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Contratar jogadores para emprestar. Será uma boa estratégia?

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Contratar jogadores para emprestar. Será uma boa estratégia?

 

Vários futebolistas da I e da II Liga têm sido apontados à Luz. Gaspar Ramos e António Simões concordam com esta política

 

Mais de dez jogadores da I e da II Liga portuguesa têm sido apontados ao Benfica nas últimas semanas. Alguns nomes causaram alguma surpresa aos adeptos, até porque, caso se confirmem as contra- tações, a grande maioria acabará por rodar noutros clubes. Qual, então, a razão para esta estratégia de mercado? O DN procurou respostas e encontrou algumas: antecipar-se a investidas de adversários diretos e também realizar consideráveis encaixes financeiros.

 

"A grande maioria desses jogadores não farão parte do plantel do Benfica, talvez um ou outro possa fazer a pré-temporada. No entanto, esta é uma boa estratégia do Benfica. Ao contrário do que as pessoas pensam, um departamento de scouting não é só para descobrir jogadores no estrangeiro, há muitos a trabalhar no nosso país. Esta aposta do Benfica visa o futuro do clube e antecipar-se aos rivais, que também têm esses jogadores debaixo de olho. Considero que é uma excelente aposta do Benfica, olham o mercado de forma desportiva e financeira", considerou Gaspar Ramos, falando depois da vertente financeira.

 

"Hoje, o futebol também é um negócio, bastante diferente dos meus tempos. Antes tínhamos jogadores para emprestar, mas os outros clubes não tinham verbas para pagar as cedências e por isso pagavam apenas os salários. O Benfica ganha muito dinheiro com esta estratégia. Por isso é também uma visão financeira do clube. Contratam jovens com futuro, emprestam-nos, observam se têm valor para jogar na Luz, caso não tenham, o investimento que fizeram inicial fica mais do que pago com o valor que recebem dos empréstimos e depois ainda lucram com as vendas", referiu o antigo dirigente.

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Também António Simões, figura do clube e ex-internacional português, sublinha a vertente financeira para os cofres da Luz. "O Benfica está no mercado pela oferta que tem e depois tira partido de rentabilizar com pouco investimento. É quase uma coleção de cromos, tem muitos e para troca. Há aqui uma estratégia, uma desportiva e outra económica", disse o magriço, considerando que no futuro as águias também poderão usufruir das qualidades destes jogadores que agora dificilmente ficarão no plantel.

 

"O Benfica antecipa-se, tem visão daquilo que é hoje o jogo desportivo e o jogo que é o negócio. O Benfica olha para a frente, há muito tempo que faz isto. Isto resulta de o Benfica estar atento e os outros não", considerou o ex-jogador. Dos vários nomes que têm sido apontados ao Benfica, apenas o médio croata Filip Krovinovic, do Rio Ave, deverá fazer parte do plantel da próxima temporada. E fará sentido os outros terem uma ligação ao clube da Luz sem sequer terem a oportunidade de se mostrar?

 

"Claro que faz. Com a ligação também se sentem motivados para provar o seu valor noutro clube para depois regressarem. É bom para os dois lados, não tenho dúvidas. No meu tempo também emprestávamos muitos jogadores para provarem que tinham valor para representar depois a equipa principal. E posso dar dois exemplos de muito sucesso, que se não tivessem tido tempo de jogo se calhar nunca tinham vingado, concretamente o Rui Costa, que cedemos ao Fafe por dois anos, e o Vítor Paneira, que contratámos ao Famalicão e depois emprestámos ao Vizela por um ano", salientou Gaspar Ramos.

 

Onze jogadores para colocar?

 

Carlinhos e Ailton (Estoril), Salvador Agra, Wyllian e Vítor Gonçalves (Nacional da Madeira), João Amaral (V. Setúbal), Philipe Sampaio, Lucas e Samu (Boavista) e Alan Junior (Fafe) são os nomes apontados. O croata Krovinovic, do Rio Ave, já tem um entendimento com as águias, tal como Patrick (Marítimo), que confirmou a assinatura de contrato com uma fotografia colocada nas redes sociais. Só o médio croata do emblema vilacondense, no entanto, deverá ter lugar garantido no plantel na próxima época.

 

DN

 

O que acham deste tipo de política? Ganhar dinheiro com empréstimos? Em Portugal duvido muito. Fazer favores e tentar ganhar favores a empresários? Sem dúvidas. Acreditar mesmo no potencial dos jogadores para depois voltarem para o plantel? Muito poucas são as excepções. Tirar margem de manobra a clubes como o V. Guimarães e o Braga (clubes a crescer e com algum poder financeiro) de crescer? Entrar para o Guiness para o clube com mais jogadores com contrato?

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Ainda ontem tive grande discussão com um amigo meu sobre isto. Sou completamente contra e cada vez acho mais que se devia impor um limite de jogadores que um clube pode emprestar. Sinto que isto abusa da regra de os emprestados não jogarem com a casa mãe, pois para equipas em que estes são os grandes jogadores acaba por ser um golpe duro, que acaba por ser vantajoso para a casa mãe em oposição aos seus rivais.

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Não existe já um limite de jogadores que um clube pode receber por empréstimo?

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Levantaste tantas hipóteses e não referiste a mais evidente. O objetivo, quanto a mim, é que os nossos adversários, quando jogam contra nós, sejam privados de peças importantes. 3 jogadores em 11 ainda é uma percentagem relevante. Seria o mesmo que jogarmos contra o Sporting e vocês não poderem jogar com o William, Adrien e Dost. Certamente que seria mais fácil ganhar-vos.

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Não existe já um limite de jogadores que um clube pode receber por empréstimo?

Existe, é 3. Estou a dizer mesmo um limite de jogadores que um clube empresta. Pelo menos na mesma liga.

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Só em empréstimos 8)

 

Claro.

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Sou apologista de formas alternativas de se fazer dinheiro, desde que dentro da legalidade. Não me importo que contratem um jogador por 100 mil euros para depois venderem por 300 mil, sem que esse jogador venha sequer a fazer parte da equipa. Um exemplo que já dei, foi o do Salvador Agra. Não tem qualidade para jogar no Benfica mas é um jogador que pode ser bastante interessante em campeonatos inferiores, como o grego ou o escocês, onde há clubes com capacidade para pagar mais do que os clubes portugueses fora do âmbito dos grandes. É um jogador que pode vir por 500 mil e sair facilmente por 3 ou 4 milhões. Se fizerem o mesmo com mais 9, é só fazer as contas. Claro, sou a favor desde que não consuma recursos importantes que venham a fazer falta em áreas mais importantes, e que o que é mais importante não venha a ser negligenciado.

 

Sou contra os empréstimos a equipas da mesma divisão porque me parece que afectam a verdade desportiva, mas infelizmente mesmo que viessem a ser proibidos haveria forma de contornar a situação.

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Levantaste tantas hipóteses e não referiste a mais evidente. O objetivo, quanto a mim, é que os nossos adversários, quando jogam contra nós, sejam privados de peças importantes. 3 jogadores em 11 ainda é uma percentagem relevante. Seria o mesmo que jogarmos contra o Sporting e vocês não poderem jogar com o William, Adrien e Dost. Certamente que seria mais fácil ganhar-vos.

 

Se é a mais evidente não sei...mas sim também concordo.

 

Não sou contra o empréstimo de jogadores a clubes da mesma divisão. Mas além da já existente clausula de limite de 3 jogadores por clube, penso que deveria haver outra como o Sandes referiu. Um limite de 6 jogadores p.e. de emprestados a clubes na 1ª liga. 6 jogadores na 2ª liga. 10 jogadores nas divisões secundárias...por aí...

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Há dias tive uma discussão com pessoal aqui do fórum onde defendi que cada clube deveria ter um número máximo de 30 jogadores nos quadros por equipa inscrita. Quer dizer, honestamente já nem sei se defendi 30 se defendi 40, mas isso é irrelevante.

 

Já que é do Benfica que estamos a falar, o Benfica poderia ter 60 seniores nos quadros, ou seja, 30 da equipa A, 30 da equipa B. Mais 30 juniores, mais 30 juvenis (tem equipa B? Mais 60 juvenis). E por aí fora. Isto permitiria os empréstimos de jogadores importantes e precisam de tempo de jogo, mas ainda não no Benfica (João Carvalho, p.e.), mas acabaria com esta forma de emprestar só para condicionar equipas adversárias.

 

O número acaba por ser completamente ad-hoc. Se calhar o número ideal era 32, ou algo decrescente (tipo 35 jogadores na equipa A, 30 na equipa B, 25 na equipa C), irrelevante. Mas o plano seria limitar o número de passes que os clubes podem deter sem prejudicar os jogadores que realmente beneficiam de empréstimos. Porque com 60 gajos fazem-se 2 plantéis e ainda sobram uns 15-20 jogadores para empréstimo. 25 na equipa A, 15-20 na equipa B (que seria complementada com juniores) e os restantes seriam para emprestar. E eu não acredito que nenhum clube consiga ter 15 hot prospects no ponto para irem fazer um ou dois anos à Primeira Liga e voltarem com qualidade para integrar o plantel.

Editado por Carlos Gouveia

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Parece-me óbvio que é uma estratégia do Benfica pra alargar a sua influência sobre vários clubes.

Editado por porto264

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Levantaste tantas hipóteses e não referiste a mais evidente. O objetivo, quanto a mim, é que os nossos adversários, quando jogam contra nós, sejam privados de peças importantes. 3 jogadores em 11 ainda é uma percentagem relevante. Seria o mesmo que jogarmos contra o Sporting e vocês não poderem jogar com o William, Adrien e Dost. Certamente que seria mais fácil ganhar-vos.

 

São este tipo de situações que transforma a vida dos outros clubes mais difícil mas num país somente concentrado em 3 clubes, quando um dos outros tem dificuldades em cumprir objetivos considerados minímos de uma primeira liga profissional, eu acho piada quando criticam. Que é uma vergonha. Que é uma palhaçada de estádio. Que x e afins. Se dão manobra a 3 clubes com uma dimensão largamente superior para fazer tudo e mais alguma coisa, e em certas ocasiões tendo mão leve da justiça, que raio é que estão à espera que os outros clubes façam para melhorar no aspecto estrutural, financeiro e desportivo?

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Sou apologista de formas alternativas de se fazer dinheiro, desde que dentro da legalidade. Não me importo que contratem um jogador por 100 mil euros para depois venderem por 300 mil, sem que esse jogador venha sequer a fazer parte da equipa. Um exemplo que já dei, foi o do Salvador Agra. Não tem qualidade para jogar no Benfica mas é um jogador que pode ser bastante interessante em campeonatos inferiores, como o grego ou o escocês, onde há clubes com capacidade para pagar mais do que os clubes portugueses fora do âmbito dos grandes. É um jogador que pode vir por 500 mil e sair facilmente por 3 ou 4 milhões. Se fizerem o mesmo com mais 9, é só fazer as contas. Claro, sou a favor desde que não consuma recursos importantes que venham a fazer falta em áreas mais importantes, e que o que é mais importante não venha a ser negligenciado.

 

Sou contra os empréstimos a equipas da mesma divisão porque me parece que afectam a verdade desportiva, mas infelizmente mesmo que viessem a ser proibidos haveria forma de contornar a situação.

Subscrevo. Sou apenas contra o facto de com isto se emprestar jogadores a 5-6 equipas na mesma divisão. Ou acabavam com os empréstimos a equipas da mesma divisão ou punham um limite (não por clube como existe actualmente).

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Existe, é 3. Estou a dizer mesmo um limite de jogadores que um clube empresta. Pelo menos na mesma liga.

Certo, eu é que tinha ideia que existia o outro limite mas agora estava confuso. Por mim o limite era mesmo a proibição. Não faz muito sentido um assalariado de um clube disputar o mesmo campeonato que esse clube mas noutra equipa. E aos anos que se vê que mude-se como se mudar as regras de utilização (poderem ou não jogar contra o clube-mãe) nunca há uma solução óptima.

 

Há dias tive uma discussão com pessoal aqui do fórum onde defendi que cada clube deveria ter um número máximo de 30 jogadores nos quadros por equipa inscrita. Quer dizer, honestamente já nem sei se defendi 30 se defendi 40, mas isso é irrelevante.

 

Já que é do Benfica que estamos a falar, o Benfica poderia ter 60 seniores nos quadros, ou seja, 30 da equipa A, 30 da equipa B. Mais 30 juniores, mais 30 juvenis (tem equipa B? Mais 60 juvenis). E por aí fora. Isto permitiria os empréstimos de jogadores importantes e precisam de tempo de jogo, mas ainda não no Benfica (João Carvalho, p.e.), mas acabaria com esta forma de emprestar só para condicionar equipas adversárias.

 

O número acaba por ser completamente ad-hoc. Se calhar o número ideal era 32, ou algo decrescente (tipo 35 jogadores na equipa A, 30 na equipa B, 25 na equipa C), irrelevante. Mas o plano seria limitar o número de passes que os clubes podem deter sem prejudicar os jogadores que realmente beneficiam de empréstimos. Porque com 60 gajos fazem-se 2 plantéis e ainda sobram uns 15-20 jogadores para empréstimo. 25 na equipa A, 15-20 na equipa B (que seria complementada com juniores) e os restantes seriam para emprestar. E eu não acredito que nenhum clube consiga ter 15 hot prospects no ponto para irem fazer um ou dois anos à Primeira Liga e voltarem com qualidade para integrar o plantel.

 

Proteccionismo na economia senhor CG? Qualquer dia ainda te vejo a defender os direitos dos trabalhadores...

Não vejo porque raio tem que haver esse nível de ingerência na gestão dos clubes. Se se defender que a verdade desportiva não é afectada, porque raio tens que dizer que um clube não pode ter 100 jogadores nos quadros? Se o clube quer ter 50 gajos emprestados para o estrangeiro a ver se algum dá em alguma coisa, não vejo porque isso deve ser proibido. O clube teve que pagar pelo passe do jogador e está a assumir o risco financeiro pelo mesmo. Se é um bom modelo de gestão ou não já diz respeito a quem gere o clube e aos seus associados/accionistas.

(Olha eu a defender o mercado livre)

:mrgreen:

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Tal como criaram a regra dos 3 emprestados por clube também devem criar a regra de x emprestados por divisão... Mas mesmo assim não há nada que proíba, por exemplo, o Benfica de mandar o Agra a custo zero para o Tondela com uma cláusula de recompra de 1€ e a suportar 99% dos salários.

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Tal como criaram a regra dos 3 emprestados por clube também devem criar a regra de x emprestados por divisão... Mas mesmo assim não há nada que proíba, por exemplo, o Benfica de mandar o Agra a custo zero para o Tondela com uma cláusula de recompra de 1€ e a suportar 99% dos salários.

Esta não acho propriamente muito aceitável. :mrgreen:

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Subscrevo. Sou apenas contra o facto de com isto se emprestar jogadores a 5-6 equipas na mesma divisão. Ou acabavam com os empréstimos a equipas da mesma divisão ou punham um limite (não por clube como existe actualmente).

 

Isso e não impedi-los de jogar contra a própria equipa, mas tendo em conta em conta o clima que se vive no futebol portugues só iria dar azo a teorias da conspiração caso algum errasse vs o clube mãe

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Certo, eu é que tinha ideia que existia o outro limite mas agora estava confuso. Por mim o limite era mesmo a proibição. Não faz muito sentido um assalariado de um clube disputar o mesmo campeonato que esse clube mas noutra equipa. E aos anos que se vê que mude-se como se mudar as regras de utilização (poderem ou não jogar contra o clube-mãe) nunca há uma solução óptima.

 

 

 

Proteccionismo na economia senhor CG? Qualquer dia ainda te vejo a defender os direitos dos trabalhadores...

Não vejo porque raio tem que haver esse nível de ingerência na gestão dos clubes. Se se defender que a verdade desportiva não é afectada, porque raio tens que dizer que um clube não pode ter 100 jogadores nos quadros? Se o clube quer ter 50 gajos emprestados para o estrangeiro a ver se algum dá em alguma coisa, não vejo porque isso deve ser proibido. O clube teve que pagar pelo passe do jogador e está a assumir o risco financeiro pelo mesmo. Se é um bom modelo de gestão ou não já diz respeito a quem gere o clube e aos seus associados/accionistas.

(Olha eu a defender o mercado livre)

:mrgreen:

Na discussão que tive ontem foi pesquisar por isso... Em 2012 a Liga aprovou essa mesma medida, com 19 a favor e 9 contra (1 abstenção). Fonte

 

Depois disso, o Benfica apresentou um recurso ao conselho de justiça da FPF. Fonte . Este conselho deu razão ao Benfica. Fonte .

 

É curioso como hoje falamos sobre isto por causa do uso (na minha opinião até é abuso) destes empréstimos pelo Benfica, sendo que foram eles a vetar uma decisão há uns anos que não os ia permitir fazer isto.

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Acabar com os empréstimos a clubes da mesma liga era para ontem. Isto só afeta a tal verdade desportiva que tanto se fala.

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Três grandes têm uma moral do caraças para falar em emprestados, principalmente o Porto que teve o maior numero emprestados no ultimo ano (16).

 

O nível da liga ia ser ainda mais bonito sem jogadores emprestados dos grandes lol

 

Problema não está nos emprestados, está é nas mentalidades.

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Também acho que um limite de jogadores nos quadros traria bastantes benefícios para os clubes de segunda linha. Assim sendo, duvido que alguma vez se chegue a um acordo neste sentido, tal como com a questão da direitos televisivos centralizados há um Verão ou dois atrás.

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O que deve ser limitado é o número de empréstimos a clubes da mesma divisão. E para evitar negócios como o do Wallyson para o Moreirense podiam considerar os jogadores com opção de recompra como emprestados também.

Editado por G1njas

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Isto, curiosamente, é o mesmo que o Chelsea faz, para ver se aparece algum puto que possa servir para a equipa principal. Se o Benfica fizesse isto e mandasse todos os jogadores para o estrangeiro, acho que não haveria discussão nenhuma

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Proteccionismo na economia senhor CG? Qualquer dia ainda te vejo a defender os direitos dos trabalhadores...

Não vejo porque raio tem que haver esse nível de ingerência na gestão dos clubes. Se se defender que a verdade desportiva não é afectada, porque raio tens que dizer que um clube não pode ter 100 jogadores nos quadros? Se o clube quer ter 50 gajos emprestados para o estrangeiro a ver se algum dá em alguma coisa, não vejo porque isso deve ser proibido. O clube teve que pagar pelo passe do jogador e está a assumir o risco financeiro pelo mesmo. Se é um bom modelo de gestão ou não já diz respeito a quem gere o clube e aos seus associados/accionistas.

(Olha eu a defender o mercado livre)

:mrgreen:

Não se é protecionismo, mas vou assumir que usaste a palavra errada e ver se apanho o argumento.

 

Podemos olhar para isto de três óticas: a primeira diz-nos que a verdade desportiva é afetada e portanto era uma forma de a proteger; a segunda, que é para mim a mais premente, trata-se de limitar comportamentos predatórios. Cada vez mais é assim e a tendência é que aumente: as equipas que se dão ao luxo de andar pelas primeira e segunda ligas são equipas que mantêm excelentes relações com um grande qualquer, algumas com mais do que um. De vez em quando aparece um Aves da vida que nem sei se tem relações com um grande, mas tem muito dinheiro. Fora isso, só se pode dar ao luxo de estar a competir profissionalmente quem conseguir ter o aval de Benfica, Sporting ou Porto. Isto não me parece minimamente razoável! Se acho que este limite iria resolver isso? Claro que não, mas atenuava; a terceira é a mais engraçada, mas também é mais difícil de legislar, todos estes comportamentos de compra de jogadores que não valem um odre acabam por esconder favores e comissões, ou seja, corrupção. Isto iria acabar com a corrupção? Claro que não, mas ia chegar a uma altura onde se ia ter de optar entre os favores e as comissões ou pelo desenvolvimento de jovens jogadores.

 

No fundo não tem nada a ver com protecionismo, tem a ver com regulação. Curiosamente, uns mais que outros, é o principal papel que os liberais atribuem ao estado.

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Este assunto só me enoja. A facilidade com que se dizem coisas e sustentam práticas que nos deviam envergonhar a todos é impressionante. Fala-se de jogadores como se estivessem a falar da Bolsa. "Compro o Manel por x e depois vendo-o por x+y. Grande negócio!" e vem o adepto burro com palas e aplaude entusiasticamente estes aprendizes de negreiros! Vou repetir-me mas só me enojam estas práticas...

 

Nem vale a pena continuar porque todos já sabem o que penso sobre o assunto.

 

Só gostaria de assinalar uma passagem que considero sintomática sobre o pensamento acéfalo do adepto que se sente na obrigação de prestar vassalagem ao soberano. Diz o Gaspar Ramos que, e passo a citar:

 

E posso dar dois exemplos de muito sucesso, que se não tivessem tido tempo de jogo se calhar nunca tinham vingado, concretamente o Rui Costa, que cedemos ao Fafe por dois anos, e o Vítor Paneira, que contratámos ao Famalicão e depois emprestámos ao Vizela por um ano

 

Quê??? Importa-se de repetir? Está a dizer que a responsabilidade pela formação de um dos melhores jogadores de futebol portugueses de todos os tempos foi do Fafe??? Que lhes bastou dois anitos a jogar por uma equipa de dimensão menor para dali sair um jogador de craveira mundial? Ou estará, por acaso, a dizer que os treinadores e equipas técnicas que estavam no Benfica na altura eram tão incapazes que, se tivessem o Rui Costa ao seu dispor não lhe reconheceriam as suas qualidades? Pensará ele que são todos como o Jesus que votou o Bernardo Silva ao ostracismo? E mesmo assim não foi suficiente para impedir que o Bernardo vingasse...

 

 

 

Proteccionismo na economia senhor CG? Qualquer dia ainda te vejo a defender os direitos dos trabalhadores...

Não vejo porque raio tem que haver esse nível de ingerência na gestão dos clubes. Se se defender que a verdade desportiva não é afectada, porque raio tens que dizer que um clube não pode ter 100 jogadores nos quadros? Se o clube quer ter 50 gajos emprestados para o estrangeiro a ver se algum dá em alguma coisa, não vejo porque isso deve ser proibido. O clube teve que pagar pelo passe do jogador e está a assumir o risco financeiro pelo mesmo. Se é um bom modelo de gestão ou não já diz respeito a quem gere o clube e aos seus associados/accionistas.

(Olha eu a defender o mercado livre)

:mrgreen:

 

O limite no nº de contratos é uma ingerência à gestão de 3 clubes. A não existência de limite é um convite à ingerência desses 3 clubes na gestão de todos os outros.

 

 

Três grandes têm uma moral do caraças para falar em emprestados, principalmente o Porto que teve o maior numero emprestados no ultimo ano (16).

 

O nível da liga ia ser ainda mais bonito sem jogadores emprestados dos grandes lol

 

Problema não está nos emprestados, está é nas mentalidades.

 

Sim, porque os jogadores que hoje são emprestados aos outros clubes seriam impedidos de continuar a jogar futebol caso não pudessem continuar a ser emprestados. Haveria assim tipo um matadouro mas só para amputar esses ditos jogadores, que aqui não se equaciona a matança de ninguém... Ou então eram todos recambiados para o estrangeiro. Quisessem ou não! Tudo menos reforçar os quadros dos Vitórias, do Belenenses, do Tondela e de todos os outros.

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sou completamente a favor do número máximo de jogadores com contrato por exemplo para 50 excluindo formação e equipa B, a exemplo do que acontece para os inscritos. e isso iria beneficiar os 3 grandes (para os outros é indiferente), impede folhas salariais absurdamente altas à espera de milagres da nossa senhora, abrir à força espaço para a formação, evitar suspeitas de trocas de favorzinhos, etc etc etc

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