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Sumudica by Night

O dia em que João Pinto e Jardel jogaram no Dream Team de Cruijff

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Citação

 

Este foi o dia em que João Pinto e Jardel jogaram no Dream Team de Cruijff

No dia 10 de março de 1999, Johan Cruyff foi homenageado pelo Barcelona. O génio holandês aproveitou para garantir um tributo ao Dream Team, que encantou no início da década de 90. Os adeptos da casa estiveram contra os da casa. Jardel e João Pinto partilharam o ataque com Eric Cantona

Hugo Tavares da Silva

10.03.2019 às 12h24

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LLUIS GENE/Getty Images

Com exceção para o futebol que imaginava na cabeça, nada era simples com Johan Cruijff. “A paz parece impossível”, escrevia o El País a 9 de março de 1999, na véspera do jogo de homenagem ao holandês genial. Johan fez daquele evento uma celebração ao Dream Team, que ganhara no início da década quatro ligas e, entre outros troféus, a primeira Taça dos Campeões Europeus do clube e uma Taça das Taças, ambas contra a Sampdoria de Boskov.

O clube catalão, dirigido pelo presidente Nuñez, proibiu o Dream Team de usar símbolo e camisola oficial. Louis van Gaal ia mantendo o mistério se iria ou não sentar-se no banco do Barça, diziam que José Mourinho ia assumir. O problema de Cruijff era outro. “Não me interessa isso. Van Gaal não tem nada a ver com o Dream Team. Preocupa-me que Guardiola, Busquets e companhia joguem connosco 15 minutos.” E companhia eram Sergi e Nadal. Pep não jogaria por ninguém, por uma lesão nas costas. Romário era a outra ausência importante: o Flamengo não autorizou a viagem até à Catalunha.

As 98 mil entradas foram vendidas em tempo recorde. O ontem engolia o hoje. Era tempo de celebrar a equipa mais importante da história, ainda por cima em ano de centenário: 1999.

Os futebolistas do Dream Team foram anunciados um a um. A primeira grande ovação foi para Ronald Koeman, o herói de Wembley. Bakero emocionou-se. Muitos holofotes e miradas abraçavam Michael Laudrup, não só por ter sido brilhante naquele jardim divino mas também porque se mudou para o eterno rival em 94. “Silêncio, começa a última lição do maestro Michael Laudrup. Aos que te assobiaram hoje, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. A tua memória é impagável”, podia ler-se num cartaz.

Imaginava-se uma receção pouco simpática. Não foi assim. Foi bonito e o dinamarquês ficou com um brilhozinho nos olhos. Corria como ninguém, parecia o mais futebolista dos futebolistas.

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LLUIS GENE/Getty Images

Levavam todos uma vestimenta laranja, igual à de 92, a tal que espremeu os sonhos da turma de Vialli e Mancini. Stoichkov estava aceso, Eusebio Sacristán entrou de muletas. Cruijff, “o mister de todas as batalhas” como dizia o narrador da TV, ficou para o fim. “Johan, Johan”, afinava o deslumbrado Camp Nou.

Quando começou a tocar o hino do Barça entraram finalmente as equipas, chefiadas pelos capitães Figo e Bakero. Van Gaal estava no banco, pouco feliz. Mourinho a duas cadeiras de distância.

A bola saiu dos eternos. Após meros segundos e alguns passes de pé para pé, a lembrança daquela gente viajou para o presente. Ouvia-se “olé, olé”. Eram felizes.

Patrick Kluivert, o craque holandês que deu a Champions ao Ajax em 95, investiu numa barrigada de falhanços. A classe e os pormenores eram imensos. Rivaldo e Figo iam inventando jogadas. O extremo português era impressionante pelo foco que colocava no jogo (nem falemos da qualidade...). Podia ser para a Champions ou contra o Real Madrid, ou até ao berlinde no quintal de casa, aquele olhar era felino. Comprometido.

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TONI GARRIGA/Getty Images

As substituições começaram logo aos 15 minutos. Koeman e Txiki Begiristáin saltaram fora. Aloísio, o central do FC Porto que jogou no Barcelona entre 88 e 90, voltava a ser orientado por Cruijff.

O Barça ia mandando no jogo, com mais energia. Os de laranja tinham boas ideias, mas os músculos já não obedecem e a baliza mora num lugar mais distante. Uma vez, Laudrup, génio, furava o meio-campo rival e, ao ver que ninguém acompanhava, voltou para trás. “Falta-lhes Romário”, concluía o narrador. E faltava mesmo.

Antes dos 20 minutos, João Vieira Pinto, o capitão do Benfica, entrou em campo. Camisola 27 e cabelo esvoaçante. Johan disse-lhe para jogar na direita, onde às vezes seria esquecido. Mas a bola não se esquecia dele, à boleia daquelas mudanças de direção atrevidas. O avançado português, talvez por ainda estar no ativo, não recebeu meiguices. Sergi e Cocu molharam a sopa algumas vezes.

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Print Footballia

Kluivert tentou marcar de rabona, Aloísio sacou a bola. Stoichkov, já sem Koeman em campo, tentou de livre. Nada. Witschge, futebolista do Ajax, ia enchendo o meio-campo da equipa de Johan. Faltava o cérebro: Pep Guardiola. Figo continuava com aquela cara.

Aos 25’ entraram Eric Cantona, Jorge Campos (a camisola era estranhamente discreta) e Mário Jardel, camisola 21. O avançado do FCP exibia muita pinta: mobilidade, bola colada à sola, disponibilidade, tabelas. Não foi aquele Super Mário de área a voar sobre os centrais.

Tac-tac-tac. João Pinto, Iván de la Peña, Luc Nilis, Jardel e Cantona. Que jogadinha, senhores. Bola para as nuvens, Eric. Au revoir, certo? Jardel depois apareceu isolado, mas Ruud Hesp limpou bem. Jorge Campos encantou o Camp Nou em dois momentos: parou uma bomba de Rivaldo e, a seguir, a segurar a bola com uma mão, a voar. Laudrup sorria no banco.

Kluivert deixou finalmente de ser um avançado qualquer e lembrou-se de quem era. Um-zero: passe sublime de Cocu, Kluivert ultrapassou o elétrico Jorge Campos e encostou para a baliza deserta.

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Tony Marshall - EMPICS/Getty Images

Os laranjas iam perdendo fulgor, apesar de já haver mais gente no ativo em campo. É que antes havia ideias, uma geometria orientada, um futebol diferente na cabeça dos meninos do Dream Team. Faltavam as pernas. O inverso depois também aconteceu. Witschge e de la Peña iam mantendo a fogueira a arder.

Na segunda parte houve menos qualidade. E pedalada. Van Gaal não sorria por nada deste mundo. Mourinho, com um hábito muito espanhol, ia comendo umas pevides. À falta de futebol de encher o olho, o público empolgou-se com um funcionário que tentava desviar uma faixa que tapava uma publicidade. Um adepto desceu a escadaria, qual soldado contra o futebol moderno, e com brusquidão colocou tudo como antes: “Obrigado, Dream Team”, podia ler-se. Palmas.

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Print Footballia

Os duelos e associações improváveis, como uma tabela espetacular entre Cantona e Jardel, iam maravilhando. João Pinto voltou a entrar em campo para o lugar do esgotado e fantasmagórico Cantona.

"Atenção, Jardel vai isolar-se". Porrada de Mauricio Pellegrino. Noutro qualquer jogo teria levado vermelho direto. O avançado brasileiro sairia lesionado. O que estaria a pensar Fernando Santos em casa, tranquilo da vida, no Porto? É que havia jogo contra o União de Leiria três dias depois. Ficaria tudo bem. Jardel e Aloísio, quem sabe inspirados por Johan, marcariam um golinho cada um nas Antas (3-1). João Pinto teria sorte desigual: Benfica perderia em casa com o Boavista por 3-0.

Cruijff, de 51 anos, ia trocando ideias com os adjuntos Carles Rexach e Bruins Slot, que seria adjunto de Koeman no Benfica. O 2-0 sairia da canhota de Giovanni, com um chapelaço ao adiantado Campos.

Apesar desse pedaço de magia, os adeptos cantavam “Dream Team, Dream Team”. O coração dos culés nunca esteve dividido naquela noite mágica, que aconteceu há exatamente 20 anos.

Busquets, que viu João Pinto fazer um nó aos rins de Zenden, fez uma bela defesa ao remate do português. O guarda-redes, que não foi autorizado a jogar pelo Dream Team, saiu pouco depois, ovacionado. Van Gaal continuava a vestir aquela cara de poucos amigos. Mourinho sorria.

Depois de Zenden chutar ao poste, João Pinto fez um passe espectacular para Jardel, que não conseguiu desviar para a baliza. Estava aqui o laboratório para o que aconteceria uns tempos depois: as estrelas de FC Porto e Benfica jogariam juntas em Alvalade. Caminhamos para o fim da homenagem, que era de Johan mas que Johan a transformou em tributo ao Dream Team.

Laudrup, “o senhor do futebol”, Stoichkov e Koeman acabariam o jogo no relvado, morada onde nunca deixarão de pertencer. O jogo ganhou interesse e as linhas de passe voltaram a cantar, bêbedas de alegria. Apito final, 2-0. Abraços, sorrisos e aplausos. Os forasteiros, que na verdade eram mais da casa do que os da casa, deram então uma volta ao relvado, agradecendo a adoração. O povo, saciado, apreciou de pé.

“Johan, Johan”. Bakero puxou Cruijff para o coração do relvado, o lugar que nunca lhe falhou, e os jogadores colocaram-se no círculo do meio-campo. Cruijff agradeceu pela “noite fantástica” e pediu que tocassem só mais uma vez o hino do Futbol Club Barcelona.

Tribuna Expresso

 

 

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Citação de Sumudica by Night, há 48 minutos:

aquele olhar era felino. Comprometido.

Parabéns a quem escreveu isto, pois apesar de curta, é a melhor descrição do Figo que já li. Era mesmo assim: quando começava o jogo, o olhar dele mudava. Ia para a matança.

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Vou antecipar-me a toda a gente, mas naquele tempo é que era!

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Hoje só temos Cristiano e Messi. Antigamente eram às dezenas. Estes dois seriam apenas mais dois.

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Citação de Black Hawk, há 7 horas:

Parabéns a quem escreveu isto, pois apesar de curta, é a melhor descrição do Figo que já li. Era mesmo assim: quando começava o jogo, o olhar dele mudava. Ia para a matança.

Completamente.

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Citação de ElliotReid13, há 8 horas:

Vou antecipar-me a toda a gente, mas naquele tempo é que era!

Pareço um velho do restelo, mas fdç, nunca gostei tanto de futebol como nessa altura. Uns fogachos aqui e ali, mas foi sempre a descer, até ao dia de hoje, em que praticamente não vejo jogo nenhum.

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A quantidade de grandes jogadores que existiam na altura...Ainda há uns dias falei sobre isso com uns amigos, agora não tantos jogadores com a qualidade que antigamente apresentavam.

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Antes havia mais espaço para os craques jogarem. E esses normalmente eram os 10. Agora esses génios são empurrados para outras posições de acordo com as características físicas: os Messis para a ala, os Pogbas para junto dos defesas e os Félix para avançados. 

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Citação de John Reverend, há 8 minutos:

Antes havia mais espaço para os craques jogarem. E esses normalmente eram os 10. Agora esses génios são empurrados para outras posições de acordo com as características físicas: os Messis para a ala, os Pogbas para junto dos defesas e os Félix para avançados. 

Evidentemente. Ainda tivemos o prazer de poder apreciar uma "anormalidade" (o Barça do Guardiola), mas daí para cá (e já antes disso) a qualidade do espectáculo só tem um caminho: para baixo. O equilíbrio, a organização e o rigor posicional sobrepuseram-se aos artistas, ao futebol de ataque e àqueles jogos descontrolados e abertos de que a maioria dos treinadores modernos não gosta. É uma pena, para o espectáculo e para a própria formação de craques como aqueles que existiam há 20/25 anos atrás. Os Neymares (à falta de melhor exemplo moderno) serão cada vez mais a excepção.

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Citação de Poeira, há 2 minutos:

Evidentemente. Ainda tivemos o prazer de poder apreciar uma "anormalidade" (o Barça do Guardiola), mas daí para cá (e já antes disso) a qualidade do espectáculo só tem um caminho: para baixo. O equilíbrio, a organização e o rigor posicional sobrepuseram-se aos artistas, ao futebol de ataque e àqueles jogos descontrolados e abertos de que a maioria dos treinadores modernos não gosta. É uma pena, para o espectáculo e para a própria formação de craques como aqueles que existiam há 20/25 anos atrás. Os Neymares (à falta de melhor exemplo moderno) serão cada vez mais a excepção.

De facto, a triagem é feita logo desde a formação, onde os atributos físicos são a principal carta de apresentação da rapaziada. Depois logo se vê que relação têm com a bola e por fim se entendem o jogo e as instruções que lhes são dadas. Ou seja, precisamente ao contrário do que deveria ser. E nem é uma questão de opinião- parece ser da mais elementar lógica que a principal característica para aferir um bom jogador de futebol é se percebe o que fazem os 11 jogadores em campo. Depois temos a técnica, que é a forma como o corpo do atleta interpreta o jogo, especificamente a relação com a bola. E só depois os atributos físicos deveriam ser apreciados e moldados- porque é a parte mais simples de trabalhar no atleta- às outras características.

Por exemplo, e pegando num exemplo muito próximo de todos, o Félix noutros tempos seria um novo Rui Costa. Não só tem a estrutura física e a agilidade que lhe permitiria passear em campo com a mesma classe, como aparenta ter o entendimento do jogo e a capacidade técnica para desbloquear jogos através do passe ou do drible. Contudo, durante a sua formação, foi sendo moldado para ser mais responsivo com o drible e a aproximação à área, o que acabou por refinar mais a sua técnica de finalização do que a de passe.

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O futebol actualmente é 10 vezes melhor que o dessa altura. Nem sequer tem comparação.

Citação de John Reverend, há 9 horas:

De facto, a triagem é feita logo desde a formação, onde os atributos físicos são a principal carta de apresentação da rapaziada. Depois logo se vê que relação têm com a bola e por fim se entendem o jogo e as instruções que lhes são dadas. Ou seja, precisamente ao contrário do que deveria ser. E nem é uma questão de opinião- parece ser da mais elementar lógica que a principal característica para aferir um bom jogador de futebol é se percebe o que fazem os 11 jogadores em campo. Depois temos a técnica, que é a forma como o corpo do atleta interpreta o jogo, especificamente a relação com a bola. E só depois os atributos físicos deveriam ser apreciados e moldados- porque é a parte mais simples de trabalhar no atleta- às outras características.

Por exemplo, e pegando num exemplo muito próximo de todos, o Félix noutros tempos seria um novo Rui Costa. Não só tem a estrutura física e a agilidade que lhe permitiria passear em campo com a mesma classe, como aparenta ter o entendimento do jogo e a capacidade técnica para desbloquear jogos através do passe ou do drible. Contudo, durante a sua formação, foi sendo moldado para ser mais responsivo com o drible e a aproximação à área, o que acabou por refinar mais a sua técnica de finalização do que a de passe.

Isso é uma maneira de ver as coisas. Outra totalmente diferente, é que o Félix teve toda a liberdade de experimentar as mais diversas posições na sua formação e desenvolveu-se naturalmente no jogador que é hoje. Se calhar atribuir certas características físicas e técnicas a posições é que é coisa do passado.

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Citação de Che, há 19 horas:

Hoje só temos Cristiano e Messi. Antigamente eram às dezenas. Estes dois seriam apenas mais dois.

Mesmo assim, esses dois são do melhor que por cá andou...

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Citação de Ghelthon, há 20 minutos:

Mesmo assim, esses dois são do melhor que por cá andou...

Beneficiaram de serem excelentes num período em que o futebol atinge o seu auge tático e tecnológico.

Hoje o Batistuta não ficaria sem perna. O Maradona não seria mal tratado, o Romário não desistiria do futebol tão cedo, etc.

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Citação de Che, há 1 hora:

Beneficiaram de serem excelentes num período em que o futebol atinge o seu auge tático e tecnológico.

Hoje o Batistuta não ficaria sem perna. O Maradona não seria mal tratado, o Romário não desistiria do futebol tão cedo, etc.

:15_yum:

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Citação de Ticampos, há 7 minutos:

:15_yum:

O Romário não quis ser o melhor jogador de sempre. Marcou 1000 golos na era moderna sem treinar, sempre na farra, de boa.

O Romário hoje seria um furacão neste mar de mediocridade.

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Citação de Ricardo Pinto, há 14 horas:

A quantidade de grandes jogadores que existiam na altura...Ainda há uns dias falei sobre isso com uns amigos, agora não tantos jogadores com a qualidade que antigamente apresentavam.

Isto é mentira. São gerações diferentes e via-se o futebol com outros olhos. Há jogadores muito bons, simplesmente não parecem tão bons porque agora há Ronaldo e Messi que fazem com que todos os outros pareçam meramente normais.

Da mesma maneira que houve futebolistas de elite nessas gerações, nestas também tivemos Iniesta, Terry, Villa, Busquets, Ferdinand, Gerrard, Xabi Alonso, Modric, Godin, Kaka, etc. Daqui a 10 anos é que já os vamos ver com outro respeito e admiração, quando pendurarem as botas. É assim com todos. Daqui a 5 anos teremos outras referências que estão a aparecer, De Ligt, De Jong, Ruben Dias, Félix, Mbappe, Rashford,... ´

Essa avaliação que fazes é mais nostálgica que factual. O poder da nostalgia é que faz com que o passado tenha parecido muito melhor, a saudade de jogadores retirados que víamos na nossa infância. Os putos de hoje em dia daqui a 15 anos vão olhar para trás para o futebol com essa mesma linha de pensamento que apresentas agora, mas em relação a esta geração atual. É cíclico.

Editado por Krave
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Citação de Krave, há 6 minutos:

Isto é mentira. São gerações diferentes e via-se o futebol com outros olhos. Há jogadores muito bons, simplesmente não parecem tão bons porque agora há Ronaldo e Messi que fazem com que todos os outros pareçam meramente normais.

Da mesma maneira que houve futebolistas de elite nessas gerações, nestas também tivemos Iniesta, Terry, Villa, Busquets, Ferdinand, Gerrard, Xabi Alonso, Modric, Godin, Kaka, etc. Daqui a 10 anos é que já os vamos ver com outro respeito e admiração, quando pendurarem as botas. É assim com todos. Daqui a 5 anos teremos outras referências que estão a aparecer, De Ligt, De Jong, Ruben Dias, Félix, Mbappe, Rashford,... ´

Essa avaliação que fazes é mais nostálgica que factual. O poder da nostalgia é que faz com que o passado tenha parecido muito melhor, a saudade de jogadores retirados que víamos na nossa infância. Os putos de hoje em dia daqui a 15 anos vão olhar para trás para o futebol com essa mesma linha de pensamento que apresentas agora, mas em relação a esta geração atual. É cíclico.

Mais ou menos. O exemplo dos Galáticos, como aqueles não há.

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Citação de pedritsh, Agora:

Mais ou menos. O exemplo dos Galáticos, como aqueles não há.

 

Daqui a uns anos vais ver o relevo que se vai dar ao Real Madrid de Zidane que limpou 3 Champions League.

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Zidane, esteve para ser despedido nas três temporadas porque o Real não valia um cu, ficou e limpou as três Champions. Bella Guttman deste século.

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Citação de pedritsh, há 1 hora:

Mais ou menos. O exemplo dos Galáticos, como aqueles não há.

Acho que o Barcelona do Pep Guardiola chega para os Galáticos. Para os Galáticos e provavelmente para todos os outros.

  • Concordo! 1

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Citação de Mica, há 16 minutos:

Acho que o Barcelona do Pep Guardiola chega para os Galáticos. Para os Galáticos e provavelmente para todos os outros.

Claro que chega, mas não estava só a falar na qualidade como equipa.

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Citação de Elvis, há 9 horas:

O futebol actualmente é 10 vezes melhor que o dessa altura. Nem sequer tem comparação.

Isso é uma maneira de ver as coisas. Outra totalmente diferente, é que o Félix teve toda a liberdade de experimentar as mais diversas posições na sua formação e desenvolveu-se naturalmente no jogador que é hoje. Se calhar atribuir certas características físicas e técnicas a posições é que é coisa do passado.

Talvez, talvez. Quem sabe? Anarquia na formação pode ser algo tão vanguardista que explica o aparecimento de tanto talento em simultâneo no Benfica.

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O talento e qualidade continuam a existir em grandes quantidades, talvez antigamente estivesse mais bem distribuído do que agora em que os grandes clubes inevitavelmente sugam todos os craques.

O que não existia era Ronaldo e Messi, que são monstruosos ao ponto de fazer parecer que um avançado com 20 golos na La Liga é banal. Basta ver que um ou outro já devem ter batido todos os recordes que existem para bater.

Só por curiosidade fui ver os números do Hinguain e tem no real 190jogos e 107 golos. No entanto ao lado do Ronaldo parecia um menino de escola.

Por outro lado, o Suker no real tem 86-38, o Mijatovic 90-29 e o mitico Raul 550-228. Só para nomear 3 avançados de morrer da minha infância. Claro que se tivessem ao seu lado 2 monstros com um nível de jogo enorme ao qual aliam estatística impressionantes, o Suker pareceria um Postiga.

Editado por Duluoz-

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Eu acho que passa muito pela crescente desigualdade entre os mais fortes e os outros, o que dá a ideia de haver menos talento porque acaba por não se notar tanto se jogarem na mesma equipa (além do nível estratosférico de Ronaldo e Messi) . Parece-me uma questão de percepção misturada com um pouco de nostalgia. Tacticamente, a tendência é continuar a melhorar. 

Outro ponto é a corrupção que se descobre mais facilmente e o valor económico que o futebol ganhou com os anos. Passou a ser mais negócio do que era há uns anos, e tudo isso junto vai afastando muita gente que apreciava o jogo como desporto. 

Basicamente, eu acho que o futebol hoje é melhor, mas menos divertido e imprevisível. Como apreciadores imparciais do jogo, é normal preferimos o segundo caso. 

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