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Sumudica by Night

Braçadeira nazi em praxe na UM causa polémica

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E conseguiste depreender através de um foto (em que os estudantes até estão coreografados) de que há estudantes universitários sem noção do que foi a WW2, o Holocausto e de que são ignorantes, alheados e insensíveis? Eu não queria dar mesmo para este peditório das praxes, mas mais uma vez, as sátiras e os teatros são normais e recorrentes, e só com base num foto em que é mostrado um adereço é impossível tirar alguma conclusão definitiva do que ali se passou.

Se tu consegues retirar dali uma coreografia, eu consigo retirar o que bem entender. Não se trata das praxes, poupa-te ao peditório. Trata-se da existência de mentes ignorantes a infetar outras mentes, mais pueris e frágeis. Trata-se da banalização de algo que não pode ser banalizado. Trata-se de falta de tato e de contexto social.

 

As sátiras e os teatros não podem ser desculpa para tudo. O uso de uma suástica só me é concebível como um item imprescindível na transmissão da mensagem da encenação, o que eu duvido seriamente que fosse o caso.

 

E há simbolismo com implicações demasiadamente sérias para serem usadas de forma leviana. Em pleno sec. XXI, não estou a ver de que forma o simbismo nazi é transportado para qualquer aspeto da vida académica, sinceramente. Se estivéssemos a viver nas décadas após 1945, em que havia a necessidade de exorcizar os fantasmas do fascismo alemão, entendia-se perfeitamente a rábula. Em 2017 e no decorrer de uma praxe, não estou a ver a necessidade.

Editado por The Sandman

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É. A partir do momento em que aquela malta for obrigada a usar a suástica ou algo do género, é diferente. Se foi por opção, não.

 

E eu nem da praxe fui.

A lógica da representação da suástica num contexto (neste caso na arte) ou noutro como uma praxe tem que ser entendida de forma breve e lúcida ou não andamos cá a fazer nada.

 

Quem não entende ou se recusa a perceber só estudou Platão.

 

Eu já usei uma suástica no contexto do meu trabalho (tinha 22 anos), em cima de um palco, e ali fazia sentido. Mas antes de a meter fiz uma pesquisa, um estudo, debati e foi-me explicada a necessidade de ter que enfiar aquilo no braço; para poder representar uma apróximação à realidade histórica, para a poder fazer compreender, para retratar o que Brecht deixou escrito era necessário. Não se podia explicar o III Reich e o seu terror sem aquilo. É um simbolo importante.

 

Não consigo compreender o que faz uma suástica no braço de um aluno no contexto da praxe. Ainda que me digam que é para a satirizar. Não é o sitio certo. Prefiria estar a ler um texto satirico sobre aquele simbolo por parte do aluno.

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“Half-way through making The Great Dictator I began receiving alarming messages from United Artists. They had been advised by the Hays Office that I would run into censorship trouble. Also the English office was very concerned about an anti-Hitler picture and doubted whether it could be shown in Britain. But I was determined to go ahead, for Hitler must be laughed at. Had I known of the actual horrors of the German concentration camps, I could not have made The Great Dictator; I could not have made fun of the homicidal insanity of the Nazis. However, I was determined to ridicule their mystic bilge about a pure-blooded race: As though such a thing ever existed outside of the Australian Aborigines!”

 

Charlie Chaplin, ‘My Autobiography’

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Off-topic.

 

Não sei se já te perguntei, pois há algum tempo que tinha intenção de perguntar, mas acho que me vou esquecendo. Já alguma vez viste "Seinfeld"? Num dos episódios ("The Jacket") um retrato do Black Hawk, idêntico ao do teu avatar, aparece emoldurado. A série tem muitas referências históricas, porque o Larry David, cocriador e argumentista, formou-se em História.

 

 

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_____________________

 

On-topic.

 

"Our stock will rise high!"

 

Por acaso não. Já uma série de amigos me tentaram persuadir a ver a série, sendo eu um fã incondicional de Friends e How I Met Your Mother, mas até hoje ninguém apresentou um argumento tão interessante como esse para me levar a investir o tempo necessário para ver nove temporadas disso :lol:

 

Sobre o assunto do tópico, isto faz-me lembrar uma situação de um filme, série ou curta (não me lembro onde foi) que retratava uma família disfuncional em que o filho mais velho descobriu uma braçadeira nazi no quarto do irmão mais novo, um tipo revoltado e temperamental. Como o puto todos os dias saía à noite com a braçadeira escondida, um dia o irmão mais velho seguiu-o até uma rua marginal e viu-o entrar num prédio praticamente devoluto e pensou no pior. Começou a segui-lo com regularidade e um dia decidiu entrar no prédio depois dele, e só então descobriu que era o local onde se reunia um grupo de teatro amador que estava a praticar uma peça passada na Alemanha pré-guerra.

 

A malta decide sempre tirar conclusões sem ter acesso ao contexto em que ocorrem, e isso frequentemente leva a conclusões enviesadas. As redes sociais só fomentam ao extremo este tipo de comportamento, mas ele está presente por toda a sociedade de uma forma bastante generalizada.

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A malta quer é dar à letra, nem que para isso corra o risco de fazer figura de urso. É para isso que cá vimos, não? icon_mrgreen.gif

 

E vê lá Seinfeld, que no fim vais-te sentir-te uma pessoa melhor.

Editado por The Sandman

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E conseguiste depreender através de um foto (em que os estudantes até estão coreografados) de que há estudantes universitários sem noção do que foi a WW2, o Holocausto e de que são ignorantes, alheados e insensíveis? Eu não queria dar mesmo para este peditório das praxes, mas mais uma vez, as sátiras e os teatros são normais e recorrentes, e só com base num foto em que é mostrado um adereço é impossível tirar alguma conclusão definitiva do que ali se passou.

 

 

 

Mas isso não faz sentido nenhuma. Uma sátira ou uma peça tem uma intenção, independentemente do sitio ou a qualidade com que é feita. Ser feita por caloiros na praxe ou pelo Charlie Chaplin deveria irrelevante dado que, tanto quanto sabemos, as intenções podem ter sido as mesmas. E tem a ver com praxes sim, esta situação não teria dado 1/10 do alarido que deu se tivesse sido feito por actores "a sério".

 

Se para defender a banalização da suástica temos que banalizar a arte está praticamente tudo dito.

 

Só o facto de colocar em plano de igualdade o Charlie Chaplin e meia dúzia de caloiros bêbados ou a caminho disso deveria dar direito a uma indignação específica nas redes sociais. Ou uma petição online.

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Por acaso não. Já uma série de amigos me tentaram persuadir a ver a série, sendo eu um fã incondicional de Friends e How I Met Your Mother, mas até hoje ninguém apresentou um argumento tão interessante como esse para me levar a investir o tempo necessário para ver nove temporadas disso :lol:

O meu trabalho está feito.

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Estava aqui a pensar e podiam vestir os meninos com os fatos da Mocidade Portuguesa. Mais ligeiro, algo saudosista. Fica a ideia.

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Visitante

Se tu consegues retirar dali uma coreografia, eu consigo retirar o que bem entender. Não se trata das praxes, poupa-te ao peditório. Trata-se da existência de mentes ignorantes a infetar outras mentes, mais pueris e frágeis. Trata-se da banalização de algo que não pode ser banalizado. Trata-se de falta de tato e de contexto social.

 

As sátiras e os teatros não podem ser desculpa para tudo. O uso de uma suástica só me é concebível como um item imprescindível na transmissão da mensagem da encenação, o que eu duvido seriamente que fosse o caso.

 

E há simbolismo com implicações demasiadamente sérias para serem usadas de forma leviana. Em pleno sec. XXI, não estou a ver de que forma o simbismo nazi é transportado para qualquer aspeto da vida académica, sinceramente. Se estivéssemos a viver nas décadas após 1945, em que havia a necessidade de exorcizar os fantasmas do fascismo alemão, entendia-se perfeitamente a rábula. Em 2017 e no decorrer de uma praxe, não estou a ver a necessidade.

 

Claro que estão coreografados, tens os caloiros alinhados e o "nazi" por trás a servir de guarda. Não consigo perceber como é que se pode chamar àquilo de banalização de alguma coisa sem saber ao certo o que ali se passou, mas pronto, mais do que se estar a discutir factos, estamos apenas a confrontar posições mais ou menos cautelosas e nada de útil vai sair daqui :compinchas:

 

Se para defender a banalização da suástica temos que banalizar a arte está praticamente tudo dito.

 

Só o facto de colocar em plano de igualdade o Charlie Chaplin e meia dúzia de caloiros bêbados ou a caminho disso deveria dar direito a uma indignação específica nas redes sociais. Ou uma petição online.

 

Mais uma vez, a banalização. Se estamos a falar de uma sátira, porque é que só faz sentido utilizar um adereço em filme e numa peça "amadora" não? E tu és inteligente Desc, e certamente percebeste que a comparação passa apenas pela intenção por traz da realização de uma sátira, mais nada. Que eu saiba, uma sátira será sempre uma sátira, independentemente da qualidade de quem desempenha os papéis ou da importância que tem para o plano cultural geral.

Editado por Visitante

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Eu diria que é "apenas" um molho de ignorantes que não tem a ideia do que aquilo representa.

 

Pelo menos quero acreditar nisso.

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Visitante

Eu diria que é "apenas" um molho de ignorantes que não tem a ideia do que aquilo representa.

 

Pelo menos quero acreditar nisso.

 

Provavelmente serão mesmo :mrgreen:

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Eu diria que é "apenas" um molho de ignorantes que não tem a ideia do que aquilo representa.

 

Pelo menos quero acreditar nisso.

 

É isto, sim.

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Epa não se chateiem, anda na praxe quem quer, quem não quer não ande

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Se para defender a banalização da suástica temos que banalizar a arte está praticamente tudo dito.

 

Só o facto de colocar em plano de igualdade o Charlie Chaplin e meia dúzia de caloiros bêbados ou a caminho disso deveria dar direito a uma indignação específica nas redes sociais. Ou uma petição online.

:lol:

 

Quanto à notícia, como já vi pessoas a fazer isto por mal e outras a fazer isto no contexto completamente satírico (basta ver quantas máscaras do hitler são vendidas no carnaval), não consigo tecer comentários nem a defender nem a acusar esse pessoal. Percebo os dois lados da discussão aqui apresentada, mas inclino-me a tender mais para o lado do Elliot, apesar de achar a comparação com os filmes e teatro um pouco fora do lugar.

Acho mais pertinente comparar com as tais mascaras de Carnaval e as piadas típicas de humor negro sobre o nazis e holocausto. É mau gosto muitas das vezes, mas só em determinados contextos é que pode ser considerado algo completamente vergonhoso. Não esquecer que ainda ontem o Espadinha comparou o BdC ao Goebbels, por exemplo.

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Aliar praxes com suásticas... tem tudo para correr bem, principalmente na sociedade em que vivemos hoje em dia.

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Eu sou a favor da praxe, estive envolvido ativamente durante 3 anos e tenho muito boas recordações e amizades fruto dessa experiência.

 

Mas isto é ridículo e só serve para dar razão aos "anti-praxe". Sátira ou não a praxe é acima de tudo sobre disciplina e solidariedade (pelo menos no meu entender) e esta banalização de um marco histórico tão degradante para nós como humanos vai contra ambas. Não consigo conceber um contexto em que o uso de uma suástica faça sentido.

 

Já quanto ao velho argumento do "ninguém é obrigado a nada", um caloiro nunca quer ser o que "não entra na brincadeira". Por mais forte ou segura que seja a sua personalidade.

 

Este é o mal da praxe, toda a gente pratica uma diferente mas o nome é o mesmo e há uma falta de responsabilidade de uns para com os outros em defender a sua imagem.

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Mas isso não faz sentido nenhuma. Uma sátira ou uma peça tem uma intenção, independentemente do sitio ou a qualidade com que é feita. Ser feita por caloiros na praxe ou pelo Charlie Chaplin deveria irrelevante dado que, tanto quanto sabemos, as intenções podem ter sido as mesmas. E tem a ver com praxes sim, esta situação não teria dado 1/10 do alarido que deu se tivesse sido feito por actores "a sério".

 

Desculpa, mas não te consigo levar a sério quando comparas as intenções de um génio como o Chaplin com as de um grupo de miúdos que muito provavelmente nem têm bem noção do que estão a fazer.

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Eu sou a favor da praxe, estive envolvido ativamente durante 3 anos e tenho muito boas recordações e amizades fruto dessa experiência.

 

Mas isto é ridículo e só serve para dar razão aos "anti-praxe". Sátira ou não a praxe é acima de tudo sobre disciplina e solidariedade (pelo menos no meu entender) e esta banalização de um marco histórico tão degradante para nós como humanos vai contra ambas. Não consigo conceber um contexto em que o uso de uma suástica faça sentido.

 

Já quanto ao velho argumento do "ninguém é obrigado a nada", um caloiro nunca quer ser o que "não entra na brincadeira". Por mais forte ou segura que seja a sua personalidade.

 

Este é o mal da praxe, toda a gente pratica uma diferente mas o nome é o mesmo e há uma falta de responsabilidade de uns para com os outros em defender a sua imagem.

 

 

Vamos deixar aqui uma coisa bem clara: a internet já sabe como foram incriveis as vossas praxes e que vocês foram fantásticos.

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:mrgreen: Não estava a tentar exaltar a praxe, só a deixar a minha opinião sobre este caso em concreto.

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