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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Puto Perdiz, Em 15/05/2020 at 10:40:

Nasceu um movimento que junta os dois lados do Atlântico para combater o populismo

Yanis Varoufakis, Rui Tavares, Bernie Sanders, Naomi Klein, Noam Chomsky e Fernando Haddad são alguns dos nomes do movimento de esquerda que acaba de ser criado.

https://www.tsf.pt/mundo/nasceu-um-movimento-que-junta-os-dois-lados-do-atlantico-para-combater-o-populismo-12177554.html

Sou um cusco e fui ver as pessoas que estão no "movimento de esquerda" e adivinhem quem encontrei e quem não encontrei?

 

 

Joacine Katar Moreira

Portugal

Joacine Katar Moreira is a historian, feminist and anti-racist activist, and an elected Member of Parliament. She is part of the Constitutional Affairs, Rights, Freedoms and Guarantees Committee and of the Environment, Energy and Territorial Planning Committee. She holds a Ph.D. in African Studies, a master’s degree in Development Studies and a BA in Modern and Contemporary History at ISCTE — University Institute of Lisbon. Katar Moreira is also the founder of INMUNE — Black Woman Institute and has been an active participant in public and academic debates on gender, colonialism, slavery, and racism.

 

Estranho não haver nenhuma referência à Joacine na notícia...

.

 

Citação de Plagio o Original, há 9 minutos:

N sei do que falas 

 

 

 

Editado por Puto Perdiz
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Citação de Puto Perdiz, há 7 minutos:

 

Que engraçado

E o Rui Tavares n está msm no site deles ou é impressão minha?

 

Editado por Plagio o Original

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Citação de Inkie, há 1 hora:
Spoiler

No dia 8 de Novembro de 2017, uma quarta-feira, António João Barata da Silva Barão, engenheiro de formação e pintor, que fundou e dirige a tertúlia artística Parlatório, em Lisboa, e a sua companheira, Ana Paula da Costa Lapa, registaram cinco sociedades imobiliárias de uma só vez. Todas com a mesma morada onde já tinham muitas outras, na loja 19 do Shopping Columbia, na Avenida Júlio Dinis, n.º 14, perto do Campo Pequeno, em Lisboa.

Cada um ficou com 50% das quotas das imobiliárias, mas António ficou como gerente de todas. Não que isso lhe viesse a ocupar muito tempo. Apesar do boom nos preços do imobiliário em Lisboa, daquelas cinco sociedades que criaram só uma registou uma venda, no valor de 200 euros. As outras acabaram o ano a zero.

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Cinco dias antes deste registo em Lisboa, nas distantes ilhas Caimão, mais concretamente no Cayman Corporate Centre, número 27 da Hospital Road, em George Town, foi criado um hedge fund, um fundo de investimento muito mais arriscado do que os tradicionais. Chama-se Anchorage Illiquid Opportunities Master VI (A) LP. Os valores que ostenta na data da sua criação são muito diferentes dos cinco mil euros de capital social das empresas criadas no Shopping Columbia em Lisboa. Mil duzentos e cinquenta milhões de dólares é o valor do fundo, repartido por mais de 18 investidores anónimos, tal como vem descrito na documentação entregue à Securities and Exchange Commission dos EUA. 

Para reforçar o anonimato e para pagar ainda menos impostos do que nas Caimão (um dos mais conhecidos “paraísos fiscais” do mundo), o hedge fund atravessou o Atlântico e registou, no dia 11 de Dezembro, no Luxemburgo, uma sociedade de responsabilidade limitada, chamada AIO VI S.a r.l., com sede na Avenue J.F. Kennedy, 43. 

Para completar esta história, que parece não ter qualquer tipo coerência, o fundo das Caimão ordenou à sua filial do Luxemburgo, no dia 8 de Outubro de 2018, que comprasse as cinco sociedades imobiliárias lisboetas a António Barão e Ana Paula Lapa.

Dois dias depois desse negócio, fechou-se o círculo destas entidades, menos de um ano depois de terem sido criadas. A venda, pelo Novo Banco, anunciada no dia 10 de Outubro de 2018 à CMVM, de 5552 imóveis e 8719 fracções às sociedades lisboetas, detidas pela sociedade luxemburguesa, que, por sua vez, pertence ao fundo de investidores anónimos nas ilhas Caimão. 

Uma “pechincha”
Este foi o maior negócio imobiliário realizado em Portugal nos últimos anos, e o segundo maior da Península Ibérica. Teve até um nome de código, atribuído pelo Novo Banco: Portfólio Viriato. Foi, também, um negócio sui generis. As casas e os terrenos — cerca de metade das quais habitações residenciais — foram vendidos muito abaixo do preço por que estavam avaliados. Valeriam, nas contas do banco, 631 milhões de euros. Foram vendidas por 364 milhões. 

“Uma pechincha”, criticou a deputada Helena Roseta, no seu último discurso no Parlamento, no dia 13 de Março de 2019. Aí, a deputada independente do PS (que foi criticada por responsáveis da sua bancada) sugeriu que aquelas casas, àquele preço, podiam servir melhor os propósitos do Estado. “Já que, directa ou indirectamente, somos todos chamados a pagar para manter a confiança dos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro, já que a nacionalização do Novo Banco foi descartada, por que não há-de o imobiliário não estratégico do Novo Banco ficar na posse do Estado?”

João Leão: Estado só entrará na recapitalização do Novo Banco se os accionistas “falharem”
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Esse não é, contudo, o corolário da história. É que o valor das casas causou apenas um prejuízo, contabilístico, no balanço do Novo Banco. O diferencial de preços, entre o seu valor estimado e o valor real da venda, foi colmatado por uma ajuda extra. O Fundo de Resolução, criado em 2012, que auxiliou a resolução do BES, compromete-se a injectar dinheiro sempre que as contas do Novo Banco fiquem ameaçadas. Foi o que aconteceu neste caso concreto. O Novo Banco pediu que o Fundo de Resolução cobrisse parte das perdas que teve no negócio — cerca de 260 milhões de euros. 

As hipotecas ainda são do Novo Banco
Mas as contas do Novo Banco tiveram outros impactos, desconhecidos até agora. O sucessor do BES vendeu os imóveis, registou as perdas, recebeu uma compensação por elas, mas ainda emprestou o dinheiro com que o hedge fund das Caimão comprou as suas casas e terrenos. 


O fundo comprou milhares de casas em Portugal e Espanha, a um preço baixo, e não arriscou os mais de mil milhões de dólares dos seus investidores porque a compra que fez ao Novo Banco foi garantida por um empréstimo do próprio banco vendedor. Se, por absurdo, o fundo não conseguir vender uma única casa do pacote Viriato, o dono das hipotecas continua a ser o Novo Banco, como pudemos testemunhar no registo predial destes imóveis, em que as casas são dadas como “garantia de contratos financeiros concedidos” às empresas que os compraram. 

O risco deste negócio para o fundo das Caimão é próximo do zero. O Novo Banco ainda não deixou de ser dono das casas, uma vez que é credor de uma hipoteca gigante, de centenas de milhões de euros. 

Nada disto é ilegal. As regras criadas para a resolução do BES — e a criação de um “banco bom”, suportada pelo Estado e pelo conjunto dos outros bancos, em teoria — exigem que o Novo Banco venda “activos problemáticos”, como o “excesso” de imobiliário, e permitem-lhe anular o risco dos compradores, atribuindo-lhes financiamento a crédito. O Novo Banco explica-nos isso mesmo, nas respostas às nossas perguntas: “A concessão de crédito às entidades compradoras é uma prática internacional de mercado (Vendor Finance) que visa optimizar as condições de venda e financiamento na venda de portfólios de REO (Real Estate Owned), considerando o mesmo o ‘princípio de plena concorrência’.”

Quem investiu no fundo das Caimão?
Nestes negócios, só há uma regra que o Novo Banco não pode infringir, explica o Fundo de Resolução: “O Novo Banco encontra-se impedido, nos termos do contrato, de proceder à venda de activos a entidades relacionadas com a Lone Star.” Nas respostas que enviou ao PÚBLICO, o Fundo de Resolução acrescenta: “Caso se viesse a constatar — o que não sucedeu — que o Novo Banco vendeu activos a entidades relacionadas com a Lone Star, tal configuraria uma violação do contrato.”

É, de facto, difícil de “constatar” que entre os investidores do hedge fund das ilhas Caimão, que comprou os imóveis ao Novo Banco, há pessoas ou entidades relacionadas com a Lone Star, o principal accionista do banco português. Difícil, para não dizer impossível. É que as regras de segredo comercial das Caimão impedem que o Fundo de Resolução, o Banco de Portugal, a SEC dos EUA ou o PÚBLICO saibam, facilmente, e em tempo útil, quem são de facto os verdadeiros compradores neste negócio imobiliário. A identidade dos donos do hedge fund está protegida pelas mais severas regras de anonimato empresarial do mundo. 

Ninguém, excepto os gestores do hedge fund, o Anchorage Capital Group, com sede em Nova Iorque, sabe quem comprou as casas portuguesas. Fizemos o que é possível nestas situações: perguntámos ao Anchorage Capital se pode garantir que entre os investidores do hedge fund não há pessoas ou entidades relacionadas com a Lone Star, ou com o Novo Banco. A resposta foi a habitual nestas situações: os gestores não fazem “disclosure” dos titulares do fundo. Não revelam a sua identidade, não aceitam indicar a sua nacionalidade e também se recusam a responder à nossa pergunta mais concreta: “Pode o Anchorage testemunhar que não existem entre os detentores do fundo pessoas relacionadas com a Lone Star ou com o Novo Banco?”


Para fazermos esta pergunta simples, tivemos de tocar a várias portas. O Anchorage Capital não disponibiliza qualquer contacto de endereço electrónico no seu site. Pedimos aos seus representantes legais em Portugal, a sociedade de advogados Morais Leitão e Galvão Teles, que nos respondesse a algumas destas questões. Perante a recusa, solicitámos que o Anchorage nos contactasse para podermos fazer as perguntas. Recebemos rapidamente um telefonema de uma agência de comunicação de Londres, que ficou de satisfazer o nosso pedido. Porém, horas mais tarde, recebemos outro telefonema, de outra agência de comunicação, em Nova Iorque, prontificando-se para o fazer, embora com mais reservas quanto à pertinência jornalística do assunto. 

Enviámos as perguntas por email no dia 16 de Julho. Cinco dias depois recebemos um novo telefonema, de um terceiro assessor de comunicação. A resposta final é esta: “O Anchorage recusa-se a comentar.” 

Já o Novo Banco aceitou responder. Dá uma garantia: “O banco tem identificado o beneficiário último desta entidade sujeita à US Securities Exchange Commission, e não há qualquer registo ou evidência de transacção com partes relacionadas no âmbito dessa operação de venda de carteira imobiliária.”

O problema é que o “beneficiário último” identificado nos registos da SEC norte-americana é, como vimos, a entidade gestora do fundo, e não os verdadeiros donos. O Anchorage, tal como as outras gestoras de fundos deste tipo, não é a entidade que lucra, ou perde, com os investimentos feitos. Recebe apenas uma comissão pelos seus serviços. Mas quem ganha com a valorização dos milhares de imóveis comprados em Lisboa é o grupo de investidores anónimos. Sobre esses não parece haver qualquer forma de escrutínio. 


Como prevenir a violação do contrato?
Novo Banco vendeu activos com 70% de desconto a fundo ao qual o seu <i>chairman</i> esteve ligado
Novo Banco vendeu activos com 70% de desconto a fundo ao qual o seu chairman esteve ligado
Por isso, insistimos junto do Banco de Portugal. Perguntámos: de que forma pode o regulador financeiro assegurar-se de que não há partes relacionadas envolvidas neste negócio? A resposta é esta: “Quando os adquirentes dos activos são fundos de investimento ou fundos de private equity, o que se procura apurar é se o fundo em causa é um adquirente credível, nomeadamente tendo em conta as suas credenciais e o seu historial”, começa por explicar o BdP.

“Por outro lado, essas situações — i.e. as situações em que os adquirentes são fundos de investimento ou fundos de private equity — são precisamente aquelas em que a venda normalmente resulta de processos organizados, abertos e competitivos, em que o adquirente é o concorrente que oferece as melhores condições”, continua o regulador.

Por isso, conclui o supervisor, que agora é liderado por Mário Centeno, “esta conjugação de elementos (para além da análise que é feita quanto ao desenrolar dos processos de venda) minimiza a probabilidade de haver aquisição de activos pelo accionista privado do Novo Banco, mas em qualquer caso, se porventura viesse a ser detectado, mesmo após a transacção, que o adquirente de activos abrangidos pelo mecanismo de capitalização contingente era uma parte relacionada com a Lone Star, então nesse caso o Fundo de Resolução poderia invocar que teria havido violação do contrato”.

O que isto significa, na realidade, é que o regulador não fiscaliza, antecipadamente, os problemas legais numa transacção desta dimensão. Confia na boa-fé dos intervenientes. 

Negócio com imóveis leva a acusação de gestão ruinosa e conflito de interesses no Novo Banco
Os indícios que existem
Mas as perguntas enviadas ao Anchorage eram muito concretas. Durante a apresentação das propostas para a compra dos imóveis do Novo Banco (houve duas propostas vinculativas na fase final, tendo ganho a do Anchorage), um dos vice-presidentes da Lone Star era David Bartlett. Já era um quadro do fundo norte-americano que comprou o Novo Banco, e ficou nessa posição exactamente no ano em que este negócio se fez, entre Dezembro de 2017 e Dezembro de 2018. Em Janeiro de 2019, já com o negócio contratualizado, Bartlett foi contratado pelo Anchorage Capital, onde exerce agora as funções de director.

Não há qualquer prova de que Bartlett tenha trabalhado, em concreto, nesta venda de imóveis. O que a sua mudança de emprego prova, isso sim, é a proximidade real entre estes fundos americanos — Lone Star e Anchorage — que venderam e compraram 13.781 imóveis e fracções ao Novo Banco, em 2018.

Tal como não há qualquer prova de que António Barão tenha criado para o fundo das Caimão as cinco sociedades imobiliárias em Lisboa que realizaram o negócio com o Novo Banco — com nomes pouco habituais para alguém, como Barão, que gosta de repetir a frase de Pessoa, “a minha pátria é a língua portuguesa”, crismadas na conservatória como Great Missouri, Blue Fields, Yellow Nuance, Juticalpa e Bestyellow.   

O que há é um precedente próximo. Barão criou uma sociedade imobiliária em Lisboa, a Eusofia, que era detida por uma outra empresa, no Luxemburgo. Até ao dia 2 de Novembro de 2015, António Barão foi o gerente daquela imobiliária, que comprou à câmara um prédio vazio, gigante, no número 57 do Largo do Intendente (que estava reservado para residência de estudantes). Quatro meses depois, a Eusofia passou a ser gerida, como revela um trabalho do jornal O Corvo, por uma figura conhecida no universo BES, o antecessor do Novo Banco: Luís Horta e Costa, ex-administrador da ESCOM.

O método é semelhante, como vimos. Também no caso dos imóveis do Novo Banco, António Barão apenas registou as sociedades imobiliárias, que vendeu pouco tempo depois ao fundo gerido pelo Anchorage. Não sabemos por quanto, nem como se fez essa parte concreta do negócio. Barão não respondeu às perguntas que lhe enviámos por email nem às mensagens que lhe dirigimos nas redes sociais. 

Agora, na gerência das imobiliárias criadas por Barão estão representantes de duas empresas contratadas pelo fundo americano: a Lace Investments, portuguesa (fundada precisamente em meados de 2018, quando estava em curso o negócio com o Novo Banco), e a Colba Directorship, espanhola, que também recebeu crédito do Novo Banco para comprar a parte dos imóveis vendidos que estão em Espanha.

E resta a coincidência temporal de ter sido criado um hedge fund nas Caimão, várias imobiliárias em Portugal e um veículo no Luxemburgo, poucos meses antes de ser anunciada a venda das casas pelo Novo Banco. E, que se saiba, nenhuma destas entidades realizou qualquer outro negócio além deste.

 

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Citação de Plagio o Original, há 17 horas:

Que engraçado

E o Rui Tavares n está msm no site deles ou é impressão minha?


Quando foi lançado não estava, agora não sei, mas calculo que ainda não esteja. 

Editado por Puto Perdiz

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Citação de Mayday, há 12 horas:

Polónia quer sair da Convenção de Instambul

Ò @alopes agora já podes bater na mulher à vontade.

Já tenho o cinto preparado 😎

Mas por acaso a primeira vez que li sobre isso falava-se que o tratado mencionava qualquer coisa sobre usar a religião como desculpa para bater, aí parece dizer que é por causa de promover LGBT

Incrível a quantidade de burros, vem papa Putin

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Citação de Plagio o Original, há 14 horas:

Acho engraçado q com tanto episódio racista a acontecer nestes meses ainda n ouvi falar de nenhum aproveitamento político da joacine

A injustiçada do ano

Já ninguem lhe dá é trela, ela ainda tentou aproveitar o movimento do BLM aqui em Portugal, mas saiu furado.

(acho que é este o video) 

 

 

Editado por scallywag

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A Joacine acabou mais por descredibilizar o combate anti-racismo em Portugal nos olhos da maior parte dos portugueses, do que contribuir com algo positivo para este tema. A eleição dela foi uma oportunidade totalmente perdida em mesquinhices, dramas parvos e amadorismos.

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Citação de noikeee, há 19 minutos:

A Joacine acabou mais por descredibilizar o combate anti-racismo em Portugal nos olhos da maior parte dos portugueses, do que contribuir com algo positivo para este tema. A eleição dela foi uma oportunidade totalmente perdida em mesquinhices, dramas parvos e amadorismos.

Que demonstra a incapacidade da população para discutir o tema, que teve várias acções frágeis mas nada propriamente sobre o ele.

 

Eu até diria que ela tinha margem para se refundar sob essa óptica, se se juntasse ao Mamadou e a muitos descontentes do Bloco.

Editado por andriy pereplyotkin

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O grande problema da Joacine é que é radical, tem aquela mentalidade muito discutível que já vi muitas vezes nos últimos dias no Twitter que é de "Se não és anti-racista és racista".

Basicamente para este tipo de gente não há zona intermédia, querem queimar o campo político do centro moderado e atrair as pessoas para os extremos via radicalismo.

Faz lembrar um pouco Israel que, à boleia das anexações na Palestina, queima propositadamente a zona do centro para dividir o campo em pró-israelitas e antissemitas.

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Citação de Inkie, há 7 horas:

"É a melhor solução", "Não vai custar um cêntimo aos contribuintes", "Não há encargos para os contribuintes"

Não se podia nacionalizar porque... ninguém sabe, só não se podia. Agora somos roubados à descarada e ninguém assume as culpas ou é responsabilizado.

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Citação de Lebohang, há 29 minutos:

O grande problema da Joacine é que é radical, tem aquela mentalidade muito discutível que já vi muitas vezes nos últimos dias no Twitter que é de "Se não és anti-racista és racista".

Não querendo discutir o radicalismo da Joacine, não percebo como essa afirmação implica algum tipo de mentalidade discutível. Alguém que não é anti-racista está a compactuar com o comportamento racista de outros, fazendo parte do problema. A questão está mais no que é definido como racismo ou não.

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Citação de Lebohang, há 36 minutos:

O grande problema da Joacine é que é radical, tem aquela mentalidade muito discutível que já vi muitas vezes nos últimos dias no Twitter que é de "Se não és anti-racista és racista".

Basicamente para este tipo de gente não há zona intermédia, querem queimar o campo político do centro moderado e atrair as pessoas para os extremos via radicalismo.

Faz lembrar um pouco Israel que, à boleia das anexações na Palestina, queima propositadamente a zona do centro para dividir o campo em pró-israelitas e antissemitas.

Com racismo devíamos ser todos radicais, isso é óbvio. As pessoas é que não estão preparadas para admitir falhas no seu passado, presente e futuro e isso é muito chato.

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Citação de Lebohang, há 45 minutos:

O grande problema da Joacine é que é radical, tem aquela mentalidade muito discutível que já vi muitas vezes nos últimos dias no Twitter que é de "Se não és anti-racista és racista".

Basicamente para este tipo de gente não há zona intermédia, querem queimar o campo político do centro moderado e atrair as pessoas para os extremos via radicalismo.

Faz lembrar um pouco Israel que, à boleia das anexações na Palestina, queima propositadamente a zona do centro para dividir o campo em pró-israelitas e antissemitas.

"Racismo não é uma opinião"

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Não ser anti-racista ou anti-fascista é como aquelas pessoas que assistem a um crime qualquer a ser cometido mas não fazem nada porque ainda pode sobrar para elas e não querem chatices.

Editado por Mayday

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Citação de andriy pereplyotkin, há 2 horas:

Com racismo devíamos ser todos radicais, isso é óbvio. As pessoas é que não estão preparadas para admitir falhas no seu passado, presente e futuro e isso é muito chato.

Nem toda a gente tem a vocação, personalidade, apetência para participar activamente na mudança da sociedade. O que não quer dizer que sejam racistas. O senhor António pode não ser racista, garantir que no seu círculo de acção próxima não prolifera um ambiente racista e não ser activamente anti-racista. Pois há muitos modos de viver e participar na sociedade. E ser anti-algo exige uma actividade que não se pode exigir a todos.

Editado por smashing_pumpkin

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Citação de smashing_pumpkin , há 11 minutos:

Nem toda a gente tem a vocação, personalidade, apetência para participar activamente na mudança da sociedade. O que não quer dizer que sejam racistas. O senhor António pode não ser racista, garantir que no seu círculo de acção próxima não prolifera um ambiente racista e não ser activamente anti-racista. Pois há muitos modos de viver e participar na sociedade. E ser anti-algo exige uma actividade que não se pode exigir a todos.

mas garantir que no nosso círculo não existem comportamentos racistas é ser ativamente antirracista. não é preciso ir a manifs, filiar os amigos todos no bloco e ler a bibliografia da angela davis. chega interpelar e explicar pedagogicamente quando alguém do nosso círculo, amigo ou familiar, tem um comentário ou comportamento racista. estas atitudes muitas vezes nem são por maldade, as pessoas facilmente as reconhecem e passam a evitá-las. 

se toda a gente o fizesse, já há muito que o racismo não existia.

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A apatia generalizada é outro problema relacionado com causas sociais. As pessoas ao cruzarem-se com discussões sobre racismo, sexismo, homofobia, etc. têm a tentação de ignorar, virar as costas e passar a discussão à frente, pois racionalizam que não são racistas, sexistas ou homofóbicas, logo estão isentas de participar, explorar ou educar-se sobre essas temáticas.

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Citação de jean-luc godard, há 36 minutos:

mas garantir que no nosso círculo não existem comportamentos racistas é ser ativamente antirracista. não é preciso ir a manifs, filiar os amigos todos no bloco e ler a bibliografia da angela davis. chega interpelar e explicar pedagogicamente quando alguém do nosso círculo, amigo ou familiar, tem um comentário ou comportamento racista. estas atitudes muitas vezes nem são por maldade, as pessoas facilmente as reconhecem e passam a evitá-las. 

se toda a gente o fizesse, já há muito que o racismo não existia.

O racismo é um bocadinho mais complexo que isso.

Tanto que elementos que representavam o BLM passaram do nada ao anti-semitismo na América.

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 hora:

E ser anti-algo exige uma actividade que não se pode exigir a todos.

Como por exemplo?

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Citação de bmfpcdm, há 1 hora:

A apatia generalizada é outro problema relacionado com causas sociais. As pessoas ao cruzarem-se com discussões sobre racismo, sexismo, homofobia, etc. têm a tentação de ignorar, virar as costas e passar a discussão à frente, pois racionalizam que não são racistas, sexistas ou homofóbicas, logo estão isentas de participar, explorar ou educar-se sobre essas temáticas.

Até porque serem confrontados com novas formas de ver as coisas, como que podem estar a ter comportamentos racistas sem sequer se aperceberem disso, ou que podem, de facto, ser privilegiados comparativamente a pessoas de outras etnias é um momento de introspecção que é incómodo.

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Citação de Mayday, há 1 hora:

Como por exemplo?

Nem toda a gente tem personalidade para dedicar a vida a uma causa, para dar a cara, para sair do anonimato. Isto porque para mim para ser anti-qualquer coisa tem a ver com ser publicamente activo, estar presente na causa e não apenas ter atitudes normais do dia a dia. E posso não ser racista e não ser activamente anti-racista. E acho isso normal. Pois ninguém tem capacidade para lutar todas as lutas e por vezes ficamos pelas que nos estão mais próximas, seja pôr comida na mesa, ajudar o zé que não tem onde cair ou tentar apenas que os nossos filhos sejam melhores que nós.

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Citação de smashing_pumpkin , há 2 horas:

Nem toda a gente tem personalidade para dedicar a vida a uma causa, para dar a cara, para sair do anonimato. Isto porque para mim para ser anti-qualquer coisa tem a ver com ser publicamente activo, estar presente na causa e não apenas ter atitudes normais do dia a dia. E posso não ser racista e não ser activamente anti-racista. E acho isso normal. Pois ninguém tem capacidade para lutar todas as lutas e por vezes ficamos pelas que nos estão mais próximas, seja pôr comida na mesa, ajudar o zé que não tem onde cair ou tentar apenas que os nossos filhos sejam melhores que nós.

N precisas de ser um ativista

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