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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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A maioria das pessoas que votam não têm grande formação / maturidade política ou mesmo democrática. É normal numa democracia recente). Temo que este "jogo" democrático afaste mais gente da política e aumente ainda mais a abstenção, porque todo o processo tem sido pautado por falta de comunicação, e falta de explicação de todas as partes.

Eu acho que pior do que a falta de comunicação, tem sido a gritante contra-informação a que se tem assistido.

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nossa senhora.. isto no face está muito agressivo.

 

O meu face está cheio de "boys" todos chateados e fartos de postar conteúdo. Até já tive que remover um.

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Alguma razão em especial para o PCP ter votado contra o voto de solidariedade da Assembleia Municipal de Lisboa ao Luaty Beirão e outros activistas que foram detidos em Angola?

É por estas e por outras...

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Eu acho que pior do que a falta de comunicação, tem sido a gritante contra-informação a que se tem assistido.

É contra-informação e a PàF completamente a dormir. Temos atualmente António Costa no centro e tudo o resto a gravitar à volta dele.

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Alguma razão em especial para o PCP ter votado contra o voto de solidariedade da Assembleia Municipal de Lisboa ao Luaty Beirão e outros activistas que foram detidos em Angola?

Deve ser a mesma razão pela qual se abstêm nos votos de pesar do povo do Tibete.

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Esta ideia pode ser meio-parva, mas o que teria acontecido se em 2009 o PSD tivesse-se coligado com o CDS após as eleições? :mrgreen:

Teríamos governo de esquerda 6 anos mais cedo?

Editado por Ticampos

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Esta ideia pode ser meio-parva, mas o que teria acontecido se em 2009 o PSD tivesse-se coligado com o CDS após as eleições? :mrgreen:

Teríamos governo de esquerda 6 anos mais cedo?

 

Nada, as situações não são comparáveis. PSD e CDS não tinham maioria absoluta dos deputados, PS, PCP e BE têm.

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Nada, as situações não são comparáveis. PSD e CDS não tinham maioria absoluta dos deputados, PS, PCP e BE têm.

 

Sim, por isso mesmo, teriam tido um governo de minoria, o que faria com que a Esquerda se unisse para formar a maioria, capiche? :confuso:

Eu continuo a achar que a situação era semelhante à atual, com diferenças ( PAF conjunta e não PDS e CDS separados).

Editado por Ticampos

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Sim, por isso mesmo, teriam tido um governo de minoria, o que faria com que a Esquerda se unisse para formar a maioria, capiche? :confuso:

Eu continuo a achar que a situação era semelhante à atual, com diferenças ( PAF conjunta e não PDS e CDS separados).

O Sócrates tentou mas não conseguiu entendimentos com o BE e PCP.

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Visitante

Para quem dizia que não interessavam as pequenas variações da dívida no mercado secundário, aí está:

 

Portugal passa teste dos mercados apesar de instabilidade política

http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-passa-teste-dos-mercados-apesar-de-instabilidade-politica_231650.html

 

Juros mais altos a 10 anos, e menor procura em relação à última ida aos mercados, em Fevereiro. Ainda assim, melhores resultados com as maturidades a 22 anos :)

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"Os leilões correram muito bem. A taxa a 22 anos desceu face à taxa conseguida há 3 meses e a procura até aumentou. Na emissão a 10 anos, prazo onde o Estado foi buscar o maior montante, a taxa subiu um pouco face ao que tinha sido conseguido em Fevereiro passado, mas nada que se deva acentuar. A procura diminuiu um pouco, mas continuou acima da oferta. Para um país que ainda não sabe quem e como vai formar governo, quase 2 semanas depois das eleições, diria que são dados muito positivos"

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O Conselho de Finanças Públicas diz que se a austeridade for aliviada, o País pode voltar a entrar nos procedimentos de défice excessivo em 2016.

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Pois pode, é no futuro por isso pode acontecer. Também podemos mudar a constituição para podermos eleger o Gervásio como presidente.

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Citação do jornal "Sol" online

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Fim da sobretaxa e dos cortes salariais poria défice acima de 3%

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera que a reversão imediata das principais medidas de austeridade dos últimos anos poria em risco o cumprimento das regras europeias. Num relatório sobre as condicionantes das políticas orçamentais até 2019, o organismo dirigido pela economista Teodora Cardoso calcula que a eliminação completa dos cortes nos salários do Estado e da sobretaxa do IRS poria o défice de 2016 em 3,2% do PIB.

No documento apresentado hoje, o CFP indica que “a simples ausência de medidas de política orçamental” como a sobretaxa a a redução demuneratória na administração pública “poria em causa a revogação do Procedimento por Défices Excessivos (PDE), dada a projeção de um défice superior a 3% do PIB em 2016”.

A equipa de economistas liderada por Teodora Cardoso antecipa que o défice deste ano fique em 2,9% - acima do projectado pelo governo (2,9%) mas abaixo dos 3% que implicam vigilância reforçada da Comissão Europeia. Mas até 2019, sem novas medidas de contenção orçamental, o CFT estima que o défice ficaria sempre acima de 3%.

“Procurar resolver problemas estruturais com estímulos macroeconómicos só os agrava, mesmo quando parece resolvê-los a curto prazo. Portugal não deve fazer um fogacho de crescimento num ano, porque depois os problemas voltam”, sustentou Teodora Cardoso, na apresentação do relatório.

Além dos impactos orçamentais, o CFT deixou alertas também a nível económico. “Tanto ou mais importante seria o risco significativo do impacto dessa política sobre o crescimento a curto prazo da economia voltar a revelar-se insustentável. Esta seria a consequência do crescimento de novo impulsionado pelo consumo privado e pela quebra da poupança, levando a acentuar a contribuição negativa das importações e a deterioração do saldo da balança corrente”, refere o relatório.

Teodora Cardoso admitiu que a evolução da conjuntura nos últimos dois anos foi positiva, mesmo que baseada no consumo interno, já que começou a restaurar a confiança dos consumidores e dos empresários, “elemento indispensável à retoma do investimento e do emprego”.

Contudo, entende que a experiência passada da economia portuguesa mostra que esta forma de recuperação, baseada na procura interna e não nas exportações, “está longe” de assegurar o objetivo de crescimento estável do rendimento e do emprego. “Os números ainda não demonstram o regresso do modelo antigo baseado no consumo. Mas mostram que há esse risco”, concluiu a economista.

Para o CFP, o país precisa antes de "encontrar um modelo de crescimento estável da economia e do emprego, assente no aumento da produtividade e na competitividade da economia e não no seu endividamento e no aumento das despesas públicas".

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Visitante

"Os leilões correram muito bem. A taxa a 22 anos desceu face à taxa conseguida há 3 meses e a procura até aumentou. Na emissão a 10 anos, prazo onde o Estado foi buscar o maior montante, a taxa subiu um pouco face ao que tinha sido conseguido em Fevereiro passado, mas nada que se deva acentuar. A procura diminuiu um pouco, mas continuou acima da oferta. Para um país que ainda não sabe quem e como vai formar governo, quase 2 semanas depois das eleições, diria que são dados muito positivos"

 

E então? Primeiro era porque só tinha subido um bocadinho, não fazia diferença. Depois já fazia diferença, mas é só uma tendência do mercado secundário, não nos pesa no bolso. Agora é porque subiu um bocadinho, mas já não vai subir mais?

Eu não ligo muito a este assunto, felizmente desde 2011 o país tem conseguido recuperar a credibilidade nos mercados (pelo menos isso!) e não acho que depois de termos pago os juros que pagamos que agora este mísero aumento seja assim tão relevante. Ou que isto da indefinição política em Portugal seja assim tão preocupante num futuro próximo nos efeitos na bolsa portuguesa ou da emissão de dívida. Mas ver pessoas que eu tenho para mim como inteligentes gozarem e desvalorizarem com os efeitos (mesmo que pequenos) que estão a ter na tesouraria portuguesa deixa-me um pouco apreensivo...

EDIT: Já agora, dá uma vista de olhos: http://www.bloomberg.com/quote/GSPT10YR:IND. Subiu um pouco comparado com Fevereiro (última emissão de dívida a 10 anos), mas mais 65% do que em meados de Março (mais uma vez, são valores de referência do mercado secundário, mas dá para ficar com a ideia). De qualquer forma, o que interessa para o meu ponto de vista, é que antes das eleições estávamos há um mês e tal numa tendência de descida, e após o resultado das eleições, essa tendência inverteu-se. Não foi uma inversão tão significativa quanto isso, mas está a ser provavelmente suavizada pelas notícias que dão conta do cumprimento do défice para 2015, do crescimento em linha com as previsões, do optimismo na situação do BCP, etc. :)

 

De qualquer forma, algo para alegrar o tópico :mrgreen:

 

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A sério que há quem se dê ao trabalho de fazer este tipo de coisas? :lol:

 

Pois pode, é no futuro por isso pode acontecer. Também podemos mudar a constituição para podermos eleger o Gervásio como presidente.

 

Por acaso até pode mesmo. Se aliviares a carga fiscal e o crescimento do PIB não acompanhar, é mais do que certo que o défice volta para níveis incomportáveis. Essa necessidade de mandar a boquinha :lol:

Editado por Visitante

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Editorial de hoje presente no Diário de Coimbra, Diário de Aveiro e Diário de Viseu (apenas com a alteração respectiva ao Diário em questão).

 

Editorial

 

Diário de Coimbra e o actual momento político

 

Neste período pós eleitoral de grande incerteza sobre o futuro governo do País, com riscos graves de instabilidade política comprometedora da continuidade da recuperação económica, que ainda é muito frágil, importa reafirmarmos os princípios que orientam o Diário de Coimbra, que constam do seu Estatuto Editorial, e o posicionamento do jornal no actual momento político.

O Diário de Coimbra assume-se, desde a sua fundação, como um jornal informativo, republicano e liberal, ao serviço de Coimbra e da Região das Beiras, defensor de causas que interessam às suas gentes, da Liberdade de Imprensa, da livre iniciativa privada, da economia de mercado e da sã concorrência, do combate aos monopólios, à burocracia, ao centralismo do Estado e a quaisquer ideologias colectivistas, totalitárias, fascistas, comunistas ou outras, que alienam e escravizam os seres humanos. Defendemos a regionalização do País bem como a plena integração e unificação europeia, numa Europa federada, numa Europa das Regiões e dos Cidadãos, dado estarmos convictos que é na Europa e na partilha dos seus valores (de democracia, de liberdade, de economia de mercado, de moeda única, de defesa comum, etc.) que a grande maioria dos portugueses se revê, como cidadãos europeus de pleno direito que também somos, conforme tem sido expresso nos diversos actos eleitorais.

É pois com preocupação que estamos a assistir a uma aparente deriva esquerdista radical por parte do actual líder do Partido Socialista que, apesar de ter perdido as eleições, parece querer aceder ao poder a todo o custo, mesmo com apoio dos partidos da extrema esquerda que defendem ideologias comunistas totalitárias que nada têm a ver com a vontade da grande maioria dos portugueses, nem mesmo, estamos em crer, com a vontade da maioria dos que votaram no Partido Socialista.

Todos os que vivemos os tempos conturbados do processo revolucionário de 1975 (o PREC de má memória) nos lembramos bem dos desmandos e dos grandes prejuízos causados ao País, quando os comunistas estiveram no poder. Desde logo quando tentaram suprimir as liberdades individuais, a começar pela Liberdade de Imprensa ao tomarem de assalto quase todos os jornais, incluindo o “República”, do próprio Partido Socialista, no intuito de silenciarem os opositores, visando a implantação de uma ditadura ao estilo soviético.

A bem do País, e da confiança dos agentes económicos indispensável ao crescimento e à criação de emprego, esperamos que impere o bom-senso no Partido Socialista, que esta associação perversa com a extrema esquerda não venha a concretizar-se e que não se repita em Portugal o triste exemplo a que assistimos este ano na Grécia com o Syrisa, que agravou o empobrecimento do povo grego.

O Diário de Coimbra manter-se-á fiel aos princípios do seu Estatuto Editorial e não deixará de combater este cenário tão negativo para o País se o mesmo vier a concretizar-se. Continuaremos na mesma linha, ao serviço dos nossos leitores, assinantes e anunciantes, que são a nossa única razão de ser, a quem agradecemos a preferência e o apoio que nos têm dado.

 

A todos o nosso Bem Haja.

 

Adriano Callé Lucas

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Portanto, o que se retira disto tudo é que só existem duas possibilidades vitalícias de governo, PS e/ou PSD. Bela democracia.

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E então? Primeiro era porque só tinha subido um bocadinho, não fazia diferença. Depois já fazia diferença, mas é só uma tendência do mercado secundário, não nos pesa no bolso. Agora é porque subiu um bocadinho, mas já não vai subir mais?

Pela quinta ou sexta vez. Nos últimos três dias houve uma variação perfeitamente natural, nuns dias subiu, noutros desceu e sempre na casa dos valores que se registavam aquando da emissão de dívida de Fevereiro.

Quando até os alegados especialistas das notícias que aqui colocas dizem exactamente o mesmo que eu "nada que se deva acentuar" não sei mais o que te dizer.

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O Passos está a adoptar uma postura mais dura e radical. Recusou-se a reunir-se de novo com o Costa.

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