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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

O Público traz uma entrevista ao Soros na capa. Os fachos até vão espumar da boca.

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Citação de Apple, há 19 minutos:

O pior é a Policia dizer que sabia da existência do movimento e da sua organização e ter apenas vigiado de perto quando estes se reuniram com tochas e máscaras em frente da SOS Racismo por considerar que não constituem perigo. Para além do email com uma lista de pessoas a receberem ameaças, havia um outro que dizia:

Citação

“a formação de uma nova milícia de extrema-direita que se iria encarregar do seguinte: sempre que um nacionalista fosse preso um antirracista seria morto e sempre que um nacionalista fosse morto dezenas de estrangeiros seriam mortos”

Editado por Mayday

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É incrível a vitimização de Rui Rio. Nunca disse aquilo que disse e a CS é sempre a culpada. 

 

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Já no outro dizia disse, e agora reitero, que quando este tipo de discurso salta dos guerreiros do teclado paemra acções reais em rua, o problema deixa de ser teórico para ser muito real.

Isto já deixou de ser um devaneio de Facebook, mas ainda há muita gente em negação.

Citação de Mayday, há 1 minuto:

É incrível a vitimização de Rui Rio. Nunca disse aquilo que disse e a CS é sempre a culpada. 

 

E o Rui Rio é dos maiores idiotas que já vi na política portuguesa. Mas é que ele é mesmo idiota no sentido literal do termo, não é no sentido figurado que se usa quando se quer ofender.

O tipo ainda não percebeu que sim, ele foi claro, toda a gente percebeu que foi claro, e o problema é precisamente o que ele disse tão claramente? Como é que um palerma destes chegou aqui?

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Citação de Mayday, há 38 minutos:

O pior é a Policia dizer que sabia da existência do movimento e da sua organização e ter apenas vigiado de perto quando estes se reuniram com tochas e máscaras em frente da SOS Racismo por considerar que não constituem perigo. Para além do email com uma lista de pessoas a receberem ameaças, havia um outro que dizia:

Eu li isso! Mas vamos às coisas mais importantes: o cartoon?? 

EDIT: por falar em cartoon, aconteceu alguma coisa àquele gajo de um sindicato da PSP que escreveu no FB a desejar ao outro que não "tivesse apanhado doenças" aquando da Cláudia Simões?

Editado por Apple

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Citação de Lebohang, há 48 minutos:
Deixem-no estar sossegado :mrgreen:
 

Centro comunitário atacado horas depois do primeiro email da Nova Ordem de Avis

Elementos do Disgraça, conotado pela extrema-direita com movimento antifascista, contam que foram alvo de um ataque relâmpago por três homens de cabeça rapada, tatuados, de roupas escuras e com máscaras. Ao PÚBLICO, disseram que parece ter sido um ataque “calculado”.

15 de Agosto de 2020, 21:15
 
 

Os activistas de um centro comunitário na Penha de França, em Lisboa, contam ter sido alvo de um ataque relâmpago por três homens de cabeça rapada, tatuados, vestidos com roupas escuras e com “muita determinação para intimidar”. Aconteceu na madrugada de 7 de Agosto, horas depois de a Nova Ordem de Avis enviar o primeiro email ao SOS Racismo e à Frente Unitária Antifascista a dizer que não ia “mais tolerar a presença de terroristas Antifas nas nossas ruas”. 

O espaço Disgraça, antiautoritário como referem os seus activistas, é conotado pela extrema-direita com o movimento antifascista, um dos seus alvos. “A vinda deles [dos três homens] foi num tom de ameaça e foi um ataque relâmpago”, disse ao PÚBLICO Tiago (nome fictício), de 28 anos. “Eles vieram com muita determinação, não sei se é porque tinham informação do espaço ou se tinham de vir assim para intimidar”, contou uma outra testemunha, Joana (nome fictício), de 33 anos. O PÚBLICO falou com três das dez pessoas alvo do ataque.

 
  •  

O ataque aconteceu na madrugada de 7 de Agosto, entre as 1h15 e as 1h25, e durou poucos minutos. Por volta dessa hora, quando duas pessoas estavam a entrar no centro comunitário, três indivíduos, vestidos com roupas escuras e envergando máscaras pretas, saíram de um carro preto e começaram a interpelá-las de forma agressiva. Forçaram a entrada e avançaram pelas escadas, obrigando-as a fugir à sua frente. Os homens danificaram uns objectos da loja do centro e atiraram uma botija de gás vazia pelas escadas abaixo, danificando um degrau de mármore, contam. 

 
 

As restantes oito pessoas que estavam no interior, a beber as últimas bebidas e a arrumar o espaço depois de uma noite de convívio, foram apanhadas de surpresa. Viram os três homens a perseguir as duas pessoas enquanto gritavam frases quase incompreensíveis, em parte por causa das máscaras. No entanto, conta Joana, conseguiu entender frases de provocação: “'São antifascistas, são antifascistas, agora vão ver como são elas’, algo assim, mas não deu para perceber as palavras exactas.” 

Os indivíduos pegaram em várias garrafas de cerveja e começaram a atirá-las aos activistas. Uma roçou a cabeça de um deles, contou Tiago, enquanto outra partiu uma janela. Os três homens mantiveram uma certa distância das pessoas, permitindo-lhes escapar em direcção ao pátio interior, onde duas delas arriscaram saltar um muro de três metros em direcção à casa de um vizinho. Nenhuma das dez pessoas precisou de tratamento hospitalar ou ficou com algum tipo de mazelas físicas. 

Os agressores apoderaram-se ainda de um extintor de espuma e levaram-no com eles – um troféu da acção, algo comum em actos de militantes da extrema-direita violenta. Entraram depois no carro e desapareceram tão rápido quanto apareceram. Não há registo nos últimos anos de um ataque do género a um espaço destes. 

 

“Pensamos que foi algo calculado e creio que eles sabiam que possivelmente iam encontrar alguém aqui e a essa hora o espaço estaria mais vulnerável”, disse Tiago. “Quando vi o terceiro a descer pensava que eram muitos mais. Quando eram três cá em baixo, pensámos que ia entrar um grupo grande”, acrescentou Joana. 

 

Foi a primeira noite em que o centro comunitário antiautoritário Disgraça abriu desde o início da pandemia de covid-19 e os activistas criaram um evento no Facebook acessível a qualquer pessoa. Na descrição das testemunhas, estes três homens tinham cabeças rapadas, tatuagens e entre 30 a 40 anos e identificaram-nos ao PÚBLICO como sendo “neonazis”. 

Os indivíduos são demasiado velhos para uma prova de recrutamento das organizações neonazis existentes em Portugal, os Portugal Hammer Skins e o Blood & Honour, apurou o PÚBLICO. Os indivíduos que tentam entrar nestas organizações costumam ser bem mais jovens e são obrigados a passar por várias fases — hangaround e prospect —, que inclui levar a cabo acções violentas contra minorias e antifascistas, até serem membros de pleno direito. 

Alarmado e a pensar que a sua casa estava a ser assaltada quando os activistas foram para o seu pátio, o vizinho do lado chamou a PSP e duas viaturas foram destacadas para o local. Os activistas decidiram não apresentar queixa, limitando-se a dizer que tinham recebido visitantes indesejáveis. Porque recusaram fazer queixa? “Não acreditamos em qualquer papel útil da polícia”, justifica outro dos elementos do centro. 

Mudança de ambiente

Quem é presença assídua no Disgraça e na zona da Penha de França não tem dúvidas de que o ambiente tem vindo a mudar nos últimos tempos. “Dá para perceber que as coisas estão a ficar diferentes e estão a acontecer coisas — ou pelo menos essa informação não nos chegava — e nos últimos meses soubemos de dois ataques. Também se acaba por perceber nas mensagens grafitadas nas paredes. Há uma certa actividade que não era tão visível”, disse Joana. 

Este ataque relâmpago aconteceu poucas horas depois de o SOS Racismo e a Frente Unitária Antifascista terem recebido a 6 de Agosto um email, assinado por uma autodenominada milícia Nova Ordem de Avis, em que se prometia não “mais tolerar a presença dos terroristas Antifas nas nossas ruas”. Dias depois, a Resistência Nacional, criada no início de Julho, organizou uma parada, com tochas e máscaras brancas, inspirada num grupo neonazi alemão, os Imortais, em frente à sede do SOS Racismo, em Lisboa. A fachada da sede já tinha sido vandalizada e esta manifestação está a ser encarada como uma primeira grande escalada da extrema-direita. 

E, na terça-feira da semana passada, depois de a Resistência Nacional ter saído nas notícias, as organizações anti-racista e antifascista voltaram a receber um novo email, desta vez assinado pela Nova Ordem de Avis e Resistência Nacional. O email continha ameaças a dez pessoas, três deputadas de esquerda e sete activistas antifascistas e antiracistas, para que abandonassem o “território nacional” em 48 horas, caso contrário “medidas serão tomadas contra estes dirigentes e os seus familiares, de forma a garantir a segurança do povo português”. E disse que “o mês de Agosto será o mês do reerguer nacionalista”. 

A Resistência Nacional reagiu publicamente negando qualquer ligação à autodenominada milícia e a autoria das ameaças. “Não somos a Nova Ordem de Avis nem temos qualquer associação com a mesma”, disse numa gravação a que o PÚBLICO teve acesso. 

Editado por Wincing Hálldor

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“Eu não sabia que estava a citar Mussolini, mas isso também não me preocupa, toda a gente tem coisas boas e más.”

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Deixem estes (censurado) florescer, deixem.

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Citação de Mayday, há 54 minutos:

 

 

Incrível como não utilizou o argumento que o Mussolini no início da sua carreira política era socialista.

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Se houver a entrevista do Soros em formato digital  ( presumo que seja premium ) também agradecia imenso que fosse colocada aqui ( não sei se mais alguém estará interessado )

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Citação de Djork, há 2 horas:

Se houver a entrevista do Soros em formato digital  ( presumo que seja premium ) também agradecia imenso que fosse colocada aqui ( não sei se mais alguém estará interessado )

 

Spoiler

O novo coronavírus perturbou a vida de todas as pessoas do planeta. Como vê a situação?
Estamos numa crise, a pior crise da minha vida desde a Segunda Guerra Mundial. Descrevê-la-ia como um momento revolucionário em que o leque de possibilidades é muito maior do que em tempos normais. O que é inconcebível em tempos normais torna-se não só possível, mas acontece, de facto. As pessoas estão desorientadas e assustadas. Fazem coisas que são más para elas e para o mundo.

Também se sente confuso?
Talvez um pouco menos do que a maioria das pessoas. Desenvolvi um quadro conceptual que me coloca ligeiramente à frente da multidão.

 

Então, como vê a situação na Europa e nos Estados Unidos?
Penso que a Europa é muito vulnerável, muito mais do que os Estados Unidos. Os Estados Unidos são uma das democracias mais duradouras da História. Mas, mesmo nos Estados Unidos, um vigarista como Trump pode ser eleito Presidente e minar a democracia a partir de dentro.
Mas, nos Estados Unidos, há uma grande tradição de controlos e equilíbrios, bem como regras estabelecidas. E, acima de tudo, há a Constituição. Por isso, estou confiante que Trump acabe por ser um fenómeno transitório, que esperemos que termine em Novembro [próximas eleições nos EUA]. Mas continua a ser muito perigoso, luta pela sua vida e fará tudo para se manter no poder, porque violou a Constituição de muitas formas diferentes e, se perder a presidência, será responsabilizado.
Mas a União Europeia é muito mais vulnerável, porque é uma união incompleta. E tem muitos inimigos, tanto no interior como no exterior.

Quem são os inimigos no interior?
Há muitos líderes e movimentos que se opõem aos valores sobre os quais a União Europeia foi fundada. Em dois países, tomaram efectivamente o Governo: Viktor Orbán, na Hungria, e Jaroslaw Kaczyński, na Polónia. Acontece que a Polónia e a Hungria são os maiores destinatários dos fundos estruturais distribuídos pela UE. Na verdade, a minha maior preocupação é a Itália. Um líder antieuropeu muito popular, Matteo Salvini, estava a ganhar terreno até ao momento em que sobrestimou o seu sucesso e acabou com o Governo. Isso foi um erro fatal. A sua popularidade está agora a diminuir. Na realidade, foi substituído por Giorgia Meloni, do partido Irmãos de Itália, que é ainda mais extremista. A actual coligação governamental é extremamente fraca.
Só se mantêm unidos para evitar uma eleição na qual as forças antieuropeias venceriam. E este é um país que costumava ser o mais entusiástico apoiante da Europa. Isso acontecia porque o povo confiava mais na UE do que nos seus próprios governos. Agora um estudo à opinião pública mostra que os apoiantes da Europa estão a diminuir e o apoio à permanência de um membro da zona euro está a diminuir. Mas a Itália é um dos maiores membros, é demasiado importante para a Europa. Não consigo imaginar uma UE sem a Itália. A grande questão é se a UE será capaz de dar apoio suficiente à Itália.

A União Europeia acaba de aprovar um fundo de recuperação no valor de 750 mil milhões de euros...
É verdade. A UE deu um passo positivo muito importante ao comprometer-se a pedir dinheiro emprestado ao mercado numa escala muito maior do que alguma vez fora feito. Acontece que, depois, vários Estados-membros, o chamado grupo dos “frugais” — Países Baixos, Áustria, Suécia, Dinamarca e Finlândia —, conseguiram tornar o acordo definitivo menos eficaz. A tragédia é que eles são essencialmente pró-europeus, mas são muito egoístas. E são muito “frugais”. Em primeiro lugar, conduziram a um acordo que se revelará inadequado. A redução nos planos sobre as alterações climáticas e a política de defesa é particularmente decepcionante. Em segundo lugar, eles também querem garantir que o dinheiro é bem gasto. Isto cria problemas aos países do Sul, que foram os mais duramente atingidos pelo vírus.

 

Ainda acredita num título de dívida perpétuo europeu?
Não desisti dessa ideia, mas penso que não há tempo suficiente para que seja aceite. Deixe-me primeiro explicar o que torna os títulos de dívida perpétuos tão aliciantes e depois explorar a razão pela qual são uma ideia impraticável no momento actual. Como o seu nome sugere, o montante do capital de um título de dívida perpétuo nunca tem de ser reembolsado: apenas são devidos pagamentos de juros anuais. Assumindo uma taxa de juro de 1% — que é bastante generosa numa altura em que a Alemanha pode vender títulos de dívida de 30 anos a uma taxa de juro negativa —, um título de dívida de um bilião de euros custaria dez mil milhões de euros por ano em juros. Isto dá-lhe uma proporção de custo-benefício surpreendentemente baixa de 1:100. Além disso, o bilião de euros ficaria disponível de imediato numa altura em que é necessário urgentemente, enquanto os juros têm de ser pagos ao longo do tempo e, quanto mais tempo passar, menor será o seu valor actual descontado. Então, o que se opõe à sua emissão? Os compradores do título de dívida precisam de ter a certeza de que a União Europeia será capaz de pagar os juros. Isso exigiria que a UE fosse dotada de recursos suficientes (ou seja, poder tributário), e os Estados-membros estão muito longe de autorizar tais impostos. O grupo dos quatro países chamados “frugais” — Países Baixos, Áustria, Dinamarca e Suécia (são agora cinco porque a eles se juntou a Finlândia) — cria obstáculos. Os impostos não precisariam sequer de serem forçados, seria suficiente autorizá-los. Em termos simples, é isto que torna impossível a emissão de títulos perpétuos.

Não poderá a chanceler Angela Merkel, que está determinada a fazer da presidência alemã um sucesso, decidir algo a esse respeito?
Está a fazer o melhor que pode, mas enfrenta uma oposição cultural profundamente enraizada: a palavra alemã schuld tem duplo significado: dívida e culpa. Aqueles que contraem uma dívida são culpados. Isto não significa que os credores também podem ser culpados. Trata-se de uma questão cultural que se reflecte muito, muito profundamente na Alemanha. Tem causado um conflito entre ser alemão e europeu ao mesmo tempo. E explica a recente decisão do Supremo Tribunal alemão que está em conflito com o Tribunal de Justiça Europeu.

Quem são os inimigos da Europa no exterior?
São inúmeros, mas todos têm uma característica comum: são contrários à ideia de uma sociedade aberta. Tornei-me um apoiante entusiástico da UE porque a considerava uma encarnação da sociedade aberta à escala europeia. A Rússia costumava ser o maior inimigo, mas recentemente a China ultrapassou a Rússia. A Rússia dominou a China até que o Presidente Nixon, que controlava a política internacional, compreendeu que a abertura e o desenvolvimento da China enfraqueceriam não só o comunismo, mas também a União Soviética. Sim, Nixon foi destituído, mas ele, juntamente com Kissinger, foi um grande pensador estratégico. Os seus movimentos levaram às grandes reformas de Deng Xiaoping.

Hoje, as coisas são muito diferentes. A China é líder em inteligência artificial. A inteligência artificial produz instrumentos de controlo que são úteis para uma sociedade fechada e representam um perigo mortal para uma sociedade aberta. Ela inclina a mesa a favor de sociedades fechadas. A China de hoje é uma ameaça muito maior para as sociedades abertas do que a Rússia. E nos EUA existe um consenso bipartidário que declarou a China como um rival estratégico.

Voltando ao novo coronavírus, é útil ou nocivo para as sociedades abertas?
Definitivamente nocivo, pois os instrumentos de vigilância produzidos pela inteligência artificial são muito úteis para controlar o vírus e isso torna esses instrumentos mais aceitáveis, mesmo em sociedades abertas.

O que o tornou tão bem-sucedido nos mercados financeiros?
Como mencionei anteriormente, desenvolvi um quadro conceptual que me deu uma vantagem. Trata-se da complexa relação entre o pensamento e a realidade, mas utilizei o mercado como um campo de ensaio para a validade da minha teoria. Posso resumi-la em duas proposições simples. Uma é que em situações que têm participantes pensantes, as opiniões dos participantes sobre o mundo são sempre incompletas e distorcidas. Isto é falibilidade. A outra é que estas visões distorcidas podem influenciar a situação a que se referem e as visões distorcidas conduzem a acções inadequadas. Isto é reflexividade. Esta teoria deu-me alguma vantagem, mas agora que o meu livro Alchemy of Finance é praticamente de leitura obrigatória para profissionais no mercado, perdi a minha vantagem. Ao reconhecer isto, deixei de ser um participante no mercado.

O seu quadro diz-lhe para se preocupar com a percepção da desconexão entre as avaliações de mercado e a fraqueza da economia? Será que estamos numa bolha alimentada pela enorme liquidez disponibilizada pelo sistema de reserva federal dos EUA?
Acertou em cheio. O sistema de reserva federal dos EUA fez muito melhor do que o Presidente Trump, que o criticou. Inundou os mercados com liquidez. O mercado é agora sustentado por duas considerações. Uma é que espera uma injecção de estímulo fiscal ainda maior do que a Lei CARES de 1,8 biliões de dólares num futuro próximo; a outra é que Trump anunciará uma vacina antes das eleições.

Doou recentemente 220 milhões de dólares para a causa da igualdade racial. Como avalia o movimento Black Lives Matter?
É mesmo muito importante, pois é a primeira vez que uma grande maioria da população, para além da população negra, reconhece que existe uma discriminação sistémica contra os negros e a sua origem remonta aos tempos da escravatura.

Muitos dizem que, depois da covid-19 e da experiência de trabalho remoto, o futuro das cidades e das áreas metropolitanas está condenado.
Muitas coisas irão mudar, mas ainda é demasiado cedo para prever como. Lembro-me de que após a destruição das Torres Gémeas, em 2001, as pessoas pensaram que nunca mais iriam querer viver em Nova Iorque e, em poucos anos, esqueceram-se disso.

Nesta revolução, as estátuas estão a ser retiradas e o politicamente correcto está a tornar-se predominante.
Há quem lhe chame “cultura do cancelamento”. Penso que se trata de um fenómeno temporário. Penso também que é exagerado. Também o politicamente correcto nas universidades é muito exagerado. Como defensor de uma sociedade aberta, considero que o politicamente correcto é politicamente incorrecto. Nunca devemos esquecer que é essencial haver uma pluralidade de pontos de vista para que haja sociedades abertas.

Se pudesse enviar uma mensagem às pessoas da Europa, qual seria?
SOS. Enquanto a Europa goza as suas habituais férias de Agosto, as viagens envolvidas podem ter precipitado uma nova vaga de infecções. Se procurarmos um paralelo, vem-nos à mente a epidemia da gripe espanhola de 1918. Teve três vagas, das quais a segunda foi a mais mortífera. A epidemiologia e a medicina fizeram grandes progressos desde então e estou convencido de que se pode evitar uma repetição dessa experiência. Mas, antes de mais, tem de se reconhecer a possibilidade de uma segunda vaga e de se tomarem medidas imediatas para a evitar. Não sou especialista em epidemiologia, mas para mim é claro que as pessoas que utilizam transportes em massa devem utilizar máscaras faciais e tomar outras medidas de precaução.
A Europa enfrenta outro problema existencial: não tem dinheiro suficiente para lidar com as ameaças gémeas do vírus e das alterações climáticas. Em retrospectiva, é evidente que a reunião presencial do Conselho Europeu foi um fracasso desolador. O caminho pelo qual a União Europeia enveredou irá render pouco dinheiro e demasiado tarde. Isto leva-me novamente à ideia de títulos de dívida perpétuos. Na minha opinião, o grupo dos quatro ou cinco países “frugais” precisa de reconhecer isto — em vez de criarem obstáculos, deveriam tornar-se apoiantes entusiastas. Só uma conversão genuína da parte deles poderia tornar os títulos de dívida perpétuos emitidos pela UE aceitáveis para os investidores. Sem isso, a União Europeia pode não sobreviver. Isso seria uma perda terrível, não só para a Europa, mas também para o mundo. Isto não só é possível como pode realmente acontecer. Creio que, com a pressão da população em geral, as autoridades podem impedir que tal aconteça.


Tradução de Nélson Filipe

aí tens

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concordei com quase tudo o que ele disse nessa entrevista.

edit: Em relação ao centro comunitário é o que disse. Quem quer fazer mal não avisa, aparece e ataca. Esse é o modus operandi dessas organizações, eles mostram que sabem os movimentos dos outros e intimidam pessoalmente.

Editado por Puto Perdiz

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Citação de Plagio o Original, há 3 minutos:

Que engraçado, pensei q fosse um tipo abnoxious tipo o musk

é mais inteligente, estamos a falar de um gajo que quase rebentou com a economia inglesa em 92 (as coisas também já não estavam famosas) só a shortar a libra. Depois fez quase o mesmo em alguns países asiáticos.

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Citação de Puto Perdiz, há 6 minutos:

é mais inteligente, estamos a falar de um gajo que quase rebentou com a economia inglesa em 92 (as coisas também já não estavam famosas) só a shortar a libra. Depois fez quase o mesmo em alguns países asiáticos.

Oh, eu tava a confundir com o gajo da Amazon, o bezos

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Fui hj à manifestação do Porto. Primeira vez que participei em algo do género e gostei bastante. A única mancha está nao facto de no fim nos terem avisado para termos cuidado porque andavam grupos neo nazi à volta da estação. Correu tudo bem e nInguém nos incomodou, mas ainda assim a malta foi toda junta para S.Bento just in case. Devem ter bazado depois da polícia ter sabido disso. Dunno

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Quase duas dezenas de organizações anti-racistas demarcam-se da Frente Unitária Antifascista

As 19 organizações acusam a Frente Unitária Antifascista de ter agido de “forma desleal, oportunista e sectária” ao não as ter envolvido na organização das duas concentrações deste domingo em Lisboa e Porto num momento em que as “ameaças da extrema-direita são reais”. Também acusam dirigentes da organização de terem proferido insultos e “comentários racistas e machistas”

 

https://www.publico.pt/2020/08/16/politica/noticia/quase-duas-dezenas-organizacoes-antiracistas-demarcamse-frente-unitaria-antifascista-1928281

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Citação de Pablo Honey, há 13 horas:

Fui hj à manifestação do Porto. Primeira vez que participei em algo do género e gostei bastante.

e fizeste bem. Ao que parece há algumas queixas por causa do FUA e de estarem cada vez mais ligados ao MAS, mas é nestas manifestações pequenas que consegues ver que está mesmo a favor da causa e quem anda atrás das modas. Depois da manif #blm, george floyd já houve algumas manifestações (2 ou 3?) e o número de participantes foi muito mais reduzido. E aquelas "celebridades" que andaram na frente da manif #blm? Quantas apareceram nas seguintes? E os partidos políticos que foram à #blm, quantos foram às outras? O Livre e o MAS?

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O MAS continua a meter o bedelho em tudo? Já em 2011 organizaram manif da Geração à Rasca (acho eu) aqui em Braga e logo no fim iam chatear o pessoal para assinar umas m*rda e aparecerem nas reuniões (na rua e a dar palavra ao povo todo). Passado nem 2 semanas cagaram para aquilo e já me estavam a convidar para aparecer na sede deles. Eu ainda fui a algumas mas ligavam-me quase todos os dias durante meses depois de ter deixado de lá ir.

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Citação de Apple, há 14 minutos:

O MAS continua a meter o bedelho em tudo? Já em 2011 organizaram manif da Geração à Rasca (acho eu) aqui em Braga

mas essas manifestações não eram apartidárias? lol

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Citação de Puto Perdiz, há 6 minutos:

mas essas manifestações não eram apartidárias? lol

There is no such thing as manifestações apartidárias

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