. Qual? (voto nulo)

 

:lol:

Se não queres dar a tua opinião, não dês. Também não ficamos a perder muito ao não ler a opinião de quem vota por medo. Neste caso devemos ter perdido gargalhadas, porque alguém que votou Paf e gosta do ASP a comentar aquele artigo devia ser bonito... mas pronto....

A mim interessa-me opiniões de pessoas que pensam diferente de mim, tenham mais ou menos capacidade para as expressar e/ou defender. Mas isso sou eu...

Editado por Mica

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A mim também. Eu pedi a opinião dele, ele fez birrinha, queres que faça o quê?

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A mim também. Eu pedi a opinião dele, ele fez birrinha, queres que faça o quê?

Nada, mas é um acumular de situações que se passaram principalmente ontem, houve alguma falta de respeito para com quem votou no PàF pelo que vi.

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Fala-se no Rui Rio para ministro. Contando que ele desiste da candidatura à presidência e deixar o Marcelo ir sozinho.

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E aposto que conseguia fazer pior do que este Barrete Xavier.

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Essa cena que o Descartes apresentou é muito interessante.

 

Na minha opinião isso é uma das coisas que devia mudar. E aproveitem e reduzam ao número de deputados e tachos. Se começarem por aí, ganham o voto de muita gente.

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Descartes, os governos de iniciativa presidencial já não são possíveis.

 

Porquê?

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Visitante

A mim também. Eu pedi a opinião dele, ele fez birrinha, queres que faça o quê?

 

Pediste uma opinião? Ou vieste gozar/insultar? No teu lugar largaria o cavalo, estás a ficar confundido...

 

E aposto que conseguia fazer pior do que este Barrete Xavier.

 

Não sejas mau para o Rui... de certeza que ele te fazia o jeitinho e arranjava um lugar de figurante numa qualquer novela da TVI, se pedisses com maneiras!

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Não sejas mau para o Rui... de certeza que ele te fazia o jeitinho e arranjava um lugar de figurante numa qualquer novela da TVI, se pedisses com maneiras!

Para não ser tão mal educado como tu fica aqui o pedido para não me voltares a dirigir palavra. :compinchas:

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