Enzo Dios Perez Publicado 22 Outubro 2015 (editado) Todos esses factores foram importantes, mas a votação do PCP ficou mais ou menos na mesma. O que fez mesmo a diferença foi a Catarina... Verdade. Mas pelas razões óbvias não é de esperar grandes flutuações nos votos do PCP. Têm os seus fiéis eleitores e pouco mais. É mais natural que habituais eleitores do ps ou psd votem no BE que não acarreta uma conotação tāo negativa aos olhos dessas pessoas. E é verdade que as excelentes prestações nos debates também contribuíram muito para isso. Por acaso estou curioso em relação à evolução do partido daqui para a frente. Editado 22 Outubro 2015 por Enzo Dios Perez Compartilhar este post Link para o post
Pickle Rick Publicado 22 Outubro 2015 Portugal é uma república semi-presidencialista, coisas da vida. E eu acho que devíamos ser uma republica parlamentarista, mas se a maior parte das pessoas nem um semi-presidencialismo entende, quanto mais uma república parlamentar. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 23 Outubro 2015 ElDividido @_Dividido 49 minHá 49 minutos SicN sobre reunião comissão politica do PS: "o ambiente é de unanimidade total. Não há criticas" Obrigado Cavaco! Parece que com a postura anti-democrática que demonstraste acabaste de unir o PS. Parece ainda mais improvável um governo liderado pelo Passos, depois da sua indigitação como PM. É obra... Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 23 Outubro 2015 PS avança com moção de rejeição. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 23 Outubro 2015 Decorre hoje, por volta das 15 horas, a eleição do Presidente da AR, Ferro Rodrigues (PS) e Fernando Negrão (PSD) são os candidatos. Há que referir que o voto para esta eleição é secreto. Cavaco Silva, com aquele discurso, do qual dispensava aquela última parte que foi um ataque cerrado (e escusado) à esquerda, fez como Pilatos, lavou as suas mãos. Limitou-se a tomar uma decisão com base na tradição, indigitar o vencedor das eleições, e colocou o ónus da decisão na Assembleia da República. Desta forma, a rejeição do Governo de Passos Coelho não passará pelas suas mãos, mas sim pelas mãos dos deputados. Esta decisão pode ser vista como taticista ou cobarde, só o tempo o dirá. Agora, traçam-se dois cenários possíveis. O Governo de Passos Coelho irá, com toda a certeza, ser derrubado na AR, PS e CDU já afirmaram que vão apresentar uma moção de rejeição, falta o BE. Essa situação levará a que Cavaco Silva indigite um Governo maioritário de esquerda (o que me parece ser difícil, tendo em conta o seu discurso) ou então que se mantenha um Governo de gestão até ao próximo mês de junho, fazendo com que se governe em duodécimos. De uma ou outra forma haverá eleições num período próximo. No meio disto tudo está o futuro dos portugueses, que é muitas vezes ignorado. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 23 Outubro 2015 Será que estamos condenados a um Governo de gestão até Junho? Se o programa foi chumbado acho que é isso que vai acontecer. Governo de gestão, a meio do ano novas eleições e maioria absoluta para a coligação Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 23 Outubro 2015 Plano da direita: -> Nomear rapidamente o Passos Coelho a primeiro ministro, para não dar tempo para a finalização de um eventual acordo de esquerda. -> Esperar pelo acordo que possa surgir. Se surgir, como já foi nomeado o governo, forçar a esquerda a demitir esse mesmo governo nomeado à revelia da maioria dos deputados. -> Colocar no leitor de cassetes a cassete que do lado A tem a faixa "Virgens Ofendidas" e do lado B tem a faixa "Maioria Negativa". -> Todos os comentadores do país publicam simultaneamente em todos os jornais artigos a falar em "golpe de estado". -> A Zona Euro, controlada pela direita Europeia, levanta todos os entraves possíveis e imagináveis, coloca o crédito aos bancos portugueses suspenso, emite ultimatos. -> A banca portuguesa, impedida de ir ao Banco Central Europeu jorra dinheiro para paraisos fiscais e similares. -> Controlos de capitais. -> Aculpaédaesquerda.mp3 reproduzido por todos os comentadores que a direita tem em exclusivo nas cadeias televisivas. -> Cavaco recusa dar posse a outro governo, aguarda eleições com governo em gestão. -> Por causa desta casmurrice, 6 meses passam antes de poder haver eleições, no minimo dos minimos. -> A culpa continua a ser da esquerda, que deitou abaixo o nosso governo. -> Maioria absoluta. :lol: :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Rugido Publicado 23 Outubro 2015 Por acaso concordo com o Almeno, eu votei na CDU mas se soubesse que iriam estar numa coligação com o PS já não votava neles. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 23 Outubro 2015 Mas é como dizem, estas eleições deram para perceber um pouco melhor como isto funciona. Eu cá discordo disto. 95% das pessoas não faz ideia de como funcionam as Legislativas, porque acham que estão a votar no Primeiro-Ministro. É mesmo triste que as pessoas não saibam o que estão a fazer nem saibam como as coisas funcionam. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 23 Outubro 2015 Por acaso concordo com o Almeno, eu votei na CDU mas se soubesse que iriam estar numa coligação com o PS já não votava neles. Ninguém esperava que fosse possível um acordo à esquerda. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 23 Outubro 2015 Eu cá discordo disto. 95% das pessoas não faz ideia de como funcionam as Legislativas, porque acham que estão a votar no Primeiro-Ministro. É mesmo triste que as pessoas não saibam o que estão a fazer nem saibam como as coisas funcionam. Pois não faz. E não há um único líder político que faça questão de desmistificar isso... Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 23 Outubro 2015 Decorre hoje, por volta das 15 horas, a eleição do Presidente da AR, Ferro Rodrigues (PS) e Fernando Negrão (PSD) são os candidatos. Há que referir que o voto para esta eleição é secreto. Cavaco Silva, com aquele discurso, do qual dispensava aquela última parte que foi um ataque cerrado (e escusado) à esquerda, fez como Pilatos, lavou as suas mãos. Limitou-se a tomar uma decisão com base na tradição, indigitar o vencedor das eleições, e colocou o ónus da decisão na Assembleia da República. Desta forma, a rejeição do Governo de Passos Coelho não passará pelas suas mãos, mas sim pelas mãos dos deputados. Esta decisão pode ser vista como taticista ou cobarde, só o tempo o dirá. Agora, traçam-se dois cenários possíveis. O Governo de Passos Coelho irá, com toda a certeza, ser derrubado na AR, PS e CDU já afirmaram que vão apresentar uma moção de rejeição, falta o BE. Essa situação levará a que Cavaco Silva indigite um Governo maioritário de esquerda (o que me parece ser difícil, tendo em conta o seu discurso) ou então que se mantenha um Governo de gestão até ao próximo mês de junho, fazendo com que se governe em duodécimos. De uma ou outra forma haverá eleições num período próximo. No meio disto tudo está o futuro dos portugueses, que é muitas vezes ignorado. Temos uma interpretação diferente de várias coisas, embora semelhante de fundo. De qualquer modo vamos por partes, que ainda não fiz e pretendo falar sobre a comunicação do PR. Não tenho absolutamente nada contra o que fez o Cavaco. A indigitação é legítima. Há argumentos de força suficientes para justificar a posição dele: aquando das reuniões, PS, BE e CDU não haviam conseguido um acordo escrito e firmado. Não havia matéria que justificasse a dita estabilidade, apenas um princípio de vontades. Não existindo uma maioria absoluta de parte alguma, é legítimo que, numa forma de apressar o processo, o PR indigite o líder do partido mais votado para tentar formar governo. É plenamente legítimo, e acho que aqui as críticas à acção são complicadas. Dito isto, sou completamente contra tudo o que diz e acho de uma baixeza tremenda, de um revelar extremo de alguém que não vai mais ser político e que, por isso, não está preocupado com o país mas sim com as suas ideias, plenas de um sujeito a quem o 5 de Outubro ou o 25 de Abril fazem uma comichão do caraças. É absolutamente impensável que o PR rejeite dar poder a qualquer partido representado na AR. Eventualmente haverá foco na Constituição para não o fazer ao PNR, mas mesmo aí será circunstancial e irrelevante para o caso. Se o partido é anti-europeísta, anti-NATO, anti-tratado orçamental, anti-república, anti-Sporting ou anti-secretos de porco preto, tanto faz. Se está na AR é porque representa a vontade do povo, de algum modo. Não é função do PR julgar a vontade do povo. É, sim, procurar soluções de estabilidade e servir de mediador político, em casos desta ordem. É, também, absolutamente impensável o PR apelar, seja declaradamente ou não, à quebra da disciplina de voto de um partido. Isto nem pode ter outra imagem. O que o PS decidir, ao PS e aos seus deputados diz respeito. Daqui, algumas palavras ao comportamento dos partidos. Gosto da volta que o PS está a dar pós-eleições. Se fez tudo de errado até às eleições, tem feito quase tudo certo desde as mesmas. O PS tem que ser isto: um partido que está mais próximo da esquerda do que da direita. Porque o é, de base. Infelizmente em Portugal tem-se confundido os conceitos de socialismo democrático e social democracia, em favor da última. Acho bem que volte ao socialismo democrático, acho bem que volte a ser o centro da esquerda, e acho bem que se dêem limpezas. Há uma ala do PS que não é de esquerda. Só não quer ser PSD. E se tudo correr bem, o que duvido plenamente, mas se o fizer, e houver um governo em que PS e BE estão em conjunto, então dá-se espaço para um par de cisões que acho que seriam positivas. Uma seria desta ala direita do PS, de Sócrates, Assis, Seguro (embora este já não se vá meter nisso), o cromo do Galamba, por aí fora, e a criação de um partido mais centrão, empurrando o PS para o seu verdadeiro espaço. A outra cisão, decorreria no BE. Eventualmente um chegar à esquerda do PS acabaria por resultar numa perda de relevância de um Bloco que, quiçá, se poderia unir ao PS. Para isso "basta" o PS chegar-se realmente ao seu espaço, ao mesmo tempo que a malta da UDP sairia do BE e faria o que bem entendesse. Mas aqui já é um outro cenário, todo ele especulativo. De qualquer modo, quanto à atitude do Bloco, mil palmas à Catarina Martins, que tem um par de tomates imenso e que está a deixar claro que quer governar. A entrevista à Judite foi um baile. A dizer o que tem que ser dito, se o PS tem 30% e o BE 10%, a base governativa tem que ser PS. Mas há entendimentos. E ninguém vai sair da UE, do Euro, da NATO ou quebrar o tratado orçamental por isso. Mesmo a oposição interna não abre guerras com ela numa altura que a isso se poderia prestar (o Pedro Filipe Soares, que tem falado publicamente, tem passado a mensagem dela e não a dele, p.ex). Por último a CDU. Incomoda-me tanto receio. Pede-se um acordo. Se se chegar a entendimento sobre medidas, que acho que é possível, porque não avançar? O medo do que o PS tem feito não justifica, acaba por ser como o medo instaurado do PREC. É idiota. Se se chega a um acordo, assume-se que ele vai ser mantido. SE alguém não o mantiver, a CDU tem justificação para o rasgar e ir embora. Sem m*rda. Vai perder eleitorado? Não. Não há nada à esquerda, viável, responsável, para fugir. Acho que neste cenário a CDU só tem a ganhar em perder medo e entrar no acordo. Veremos, mas espero que assim aconteça. E se isto acontecer? Bem, aí a Comissão Nacional mandatou o Costa para apresentar a moção de rejeição. Atenção Vaart, e agora para ti, é só em caso de acordo escrito e assinado pelas 3 partes. Se não houver acordo ele está mandatado para se abster. Se houver acordo e a moção for apresentada, é aprovada. E o Cavaco tem 4 opções: - Volta a indigitar o Passos, para que este volte a tentar formar Governo; - Convida o líder do segundo partido mais votado (PS) para procurar uma solução alternativa e estável (que já estaria encontrada, neste caso); - Convida um elemento externo, um independente, para tentar formar Governo (seria um caso de tecnocracia, provavelmente); - Deixa a coisa andar e mantém Governo de gestão, entendendo que não tem plenos poderes por estar em final de mandato e que a decisão deve ser tomada pelo seu sucessor. Destas, e num plano em que o PR respeita a Constituição e tem responsabilidade política, a segunda seria lógica. Sabendo da peça, acredito na primeira, para tentar forçar a mão do PS. E eventualmente na última, embora ache que seja um pequeno tiro no pé. Não enorme porque o Cavaco já não tem ambições políticas, e porque as pessoas esquecem. E ver, até Maio, o Passos e o Portas a fazer figura de vítima e a comunidade internacional a dizer "pois...", faria com que a malta fosse votar na coligação em bloco, quando o Marcelo estiver em funções e puder dissolver a AR. De qualquer modo acho que estás eleições estão a ser óptimas, porque estão, pelo menos, a promover alguma mudança no plano partidário português. Uma mudança que, a meu ver, faz falta. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 23 Outubro 2015 Mas o pior mesmo da comunicação foi ele dizer que indigita o PPC porque "é tradição indigitar quem vence as eleições". :lol: Fds, ainda bem que a humanidade não pensa assim, senão ainda estávamos aí a escravizar negros, ou a apedrejar bruxas. Já agora, o Governo de gestão seria o mesmo? Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 23 Outubro 2015 Mas o pior mesmo da comunicação foi ele dizer que indigita o PPC porque "é tradição indigitar quem vence as eleições". :lol: Fds, ainda bem que a humanidade não pensa assim, senão ainda estávamos aí a escravizar negros, ou a apedrejar bruxas. Já agora, o Governo de gestão seria o mesmo? Sim. Caso ele opte por deixar a tarefa ao sucessor por agora não estar pleno de poderes, o Governo que se mantém é o anteriormente empossado. O que, até à data, se mantém em funções. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 23 Outubro 2015 Ou não. O eleitorado como não é uma pessoa única, tem várias opiniões. Uns podem vir a ter essas opinião, outros não. Quem for de esquerda obviamente não vai achar que o António Costa faz uma triste figura porque cria um entendimento com os principais partidos de esquerda. Se houver infiltrados eles é que fazem triste figura... A isso chama-se ter palas/clubite. Quando uma pessoa é má/tem um mau desempenho, tem-no, seja visto da esquerda seja da direita. Compartilhar este post Link para o post
inacion Publicado 23 Outubro 2015 (editado) Um união de esquerda não é fiável basta olhar para os candidatos da eleições presidenciais. - Henrique Neto (ex-deputado do PS); - Sampaio da Nóvoa (tem apoio do partido livre e de algumas pessoas do PS); - Marisa Matias (BE); - Edgar Silva (CDU). 4 candidatos de esquerda e 1 de direita. Como é que os partidos de esquerda vão chegar a um acordo fiável para governar durante 4 anos, quando nem sequer conseguiram o consenso num candidato presidencial?. Editado 23 Outubro 2015 por inacion Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 23 Outubro 2015 Um união de esquerda não é fiável basta olhar para os candidatos da eleições presidenciais. - Henrique Neto (ex-deputado do PS); - Sampaio da Nóvoa (tem apoio do partido livre e de algumas pessoas do PS); - Marisa Matias (BE); - Edgar Silva (CDU). 4 candidatos de esquerda e 1 de direita. Como é que os partidos de esquerda vão chegar a um acordo fiável para governar durante 4 anos, quando nem sequer conseguiram o consenso num candidato presidencial?. Há 17 candidaturas anunciadas. Que argumento tolo, pá. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 23 Outubro 2015 E porque motivo teria de haver esse consenso em volta do candidatado presidencial? Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 23 Outubro 2015 E o pequeno almoço de cada um dos líderes dos partidos de esquerda esta manhã? Nem a isso chegam a um consenso. O António Costa foi croissant e fruta. A Catarina Martins uma misturada de iogurte e cereais. E o Jerónimo umas torradas e café. Como é que os partidos de esquerda vão chegar a um acordo fiável para governar durante 4 anos, quando nem sequer conseguiram consenso para o pequeno almoço desta manhã?. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 23 Outubro 2015 (editado) Paulo Rangel: "O PCP nem sequer tem uma visão democrática" e considera que um governo de esquerda é "fraude eleitoral". Deve estar a haver um concurso qualquer no Congresso do Partido Popular Europeu (PPE) para eleger quem é a pessoa que faz as declarações mais idiotas. Vale tudo menos utilizar o bom senso. Editado 23 Outubro 2015 por Lebohang Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 23 Outubro 2015 Lá grande ele é :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 23 Outubro 2015 (editado) Temos uma interpretação diferente de várias coisas, embora semelhante de fundo. No fundo penso que o resultado final é igual. De qualquer modo vamos por partes, que ainda não fiz e pretendo falar sobre a comunicação do PR. Não tenho absolutamente nada contra o que fez o Cavaco. A indigitação é legítima. Há argumentos de força suficientes para justificar a posição dele: aquando das reuniões, PS, BE e CDU não haviam conseguido um acordo escrito e firmado. Não havia matéria que justificasse a dita estabilidade, apenas um princípio de vontades. Não existindo uma maioria absoluta de parte alguma, é legítimo que, numa forma de apressar o processo, o PR indigite o líder do partido mais votado para tentar formar governo. É plenamente legítimo, e acho que aqui as críticas à acção são complicadas. A indigitação compreende-se, quer pela "tradição" quer pela falta de um acordo à esquerda. A Catarina Martins, ontem na TVI, frisou que o acordo ainda está a ser trabalhado, ou seja ainda nada está confirmado ou finalizado. Portanto, Cavaco Silva optou pela hipótese mais "segura". Dito isto, sou completamente contra tudo o que diz e acho de uma baixeza tremenda, de um revelar extremo de alguém que não vai mais ser político e que, por isso, não está preocupado com o país mas sim com as suas ideias, plenas de um sujeito a quem o 5 de Outubro ou o 25 de Abril fazem uma comichão do caraças.É absolutamente impensável que o PR rejeite dar poder a qualquer partido representado na AR. Eventualmente haverá foco na Constituição para não o fazer ao PNR, mas mesmo aí será circunstancial e irrelevante para o caso. Se o partido é anti-europeísta, anti-NATO, anti-tratado orçamental, anti-república, anti-Sporting ou anti-secretos de porco preto, tanto faz. Se está na AR é porque representa a vontade do povo, de algum modo. Não é função do PR julgar a vontade do povo. É, sim, procurar soluções de estabilidade e servir de mediador político, em casos desta ordem.É, também, absolutamente impensável o PR apelar, seja declaradamente ou não, à quebra da disciplina de voto de um partido. Isto nem pode ter outra imagem. O que o PS decidir, ao PS e aos seus deputados diz respeito. As críticas que ele fez aos partidos da esquerda foram inadmissíveis, aliás nem sei porque é que ele teve aquela postura. Ele pode ter essa opinião, é livre de a ter, mas agora verbalizá-la publicamente e numa comunicação ao País é de uma baixeza terrível. Os partidos estão na AR através do voto, ou seja são legitimados pelo povo e representam a vontade deste. Indiretamente ele acabou por puxar do lápis azul e censurar os portugueses que votaram mais à esquerda. Não é esse o papel de um PR, longe disso. O discurso dele, caso ele não tivesse feito este ataque descarado, até seria compreensível. Relativamente ao apelo à desobediência interna (PS), isso vai ser testado logo à tarde, durante a eleição do Presidente da AR. Essa eleição é secreta, logo pode haver desvios à disciplina de voto. Daqui, algumas palavras ao comportamento dos partidos. Gosto da volta que o PS está a dar pós-eleições. Se fez tudo de errado até às eleições, tem feito quase tudo certo desde as mesmas. O PS tem que ser isto: um partido que está mais próximo da esquerda do que da direita. Porque o é, de base. Infelizmente em Portugal tem-se confundido os conceitos de socialismo democrático e social democracia, em favor da última. Acho bem que volte ao socialismo democrático, acho bem que volte a ser o centro da esquerda, e acho bem que se dêem limpezas. Há uma ala do PS que não é de esquerda. Só não quer ser PSD. E se tudo correr bem, o que duvido plenamente, mas se o fizer, e houver um governo em que PS e BE estão em conjunto, então dá-se espaço para um par de cisões que acho que seriam positivas. Uma seria desta ala direita do PS, de Sócrates, Assis, Seguro (embora este já não se vá meter nisso), o cromo do Galamba, por aí fora, e a criação de um partido mais centrão, empurrando o PS para o seu verdadeiro espaço. Com esse cenário que propões é muito possível que haja cisões no PS, aliás é isso que se espera, resta saber o que vão fazer os dissidentes. O certo é que o PS, ao regressar ao centro-esquerda, causará uma fratura no sistema político português, esquerda e direita, deixando de haver quem oscile entre um lado e outro. A outra cisão, decorreria no BE. Eventualmente um chegar à esquerda do PS acabaria por resultar numa perda de relevância de um Bloco que, quiçá, se poderia unir ao PS. Para isso "basta" o PS chegar-se realmente ao seu espaço, ao mesmo tempo que a malta da UDP sairia do BE e faria o que bem entendesse. Mas aqui já é um outro cenário, todo ele especulativo. Outra excelente observação, agora resta saber se esta fusão não iria beneficiar a CDU. De qualquer modo, quanto à atitude do Bloco, mil palmas à Catarina Martins, que tem um par de tomates imenso e que está a deixar claro que quer governar. A entrevista à Judite foi um baile. A dizer o que tem que ser dito, se o PS tem 30% e o BE 10%, a base governativa tem que ser PS. Mas há entendimentos. E ninguém vai sair da UE, do Euro, da NATO ou quebrar o tratado orçamental por isso. Mesmo a oposição interna não abre guerras com ela numa altura que a isso se poderia prestar (o Pedro Filipe Soares, que tem falado publicamente, tem passado a mensagem dela e não a dele, p.ex). Por último a CDU. Incomoda-me tanto receio. Pede-se um acordo. Se se chegar a entendimento sobre medidas, que acho que é possível, porque não avançar? O medo do que o PS tem feito não justifica, acaba por ser como o medo instaurado do PREC. É idiota. Se se chega a um acordo, assume-se que ele vai ser mantido. SE alguém não o mantiver, a CDU tem justificação para o rasgar e ir embora. Sem m*rda. Vai perder eleitorado? Não. Não há nada à esquerda, viável, responsável, para fugir. Acho que neste cenário a CDU só tem a ganhar em perder medo e entrar no acordo. Veremos, mas espero que assim aconteça. Só que, caso a CDU aceite o acordo (o que se espera) e depois mais tarde o venha a rasgar, devido quaisquer eventualidades, entraremos numa crise política em termos de Governo. Mas, bem vistas as coisas, ainda nem há Governo e já há uma confusão tremenda :mrgreen:. O PCP, como sempre disse, tem a chave do próximo executivo na mão. E se isto acontecer? Bem, aí a Comissão Nacional mandatou o Costa para apresentar a moção de rejeição. Atenção Vaart, e agora para ti, é só em caso de acordo escrito e assinado pelas 3 partes. Se não houver acordo ele está mandatado para se abster. Se houver acordo e a moção for apresentada, é aprovada. E o Cavaco tem 4 opções: - Volta a indigitar o Passos, para que este volte a tentar formar Governo; Não creio que isso suceda. Convida o líder do segundo partido mais votado (PS) para procurar uma solução alternativa e estável (que já estaria encontrada, neste caso); Tendo em conta aquele discurso, isso parece-me ser complicado, apesar de ser o mais correto. - Convida um elemento externo, um independente, para tentar formar Governo (seria um caso de tecnocracia, provavelmente); No outro dia, salvo erro na CMTV, ouvi o Santana Lopes e a Maria de Belém dizerem que houve uma revisão da Constituição que impede a existência de Governos de Iniciativa Presidencial. Por isso, nem tenho equacionado esta solução. - Deixa a coisa andar e mantém Governo de gestão, entendendo que não tem plenos poderes por estar em final de mandato e que a decisão deve ser tomada pelo seu sucessor.Acho que é isto que vai suceder e teremos que nos "virar" com um orçamento em duodécimos. Destas, e num plano em que o PR respeita a Constituição e tem responsabilidade política, a segunda seria lógica. Sabendo da peça, acredito na primeira, para tentar forçar a mão do PS. E eventualmente na última, embora ache que seja um pequeno tiro no pé. Não enorme porque o Cavaco já não tem ambições políticas, e porque as pessoas esquecem. E ver, até Maio, o Passos e o Portas a fazer figura de vítima e a comunidade internacional a dizer "pois...", faria com que a malta fosse votar na coligação em bloco, quando o Marcelo estiver em funções e puder dissolver a AR. De qualquer modo acho que estás eleições estão a ser óptimas, porque estão, pelo menos, a promover alguma mudança no plano partidário português. Uma mudança que, a meu ver, faz falta. PS: Post brutal. Editado 23 Outubro 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 23 Outubro 2015 E o pequeno almoço de cada um dos líderes dos partidos de esquerda esta manhã? Nem a isso chegam a um consenso. O António Costa foi croissant e fruta. A Catarina Martins uma misturada de iogurte e cereais. E o Jerónimo umas torradas e café. Como é que os partidos de esquerda vão chegar a um acordo fiável para governar durante 4 anos, quando nem sequer conseguiram consenso para o pequeno almoço desta manhã?. Por acaso imagino mesmo o Jerónimo a chegar ao café de manhã e mandar tirar uma bica e um trigo com manteiga :lol: Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 23 Outubro 2015 Há uma ala do PS que não é de esquerda. Só não quer ser PSD. E se tudo correr bem, o que duvido plenamente, mas se o fizer, e houver um governo em que PS e BE estão em conjunto, então dá-se espaço para um par de cisões que acho que seriam positivas. Uma seria desta ala direita do PS, de Sócrates, Assis, Seguro (embora este já não se vá meter nisso), o cromo do Galamba, por aí fora, e a criação de um partido mais centrão, empurrando o PS para o seu verdadeiro espaço. Só para clarificar o bom post. É o António, não é o João que aparece regularmente na SICN e afins. Em relação ao PC, é um facto que já passaram 40 anos e que a maior parte das reacções são meramente histéricas e desinformadas, mas há muita gente, e com razão, com o PC atravessado para o resto da vida. Por falar em PREC não tenho dúvidas que o Cavaco neste momento se deve sentir o Ramalho Eanes no 25 de Novembro, só acho que a boina militar não ia ficar muito bem ao António Costa que se bem calha nem o SMO fez... De qualquer forma, se oiço mais uma vez falar da porcaria da NATO começo mesmo a acreditar que voltámos a '75 e estamos sob uma quase ameaça de intervenção militar dos nossos amigos imperialistas. E volto a dizer, o Cavaco fez o mais lógico e o que se esperava, agora aquele discurso de ódio só está a ajudar quem ele quer ostracizar. Compartilhar este post Link para o post