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FIFA proibe fundos de investimento

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Lê a notícia.

 

Li e reli as duas notícias, só dizem que o processo não vai ser imediato, mas sim faseado, mas não dizem nada quanto às minhas dúvidas. Porque com esta limitação os clubes que possuem jogadores em fundos vão querer recuperar os passes com o mínimo de investimento possível enquanto que os fundos vão querer receber o máximo possível, daí as minhas dúvidas. Já que a FIFA também se vai colocar nisto, vão ter que arranjar alguém para tratar bem deste caso. É que se for-mos a ver o caso do Benfica e Porto, que possuem uma grande percentagem dos passes que têm partilhados com fundos, pode não originar grandes problemas, mas por exemplo no caso dos clubes brasileiros, em que os passes pertencem a 2,3,4 ou mais entidades diferentes, isto para não falar dos casos em que os próprios fundos pagam grande parte do salário dos jogadores (exemplo do Ronaldinho no Flamengo).

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Li e reli as duas notícias, só dizem que o processo não vai ser imediato, mas sim faseado, mas não dizem nada quanto às minhas dúvidas. Porque com esta limitação os clubes que possuem jogadores em fundos vão querer recuperar os passes com o mínimo de investimento possível enquanto que os fundos vão querer receber o máximo possível, daí as minhas dúvidas. Já que a FIFA também se vai colocar nisto, vão ter que arranjar alguém para tratar bem deste caso. É que se for-mos a ver o caso do Benfica e Porto, que possuem uma grande percentagem dos passes que têm partilhados com fundos, pode não originar grandes problemas, mas por exemplo no caso dos clubes brasileiros, em que os passes pertencem a 2,3,4 ou mais entidades diferentes, isto para não falar dos casos em que os próprios fundos pagam grande parte do salário dos jogadores (exemplo do Ronaldinho no Flamengo).

 

Lá está. O processo não vai ser imediato. Vai haver um período de transição. Será fixado um prazo a partir do qual a proibição passa a ser efetiva. Portanto, até lá os clubes têm que se entender com os fundos. Os clubes têm que comprar os passes e os fundos têm que os vender. Perfeito para fazer negócio.

Editado por Descartes

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E desses 800 mil quanto foi para o clube?

à volta de metade. Tirando o Ismaily que saiu em fim de contrato o Olhanense recebeu sempre entre os 400 e 600 mil euros.

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Os fundos provavelmente vão encontrar uma maneira de contornar o problema.

claro. volta-se ao primeiro modelo, que ficou conhecido como modelo Rentistas. Os fundos compram um clube, metem lá os seus jogadores e depois emprestam-nos onde querem... O Rentistas do Urugai era um clube assim, tal como o Desportivo do Brasil, o Kaunas da Lituânia, entre outros.

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à volta de metade. Tirando o Ismaily que saiu em fim de contrato o Olhanense recebeu sempre entre os 400 e 600 mil euros.

 

É pouco...

O Agra não foi por a volta de 300 mil para o Bétis? Pelo menos foi o que se falou na altura...

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claro. volta-se ao primeiro modelo, que ficou conhecido como modelo Rentistas. Os fundos compram um clube, metem lá os seus jogadores e depois emprestam-nos onde querem... O Rentistas do Urugai era um clube assim, tal como o Desportivo do Brasil, o Kaunas da Lituânia, entre outros.

já se esqueceram do Corinthians Alagoano?

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Fundos compram clubes da 2ª ou 3ª divisão.

Fácil.. Deste modo contornam a lei.

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É pouco...

O Agra não foi por a volta de 300 mil para o Bétis? Pelo menos foi o que se falou na altura...

isso foi o que o Olhanense recebeu pelos 50 ou 60% do passe. Eles venderam o Agra em Janeiro e ele ficou até ao fim da época com o Bétis a pagar o ordenado

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Fundos compram clubes da 2ª ou 3ª divisão.

Fácil.. Deste modo contornam a lei.

 

Mas onde é que contornam a Lei? Desde quando é que ser proprietário do Atlético ou do Pinhalnovense é equivalente a ser proprietário de parte dos direitos desportivos de jogadores do Benfica ou do Real Madrid? O negócio dos Fundos é ser parte de negócios milionários. Mesmo comprando clubes para lá colocar jogadores só faz sentido o investimento se continuarem proprietários dos direitos desses jogadores quando eles se começam a mostrar nos grandes clubes e grandes palcos.

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isso foi o que o Olhanense recebeu pelos 50 ou 60% do passe. Eles venderam o Agra em Janeiro e ele ficou até ao fim da época com o Bétis a pagar o ordenado

 

Por 300 mil euros perdes um jovem promissor que entretanto o Bétis emprestou ao Braga com uma cláusula de opção de 4M, salvo erro.

 

Os clubes se apostarem na formação, na prospecção e em gerir os planteis em condições e não precisam dos fundos para nada.

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Por 300 mil euros perdes um jovem promissor que entretanto o Bétis emprestou ao Braga com uma cláusula de opção de 4M, salvo erro.

 

Os clubes se apostarem na formação, na prospecção e em gerir os planteis em condições e não precisam dos fundos para nada.

 

ele nunca ia para o Olhanense se não tivesse ficado com parte do passe.

Dei-te 2 exemplos de prospecção interna (ou 4 se juntar o Jardel e o Ismaily) e 2 de prospecção externa onde a contratação só foi possível devido à divisão do passe por fundos/empresários/jogadores/outros clubes.

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ele nunca ia para o Olhanense se não tivesse ficado com parte do passe.

Dei-te 2 exemplos de prospecção interna (ou 4 se juntar o Jardel e o Ismaily) e 2 de prospecção externa onde a contratação só foi possível devido à divisão do passe por fundos/empresários/jogadores/outros clubes.

 

O Salvador Agra estava sem clube quando assinou pela Olhanense, aliás teve á experiencia...se um clube precisa de fundos para ter um jogador que rescindiu com um Varzim acabado de descer a 2ªB...

Os Brasileiros que falaste pertencem ao tradicional modelo das colocações no clube, como fez a Traffic (até acho que o Jardel era destes) e a Inverfute, com esses correu bem mas certamente alguns só vieram para o clube encher chouriços.

No Beira-Mar e mesmo no Boavista a coisa até correu mal por exemplo.

 

Antes dos fundos os Brasileiros desconhecidos apareciam na mesma nos Boavistas, Vitorias, e Olhanenses da vida, a diferença é que antigamente saiam para uma grande e a pasta era maioritariamente para o clube e algum para comissões, agora com os fundos é maioritariamente para os fundos e os clubes ficam com os restos.

Editado por Axadrezado

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FIFA Investor Ban Hurts Small Teams, Soccer’s Doyen Says

Doyen Sports, one of the biggest investors in soccer’s $2 billion player-trading market, said FIFA’s plan to prohibit speculators from buying stakes in transfer rights will hurt small market teams.

 

Malta-registered Doyen is the most visible transfer market investor, profiting from deals across Europe and South America. The closely held company’s website shows links to some of sport’s biggest names including ex-Manchester United player David Beckham, Barcelona’s Neymar and Olympian Usain Bolt. Last week FIFA said it would take three to four years for its ban on third-party ownership, or TPO, to come into force.

 

Doyen’s chief executive officer Nelio Lucas said his company, which declines to reveal the identity of its investors, was prepared for regulation in an industry where companies have stakes in as many as 1,100 players valued at 1.1 billion euros ($1.4 billion) according to KPMG LLP’s Spanish unit.

 

“We are not worried at all as our ‘modus-operandi’ is not TPO,” Lucas said in an e-mail. “We were prepared for it and that’s why our model is so different from others.”

 

Doyen uses third-party investment, not ownership, Lucas said. Still, its methods are in many cases similar to other firms in the industry. Doyen typically helps finance the purchase of a player, in some cases the entire cost, and in return gets a percentage of the future transfer fee as well as its original investment back. Doyen doesn’t control the player or influence trades, Lucas said.

 

Sixfold Profit

Doyen also lends money to teams in exchange for a cut of the money made through trading a player or a group of players. This year Doyen got more than six times the 2.5 million euros it paid Porto in 2011 for a 33 percent stake in Eliaquim Mangala when the defender joined Manchester City.

 

FIFA’s intervention comes after pressure from European soccer’s governing body UEFA, which said it would prohibit the arrangement should the global body not act. Opponents of TPO say the practice is opaque and carries the risk of outside forces influencing decisions over player trades.

 

Doyen is in a dispute with Sporting Lisbon after the Portuguese team said the company breached its contract by trying to force through the sale of Argentine defender Marcos Rojo to Manchester United. (MANU) The player eventually joined the English Premier League team for 20 million euros, and Sporting retained 75 percent of the fee Doyen says it was owed.

 

Creative Lawyers

 

“We don’t take any influence on the decisions of both club and player who both remain independent and totally free to decide their future,” Lucas said.

 

Eduardo Carlezzo, a Sao Paulo-based lawyer who’s worked on several player investment deals, said funds like Doyen will “be creative” regarding the new rules.

 

“Sometimes we can use different words to reach the same ending,” he said by phone.

 

Lucas cautioned FIFA on how it draws up its rules, saying tough regulations on future financing could prevent smaller clubs from challenging the richest. Doyen has close links with Atletico Madrid, the Spanish champion that last season broke a string of nine straight titles shared between Barcelona and Real Madrid.

 

“Do we want a world where only Barcelona, Real Madrid, Bayern or other ‘giants’ win trophies due to the distorted marketplace or do we want smaller clubs like Atletico Madrid, Seville, Porto, Benfica, PSV or other similar to challenge them and provide competition?” he said.

 

“This is only possible through our type of investment as its proven. However we do agree that this has to be regulated and no organization can ever own a player or dictate to a club when to sell.”

 

Growing Market

 

Buying transfer rights can be very lucrative. In Brazil, a $50 million fund run by Sao Paulo-based Traffic Sports gained 62 percent on the first 21 footballers sold, according to a 2012 presentation. In May Lucas said Doyen planned to invest 200 million euros in the market after profiting from an earlier 100 million-euro investment.

 

Doyen Sports is a subsidiary of Doyen Group, a company that invests in markets including commodities and real estate, according to a presentation in Sao Paulo by Lucas in May. It has assets in countries including Turkey and Libya. Doyen is also the owner of Rixos Hotels, which sponsors Chelsea, the Premier League club owned by billionaire Roman Abramovich.

 

@Bloomberg

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Antigamente não havia fundos e não foi por isso que deixaram de vir grandes jogadores para cá...

Vamos continuar a ter grandes jogadores, até porque deve motivar uma maior aposta na prata da casa. Mas a liga vai perder qualidade em relação à situação actual.

 

Atenção, eu não digo que isto seja uma coisa má. Até porque esta história dos fundos nunca me pareceu muito sustentável. Eventualmente ia dar para o torto. Só estou a dizer que a liga vai perder qualidade e provavelmente vamos perder as 3 vagas que temos na LC.

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não fossem os fundos e empresários e o Olhanense não tinha conseguido ir buscar o Fabiano ou o Lucas Souza.

 

edit: e já não falo de jogadores que foram buscar às divisões secundárias Portuguesas como o Salvador Agra ou o Cauê. Ah, e também o Jardel e aquele DE que depois foi para o Braga e Ucrânia.

 

Foi preciso ajuda dos fundos para vir buscar o Cauê? Não tinham dinheiro para a gasolina e as portagens? Como ele "fugiu" por salários em atraso...

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Foi preciso ajuda dos fundos para vir buscar o Cauê? Não tinham dinheiro para a gasolina e as portagens? Como ele "fugiu" por salários em atraso...

 

Por algum motivo o olhanense, tal como aconteceu com o Agra, não tinha a totalidade do passe. Se não tivessem repartido o passe com outros entidades não conseguiam assinar com os jogadores. Estiveram muitos à experiência e o Olhanense depois não os conseguiu contratar.

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Vamos continuar a ter grandes jogadores, até porque deve motivar uma maior aposta na prata da casa. Mas a liga vai perder qualidade em relação à situação actual.

 

Atenção, eu não digo que isto seja uma coisa má. Até porque esta história dos fundos nunca me pareceu muito sustentável. Eventualmente ia dar para o torto. Só estou a dizer que a liga vai perder qualidade e provavelmente vamos perder as 3 vagas que temos na LC.

 

Vai? Olha eu acho que não, basta ver as contratações do Sporting este ano ou de 90% dos clubes em Portugal, nós produzimos melhor.

 

Eu continuo é a insistir, é necessário criar um projecto de formação a longo prazo a nível nacional!

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O que (realmente) vai acontecer com os fundos de investimento e a cruzada de Bruno de Carvalho

 

«FIFA proíbe fundos de investimento.» Fomos bombardeados com esta frase nas últimas semanas. Rapidamente surgiram vozes que davam conta do fim da competitividade dos clubes nacionais. Os melhores clubes portugueses passariam a estar, diziam, ao nível dos melhores na Bélgica, Holanda e noutros países europeus de PIB superior ao de Portugal. Resumidamente, o nível de competitividade do futebol estaria adaptado à realidade económica e financeira do país em que está inserido. Uma valente treta.

 

Para começar, um pormenor que muda tudo: a FIFA não vai proibir os fundos de investimento. Vai proibir a partilha de passes com fundos de investimento, com terceiros, o tal third-party ownership (TPO) que não se pratica em Inglaterra. Como muitos não sabem sequer a diferença, é normal que se leiam barbaridades como «FIFA proíbe fundos de investimento».

 

FC Porto, Benfica e Sporting praticam, já há alguns anos, aquela que vai ser a realidade alternativa ao fim da partilha de passes. Exemplificando: quantas vezes já ouviram que nos clubes ingleses «é proibido partilhar os passes com terceiros»? É verdade. Mas não deixam de manter negócios com fundos de investimento para contratar jogadores.

 

Estamos todos habituados à modalidade tradicional: o clube oferece uma parte do passe de um activo (jogador) a um fundo, a troco de determinado valor, e no momento da transferência desse activo entrega ao fundo a percentagem da receita a que tinha direito - sendo que os fundos nunca têm prejuízo, pois caso haja uma desvalorização os clubes têm que proceder à indemnização. Logo, a partilha de risco é um conceito utópico.

 

Os fundos de investimento vão continuar a existir. A FIFA não pode proibir este tipo de actividades. O que vai deixar de existir é a partilha de passes. E então entra em cena a alternativa: o financiamento. Um exemplo com um caso recente no FC Porto, nomeadamente a contratação de Walter.

 

«Na sequência da aquisição dos direitos desportivos e económicos do jogador Walter, realizada em Julho de 2011, a Sociedade celebrou um contrato com a For Gool Co. Ltd., no âmbito do qual esta entidade adianta o pagamento de parte do valor em dívida para com o clube vendedor, no montante de 2.000.000 Euros, a ser reembolsado pela Sociedade em Julho de 2012. Como remuneração deste acordo, aquela entidade auferirá 10% de uma eventual mais-valia numa futura transacção do jogador»

 

Na prática, o que acontece é que os fundos vão passar a operar como se fossem uma instituição bancária: avançam com o financiamento da contratação e depois são reembolsados, ou com taxa de juro previamente definida, ou a troco de uma percentagem de uma futura transferência. Na prática, os fundos de investimento nunca ficam com direitos económicos dos jogadores; depois, no momento da venda, recebem uma percentagem, além do reembolso do empréstimo. É algo que já se faz por toda a Europa, inclusive na sempre elogiada Inglaterra, e que tanto Benfica como Sporting já praticaram - curiosamente, em ambos os casos com a Doyen Sports. A única coisa que os fundos têm que fazer é declarar anualmente, às Federações de cada país, que não têm direitos económicos dos jogadores. De facto não têm: têm sim direito a uma percentagem de venda futura.

 

E damos o exemplo da Doyen Sports por causa da sua reacção ao fim da partilha de passes: «Não estamos nada preocupados, já que o nosso modus-operandi não é o TPO (third party ownership). Estamos preparados para isso e por isso é que nosso modelo é tão diferente dos outros». Ora aqui está. A FIFA quer proibir o TPO, mas não pode proibir os fundos. Por isso, a Doyen e outros fundos vão passar a ser financiadores de transferências e não detentores de partes de passes.

 

As vantagens? Possivelmente nenhuma. A FIFA não vai proibir o TPO com vista a maior transparência. Pelo contrário. Há muito que defendia a regulação e transparência dos fundos de investimento, mas o que vai acontecer é precisamente o contrário: menor transparência em todos os negócios.

 

Com o TPO, a FIFA tinha um sistema de monotorização que registava qualquer alienação de passes significativa nos clubes cotados em bolsa. Isso vai deixar de existir. Os clubes vão manter os negócios com os parceiros financeiros, mas as suas contrapartidas nem sempre vão ser esclarecidas. Um exemplo.

 

«A 9 de Março de 2012, a Sociedade celebrou com a For Gool Co. Ltd. um contrato de financiamento no montante total de 4.500.000 Euros. O valor financiado foi entregue em duas tranches (2.500.000 Euros em Março de 2012 e 2.000.000 Euros em Abril de 2012) e será reembolsado de uma só vez em 30 de Setembro de 2012. Este empréstimo vence juros variáveis em função da efectivação, ou não, de alienações dos direitos económicos de determinados jogadores no mercado de transferências até 31 de Agosto de 2012 e dos montantes envolvidos nessas transacções.»

 

Um empréstimo que «vence juros variáveis em função da efectivação, ou não, de alienações dos direitos económicos de determinados jogadores no mercado de transferências e dos montantes envolvidos nessas transacções» é demasiado ambíguo. O comum adepto não terá acesso detalhado a este tipo de informação. A FIFA ainda poderá intervir nestes mecanismos, mas até ao momento não há informação nesse sentido. Sabe-se apenas que o TPO vai acabar. A Doyen Sports, por exemplo, chegou a pagar salários do Sporting («dificuldades de tesouraria» é mais soft), conforme disseram em comunicado. Que valores? Que contrapartidas? Boas perguntas.

 

Em relação ao TPO, vai haver um período de transição, à partida de três anos. Todas as alienações já registadas até ao início da época 2014-15 não sofrerão quaisquer alterações, mas a partir daqui haverá um limite. Resta saber se esse limite será aplicado em relação ao valor das alienações, ou ao número de alienações, ou a ambas. Certo é que a partilha de passes vai acabar, mas a relação entre clubes e fundos não. Porque razão iria a FIFA acabar com um negócio paralelo que move 1.107 mil milhões de euros (número da KPMG)?

 

A novidade sobre este novo mecanismo de financiamento é que os fundos vão ser bem mais selectivos nas escolhas dos clubes. Clubes em falência técnica, sob reestruturação, fora das competições europeias ou que não valorizem jogadores no mercado vão deixar de ser apetecíveis. Daí que o presidente do rival Sporting, Bruno de Carvalho, esteja tão empenhado em tentar acabar com quaisquer ligações entre clubes e fundos.

 

Bruno de Carvalho está a tentar salvar o clube da sua própria, chamemos-lhe, «auto-destruição». Enquanto Benfica e FC Porto tiverem acesso ao financiamento com terceiros, o Sporting não conseguirá igualá-los em termos de competitividade. O facto de terem um bom punhado de jogadores da formação está a disfarçar esse grande abismo que há entre um clube e os dois rivais. Mas a longo prazo vão perceber que, em Portugal, são raros os casos em que quem ganha é quem gasta menos. O Sporting está a tentar ser essa raridade. Resultado: em 9 jogos com Marco Silva, ganhou 3, e está já a 6 pontos do primeiro lugar.

 

Bruno de Carvalho é esperto, não digo o contrário. Enquanto ele fala, fala, fala e fala, os jornais têm que lhe dedicar tempo de antena, os comentadores têm muito que discutir e os adeptos também. Enquanto se fala sobre Bruno de Carvalho, esquece-se um pouco a pressão sobre o plantel e sobre o treinador. É uma estratégia que não é uma novidade, e que é bem aplicada - mas que só oculta os problemas, não os resolve.

 

A insistência de Bruno de Carvalho em tentar acabar com a ligação fundos-clubes é precisamente por já ter percebido que, enquanto Benfica e FC Porto tiverem apoios, não vão chegar-se à frente na luta pelo título. Ao rasgar unilateralmente o acordo com a Doyen Sports, Bruno de Carvalho fez com que mais nenhum fundo, em parte alguma do planeta, queira investir ou negociar com o Sporting. Então que faz ele? Tenta retirar a Benfica e FC Porto o que ele próprio já tirou ao Sporting.

 

Além disso: lembram-se dos 29 milhões de euros que o Benfica teve que pagar em Setembro para poder fechar o fundo do clube? O Sporting terá que fazer uma operação idêntica quando fechar o Sporting Portugal Fund. Não de valores tão superiores, mas as receitas operacionais e a capacidade orçamental do Sporting, sob reestruturação, são muito inferiores às do Benfica. Se a competitividade não cresce, há que tentar retirá-la aos rivais, pois haverá um grande problema para resolver em Alvalade.

 

Portanto, podemos contar com muito Bruno de Carvalho nos próximos meses, mais fora do que dentro do relvado. Para sua infelicidade, o FC Porto continuará a ser um clube extremamente apetecível para investidores. Mas como é claro, a SAD deve adaptar-se às restrições da FIFA nos próximos três anos e combater o facto do fim da TPO retirar transparência às alienações de passes. Resumindo, o nosso faro terá que ser mais apurado do que nunca na procura de Mangalas e Brahimis e em saber separá-los dos Defours e dos Walters (com o devido respeito aos 2 atletas).

 

http://otribunaldodragao.blogspot.pt/2014/10/o-que-realmente-vai-acontecer-com-os.html

 

Não sei se totalmente certo mas fica aqui a opinião.

Editado por UnReal

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Citação do jornal "Record" online

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Platini pede ajuda à UE para erradicar "práticas imorais"
COMO OS FUNDOS DE INVESTIMENTO

O presidente da UEFA, Michel Platini, pediu esta terça-feira ajuda à União Europeia para erradicar do futebol as "práticas imorais", como os fundos de investimento proprietários dos direitos económicos dos jogadores. Platini destacou as reformas "outrora impensáveis" que foram realizadas pela UEFA para garantir a sobrevivência do futebol, mas alertou para obstáculos que é necessário ultrapassar, durante uma reunião informal dos ministros do Desporto, em Roma.

"A integridade deste desporto está a ser menorizada, até mesmo violada", advertiu o presidente da UEFA, reclamando contra os "métodos insidiosos", como os fundos de investimento, contra os quais é preciso tomar "ações concretas e enérgicas".

"Esta terrível prática, que antes se encontrava apenas na América do Sul, está a difundir-se por toda a Europa. Representam um flagrante desprezo pela dignidade humana e a integridade das nossas competições", denunciou.

A FIFA já anunciou que vai proibir que os "passes" dos futebolistas sejam partilhados com fundos de investimento, como acontece em Portugal com alguns clubes, uma decisão que não será aplicada de imediato, a fim de proporcionar um período de três a quatro anos de adaptação aos clubes e afetados.

Platini elogiou os resultados da imposição das regras de fair-play financeiro, que prevê sanções para os clubes incumpridores e das quais resultou uma "espiral virtuosa", que se traduziu na diminuição das perdas de 1,7 mil milhões de euros em 2011 para 800 milhões em 2013.

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Quem lê as palavras do Polaini até é enganado a pensar que ele está a pensar no bem do futebol além dos clubes mais ricos...

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Quem lê as palavras do Polaini até é enganado a pensar que ele está a pensar no bem do futebol além dos clubes mais ricos...

 

Por acaso, as transferências ultimamente têm inflacionado imenso graças, na minha opinião, aos fundos. Há mais dinheiro nos mercados, e os jogadores saem mais caros aos clubes pequenos, que por sua vez os tentam vender por valores ainda maiores. Os clubes grandes saem especialmente prejudicados porque não recorrem a fundos de investimento (financiamentos bancários sobretudo) e têm de fazer um esforço maior para comprar bons jogadores.

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Quase que ficava com pena. :grin:

 

Sabes que é mais fácil a um tubarão conseguir aqueles 10/15 milhões extra do que ao resto dos clubes 3 ou 5. Basta vender as camisolas uns euros mais caros, ou fazer uma digressão, ou despachar um jogador caro a um preço apetecível. Para quem tem dinheiro a ginástica financeira é uma brincadeira de crianças.

 

Isto só me leva a reiterar o que disse, que o Platini está preocupado é com o aumento no investimento dos clubes grandes e ao subsequente aumento da competitividade dos clubes de 2ª linha europeia.

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Quase que ficava com pena. :grin:

 

Sabes que é mais fácil a um tubarão conseguir aqueles 10/15 milhões extra do que ao resto dos clubes 3 ou 5. Basta vender as camisolas uns euros mais caros, ou fazer uma digressão, ou despachar um jogador caro a um preço apetecível. Para quem tem dinheiro a ginástica financeira é uma brincadeira de crianças.

 

Isto só me leva a reiterar o que disse, que o Platini está preocupado é com o aumento no investimento dos clubes grandes e ao subsequente aumento da competitividade dos clubes de 2ª linha europeia.

 

Claro, eu não os estava a defender, estava a argumentar a favor da tua ideia :biggrin:

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Citação do jornal "A Bola" online

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Fundos de investimento proibidos a partir de maio de 2015

O Comité Executivo da FIFA decidiu esta sexta-feira acabar com o direito de propriedade dos passes de futebolistas por parte de fundos de investimento, uma interdição que entrará em vigor a partir de 1 de maio de 2015.

A ideia da organização que tutela o futebol mundial passa por dar aos clubes um período de transição para acabar com os direitos de propriedade dos fundos. Deste modo, segundo a FIFA, «os acordos já existentes devem ser mantidos até à sua expiração contratual», enquanto «os novos acordos assinados entre 1 de janeiro e 30 de abril de 2015» não poderão durar mais do que um ano.

Benfica, FC Porto e Sporting são apenas de alguns exemplos de clubes portugueses com vários jogadores cujos passes estão parcialmente alienados a vários fundos, já que a prática é comum em Portugal, mas também em Espanha e em vários países da América do Sul.

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