Enzo Dios Perez Publicado 10 Novembro 2015 Casos de desempenho ou infraestruturas. Explica lá as melhorias da saúde, já agora. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 10 Novembro 2015 Depende. Claro que é bom ter diversidade de ideias e isso é essencial em democracia e ajuda ao bom funcionamento do nosso sistema político. O que eu não vejo é compromissos alargados entre os partidos para uma visão a médio/longo prazo para o país. Andamos a ser geridos com horizontes temporais de 3 e 4 anos, e não há a mínima preocupação com o futuro do país. Estou farto de ver ser tomadas medidas, que ou depois são desfeitas pelo governo seguinte, ou ver governos que colhem os frutos de medidas que não implementaram, ou de ver governos sem motivação para levar a cabo medidas estruturais porque envolvem custos e não darão resultados antes das próximas eleições e que, por isso, não vale a pena meterem-se em trabalhos. Porque são, precisamente, governos que estão a governar de igual forma. Estão demasiado próximos para mudarem de forma clara o que quer que seja. Daí a necessidade de distanciamento. O PSD tem que ser um partido de direita, a haver algum mais centrão até é o CDS de origem. O PS tem que ser um partido socialista. Se houver necessidade de compensar é ao centro, não à direita e à esquerda. Porque assim são tudo e não são nada. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 10 Novembro 2015 Não estou a comparar com a solução encontrada em 2009, mas com a potencial solução de 2015. E mesmo assim, se dois partidos com ideias semelhantes chegaram aquele nível de desentendimento, imagina agora um entendimento com três partidos, com apenas um no governo e os outros dois a assistir de fora, e todos eles com formas e ideias bem diferentes para liderar o país. Sem falar que que em 40 e tal anos de democracia, o PS e o PC foram sempre rivais e vistos até, por vezes, como inimigos. Quanto à segunda parte de poder liderar uma solução alternativa, pelos vistos vale (quase) tudo para tomar conta do poder. Se o programa do PS era mais próximo coligação do que dos restantes partidos, acho razoável presumir-se que a integridade das ideias que apresentaram a eleições seria mais importante do que quem as implementaria, e neste caso o PS estaria mais confortável numa coligação ao centro do que numa coligação à esquerda sob o ponto de vista da natureza do seu programa eleitoral. Acabou, provavelmente, por ter de fazer mais cedências e na direcção oposta àquela que vinha seguindo nos últimos tempos (sim, sou da opinião que o programa do Mário Centeno era um programa bem ao centro e bem moderado, bastante diferente daquilo que é apresentado agora como acordo). Não confundas isto com ressabiamento ou com repúdio à solução encontrada pela Costa. O que ele fez é totalmente aceitável (e encorajado) em democracia, só acho que foi pelas motivações erradas e numa altura em que não há grande espaço para experiências. Mas agora que ele conseguiu o que queria, que a coisa corra bem e que eu, tal como o Tio Hans e o w0 e outros, venha aqui daqui a uns tempos admitir que o tempo acabou por me provar errado :) Se a tua argumentação se sustenta em dois ou três clichés a que a direita se tem agarrado desde que o cenário de um governo de esquerda começou a parecer viável então fica tudo mais fácil para mim. Desde quando é que o PS e o PSD têm ideias semelhantes? Desde o passado dia 4 de outubro? Da mesma forma que hoje acusam o Bloco e o PCP de terem criticado o Programa Eleitoral do PS também o PSD e o CDS coligados foram incansáveis nesse domínio. Ou será que, afinal, o cenário macro-económico irrealista desenhado pelo Mário Centeno e o caminho inevitável para a banca rota que o Programa do PS contempla é, na prática, semelhante ao que PSD e CDS preconiza para o país ao ponto de se afirmarem agora quase como almas gémeas? E dizer que em 40 anos PS e PCP foram rivais e até inimigos quer dizer exatamente o quê? Que o PCP está mais próximo dos ideais defendidos pelo PSD? Que o PCP prefere uma solução governativa liderada pelo PSD? Esse argumento além de profundamente anacrónico é, acima de tudo, idiota, para não lhe chamar pior... Quanto ao "vale (quase) tudo para tomar conta do poder" infelizmente é verdade. Vale, por exemplo, renunciar ao euro-cepticismo profundo só para obter 2 ou 3 ministérios; vale, por exemplo, revogar o irrevogável para obter uma promoção na hierarquia governativa; vale, por exemplo, apelar a tradições não enquadradas no texto da Constituição; vale, pelos vistos, querer governar à força contando com menos de 40% dos deputados legitimamente eleitos para o Parlamento; vale, ainda, recorrer a ameaças, chantagens, alarmismos; e vale, por fim, para não ser demasiado exaustivo, declarar publicamente que 1 milhão de portugueses não contam para nada quando se trata de enquadrar soluções de governabilidade do país. Vale mesmo tudo! E depois terminas com essa preocupação em relação ao conforto do PS. Como se, de fora, se soubesse melhor como é que o PS deveria defender os seus próprios interesses. Quando o PS, nos seus órgãos legítimos, se pronunciou claramente sobre qual o sentido do seu próprio conforto. Compartilhar este post Link para o post
treinadordebancada Publicado 10 Novembro 2015 Perguntam-me se conhecia pessoas que tiveram melhorias ao nível da qualidade de vida em algum aspecto, disse que conhecia casos, entre eles, na educação, e agora parecem querer meter-me na "boca" que a educação melhorou de uma forma geral. Não sei se interpretaram mal ou se foi da maneira que quiseram. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 10 Novembro 2015 Explica lá as melhorias da saúde, já agora. Ai na saúde também? Então, infraestruturas e desempenho. Basta olhar para o ultimo inverno. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 10 Novembro 2015 Porque são, precisamente, governos que estão a governar de igual forma. Estão demasiado próximos para mudarem de forma clara o que quer que seja. Daí a necessidade de distanciamento. O PSD tem que ser um partido de direita, a haver algum mais centrão até é o CDS de origem. O PS tem que ser um partido socialista. Se houver necessidade de compensar é ao centro, não à direita e à esquerda. Porque assim são tudo e não são nada. Mas eu não acho que eles estejam demasiado próximos (não estão, mas são)! Acho que dentro desses partidos têm a noção de que são próximos na sua génese e, por isso, procuram governar ou fazer oposição em função daquilo que o outro partido faz ou diz. E assim não só se perdem potenciais ganhos de uma convergência, como se destrói valor, tudo isto para criar um distanciamento sintético aos olhos do eleitorado, e acho que é essa a grande razão porque ora ganha um, ora ganha outro. As pessoas não têm em conta as ideologias de cada um, mas o momento de forma - e dado que os governos por cá têm tendência a fazer um trabalho miserável, normalmente a oposição sai sempre beneficiada. Ora vamos lá ver uma coisa. O PSD é um partido de centro direita e social democrata. O PS é um partido de centro esquerda. São parecidos no essencial, e é por isso que não compreendo o porquê de não terem sido capazes de, em tantos anos, terem definido um plano composto por medidas de fundo de carácter estrutural a longo prazo. Depois disso, cada um governava à sua maneira e fazia valer as suas diferenças da maneira que achassem melhor, dentro dos condicionalismos dessa visão. Mas o futuro do país sairia sempre salvaguardado da miopia com que somos governados. E claro que o PS tem de compensar ao centro, acho que isso está implícito no que escrevi. Compensar ao centro para um partido de esquerda é basicamente virar um pouquinho à direita :mrgreen: (e acho óbvio que seriam também capazes de puxar o PàF mais para o centro, criando um compromisso mais balanceado do que este que têm agora) Compartilhar este post Link para o post
Enzo Dios Perez Publicado 10 Novembro 2015 Ai na saúde também? Então, infraestruturas e desempenho. Basta olhar para o ultimo inverno. Não foi tão frio, de facto. :mrgreen: Não sei como fizeram mas estão de parabéns. Compartilhar este post Link para o post
treinadordebancada Publicado 10 Novembro 2015 Explica lá as melhorias da saúde, já agora. Volto a relembrar para evitar más interpretações, melhoria nas condições de vida das pessoas, não na melhoria da saúde em geral. Um familiar meu passou a poder estar isento das taxas moderadoras. Acho que é suficiente para a pergunta lá atrás. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 10 Novembro 2015 Mas eu não acho que eles estejam demasiado próximos (não estão, mas são)! Acho que dentro desses partidos têm a noção de que são próximos na sua génese e, por isso, procuram governar ou fazer oposição em função daquilo que o outro partido faz ou diz. E assim não só se perdem potenciais ganhos de uma convergência, como se destrói valor, tudo isto para criar um distanciamento sintético aos olhos do eleitorado, e acho que é essa a grande razão porque ora ganha um, ora ganha outro. As pessoas não têm em conta as ideologias de cada um, mas o momento de forma - e dado que os governos por cá têm tendência a fazer um trabalho miserável, normalmente a oposição sai sempre beneficiada. Ora vamos lá ver uma coisa. O PSD é um partido de centro direita e social democrata. O PS é um partido de centro esquerda. São parecidos no essencial, e é por isso que não compreendo o porquê de não terem sido capazes de, em tantos anos, terem definido um plano composto por medidas de fundo de carácter estrutural a longo prazo. Depois disso, cada um governava à sua maneira e fazia valer as suas diferenças da maneira que achassem melhor, dentro dos condicionalismos dessa visão. Mas o futuro do país sairia sempre salvaguardado da miopia com que somos governados. E claro que o PS tem de compensar ao centro, acho que isso está implícito no que escrevi. Compensar ao centro para um partido de esquerda é basicamente virar um pouquinho à direita :mrgreen: (e acho óbvio que seriam também capazes de puxar o PàF mais para o centro, criando um compromisso mais balanceado do que este que têm agora) O PSD tem, na sua génese, a social democracia. O PS tem, na sua génese, o socialismo democrático. O segundo desapareceu (entre estes dois). Eu acho precisamente o oposto, eles são bem diferentes, mas estão absurdamente próximos! Ou têm estado. Acho que nenhum deles deve puxar ao centro porque não é esse o seu espaço. Só assim se tornou por conveniência, para agarrar votos e se perpetuarem no poder. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 10 Novembro 2015 Um familiar meu passou a poder estar isento das taxas moderadoras. Acho que é suficiente para a pergunta lá atrás. Alguém me elucide: O São Martinho também compreende um período de férias escolares? Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 10 Novembro 2015 tou a achar uma piada tremenda à discussão sobre a educação e a saúde :mrgreen: uns têm a certeza que piorou, outros que está melhor mas ninguém se dá ao trabalho de ir googlar um único indicador :cadeirada: ah a argumentação por fezada :carinhoso: Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 10 Novembro 2015 https://www.facebook.com/mafalda.sferreira/posts/1040937032593688 What the actual fuck... Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 10 Novembro 2015 tou a achar uma piada tremenda à discussão sobre a educação e a saúde :mrgreen: uns têm a certeza que piorou, outros que está melhor mas ninguém se dá ao trabalho de ir googlar um único indicador :cadeirada: ah a argumentação por fezada :carinhoso: A Educação já foi várias vezes discutida de forma aprofundada noutros tópicos. De memória diria que no ultimo ano e meio duas vezes. A saúde também mas naquele momento critico do último inverno. Não és desse tempo :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 10 Novembro 2015 Conteúdo não disponível. Era o quê? Compartilhar este post Link para o post
Carmelo Anthony Publicado 10 Novembro 2015 O PSD tem, na sua génese, a social democracia. O PS tem, na sua génese, o socialismo democrático. O segundo desapareceu (entre estes dois). Eu acho precisamente o oposto, eles são bem diferentes, mas estão absurdamente próximos! Ou têm estado. Acho que nenhum deles deve puxar ao centro porque não é esse o seu espaço. Só assim se tornou por conveniência, para agarrar votos e se perpetuarem no poder. Compartilho totalmente da tua opinião. O PS não tem de ser centro de esquerda, tem sim de ser o centro da esquerda, isto é, o motor ou o dínamo deste espectro político. Está a ser finalmente esquerda, coisa que sucede com os partidos socialistas e trabalhistas por essa Europa fora, em resposta ao radicalismo dos partidos do PPE. O lugar do centro poderia muito bem ser ocupado, por exemplo, por um partido do tipo Ciudadanos. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 10 Novembro 2015 (editado) Se a tua argumentação se sustenta em dois ou três clichés a que a direita se tem agarrado desde que o cenário de um governo de esquerda começou a parecer viável então fica tudo mais fácil para mim. Desde quando é que o PS e o PSD têm ideias semelhantes? Desde o passado dia 4 de outubro? Da mesma forma que hoje acusam o Bloco e o PCP de terem criticado o Programa Eleitoral do PS também o PSD e o CDS coligados foram incansáveis nesse domínio. Ou será que, afinal, o cenário macro-económico irrealista desenhado pelo Mário Centeno e o caminho inevitável para a banca rota que o Programa do PS contempla é, na prática, semelhante ao que PSD e CDS preconiza para o país ao ponto de se afirmarem agora quase como almas gémeas? E dizer que em 40 anos PS e PCP foram rivais e até inimigos quer dizer exatamente o quê? Que o PCP está mais próximo dos ideais defendidos pelo PSD? Que o PCP prefere uma solução governativa liderada pelo PSD? Esse argumento além de profundamente anacrónico é, acima de tudo, idiota, para não lhe chamar pior... Quanto ao "vale (quase) tudo para tomar conta do poder" infelizmente é verdade. Vale, por exemplo, renunciar ao euro-cepticismo profundo só para obter 2 ou 3 ministérios; vale, por exemplo, revogar o irrevogável para obter uma promoção na hierarquia governativa; vale, por exemplo, apelar a tradições não enquadradas no texto da Constituição; vale, pelos vistos, querer governar à força contando com menos de 40% dos deputados legitimamente eleitos para o Parlamento; vale, ainda, recorrer a ameaças, chantagens, alarmismos; e vale, por fim, para não ser demasiado exaustivo, declarar publicamente que 1 milhão de portugueses não contam para nada quando se trata de enquadrar soluções de governabilidade do país. Vale mesmo tudo! E depois terminas com essa preocupação em relação ao conforto do PS. Como se, de fora, se soubesse melhor como é que o PS deveria defender os seus próprios interesses. Quando o PS, nos seus órgãos legítimos, se pronunciou claramente sobre qual o sentido do seu próprio conforto. Eu não me sustento em clichés nenhuns, felizmente sou capaz de formar a minha própria opinião ;) Ora vamos lá. Onde é que têm programas semelhantes? Tenho pena de não estar a conseguir encontrar aqui um artigo delicioso que saiu na visão há um mês ou dois, era algo como "Há mais que os junta do que o que os separa" e chamava à atenção para as semelhanças entre os programas eleitorais de ambos os partidos. Mas não preciso de entrar no detalhe. Vamos concentrar-nos no Tratado Orçamental - ambos os partidos concordam e adaptam as suas políticas para que os compromissos com a União Europeia sejam cumpridos. O PS apresentou um programa em que se propunha a aumentar ligeiramente a despesa pública, mas sempre com contrapartidas do lado da receita, de forma a não criar buracos no orçamento e aumentar o défice. Tanto o BE como o PC, por iniciativa deles, mandariam estes objectivos para as urtigas. Chegaram a acordo com o PS e trouxeram-no, claramente, mais para a esquerda. As medidas com que somos confrontados hoje são penalizadoras para a despesa pública, mais do que no programa original. Tens ouvido falar de medidas compensadoras? Eu não, e é por isto que qualquer pessoa com o mínimo de seriedade poderá ficar preocupado com o que aí vim. Não com os soviéticos ou com o fim do mundo em cuecas como alguns artistas querem fazer passar em relação ao que as pessoas de direita pensam por cá. O argumento de que o PC está mais próximo do PSD do que do PS é idiota? Não te vendas assim por tão pouco, essa ideia partiu de ti, não de mim. Eu só quis chamar a atenção para o facto de que, apesar de ser ambos de esquerda, o PS está ideologicamente mais próximo do PSD do que do PC. Tudo o que queiras adicionar a essa ideia são coisas tuas, e por conseguinte, sendo idiotas, não estarás a ser muito simpático contigo próprio... Quanto ao terceiro parágrafo, concordo em absoluto contigo. Mas ainda bem que escreveste o que escreveste! Passas a ideia de que o facto de eu não simpatizar com a solução encontrada me cola instantaneamente à coligação. Não posso ter uma opinião independente sem ter de tomar um dos lados, não é? Infelizmente, não é um problema exclusivamente teu, parece que faz confusão na cabeça de muita gente que se possa ser centro-direita em Portugal e não se rever nas pessoas que lideram os partidos nesse quadrante... Mas de certa forma, até que fico um pouco lisonjeado. Na falta de contra argumentos, cola-se a imagem do outro aos partidos e faz-se assim um transporte crítico. A parte do conforto é a minha opinião do que deveria acontecer num mundo ideal, onde o interesse do país e a integridade fosse mais importante do que alocações a cargos públicos, os chamados tachos ou pagamento de favores, e vontade de exercer algum poder :) O PSD tem, na sua génese, a social democracia. O PS tem, na sua génese, o socialismo democrático. O segundo desapareceu (entre estes dois). Eu acho precisamente o oposto, eles são bem diferentes, mas estão absurdamente próximos! Ou têm estado. Acho que nenhum deles deve puxar ao centro porque não é esse o seu espaço. Só assim se tornou por conveniência, para agarrar votos e se perpetuarem no poder. Mas Perep, existe a possibilidade, na tua opinião, de essa aproximação ser apenas ilusória, fruto da convergência nos compromissos europeus e contraste com a posição irredutível do Bloco e PC que são, de facto, uma esquerda mais musculada? Editado 10 Novembro 2015 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 10 Novembro 2015 (editado) Conteúdo não disponível. Era o quê? Um tal de Pedro Arroja a debitar m*rda sexista contra as deputadas do BE e anti-Esquerda no geral. https://www.facebook.com/jafundo/videos/10206293843083282/ Editado 10 Novembro 2015 por Ghelthon Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 10 Novembro 2015 A Educação já foi várias vezes discutida de forma aprofundada noutros tópicos. De memória diria que no ultimo ano e meio duas vezes. A saúde também mas naquele momento critico do último inverno. eu estava a falar destas páginas. e vendo os indicadores principais por exemplo da OCDE sobre os últimos 4 anos as conclusões são um pouco surpreendentes: na educação gastamos praticamente o mesmo dinheiro por aluno para ter resultados piores em quase tudo, e muito piores no abandono escolar (a influência da crise não explica tudo). falta a discussão "se o dinheiro é o mesmo, e a escola pública tem menos, ele foi para onde?" na saúde gastamos muito menos dinheiro por doente e a maioria dos indicadores melhoraram mas falta considerar as pessoas que simplesmente têm iliteracia e não conseguem / não sabem pedir as isenções e depois por falta de dinheiro para as moderadoras simplesmente não vão ao hospital e isso falsifica um pouco as listas de espera. falta a discussão "os cortes foram à cega e a eito, ou foram simplesmente frios e desumanizados e cortou-se bem nuns sítios e mal noutros?" só me faz confusão que com tanta facilidade de aceder a qualquer tipo de info, haja tanta gente com opinião sobre tudo mas que não tem 5 minutos para googlar ou nem que seja ir á pordata ou à wiki só para ter a certeza que não estão a opinar barbaridades. faz-me muita confusão a falta de sentido crítico. Não és desse tempo :mrgreen: eu mesmo quando não participo vou dando uma vista de olhos :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 10 Novembro 2015 Compartilho totalmente da tua opinião. O PS não tem de ser centro de esquerda, tem sim de ser o centro da esquerda, isto é, o motor ou o dínamo deste espectro político. Está a ser finalmente esquerda, coisa que sucede com os partidos socialistas e trabalhistas por essa Europa fora, em resposta ao radicalismo dos partidos do PPE. O lugar do centro poderia muito bem ser ocupado, por exemplo, por um partido do tipo Ciudadanos. Vamos lá ter calma com o PS estar a ser esquerda. Ter conseguido o acordo com o BE e o PCP não transforma o PS automaticamente num partido de esquerda ou verdadeiramente socialista, quanto muito cria condições para que se afaste do centro-direita. E os partidos socialistas europeus, exceptuando o recente caso do Labour, continuam bem metidos nesta rede austeritária europeia. Compartilhar este post Link para o post
sepa Publicado 10 Novembro 2015 Um tal de Pedro Arroja a debitar m*rda sexista contra as deputadas do BE e anti-Esquerda no geral. https://www.facebook.com/jafundo/videos/10206293843083282/ Se não estou em erro deu Econometria na FEP. É assumidamente defensor do liberalismo. E quando falo em liberalismo refiro-me ao verdadeiro sentido da ideologia e não a estas teorias híbridas que cá se apelidam de liberais. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 10 Novembro 2015 Um tal de Pedro Arroja a debitar m*rda sexista contra as deputadas do BE e anti-Esquerda no geral. https://www.facebook.com/jafundo/videos/10206293843083282/ Não ligues, o grande académica Arroja quando não está na sua cruzada anti-protestante dá-lhe para isso. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 10 Novembro 2015 Não sei se nesse vídeo tem essa parte, mas ele até chega a dizer que a bandeira do PCP está carregada de simbolismos, tipo o vermelho ser sangue e a foice e o martelo já não serem símbolos do trabalho mas sim símbolos de agressão. Sobre o PS, disse que o vermelho do sangue está diluído para rosa e que o punho fechado é também agressão porque "ninguém que fecha o punho quer fazer festinhas". Surreal :lol: Notícia do Expresso sobre a intervenção desse palerma: http://expresso.sapo.pt/politica/2015-11-10-Pedro-Arroja-sobre-as-esganicadas-do-BE-Nao-queria-nenhuma-daquelas-mulheres-nem-dada Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 10 Novembro 2015 Eu não me sustento em clichés nenhuns, felizmente sou capaz de formar a minha própria opinião ;) Ora vamos lá. Onde é que têm programas semelhantes? Tenho pena de não estar a conseguir encontrar aqui um artigo delicioso que saiu na visão há um mês ou dois, era algo como "Há mais que os junta do que o que os separa" e chamava à atenção para as semelhanças entre os programas eleitorais de ambos os partidos. Mas não preciso de entrar no detalhe. Vamos concentrar-nos no Tratado Orçamental - ambos os partidos concordam e adaptam as suas políticas para que os compromissos com a União Europeia sejam cumpridos. O PS apresentou um programa em que se propunha a aumentar ligeiramente a despesa pública, mas sempre com contrapartidas do lado da receita, de forma a não criar buracos no orçamento e aumentar o défice. Tanto o BE como o PC, por iniciativa deles, mandariam estes objectivos para as urtigas. Chegaram a acordo com o PS e trouxeram-no, claramente, mais para a esquerda. As medidas com que somos confrontados hoje são penalizadoras para a despesa pública, mais do que no programa original. Tens ouvido falar de medidas compensadoras? Eu não, e é por isto que qualquer pessoa com o mínimo de seriedade poderá ficar preocupado com o que aí vim. Não com os soviéticos ou com o fim do mundo em cuecas como alguns artistas querem fazer passar em relação ao que as pessoas de direita pensam por cá. O argumento de que o PC está mais próximo do PSD do que do PS é idiota? Não te vendas assim por tão pouco, essa ideia partiu de ti, não de mim. Eu só quis chamar a atenção para o facto de que, apesar de ser ambos de esquerda, o PS está ideologicamente mais próximo do PSD do que do PC. Tudo o que queiras adicionar a essa ideia são coisas tuas, e por conseguinte, sendo idiotas, não estarás a ser muito simpático contigo próprio... Quanto ao terceiro parágrafo, concordo em absoluto contigo. Mas ainda bem que escreveste o que escreveste! Passas a ideia de que o facto de eu não simpatizar com a solução encontrada me cola instantaneamente à coligação. Não posso ter uma opinião independente sem ter de tomar um dos lados, não é? Infelizmente, não é um problema exclusivamente teu, parece que faz confusão na cabeça de muita gente que se possa ser centro-direita em Portugal e não se rever nas pessoas que lideram os partidos nesse quadrante... Mas de certa forma, até que fico um pouco lisonjeado. Na falta de contra argumentos, cola-se a imagem do outro aos partidos e faz-se assim um transporte crítico. A parte do conforto é a minha opinião do que deveria acontecer num mundo ideal, onde o interesse do país e a integridade fosse mais importante do que alocações a cargos públicos, os chamados tachos ou pagamento de favores, e vontade de exercer algum poder :) Não te sustentas em clichés mas não te inibiste de os apresentar. Como imaginas eu só tenho acesso ao que tu aqui escreves. E se escreves clichés é sobre eles que comento. Tens razão ao identificares pontos de convergência entre os Programas do PS e da Coligação. Mas também é verdade que existem pontos de divergência. E que existem igualmente pontos de convergência entre os Programas do PS, do Bloco e do PCP. A questão é que para quem argumenta pelo lado da direita se tem esquecido destes dois últimos aspetos e tem exacerbado a relevância do primeiro. Daí à conclusão cliché de que o PS tem mais afinidade com o PSD do que com o PCP ou o Bloco é um passo muito curto. O que a prática demonstrou é que, afinal, os pontos de convergência entre os Programas dos partidos de esquerda são suficientemente fortes para permitir a celebração de acordos que garantem uma solução governativa e os pontos de divergência entre os programas do PS e da Coligação são igualmente fortes para inviabilizar um Governo liderado pela Coligação. Além disso nunca o PS afirmou estarem em causa os compromissos internacionais do país nem o PCP ou o Bloco afirmaram que a política externa prevista no Programa do PS inviabilizaria um acordo. Se tenho ouvido falar de medidas compensadoras? Claro que sim. Obviamente que não as ouvi da boca ou da pena de nenhum comentador, analista, jornalista ou opinion-maker alinhado com a direita, mas ouvi. Ouvi que quer o Bloco quer o PCP apresentaram, na mesa das negociações, as contas feitas no sentido de não comprometer as metas orçamentais previstas no Programa do PS com a implementação das medidas que consideraram prioritárias; ouvi que o défice proposto para 2016 no documento original do Mário Centeno apontava para 3% de défice e que o documento revisto com a introdução das medidas propostas por PCP, Bloco e Verdes indicava 2,8%; ouvi que o PS abdicou da redução da TSU e diminuiu o investimento público para acolher as medidas propostas; li que em Bruxelas há técnicos da Comissão Europeia a dizer que mesmo com a eliminação integral da sobretaxa de IRS e dos cortes nos salários da Função Pública em 2016, o défice orçamental fica abaixo do limiar de 3%. ; ouvi ainda hoje responsáveis do PS e do Bloco a dizer que as medidas introduzidas têm um impacto neutro nas previsões para o défice. Mas isto sou eu que, provavelmente, ando a ouvir e a ler o que não devo... Idiota é dar a entender que o PS não tem legitimidade para firmar acordos com os partidos à sua esquerda porque "são rivais ou inimigos há 40 anos". Numa altura em que se sabe que o principal foco de rivalidade e/ou inimizade se sustenta em duas personalidades: uma a fazer tijolo há mais de 10 anos e a outra já para lá dos 90 e com importância pouco mais que simbólica na vida política nacional. E faz-me confusão como é que pessoas que não se escandalizaram quando PSD e CDS se juntaram ao PCP e ao Bloco para derrubar o Sócrates agora se sentem tão ofendidas e surpreendidas por ver o PS a juntar-se ao PCP e ao Bloco para derrubar a dupla Passos Coelho/Portas. Não te estou a colar a coisíssima nenhuma. O poder e os tachos estão lá. Falta saber quem se posiciona para o exercer e os ocupar. Se tu assinalas um "vale tudo" para caracterizar um dos lados eu sinto-me no direito de sublinhar que no outro lado a lógica é mesma. Eu concordo contigo sobre o Costa. Aliás, eu fui dos poucos que me manifestei aqui abertamente contra a sua atitude no assalto ao poder no PS. Eu não vou à bola com o Costa nem por nada e abomino os seus métodos de baixa política. Eu disse aqui depois das eleições que o único caminho digno para ele seria apresentar de imediato a sua demissão. Por isso estou perfeitamente à vontade para dizer que ele não tem o monopólio da ganância pelo poder a todo o custo. Portanto, estou como tu. Eu sou de esquerda (ou centro-esquerda, já nem sei bem...) e também não me revejo nos líderes partidários que por lá se encontram... E ainda dizem que o comunismo é que é utópico...:D Mundo ideal é coisa que não existe. E o interesse nacional tem que ser avaliado a cada momento tendo em conta as condições reais existentes. Hoje o interesse nacional manda que o país seja governado pelo PS com viabilidade assegurada pelo Bloco e pelo PCP. Compartilhar este post Link para o post
Enzo Dios Perez Publicado 10 Novembro 2015 (editado) Sabia que o P não nos ia deixar ficar mal. Não percebi foi a preocupação que demonstrou há umas páginas atrás. Editado 10 Novembro 2015 por Enzo Dios Perez Compartilhar este post Link para o post