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Longineu

Leão Cecil morto por dentista norte-americano

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Descartes, é muito injusto responderes dessa maneira ao Pan. O desequilíbrio no ecossistema que ele descreve é uma regra, uma lei que já foi observada múltiplas vezes, não é um dogma. A extinção de uma espécie no topo da cadeia alimentar provoca uma reação em cadeia impossível de se prever; tal como a inserção de espécies em ecossistemas provoca similar reação. Para ele te responder com consequências particulares, teria de entrar num exercício especulativo. Podemos especular que as populações herbívoras iriam aumentar, as espécies dominantes prevalecendo sobre as restantes (potencialmente levando-as à extinção), quem sabe provocando pressão na flora local, possibilitando a desertificação desse habitat; qualquer planta extinta pode levar consigo, por exemplo, fungos que formam simbiose unicamente com as suas raízes (fungos que até podiam ter importância para nós do ponto de vista farmacêutico).

 

Em relação ao nosso cérebro, é verdade que atingiu um nível sem precedentes, contudo resultou de um longo processo, beneficiado por não ter sido interrompido por um evento de extinção de espécies em massa. Verdade seja dita que toda a biodiversidade que existe, apesar desses eventos, é um testamento à tenacidade da "mãe Natureza", mas foram precisos milhões de anos para a recuperação ser alcançada. O facto de a nossa espécie estar a provocar extinções em números tão anormais é uma direta contradição àquilo que deveríamos ambicionar como espécie, que só alcançou este sucesso devido à enorme biodiversidade, a biodiversidade deve ser a nossa bandeira. Como espécie inteligente e consciente do nosso impacto neste planeta, temos a responsabilidade moral em preservar as espécies com que coexistimos, algo que acaba por ser benéfico para a nossa própria espécie.

 

O ponto do Pan sobre não sermos os seres vivos mais evoluídos, mas os mais inteligentes, reside no facto de que em biologia tal diferenciação não se faz sobre nenhuma espécie, pois o processo evolutivo não representa o progresso de uma espécie para uma forma mais complexa (há casos onde até existe regressão). Portanto, seria cientificamente errado e, aqui sim, dogmático julgar o grau de inteligência de uma espécie como fator de sucesso evolutivo (vale a a pena relembrar que esse tipo de raciocínio falacioso levou à escravização de populações da nossa própria espécie).

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Até parece que o mediatismo tem alguma coisa a ver com isso...:lol: O Cecil era uma atração turística. Alguém o abateu de forma ilegal. Daí a mediatização. O resto é aproveitamento por parte dos lobbys e grupos de interesses e as redes sociais com a característica falata de sentido crítico faz o resto.

 

Mas se tu ficas contente pela revolta mundial que se seguiu à morte de um leão no Zimbabwé, ótimo. Que bom para ti...

 

 

:mrgreen:

 

Que falta de noção...

 

O mundo não se resume à tua página do facebook caso ainda não tenhas percebido. :wink:

 

O mediatismo foi por ser um leão "famoso", mas é algo que ajuda a prevenir que aconteçam casos semelhantes a este, pelo menos na minha opinião.

E é claro que fico revoltado pela morte de um leão, como fico pela morte das baleias, penso que nas Ilhas Faroé.

Se há pessoas que têm sentimentos em relação a animais, será que alguém pode julgar essa pessoa por isso?

 

 

E já agora, dou te a mesma resposta: "O mundo não se resume à tua página do facebook caso ainda não tenhas percebido. :wink:"

 

Pois vai ter um bocado de dificuldade de ter a vida que tinha, mas não duvido que volte porque apesar da quantidade de pessoas doentes na internet (e não só) hoje em dia, daqui a umas semanas já ninguém se lembra do leão cecil

 

 

Eu espero que não volte tão cedo à sua vida normal, na minha opinião, deve ser julgado judicialmente, praticou uma ilegalidade, caçou ilegalmente, matou um animal protegido...

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Vou dar a minha opinião geral sobre aquilo que me parece estar a ser discutido aqui com uma ordem lógica.

 

1º Ponto - O ser humano é racional. Logo deve saber usar a sua racionalidade.

 

2º Ponto - Aceito a morte dos animais desde que seja para fins de alimentação da raça humana. É a cadeia normal da natureza. Mas sendo nós racionais, devemos ser capazes de dar a morte "menos dolorosa" possível e devemos saber gerir a existência das espécies. Além disso não devemos matar para outros fins que não a alimentação... muito menos da maneira que aqui foi feito.

 

É simples... não percebo a complicação de se entender isto, nem percebo a admiração por a notícia ter destaque.

Editado por Harvey Specter

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Eu compreendo e concordo em parte com o que estás a dizer. Mas volto a afirmar que não há mal nenhum em mostrar maior revolta nuns assuntos do que noutros quando em ambos é óbvia a indignação geral. Falas em manipulação mediática, mas eu pergunto: é a grande exposição mediática deste tipo de casos que leva a maior revolta por parte de algumas pessoas, ou é a revolta dessas mesmas pessoas que suscita uma boa oportunidade para mediatizar o caso? Só a tua opinião, claro.

E pessoalmente, pegando de novo no caso da pedofilia - com a devida distância, temos aqui um caso de forma igualmente nojenta e desumana: aproveitar-se de um ser indefeso e abusa-lo de forma permanente (neste caso, com a morte) para benefício próprio. Para quem tem animais, como eu, dói pensar que há gente assim com tão pouca sensibilidade, e portanto deixa-me revoltado este tipo de situações. A pedofilia também me deixa (igualmente) enojado e revoltado, mas não me toca particularmente ao ponto de não ter outra reacção que não vir para a net disparar. Talvez quando tiver filhos tudo seja diferente, e o que motiva as minhas revoltas poderá mudar, mas de momento é assim que penso :)

 

Isso já vai da consciência de cada pessoa. Pela minha parte não considero que seja muito positivo responder a estímulos manipulatórios de uma maneira cega. Revoltar-me só porque alguém entende que eu me devo revoltar sem sequer contextualizar as situações não me agrada. Gosto muito de pensar pela minha cabeça e tento não abdicar disso.

 

Quanto à tua pergunta: entendo que existe grande exploração mediática em casos que assumem um grande potencial de revolta e/ou polémica. Por vezes a coisa pega, outras vezes nem por isso. Além disso não nos podemos esquecer que as redes sociais, principalmente o Facebook, veio revolucionar o mundo dos média e da comunicação. Hoje em dia já não é notícia o que, por si só, deveria ser notícia. É notícia o que apresenta maior impacto nas redes sociais. As televisões e a imprensa neste momento andam a reboque das sensações diárias facebookianas

 

Quanto à 2ª parte do teu comentário, em que mudas o foco da comparação que fizeste no post anterior, com a devida distância, claro, só me dá vontade de rir. Pensar num leão selvagem adulto, chefe da alcateia, no seu habitat natural e designá-lo como "ser indefeso" é demasiado hilariante... :lol:

 

 

Para mim, uma espécie animal ser extinta pelo Homem não faz sentido nenhum. O planeta não se resume ao ser humano, somos apenas uma parte de um todo.

 

Mas cada um com os seus ideais.

 

Claro que não faz sentido. Eu não disse que fazia.

 

Verdade. O planeta não se resume ao ser humano. Somos apenas uma parte. A questão é que é essa exatamente a única parte que me importa. Com as outras importo-me na medida exata em que elas contribuam para o bem-estar e sobrevivência da parte a que pertenço.

 

 

Compreendo que digas que se deve ter mais cuidado nestes casos de condenar uma pessoa cegamente mas ele também tem que compreender que as suas ações têm consequências, ele matou sem pensar que do outro lado estava um ser. A morte não pode ser encarada levianamente por muito que metas uma vida humana acima dum animal, ele pode ter a vida condicionada agora por esta fama indesejada mas o leão está morto, sem nenhuma razão para tal, sem ser o facto do Buffalo Bill ou Davy Crockett dos tempos modernos querer ter a vida dele como um troféu.

 

Ele matou sem pensar que do outro lado estava um ser? Mas que tonteria vem a ser essa? Claro que ele tinha consciência que do outro lado estava um ser. Um ser vivo. Só nessas condições é que ele o poderia matar...

 

 

Descartes, é muito injusto responderes dessa maneira ao Pan. O desequilíbrio no ecossistema que ele descreve é uma regra, uma lei que já foi observada múltiplas vezes, não é um dogma. A extinção de uma espécie no topo da cadeia alimentar provoca uma reação em cadeia impossível de se prever; tal como a inserção de espécies em ecossistemas provoca similar reação. Para ele te responder com consequências particulares, teria de entrar num exercício especulativo. Podemos especular que as populações herbívoras iriam aumentar, as espécies dominantes prevalecendo sobre as restantes (potencialmente levando-as à extinção), quem sabe provocando pressão na flora local, possibilitando a desertificação desse habitat; qualquer planta extinta pode levar consigo, por exemplo, fungos que formam simbiose unicamente com as suas raízes (fungos que até podiam ter importância para nós do ponto de vista farmacêutico).

 

Em relação ao nosso cérebro, é verdade que atingiu um nível sem precedentes, contudo resultou de um longo processo, beneficiado por não ter sido interrompido por um evento de extinção de espécies em massa. Verdade seja dita que toda a biodiversidade que existe, apesar desses eventos, é um testamento à tenacidade da "mãe Natureza", mas foram precisos milhões de anos para a recuperação ser alcançada. O facto de a nossa espécie estar a provocar extinções em números tão anormais é uma direta contradição àquilo que deveríamos ambicionar como espécie, que só alcançou este sucesso devido à enorme biodiversidade, a biodiversidade deve ser a nossa bandeira. Como espécie inteligente e consciente do nosso impacto neste planeta, temos a responsabilidade moral em preservar as espécies com que coexistimos, algo que acaba por ser benéfico para a nossa própria espécie.

 

O ponto do Pan sobre não sermos os seres vivos mais evoluídos, mas os mais inteligentes, reside no facto de que em biologia tal diferenciação não se faz sobre nenhuma espécie, pois o processo evolutivo não representa o progresso de uma espécie para uma forma mais complexa (há casos onde até existe regressão). Portanto, seria cientificamente errado e, aqui sim, dogmático julgar o grau de inteligência de uma espécie como fator de sucesso evolutivo (vale a a pena relembrar que esse tipo de raciocínio falacioso levou à escravização de populações da nossa própria espécie).

 

A forma como ele o disse é dogmática. Como tu o disseste já não é. Exercício especulativo ou não, sustentas que a extinção de uma espécie que esteja no topo da cadeia alimentar traz como imediata consequência a proliferação das suas presas. Neste caso seria previsível que as populações de zebras e gazelas aumentaria e que esse crescimento conduziria a consequências de 2º e 3º nível igualmente imprevisíveis e potencialmente negativas. No limite poderíamos estar perante um cenário de destruição completa do ecossistema. Assim já se percebe. E até deixo passar o facto do Pan ter referido "qualquer espécie" porque eu só estava mesmo interessado nos leões.

 

Em relação à biodiversidade não tenho nada contra. Não sei se deveria ser a "nossa bandeira" mas percebo o conceito e a lógica. E nem é necessário chamar para aqui a "responsabilidade moral". Deixo essa vertente para cuidar dos nossos. No plano moral ainda considero que uma espécie que não sabe ainda cuidar convenientemente dos seus poucas condições terá para cuidar convenientemente dos outros.

 

Em relação ao 3º parágrafo se era isso que o Pan queria dizer então não percebo a lógica de o ter colocado aqui. O que é que acrescenta? Em termos científicos não se pode afirmar que somos a espécie mais evoluída. Ok. Então e depois? Isso conduz-nos onde? Que conclusões podemos tirar dessa afirmação? Nada...

 

Última nota para o parêntesis: foi igualmente esse raciocínio falacioso (embora inconsciente na altura) que conduziu à domesticação dos animais. Factor crucial no nosso processo de desenvolvimento.

 

 

O mediatismo foi por ser um leão "famoso", mas é algo que ajuda a prevenir que aconteçam casos semelhantes a este, pelo menos na minha opinião.

E é claro que fico revoltado pela morte de um leão, como fico pela morte das baleias, penso que nas Ilhas Faroé.

Se há pessoas que têm sentimentos em relação a animais, será que alguém pode julgar essa pessoa por isso?

 

 

E já agora, dou te a mesma resposta: "O mundo não se resume à tua página do facebook caso ainda não tenhas percebido. :wink:"

 

 

 

 

Eu espero que não volte tão cedo à sua vida normal, na minha opinião, deve ser julgado judicialmente, praticou uma ilegalidade, caçou ilegalmente, matou um animal protegido...

 

Eu acho que não ajuda a prevenir nada mas também é apenas a minha opinião.

 

Que fique bem claro que eu não estou a produzir nenhum julgamento sobre ninguém. Julgamento foi o que já se fez pelo mundo fora ao dentista. Eu apenas estou a comentar o exagero dramático e, quanto a mim, desproporcionado que notícias como esta suscitam.

 

Que o mundo não se resume à minha página do facebook sei eu muito bem. No mundo acontecem coisas ao contrário do que se passa no meu facebook. Agora estou eu aqui a pensar: tu achas mesmo que para a maioria das pessoas não é indiferente a morte do Cecil? Tens consciência que a esmagadora maioria das pessoas não viu, leu ou ouviu a notícia? E das que viram, ouviram ou leram a maior parte não lhe dedicou atenção particular?

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Por acaso é impressionante o poder da internet, para o bem e para o mal.

Imaginando que a comunicação social se tinha enganado no nome do homem, a vida dele já estava destruída.

 

não te recordas da investigação que o reddit fez na altura do ataque a Boston?

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A forma como ele o disse é dogmática. Como tu o disseste já não é. Exercício especulativo ou não, sustentas que a extinção de uma espécie que esteja no topo da cadeia alimentar traz como imediata consequência a proliferação das suas presas. Neste caso seria previsível que as populações de zebras e gazelas aumentaria e que esse crescimento conduziria a consequências de 2º e 3º nível igualmente imprevisíveis e potencialmente negativas. No limite poderíamos estar perante um cenário de destruição completa do ecossistema. Assim já se percebe. E até deixo passar o facto do Pan ter referido "qualquer espécie" porque eu só estava mesmo interessado nos leões.

 

Em relação à biodiversidade não tenho nada contra. Não sei se deveria ser a "nossa bandeira" mas percebo o conceito e a lógica. E nem é necessário chamar para aqui a "responsabilidade moral". Deixo essa vertente para cuidar dos nossos. No plano moral ainda considero que uma espécie que não sabe ainda cuidar convenientemente dos seus poucas condições terá para cuidar convenientemente dos outros.

 

Em relação ao 3º parágrafo se era isso que o Pan queria dizer então não percebo a lógica de o ter colocado aqui. O que é que acrescenta? Em termos científicos não se pode afirmar que somos a espécie mais evoluída. Ok. Então e depois? Isso conduz-nos onde? Que conclusões podemos tirar dessa afirmação? Nada...

 

Última nota para o parêntesis: foi igualmente esse raciocínio falacioso (embora inconsciente na altura) que conduziu à domesticação dos animais. Factor crucial no nosso processo de desenvolvimento.

Eu considero perfeitamente lógico que ele o tenha mencionado, pois tu próprio, em resposta, caíste na falácia de correlacionar superioridade evolutiva com o grau de inteligência, o que demonstra que é um raciocínio quase instintivo que está presente no nosso subconsciente. O meu exemplo da escravização é um dos resultados extremos que esse pensamento criou. O teu exemplo da domesticação dos animais poderá ser outro, um facto que reafirma esta ideia, que o Homem tem tendência em subjugar aqueles que julga inferiores sob pretextos insubstanciais. Um exemplo é ao custo de outras espécies, ainda que inconsciente; o outro foi ao custo de membros da nossa própria espécie, plenamente consciente; ainda podíamos adicionar o exemplo do século passado, sob o regime nazi, onde a inferioridade intelectual serviu de pretexto para esterilizar deficientes mentais, "para o bem da raça superior, a raça ariana". Concluo que é importante combater esse preconceito que parece ser tão reflexivo, que levado ao extremo e quando encoberto por noções científicas falaciosas pode causar tanto sofrimento à nossa própria espécie. Como podes ver, a atitude que demonstramos para com as outras espécies, acaba por se refletir no tratamento que temos de membros da nossa própria espécie; os dois fatores não estão desassociados, abrir os olhos e ter uma atitude consciente e respeitosa para com a Natureza é do nosso maior interesse e ajudará a alcançar o teu objetivo de tratar os nossos com o mesmo respeito.

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Dogmas? É verdade?

 

Experimenta matar as espécies que não podes comer e depois tenta sobreviver num mundo onde os insectos proliferam, dominam e te comem vivo. Havia de ser bonito. O homem é um vírus, e o planeta estava bem melhor e em mais harmonia sem nós.

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não te recordas da investigação que o reddit fez na altura do ataque a Boston?

We did it Reddit!

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Eu considero perfeitamente lógico que ele o tenha mencionado, pois tu próprio, em resposta, caíste na falácia de correlacionar superioridade evolutiva com o grau de inteligência, o que demonstra que é um raciocínio quase instintivo que está presente no nosso subconsciente. O meu exemplo da escravização é um dos resultados extremos que esse pensamento criou. O teu exemplo da domesticação dos animais poderá ser outro, um facto que reafirma esta ideia, que o Homem tem tendência em subjugar aqueles que julga inferiores sob pretextos insubstanciais. Um exemplo é ao custo de outras espécies, ainda que inconsciente; o outro foi ao custo de membros da nossa própria espécie, plenamente consciente; ainda podíamos adicionar o exemplo do século passado, sob o regime nazi, onde a inferioridade intelectual serviu de pretexto para esterilizar deficientes mentais, "para o bem da raça superior, a raça ariana". Concluo que é importante combater esse preconceito que parece ser tão reflexivo, que levado ao extremo e quando encoberto por noções científicas falaciosas pode causar tanto sofrimento à nossa própria espécie. Como podes ver, a atitude que demonstramos para com as outras espécies, acaba por se refletir no tratamento que temos de membros da nossa própria espécie; os dois fatores não estão desassociados, abrir os olhos e ter uma atitude consciente e respeitosa para com a Natureza é do nosso maior interesse e ajudará a alcançar o teu objetivo de tratar os nossos com o mesmo respeito.

 

O teu raciocínio é inatacável. E concordo praticamente com tudo. Só tenho duas questões:

 

1 - Em que é que a consciência de não nos podermos considerar a espécie mais evoluída concorre para passarmos a lidar com os nossos semelhantes e com as espécies que partilham connosco a Terra de uma forma menos dominadora e mais igualitária? Não teríamos igual responsabilidade caso fosse cientificamente comprovado que nos encontramos num patamar superior da evolução?

 

2 - Se o tratamento que conferimos às outras espécies está associado à forma como lidamos com indivíduos ou grupos de indivíduos da nossa própria espécie, conceito que aceito, porque é que a ordem dos fatores tem que ser essa que apresentaste? Tratar melhor os animais para ajudar a alcançar o objetivo de tratar os nossos com o mesmo respeito. Porque não ao contrário? Tratar bem dos nossos para, então, poder tratar melhor os animais.

 

 

Dogmas? É verdade?

 

Experimenta matar as espécies que não podes comer e depois tenta sobreviver num mundo onde os insectos proliferam, dominam e te comem vivo. Havia de ser bonito. O homem é um vírus, e o planeta estava bem melhor e em mais harmonia sem nós.

 

Estás a meter os pés pelas mãos Pan. As espécies que nos importam e com as quais devemos ter cuidados especiais quanto à sua preservação não são apenas aquelas que nos fornecem alimento. São todas as que importam para o nosso bem-estar e sobrevivência. Como é lógico um cenário dessa natureza não é admissível. Por isso devemos preservar todas as espécies que contribuem para que tal não aconteça. Há quem sustente que todas as espécies são importantes. Que todas elas têm o seu papel no mundo. Eu não estou convencido dessa realidade. Porque todos os dias se extinguem espécies e o mundo vai andando, com maior ou menor necessidade de adptação, com maior ou menor desequilíbrio de ecossistemas. Como é óbvio não me refiro a processos de extinção em massa já aqui abordados pelo bmfpcdm. Isso é grave e merecedor da nossa máxima atenção porque, a prazo, coloca em causa a subsistência da nossa própria espécie. Mas o desaparecimento do rato de cauda azul do deserto da Patagónia, do pintassilgo de bico curvo que só existe nos rochedos da Cornualha, do lince ibérico ou da borboleta gigante das florestas da Indochina pode não ter qualquer impacto e ser completamente irrelevante (*).

 

Quanto ao facto do planeta estar melhor e mais harmonioso sem nós tenho grandes dúvidas. Principalmente porque não haveria ninguém por perto para proceder às medições. Imagino que em Marte funcione tudo na perfeição mas isso não me aquece nem arrefece...

 

(*) - com exceção do lince ibérico as outras espécies não passam de invenções minhas. :wink:

Editado por Descartes

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Quanto à 2ª parte do teu comentário, em que mudas o foco da comparação que fizeste no post anterior, com a devida distância, claro, só me dá vontade de rir. Pensar num leão selvagem adulto, chefe da alcateia, no seu habitat natural e designá-lo como "ser indefeso" é demasiado hilariante... :lol:

 

 

Vá lá, Descartes, tu és uma pessoa inteligente. Sabes tão bem como eu que ele estava indefeso na medida em que estava ferido, os caçadores estariam protegidos pelo veículo e dispunham de armas de fogo. Assim até eu dava cabo do Sylvester Stallone!

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Vá lá, Descartes, tu és uma pessoa inteligente. Sabes tão bem como eu que ele estava indefeso na medida em que estava ferido, os caçadores estariam protegidos pelo veículo e dispunham de armas de fogo. Assim até eu dava cabo do Sylvester Stallone!

 

Se ele estava assim tão indefeso porque raio demoraram 40 horas em perseguição até o matarem?

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Se ele estava assim tão indefeso porque raio demoraram 40 horas em perseguição até o matarem?

 

Acredito que o gajo não seja particularmente lento ou magrinho...

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O teu raciocínio é inatacável. E concordo praticamente com tudo. Só tenho duas questões:

 

1 - Em que é que a consciência de não nos podermos considerar a espécie mais evoluída concorre para passarmos a lidar com os nossos semelhantes e com as espécies que partilham connosco a Terra de uma forma menos dominadora e mais igualitária? Não teríamos igual responsabilidade caso fosse cientificamente comprovado que nos encontramos num patamar superior da evolução?

 

2 - Se o tratamento que conferimos às outras espécies está associado à forma como lidamos com indivíduos ou grupos de indivíduos da nossa própria espécie, conceito que aceito, porque é que a ordem dos fatores tem que ser essa que apresentaste? Tratar melhor os animais para ajudar a alcançar o objetivo de tratar os nossos com o mesmo respeito. Porque não ao contrário? Tratar bem dos nossos para, então, poder tratar melhor os animais.

1 - Cientificamente nunca se poderia provar superioridade evolutiva, pois como já disse vai contra o conceito biológico de evolução; mas mesmo que fosse possível, claro que a responsabilidade continuaria presente. Contudo, entender o que a evolução representa ajuda a purgar este tipo de preconceito tão universal, pois coloca todas as espécies no mesmo plano, o presente. Chegámos todos aqui, a partir da mesma espécie ancestral, cada um sobrevivendo à sua maneira. São fatores inegáveis que nos unem e que ajudam a substanciar a responsabilidade que temos para com outras espécies. Estes conceitos, ao mesmo tempo, também contribuem para o melhor entendimento da nossa própria espécie.

 

2 - Eu diria que ambos estão interligados e podem-se entreajudar, mas não nos podemos desligar de um para nos concentrarmos no outro; contudo há claramente um lado que vai ficando para trás, temos vindo a eliminar espécies a uma velocidade alarmante, logo é natural que a luta da comunidade científica para preservar espécies e olhar os seus indivíduos de uma forma diferente seja tão urgente.

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não te recordas da investigação que o reddit fez na altura do ataque a Boston?

 

Não é preciso ir tão longe. Basta relembrar o que se passou com aquele polícia em Guimarães que até havia aqui pessoal a partilhar informação pessoal dele.

 

Um bocado para o ridículo.

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"Matar um leão não requer coragem. Entrar no Octagon [um evento num campeonato de luta e artes marciais] ou ir para o exército - isso requer coragem. Experimentem isso antes de matar um leão. Proteger os grandes felinos = coragem."

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Schwarzenegger, Gervais e Kimmel têm uma mensagem para o caçador que matou Cecil

 

Críticas a Walter Palmer vêm de anónimos e famosos. Veja mensagem de Schwarzenegger e programa de Kimmel.

 

O dentista norte-americano que matou o leão Cecil tem sido alvo da fúria de milhares de pessoas anónimas na internet, nos últimos dias, desde que foi identificado, mas também de alguns famosos. Arnold Schwarzenegger, Ricky Gervais e Jimmy Kimmel foram alguns dos que se manifestaram publicamente contra a caça e criticaram Walter Palmer.

 

O antigo governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger criticou a falta de coragem dos que matam os felinos. Numa mensagem publicada no Instagram, a estrela de Hollywood pediu a todos para pararem de matar os grandes felinos. "Matar um leão não requer coragem. Entrar no Octagon [um evento num campeonato de luta e artes marciais] ou ir para o exército - isso requer coragem. Experimentem isso antes de matar um leão. Proteger os grandes felinos = coragem."

 

Schwarzenegger encorajou ainda todos a doar cinco dólares para salvar os leões, partilhando uma ligação para o programa de conservação da National Geographic.

O comediante Ricky Gervais, conhecido defensor dos direitos dos animais, também tem acompanhado o caso publicamente, através da sua página de Facebook. "Temos de fazer as pessoas perceber que matar por diversão não é motivo de orgulho. Não é caçar. caçar é para ter comida. Não é para testar habilidades. É possível fazer isso com latas. E não é legítima defesa. É simplesmente a emoção prevertida de tiarar a vida de outra criatura. É errado"

 

 

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De um ponto de vista puramente racional, o ponto de vista do Desc sobre a extinção das espécies faz sentido. É de uma frieza assustadora, embora lógico.

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Irmão do leão Cecil também foi morto

 

Ainda no rescaldo do polémico abate de Cecil por um dentista norte-americano, ambientalistas do Zimbabué anunciaram este sábado a morte de mais um leão, igualmente vítima de caçadores furtivos.

 

“Estamos de coração partido”, anunciou a Zimbabwe Conservation Task Force, que não adiantou mais pormenores sobre a morte de Jericho, registada pelas 16h locais.

 

Jericho protegia as crias que o irmão deixou para trás, colocando em dúvida a sobrevivência dos jovens leões.

 

Walter Palmer, um cidadão norte-americano, é agora procurado pela justiça do Zimbabué, que já pediu a sua extradição aos Estados Unidos. Arrisca uma pena de prisão por caça ilegal.

 

 

SOL

 

Assim já não mata as crias do outro. Foi bom ou mau?

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E não se defendeu? Nem um german suplex para amostra?

Vê-se mesmo que não és smark.

 

O ataque do Y2J é o... Lionsault.

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Experimenta matar as espécies que não podes comer e depois tenta sobreviver num mundo onde os insectos proliferam, dominam e te comem vivo. Havia de ser bonito. O homem é um vírus, e o planeta estava bem melhor e em mais harmonia sem nós.

 

E chegas a essa conclusão baseado em quê? Naqueles vídeos que andam por aí que mostram o que aconteceria ao mundo se o ser humano se extinguisse?

 

Sabes que surgiu vida na Terra há muitos milhões de anos, não sabes? Sabes que a maior parte do tempo dessa vida foi passada sem a presença do ser humano, não sabes? Sabes que durante esse período de vida sem humanos, houve grandes extinções, desequilíbrios climáticos, catástrofes naturais e um sem número de situações que levaram à morte de muitas espécies, não sabes? Isto tudo para dizer que a harmonia é uma treta! Não há nem houve harmonia nenhuma. Há luta pela sobrevivência e há selecção natural.

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