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Moss

Uma camisola, uma criança negra e a palavra "macaco". E assim nasceu a polémica

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Eu por acaso vejo muitos pais a chamar macaquinhos aos filhos. Ou porque são irrequietos, ou porque andam sempre a saltar de um lado para o outro. Sabendo que também há macaco albinos será que estes pais também estarão a ser racistas?

 

Ou será que se dissermos que os nossos filhos têm bichos carpinteiros, a assistência social nos vai tirar os filhos por falta de higiene?

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"It's only racist if you think black people look like monkeys."

 

Humans look like simians. The racism behind those terms has little to do with looks, that has always been a subterfuge by which racists have tried to justify their bigotry, even pseudo-scientifically at times. Terms like monkey, ape, gorilla, etc. have gained a racist connotation, because bigoted minds believe that black people are intellectually inferior and closer to a savage state than white people, that they are subhuman; thus in those bigoted minds black people are more closely related to those animals than the so called educated and civilized white people; when in reality all humans are equally related to those animals.

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Visitante

Eu por acaso vejo muitos pais a chamar macaquinhos aos filhos. Ou porque são irrequietos, ou porque andam sempre a saltar de um lado para o outro. Sabendo que também há macaco albinos será que estes pais também estarão a ser racistas?

 

Ou será que se dissermos que os nossos filhos têm bichos carpinteiros, a assistência social nos vai tirar os filhos por falta de higiene?

 

O problema de toda esta situação não é a imagem ser racista, mas ser insensível face às pessoas que ainda hoje sofrem de racismo e são chamadas de macacos. Não houve esse cuidado de acautelar a interpretação que acabou por ser feita (e era tão fácil), e que era mais ou menos óbvio que iria dar cocó, percebes?

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Eu por acaso vejo muitos pais a chamar macaquinhos aos filhos. Ou porque são irrequietos, ou porque andam sempre a saltar de um lado para o outro. Sabendo que também há macaco albinos será que estes pais também estarão a ser racistas?

 

Ou será que se dissermos que os nossos filhos têm bichos carpinteiros, a assistência social nos vai tirar os filhos por falta de higiene?

 

Não sei como tu, um gajo notoriamente inteligente e instruído, em pleno 2018 consegues criar analogias entre contextos sem qualquer relação entre si.

 

'Bichos carpinteiros' é uma expressão utilizada para apontar a hiperactividade de uma criança. São crianças activas, curiosas, irrequietas. Até onde me lembro, em nenhum ponto da história estás crianças foram alvo de discriminação racial e/ou social por assim serem, e esse termo nunca foi usado com sentido pejorativo. O 'macaquinho" é um termo moderno que substitui, em linhas largas, os' bichos carpinteiros' dos nossos pais e avós.

 

O 'macaco' enquanto adjectivo para uma pessoa preta é pejorativo. Como o bmfcoiso postou, vem de períodos em que eram assim designados por serem mais macacos do que humanos, e ainda hoje é utilizado. Vais ver jogo de futebol e com facilidade encontras alguém a chamar macaco a um preto da equipa adversária. Inicias uma discussão sobre o tema num café e corres o risco, com alguma probabilidade, de ouvir alguém fazê-lo.

 

Não é a mesma coisa. O termo macaco aplicado com conotações racistas tem carga histórica e existe nos dias de hoje. Não é um termo coloquial, não é uma reminiscência de outros tempos, é algo que ainda hoje é um dos insultos mais comuns a ser dirigido a negros.

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Grande ideia para uma camisola da H&M que acabei de ter por causa dessa conversa: "O Bicho Carpinteiro mais fixe da Selva" com a imagem do Iran Costa a segurar uma tábua de madeira e um cinto de ferramentas à cintura.

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E já agora, sobre a resposta da mãe do puto com que tanta gente se congratulou, não sei em que medida isso serve para fechar a discussão. Durante o período abolicionista também havia escravos que não o queriam deixar de o ser. Muitos dos escravos negros eram-no por assim terem sido transformados pelas sociedades negras africanas que os vendiam aos europeus. Partindo desse pressuposto, a escravatura não teria mal algum, afinal eles próprios vendiam os seus, e nunca deveria ter terminado, pois eles próprios não queriam a sua liberdade.

 

Esse pensamento, de desculpabilizar algo por a pessoa atingida não se importar, é perigoso. É mais ou menos a mesma ideia de não se punir a violência doméstica por a vítima mentir e desculpar o agressor. Se ele/ela leva na fuça e não reclama, porque havemos de punir o agressor?

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O problema de toda esta situação não é a imagem ser racista, mas ser insensível face às pessoas que ainda hoje sofrem de racismo e são chamadas de macacos. Não houve esse cuidado de acautelar a interpretação que acabou por ser feita (e era tão fácil), e que era mais ou menos óbvio que iria dar cocó, percebes?

 

Vou citar-te a ti mas respondo também ao Black Hawk.

 

É a minha opinião que com a vossa forma de ver a situação nunca será possível combater o racismo, porque vocês continuam a dar demasiada importância ao conceito, à raiz e à história do racismo. No fundo à imagem com que ele é representado. Enquanto não se for capaz de 'diluir' a carga que ele tem não será possível acabar com ele.

 

A forma de o fazer? Talvez o melhor exemplo de como isto pode ser encarado é fazer o que fez o Daniel Alves há uns tempos quando lhe atiraram uma banana... Comeu-a.

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Vou citar-te a ti mas respondo também ao Black Hawk.

 

É a minha opinião que com a vossa forma de ver a situação nunca será possível combater o racismo, porque vocês continuam a dar demasiada importância ao conceito, à raiz e à história do racismo. No fundo à imagem com que ele é representado. Enquanto não se for capaz de 'diluir' a carga que ele tem não será possível acabar com ele.

 

A forma de o fazer? Talvez o melhor exemplo de como isto pode ser encarado é fazer o que fez o Daniel Alves há uns tempos quando lhe atiraram uma banana... Comeu-a.

Ou seja, a tua solução é que as vítimas do racismo comam e calem. Literalmente.

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Ou seja, a tua solução é que as vítimas do racismo comam e calem. Literalmente.

Mas as vitimas de racismo têm que deixar de se sentir vitimas de racismo. Não percebes.

 

Vou citar-te a ti mas respondo também ao Black Hawk.

 

É a minha opinião que com a vossa forma de ver a situação nunca será possível combater o racismo, porque vocês continuam a dar demasiada importância ao conceito, à raiz e à história do racismo. No fundo à imagem com que ele é representado. Enquanto não se for capaz de 'diluir' a carga que ele tem não será possível acabar com ele.

 

A forma de o fazer? Talvez o melhor exemplo de como isto pode ser encarado é fazer o que fez o Daniel Alves há uns tempos quando lhe atiraram uma banana... Comeu-a.

E se eu meter a pila na mão de uma mulher ela tem mais é que me bater uma p*nhetaa. Nisso estamos de acordo.

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Olha aí a menina a fazer como o Daniel Alves.

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Ou seja, a tua solução é que as vítimas do racismo comam e calem. Literalmente.

 

Talvez não tenhas percebido onde quis chegar. Quando viste o Daniel Alves a fazer o que fez, a ideia com que ficaste foi que ele comeu e calou ou que se mostrou superior e indiferente ao que lhe estavam a fazer? O que resultou melhor até agora, a forma com que ele agiu ou a forma das indignações inconsequentes?

 

E desengana-te se pensas que eu ache que as vítimas de racismo não têm direito à indignação.

 

E discutir assim torna se difícil aqui. Eu digo 6 é vocês lêem 666.

Editado por Mahai

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Quando eu era miúdo uma tia minha chamava-me de macaco, dava me prendas com macacos (quadros, peluches, etc...) e eu chamava-a de macaca. Fazíamos isto porque simplesmente achamos piada e gostamos dos animais propriamente ditos.

 

Não havia mal nenhum porque eramos ambos brancos e porque o contexto é ESSENCIAL na comunicação humana.

Se eu fosse negro ou ela fosse negra, havia um problema porque o contexto é ESSENCIAL.

 

E essa desculpa que agora a maltinha da "alt-right", que não são mais que nazis encapotados, utiliza da perseguição ao homem branco enoja-me brutalmente.

 

Vivemos numa sociedade onde, por muitas vitórias que tenham sido conquistadas pelas minorias étnicas, o homem branco é privilegiado simplesmente porque é branco.

Como se o facto de termos mais ou menos melanina no corpo fosse sinal de mais ou menos inteligencia, capacidade, elequoencia ou capacidade de trabalho.

 

Eu sou branco e sei do que falo. Noto perfeitamente como algumas pessoas me tratam melhor em contraste com outras que têm outro tom de pele e isso dá-me voltas ao estomago.

 

Já agora, tenham também paciência com essa história dos Social Justice Warriors, daquela tanga do "só vê racismo nas coisas quem o é!" e do " a ignorar é que se vai lá".

Fossemos por ai e as mulheres ainda não trabalhavam nem votavam e ainda hoje tínhamos escravos nas nossas sociedades.

 

Quando o peso histórico e estigma social sobre um determinado tema é tão grande, a unica forma de o ultrapassar é muitas vezes ir ao outro extremo para que no fim se encontre o equilíbrio social.

Há "cargas" que não se diluem, têm de ser erradicadas.

 

E já agora, sobre a resposta da mãe do puto com que tanta gente se congratulou, não sei em que medida isso serve para fechar a discussão. Durante o período abolicionista também havia escravos que não o queriam deixar de o ser. Muitos dos escravos negros eram-no por assim terem sido transformados pelas sociedades negras africanas que os vendiam aos europeus. Partindo desse pressuposto, a escravatura não teria mal algum, afinal eles próprios vendiam os seus, e nunca deveria ter terminado, pois eles próprios não queriam a sua liberdade.

 

Esse pensamento, de desculpabilizar algo por a pessoa atingida não se importar, é perigoso. É mais ou menos a mesma ideia de não se punir a violência doméstica por a vítima mentir e desculpar o agressor. Se ele/ela leva na fuça e não reclama, porque havemos de punir o agressor?

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Vou citar-te a ti mas respondo também ao Black Hawk.

 

É a minha opinião que com a vossa forma de ver a situação nunca será possível combater o racismo, porque vocês continuam a dar demasiada importância ao conceito, à raiz e à história do racismo. No fundo à imagem com que ele é representado. Enquanto não se for capaz de 'diluir' a carga que ele tem não será possível acabar com ele.

 

A forma de o fazer? Talvez o melhor exemplo de como isto pode ser encarado é fazer o que fez o Daniel Alves há uns tempos quando lhe atiraram uma banana... Comeu-a.

 

Não. A minha posição sobre a matéria não é a mesma que a do Black Hawk (ainda que não ache que ele esteja errado). Eu também não alinho muito nas cargas históricas como factor determinante para definir se determinada atitude é racista ou não, independentemente da intenção de quem a perpetua. Mas! Neste caso muito específico da camisola, ultrapassa-se a linha do bom senso porque pura e simplesmente ainda vivemos num mundo onde existe racismo, e onde chamar ou imitar macacos a pessoas pela sua cor de pele é uma prática racista recorrente (ao contrário de pintar a cara de preto para estereotipar uma raça, por exemplo). Pôr isso numa camisola de um jovem preto invoca inevitavelmente esse problema, porque de forma directa ou indirecta, acho que todos vivemos essa maneira particular de discriminar pessoas pela sua cor de pele. Há contextos onde pura e simplesmente é impossível dizer se determinada atitude é feita com uma intenção propositadamente discriminatória ou não, e por isso é que é bom ter algum cuidado por vezes - eras capaz de ir na rua e dizeres a alguém "o senhor é preto!"? Imagino que não sejas racista, e preto e branco até são termos relativamente usados no dia-a-dia na forma como pessoas de diferentes raças se tratam, mas ainda assim, o mais provável era saíres maltratado da interacção, porque o contexto é tudo. E por esta falta de cuidado/sensibilidade é que censuro o que a marca fez, era uma situação perfeitamente evitável.

Editado por Visitante

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Como erradicar uma coisa inerente ao ser humano?

O racismo é inerente ao ser humano?

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O racismo é inerente ao ser humano?

 

É uma das consequências ou extensão do tribalismo, que é natural ao ser humano.

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Como é que alguém pode dizer que se dá demasiada importância ao conceito, raiz e história do racismo? Quando caso atrás de caso se observam demonstrações de desconhecimento sobre essa matéria, só se pode concluir que não se dá suficiente importância, caso contrário não se viam tantos exemplos recorrentes de insensibilidade e ignorância. Para se ter consciência social é preciso dar-se importância ao conceito, raiz e história do racismo, é preciso combater o desconhecimento e ignorância através de educação. Educação é a palavra-chave para solucionar este tipo de questão. Contudo, as pessoas ficam-se pelo conhecimento de que a escravidão e a segregação são coisas do passado, portanto está tudo resolvido e agora é só uma questão de pacientemente esperar que os "racistas retrógrados" sejam substituidos pelas gerações seguintes mais "sabedoras", mas depois queixam-se que se dá demasiada importância ao racismo, que mais vale tratar o assunto com indiferença, em vez de o salientar e discutir. Isto chega ao ridículo de em todos os tópicos se lerem frases como aquela da imagem, que afirma: "It's only racist if you think black people look like monkeys." Isto é demonstrativo da ignorância conformista que continuamente se repete neste tipo de discussões.

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Como é que alguém pode dizer que se dá demasiada importância ao conceito, raiz e história do racismo? Quando caso atrás de caso se observam demonstrações de desconhecimento sobre essa matéria, só se pode concluir que não se dá suficiente importância, caso contrário não se viam tantos exemplos recorrentes de insensibilidade e ignorância. Para se ter consciência social é preciso dar-se importância ao conceito, raiz e história do racismo, é preciso combater o desconhecimento e ignorância através de educação. Educação é a palavra-chave para solucionar este tipo de questão. Contudo, as pessoas ficam-se pelo conhecimento de que a escravidão e a segregação são coisas do passado, portanto está tudo resolvido e agora é só uma questão de pacientemente esperar que os "racistas retrógrados" sejam substituidos pelas gerações seguintes mais "sabedoras", mas depois queixam-se que se dá demasiada importância ao racismo, que mais vale tratar o assunto com indiferença, em vez de o salientar e discutir. Isto chega ao ridículo de em todos os tópicos se lerem frases como aquela da imagem, que afirma: "It's only racist if you think black people look like monkeys." Isto é demonstrativo da ignorância conformista que continuamente se repete neste tipo de discussões.

 

Diria que esse tipo de respostas é em parte resultado da histeria que ocorre nestas situações já que extremismo gera extremismo. Trata-se de um ciclo vicioso, portanto.

 

O contexto não interessa, pois está bem documentada a associação de negros a macacos, mas a intenção devia ser tida em conta. Pode-se ter tratado de um infeliz incidente e nada mais que isso. É uma situação delicada, pois quem é realmente racista poderá ser escusar-se com este argumento e na realidade isso já acontece nos movimentos de extrema direita no Estados Unidos. O que se há de fazer.

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