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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Por acaso, acho que devia ser obrigatório o acompanhamento psicológico nessas situações.

Um dos argumentos que vi serem utilizados tem a ver com a exposição das mulheres em meios mais pequenos, o que impossibilita qualquer espécie de confidencialidade inerente à realização do aborto.

 

Eu, que conheço e lido diariamente com um meio pequeno, compreendo o argumento.

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Claro que não, deixa-te de alarmismos.

 

O alarme é este:

temos juros artificialmente baixos por causa da recompra do BCE no mercado secundário

qualquer oscilação diária / semanal serve para fazer noticias de jornal, e nada mais que isso

o quantitive easing só pode ser usado por países com pelo menos 1 agência de notação a dar nota à divida acima de lixo

das 4 agências, em outubro tinhamos só 1 a dar nota dessas, mas das outras 2 colocavam a divida POR como estável, o que previa em 6-12 meses subir o rating

desde Janeiro 1 dessas colocou a divida sob reservas (ou seja, as hipóteses de subir o rating são zero)

a única que dá nota suf para validar a acção do BCE (é a canadiana DBRS) já indica que pode baixar o rating, e depois disso voltamos rapidamente aos 5, 7 ou10 %

uns meses depois temos cá o FMI outra vez porque as reservas (lembras-te de gozarem com os "cofres cheios") chegam para 6 meses, não mais

 

a base de tudo é um orçamento com previsões optimistas, onde se tudo correr bem estamos safo mas se algumas coisas começarem a correr mal (nem são precisas muitas) não temos margem de correcção e passamos por "contabilistas criativos".

 

já estás alarmado? :mrgreen:

 

Eu li a primeira frase e pensei: "este gajo está a brincar...", e depois vi que sim :mrgreen:

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Eu li a primeira frase e pensei: "este gajo está a brincar...", e depois vi que sim :mrgreen:

por acaso a 1a frase é a sério com explico depois :mrgreen:

 

a variação diária no segundo mercado vale zero, e não tem grande relação directa com o valor a pagar quando há oferta directa.

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A última vez que o mercado a 10 anos esteve assim com estes níveis, demoramos cerca de um ano a pedir ajuda externa. E mais, os nossos juros só estão assim porque o BCE continua a bombardear dinheiro, mas isso não vai estar sempre assim.

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Mais uma vez os mercados a mandarem nesta m*rda toda.

Editado por Peplin

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Mais uma vez os mercados a mandarem nesta m*rda toda.

Pois, verdade. Mas quem anda a pedir dinheiro emprestado sujeita-se... E défice é uma palavra bonita para prejuizo, portanto andamos há anos e anos com o centro da discussão politica a ser quanto prejuizo vamos conseguir por ano.

 

Em cima do risco do orçamento há ainda o risco da inflação baixa, que foi o que lixou o socas.

Quando

inflação + crescimento do PIB < taxa de juro da divida

 

estamos quilhados, independentemente da execução orçamental.

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Mais uma vez os mercados a mandarem nesta m*rda toda.

 

Os mercados não mandam em nada - aliás, nós somos os mercados, da mesma forma que não emprestamos dinheiro a amigos falidos ou não o colocamos num banco em risco, também "eles" estão relutantes em meter cá mais dinheiro (e na minha opinião, já estivemos mais longe de uma reestruturação). De qualquer forma, estamos sempre a tempo de pegar nas nossas trouxas e sair do Euro e União Europeia e voltar à idade das trevas. Mas se queremos continuar a financiar défices sucessivos, o dinheiro tem de vir de algum lado... pelo menos, até alguém se der ao trabalho de dar a volta a isto :)

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A última vez que o mercado a 10 anos esteve assim com estes níveis, demoramos cerca de um ano a pedir ajuda externa. E mais, os nossos juros só estão assim porque o BCE continua a bombardear dinheiro, mas isso não vai estar sempre assim.

em principio acaba em Abril, quando sair o boletim trimestral da execução orçamental e a DBRS baixar o rating.

 

surpresa das surpresas, a luz ao fundo do túnel pode bem ser um comboio... 8-)

 

Os mercados não mandam em nada - aliás, nós somos os mercados, da mesma forma que não emprestamos dinheiro a amigos falidos ou não o colocamos num banco em risco, também "eles" estão relutantes em meter cá mais dinheiro (e na minha opinião, já estivemos mais longe de uma reestruturação). De qualquer forma, estamos sempre a tempo de pegar nas nossas trouxas e sair do Euro e União Europeia e voltar à idade das trevas. Mas se queremos continuar a financiar défices sucessivos, o dinheiro tem de vir de algum lado... pelo menos, até alguém se der ao trabalho de dar a volta a isto :)

Pois, a verdade nua e crua é que vai ser este governo a pagar a factura dos últimos anos do Sócrates. Porque se excluirmos o serviço "excessivo" da dívida, com os juros "à vampiro" de todos aqueles empréstimos a 5, 7 e 10%, as contas não estão assim tão más. A reestruturação parece cada vez mais inevitável, mas ou estou enganado ou as condições vão fazer os últimos 4 anos parecer soft...

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em principio acaba em Abril, quando sair o boletim trimestral da execução orçamental e a DBRS baixar o rating.

 

surpresa das surpresas, a luz ao fundo do túnel pode bem ser um comboio... 8-)

 

 

Pois, a verdade nua e crua é que vai ser este governo a pagar a factura dos últimos anos do Sócrates. Porque se excluirmos o serviço "excessivo" da dívida, com os juros "à vampiro" de todos aqueles empréstimos a 5, 7 e 10%, as contas não estão assim tão más. A reestruturação parece cada vez mais inevitável, mas ou estou enganado ou as condições vão fazer os últimos 4 anos parecer soft...

 

Porque achas que a execução orçamental vai ser assim tão má? Anyway mesmo que cortem o rating aí acredito que o BCE arranje um mecanismo qualquer para fazer com que Portugal continue a beneficiar do programa, de qualquer forma, aco que aí vai pedir medidas adicionais.

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Claro que não, deixa-te de alarmismos.O alarme é este:temos juros artificialmente baixos por causa da recompra do BCE no mercado secundárioqualquer oscilação diária / semanal serve para fazer noticias de jornal, e nada mais que issoo quantitive easing só pode ser usado por países com pelo menos 1 agência de notação a dar nota à divida acima de lixodas 4 agências, em outubro tinhamos só 1 a dar nota dessas, mas das outras 2 colocavam a divida POR como estável, o que previa em 6-12 meses subir o ratingdesde Janeiro 1 dessas colocou a divida sob reservas (ou seja, as hipóteses de subir o rating são zero) a única que dá nota suf para validar a acção do BCE (é a canadiana DBRS) já indica que pode baixar o rating, e depois disso voltamos rapidamente aos 5, 7 ou10 %uns meses depois temos cá o FMI outra vez porque as reservas (lembras-te de gozarem com os "cofres cheios") chegam para 6 meses, não maisa base de tudo é um orçamento com previsões optimistas, onde se tudo correr bem estamos safo mas se algumas coisas começarem a correr mal (nem são precisas muitas) não temos margem de correcção e passamos por "contabilistas criativos".já estás alarmado? :mrgreen:

 

Não me deste novidade nenhuma :mrgreen:, bastava teres dito que havia razão para ficar alarmado.

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Pois, a verdade nua e crua é que vai ser este governo a pagar a factura dos últimos anos do Sócrates. Porque se excluirmos o serviço "excessivo" da dívida, com os juros "à vampiro" de todos aqueles empréstimos a 5, 7 e 10%, as contas não estão assim tão más. A reestruturação parece cada vez mais inevitável, mas ou estou enganado ou as condições vão fazer os últimos 4 anos parecer soft...

 

De certa forma, este governo já começou a tratar da reestruturação ao adiar os reembolsos ao FMI. De qualquer forma, nos últimos tempos falar-se em reestruturação é quase sinónimo de haircut da dívida, e isso pode acabar por assustar potenciais investidores. Podia-se muito bem apresentar um plano nacional de investimento para 10 anos, acompanhado por um pacto de regime, em que todos os partidos se comprometiam a um conjunto de medidas sociais e reformas estruturais que pudessem levar a que o país crescesse de forma constante e mais do que 3/4/5%, usando o dinheiro que de outra forma, seria para pagar juros e que por causa disso, qualquer governo que venha já traz a corda ao pescoço. Os grandes bancos de investimento e fundos mutualistas (que são os grandes credores) investem constantemente em dívidas soberanas, não acredito que não aceitassem renegociar de bom grado maturidades e taxas de juro (com objectivos, como na Grécia) se houvesse o perigo de default e contágio que lhes f*desse o portfolio todo.

 

Quanto à baixa do rating da DBRS, mesmo que venha a acontecer, não acredito que o BCE deixe de comprar dívida portuguesa no mercado secundário. Isto porque seria uma machada nas políticas da comissão europeia, do próprio BCE e FMI, quando um programa de ajustamento e consequentes centenas de medidas de austeridade acabou por não ser suficiente para dar a volta à situação. Com que cara de pau é que iriam punir o "bom aluno"? E depois, se isso acontecesse, teria de vir outro programa de ajustamento e outra vez a mesma receita, e os problemas não ficariam resolvidos nunca. Por isso, mesmo caindo para o nível do lixo, acredito que o BCE continue a financiar a compra de dívida portuguesa em troca de certos indicadores que têm de ser atingidos e por tempo indeterminado, até que a economia global volte a crescer e nós apanhemos o comboio em andamento. Ascom e Cabeça de Giz, o que acham disso?

Editado por Visitante

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Hoje há debate quinzenal na AR.

 

Deve ser quentinho, especialmente por causa da questão do OE2016.

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Os mercados não mandam em nada - aliás, nós somos os mercados, da mesma forma que não emprestamos dinheiro a amigos falidos ou não o colocamos num banco em risco, também "eles" estão relutantes em meter cá mais dinheiro (e na minha opinião, já estivemos mais longe de uma reestruturação). De qualquer forma, estamos sempre a tempo de pegar nas nossas trouxas e sair do Euro e União Europeia e voltar à idade das trevas. Mas se queremos continuar a financiar défices sucessivos, o dinheiro tem de vir de algum lado... pelo menos, até alguém se der ao trabalho de dar a volta a isto :)

 

Acreditas mesmo nisso? :mrgreen:

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Já respondi a isso, mas deves ter passado à frente.

Se gostavas tanto do governo anterior só podes ser contra uma medida que beneficia os que recebem menos, em detrimento dos que recebem mais...

Nem disseste se eras a favor ou contra a enrabadela? Que seriedade do crl... :funny:

 

ENRABADELA!!!!

Qual?

ESTA, TOMA 5 PONTOS!!!!!

...

CALMA AÍ QUE NEM DISSE SE SOU CONTRA OU A FAVOR DA ENRABADELA!!!!

 

Epá claro que tem, mas é revelador que apenas falas de 3 medidas com impacto directo negativo nas pessoas com menos rendimentos. 7 centimos no tabaco, gasolina e 0.5% no carro. p*ta de enrabadela mesmo...

Essas medidas sobre as empresas são tão fulcrais e significativas que algumas nem conhecia e não vi ninguém a discutir isso em twitters, insurgentes, blogs, em lado nenhum mesmo.

Com os outros srs quando se falava em enrabadela eram os Pkors e Hugos que vinham para aqui chorar-se porque os srs em que eles votaram para cortar gorduras, cortaram subsidios e ordenados. Agora são 7 centimos aqui, ali, 0.5% acolá. Eu prefiro este tipo de "enrabadela"...

 

Não estou indignado com nada disso. Eu fico é indignado quando são as eleições e 70% dos tugas votam no PS ou PSD. Este é um governo PS com cheirinho, obviamente não é extraordinário, nem bom, mas era o melhor que podia sair das eleições. Só o não ser uma cambada de filhos da p*ta, já é progresso...

 

E não tens nada a dizer sobre as medidas "simpáticas"? Não estaremos também a ser enrabados com elas como achas que estamos com a baixa do IVA da restauração? És contra ou a favor das medidas mais emblemáticas?

Se quiseres dar um toquezinho com a tua situação pessoal, quanto é que vais receber a mais, que despesas é que vão aumentar, etc, é fazer favor...

Gostava tanto do anterior governo?

De facto debater alguma coisa com alguém extremista e preconceituoso que não percebe a existência de cidadãos apartidários e tem a necessidade de meter um rótulo é difícil.

 

Medidas simpáticas? A a única que me vem à cabeça que me podia encher o bolso é a descida do IVA na restauração que vai ser absorvida para as margens dos restaurantes.

Sinto o aumento de impostos a ser compensado noutras dimensões? Não. Se tivessem baixado a TSU e revisto a progressividade dos escalões do IRS sentiria

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Acreditas mesmo nisso? :mrgreen:

 

De que os mercados funcionam, de grosso modo, como as pessoas individualmente? De uma forma global sim. Apesar de por vezes não acontecer isso, quase sempre o movimento dos mercados é explicável por este ou aquele conjunto de factores, e isso é o que está a acontecer agora. Portugal, aos seus problemas crónicos de desiquilibrio orçamental e divida pública e privada esmagadora, ainda consegue juntar - um outlook negativo da única agência de rating que vai segurando isto, um sistema financeiro deficiente, um governo de esquerda, um orçamento irrealista (agora menos), uma economia global estagnada, perigo de deflação, a recessão no Brasil e Angola para onde exportamos bastante e os baixíssimos preços do petróleo. Por isso, não é surpresa nenhuma que os juros da dívida a médio prazo tenham subido 100% nos últimos meses.

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Portugal, aos seus problemas crónicos de desiquilibrio orçamental e divida pública e privada esmagadora, ainda consegue juntar - um outlook negativo da única agência de rating que vai segurando isto, um sistema financeiro deficiente, um governo de esquerda, um orçamento irrealista (agora menos), uma economia global estagnada, perigo de deflação, a recessão no Brasil e Angola para onde exportamos bastante e os baixíssimos preços do petróleo.

 

Curioso, a única coisa que mudou nos últimos meses no meio disso tudo foi o Governo de esquerda.

 

EDIT:

 

Entretanto na Grécia:

Editado por Peplin

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DBRS mantém rating.

 

Não mantiveram nem aumentaram, disseram que estavam confortáveis com o rating que deram. E também disseram que estão preocupados com a subida dos juros.

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Uma decisão oficial só será tomada no dia 29 de Abril. Mas já deram a entender que para já não vêem razões para alterar a nota, manifestando no entanto a preocupação com a subida das taxas de juro da dívida.

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Porque é que a portaria que regula a subida do ISPP foi publicada hoje e não em conjunto com o OE 2016?!

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Quanto à baixa do rating da DBRS, mesmo que venha a acontecer, não acredito que o BCE deixe de comprar dívida portuguesa no mercado secundário.

Não é uma questão de acreditares ou não são as regras. Muito tinha ajudado que o QE existisse em 2010-2011 mas foi criado depois, e exige que PELO MENOS uma agência d~e nota A ou equivalente.

 

Acreditas mesmo nisso? :mrgreen:

Tens que dar o desconto, a malta entusiasma-se :mrgreen:

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Não são só os mercados. São as instituições. Elas preferem governos de direita que sigam o seu diktat.

O mesmo é dizer, preferem quem diga "sim chefe, pagamos tudo o que pedimos emprestado". Mostra a lógica que se lhes queres dar o manguito, 1º tens que deixar de precisar deles...

 

DBRS mantém rating.

Em análise aos fecho do ano. Vamos ver daqui a 3 meses a análise ao trimestral.

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