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Publicações recomendadas

Citação de Pickle Rick, há 9 minutos:

Mas o Guilherme Duarte está-se completamente a cagar, e ainda bem. Tal como ele diz, no dia em que ele ponderar não escrever algo com medo do backlash que poderá levar, é o dia em que tem de deixar a comédia.
Não faz sentido nenhum limitar o trabalho de alguém só porque certos "coninhas" se lembram de "conar". É saber lidar e viver, quem se sente ofendido que escreva e barafuste, agora ver outros a tomar dores que não são deles para parecerem preocupados com o que quer que seja, é só parvo.
Só podes falar de gordos se fores gordo. wtf. As pessoas são gordas por norma porque querem, eu sou gordo porque quero e estou-me completamente a cagar para o retrato que fazem dos gordos. 
Então o gordo não pode falar sobre magros ? Isto é de uma parvoíce completamente absurda e de alguém sem noção do que é defender causas.

E depois comparar discriminação contra gordos com a contra gays ou negros... f*da-se

Citação de ventura21, há 8 minutos:

Pode porque, supostamente já foi.

Aproveitando o assunto, não dos gordos mas o contexto do só podes fazer piadas de cancro ou outra coisa qualquer se tens algum familiar e tal.
https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2021/02/como-piada-de-humorista-virou-batalha-judicial-que-podera-redefinir-limites-de-liberdade-de-expressao-no-canada.html

Aqui também acho que falta um bocado de bom senso ao humorista, sinceramente. Gozar com um miúdo deficiente de 13 anos não é a mesma coisa que gozar com o cancro de alguém. Não é a mesma coisa que "ofender alguém".

No entanto, obviamente que acho que o humorista não deve ser condenado a nada.

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Citação de Lebohang, há 4 minutos:

A decisão tem que partir dele, não deve partir da sociedade.

Uma pessoa é livre de fumar e é livre de deixar de o fazer se quiser, não é a sociedade que o deve obrigar a tomar essa decisão com base na ostracização. O mesmo com o álcool, p.e.

Por isso mesmo escrevi, se o afecta. 

Se sou gordo e estou bem com isso as piadas não me afectam. 

É que ser gordo é completamente diferente de ser ostracizado por ser preto/gay/de certa religião, a não ser que seja por doença. 

É um problema maioritariamente de 1º mundo. 

Se deixares de fumar/ser alcoólico/drogado por seres gozado onde está o mal? 

Não há nada melhor para a tua saúde, até te fazem um favor 😂 (gozo aqui) 

 

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Citação de Hidden, há 23 minutos:

A piada da Maria João nem piada teve e achei ofensiva, tbh.

A Carla Vasconcelos já pediu desculpa.

Eu não achei piada e não achei ofensiva.

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Foi uma piada oportunista para dar falatório, e diga-se de extremo mau gosto.

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Citação de Wincing Hálldor, há 2 horas:

No voice acting faz todo o sentido porque a questão é que os papeis eram sempre dados a pessoas brancas, retirando oportunidades às outras.

-

 

Não é por esse prisma, porque eu concordo que deve haver mais distribuição de papeis. O que não concordo é que os deem de acordo com a pessoa > personagem. É voz. A cor da pessoa, a orientação sexual, a religião, etc, etc, não devia interessar na maior parte dos casos.

E depois ver os actores brancos a deixarem papeis porque se "sentem mal" dá um ar de hipocrisia à coisa.

Não sei se me estou a conseguir explicar bem lol

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O papel de um ator é estudar e caracterizar uma personagem fora daquilo que é como pessoa, tipo Daniel day lewis no my left foot.

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Citação de kareca, há 1 hora:

O papel de um ator é estudar e caracterizar uma personagem fora daquilo que é como pessoa, tipo Daniel day lewis no my left foot.

É? TIL.

Nem toda a gente segue o Stanislavski.

Editado por Maffu

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Mas quando é que deixámos de ser uma sociedade baseada no mérito? Quem deve ser escolhido para cada papel é quem o diretor/produtor achar que irá representar melhor a sua visão para o papel. Daqui a 50 anos estamos a compensar para o outro lado e estamos a obrigar que filmes sobre tribos africanas tenham quotas mínimas de brancos e asiáticos também.

Não percebo a dificuldade, basta ter bom senso. Se alguém não concorda com as escolhas para certos papéis e com o casting em geral, não vejam os filmes. Há lugar e espaço para todos. Cada vez mais se veem produções com cast 100% negros, incluíndo a equipa técnica, e feito de forma a que a cor de pele seja um factor nessas escolhas. Cada um é livre de escolher quem quer para os seus filmes sem ter que ter o pessoal a reclamar por diversidade.

As pessoas confundem igualdade de oportunidade com igualdade de resultado.

Editado por NIkeL
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Vou abordar a questão provavelmente sem a abordar. Primeiro porque muita das pessoas que discute estes tópicos discute-os pelo ar. Ou seja, muita gente não sabe qual é a questão do problema ou o porque das coisas serem feitas como são. A questão da representatividade não se resume, apenas, a não querer que actor x ou y faça papel de z ou w, resume-se a forma como as coisas são feitas.

No primeiro ponto, é uma questão de ética. A expressão artistica, várias vezes para não dizer em todas, está altamente ligada a uma vertente politica, seja por quereres passar uma mensagem, um ponto de vista, etc. E aqui nasce a primeira grande questão, mais do que "eu tenho direito a falar sobre tal", ser "como é que eu falo sobre tal".

Explicando, muitas vezes o grande paradigma e a grande questão que se levanta em muitos trabalhos é que a discussão acaba por trazer problemas sérios para o assunto que estás a desempenhar. E, ai, eu concordo a 100% em gente que é cancelada. Querem falar do caso da gordofobia? Sim, podes ter uma visão sobre o assunto. Mas atenção que, várias vezes, as visões exteriores não correspondem a 100% com a visão de quem está inserido. Falem disto sobre gordofobia, feminismo, guerras, wtv. Há uma questão ética sobre a forma como tratas um determinado tema e, por vezes, existem obras que acabam por ir completamente contra aquilo que pretendem fazer. E, quando estás no mundo artistico, este tipo de questões TÊM de ser discutidas. Tu és livre de fazer seja o que queiras, certo, mas também depois tens de saber sofrer com essas consequencias. E existem muitas obras que não querem sofrer com essas consequências e esses questionamentos. E, para o cidadão comum, muitas destas questões vão passar ao lado e vão achar que é "cancelar por cancelar". Mas, por outras vezes, necessitas de ir a um extremo para conseguir uma progressão minima.

Falavam atrás sobre a questão da representação. E a verdade é que isto vai muito além do que muita gente pensa. Primeiro, tem a ver com factores culturais. Falando por Portugal, não existe grande cultura ao nível da arte. E por muito que se venham defender, a verdade é que não existe e, acreditem, há opções culturais até gratuitas que são promovidas e que as pessoas ignoram. Depois, há a questão dos estilos.

Pego na afirmação do kareca, para levar um ponto algo importante, que nem toda a arte advém dos classicos e nem todos os estilos vão pelo method acting que existe em Hollywood, principalmente. Pego nisto para fazer compreende que, muita desta discussão, acaba por se perder, também, nas diferentes visões que há. E, aqui, vais encontrar outro problema, que são os moldes que tens de cumprir para a representação. E, aqui, digo, muitas das companhias (faço a ressalva que nem todas) procuram um padrão, um padrão na forma como se fala (na questão de limpar pronuncias ou sotaques), na forma como se anda (onde pequenas minuncias acabam por te excluir por completo de castings), na forma como te vestes, te apresentas e tudo mais. Se és gorda ou magra, se és loira ou morena, etc. Isto são comportamentos que advêm da classe artística em si. Tudo isto, novamente, para explicar que ou cumpres os canones ou certo tipo de trabalhos não te vão ser oferecidos (para não dizer todos).

Entramos, agora, na questão das pessoas de cor, das pessoas LGBTQ+, e de outros destes grupos. E a principal batalha que ainda se está a travar é na integração destas pessoas nos espaços artisticos. E podem dizer que a arte agora é dominada por isto e já não se pode fazer nada, mas isso é uma falsa verdade. Contém, nos principais espaços culturais, que tipos de trabalhos já são apresentados e por quem. Vejam que actores abertamente destes ciclos são ou não contratados e que tipos de trabalhos fazem. Se querem pedir que "x" façam "y" sem problemas, façam com que o contrário também aconteça, que "y" possa fazer de "x". A grande batalha continua a ser esta e, cada vez mais, vês exemplos de isto acontecer.

Novamente, é uma grande questão de paradigmas da arte e, em Portugal, existe ainda uma certa prisão aos padrões clássicos, pelo menos, na minha opinião, continuo a sentir um pouco isto. E estes casos de representatividades são importantes. Basta ver, também, o acesso que existe por parte da população feminina a cargos de direcção artistica em teatros, a cursos tecnicos e por ai fora. E comecem a contar e vêem, novamente, que as coisas não são tão preto no branco quanto parecem.

Depois, tens a questão da divisão de tarefas, do que faz x e y e do poder que estes têm. Porque, parecendo que não, o circulo é fechado e certas pessoas detém certos poderes. O que faz com que os pontos que levanto em cima voltem a ser importantes. Há cada vez menos espaço para as individualidades e, quanto tal acontece, acabas por excluir certas tendências, que são as lutas que se travam, para que estas individualidades não sejam esquecidas.

Podia entrar, também, pela questão de criação, do poder do realizador/encenador e de certos comportamentos que existem, mas penso que não há grande interesse aqui por essa parte.

Por fim, vamos as questões autorais e ao que podes ou não escrever. E, é verdade, há certos temas que não podes escrever porque não tens um lugar de fala. E quando digo não podes, é porque te avisam que vais ter problemas. Ninguém te impede de o fazer, apenas sabes que vais ter de lidar com certos comportamentos. E é aqui que entra, novamente, a tua responsabilidade como criador e como artista. E se realmente achas que te podes dissociar da tua criação e simplesmente dizer "era so uma cena", então estamos a entrar num loophole, onde tudo aquilo que tu fazes "é so uma cena" e nada tem mal nenhum. E se nada tem mal nenhum, então onde traças a linha de até que ponto estás a ser ofensivo? Senão a traças, então olha, tudo é livre de dizer o que quer em qualquer circustância. E aqui é uma questão meramente social.

Num segundo ponto, falando da parte criativa e dos textos, depende do que quiseres fazer, mas depende muito. E, cá está, é extremamente complicado falares de um tema "porque o vês". Porque muito do que escreves e do que falas vai apenas a superficie do problema. E sim, se acreditam que podem escrever sobre qualquer coisa, novamente, o problema não é o escrever, é a problemática e a forma como a levantam. Dai a importância da representatividade. Vamos pensar, se tu pensas no tema "x" e queres usar o tema "x", desde logo, se o tema não te envolve, estás a usar a história de outra pessoa. E aqui, surge, novamente, uma questão autoral que têm pano para mangas, dependendo da forma como te posicionas. Mas seguindo, ao estás a usar a história de outra pessoa (e é algo perfeitamente válido) (segunda nota, uma história ficcional advém, também ela, de uma experiência que existe. Não é por criares uma situação nova com personagens novas que não estás a contar a história de uma pessoa/comunidade, NA MINHA OPINIÃO), convêm também compreender a importância de usar essas histórias.  E é aqui que reside uma das principas criticas e um dos principais pontos, senão existe ninguém que te dê um check e que realmente te faça compreender qual é efectivamente a discussão, então a tua obra, por muito que exista, acaba por cair num lapso, NA MINHA OPINIÃO.

 

Vou citar agora dois ou 3 posts para dar uma resposta directa, da visão. Novamente, isto para tudo da minha própria opinião e visão,  nada disto é um cânone e estas questão são extremamente complexas de se tratar.

Citação de NIkeL, há 19 horas:

Anseio pelo dia em que um filme sobre a segunda guerra mundial não possa ser feito porque os atores não poderão interpretar Nazis.

Novamente, isto foge por completo ao que está a ser discutido e a discussão em causa. O que se discute em muito destes assuntos é a forma como grande parte destes assuntos são tratadas. Tu usares fatos históricos vai sempre acontecer, retratares em cena (quando falo em cena, já agora, pensem em qualquer actividade artistica) este tipo de questão não é problemático. Problemático seria se retratassem o filme de modo a louvar a cultura nazi. Existe uma grande diferença aqui.

Citação de Seferogol, há 18 horas:

Faz-me a Scarlet que teve de abdicar de um papel em que seria uma homossexual ou transegenero, por não o ser na vida real.

E a pressão, neste caso, fez-se principalmente para alertar sobre as dificuldades que os atores e performers transgenero têm no acesso aos papeis, onde, devido a serem quem são, lhes são limitadas as oportunidades. O pior é que a discussão virou para "ela não poder fazer o papel", quando deveria ser, porque razão ela tem de fazer esse papel. E ai vais encontrar o problema que se quis levantar. A discussão pública é que acabou por converter uma discussão pertinente num "ela foi obrigada a abdicar".

Citação de Jpa, há 15 horas:

Eu acho é que também há assuntos que não tem mal nenhum debater a questão. Como é óbvio, qualquer "cancelização" ou contextualização forçada é demais, mas percebo que se discuta isso do beijo da Branca de Neve ou, por exemplo, incentivar a que a voz de uma personagem seja feita por um ator negro. Só assim é que se pode evoluir... olhar para o que foi feito, refletir sobre se realmente faz sentido que seja assim e tentar que façamos sempre melhor e de maneira mais real e justa. E, quer queiramos, quer não, o facto de se falar destas coisas obriga as produtoras a pensarem duas vezes. E acho que ninguém aqui vai-se sentir constrangido por a mulher não ser sempre a princesa ou a salva pelo homem, por uma personagem negra ter efetivamente um ator negro na voz , por haver bonecada onde um menino gosta de um menino, etc.

Vamos a parte que importa. Existem coisas que, efectivamente, são importantes de discutir e outras que são importantes de compreender as diferenças culturais. Há vários clássicos que, hoje em dia, envelheceram mal e têm personagem que são algo discutiveis a luz do século XXI. Agora, a questão de como fazer isto.

Em primeiro ponto, simplesmente "cancelar" estas obras é um problema sério. E não me vão ver a defender o contrário. Colocar, agora, em causa a problemática e adaptar as obras para a discutir, é extremamente importante e, até, poderá trazer a luz várias problematicas. Agora, caimos novamente num problema extremamente grande, até que ponto o podes fazer e, aliás, tens pensadores que defendem que adaptar obras afastando estas da original é algo extremamente grave e que tira, em grande parte, a valorização da obra artistica. Novamente, as questões são mais complexas do que simplesmente a querem fazer. Imagina, por exemplo, Beckett. Se conheceres a obra dele, sabes perfeitamente as indicações que ele deixava e a grande questão sobre a não possibilidade de adaptação das obras dele. Agora começa a fazer isso com mais peças e percebes que, em grande parte, existe um grande questionamento sobre isto.

Mas,, de certo modo, já existem várias obras que estão a ser repensadas e adaptadas, de modo, exactamente, a realçar as mudanças sociais. Agora, pergunto-te eu, que sucesso têm essas obras e que criticas lhe são dirigidas. Porque, quer queiras, quer não, irá existir uma segunda medida que vai sempre ir contra estas adaptações e fazer o contrário do que a chamada cancel culture faz.

E os exemplos do "não sentir contrangido", ficarias surpreendido. Tenta ires maquilhado na rua, sendo homem, ou estares de vestido. E fala-me do ninguém se vai sentir contrangido. Por muito que queiras defender algo, a realidade prova-te o contrário. E digo-te, até há produtores e organizadores do meio que te vão ofender por usares certo estilo. Frases como "ah pois, ele sabe andar de saltos" ou "isso não lhe vai magoar" não são inocentes. E isto passa-se em festivais e representações artisticas nacionais. Para nós, pode não ter qualquer problema, mas a forma como são ditas são plenos ataques as liberdades. E nem falo da bonecada em que um menino gosta de um menino, porque se achas que isso já não fez algo ser cancelado, estás errado.

 

Citação de Lage_Effect, há 5 horas:

É ridículo (e triste) pensar que certos conteúdos que fizeram parte da nossa infância tipo Quim Roscas e Zeca Estacionâncio, Jaimão e Fernando Rocha entre outros hoje seriam massacrados devido ao politicamente correto e a essa moda do cancelamento de qualquer merdinh* mesmo que sejam piadas 

Vamos a este post. E aqui, é o ter imensa calma. Porque existem vários públicos para vários espetáculos. Da mesma maneira que te pergunto, porque é que um espetáculo queer/drag tem de ser cancelado? São os mesmos motivos, do facto de irem contra aquilo que os públicos vão ser.

No caso do Rocha e do Jaimão, que deverão ser os mais importantes, muito mas muito cuidado. Porque, as pessoas que querem estes cancelamentos, ocorre pelos comportamentos destas proprias pessoas. O Rocha, por exemplo, é extremamente hóstil para as audiências. E, isto eu digo-te porque já vi em espetáculos dele, ele isola membros do público que não gostam dos seus espetáculos e ataca-nos. E aqui, voltamos a questão da ética e do que achas correcto, ou não, acontecer. Porque esta questão consegue ser bem mais grave.

Quanto ao facto do extremo machimo dele, pá, to each their own. É preciso é compreender o porque de eles fazerem isso e, nesses casos, o porque de existir uma desculpabilização extrema. Novamente, acho que já referi isto antes, tu tens de compreender as consequências da tua arte (e o stand-up, em si, é uma arte) e que irão existir pessoas que vão levantar questões éticas ao teu espetáculo. Acredita, isso acontece a todos os artistas do meio e vais ter de responder. E, se a tua defesa é "é so uma piada", volto a perguntar, onde é que defines a linha. Porque se dizes "ah quando o espetáculo acaba, tudo acabou" então ai discordo totalmente, porque os espetáculos, filmes, wtv, conseguem ter efeitos após o final do espetáculo.

 

Citação de ventura21, há 4 horas:

Estamos a chegar a um ponto a que qualquer dia tens de ter uma carteira ou carta para poderes fazer piadas à mesa num jantar com a amigos.
Ontem por exemplo, fui jantar com amigos. Era o único solteiro daquilo. Neste grupo de amigos, temos tatuados, malta toda furada nas orelhas, gays (homem e mulher). Tive sorte de ficar na mesa com os gays. Se ficasse na outra mesa já não podia fazer piadas sobre gays. (e de facto, nem sei piadas sobre gays)
Sobre o bold, o exemplo mais recente que temos é do Guilherme Duarte sobre a Maria João Abreu. Há piadas que ouço e me chocam um pouco mas cago na cena. Como dizes há que ter a p*ta da noção de separar as coisas.

Ora vemos aqui, calma, voltar ao "eu tenho amigos".

Pá, depende. Depende com quem estás, depende onde estás e depende para quem estás a fazer. Depende tudo da confiança dos momentos. E, o problema destas piadas que nem podes fazer, é que muitas delas são depreciativos. E, acreditem, existe "humor negro" e "humor negro". Muitas dessas piadas são ataques a certas comunidades e, por muito que digas que não, consegues perfeitamente ver a diferença entre uma piada e uma "piada". E, novamente, a piada e a arte não pode ser desculpa para perpetuar comportamentos ofensivos. Dai ser importante fazer a diferença entre os locais que estás, com quem estás e como mandas a piada.E, olha, o humor é ofensivo e é aqui que se trabalha. As vezes resulta exactamente porque na ofensa vem a mudança. Novamente, o contexto importa imenso. 

 

Citação de Pickle Rick, há 3 horas:

Mas o Guilherme Duarte está-se completamente a cagar, e ainda bem. Tal como ele diz, no dia em que ele ponderar não escrever algo com medo do backlash que poderá levar, é o dia em que tem de deixar a comédia.
Não faz sentido nenhum limitar o trabalho de alguém só porque certos "coninhas" se lembram de "conar". É saber lidar e viver, quem se sente ofendido que escreva e barafuste, agora ver outros a tomar dores que não são deles para parecerem preocupados com o que quer que seja, é só parvo.
Só podes falar de gordos se fores gordo. wtf. As pessoas são gordas por norma porque querem, eu sou gordo porque quero e estou-me completamente a cagar para o retrato que fazem dos gordos. 
Então o gordo não pode falar sobre magros ? Isto é de uma parvoíce completamente absurda e de alguém sem noção do que é defender causas.

Novamente "defender causas" as vezes não fazes com que defendas certas causas. Acontece, mais frequentemente do que esperas, simplesmente estares a perpetuar estereótipos nocivos. Dai ser extremamente importante não o "falar sobre", mas caso queiras falar sobre o tema, perceberes a importância de falar sobre o tema. E a grande questão, que não é fácil de responder, passa por aqui. Mas acho que em cima já expliquei um pouco melhor.

 

Citação de NIkeL, há 7 minutos:

Mas quando é que deixámos de ser uma sociedade baseada no mérito? Quem deve ser escolhido para cada papel é quem o diretor/produtor achar que irá representar melhor a sua visão para o papel. Daqui a 50 anos estamos a compensar para o outro lado e estamos a obrigar que filmes sobre tribos africanas tenham quotas mínimas de brancos e asiáticos também.

As pessoas confundem igualdade de oportunidade com igualdade de resultado.

 

Não acontece assim lol. Isso é o que estão exactamente a defender, que deveria haver um maior acesso a oportunidades por diferentes pessoas. Tu não tens, muitas vezes para não dizer todas, a sociedade baseada no mérito. Porque não tens. Tens uma sociedade em que uma mão lava a outra e duas lavam a cara, onde muitas vezes não se dá cast a pessoas que são melhores para determinada função simplesmente pelas caracteristicas destas. As "quotas" pretendem, de certa forma, abrir essas oportunidades. A igualdade de oportunidades não existe e se achas que existe, estás tremendamente enganado.

 

E no caso de directores/produtores/encenadores, ui, temos aqui pano para mangar. Até porque, pá, se tu realmente acreditas que uma produção vai da visão do director/encenador e o resto não importa, então pronto, são visões. Mas esses comportamentos podem ser extremamente nocivos.

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Citação de Maffu, há 2 minutos:

 

Não acontece assim lol. Isso é o que estão exactamente a defender, que deveria haver um maior acesso a oportunidades por diferentes pessoas. Tu não tens, muitas vezes para não dizer todas, a sociedade baseada no mérito. Porque não tens. Tens uma sociedade em que uma mão lava a outra e duas lavam a cara, onde muitas vezes não se dá cast a pessoas que são melhores para determinada função simplesmente pelas caracteristicas destas. As "quotas" pretendem, de certa forma, abrir essas oportunidades. A igualdade de oportunidades não existe e se achas que existe, estás tremendamente enganado.

 

E no caso de directores/produtores/encenadores, ui, temos aqui pano para mangar. Até porque, pá, se tu realmente acreditas que uma produção vai da visão do director/encenador e o resto não importa, então pronto, são visões. Mas esses comportamentos podem ser extremamente nocivos.

Mas neste caso o mérito é precisamente quem é escolhido por quem de direito em cada produção. Seja pelas características físicas, pela capacidade de representar certo papel, seja pelo tipo de voz, cabelo, experiência de vida, whatever. O que quer que seja valorizado por quem estiver à frente da escolha.

Por mérito não podes ler "quem é o melhor" no mundo artístico, porque são decisões artísticas, não objetivas. As quotas não garantem igualdade de oportunidade, garantem igualdade de resultado. Um sistema de quotas é descriminatório, que é precisamente aquilo que tenta combater.

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Citação de NIkeL, há 2 minutos:

Mas neste caso o mérito é precisamente quem é escolhido por quem de direito em cada produção. Seja pelas características físicas, pela capacidade de representar certo papel, seja pelo tipo de voz, cabelo, experiência de vida, whatever. O que quer que seja valorizado por quem estiver à frente da escolha.

Por mérito não podes ler "quem é o melhor" no mundo artístico, porque são decisões artísticas, não objetivas. As quotas não garantem igualdade de oportunidade, garantem igualdade de resultado. Um sistema de quotas é descriminatório, que é precisamente aquilo que tenta combater.

ou seja, não há qualquer tipo de mérito, há simplesmente um perpetuar de estereótipos. Ok, então parece-me que és tu que confundes igualdade de oportunidades com igualdade de resultado. Porque na 1ª, isso não aconteceria, na 2ª, acontece isso.

Em igualdade de oportunidades, toda a gente deveria poder ter acesso a essas oportunidades... o que não ocorre.

Eu em nenhum momento te disse que era a favor do sistema de quotas. Apenas te disse que pretendem abrir oportunidades que, de outra maneira, não são dadas. Há uma diferença nas duas afirmações.

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Quero só dizer que sou gordo e atribuo a todos o cartão que vos permite fazer piadas de gordos

E que a rochinha quem quer que seja que vá po crl

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Citação de El Shafto, há 7 minutos:

Quero só dizer que sou gordo e atribuo a todos o cartão que vos permite fazer piadas de gordos

E que a rochinha quem quer que seja que vá po crl

Obrigado El Fatso. ❤️ 

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2 ideias a reter destes últimos posts: uma dose de empatia ao pequeno almoço não fazia mal a muita gente e as text walls do @Maffu são boas para combater insónias.

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Citação de kareca, há 5 minutos:

Belo post, @Maffu. Faz ter outros pontos de vista. Trabalhas no meio?

Trabalhar, ainda não. Tenho uma licenciatura em Teatro, pretendo futuramente fazer mestrado em Performance Art e estou envolvido em projectos de teatro comunitário desde 2016. Admito, também, que tenho uma visão que vai contra o clássico na arte.

Mas muitas destas questões (e eu nem sou a melhor pessoa para escrever sbre isto), vem sobre horas e horas de conversas com quer pessoas no meio quer colegas, principalmente sobre a responsabilidade cívica que a arte tem.

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Citação de doom_master, há 16 minutos:

uma dose de empatia

A empatia não está ao acesso de todos. Se nem o respeito pelo proximo, valor basilar da sociedade, é dado a/por todos, como e em que quantidades sugeres que se deva ser empático? 

Citação de Maffu, há 15 minutos:

responsabilidade cívica que a arte tem

Tem-na no seu conteúdo. As questões éticas que envolvem a sua produção não devem ser confundidas com o resultado final.

Porque, se os pontos que tu referes são relevantes para a evolução social- e não só nas artes, também se incorre no risco de limitar a criatividade artística na procura de maior justiça social.

Editado por John Bonifácio
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Citação de John Bonifácio, há 4 minutos:

Tem-na no seu conteúdo. As questões éticas que envolvem a sua produção não devem ser confundidas com o resultado final.

Porque, se os pontos que tu referes são relevantes para a evolução social- e não só nas artes, também se incorre no risco de limitar a criatividade artística na procura de maior justiça social.

Verdade. E é outra verdade, o processo artistico não é ele todo demonstrado no resultado final. E, novamente, também serve para o outro lado, por vezes o objecto artistico final não transparece os propostos iniciais.

E é aqui que existe nova questão ética e é aqui que a responsabilidade dos criadores envolvidos entram. Porque limitações a nivel de criatividade existem imensas. Aliás, tu antes sequer de começares um projecto estás extremamente limitado. Os financiamentos proprios são raros e, nos projectos da DGArtes ou da Gulbenkian, já estás com uma limitação artistica inerente, muitas vezes que até ocorre ao necessitares de expor um espetáculo final ainda antes de teres começado o projecto. Ou a nível dos teatros nacionais que, em certas programações, tens de cumprir um certo numero de requisitos. O jogo, por si, já limita extremamente a prática artística.

No ponto da procura da justiça social, depende do ponto de vista do criador e daquilo que assumes fazer. Porque, aqui, eu levanto-te trezentas outras questões, como se a limitações criativa não ocorre no caso de um encenador/realizador que faz cumprir a visão dele e não abre espaço a criatividade dos restantes elementos, se esta limitação criativa já não ocorre se apenas selecionares pessoas de certos meios, que acaba por consistentemente criar o mesmo tipo de produções. Depende, como tudo, do que queres fazer. Há espaço para tudo. Podes, certamente, limitar as criações de certa forma, mas vais ganhar outro tipo de espaços para criar. É um jogo entre o que estás disposto a ceder para ganhar noutros parâmetros.

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Citação de Maffu, há 49 minutos:

É um jogo entre o que estás disposto a ceder para ganhar noutros parâmetros.

Exatamente! Ao invés de convencer os produtores, encenadores, realizadores, autores e todos os demais elementos envolvidos com o processo criativo a limitarem os seus horizontes por forma a encaixar no socialmente desejável, porque não fazer o inverso e promover junto das companhias e patrocinadores de projetos a realização de conteúdos mais esclarecidos e inclusivos?

Dessa forma, incentivas o crescimento intelectual do processo criativo, abres espaço para mais conteúdo e autores e evitas a imposição de ainda mais limites à arte.

É claro que nem sempre irá haver um espaço de trabalho natural para todos, mas também não precisa de haver, há que ter noção disso.

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Citação de John Bonifácio, há 23 minutos:

Exatamente! Ao invés de convencer os produtores, encenadores, realizadores, autores e todos os demais elementos envolvidos com o processo criativo a limitarem os seus horizontes por forma a encaixar no socialmente desejável, porque não fazer o inverso e promover junto das companhias e patrocinadores de projetos a realização de conteúdos mais esclarecidos e inclusivos?

Dessa forma, incentivas o crescimento intelectual do processo criativo, abres espaço para mais conteúdo e autores e evitas a imposição de ainda mais limites à arte.

É claro que nem sempre irá haver um espaço de trabalho natural para todos, mas também não precisa de haver, há que ter noção disso.

E ao fazeres o segundo, não estás a fazer o primeiro? Eu vejo o segundo como resultado do primeiro, ou pelo menos, do que deveriam ser. E, atenção, eu concordo com o que estás a dizer e, mais do que isso, trata-se da minha visão artistica que é diferente de outras pessoas e como disse antes, to each their own, cada um sabe o que faz e como trabalha.

Apenas acho que, em vez de limitar, ao integrares esse tipo de conteudos e projectos, estás a faze-lo de modo mais inclusivo, se me faço entender.

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Citação de Maffu, há 1 hora:

E ao fazeres o segundo, não estás a fazer o primeiro? Eu vejo o segundo como resultado do primeiro, ou pelo menos, do que deveriam ser. E, atenção, eu concordo com o que estás a dizer e, mais do que isso, trata-se da minha visão artistica que é diferente de outras pessoas e como disse antes, to each their own, cada um sabe o que faz e como trabalha.

Apenas acho que, em vez de limitar, ao integrares esse tipo de conteudos e projectos, estás a faze-lo de modo mais inclusivo, se me faço entender.

Sim, claro! É isso mesmo que eu estou a dizer. Promover a criação de conteúdo inclusivo, sensibilizar todos os envolvidos na produção e deixar que a coisa se dê naturalmente, mas tendo sempre presente que a arte direcionada a minorias será forçosamente... menor.

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Citação de NIkeL, há 4 horas:

Mas quando é que deixámos de ser uma sociedade baseada no mérito? 

Toda a gente q vês na TV/rádio está lá por ter pais ricos ou por ter cunhas

O Guilherme Duarte n tem piada nenhuma e ainda tem a atenção das pessoas p ex

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Citação de Plagio o Original, há 12 horas:

O Guilherme Duarte n tem piada nenhuma e ainda tem a atenção das pessoas p ex

ya, mas é esperto

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Citação de Plagio o Original, há 15 horas:

O Guilherme Duarte n tem piada nenhuma e ainda tem a atenção das pessoas p ex

Também não lhe acho muita piada, mas o Falta de Chá (que ele fez com o Ricardo Cardoso) está muito fixe. 

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