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Manuel Machado: «Assim o negócio futebol vai acabar»

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Fazendo contas por alto se dividirem os 50M que têm falado que os 3 grandes recebem pelos 17 jogos dá 2.9M por jogo, cada 1 dos 15 clubes recebe os 3 grandes logo só ai está uma fatia de 8.8M por clube que dá 132.3M no total dos 15 clubes, se venderem os restantes 14 jogos a 500 mil (menos de 20% dos jogos dos grandes) dá mais 7M que no bolo dos 15 clubes dá mais 105M, só aqui estão 237.3M que dava 15.82M a cada um dos clubes por época se pensarem que o Braga recebe actualmente 10M por época.

 

Ao juntar estes 237.3M mais os 150M dos 3 grandes saltamos para 387.3M.

 

Se os clubes se juntarem para negociar em bloco os direitos televisivos se calhar os 500M que o Poeira falou ai atrás não são assim tão utópicos.

E atenção que isto são contas feitas por alto e é a minha ideia.

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Não tenho dúvidas que uma negociação em bloco permitiria encaixar um valor maior pelo bolo total. Tenho é dúvidas que estejamos a falar de uma valorização potencial de 30%, é muita fruta. E 30% é muito à merceeiro, porque na verdade o valor que os grandes (e os outros também, provavelmente) recebem por contrato é aumento gradualmente de ano para ano, portanto um contrato para os próximos 3 anos iria ser para valores inferiores a esses que referes ;)

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Só vi agora o que o Abel disse sobre este tema:

"Quero ver se o Benfica vai competir de igual para igual na LC"

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Há outro pormenor que algumas pessoas já falaram que gostaria de destacar, pois é menos falado.

 

Com uma centralização maior para além do óbvio aumento de competitividade na liga (embora esteja muito longe de termos realmente os outros clubes a competir com os grandes), pode acontecer um efeito negativo: a perca de competitividade da nossa liga na Europa.

 

O que isto pode fazer é que não só mais raramente podemos fazer boas prestações mas também em termos relativos os nossos clubes vão ter mais dificuldades em manter os mesmos jogadores de qualidade, principalmente os estrangeiros.

Em vez de competirmos com Chelseas, Atléticos, etc, podemos ter de competir também com Watfords, Getafes, etc, dada o aumento relativo do poder económico e desportivo destes.

Indirectamente os outros clubes portugueses assim sendo também sofreriam um efeito negativo, talvez até fazendo negativo no total dada a futura possível desvalorização (relativa) das transmissões televisivas.

 

Dito isto (eu defendo centralização e medidas semelhantes) não acho que vá acontecer porque a diferença não será muito grande para os clubes maiores, mas acho um ponto interessante.

Para além disso penso (não tenho a certeza) que o dinheiro das transmissões televisivas será maioritariamente para consumo nacional, sendo a revenda internacional pequena.

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Isso poderia acontecer se a diferença do que recebem atualmente fosse muito grande em relação ao que receberiam (que seria menos)se houvesse a centralização.

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Como é que o aumento de receitas ia reduzir a nossa competitividade na Europa ? Fiquei bastante embaralhado com esse raciocinio. Quanto muito iria permitir por exemplo ao Maritimo encarar a eliminatória contra o D.Kiev de uma forma ainda melhor.

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Eu não concordo, mas a lógica é assim:

 

A centralização permite um bolo total maior, mas os clubes grandes recebem relativamente menos.

Ao receberem menos têm menos competitividade etc pelo que na Europa com o passar do tempo vão perdendo "poder", perdendo jogadores para clubes hoje em dia mais fracos, ganhando menos eliminatórias, menos visibilidade, etc.

Assim, passado um período longo vão ser clubes menos interessantes de acompanhar, pelo que os direitos televisivos não vão aumentar tanto como para outros clubes.

 

Por outro lado os clubes pequenos ficam com um orçamento maior, tipo o dobro, mas mesmo assim este aumento não vai permitir competir em geral (e.g. mesmo com o dobro do orçamento o do Marítimo é baixo e não consegue competir com o Dynamo Kyiv), pelo que não conseguem "tapar" o decréscimo dos grandes.

Editado por JFDCamara

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Eu não concordo, mas a lógica é assim:

 

A centralização permite um bolo total maior, mas os clubes grandes recebem relativamente menos.

Ao receberem menos têm menos competitividade etc pelo que na Europa com o passar do tempo vão perdendo "poder", perdendo jogadores para clubes hoje em dia mais fracos, ganhando menos eliminatórias, menos visibilidade, etc.

Assim, passado um período longo vão ser clubes menos interessantes de acompanhar, pelo que os direitos televisivos não vão aumentar tanto como para outros clubes.

 

Por outro lado os clubes pequenos ficam com um orçamento maior, tipo o dobro, mas mesmo assim este aumento não vai permitir competir em geral (e.g. mesmo com o dobro do orçamento o do Marítimo é baixo e não consegue competir com o Dynamo Kyiv), pelo que não conseguem "tapar" o decréscimo dos grandes.

 

É a tua ideia mas não concordo nada com ela.

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O Manuel Machado não tem razão. O negócio não acaba. Muito pelo contrário. Só tem tendência a melhorar com os Grandes a ganhar todos os jogos por goleada. Como dizia um cartoon n'A Bola ter os outros clubes a servir de carne para canhão não interessa a ninguém... com exceção dos próprio canhões. E estes representam mais de 90% do mercado português. O futebol português sempre foi assim (a duas velocidades), dominado pelos 3 Grandes, com algumas (poucas) exceções. E sempre alimentou o negócio. Cada vez mais.

 

E a questão não se prende com a competitividade interna. Isso, como já se disse, é cada vez mais vulgar nos restantes países europeus em que existem apenas 2 ou 3 equipas a lutar verdadeiramente pelo título, quando não é apenas uma. A verdadeira questão está na competitividade internacional. Os efeitos no ranking da UEFA já aí estão a fazer-se sentir. Basta fazer contas para se perceber que é necessário aumentar a qualidade da segunda linha dos clubes nacionais por forma a que estes sejam competitivos em termos europeus e contribuam para o ranking. Caso isso não aconteça os primeiros afetados serão, paradoxalmente, os Grandes. Porque serão a estes que se fecharão as portas da Liga dos Campeões que é onde está o dinheiro. Sim, meus caros. O Benfica, o FC Porto e o Sporting precisam que o Braga, o Vitória, o Marítimo, o Belenenses e qualquer um dos outros que, por acaso ou competência, tenha que disputar as competições europeias o façam com qualidade e com resultados. Quando os Grandes perceberem isto as coisas podem começar a mudar.

 

Com centralização de direitos ou outra solução qualquer é imprescindível que os clubes de 2ª e 3ª linha do futebol português tenham maiores orçamentos e melhores condições para construirem equipas mais capazes. Claro que isso trará mais exigências a nível interno aos Grandes mas é inevitável que se caminha para aí se os próprios Grandes não quiserem correr o risco de se tornarem (ainda mais) irrelevantes em termos europeus.

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A ideia do JFDCamara, se a entendi bem, faz algum sentido

 

Centralização => os grandes perdem, os pequenos ganham => grandes mais fracos => grandes menos relevantes na Europa => menos interesse pelo nosso campeonato => menos receitas televisivas => perdem todos => todos mais fracos => todos menos relevantes => ...

 

Onde me parece que isto falha é em dois pontos: o primeiro já foi apresentado pelo Descartes, o segundo é que, mesmo sem a centralização, os grandes, "orçamentalmente" falando, competem com os Watfords e Getafes da vida, não competem com os Chelseas, ou seja, aquilo que faz com que os grandes portugueses consigam gracinhas de vez em quando é algo extra-financeiro, é o bom scouting, é o desenvolvimento de jogadores, são as competências humanas que temos cá e, portanto, somando este ponto com o do Descartes, acho que o que se "perde" a nível europeu é mais que compensado pela competência que temos cá e que não se deve esgotar aos 3 grandes, simplesmente os outros clubes não conseguem desenvolvê-la por falta de fundos.

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O Manuel Machado não tem razão. O negócio não acaba. Muito pelo contrário. Só tem tendência a melhorar com os Grandes a ganhar todos os jogos por goleada. Como dizia um cartoon n'A Bola ter os outros clubes a servir de carne para canhão não interessa a ninguém... com exceção dos próprio canhões. E estes representam mais de 90% do mercado português. O futebol português sempre foi assim (a duas velocidades), dominado pelos 3 Grandes, com algumas (poucas) exceções. E sempre alimentou o negócio. Cada vez mais.

 

E a questão não se prende com a competitividade interna. Isso, como já se disse, é cada vez mais vulgar nos restantes países europeus em que existem apenas 2 ou 3 equipas a lutar verdadeiramente pelo título, quando não é apenas uma. A verdadeira questão está na competitividade internacional. Os efeitos no ranking da UEFA já aí estão a fazer-se sentir. Basta fazer contas para se perceber que é necessário aumentar a qualidade da segunda linha dos clubes nacionais por forma a que estes sejam competitivos em termos europeus e contribuam para o ranking. Caso isso não aconteça os primeiros afetados serão, paradoxalmente, os Grandes. Porque serão a estes que se fecharão as portas da Liga dos Campeões que é onde está o dinheiro. Sim, meus caros. O Benfica, o FC Porto e o Sporting precisam que o Braga, o Vitória, o Marítimo, o Belenenses e qualquer um dos outros que, por acaso ou competência, tenha que disputar as competições europeias o façam com qualidade e com resultados. Quando os Grandes perceberem isto as coisas podem começar a mudar.

 

Com centralização de direitos ou outra solução qualquer é imprescindível que os clubes de 2ª e 3ª linha do futebol português tenham maiores orçamentos e melhores condições para construirem equipas mais capazes. Claro que isso trará mais exigências a nível interno aos Grandes mas é inevitável que se caminha para aí se os próprios Grandes não quiserem correr o risco de se tornarem (ainda mais) irrelevantes em termos europeus.

 

Ou os grandes ainda não perceberam isso, ou estão a contar com outra coisa: que não vai chegar a ser relevante porque antes de sentirem as consequências começará a Superliga Europeia.

 

Tenho um colega benfiquista que está contentíssimo com o negócio dos direitos televisivos, que diz que está-se a cagar para os clubes pequenos, para o futebol português, para a selecção, que apenas quer o bem do Benfica, e que não vê o dia de chegar a Superliga Europeia. Eu até certo ponto até admiro a honestidade. E apesar de não conseguir concordar que os clubes pequenos não importem para nada, concedo que sou um pouco hipócrita - não tenho o mínimo interesse em ver um Tondela-Feirense na TV, e muito mais depressa irei ver o jogo do Manchester City, ou do Dortmund, ou do Monaco, ou do Barcelona. Fogo, até raramente vejo o meu FC Porto, quanto mais o resto. Claramente consigo simpatizar com a ideia de que metendo os 20 clubes mais fortes da Europa numa única liga, como espectadores veremos futebol da mais altíssima qualidade todas as semanas.

 

Só há uma coisa aqui nesta filosofia de vida que me faz confusão: se este meu colega continuará contentíssimo da vida um dia que isto vá de facto para a frente, e o Benfica passe a lutar pelo 15º lugar. Ele diz que sim, eu tenho as minhas dúvidas.

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A grande questão de uma eventual SuperLiga Europeia é que o Benfica, Sporting e Porto vão ser olhados da mesma maneira pelos outros como actualmente os três grandes olham para os mais pequenos. Se hoje em dia ninguém quer saber de um Feirense vs Tondela quando uma SuperLiga Europeia chegar ninguém vai ter interesse em ver um Sporting vs Olympiacos; um Benfica vs Basel ou um Porto vs Besiktas.

 

No dia em que isso [sLE] aparecer não duvido que os três grandes entrem lá até porque (segundo se consta) vai ser um modelo claramente americanizado que junta grandes equipas, grandes jogadores como também grandes rivalidades (basta ver o cuidado da MLS em abrir clubes apenas em determinados locais para dar rivalidades geográficas a todas as equipas) mas passados alguns anos quando o nível subir drasticamente e os três grandes não passarem de sacos de pancada a organização vai dar um pontapé no cu do Benfica, Sporting e Porto e meter alguns clubes novos ricos com grande capacidade financeira para contratar craques.

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Acaba de levar 3 batatas do Tondela, será que a culpa continua a ser do nível dos 3 grandes?

:mrgreen:

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É preciso ser muito palerma para desvalorizar esta questão ou as palavras do homem em função do resultado de ontem.

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É preciso ser muito palerma para desvalorizar esta questão ou as palavras do homem em função do resultado de ontem.

Foi a internet toda desde ontem. Tudo o que for argumento para isso é usado.

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A questão abstracta, sim, sem dúvida, mas é que ele utilizou a questão abstracta para justificar um caso objectivo - o dele. Eu, que vi o jogo em questão, fiquei seriamente com a impressão de que a maior diferença no jogo não foi entre os jogadores das duas equipas, mas de ideias e qualidade dos treinadores. Mas isto foi a minha impressão, claro.

Editado por Black Hawk

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Os grandes perdem com a centralização? Mas estamos a falar para que valores? 5M? É por cinco milhões que já não vão conseguir contratar a jovem promessa GR da Bélgica? E o dinheiro das bilheteiras, merchandising, participações europeias e patrocinadores?

 

Ou, então se o Porto este ano ainda não gastou um cêntimo de reforços? O que se passa? É o dinheiro da TV que faz a diferença?

 

Ou, participação medíocre de todos os clubes portugueses no ano passado deveu-se a quê? Por causa do dinheiro da TV que não foi suficiente?

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A nível europeu íamos ficar a ganhar com a centralização. Os pontos são divididos pelo número de equipas nas provas europeias. Mais vale que todos os clubes façam uma prestação mediana do que ter um clube a ir às meias-finais da LC e todos os outros eliminados à primeira ronda.

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Chelsea 6 - Qarabag 0

Bayern 3 - Anderlecht 0

Man Utd 3 - Basileia 0

Celtic 0 - PSG 5

 

 

Vai-te a eles Manel!

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Não quererás dizer que o senhor Manuel António Marques Machado, nascido a 4 de Dezembro de 1955, em Guimarães, número de contribuinte 245896152, foi abordado pela sua entidade patronal, Moreirense Futebol Clube, no sentido de chegarem a um entendimento relativo aos termos da cessação do vínculo contratual que os unia?

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De caminho começa a treinar na Segunda Divisão...

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O gajo que se dedique mas é à poesia que deve ser melhor do que no futebol.

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