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Tópico da Política e Economia

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Podemos deita balde de água fria sobre os planos de formação de governo do PSOE

 

A 3 de Março, o líder socialista espanhol Pedro Sanchéz vai submeter o seu governo a votos no Parlamento. Até lá, tem ainda muito trabalho para formar uma coligação viável.

 

O socialista Pedro Sánchez vai apresentar o seu plano de Governo no Parlamento espanhol a 2 de Março, para se submeter à primeira votação no dia seguinte, na qual precisa de maioria absoluta. Para isso, está a conversar com o Cidadãos, de centro-esquerda, e tenta abrir outra frente de negociações com o Podemos. Mas Pablo Iglésias, embora se ofereça para ser vice de Sánchez, não cede um milímetro no que os outros partidos consideram uma linha vermelha que não cruzarão: a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha.

 

Se na votação de 3 de Março Sánchez não conseguir ser aceite como chefe do Governo, dois dias depois terá nova oportunidade, e aí já só precisará de maioria simples. A dissolução das Cortes em Maio e a convocação de eleições para 26 de Junho será o cenário traçado, se mesmo assim não conseguir reunir os votos necessários para governar, entre todos os partidos com os quais o líder do PSOE abriu ou está a tentar abrir negociações, depois de ter sido indigitado pelo rei Felipe VI – Cidadãos, Podemos, a Izquierda Unida, Compromis (uma coligação valenciana), ou o Partido Nacionalista Basco (PNV).

 

É com o Cidadãos de Albert Rivera e com o Podemos de Iglésias que Sánchez prefere dialogar, mas eles têm-se mostrado incompatíveis: cada partido põe como condição para negociar a exclusão do outro. O que o Podemos quer do partido de Rivera é a sua abstenção no voto de investidura, para que passe um Governo com Sánchez como presidente e com Iglésias como um poderoso vice-presidente, que teria sob a sua alçada vários sectores chave, como os serviços de informações do Estado e a luta contra a corrupção.

 

No documento de 98 páginas divulgado nesta segunda-feira por Pablo Iglésias, a proposta é que o Podemos fique com a Secretaria de Estado da Comunicação e o Centro de Investigações Sociológicas. Controlaria ainda o Centro Nacional de Inteligência (serviços de espionagem). Pretende ainda assumir o Departamento de Luta contra a Corrupção e Crime Organizado e criar um Gabinete dos Direitos Humanos.

 

Além disso, prevê a criação de um Ministério da Plurinacionalidade, com competências na área da administração pública e municípios. O objectivo é reformar o artigo 2 da Constituição, que estipula “a indissolúvel unidade da nação espanhola”, para “reconhecer e respeitar” as outras nações que “dão forma a Espanha”.

 

O Podemos prevê ainda aumentar em 96 mil milhões de euros até ao fim da legislatura (2019) os gastos públicos, essencialmente em despesas sociais, como o sistema de saúde, a educação e a protecção social. Para isso, prevê uma série de aumentos de impostos e uma reforma fiscal que aumentaria a receita em 24 mil milhões de euros a cada ano da legislatura. Agravaria o equivalente ao IRS para quem ganha mais de 60 mil euros anuais, mas também os impostos sobre património e sucessões, reformularia o IVA e criaria novos impostos, por exemplo sobre transacções financeiras e sobre veículos.

 

“Este Governo deve dar prioridade ao resgate das pessoas que se encontram nas piores condições. Deve ser igualmente um Governo empenhado na regeneração, para acabar com a corrupção e o nepotismo”, lê-se no documento do Podemos.

 

Sánchez pendurado

 

No PSOE, onde havia grande expectativa sobre este documento do Podemos – que ainda não se sentou à mesa com os socialistas para negociar – as exigências do partido de Iglésias foram um balde de água fria. “O PSOE assiste com perplexidade, preocupação e decepção à conferência de imprensa do sr. Iglésias”, disse o líder da equipa de negociadores dos socialistas, António Hernando. “Uma vez mais, o sr. Iglésias demonstra que não sabe nem onde está nem qual o papel que lhe compete.”

 

Demasiadas condicionantes dificilmente seriam aceites não só pelos barões do PSOE, como pelos 195 mil militantes do partido – aos quais Pedro Sánchez prometeu submeter, para ratificação, o acordo de coligação, ainda antes de ir a votação no Parlamento.

 

Por outro lado, as negociações do PSOE com o Cidadãos têm corrido bem e há já um pré-acordo do PSOE com a Izquierda Unida (IU), que no entanto elegeu apenas dois deputados nas eleições de 20 de Dezembro. “É absolutamente necessário garantir que não governe o Partido Popular (PP)”, diz o porta-voz da IU, que qualifica o partido de Mariano Rajoy como uma “rede de corrupção que se apresenta às eleições.” Se não for possível formar um governo sem o PP, o que conduziria à convocação de novas eleições, isso só poderia classificar-se como “um fracasso”, afirmou este fim-de-semana em Málaga, ao participar no Comité Central do Partido Comunista da Andaluzia.

 

As possibilidades de uma “grande coligação” à alemã do PSOE com o Partido de Popular (PP) de Mariano Rajoy esgotaram-se. Na sexta-feira, quando Sánchez e Rajoy se encontraram, o chefe de governo em exercício conseguiu deixar pendurado o líder socialista frente às câmaras fotográficas, quando este lhe estendeu a mão, para o cumprimentar. Rajoy preferiu apertar um botão do casaco, deixando Sánchez com a mão no ar. De qualquer forma, bastou meia hora para concluírem que não tinham nada para dizer um ao outro, relatou o El País.

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É aquele que conta as histórias dos gajos que batem pedra? :mrgreen:

 

Hein? 8)

 

O coelho hoje é por minha conta.

 

António Costa a estoirar, em direto, o Governador do Banco de Portugal por causa da situação do Banif.

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A situação para um governo de esquerda em Espanha é difícil porque mesmo que o Podemos aceite, ainda ficam a faltar deputados para a maioria absoluta e não estou a ver o ciudadanos a alinhar nisso.

 

Por outro lado, tanto o Podemos como o ciudadanos querem eleições porque vão continuar a ganhar espaço e, por isso, é difícil chegar a um acordo.

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Qualquer cenário ali está difícil. E não me parece que novas eleições possam provocar grandes alterações. Se não se entenderem estão metidos numa bela alhada.

Editado por Enzo Dios Perez

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neste momento faço 45 semanais.

o ano passado estava a fazer 52.

 

9 horas por dia de segunda a sexta

o ano passado estava a fazer mais 7 horas ao sábado.

 

isto tudo para receber 630 euros por mês limpos.

e estudei 4 anos para isso.

 

E já é bastante bom!

A minha Maria só encontrava coisas muito abaixo disso e nada era no Porto ou perto.

Só com as deslocações, mais valia ir para caixa de alguma coisa perto.

 

Os Fisios e os TO's que conheço, estão todos abaixo disso.

Tudo diz o mesmo, "não andei a estudar 4 para receber isto"

 

Para receber bem só há mesmo uma solução, lá fora :(

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Incomodou-me o gajo estar de calças de ganga com a camisa para dentro. De resto, tá giro.

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Obrigado ao Expresso por ter colocado em video o que tem dito incessantemente por escrito.

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Incomodou-me o gajo estar de calças de ganga com a camisa para dentro. De resto, tá giro.

Olha lá, isto é política e não moda tá?

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Visitante

2:59 para explicar o mundo: o presente envenenado do Orçamento do Estado

 

Para quem não percebe o que é isso do défice, dívida pública e a sua implicação, está giro.

Tb faz um overview do orçamento de estado

 

Aproveito também para deixar a nota de que o Expresso tem colocado vários vídeos deste género ultimamente e, esquecendo o facto do Pedro Santos Guerreiro não ter nenhum jeito para isto :mrgreen: , até têm algum conteúdo

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Que lindo.

 

[...]Façamos então, caros leitores, o exercício que Passos Coelho quer evitar: vamos calcular o que seria o Orçamento para 2016 do PSD e do CDS, ou o que ele sabe mas não pode dizer. Não preciso para tanto de me atrever a adivinhações, nem a maniqueísmos, nem a controvérsias: basta usar os números fornecidos pelo PSD e CDS a Bruxelas em meados de 2015 com o seu plano orçamental para 2015-2019 e citar friamente os seus cálculos oficiais.

 

Comparado com o Orçamento de António Costa esse plano apresentado em Bruxelas, e bem recebido aliás, previa passar os impostos de 45638 milhões para 47759, ou seja, um aumento de 2131 milhões de euros, enquanto o governo actual propõe um aumento de 1334 milhões, com forte incidência nos combustíveis. A diferença são 797 milhões, que Passos Coelho e o CDS cobrariam a mais (e só estou a tratar de impostos para já), em prol do tal do défice estrutural. Um aumento de impostos, não vos parece?

 

Se formos ao detalhe, fica tudo claro: o plano entregue pelo PSD e CDS a Bruxelas, comparado com o Orçamento Costa, carrega mais 740 milhões no IVA, mais 573 milhões em impostos sobre património, mais 417 milhões em IRS e ainda mais 102 milhões em IRC, só cobrando menos 330 milhões em combustíveis e outros. Minha cara classe média, como te sentes perante esta alternativa?

 

Passemos então dos impostos para outras matérias.

 

O que o Orçamento PSD e CDS não faria, como se sabe, era aliviar do mesmo modo os salários da função pública (pouparia 225 milhões nisso) ou as pensões que tinham sido congeladas (menos 63 milhões), portanto ainda manteria cerca de 300 milhões em prol do défice estrutural e outras engenhocas. Somados aos 797 milhões de impostos a mais do que Costa, já se chega aos cerca de 1100 milhões, pobre classe média.

 

Não basta ainda. Passos Coelho prometeu mais. A Bruxelas garantiu que, além do congelamento das pensões (retirando-lhes 1660 milhões em quatro anos), ainda reduziria o custo da segurança social em mais 2400 milhões no mesmo período (600 por ano), ou seja, reduziria as pensões. E assim se somam cerca de 1700 milhões (797 de impostos, mais 288 de salários de função publica, mais 663 de congelamento e cortes em pensões). Ainda seria preciso mais para cumprir o plano de Passos e do CDS em Bruxelas mas fiquemo-nos por aqui.[...]

http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2016/02/17/passos-sabe-bem-o-que-quer-so-nao-pode-dizer-como/

Editado por Woyzeck

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Cavaco condecora António Sousa Lara

 

O professor catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) foi subsecretário de Estado da Cultura (entre 1991 e 1992) e a sua passagem pelo governo chefiado por Cavaco Silva ficou marcada pelo veto à candidatura do livro de Saramago, O Evangelho segundo Jesus Cristo, ao Prémio Literário Europeu. Na altura Sousa Lara disse que a obra "não representava Portugal". Enquanto Saramago - que viria a ser consagrado Prémio Nobel da Literatura em 1998 - acusou Sousa Lara e Cavaco Silva de "censura".

 

Na cerimónia de hoje, o assunto foi naturalmente abordado, com o professor catedrático a desvalorizar o sucedido, defendendo a conotação ideológica do Governo na época. "Um Governo tem uma conotação ideológica, não tem que agradar a toda a gente, é um Governo da maioria contra a minoria em última análise. Toma medidas polémicas que democraticamente sufragadas têm de ser aceites", sublinhou Sousa Lara, que acredita ter recebido esta distinção pela sua carreira de docente.

 

Notícia de 2004 sobre o tema

 

O ex-sub-secretário de Estado da Cultura referiu ainda que a sua decisão teve o apoio do então primeiro-ministro, Cavaco Silva, que terá chegado a mostrar disponibilidade para o acompanhar em actos públicos, de forma a manifestar-lhe o seu apoio pela decisão.

Editado por Lebohang

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Parabéns pela distinção e pela carreira de docente em que o facto que mais o distingue foi ter conseguido adiar este momento:

 

nobelfoto-720x320.jpg

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(Finalmente) o Cavaco promulgou a adopção por casais homossexuais.

 

Que remédio tinha ele... Deve-se ter espumado todo enquanto assinava!

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Olha lá, isto é política e não moda tá?

claudia01.PNG

Falta pêlo no peito.

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A privatização da TAP está suspensa pela ANAC, por causa da operação da Portugália. :lol:

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