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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Nunca percebi a razão de nacionalizarem os CTT, até pq era uma empresa lucrativa.

Disseram os accionistas dos CTT em 2022.

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Nunca percebi a razão de nacionalizarem os CTT, até pq era uma empresa lucrativa.

 

Não foi UE que obrigou?

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Nunca percebi a razão de nacionalizarem os CTT, até pq era uma empresa lucrativa.

 

Porque era uma empresa com potencial de receitas cada vez menor, dado o tipo de negócio, e exactamente pelo facto de ser lucrativa é que permitiu fazer o encaixe que foi feito e na altura certa. Além disso, ainda lhes deram a licença bancária para fazer mais dinheiro. Esta não é das áreas em que eu tenha preferência pela ausência total do Estado, mas estou curioso para ver até onde foi acautelado o interesse público, e quais as consequências caso esse não seja cumprido. Já se ouve falar em potenciais novos players que possam tentar a concessão dos CTT.

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Que trabalhos são esses em que homens e mulheres trabalham lado a lado, mas em que um ganha mais do que outro? É porque eu não duvido que em média os homens ganham mais, mas nunca vejo este tipo de discussões acompanhadas de exemplos concretos de profissões onde haja esse pagamento diferenciado pelo género.

Porque é que me estás a perguntar isso a mim? Isso é exatamente o que eu queria saber e foi o que perguntei :mrgreen:

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O fecho de um desses balcões é em Abrantes. Uma coisa completamente sem sentido. Querem fechar um balcão na parte nova da cidade, com imenso movimento, estacionamento amplo, para manterem outro no centro histórico, em que as ruas são de pedras de calçada e parar o carro é extremamente complicado por falta de estacionamento.

 

Onde está o interesse público e o serviço de proximidade? Como vão os mais idosos levantar as suas reformas se a rede de transportes é deficitária?

 

Situação absolutamente inqualificável. Quanto muito fechavam a loja com menos movimento e menores acessibilidades.

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Porque é que me estás a perguntar isso a mim? Isso é exatamente o que eu queria saber e foi o que perguntei :mrgreen:

 

Não era a ti, era para quem fosse entendido. Mas ao ler o artigo, esqueci-me completamente que tinhas escrito a seguir, daí a pergunta duplicada :lol:

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A próxima polémica que a oposição vai tentar cavalgar é o facto do Centeno ter pedido dois bilhetes para ver o Benfica.

 

Não é de todo comparável ao caso da Galp, mas diga-se que a justificação do Governo é impecável - por serem bilhetes para o camarote presidencial, estes não são possíveis de ser adquiridos na bilheteira e, portanto, não têm valor comercial :lol:

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Porque era uma empresa com potencial de receitas cada vez menor, dado o tipo de negócio, e exactamente pelo facto de ser lucrativa é que permitiu fazer o encaixe que foi feito e na altura certa. Além disso, ainda lhes deram a licença bancária para fazer mais dinheiro. Esta não é das áreas em que eu tenha preferência pela ausência total do Estado, mas estou curioso para ver até onde foi acautelado o interesse público, e quais as consequências caso esse não seja cumprido. Já se ouve falar em potenciais novos players que possam tentar a concessão dos CTT.

Essa do potencial de receitas é interessante, bem como um argumento de que já não se enviam cartas. A verdade é que mando vir imensas coisas da internet e diria que no ultimo ano nenhuma dessas entregas me foi feita pelos CTT (empresa que deveria ter este monopólio) mas sim por empresas de que nunca tinha ouvido falar. Empresas essas que em poucos anos ultrapassaram no modo de entrega os CTT, em anos luz. Empresas que vão a todo o nicho de mercado ganhar lugar aos CTT. Se pode ser verdade que no mercado da correspondência o potencial de receitas (ainda assim, todos os serviços enviam cartas diariamente) podia ser menor, quando os CTT foram privatizados o mercado do serviço de entregas estava em expansão.

 

Não custa nada dizer que a privatização foi um típico negócizinho e a gestão privada um autêntico descalabrado. Não me espantaria nada que roubo feito, agora se queira entregar de novo ao estado a empresa para que, se ainda servir para alguma coisa, sejamos nós recuperar o que houver para recuperar.

Editado por Mayday

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Essa do potencial de receitas é interessante, bem como um argumento de que já não se enviam cartas. A verdade é que mando vir imensas coisas da internet e diria que no ultimo ano nenhuma dessas entregas me foi feita pelos CTT (empresa que deveria ter este monopólio) mas sim por empresas de que nunca tinha ouvido falar. Empresas essas que em poucos anos ultrapassaram no modo de entrega os CTT, em anos luz. Empresas que vão a todo o nicho de mercado ganhar lugar aos CTT. Se pode ser verdade que no mercado da correspondência o potencial de receitas (ainda assim, todos os serviços enviam cartas diariamente) podia ser menor, quando os CTT foram privatizados o mercado do serviço de entregas estavam em expansão.

 

Não custa nada dizer que a privatização foi um típico negócizinho e a gestão privada um autêntico descalabrado. Não me espantaria nada que roubo feito, agora se queira entregar de novo ao estado a empresa para que, se ainda servir para alguma coisa, sejamos nós recuperar o que houver para recuperar.

 

Não compreendo o propósito do primeiro parágrafo, visto que eu não disse que se deixaram de enviar cartas. Quando digo que há menor potencial de receita, é mesmo porque a correspondência trocada deixa de ser tão baseada em correspondência escrita - área praticamente monopolizada pelos CTT - e passa a ser mais baseada na entrega de encomendas, área essa onde existem mais players no mercado e que, por isso, deixam de ser tão atractivas para o CTT. E o facto dos CTT terem sido ultrapassados pela Seurs, DHLs e Fedexes desta vida deve-se ao facto de terem andado a dormir à sombra da bananeira estes anos todos em que dominavam o mercado, e só agora começam a correr atrás do prejuizo.

 

E isso do negócizinho também tem muito que se lhe diga, visto que o capital distribuido em bolsa, não foi vendida de forma directa a nenhum grande grupo particular. E o serviço dos CTT já se vinha a degradar bem antes de se ter entregue a uma gestão privada, mas isso é fácil de esquecer.

Editado por Visitante

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Seur é a pior transportadora de sempre.

 

Nacex > *

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Não compreendo o propósito do primeiro parágrafo, visto que eu não disse que se deixaram de enviar cartas. Quando digo que há menor potencial de receita, é mesmo porque a correspondência trocada deixa de ser tão baseada em correspondência escrita - área praticamente monopolizada pelos CTT - e passa a ser mais baseada na entrega de encomendas, área essa onde existem mais players no mercado e que, por isso, deixam de ser tão atractivas para o CTT. E o facto dos CTT terem sido ultrapassados pela Seurs, DHLs e Fedexes desta vida deve-se ao facto de terem andado a dormir à sombra da bananeira estes anos todos em que dominavam o mercado, e só agora começam a correr atrás do prejuizo.

 

E isso do negócizinho também tem muito que se lhe diga, visto que o capital distribuido em bolsa, não foi vendida de forma directa a nenhum grande grupo particular. E o serviço dos CTT já se vinha a degradar bem antes de se ter entregue a uma gestão privada, mas isso é fácil de esquecer.

É um outro argumento bastante usado e que vai de encontro ao teu. Mas eu também não sei a que período é que queremos comparar, mas diria que a qualquer período do século XXI o argumento perde alguma validade.

 

O serviço de encomendas era no fundo a modernização dos serviços dos CTT, qualquer bom gestor atacava com tudo este mercado se tivesse nas mãos uma empresa com a rede nacional de distribuição já montada dos CTT e este negócio estivesse em expansão. As Seurs, DHLs e Fedexes (e muitas outras pequenas transportadoras) nem entravam visto que o nosso mercado também não é assim tão vasto.

 

Mas só neste país é que o estado entrega à gestão privada uma empresa que não dava prejuízo, nem estava em risco de dar prejuízo e pelo contrário tinha nas mãos um monopólio. Ainda por cima não deixou defendido o serviço público.

 

Mas quem sou eu, um mero cómico, que nada sei destas línguas.

Editado por Mayday

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É um outro argumento bastante usado e que vai de encontro ao teu. Mas eu também não sei a que período é que queremos comparar, mas diria que a qualquer período do século XXI o argumento perde alguma validade.

 

O serviço de encomendas era no fundo a modernização dos serviços dos CTT, qualquer bom gestor atacava com tudo este mercado se tivesse nas mãos uma empresa com a rede nacional de distribuição já montada dos CTT e este negócio estivesse em expansão. As Seurs, DHLs e Fedexes (e muitas outras pequenas transportadoras) nem entravam visto que o nosso mercado também não é assim tão vasto.

 

Mas só neste país é que o estado entrega à gestão privada uma empresa que não dava prejuízo, nem estava em risco de dar prejuízo e pelo contrário tinha nas mãos um monopólio. Ainda por cima não deixou defendido o serviço público.

 

Mas quem sou eu, um mero cómico, que nada sei destas línguas.

 

Vai mais de encontro ao teu do que ao meu, visto que convenientemente falaste no facto de a tua correspondência estar a ser entregue por empresas privadas que não os CTT. E isso tem uma razão simples de compreender.

 

Durante as últimas décadas, os CTT tiveram o monopólio (ou quase) da distribuição de correspondência em Portugal. Há uns anos - e ainda durante a gestão pública da empresa (que o deixou de ser em 2011), começaram a entrar no mercado alguns gigantes estrangeiros da área, como a DHL ou a Fedex, que aproveitaram o facto de ter uma estrutura mais leve e com menos custo, para competir com os CTT na entrega de encomendas. E foi exactamente por serem mais competitivas, que praticamente arredaram com os CTT - visto que estas transportadoras são contratadas por empresas privadas, estas têm interesse pelo serviço menos custoso. Os CTT agiram tarde e mal, e estavam numa situação em que já não conseguiam competir com estas empresas, e essa foi uma das razões pela qual foram entregues a uma gestão privada (tipicamente mais eficiente). E é nisso que eu baseio o meu argumento de que se trata de um negócio cada vez menos rentável (os CTT). Não comentei mais nada, só isso.

 

Estando esclarecidos quanto ao meu argumento, digo também que algum tipo de reestruturação teria de ser feita para que a empresa continuasse a ser lucrativa. Não seria necessariamente baseada no tipo de medidas anunciadas, e muito menos assente em distribuição de dividendos acima dos lucro da própria empresa. Mas a modernização de que falas e que permitiria aos CTT aproveitar as vantagens comparativas que já tinham deveria ter sido feita muito antes da altura em que a empresa foi privatizada, de forma a manter a posição dominante no mercado. Mas não foi, e isso é uma constante em praticamente todas as empresas públicas e um fenómeno que está mais do que estudado na literatura financeira e económica.

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Isto anda fortíssimo para aqueles lados do Atlântico. Já não me ria tanto há muito tempo, tenho mesmo de arranjar o livro. Alguém sabe se isto terá edição em português? É que se não tiver vou ler mesmo em inglês.

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Gosto de ver que o Steve Bannon se tornou uma fonte credível, um gajo nojento e um parasita (era considerado como tal pelos democratas até há dias).

 

Pelo que li e ouvi em podcasts o que o Bannon fez foi deixar o Wolff entrar na Casa Branca e ele passava o dia num lounge na "West Wing"(?) a falar com a malta que lá trabalha. Mas o mais engraçado é que quem se vai queimar à grande não é o Trump, é o SB - digo isto por todas as reações que já houve à direita.

 

Algumas coisas serão verdade, mas não metia as minhas mãos no fogo pelo que é escrito no livro. Parece-me sensacionalismo. Para dizer a verdade, isto é daquelas coisas que não vai mudar nada, quem já achava o Trump um lunático vai continuar a achar e quem não o achava também não vai mudar de ideias.

Quem é que deixou de considerar um Bannon um gajo nojento e um parasita?

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O Santana tem realmente isto no papo, apesar do Rui Rio transparecer ser melhor no campo executivo (o que não é difícil). O Rui Rio, do pouco que vi do debate, partiu ao ataque ao Santana e a meu ver, apesar de ser aquilo que tinha de fazer para ter mais hipóteses de ser eleito, deu-se mal, o Santana estava no campo dele, o dos debates, já o Rui Rio, com um perfil mais executivo e menos carismático, não conseguiu acompanha-lo. É-me indiferente quem ganhe, mas acredito que em caso de um dos 2 ser eleito PM, o Rui Rio faria um trabalho melhor (ou ao menos, menos mau).

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A conversa sobre os CTT está muito agradável e interessante, mas permitam-me dar o meu contributo, baseado nas contas que os CTT apresentam e não em ideias pré-concebidas e ideologias partidárias.

 

Os CTT têm 4 negócios core:

 

1 - o serviço de correios, que é o maior negócio da empresa em termos de volume.É um negócio lucrativo, que funciona em regime de monopólio e que, mesmo assim, fruto dos tempos, não pára de decrescer de forma sustentada ao longo do tempo;

2 - o serviço de encomendas que representa cerca de 18% do volume de negócios da empresa (não é assim tão pouco), e está em crescimento, mas que tem um problema, não dá dinheiro nenhum, não rende e nunca rendeu nada aos CTT. De que serve investir num negócio que historicamente nunca deu nada a ganhar à empresa?

3 - Os serviços financeiros (certificados de aforro, seguros, etc.) que são a galinha dos ovos de ouro. Os CTT têm aqui o negócio mais lucrativo, com as melhores margens. Sucede que o Estado está a meter um garrote nisto, tendo começado a distribuir esses produtos por outros bancos (não sei se por vontade própria, se por imposição legal) e, estando a oferecer, neste momento, produtos menos apelativos do que no passado;

4 - O banco, que até ver é um fiasco monumental e é a única actividade da empresa que dá prejuízo.

 

Resumindo, o Estado privatizou uma empresa lucrativa, mas cujos negócios que dão lucro parecem estar datados e os negócios que crescem são os negócios que não interessam. Esta é que é a verdade.

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Foi uma força de expressão não quis dizer literalmente que o deixaram de considerar tudo isso. Está a ser aceite como uma fonte credível por grande parte dos media, citam-no como se fosse uma autoridade no que quer que seja (que não é) e antes tudo o que ele dissesse era automaticamente mentira ou um devaneio.

 

Não quero com isto defendê-lo a ele ou ao Trump, só acho piada à hipocrisia.

 

Consegues dar um exemplo de algo em que tenha sido citado "como se fosse uma autoridade"? Fiquei curioso.

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Fascinante como me habituei a ler este tipo de tweets de um presidente dos Estados Unidos. Isto é tão absurdo.

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