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Ryanair planeia voos transatlânticos...a partir de 14 euros

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As pessoas que hoje em dia tem 3 empregos, trabalham 14 horas e 4 filhos para criar nao cometeram esses erros ontem. Cometeram-nos quando eram mais novos.

Esses se calhar começaram há uns anos atrás, com o tal salário de mil euros por cabeça de casal, com ambições modestas de construir uma família, ter uma casa bonita e um ou dois filhos. E conseguiram viver desafogadamente durante anos, até os bancos começarem a especular descontroladamente e a fazer recair as perdas nas taxas de juros e nos spreads, aumentando a prestação da casa deste casal em valores acima do esperado. Entretanto, o Governo, para encobrir a incompetência e ganância dos seus predecessores que redundaram numa crise profunda a todos os níveis, resolve aumentar o IVA, o IRC e o IRS, levando o casal a perder mais uma fatia do seu rendimento via descontos para o Estado.

 

Como quando um homem está mal, até os cães lhes mijam nos pés, o pai da família perde o seu posto de trabalho por falta de qualificações para um estagiário que fica bem mais barato para a empresa. A sorte desta família é que a mãe, professora de português há já 20 anos, consegue manter-se colocada na mesma escola, evitando custos com a deslocação. Já dos cortes impostos à função pública não se livrou. No fim, os 2 mil euros de rendimento acabam reduzidos a pouco mais de 600 euros. Infelizmente, as despesas e obrigações não dimunuiram. Continuam a ter de pagar a prestação da casa, a luz, água e gás- que não param de aumentar todos os anos e para os quais não podem usufruir de insenções-, as despesas com a educação dos filhos, com a mercearia e vestuário.

 

Como é fácil de ver, o que antes dava para cobrir e colocar até os subsídios numa poupança, muito rapidamente se tornou curto, muito curto. Os filhos vêem-se na eminência de trabalhar para não só pagar os estudos, mas também para não perder a única casa que conheceram; a mãe começa a fazer trabalhos por fora para ganhar algum extra e acaba por perder tempo de descanço; o pai, já demasiado velho para ser explorado, não tem lugar no mercado de trabalho e começa a desenvolver uma depressão. Vêm as despesas com a saúde, as quais nem são comparticipadas e mostram ser de difícil resolução, dada a conjuntura económica do país.

 

E podia passar a noite toda nisto, a dar-te exemplos de vidas que acontecem todos os dias neste nosso Portugal cujo o único erro foi não quererem ser uns estafermos ricos e insensíveis que acham que a pobreza, o desespero e infelicidade são fruto de uma qualquer falta de inteligência estratégica e de uma vontade pré-disposta para a miséria, existente num subconsciente coletivo qualquer.

Editado por 13thReverend

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Esses se calhar começaram há uns anos atrás, com o tal salário de mil euros por cabeça de casal, com ambições modestas de construir uma família, ter uma casa bonita e um ou dois filhos. E conseguiram viver desafogadamente durante anos, até os bancos começarem a especular descontroladamente e a fazer recair as perdas nas taxas de juros e nos spreads, aumentando a prestação da casa deste casal em valores acima do esperado. Entretanto, o Governo, para encobrir a incompetência e ganância dos seus predecessores que redundaram numa crise profunda a todos os níveis, resolve aumentar o IVA, o IRC e o IRS, levando o casal a perder mais uma fatia do seu rendimento via descontos para o Estado.

 

Como quando um homem está mal, até os cães lhes mijam nos pés, o pai da família perde o seu posto de trabalho por falta de qualificações para um estagiário que fica bem mais barato para a empresa. A sorte desta família é que a mãe, professora de português há já 20 anos, consegue manter-se colocada na mesma escola, evitando custos com a deslocação. Já dos cortes impostos à função pública não se livrou. No fim, os 2 mil euros de rendimento acabam reduzidos a pouco mais de 600 euros. Infelizmente, as despesas e obrigações não dimunuiram. Continuam a ter de pagar a prestação da casa, a luz, água e gás- que não param de aumentar todos os anos e para os quais não podem usufruir de insenções-, as despesas com a educação dos filhos, com a mercearia e vestuário.

 

Como é fácil de ver, o que antes dava para cobrir e colocar até os subsídios numa poupança, muito rapidamente se tornou curto, muito curto. Os filhos vêem-se na eminência de trabalhar para não só pagar os estudos, mas também para não perder a única casa que conheceram; a mãe começa a fazer trabalhos por fora para ganhar algum extra e acaba por perder tempo de descanço; o pai, já demasiado velho para ser explorado, não tem lugar no mercado de trabalho e começa a desenvolver uma depressão. Vêm as despesas com a saúde, as quais nem são comparticipadas e mostram ser de difícil resolução, dada a conjuntura económica do país.

 

E podia passar a noite toda nisto, a dar-te exemplos de vidas que acontecem todos os dias neste nosso Portugal cujo o único erro foi não quererem ser uns estafermos ricos e insensíveis que acham que a pobreza, o desespero e infelicidade são fruto de uma qualquer falta de inteligência estratégica e de uma vontade pré-disposta para a miséria, existente num subconsciente coletivo qualquer.

 

 

Entao vou te dar outro exemplo, bem proximo. Foi para a Alemanha longe da familia que deixou aos 19 anos em Portugal e sem falar uma palavra de alemao. Foi fazer de estafeta e estudar a noite, quando terminou um curso comercial encontrou emprego como administrativo. Voltou a Portugal aos 24 e casou com a namorada da escola que aqui ficou durante esses 5 anos (a verem-se apenas no Natal) a tirar o curso universitario. Deram entrada para a casa com o dinheiro que o pai fez na Alemanha e a taxa a pagar ao banco nao era como agora onde tu dizes que os bancos sao uns gulosos e etc...era sim de 37% com um spread de 6%. Ou seja com o salario dos dois pagava-se 60% do emprestimo por mes. Comparam um carro em terceira mao para os dois usarem. Nao tiveram lua de mel porque nao havia dinheiro para isso e esperaram ate aos 30 para ter o primeiro filho.

 

O Pai trabalhou e trabalha ainda 12-13 horas por dia, aliás seguindo o exemplo do avo que parou de trabalhar a montar motores industriais aos 85 anos apesar das dores (mas como a reforma nao dava para nada teve que ser). Hoje em dia é CEO de uma das maiores empresas no pais. A mae é medica de clinica geral desde sempre. Apesar de tudo nunca compraram nada a credito que nao fossem imoveis...

 

Ou seja a situacao de hoje nem se compara em termos de severidade com a dos anos 80, com taxas muito mais altas de inflaçao assim como spreads bancarios e com taxas de desemprego a roçar o mesmo nivel. Ja para nao falar da situacao da funcao publica que nos tempos do Catroga chegou a ser paga em certificados de aforro (que só podiam levantar 6 meses depois)

Editado por Burkina2008

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excelente essa sua historia, faltaram p*tas, mas excelente a sua historia

 

Essa é a parte que não lhe contaram. A namorarem durante 5 anos e a verem-se só no Natal, é óbvio que a história tem ter p*tas ali no meio.

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Não, não é o querer só, é o fazer más escolhas.

Se decidiste ir para antropologia na universidade achas que vais ficar rico? Se achaste que ter filhos quando tinhas um emprego em que recebias 1000 euros faz sentido, achas que isso vai ajudar? Se pensaste que comprar uma viagem/ferias/carro/mota/telemovel a credito é uma boa decisao economica, tás f*dido porque foste burro desde o inicio.

Chega e sobra.

Pelo menos a mim nunca me faltou nada.

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Falta uma parte importante, que é saber como chegou a CEO.

acho que o antigo ceo morreu. E depois perguntaram "tão e agora quem é que vai ser o ceo?", o gajo respondeu "ah só se for eu" e os outros "tá bem"

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Oh Burkina, mas isto é muito bonito de se falar, e um gajo é rico e a vida corre bem e, realmente, com esforço tudo se consegue. Sabes quantas pessoas conheço, que estão licenciadas, tiraram mestrado (e até com boas notas) e conseguiram zero emprego nas áreas delas? Nem falo do "forçar a emigrar", porque ya, é totil bonito. Agora vamos supor que os pais dessas pessoas estão doente e precisam de apoio familiar. Realmente, foi falta de esforço.

 

E realmente, o que um gajo tem mais é más decisões e que falham. Realmente, tudo na vida é rosas. Basta um gajo esforçar-se e só em situações extremas é que m*rda acontece! É que não podem acontecer casos do estilo, sei lá, do dia para o noite alguem adoecer, ou então, imagine-se lá, o negócio aparecer um concorrente que f*da tudo. Também tinha os pais de um colega meu que tinha uma lojinha de roupa bueda fixe. Viva bem como o crlo. COmeçaram a aparecer as Primarks da vida... Olha, teve de fechar. Realmente, más escolhas! Era saber futurologia!

 

Aliás, o sistema financeiro de hoje, e vocês até devem saber melhor que eu, está é perfeito para as más decisões. O pessoal que tinha a vida na construção civil? Foi toda com o crl! E quem diz isso diz outros tantos. Deviam-se ter esforçado mais, era o que era! Faltou esforço a essa gente! Ou então emigravam! Porque toda a gente, garantidamente, tem emprego lá fora. Porque toda a gente, dependendo das circunstâncias, pode sair e deixar a familia. Que se f*dam os outros, se eu voltar e a familia tiver morrido, ao menos eu estou bem! Ou então levo-os para um ambiente completamente desconhecido, isso deve ajudar!

 

A vida não é 8 nem 80. Não é linear. Claro que há histórias de sucesso. 1 em 100000 lá chegaram. E, até podes ter sido esse 1 e podes ver a vida dessa forma. Mas, para os outros 999.999, as coisas não são assim. Há obstaculos que por vezes não se ultrapassam. Há cosias que correm mal, indepednentemente do teu trabalho e esforço. Há variáveis que não podes controlar. É f*dido ser pobre? É. Mas digo-te, talvez até seja melhor. Valorizo mais as coisas. Há 1 coisa que os meus pais sempre me ensinaram, quer estivesse bem, quer estivesse mal. Era a ser humilde. E isso é uma coisa que te falta imenso, a humildade. ´

 

É bonito cuspir para baixo e culpar as pessoas. Dizer que istou ou aquilo e dar histórias inspiradoras. És como a Disney, é tudo um mar de rosas e o princípe encantado vem a caminho. E se esse principe ficar com uma dependencia em alcool ou trouxer dividas de familia? E se o emprego dele "desaparecer" porque mão de obra mais barata apareceu?

 

É muito bonito ver o mundo por os olhos do tudo corre bem. Porque, realmente, a vida corre bem. Mas, sinceramente, a melhor parte da vida está em enfrentar as adversidades. Quem me conhece melhor, sabe um bocado do que passei e o que aconteceu no meu último ano. A ti, conto zero. Se achas que eu sou lixo, que fiz as más escolhas e que devo pagar e viver na m*rda por causa disso, tudo bem. Mas dou muito mais valor a outras coisas. Posso não viajar na Fly ou no crlo, ou até ler um desportivo pq não sou culto para ler a Bola. Posso ter de juntar umas broas ao fim do mês se quiser ir sair. Mas estou grato por isso. E, não sei, se trocava por uma vida de luxo em que tudo é superflo. Porque, do que tu falas, tudo para ti é superfulo. O dinheiro é. Aparentemente, também a tua familia o é, vamos masé para fora! E acreditas piamente que, para o comum mortal, todas as coisas estão a mão de semear, como bolsas de estudo e o diabo a 4. Flash news bud. não estão.

 

Vamos ser realistas: A vida as vezes dá voltas. Perdes tudo. E, não é por "más decisões". As vezes até a decisão mais certa acarreta responsabilidades. Todas as tuas acções têm uma consequência. E algumas, por muito certas e sem risco que sejam, vão-te dar problemas. Hei, respeito-te como és, e se és feliz e vives bem assim, pá, 5*. Agora um bocadinho de humildade não te ficava mal. Não cuspir para baixo nem degenerir os outros sem saberes dos seus backgrounds. E repito-te, por cada história de sucesso que me contes, há ums 5 ou 6 vidas por trás que acabaram por se destruir. E essas 6 vidas, fizeram todas más escolhas?

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Então eu já tenho dúvidas que saibas ler não me leves a mal.

Se tu achas que comparar as opiniões do burkina com as do Galileu é a mesma coisa e que a abordagem que ele fez foi a mais correcta no sentido de proporcionar um debate honesto e produtivo então talvez o problema não seja meu.

E felizmente sei ler muito bem, sempre fui incentivado a fazê-lo desde pequeno, falar é que já é diferente porque tenho uma dicção péssima :mrgreen:

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Galileo comentou neste tópico?

 

Deixem-me adivinhar: veio com a conversa do Copérnico? Heliocêntricos. :lol:

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Visitante

Claro que são pé descalço, quando se vem na Ryanair se fica num hostel e se come em restaurantes baratos ou pior, isso é turismo sem qualquer valor acrescentado para o pais

 

:funny:

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Visitante

Se tu achas que comparar as opiniões do burkina com as do Galileu é a mesma coisa e que a abordagem que ele fez foi a mais correcta no sentido de proporcionar um debate honesto e produtivo então talvez o problema não seja meu.

E felizmente sei ler muito bem, sempre fui incentivado a fazê-lo desde pequeno, falar é que já é diferente porque tenho uma dicção péssima :mrgreen:

 

Sabes ler tens é dificuldades em interpretar porque eu nunca comparei Galileu ao Burkina, eu disse que se Galileu viesse ao fórum levava com 50 páginas de gozo simplesmente porque pensava de maneira diferente. Ou seja, o que eu disse e o que tu dizes que eu disse estão bastante separados. Também disse nesse post que o Burkina não tinha estado bem e nunca nas minhas intervenções defendi a sua opinião, defendi o direito a tê-la sem ter que ser ridicularizado por mais ninguém concordar com ela e ai sim é que podes fazer um paralelo com Galileu. Posto isto, siga a marinha que também não estamos a acrescentar nada à discussão.

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Falta uma parte importante, que é saber como chegou a CEO.

 

De onde achas que surgiu a parte das p*tas?

 

Sabes ler tens é dificuldades em interpretar porque eu nunca comparei Galileu ao Burkina, eu disse que se Galileu viesse ao fórum levava com 50 páginas de gozo simplesmente porque pensava de maneira diferente. Ou seja, o que eu disse e o que tu dizes que eu disse estão bastante separados. Também disse nesse post que o Burkina não tinha estado bem e nunca nas minhas intervenções defendi a sua opinião, defendi o direito a tê-la sem ter que ser ridicularizado por mais ninguém concordar com ela e ai sim é que podes fazer um paralelo com Galileu. Posto isto, siga a marinha que também não estamos a acrescentar nada à discussão.

 

E se o Hitler cá viesse também seria gozado, tal como foram alguns sujeitos que há uns tempos cá vieram defender ideologias raciais e de extrema-direita. Qualquer um tem direito a uma opinião diferente, convém é argumentar para defender a sua visão do mundo. Se a sua argumentação for falaciosa, estiver repleta de incongruências e ideias pré-concebidas, se basear em preconceitos e numa visão enviesada do mundo real... sim, é provável que a malta vá gozar com ele. E não é por ser uma opinião diferente das outras.

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Só rir. Até tenho medo de quando esta geração do bater punho tiver idade para chegar realmente a cargos governativos e ao poder.

Editado por antifa

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A afirmação de que, só é rico quem não quer porque ou não trabalha ou não faz as escolhas corretas só é parcialmente correta: A verdade é que quem faz as escolhas certas num País como Portugal onde apesar de tudo e com muitas deficiências o elevador social funciona minimamente, consegue ser rico. O que está errado neste pensamento é que em primeiro lugar as escolhas que fazemos são sempre influenciadas pelo meio onde vivemos, é por isso que se fores a um curso de medicina, economia etc e virem o perfil da maioria das pessoas que frequentam esses cursos, a maior parte têm em comum virem de determinado estrato social(classe média; média alta) e se forem ver as famílias, os pais são já licenciados. E também se forem ali a um bairro social qualquer e virem o que os jovens fazem, vão descobrir também que a gigantesca maioria não anda na universidade, muitos deles até andam na vadiagem. Ora este padrão diz-nos alguma coisa, é claro que vocês vão descobrir, que nos exemplos que referi o tio da vizinha de uma amiga vossa não encaixa nesta situação bla bla bla, e acontecerão sempre casos desses mas quando se analisa algo como a progressão social é preciso olhar para a big picture e a verdade é que se quem vos educa não vos transmitir valores sobre as escolhas certas ou erradas dificilmente vocês vão distinguir isso.

Em segundo lugar é que mesmo em Portugal há pessoas que nem sequer conseguem fazer certo tipo de escolhas como entrar na universidade que querem porque simplesmente não têm dinheiro, o user acima já referiu um exemplo, mas é fácil dar outro, olhem para as médias de entrada daquelas universidadezecas tipo Beira e Minho etc em cursos tipo Economia e vêm que existem imensos alunos conseguiriam entrar em universidades como ISEG, ISCTE, FEP e até NOVA mas ficam lá, porquê? Porque não há dinheiro para estudar fora, mesmo como bolsa! E ainda existe obviamente a questão daqueles que querem continuar a estudar mas não conseguem porque têm de ajudar a família etc etc

 

É preciso ter em conta, como referi acima que a progressão social em Portugal existe, é possível, mas é cada vez mais difícil e improvável. Não é como na Dinamarca, Suécia etc

Editado por ascom

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Guest Dpitz

Só rir. Até tenho medo de quando esta geração do bater punho tiver idade para chegar realmente a cargos governativos e ao poder.

completamente

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Entao vou te dar outro exemplo, bem proximo. Foi para a Alemanha longe da familia que deixou aos 19 anos em Portugal e sem falar uma palavra de alemao. Foi fazer de estafeta e estudar a noite, quando terminou um curso comercial encontrou emprego como administrativo. Voltou a Portugal aos 24 e casou com a namorada da escola que aqui ficou durante esses 5 anos (a verem-se apenas no Natal) a tirar o curso universitario. Deram entrada para a casa com o dinheiro que o pai fez na Alemanha e a taxa a pagar ao banco nao era como agora onde tu dizes que os bancos sao uns gulosos e etc...era sim de 37% com um spread de 6%. Ou seja com o salario dos dois pagava-se 60% do emprestimo por mes. Comparam um carro em terceira mao para os dois usarem. Nao tiveram lua de mel porque nao havia dinheiro para isso e esperaram ate aos 30 para ter o primeiro filho.

 

O Pai trabalhou e trabalha ainda 12-13 horas por dia, aliás seguindo o exemplo do avo que parou de trabalhar a montar motores industriais aos 85 anos apesar das dores (mas como a reforma nao dava para nada teve que ser). Hoje em dia é CEO de uma das maiores empresas no pais. A mae é medica de clinica geral desde sempre. Apesar de tudo nunca compraram nada a credito que nao fossem imoveis...

 

Ou seja a situacao de hoje nem se compara em termos de severidade com a dos anos 80, com taxas muito mais altas de inflaçao assim como spreads bancarios e com taxas de desemprego a roçar o mesmo nivel. Ja para nao falar da situacao da funcao publica que nos tempos do Catroga chegou a ser paga em certificados de aforro (que só podiam levantar 6 meses depois)

O pai deu a entrada? E os pais só compravam imóveis a crédito e o resto era tudo a pronto? E ele conseguiu chegar a CEO nos anos 80 com uma mãe médica e um pai empresário?

 

Eu pensei que estivéssemos a falar de se ficar rico graças ao trabalho e à vontade, não sobre como escalar socialmente começando já(muito) bem na vida.

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O pai deu a entrada? E os pais só compravam imóveis a crédito e o resto era tudo a pronto? E ele conseguiu chegar a CEO nos anos 80 com uma mãe médica e um pai empresário?

 

Eu pensei que estivéssemos a falar de se ficar rico graças ao trabalho e à vontade, não sobre como escalar socialmente começando já(muito) bem na vida.

 

 

ve se que nao sabes ler ou pelo menos interpretar, o pai é a mesma pessoa que com 19 anos foi para a Alemanha trabalhar como estafeta e estudando a noite, que esteve 5 anos longe da familia, que nunca comprou nada a credito sem ser imovies, que deu entrada para a casa com o dinheiro que popou e que 30 anos depois chegou a CEO. Agora diz me que esta pessoa nascida num bairro de gente que foi desalojada para a contrucao da ponte 25 de Abril, que só acabou o secundario depois de estar 5 anos a trabalhar fora a ver a familia uma vez por ano, a começar muito bem na vida?

 

amigo queres continuar a justificar a tua incapacidade para vingar na vida com o destino continua, vais sempre continuar na m*rda mas se gostas é problema teu

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Diz-se que o dinheiro não compra a felicidade. Parece que também não compra a educação, a vários níveis. Já a arrogância traz a rodos.

 

Eu li o que tu escreveste. Se a caminho da riqueza não tiveste tempo para aprender a escrever condignamente, não culpes os outros. Parece mal, sabes?

 

Mas agora compreendi melhor. Deste-me um caso de sucesso de alguém que subiu na vida a pulso. Os meus parabéns! Além de já teres deixado cabalmente provado que não compra compaixão, acabaste de demonstrar agora que o dinheiro também não compra inteligência. Perdeste o teu tempo desnecessariamente, já que em momento algum eu disse que o trabalho duro não leva à riqueza. Eu só defendi que isso não basta. Senão o avô, o pai do homem do exemplo, segundo o que tu dizes, seria, ele também, um homem rico- ao contrário do que dás a entender.

 

Há muitas incongruências no teu discurso bacoco- outra coisa que o dinheiro não te trouxe: caráter!

 

Aparentemente, o dinheiro apenas te serviu para achares que és rico. E essa é que é a verdadeira miséria deste país.

Editado por 13thReverend

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Diz-se que o dinheiro não compra a felicidade. Parece que também não compra a educação, a vários níveis. Já a arrogância traz a rodos.

 

Eu li o que tu escreveste. Se a caminho da riqueza não tiveste tempo para aprender a escrever condignamente, não culpes os outros. Parece mal, sabes?

 

Mas agora compreendi melhor. Deste-me um caso de sucesso de alguém que subiu na vida a pulso. Os meus parabéns! Além de já teres deixado cabalmente provado que não compra compaixão, acabaste de demonstrar agora que o dinheiro também não compra inteligência. Perdeste o teu tempo desnecessariamente, já que em momento algum eu disse que o trabalho duro não leva à riqueza. Eu só defendi que isso não basta. Senão o avô, o pai do homem do exemplo, segundo o que tu dizes, seria, ele também, um homem rico- ao contrário do que dás a entender.

 

Há muitas incongruências no teu discurso bacoco- outra coisa que o dinheiro não te trouxe: caráter!

 

Aparentemente, o dinheiro apenas te serviu para achares que és rico. E essa é que é a verdadeira miséria deste país.

 

Não amigo a verdadeira miseria deste pais é gente como tu e como o tal "avô" que sempre acharam que a vida os injustiçava e que como tu disseste ai pelo meio, que quando estamos mal tudo nos cai em cima. Enquanto as pessoas acharem que a culpa da situação onde estao é do governo, da economia, do pais e do destino, nunca vão passar da m*rda.

 

Quanto á tua educacao que me chamaste de burro de bacoco e de que nao tenho caracter, continua a deixar muito que desejar, mas é mais um sinal da tal miseria de que falas. Quem é miseravel acha que quem está bem é que é sempre malandro e bacoco e etc. Mas a realidade é que esses que falam são os que vivem na m*rda

 

Alias isso é claro no teu exemplo semi-auto-biografico. O Pai foi ultrapassado por um estagiario por nao ter competencias. Porquê quem o impediu de ganhar essas competencias antes? O spread da casa era alto. Porque é que nao fixaram o spread quando fizeram o contrato? Porque acharam que os spreads baixos se iam manter para a eternidade. (Alias mesmo hoje os spreads sao mais baixos do que nos anos 90, 80 e 70, o que quer dizer que todas as outras pessoas nessas epocas pagaram mais pela casa ainda ). E o pai quando ficou desempregado o que fez com a indeminizacao, que depois de 30 anos sao pelo menos 30 salarios? Se calhar decidiu que olhando para como estava o mercado de trabalho nao seria melhor fazer algo com esse dinheiro.

 

As pessoas têm que se responsabilizar pelos seus actos e Portugal é um pais em que toda a gente acha que é uma desgracadinha e que tudo lhe acontece e por isso é que o pais e as pessoas que aqui vivem vao ser sempre regra geral miseraveis.

 

Quanto ai ao comentario do bater punho ir para o governo isso só pode ser mesmo inveja dos comunas já nem em Cuba terem poder.

Editado por Burkina2008

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Eu acho perfeitamente possível uma pessoa subir na vida começando de baixo em Portugal, conheço um caso ou outro, agora o que lhe tá a faltar no argumento é que para isso acontecer é preciso um cocktail de coisas algo fora do comum:

 

- teres a capacidade intelectual para conseguires adquirir um nível alto de conhecimento técnico/académico/especializado

 

- teres uma enorme capacidade de sacrifício para atingires os teus objectivos

 

- teres uma grande capacidade comunicacional/social, e conseguires manter sempre um enorme estofo emocional para ultrapassar todas as dificuldades e não ficares agarrado a sítios e pessoas, para como já foi cá dito por exemplo poderes pegar na mala e bazares sozinho para outro canto do mundo em tenra idade

 

- teres uma grande capacidade para analisar o mercado de trabalho e te posicionares no sítio certo na altura certa na indústria certa

 

- saltares as cascas de banana da vida como doenças, acidentes, a ti e à tua família mais próxima (esta é a parte que está completamente fora do controlo de cada um, claro)

 

Não é por acaso que são raras as pessoas que conseguem conciliar isto tudo, para já alguns pontos desta lista entram em conflito com outros, p.ex. se passas a tua adolescência agarrado aos livros se calhar não ganhas a tal capacidade comunicacional (e vice-versa); se passas anos e anos da tua vida a te sacrificares a trabalhar 12 horas por dia dificilmente vais ter a estabilidade emocional ideal.

 

Depois por muito inteligente e forte que sejas inerentemente de nascença, ninguém vive numa bolha alheada do mundo, todos nós somos afectados pelas experiências que tivemos ao longo da vida, pela educação e condições em casa, pelas pessoas à nossa volta. Se os teus pais são uns broncos que te dão instabilidade emocional em casa (isto é muito comum e independente do estatuto social), ou se não te dão condições nenhumas para desenvolveres as tuas capacidades intelectuais, ou se o bairro em que tu vives está cheio de droga e violência e não conheces ninguém que singrou na vida, precisas de ter o dobro, triplo, quadrúplo, quíntuplo das tuas capacidades inatas para remares contra a maré sozinho desde criança, só com pura força de vontade.

 

E depois ainda tens as tais cascas de banana fora do teu controlo - se enquanto tás a estudar apanhas uma doença? (e muitas doenças comuns mesmo que não super graves, serão o suficiente para te atrasar o progresso) Se tens um acidente de carro, ficas 1 ano no hospital e perdes uma perna? Ou os teus pais de repente precisam que tu os sustentes? Ou se te apaixonas pela miúda ideal que é incompatível com a tua carreira de sonho, mas se calhar consegues arranjar um trabalhinho não ideal mas razoavelmente interessante e ficares ao pé dela? Ou se mais cedo na vida, no tal bairro do qual ainda não conseguiste sair, dão-te um tiro?

 

Eu concordo que a riqueza estará ao alcance da grande maioria de qualquer um de nós, se formos suficientemente bons e suficientemente determinados nos factores certos. Acho é que o esforço para o alcançar será tremendamente desproporcional entre uns e outros, e muito maior para muita gente do que o julgas. E acho incrivelmente arrogante, presunçoso, e insultuoso, olhar de cima para baixo e gozar de todos os outros, a grande maioria das pessoas, que não o atingiram.

Editado por noikeee

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Eu acho perfeitamente possível uma pessoa subir na vida começando de baixo em Portugal, conheço um caso ou outro, agora o que lhe tá a faltar no argumento é que para isso acontecer é preciso um cocktail de coisas algo fora do comum:

 

- teres a capacidade intelectual para conseguires adquirir um nível alto de conhecimento técnico/académico/especializado

 

- teres uma enorme capacidade de sacrifício para atingires os teus objectivos

 

- teres uma grande capacidade comunicacional/social, e conseguires manter sempre um enorme estofo emocional para ultrapassar todas as dificuldades e não ficares agarrado a sítios e pessoas, para como já foi cá dito por exemplo poderes pegar na mala e bazares sozinho para outro canto do mundo em tenra idade

 

- teres uma grande capacidade para analisar o mercado de trabalho e te posicionares no sítio certo na altura certa na indústria certa

 

- saltares as cascas de banana da vida como doenças, acidentes, a ti e à tua família mais próxima (esta é a parte que está completamente fora do controlo de cada um, claro)

 

Não é por acaso que são raras as pessoas que conseguem conciliar isto tudo, para já alguns pontos desta lista entram em conflito com outros, p.ex. se passas a tua adolescência agarrado aos livros se calhar não ganhas a tal capacidade comunicacional (e vice-versa); se passas anos e anos da tua vida a te sacrificares a trabalhar 12 horas por dia dificilmente vais ter a estabilidade emocional ideal.

 

Depois por muito inteligente e forte que sejas inerentemente de nascença, ninguém vive numa bolha alheada do mundo, todos nós somos afectados pelas experiências que tivemos ao longo da vida, pela educação e condições em casa, pelas pessoas à nossa volta. Se os teus pais são uns broncos que te dão instabilidade emocional em casa (isto é muito comum e independente do estatuto social), ou se não te dão condições nenhumas para desenvolveres as tuas capacidades intelectuais, ou se o bairro em que tu vives está cheio de droga e violência e não conheces ninguém que singrou na vida, precisas de ter o dobro, triplo, quadrúplo, quíntuplo das tuas capacidades inatas para remares contra a maré sozinho desde criança, só com pura força de vontade.

 

E depois ainda tens as tais cascas de banana fora do teu controlo - se enquanto tás a estudar apanhas uma doença? (e muitas doenças comuns mesmo que não super graves, serão o suficiente para te atrasar o progresso) Se tens um acidente de carro, ficas 1 ano no hospital e perdes uma perna? Ou os teus pais de repente precisam que tu os sustentes? Ou se te apaixonas pela miúda ideal que é incompatível com a tua carreira de sonho, mas se calhar consegues arranjar um trabalhinho não ideal mas razoavelmente interessante e ficares ao pé dela? Ou se mais cedo na vida, no tal bairro do qual ainda não conseguiste sair, dão-te um tiro?

 

Eu concordo que a riqueza estará ao alcance da grande maioria de qualquer um de nós, se formos suficientemente bons e suficientemente determinados nos factores certos. Acho é que o esforço para o alcançar será tremendamente desproporcional entre uns e outros, e muito maior para muita gente do que o julgas. E acho incrivelmente arrogante, presunçoso, e insultuoso, olhar de cima para baixo e gozar de todos os outros, a grande maioria das pessoas, que não o atingiram.

 

Penso que este é sem duvida o melhor post que foi feito sobre o assunto e que define muito bem a opiniao que tenho.

 

E queria desde já tambem dizer que nunca quis gozar com quem é pobre, se o fiz foi sempre de forma ironica e se atingiu alguem em particular peço desculpa que não era essa a minha intenção

 

De resto é mesmo isso, a riqueza está ao alcance da grande maioria de nós. Sendo que dessa grande maioria os que nao chegam lá foi por mas decisoes ou culpa propria.

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Quem é miseravel acha que quem está bem é que é sempre malandro e bacoco e etc.

Acalma-te, não percas a compustura, rapaz.

 

Sabes, esta frase aplicava-se na perfeição à tua postura desde o início neste tópico. Bastava trocar o "bem" por "mal" e voilá. E tem cuidado que, ao contrário de ti, eu não revelei nada sobre a minha condição financeira. Tu não sabes com quem estás a falar. Assumes que, só porque eu defendo quem não consegue "ficar rico"- a expressão já se torna ridícula, mas adiante-, faço parte desse grupo. E isso é outro sinal da tua pobreza: não sabes tanto quanto pensas que sabes.

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Acalma-te, não percas a compustura, rapaz.

 

Sabes, esta frase aplicava-se na perfeição à tua postura desde o início neste tópico. Bastava trocar o "bem" por "mal" e voilá. E tem cuidado que, ao contrário de ti, eu não revelei nada sobre a minha condição financeira. Tu não sabes com quem estás a falar. Assumes que, só porque eu defendo quem não consegue "ficar rico"- a expressão já se torna ridícula, mas adiante-, faço parte desse grupo. E isso é outro sinal da tua pobreza: não sabes tanto quanto pensas que sabes.

 

Ui que ficate ressaibiado...

 

Exacto falar com esse tom paternalista é tipico de quem acha que sabe mais do que os outros. Pois tu também além de saberes vagamente a minha condição financeira tambem sabes muito de mim...

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