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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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excelente artigo de opinião

António José Teixeira, SIC Notícias

 

Volto à educação, ou falta dela, num tempo de profunda descrença na política. O ano lectivo teima em não começar para muitos alunos e professores. Já ultrapassa todas as margens de tolerância ao erro. O "experimentalismo", segundo Crato, continua à solta.

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Professores colocados e descolocados, professores colocados simultaneamente em dezenas e dezenas de escolas, directores de escola ao telefone a tentar convencer professores, a perturbação é muita e já lá vai uma boa parte do primeiro período escolar. Não há compensações que valham a tanto disparate e irresponsabilidade.

 

Sei que estas palavras parecem gastas de tão repetidas. Mas nem por isso são suficientes para inibir discursos desorientados, despudorados, descolados da realidade. Já tínhamos percebido que o ministro da Educação tinha colocado o seu lugar à disposição do primeiro-ministro. Passos Coelho confirmou-o. E quando poderia ter aproveitado a oportunidade para demonstrar preocupação e para responsabilizar o ministro pela rápida e cabal resolução do problema, deixou-se embalar por elogios despropositados a Nuno Crato, o responsável político por tão desastrado ano lectivo.

 

Como Crato "não lavou as mãos", isso significa – para o chefe do Governo – que acertou quando o escolheu para ministro da Educação. Há uma ligeireza quando se abordam problemas tão sensíveis e importantes. Alguém de bom senso vê algum motivo para elogiar Crato? Alguém consegue tolerar que se reduza esta trapalhada a um percalço irrelevante? O respeito por pais, alunos e professores aconselharia a mais respeito e contenção. A desvalorização do caso, como se fosse um problema menor, o facto de ainda não estar resolvido, deveriam inibir estranhas satisfações. Mas não. Pedro Passos Coelho calcorreia o país distribuindo simpatia, alheio à descrença crescente nos responsáveis políticos que, além de ineficazes, são também incapazes de lidar com a realidade.

 

Quando a política se reduz a exercícios de comunicação em que o rigor da substância pouco importa, a decadência é certa. Há uma cegueira e uma surdez, uma ilusão de que a habilidade política comporta todo o tipo de dissimulações, que o desaire de hoje se esquece amanhã. Nada é aquilo que parece. Os números são grandezas variáveis, consoante o nosso interesse. Orçamentam-se objectivos que se sabe, à partida, que não vão ser conseguidos. Reduz-se aqui para aumentar ali, mas afinal já não se aumenta porque cai mal no horizonte eleitoral. ‘Cumprem-se’ metas alterando os seus valores... A irracionalidade não pára de crescer, o que a vai tornando insuportável.

 

Todos os dias se acrescenta mais um motivo de desconfiança. Os políticos tendem a ser vistos como exemplos a não seguir, quando seria pressuposto serem os nossos melhores, aqueles que nós escolhemos. Quando as derivas populistas ganham adeptos, seria aconselhável inverter caminhos de descrédito, introduzir racionalidade e responsabilidade no sistema político, demonstrar eficiência e proteger a democracia. O que temos vindo a constatar nos últimos tempos vai ao arrepio de toda a higiene política.

 

Vale a pena ler uma investigação de Miguel Carvalho na revista Visão desta semana. A descrição da teia de relações de uma empresa do filho do Presidente de Angola, que liga dois governos, várias famílias e vários negócios, é reveladora. A teia não é visível a olho nu. É intricada, tem muitos nós, zonas de pouca visibilidade, mas muitos interesses em jogo. Curiosa é a desfaçatez como se juntam numa mesma sociedade de capital de risco o chefe de gabinete do nosso secretário de Estado das Finanças e os filhos do ministro Rui Machete e do Presidente José Eduardo dos Santos. Tudo decerto legal, tudo fraternal. E, no entanto, tudo tão obscuro. O grande problema das democracias passa por este contágio imparável. O sistema político está a ser neutralizado por um campo denso de facilitadores informais, nebulosas de interesses não sindicáveis, hábeis na captura dos favores do Estado, nos desfalques e na fuga a responsabilidades. Os casos do BES e da PT, como já tinha sido o do BPN, são flagrantes e deixam uma factura pesada. Não há fiscalizadores, auditores, reguladores ou justiça que valham.

 

Não tenho visões conspirativas, mas torna-se cada vez mais difícil confiar. Sou um céptico por natureza pessoal e profissional. Mas temo que para muitos concidadãos o cepticismo não baste. A higiene política anda demasiado desleixada e a justiça não anda melhor, independentemente do Citius. As redes informáticas andam frágeis, as redes políticas cativas, frouxas, promíscuas... Há muito que não era tão imprescindível redobrar a atenção e defender a democracia.

 

 

 

 

 

http://sicnoticias.sapo.pt/opinionMakers/antonio_jose_teixeira/2014-10-23-Peco-desculpa-cheira-mal

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No Hospital dos Covões a greve do pessoal administrativo fez-se sentir bem. Para abortar a destruição do SNS eram duas semanas de greve alternada entre médicos, enfermeiros, administrativos e auxiliares. Bloqueava-se tudo com um ou dois dias de greve de cada classe durante uma ou duas semanas e o governo era obrigado a recuar nos cortes cegos na Saúde.

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Visitante

Porque nos consideras "mansos"?

 

Porque o povo não se manifesta e quando o faz manifesta-se a pensar no "eu" e não no nós, aliás é esse ADN que já nasce connosco aqui que é a fundação de toda a nossa cultura. Mesmo quando se manifesta nunca é numa perspectiva global, aos Domingos são os portugueses com as profissões do burgo, ás segundas os enfermeiros, ás terças os policias, ás quartas os professores, ás quintas os funcionários públicos... Isso e desistem logo facilmente das coisas, comemos tudo o que nos metem à frente, há quanto tempo é que o povo não diz claramente "não."?

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Guest Dpitz

caga nisso

Editado por Dpitz

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Guest Dpitz

A esquerda unitária levou ao parlamento europeu uma proposta que visava a redução do salário de deputado europeu e das ajudas de custo.

O Marinho e Pinto, aquele que considera esses salários vergonhosos, faltou à sessão.

Dos deputados portugueses só os do PCP e a do BE votaram a favor.

___

 

Depois de assassinarem um deputado venezuelano e a sua mulher, foi a vez de atacarem a juventude comunista venezuelana. Pegaram fogo à sede da JCV no dia 21 pelas 3 da manhã. Ficou assim:

https://pbs.twimg.com/media/B0hIRvZIgAEfibq.jpg

https://pbs.twimg.com/media/B0hIRxLIMAAtYki.jpg

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Islamitas perdem para os laicos 1as eleições do pós-Primavera Árabe

 

 

O partido islamita Ennahda (Renascimento), que chegou a ser banido por Ben Ali, ficou em segundo lugar naquelas que foram as primeiras eleições legislativas desde a Primavera Árabe, segundo as primeiras estimativas divulgadas, anunciou o seu porta-voz, Zied Laadhari, hoje citado pela AFP.

 

Em primeiro lugar ficou o movimento laico Nidaa Tounès (O Apelo da Tunísia), o que, a confirmar-se, mostra uma tendência diferente da registada no Egito, país onde as eleições que se seguiram à Primavera Árabe permitiram a chegada ao poder dos islamitas da Irmandade Muçulmana - que fora outrora banida pelo regime de Hosni Mubarak.

 

"Nós temos estimativas que ainda não são definitivas. Eles [o Nidaa Tounès] estão à frente com pelo menos uma dezena de lugares. Nós temos quase 70 e eles quase 80" em 217, disse o porta-voz do Ennahda, precisando que as suas estimativas são baseadas em dados de observadores do movimento que estiveram presentes na contagem dos votos.

 

A Tunísia foi o primeiro país da Primavera Árabe, um movimento revolucionário que depôs ditadores em países como o Egito e Líbia. Na Tunísia, os protestos começaram depois de um jovem de Sidi Bouzid, Mohamed Bouazizi, se ter imolado pelo fogo em dezembro de 2010 depois de as autoridades lhe terem confiscado o carrinho em que vendia frutas e legumes.

 

Os protestos levaram à queda de Zine el Abidine ben Ali, em 2011, seguindo-se Hosni Mubarak no Egito e Muammar al-Kadhafi na Líbia. Bouazizi, que acabaria por falecer vítima dos ferimetnos sofridos, doi galardoado com o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu, em 2011, a título póstumo.

 

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4204005

Editado por RAG

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Guest Dpitz

Qual é a situação do BCP? Novo BPN?

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Antifa, vou ser chato. Mas diz-me, como estao as coisas na catalunha.

 

COmo vai ser a solução?

Como estão os partidos? Achas que o Sim ganha? COmo estão as sondagens?

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Guest Dpitz
HUNGRIA AMEAÇA ABANDONAR A UE

"Nós podíamos deixar a União Europeia" , declarou em 24/Outubro o porta-voz do Parlamento húngaro, László Kövér, líder do partido conservador Fidesz. No seu discurso o referido deputado húngaro considerou que Bruxelas não deveria dizer a um país como deveria ser governado. E acrescentou que "O mundo euro-atlântico está abalado num sentido moral".

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Se conseguirem o apoio de outros países europeus, talvez se consiga mudar alguma coisa na forma como a UE está a ser dirigida. Mas se tomarem essa decisão avançando sozinhos, tenho penas dos húngaros :-|

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A Hungria, nos últimos anos, também não é flor que se cheire.

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Se conseguirem o apoio de outros países europeus, talvez se consiga mudar alguma coisa na forma como a UE está a ser dirigida. Mas se tomarem essa decisão avançando sozinhos, tenho penas dos húngaros :-|

 

Eu tenho pena é dos húngaros terem um governo como o húngaro.

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