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[Video] Luís Pedro Nunes sobre a praxe

Publicações recomendadas

inimigo público

 

este assunto já enjoa uma beca sinceramente.

como recentemente ganharam um apoiozinho com a tragédia do meco, parece que os anti-praxe saíram todos da toca. e é, na grande maioria, pessoal ressabiado e sem grande vida social, pelo que noto.

 

anyway

não meti os pés na praxe, não tive que me declarar anti-praxe, não fui desprezado pelos 'veteranos'. não sei se é hábito aqui de setúbal ou se é do país todo, mas não existiu essa pressão para nos 'alistarmos'. também parece que praxe a sério é só em coimbra, pelo que ouvi dizer..

acredito que possa haver praxes integrantes assim como há as humilhantes mas acho que ninguém é obrigado a ser praxado. eu, pelo menos, não fui. e o meus colegas caloiros que foram não me parecem traumatizados.

 

relativamente ao vídeo: a parte do formar imbecis era dispensável. provavelmente também foi universitário e ele próprio dá ares de imbecil, mas não se deve generalizar assim.

para as alminhas de leiria não há comentários sequer.

Em Setúbal é tranquilo. Já eu fui praxado e também fiz uma praxe a gozar com a TVI e com os meios de comunicação social que também chocou algumas pessoas que lá estavam.

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É simples, eu para entrar no meu curso preciso de notas mínimas de 14 em três exames. Façam isso com os exames mais específicos para cada curso e fecha-se a rede de filtragem de quem realmente consegue alguma coisa no ES. Acho ridículo entrar gente em enfermagem com média inferior a 10v, por exemplo.

 

Quanto ao assunto da praxe, é mais do mesmo. A sátira está desde sempre ligada ao espírito académico, o sátira é o grande alimento do cortejo da QF de Coimbra, por exemplo, e pela sátira foi no cortejo '14 um camião que era um bote, com referências ao Meco. Ri-me com aquilo como me rio da maioria das sátiras, mesmo com humor negro à mistura que por aí andam. Aliás, aqui no cortejo da latada nós no 6º ano costumamos ir novamente mascarados de caloiros e uma das hipóteses em cima da mesa para o nosso grupo é ir mascarados de mergulhadores, até porque por curiosidade foi assim que fomos no ano de caloiro. Só ainda não decidimos isso a 100% exactamente pelas referências que possam ser subentendidas com o Meco, mas por mim era mesmo esse o fato...

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É simples, eu para entrar no meu curso preciso de notas mínimas de 14 em três exames. Façam isso com os exames mais específicos para cada curso e fecha-se a rede de filtragem de quem realmente consegue alguma coisa no ES. Acho ridículo entrar gente em enfermagem com média inferior a 10v, por exemplo.

 

Quanto ao assunto da praxe, é mais do mesmo. A sátira está desde sempre ligada ao espírito académico, o sátira é o grande alimento do cortejo da QF de Coimbra, por exemplo, e pela sátira foi no cortejo '14 um camião que era um bote, com referências ao Meco. Ri-me com aquilo como me rio da maioria das sátiras, mesmo com humor negro à mistura que por aí andam. Aliás, aqui no cortejo da latada nós no 6º ano costumamos ir novamente mascarados de caloiros e uma das hipóteses em cima da mesa para o nosso grupo é ir mascarados de mergulhadores, até porque por curiosidade foi assim que fomos no ano de caloiro. Só ainda não decidimos isso a 100% exactamente pelas referências que possam ser subentendidas com o Meco, mas por mim era mesmo esse o fato...

Red Prince acho que há um tempo pré-determinado no qual não se podem fazer referências ao Meco. Então se for em praxe pior ainda, sai logo o pessoal da toca. Primeiro era humilhação, agora já não é humilhação, são imbecis por fazerem piadas com coisas que nós aqui no fórum fazemos piada também.

Pena que não sejam imbecis os 6 badamecos(eish mm de propósito) que se meteram no mar naquele dia. Esses sim, eram senhores doutores, cheios de inteligência :lol:

 

O Klaus, no meio de coisas erradas(na minha fac se cagas para os estudos a matrícula prescreve passado 2 anos, tens um número mínimo de cadeiras para fazer), disse algumas certas e acho que ainda lhe faltou as referências ao pessoal que entra em privadas, que só entram nesses cursos porque os paizinhos pagam, senão andavam a chuchar no dedo que nem no ensino superior entravam.

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Red Prince acho que há um tempo pré-determinado no qual não se podem fazer referências ao Meco. Então se for em praxe pior ainda, sai logo o pessoal da toca. Primeiro era humilhação, agora já não é humilhação, são imbecis por fazerem piadas com coisas que nós aqui no fórum fazemos piada também.

Pena que não sejam imbecis os 6 badamecos(eish mm de propósito) que se meteram no mar naquele dia. Esses sim, eram senhores doutores, cheios de inteligência :lol:

 

O Klaus, no meio de coisas erradas(na minha fac se cagas para os estudos a matrícula prescreve passado 2 anos, tens um número mínimo de cadeiras para fazer), disse algumas certas e acho que ainda lhe faltou as referências ao pessoal que entra em privadas, que só entram nesses cursos porque os paizinhos pagam, senão andavam a chuchar no dedo que nem no ensino superior entravam.

Eu acredito que em algumas faculdades seja assim, e espero que as outras comecem a adotar o mesmo caminho. Simplesmente também as há em que deixam andar até mais não e é com essas que eu não concordo.

 

Quanto ás privadas não me pronuncio sequer, não considero que valha a pena.

 

edit~ E é como o Red Prince disse, alguém entrar no Ensino Superior com média inferior a 10 é vergonhoso. Seja em que curso for.

Editado por Klaus.

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O Klaus, no meio de coisas erradas(na minha fac se cagas para os estudos a matrícula prescreve passado 2 anos, tens um número mínimo de cadeiras para fazer), disse algumas certas e acho que ainda lhe faltou as referências ao pessoal que entra em privadas, que só entram nesses cursos porque os paizinhos pagam, senão andavam a chuchar no dedo que nem no ensino superior entravam.

 

Concordo. Contudo também não concordei com o Klaus quando disse que o pessoal fica 10 anos sem fazer o curso apenas para ficar na praxe, isso é uma generalização que nem faz sentido dado o curto espaço de tempo da praxe (estarem parados o ano todo para terem 30 dias de praxe durante o ano, quanto muito?), é o mesmo que dizer que o pessoal fica 10 anos no curso para ir exclusivamente à tuna ou que fica 10 anos no curso porque gosta de participar em todas as festas académicas. Quem fica 10 anos no curso sem o concluir é porque não tem jeito/motivação para fazer o curso, tem falta de juízo e acima de tudo dinheiro para gastar. Tudo o que é praxe/tuna/festas académicas acaba por ser um hobby para um sujeito com 30 anos que não trabalha a tempo inteiro pois "está a estudar" e não tem mais para fazer, nunca um motivo para não concluir o curso.

Editado por Grizzly Bear

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Acho que qualquer pessoa com objectivos na vida, quando vai para a faculdade espera algum tipo de exigência e dificuldades. Se eu não me visse à rasca para fazer algumas cadeiras mesmo estudando aquela m*rda até cair e em vez disso passasse a tudo numa boa sem estudar um cu, já tinha pensado em mudar de faculdade (ou de curso)...

Editado por Badjoras

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Concordo. Contudo também não concordei com o Klaus quando disse que o pessoal fica 10 anos sem fazer o curso apenas para ficar na praxe, isso é uma generalização que nem faz sentido dado o curto espaço de tempo da praxe (estarem parados o ano todo para terem 30 dias de praxe durante o ano, quanto muito?), é o mesmo que dizer que o pessoal fica 10 anos no curso para ir exclusivamente à tuna ou que fica 10 anos no curso porque gosta de participar em todas as festas académicas. Quem fica 10 anos no curso sem o concluir é porque não tem jeito/motivação para fazer o curso, tem falta de juízo e acima de tudo dinheiro para gastar. Tudo o que é praxe/tuna/festas académicas acaba por ser um hobby para um sujeito com 30 anos que não trabalha a tempo inteiro pois "está a estudar" e não tem mais para fazer, nunca um motivo para não concluir o curso.

Só vou pegar no bold e dizer-te: não conheces muitos dux's veneráveis anciaes (?), veteranos etc.

 

Eu entendo isso devido a algumas, no caso as vossas faculdades terem uma praxe limitada, em termos de tempo. Existem faculdades que têm praxe o ano todo, mais ou menos intensiva mediante a altura do ano mas continua a haver praxe. E ai sim, existe pessoal que vive para a praxe.

E já que pegaste nas tunas, também conheço pessoal que anda na universidade há mais de 10 anos que continua na tuna e não faz nenhuma cadeira. Se é para pertencer á tuna ou não, não faço ideia.

 

E mais uma vez, exagerei ao generalizar, refiro-me apenas á realidade que conheço.

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Não generalizem realidades que não conhecem. Conheço muita gente com mais matrículas, gente que entrou em pré-Bolonha. Gente que tem todas as capacidades mas que é trabalhador-estudante, por vezes com trabalhos difíceis de conciliar, gente que entrou em maiores de 23 e passou alguns anos a ganhar dinheiro para entrar longe dos livros, gente que tem capacidades mas por diversos motivos acaba por deixar algumas cadeiras para trás.

 

E da realidade que conheço tenho a certeza que esses são a maioria, conheci no máximo 3 ou 4 frustrados que vão lá renovar a matrícula só para praxar porque sim.

 

E então à crítica aos bêbados, aos das tunas, e não sei quê... quase toda a malta que conheço das tunas dos Açores e das de Medicina aqui que são mais velhos estão em mestrados, doutoramentos (lá), já sairam da Universidade e continuam a encarar aquilo como família ou grupo de amigos ou, aqui, são médicos (aposto que os piores de qualquer hospital) e que em determinadas ocasiões não dispensam ir lá dar a sua presença, de acordo com as responsabilidades que têm. E nunca fiz parte de nenhuma tuna. Quanto à parte dos bêbados, nos Açores tinha um grupo jeitoso a secar adegas e barris e, surpresa, estão todos na mesma situação: curso feito, mestrados, doutoramentos, ou a trabalhar. E quando nos reunimos continuamos a beber uns copos valentes...

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não sei o numero ao certo, mas tal como tu dizes que aquilo que se paga de propina não chega, no entanto é o que as faculdades exigem, a partir do momento em que pagas esse valor tens tanto direito de lá andar como os outros.

 

visto que não percebes, eu vou te explicar devagarinho...

 

quem subsidia as universidades em + de 90% é o estado, ou seja, são as pessoas que trabalham e/ou que rendimentos/propriedades que geram esses imposto.

se tu andas a roçar o cu pela cadeira e a gastar de forma desnecessário os recursos do estado, mesmo que tenhas o direito de o fazer, não passas de um parasita; ainda mais e porque como aqui ja foi escrito, muito possivelmente num futuro próximo vais acabar por não ter emprego e mais uma vez viver à custa de subsídios e subvenções do estado.

 

tem direito? eu também tenho direito de ir para a porta da tua casa e cada vez que a tua mãe sair à rua lhe chamar nomes até me cansar a voz, no entanto isso seria desrespeitoso e injusto

 

percebeste agora?

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Só vou pegar no bold e dizer-te: não conheces muitos dux's veneráveis anciaes (?), veteranos etc.

Veteranos onde ando é denominação dada a pessoal com mais de 5 matrículas (inclusivé), muitos estão a acabar licenciatura, outros mestrado, outros estão pelo meio. E esses dux's veneráveis do que sei do IST têm de certa forma o direito a assistir à praxe, não precisam de ficar retidos num curso para irem lá participar. Mas sim, tens razão quando dizes que a praxe é de certa forma limitada, falei mais da realidade que conheço, como é óbvio existem sempre casos de pessoal que vive para isto, simplesmente não me parece ser regra geral, mas não posso garantir isso.

 

E então à crítica aos bêbados, aos das tunas, e não sei quê... quase toda a malta que conheço das tunas dos Açores e das de Medicina aqui que são mais velhos estão em mestrados, doutoramentos (lá), já sairam da Universidade e continuam a encarar aquilo como família ou grupo de amigos ou, aqui, são médicos (aposto que os piores de qualquer hospital) e que em determinadas ocasiões não dispensam ir lá dar a sua presença, de acordo com as responsabilidades que têm. E nunca fiz parte de nenhuma tuna. Quanto à parte dos bêbados, nos Açores tinha um grupo jeitoso a secar adegas e barris e, surpresa, estão todos na mesma situação: curso feito, mestrados, doutoramentos, ou a trabalhar. E quando nos reunimos continuamos a beber uns copos valentes...

O que disse não é crítica, até bate certo com isto, o pessoal que faz parte da tuna e fica lá ano após ano é porque faz parte de uma família que se mantém unida, independemente de uns estarem a começar e outros terem acabado os respectivos cursos, o que quis dizer é que não conheço pessoal que fique de propósito a atrasar o curso para fazer parte de uma coisa dessas, como tu também disseste por outras palavras.Não que isto invalide a existência de pessoal do género, simplesmente não conheço muitos casos, talvez dadas as universidades onde conheço pessoal com quem falo.

Editado por Grizzly Bear

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Por outro lado conheço alguns tipos, como disse, que são os mais chatos e merdosos que vão lá renovar todos os anos a matrícula, só pagam a 1ª propina e não metem os pés numa aula que seja só para a quinzena de recepção ao caloiro.

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No fim do dia quem vai pagar a estes chulos e estes m*rdas sou eu e todos os que vergam a mola.

Há mais um pormenor- quiça o mais sério- errado nesse sujeito que descreveste. Como é que ele consegue chegar ao 12º ano sem levar os estudos a sério?? Este é que é o nosso real problema. Desengane-se quem pensa que são os idiotas que andam nas universidades- e nos partidos políticos, nos altos cargos das empresas e em tudo quanto é sítio importante e preponderante- o maior mal do sistema educativo. São idiotas que andam no secundário! E os projetos de idiota da escola preparatória. E os idiotas dos pais que foram ensinados a ser idotas chapados pelos idiotas que têm mandado na Educação em Portugal.

 

Felizmente, há ainda muita gente que nasce com um par de neurónios e lá consegue escapar à espiral de idiotice pegada que é este país. Eu já disse em tempos que as praxes e a restante vida académica são uma ótima preparação para o que espera aos idiotas desta nação.

Porque este Portugal está viciado para os idiotas. Porque são os idiotas que, apesar de não mandarem- por isso é que são idiotas-, comandam os destinos de todos nós. E porque há cada vez mais idiotas a trabalhar para os idiotas. E isso já incomoda os idiotas que mandam e que já evoluiram para imbecis e já se acham superiores aos idiotas que exploram e dos quais dependem.

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Ao ler algumas das opiniões que estão neste tópico fiquei com a sensação de que, afinal, o outro que fazia flexões como homenagem às vítimas do Meco não é assim tão idiota. Muito pelo contrário, por comparação até me parece agora algo bastante normal e adequado.

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Por outro lado conheço alguns tipos, como disse, que são os mais chatos e merdosos que vão lá renovar todos os anos a matrícula, só pagam a 1ª propina e não metem os pés numa aula que seja só para a quinzena de recepção ao caloiro.

Mas isso é problema da universidade se os cursos não prescrevem

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O ano passado entrei na faculdade e fui às praxes (nao todos os dias mas nao interessa para aqui). Não gostei da maneira como me trataram, que é como tratam na generalidade dos casos de praxe, e por isso recusei-me a fazer muita m*rda e declarei-me anti-praxe lá. Este ano mudei de curso e de faculdade e decidi dar uma nova oportunidade À praxe, porque diziam que eu tinha apanhado pessoal que não sabia praxar o ano passado e este ano ia gostar daquilo. Fui lá nos dois primeiros dias, ou melhor, no primeiro dia e na manha do segundo. Não gostei, recusei-me a fazer m*rda ridiculas e declarei-me novamente anti-praxe.

 

Isto tudo para dizer que o caloiro tem opção de escolha e é livre para decidir se se deixa dominar autenticamente por aqueles doutores e cenas do género ou se tem amor próprio e é capaz de não se rebaixar a m*rda destas para ser o " gajo fixe das praxes". A praxe não facilita a integração porque nos mandam estar regularmente de olhos no chão e de boca calada. A praxe serve para aqueles que se chamam doutores e m*rda assim se sentirem superiores e dominantes sobre alguém, porque devem ter odiado quando eram eles os inferiores e os dominados. Tenho tanta pena dos caloiros como dos doutores, porque ambos fazem figuras ridículas e sujeitam-se a m*rda sem interesse nenhum. A culpa das praxes serem como são e terem a fama que têm é tanto de quem praxa como de quem é praxado

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Só vou pegar no bold e dizer-te: não conheces muitos dux's veneráveis anciaes (?), veteranos etc.

 

Eu entendo isso devido a algumas, no caso as vossas faculdades terem uma praxe limitada, em termos de tempo. Existem faculdades que têm praxe o ano todo, mais ou menos intensiva mediante a altura do ano mas continua a haver praxe. E ai sim, existe pessoal que vive para a praxe.

E já que pegaste nas tunas, também conheço pessoal que anda na universidade há mais de 10 anos que continua na tuna e não faz nenhuma cadeira. Se é para pertencer á tuna ou não, não faço ideia.

 

E mais uma vez, exagerei ao generalizar, refiro-me apenas á realidade que conheço.

Só vou dar aqui o meu parecer enquanto praxista e enquanto tuno que sou.

No meu curso em Direito, na FDUP, não é preciso ter não sei quantos matrículas para se manter em praxe ou tuna. A tuna em primeiro lugar, tem como único requisito que, aquando da entrada, se seja aluno do sexo masculino da FDUP. Assim sendo, contém alunos e ex-alunos da FDUP. E esse antro de bêbados que é a tuna, até tem um professor universitário já no ramo do Direito, para além dos inúmeros advogados, grupo no qual me integrarei também brevemente.

Passando isto à frente, talvez seja a praxe afinal o antro de bêbados e imbecis. E curioso, da praxe da minha casa já fizeram parte, vá-se lá imaginar, também dois docentes meus e alguns dos alunos que com melhor média de licenciatura em Direito saíram em Portugal inteiro. Agora poderão dizer que esses não queriam ser veteranos, porém eu esclareço. O actual dux da minha casa concluiu o curso dentro dos 4 anos previstos e encontra-se actualmente matriculado na FDUP enquanto aluno de mestrado. Para além disso, quem faz parte do Conselho de Veteranos (o órgão superior da praxe da minha casa) não necessita de estar matriculado para poder praxar. Ora, isto para que se possa controlar e nunca se incorram em excessos ou imbecilidades como as que foram demonstradas em Leiria.

Falando agora de mim próprio, que sou praxista da FDUP e membro da Tuna Académica da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, entrei na mais prestigiosa faculdade de Direito do país e, sendo membro integrante dos grupos académicos supracitados, estou de momento na minha 3ª matrícula e, vejam lá, não tenho uma cadeira em atraso também.

 

O motivo por trás do meu texto é elementar. Nunca, mas nunca se pode generalizar. E nunca, mas nunca estes estereótipos que minam o raciocínio podem ser extrapolados de modo a parecer que se tenha uma opinião extremista. Apesar desta ser a minha humilde opinião, enquanto pessoa ponderada, calma e conscienciosa. Porque este jogo dos estereótipos e generalizações é muito simples. Tão simples quanto falacioso. Se todos formos generalizar deste modo, incorreremos no erro do Luís Pedro Nunes e perderemos toda a razão do mundo por falarmos em tom altivo, arrogante e sobranceiro. Fazendo-se isto, teremos cometido um erro imbecil. E se é imbecil quem faz piadas (de bom ou mau gosto) num contexto errado, igualmente imbecil será quem usa isso para tentar explorar sensações de nojo e ódio a terceiros. Eis Luís Pedro Nunes. Também ele, imbecil.

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De minha parte, não disse que a praxe/tuna (e já agora, não associei tunos a bebados) impediam de alguma coisa. Simplesmente disse que há gente que se matricula para pertencer a essas duas coisas.

 

Anyway, não percebi o teu discurso a tentar provar algo mas por mim estás á vontade, veja-se lá que eu nem sequer sou contra a praxe :maluco:

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Se tivessem sido os Monthy Piton a fazer aquilo era um humor negro genial.

 

Também pensei nisso, e se a reação seria a mesma.

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Este tópico fez-me lembrar quando o pessoal associativo me pedia para assinar uma m*rda qualquer contra o regime de prescrições e eu aí tinha que me rir e recusar a assinar.

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Para ser Veterano tem que se ter 5 matrículas, estar já no mestrado e em condições de o acabar.

Há é pessoal burro que hurr durr tenho 5 matrículas sou veterano.

 

Este tópico fez-me lembrar quando o pessoal associativo me pedia para assinar uma m*rda qualquer contra o regime de prescrições e eu aí tinha que me rir e recusar a assinar.

Era disso e quando vinham com m*rda das bolsas, gajos que eu sei que andam lá a coçar a tomatada.

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Só vou dar aqui o meu parecer enquanto praxista e enquanto tuno que sou.

No meu curso em Direito, na FDUP, não é preciso ter não sei quantos matrículas para se manter em praxe ou tuna. A tuna em primeiro lugar, tem como único requisito que, aquando da entrada, se seja aluno do sexo masculino da FDUP. Assim sendo, contém alunos e ex-alunos da FDUP. E esse antro de bêbados que é a tuna, até tem um professor universitário já no ramo do Direito, para além dos inúmeros advogados, grupo no qual me integrarei também brevemente.

Passando isto à frente, talvez seja a praxe afinal o antro de bêbados e imbecis. E curioso, da praxe da minha casa já fizeram parte, vá-se lá imaginar, também dois docentes meus e alguns dos alunos que com melhor média de licenciatura em Direito saíram em Portugal inteiro. Agora poderão dizer que esses não queriam ser veteranos, porém eu esclareço. O actual dux da minha casa concluiu o curso dentro dos 4 anos previstos e encontra-se actualmente matriculado na FDUP enquanto aluno de mestrado. Para além disso, quem faz parte do Conselho de Veteranos (o órgão superior da praxe da minha casa) não necessita de estar matriculado para poder praxar. Ora, isto para que se possa controlar e nunca se incorram em excessos ou imbecilidades como as que foram demonstradas em Leiria.

Falando agora de mim próprio, que sou praxista da FDUP e membro da Tuna Académica da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, entrei na mais prestigiosa faculdade de Direito do país e, sendo membro integrante dos grupos académicos supracitados, estou de momento na minha 3ª matrícula e, vejam lá, não tenho uma cadeira em atraso também.

 

O motivo por trás do meu texto é elementar. Nunca, mas nunca se pode generalizar. E nunca, mas nunca estes estereótipos que minam o raciocínio podem ser extrapolados de modo a parecer que se tenha uma opinião extremista. Apesar desta ser a minha humilde opinião, enquanto pessoa ponderada, calma e conscienciosa. Porque este jogo dos estereótipos e generalizações é muito simples. Tão simples quanto falacioso. Se todos formos generalizar deste modo, incorreremos no erro do Luís Pedro Nunes e perderemos toda a razão do mundo por falarmos em tom altivo, arrogante e sobranceiro. Fazendo-se isto, teremos cometido um erro imbecil. E se é imbecil quem faz piadas (de bom ou mau gosto) num contexto errado, igualmente imbecil será quem usa isso para tentar explorar sensações de nojo e ódio a terceiros. Eis Luís Pedro Nunes. Também ele, imbecil.

 

Isso é tudo muito bonito mas há uma coisa que não podes dizer: que o Luís Pedro Nunes generalizou. Muito pelo contrário. Ele identificou claramente os alvos da sua indignação. Foram aqueles indivíduos em Leiria e foram alguns que, em Coimbra, andaram aos gritos ou cânticos sobre a tragédia do Meco.

 

Do teu texto surpreende-me duas coisas: a facilidade com que branqueias situações graves a partir da tua experiência pessoal e a facilidade com que tu pretendes generalizar esse mundo de virtudes em que vives às restantes realidades apesar de te assumires contra generalizações.

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Se tivessem sido os Monthy Piton a fazer aquilo era um humor negro genial.

 

Mas sim, considero aquela praxe de muito mau gosto, apesar de não ser um anti.

 

E se tivesse sido o Nilton era crucificado pela falta de gosto, de piada e de dignidade. Posto isto onde é que pretendes chegar? As situações têm que se enquadradas no seu respetivo contexto. E aqui não estamos a falar de um espetáculo qualquer humorístico produzido por vedetas internacionais. Estamos a falar de uma dúzia de alunos universitários em contexto de praxe a parodiar ou satirizar ou a fazer o que quer que se entenda que se faz na praxe, tendo como base uma tragédia recente que resultou na morte de vários alunos universitários. Não há comparação possível.

 

E, além disso, há limites morais e éticos que não devem ser ultrapassados. E se a nossa bitola for definida a partir daquilo que os Monthy Piton fazem ou deixam de fazer então quer dizer que podemos fazer tudo o que nos apetecer e permitir que os outros façam igualmente o que lhes apetecer. Sem limites nem restrições. Porque, afinal, se fossem os Monthy Piton toda a gente iria achar fantástico... O problema é que nem toda a gente pode ser dos Monthy Piton.

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De minha parte, não disse que a praxe/tuna (e já agora, não associei tunos a bebados) impediam de alguma coisa. Simplesmente disse que há gente que se matricula para pertencer a essas duas coisas.

 

Anyway, não percebi o teu discurso a tentar provar algo mas por mim estás á vontade, veja-se lá que eu nem sequer sou contra a praxe :maluco:

O post não era todo para ti, era só para esclarecer aquilo de ter que estar matriculado para pertencer à tuna. Não fui claro, desculpa ;)

 

Isso é tudo muito bonito mas há uma coisa que não podes dizer: que o Luís Pedro Nunes generalizou. Muito pelo contrário. Ele identificou claramente os alvos da sua indignação. Foram aqueles indivíduos em Leiria e foram alguns que, em Coimbra, andaram aos gritos ou cânticos sobre a tragédia do Meco.

 

Do teu texto surpreende-me duas coisas: a facilidade com que branqueias situações graves a partir da tua experiência pessoal e a facilidade com que tu pretendes generalizar esse mundo de virtudes em que vives às restantes realidades apesar de te assumires contra generalizações.

É. Esqueceste-te foi da parte em que ele generaliza. É logo o início do vídeo. Vê lá novamente, com atenção.

Branqueei situações graves? Gostava de saber quais. Desculpa se não disse que em todo o lado há burros que nunca mais acabam o curso para serem os reis da praxe. Talvez não o tenha feito porque não é assim.

E essa última é ainda mais curiosa Descartes. Ora por invocar o caso que melhor conheço, que não se enquadra na generalização pejorativa, estás a deduzir que estou a generalizar. Quase que enganavas com essa. Eu nunca disse que a praxe era um mar de rosas. Em lado nenhum o será. Daí não se dever fazer generalizações. E eu nunca as fiz no post prévio. Nem pela positiva, nem pela negativa. E por isso sim, assumo-me e friso veementemente que sou contra generalizações.

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Nunca percebi o sentido de quem não quer ir à praxe ter de se declarar anti-praxe e inclusive assinar uma folha qualquer, não pode simplesmente não querer saber do assunto? É que já vi doutores/veteranos pressionarem bastante como se aquilo se tratasse de algum documento oficial obrigatório.

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