Vaart10 Publicado 5 Outubro 2015 “Cinismo”, “criminoso”, “alienação”. Seguristas exigem congresso Enquanto a direção analisa os resultados, há quem tenha entrado em "choque", quem quem responsabilize António Costa e quem sugira a porta de saída - em on. Se Costa não sai, agora pedem congresso. António Costa não se demitiu da liderança do PS, mas os seguristas não vão deixar a derrota barata: Álvaro Beleza, ex-dirigente do partido, falou aos jornalistas logo depois do líder. E para pedir um congresso extraordinário: “O partido tem que fazer uma forte reflexão e uma clarificação em relação ao que aconteceu”, começou por dizer Beleza, lembrando “que há um ano” se abriu uma crise no partido porque a vitória não tinha sido suficiente. Com a derrota deste domingo, continuou, é preciso “tirar as devidas consequências”. “Os portugueses não se compreenderiam que não se fizesse um debate interno e ele vai existir, mas de forma clara, serena e tranquila”. Como? Com um congresso extraordinário, até porque a comissão político “é poucochinho”, defendeu Beleza. Não foi o único. Em declarações citadas pela agência Lusa, o dirigente socialista António Galamba pediu a demissão do líder do PS, António Costa, por considerar que falhou na unidade do partido e na conquista de uma maioria absoluta. “O que o Dr. António Costa fez ao PS e ao país é criminoso”, escreve António Galamba numa declaração enviada à agência, na qual pede a demissão do secretário-geral do PS após a derrota nas eleições legislativas. O antigo membro do secretariado nacional do PS no tempo da liderança de António José Seguro considera que Costa falhou os objetivos a que se propôs quando se candidatou a secretário-geral. “Apesar do esforço dos militantes e dos simpatizantes na campanha eleitoral, o dr. António Costa falhou os dois objetivos que motivaram o assalto à liderança do PS. Falhou na unidade do PS. Falhou na conquista de uma maioria absoluta”, refere António Galamba, que ficou fora das listas de deputados socialistas às legislativas. No entender de António Galamba, atual membro da comissão política nacional do PS, a liderança de Costa foi “insuficiente a sublinhar os quatro anos de governo PSD/CDS e desastrosa a apresentar a alternativa do PS”. “Não é normal o PS não ganhar estas eleições. Fracassados os objetivos políticos, resta a ambição pessoal: a anunciada eventual manutenção poder a todo o custo. Depois de quatro anos de vale tudo à direita, a tentação de um vale tudo à esquerda. Uma solução sem respeito pela vontade popular, ao arrepio dos valores republicanos e democráticos que comemoramos amanhã, a 5 de Outubro”, refere António Galamba. O dirigente socialista recordou ainda que Costa “interrompeu um ciclo eleitoral de duas vitórias nacionais do PS, nas autárquicas e nas europeias”. Também João Ribeiro, antigo porta-voz de Seguro, deixou uma mensagem muito crítica a Costa no Facebook. “Uma conferência de imprensa de António Costa absolutamente lamentável. Cada voz do PS que se cale perante este exercício de cinismo e de alienação estará a condenar o PS a uma irrelevância dificilmente recuperável”, escreveu. Durante a noite eleitoral, enquanto a direção socialista destacava que a direita tinha “perdido a maioria absoluta” – e dizia que era preciso esperar pelos resultados finais -, foram vários os antigos apoiantes de António José Seguro a não esconder que esperavam a demissão de Costa, depois de um resultado que coloca os socialistas vários pontos abaixo da direita. “Sempre defendi que um secretário-geral que ganha eleições nacionais deve ficar no cargo”, disse ao Observador Miguel Laranjeiro, o dirigente que esteve sempre ao lado de Seguro. A frase, claro, deve ser lida no inverso: o líder que não ganha deve sair. E de caminho lembra o que fez Costa a Seguro: tirá-lo do lugar depois de uma vitória nas europeias. De Bragança veio o desafio ainda mais explícito: Mota Andrade, líder da federação do PS, lamentou a derrota do partido e pediu a demissão de Costa para que que se “repense a política” e haja “novos intervenientes”. Ana Gomes, eurodeputada, foi precisamente quem se mostrou em choque – repetindo, de lágrimas nos olhos, uma expressão que António Guterres usou em 1991 para desalojar Jorge Sampaio da liderança do PS (depois de uma derrota para Cavaco Silva). À SIC, uma hora mais tarde, a socialista disse que “inequivocamente, esta é uma derrota do PS. O PS falhou”. A acrescentou estar, “neste momento, a pensar nas pessoas que me diziam que estavam aterradas com a possibilidade de a coligação ganhar” – uma referência implícita à crise interna de 2014 que acabou na derrota de António José Seguro. Ao Observador, José Junqueiro (outro apoiante de Seguro), foi igualmente duro com António Costa: “O PS, desde 2011, iniciou uma oposição construtiva e obteve um sucesso eleitoral continuado nas autárquicas e nas europeias. O dr. António Costa interrompeu este ciclo em nome de um sucesso maior: uma vitória absoluta do PS e um PS unido. Os resultados das eleições de hoje demonstram que esses objetivos não foram atingidos e, por isso, contrariamente a atitudes recentes, consideramos que a primeira palavra para interpretação dos resultados pertence ao secretário-geral do PS. Esperamos, por isso, que fale ao PS e ao país.” Eurico Brilhante Dias, também ele apoiante de Seguro nas primárias do PS, um dos que restaram na lista de Costa, falou no Hotel Altis de “uma tendência de derrota clara do Partido Socialista” . E deixou claro que “todos os resultados eleitorais têm leitura política“. Eurico Brilhante Dias foi eleito por Castelo Branco e tal como ele, outros seguristas vão preencher a bancada parlamentar de Costa. Também Alberto Martins, antigo líder parlamentar de Seguro, terá lugar no novo Parlamento, assim como António Gameiro e Sónia Sanfona, que entraram por Santarém, Jamila Madeira que entrou por Faro, Pedro do Carmo, por Beja e ainda Pedro Coimbra, eleito em Coimbra. Num artigo de opinião publicado no Observador, Luís Bernardo, ex-consultor de António José Seguro, fala em “derrota humilhante” de António Costa, que se deveria ter demitido, sublinha. “A forma como conquistou o partido, a contradição de líder que vence por poucochinho ter que sair e líder que perde claramente querer continuar, numa perspetiva lamentável de colocar os seus interesses pessoais, acima dos interesses do PS e do país é o elemento mais caracterizável do político que perde o respeito por si próprio”, escreve Luís Bernardo. Entretanto, o ex-vice presidente do PS António Braga veio pedir a demissão de António Costa, que para ele “abalroou” um ciclo de vitórias do seu partido. “A interpretação dos resultados só pode ser uma: demissão”, sustentou o ex-secretário de Estado António Braga numa nota enviada à agência Lusa e em referência às consequências da derrota eleitoral para a liderança de António Costa. António Braga, que foi “vice” nas lideranças parlamentares de Carlos Zorrinho e Alberto Martins (2011/2014), apontou que o PS “vinha desde 2011 a construir uma alternativa credível e sustentada ao Governo da coligação PSD/CDS”. Nesse período, segundo António Braga, o PS “obteve sucessos eleitorais nas regionais, nas autárquicas e nas europeias”. “O dr. António Costa abalroou esse ciclo em nome de um suposto sucesso maior consubstanciado numa vitória absoluta do PS e num PS unido. Os resultados das eleições de domingo são a negação desses objetivos”, acrescentou. @Observador.pt Compartilhar este post Link para o post
Mad Cup Publicado 5 Outubro 2015 mas sabes sequer o que o PNR defende? Não podes ter dito isso em completa sagacidade. Se há partido que é tóxico para a democracia, no âmbito dos partidos portugueses, é o PNR. Sei perfeitamente o que o PNR defende. O problema do PNR tem mais a ver com as ações que têm tomado do que com isso. Não acrescenta nada enquanto partido ou defende em nada ideologias que eu sequer suporte. Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 5 Outubro 2015 O meu problema com o PAN é o que o Perep referiu, n tem verdadeiro programa de governo. Como movimento faz todo o sentido e absolutamente nada contra. Para mim é desperdício de voto tendo em conta que existem partidos como os verdes e o BE que tem posições ambientais claras. Aliás, mesmo os restantes partidos n são insensíveis a essa questão. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 5 Outubro 2015 7 coisas que deve saber para poder discutir estas eleições Partidos do arco da governação sofrem erosão, Passos não vai ter vida fácil com Costa e Costa não vai ter vida fácil com críticos. O que estas eleições nos dizem sobre o futuro. Contados os votos, é altura para tirar algumas conclusões. Eis sete factos que sintetizam o que de mais importante se passou com estas eleições. 1. Partidos do arco do euro em queda, mas ainda fortes O bloco dos partidos do arco da governação continua em queda. Tal como foi vaticinado durante a campanha e com a crescente polarização de forças políticas – havia 16 forças por onde escolher nos boletins eleitorais -, PSD, PS e CDS conquistam cada vez menos eleitores. Não valiam tão pouco juntos em termos de percentagem de votos desde 1985 – somam agora 70,9% das escolhas dos portugueses. Para isto contribuíram vários fatores, nomeadamente PSD e CDS concorrem juntos neste escrutínio e a partilha de votos à esquerda, com o PCP e o Bloco de Esquerda a conseguirem votações expressivas, possivelmente entrando no eleitorado socialista. A coligação Portugal à Frente (38,5%) consegue eleger 107 deputados, o PS (32,3%) 86, o BE (10,2%) 19 e a CDU (8,2%) 17 deputados. 2. A 1ª coligação em Portugal que sobreviveu vai governar em minoria Governos minoritários e governos de coligação já existiram em Portugal. Mas nunca houve um Governo de coligação que conseguisse sobreviver até ao fim. E, claro, nenhum que acabasse reeleito desta forma. Facto também é que vamos ter o primeiro Governo de coligação… minoritário. O princípio para fazer uma coligação é conseguir uma maioria absoluta que dê estabilidade à governação, mas PSD e CDS deixaram de ter maioria e estão agora vulneráveis às restantes forças políticas no Parlamento. Estão ainda por vir as tensões entre os dois grupos parlamentares – ou apenas um? -, que, apesar de quatro anos de trabalho conjunto, divergem nalguns pontos da governação. O alinhamento dos deputados nas duas bancadas terá também de ser muito maior para viabilizar as iniciativas do centro-direita e haverá pouco espaço para dissidentes. 3. O PS não vai fazer vida fácil ao PSD/CDS António Costa optou por ficar à frente do partido, embora tendo um resultado sofrível. Elegeu mais 12 deputados do que em 2011 mas ficou bem longe da maioria. Nem sequer conseguiu ter mais deputados do que o PSD sozinho. António Costa fica mas vai manter a pressão sobre o PSD. Não afastou completamente a possibilidade de derrubar o Governo à primeira oportunidade – o novo Governo tem que apresentar o programa de Governo no Parlamento que não tem que ser sujeito a votação, a não ser que algum grupo parlamentar apresente uma moção de rejeição. “Ninguém conte connosco para sermos só uma maioria do contra sem condições de formar uma alternativa”, disse Costa na declaração que fez na noite eleitoral. Sobre o Orçamento do Estado para 2016, essencial para a governação Passos/Portas, Costa não quis dizer o que vai fazer quando apresentarem o documento até porque, lembrou, ainda muito vai acontecer até lá. Durante a campanha eleitoral, chegou a dizer que nunca viabilizaria tal documento. 4. Os críticos não vão fazer vida fácil ao PS Se Costa não fará a vida fácil a PSD/CDS, os críticos também não farão a vida fácil a Costa. À espera de um desaire eleitoral há algumas semanas, os apoiantes de António José Seguro (destronado por Costa) deram sinal rapidamente que não aceitariam que um líder que perde eleições se mantenha no cargo. Costa avançou para a liderança do PS depois do partido ter ganho as eleições europeias por uma margem que classificou de “poucochinho”. Os seguristas exigem um congresso extraordinário e ainda estão a ver se é possível que este se venha a realizar antes do fim do ano que é como quem diz antes das eleições presidenciais. Palavras como “criminoso”, “cinismo” e “alienação” voaram rapidamente. As primeiras reações não foram, pois, nada suaves, antevendo uma guerra dura nos próximos meses. 5. As presidenciais estão completamente em aberto Marcelo Rebelo de Sousa, que ainda não apresentou a sua candidatura nem adiantou nada sobre a sua intenção de concorrer a Belém, ganharia com clara vantagem as presidenciais se estas eleições decorressem amanhã. Uma sondagem da Intercampus para o Público e a TVI, dá ao professor catedrático de Direito 49,3% das intenções de voto, deixando a segunda classificada, Maria de Belém Roseira, a mais de 30% desse resultado. A socialista teria assim 17% dos votos, Rui Rio 15,1% e Sampaio da Nóvoa 10,1%. Se Marcelo desistir da corrida, o PSD, mesmo que apresente Rio, pode ter uma vida difícil. Com uma crise interna no PS, o candidato preferido de Costa, Sampaio da Nóvoa, poderá não ir longe. Maria de Belém Roseira segue à frente nas sondagens à esquerda e tem o apoio de uma parte importante do PS que não se conforma em apoiar a candidatura de um independente. As presidenciais irão decorrer em janeiro de 2016 e o calendário terá de avançar já no próximo mês. 6. Mark Twain visitou o Bloco de Esquerda O Bloco de Esquerda pode roubar o argumento do CDS sobre as sondagens prejudicarem o partido na campanha e não se concretizarem nos resultados eleitorais. Diziam elas que o Bloco de Esquerda veria o seu grupo diminuído para metade, quando, na verdade, duplicou o número de deputados na Assembleia da República. A subida em flecha para o melhor resultado de sempre mostra que também Mark Twain esteve com o BE, mostrando que o anúncio da sua morte foi “claramente exagerado”. Dois fatores contribuíram para esta subida do partido: Catarina Martins e Mariana Mortágua. A líder do Bloco de Esquerda surpreendeu nos debates, tendo boas prestações em todos os embates televisivos. Já na rua, Catarina Martins mostrou-se confiante e capaz de se fazer ouvir no meio da cacofonia da campanha. Mariana Mortágua, que se tornou uma estrela política depois da comissão de inquérito ao BES, conseguiu mobilizar o Bloco de Esquerda em Lisboa e levar o partido a eleger cinco deputados na capital. A irmã gémea, Joana Mortágua, também foi eleita por Setúbal. Em 2011, o BE teve 5,19% dos votos e obteve oito lugares, agora mais do que duplica o score. 7. A mediatização não garantiu a eleição dos pequenos partidos Golpes de publicidade como aparecer nua na capa de uma revista de uma popular apresentadora de televisão parecem não ter grande impacto no eleitorado, como se pode comprovar pela experiência do Agir/PTP/MAS que não conseguiu eleger nenhum deputado apesar de Joana Amaral Dias ter ficado amplamente conhecida pelo grande público. Esta força política conseguiu apenas 20 mil votos, ficando longe de eleger um representante. Também o Livre, que promoveu várias iniciativas diferentes como passeios de bicicleta e ciclos de cinema itinerantes e desafiou várias vezes o PS para entendimentos, também falhou o objetivo de eleger deputados. Os nomes fortes do partido como Rui Tavares em Lisboa e Ana Drago no Porto ficaram fora do Parlamento. O partido conseguiu apenas 0,72% da preferência dos votos, o que equivaleu a quase 39 mil votos. Em contrapartida, a estrela acabou por ser o PAN que conseguiu eleger um mandato em Lisboa– praticamente sem cobertura mediática. @Observador.pt Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 5 Outubro 2015 Ainda me consigo surpreender ao ler tanta gente a falar de política e nem sequer fazer ideia sobre a forma como os deputados são eleitos para o Parlamento... Uma dica: têm presente aqueles números que aparecem na televisão? É mais ou menos assim: Distrito de Braga: PS - 7; PAF - 5; BE - 2; CDU - 1. Sabem o que isso quer dizer? São os deputados que cada lista elege em cada distrito. E essas pessoas são conhecidas. Têm nome. Sabe-se quem são. Por isso o Paulo Portas sabe perfeitamente quantos deputados do PP foram eleitos. Não sou propriamente fã do sistema que temos. Que achas do dito cujo? Compartilhar este post Link para o post
Cannonball Publicado 5 Outubro 2015 O meu problema com o PAN é o que o Perep referiu, n tem verdadeiro programa de governo. Como movimento faz todo o sentido e absolutamente nada contra. Para mim é desperdício de voto tendo em conta que existem partidos como os verdes e o BE que tem posições ambientais claras. Aliás, mesmo os restantes partidos n são insensíveis a essa questão. Tem posições claras mas não são as mesmas. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 5 Outubro 2015 (editado) (...) Para mim é desperdício de voto tendo em conta que existem partidos como os verdes e o BE que tem posições ambientais claras. (...) Eu por acaso acho precisamente o contrário. O PAN cresce porque os verdes e o BE preferem focar-se em outras temáticas, descurando essa parte ambiental. Quantas vezes a líder dos Verdes e do BE falou sobre questões ambientais ou sobre os animais? A do BE preferiu focar a atuação da Coligação nestes quatro anos e a dos Verdes preferiu fazer companhia lado-a-lado nas arruadas ao Jerónimo. O PAN ao contrário dos outros dois foca-se nesse assunto (e agora até está em voga as questões ambientais e animais) e isso faz com que eles cresçam em termos de votos. É um pouco como um nicho de mercado, só que aqui estamos a falar de eleitores e não de consumidores. O PAN ataca aí e cresce embora eu ainda não consiga explicar o crescimento exponencial que têm tido em Setúbal porque em quatro anos já conseguiram ultrapassar o PCTP como quinta força política do distrito (e Setúbal até tem vários concelhos com tradição tauromáquica). Editado 5 Outubro 2015 por Lebohang Compartilhar este post Link para o post
inacion Publicado 5 Outubro 2015 Se um Governo da coligação for derrubado a bola passa para o lado dos restantes partidos. Se o PS e os restantes partidos de esquerda não se entenderem será visto como uma atitude irresponsável, porque rejeitaram uma solução sem garantir que conseguiam apresentar uma alternativa. Isto vai ter muito peso numa eventual eleição antecipada. O pior é preço que todos nós vamos pagar caso o pior cenário se verifique. Na melhor da hipóteses só podem decorrer eleições antecipadas daqui a 1 ano, por causa das eleições Presidenciais. Em 1987 Cavaco Silva viu o seu Governo minoritário derrubado através de uma moção de censura. Segundo reza a história terá deixado a imagem de um Governo que estava constantemente a ser bloqueado pela oposição e que esta atitude da oposição foi considerada como irresponsável. Cavaco Silva venceu as eleições com maioria absoluta. Se a oposição tiver a mesma atitude corre o risco de sofrer a mesma consequência. É bom que tenham muito cuidado com as decisões que vão tomar. Compartilhar este post Link para o post
Arnold Publicado 5 Outubro 2015 (editado) Voltando à cena de Vila Real, estiver a ver e em Vila Real em si como concelho, desceram os votos. Não por muito lol, mas por 13%. Nos concelhos ao lado, que ainda têm uma boa quantidade de gente é que desceu muito menos. 6,8% em Montalegre, 7,6% em Murça, 10% em Ribeira de Pena e 12% em Chaves. Tirando em Chaves e em Vila Real até acusava falcatrua no resto dos concelhos. Como é possível os concelhos mais afectados pelo Governo serem os que descem menos? wtf? Editado 5 Outubro 2015 por Arnold Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 5 Outubro 2015 Eu não li nada para trás, mas incomoda-me que quem vota em partidos derrotados tenha sempre a tendência a apelidar quem vota no partido vencedor de burro, de masoquista e de sem memória. Compartilhar este post Link para o post
Ricardo Pinto Publicado 5 Outubro 2015 Em Chaves por exemplo, tens 54% de abstenções, ou seja, o número de votantes desce imediatamente para os +/- 20 mil. É normal que a coligação tenha ganho, o que eu penso é que as abstenções demonstram descontentamento, ou seja, não estão contentes com o actual governo, nem apoiam a oposição, principalmente o Antonio Costa, como tal, o que seriam talvez votos para a oposição, passaram a ser abstenções. No meu caso, não estou contente com o actual governo e o Costa não me dava garantias nenhumas, votei no partido que mais gostei de ver nesta campanha eleitora, o BE. Compartilhar este post Link para o post
Carlos Gouveia Publicado 5 Outubro 2015 No meu caso, não estou contente com o actual governo e o Costa não me dava garantias nenhumas, votei no partido que mais gostei de ver nesta campanha eleitora, o BE. Que teve um resultado histórico em Chaves! Não tendo qualquer representação no concelho, conseguir os 5.5% é bastante bom! Compartilhar este post Link para o post
w0 Publicado 5 Outubro 2015 Perdi a vontade de discutir política no CMPT. Não era um comentador muito assíduo deste canto, mas gostava de ler e acompanhar boas discussões. Infelizmente o que se passou ontem no tópico é simplesmente lamentável. Se insultos idênticos em tópicos de futebol deram direito a sanções, espero que desta feita a moderação tenha mão pesada. O tópico é demasiado bom para ser manchado. Todos temos direito à nossa opinião. Todos podemos mostrar a nossa frustração. Uns estarão frustrados pela vitória do PaF, outros pela subida do BE, outros pela eleição de um deputado do PAN e outros ainda pq a CDU ganha sempre. Mas ninguém tem o direito de chamar o quer que seja aos eleitores que, livremente, exerceram o seu direito. Cada um terá feito a sua análise e terá votado consoante as suas convicções. Vi pessoas que até tinha em boa conta perderem a cabeça e insultarem, de forma repetida, os que não votaram no que eles votaram. É mesmo muito lamentável não existir discussão franca e honesta. -- Voltando ao tópico, tenho alguma curiosidade em perceber como é possível defender-se/desejar que os partidos de esquerda se unam quando tão pouco em comum existe entre eles. É certo que o futuro Governo vai estar numa posição frágil, pois enfrentará uma esquerda dura, onde o não é sempre garantido (BE e CDU) e não vejo que do lado do PS exista a abertura para viabilizar 'as grandes reformas'. O Costa está nas lonas. Sinceramente não estou a vê-lo a aceitar o repto do BE que, tanto quanto parece, se terá precipitado. Deveriam ter esperado por uma declaração do partido de esquerda com mais votos e não encostado o PS entre a espada e a parede. Note-se que o PS está numa fase que nem eles sabem como se vão desembrulhar. Caso se juntem à esquerda, vão, para sempre, correr o risco de perder uma fatia do eleitorado. Juntando-se à direita, vão perder as facções mais à esquerda para o BE. Tudo isto é win-win para o BE que estava moribundo e renasce das cinzas (de se tirar o chapéu à campanha e à forma como foi liderada). O BE e a CDU estão a viver o momento. Caso o PS embarque na loucura, poderão tentar aniquilar o Governo. Contudo, no PS paira na memória o sucedido em 1988. Os próximos tempos prometem. Gostava, ainda assim, de ver o Costa fora do PS, um líder que se distanciasse do BE/CDU e criasse condições para uma paz-podre para estabilizar as coisas. Daqui a 2 anos há mais. Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 5 Outubro 2015 Achei uma coisa engraçada ontem. Durante as perguntas ao Costa, um dos jornalistas faz uma pergunta um bocado mais "chata" (algo relacionado com as declarações do Costa aquando a vitória pequenina do Seguro, penso que foi isto) e é banhado com uns quantos presentes na sala a mandar vir com ele. Grande liberdade de expressão que os Socialistas brindaram aquele jornalista. Por momentos pensei que fosse uma sala de militantes do PNR Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 5 Outubro 2015 Daqui a 2 anos há mais. É mais daqui a uns meses. Compartilhar este post Link para o post
Ricardo Pinto Publicado 5 Outubro 2015 Que teve um resultado histórico em Chaves! Não tendo qualquer representação no concelho, conseguir os 5.5% é bastante bom! Exacto, teve mais do dobro dos votos de 2011, o que demonstra que a Catarina está a fazer um bom trabalho. Compartilhar este post Link para o post
w0 Publicado 5 Outubro 2015 É mais daqui a uns meses. Isto no cenário do PS se abster e ir deixando passar algumas medidas. Ou então o Costa manter-se e alguns deputados furarem a disciplina de voto e viabilizarem. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 5 Outubro 2015 Isto no cenário do PS se abster e ir deixando passar algumas medidas. Ou então o Costa manter-se e alguns deputados furarem a disciplina de voto e viabilizarem. Se o Costa viabilizar algumas medidas do Governo, é capaz de ser comido no seio do PS. O discurso dele ontem foi ambíguo por causa disso, ele ainda não sabe como há-de proceder, nem contou espingardas por assim dizer. Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 5 Outubro 2015 Ainda bem que ontem eu não fiz comentários sobre os votos de ninguém... Compartilhar este post Link para o post
Bumblefoot Publicado 5 Outubro 2015 Também acho que não se deve chamar nomes a quem vote no que não gostamos. A não ser que seja para o Godinho Lopes ser eleito em vez do Bruno de Carvalho. Ou o Luís Filipe Vieira. Compartilhar este post Link para o post
Lifehouse Publicado 5 Outubro 2015 Já começou o ataque ao costa. Os seguristas sentem-se agora legimitados para minar o PS, depois das razões dadas para o ataque à liderança. Não sei até que ponto a declaração de ontem não foi um empurrar com a barriga. A enaltecer ontem o Bloco de Esquerda. Acima de tudo a Catarina e a Mariana Mortágua estão de parabéns.. Compartilhar este post Link para o post
Ricardo Pinto Publicado 5 Outubro 2015 Já começou o ataque ao costa. Os seguristas sentem-se agora legimitados para minar o PS, depois das razões dadas para o ataque à liderança. Não sei até que ponto a declaração de ontem não foi um empurrar com a barriga. A enaltecer ontem o Bloco de Esquerda. Acima de tudo a Catarina e a Mariana Mortágua estão de parabéns.. Tanto com o Costa como com o Segura, continuariam a não ter o meu voto, se o Costa não dá garantias, o Seguro ainda menos. Isto para mim. Compartilhar este post Link para o post
Arnold Publicado 5 Outubro 2015 Em Chaves por exemplo, tens 54% de abstenções, ou seja, o número de votantes desce imediatamente para os +/- 20 mil. É normal que a coligação tenha ganho, o que eu penso é que as abstenções demonstram descontentamento, ou seja, não estão contentes com o actual governo, nem apoiam a oposição, principalmente o Antonio Costa, como tal, o que seriam talvez votos para a oposição, passaram a ser abstenções. No meu caso, não estou contente com o actual governo e o Costa não me dava garantias nenhumas, votei no partido que mais gostei de ver nesta campanha eleitora, o BE. O mesmo aqui. Não reparei nas abstenções por acaso mas é preocupante. Compartilhar este post Link para o post
ricky Publicado 5 Outubro 2015 que nojo o pnr ter tantos votos. Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 5 Outubro 2015 As abstenções são sempre um problema e neste caso em particular acho que eram bem capazes de ter tido influência direta na eleição ou não do PàF como Governo. Deviam apostar mais na luta contra a abstenção, serem os líderes partidários e o PR a pedir que votem uma semana antes das eleições por si só não chega. Um relembrar da opressão vivida no Estado Novo, onde eram outros que decidiam o futuro do país por nós, era capaz de ajudar. Compartilhar este post Link para o post