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Black Hawk

[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

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Conseguiste domar esse parte fria da época, com jogos epicos com o Sporting incluindo jovens promessas a marcarem pela primeira vez, para chegares a um final de epoca, já com a manutencao garantida. Excelente base para nas proximas epocas construir uma equipa para melhores voos.

Duas perguntas. 1 A nivel de financas como vamos? 2 Qual foi o teu record em casa em comparacao com os jogos fora no campeonato? A Medideira foi mesmo um autentico "forte"?

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Citação de Burkina2008, há 6 horas:

Conseguiste domar esse parte fria da época, com jogos epicos com o Sporting incluindo jovens promessas a marcarem pela primeira vez, para chegares a um final de epoca, já com a manutencao garantida. Excelente base para nas proximas epocas construir uma equipa para melhores voos.

Duas perguntas. 1 A nivel de financas como vamos? 2 Qual foi o teu record em casa em comparacao com os jogos fora no campeonato? A Medideira foi mesmo um autentico "forte"?

Ia falar de ambos os temas no próximo capítulo, que vai servir para os últimos jogos e um balanço da temporada para fecharmos definitivamente esta época, mas posso responder já e até alivio o tamanho da próxima atualização.

Em termos financeiros estamos bem.

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As finanças estão "muito saudáveis", estamos 4M abaixo do orçamento salarial anual e ainda temos um excedente de 2M na venda de jogadores (Gustavo Pinto e Tiago Torres no início da época, David Grilo em Janeiro).

Teoricamente poderia estar a contratar jogadores com vencimentos anuais mais elevados, mas prefiro não o fazer e alocar esses recursos à melhoria dos contratos dos jovens.

Já li não sei onde que é a folga no orçamento salarial que permite acumular dinheiro e melhorar aa condições da equipa (recordo que no Mobile não existe "dinheiro em caixa", apenas nos fizem se estamos ricos, saudáveis, inseguros, cenas do género), por isso prefiro ir sendo mais modesto neste aspecto para podermos financiar melhorias nas infraestruturas.

Sobre a questão da Medideira...

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... não foi a nossa fortaleza, bem longe disso.

A imagem mostra o ranking de pontos conquistados em casa. Em 31 jogos, dos quais 16 em casa, somos a quinta pior equipa e o pior ataque juntamente com o Penafiel.

Isto é culpa minha. Dois motivos para isto acontecer:

1) tinha algumas dúvidas sobre a nossa capacidade em comparação com as outras equipas deste escalão e fiz o mesmo que na segunda metade da primeira época na Segunda Liga, isto é, montei uma equipa mais defensiva. Em jogos em casa, onde os adversários também jogam mais na expectativa, isto tende a dar jogos com poucas ocasiões de parte a parte.

2) a minha equipa técnica diz-me que tenho um plantel que se sente à vontade com a bola, por isso a uma estratégia mais defensiva juntei temporização baixa com posse de bola e controlo do jogo. Daí que em vários jogos tenha muita posse de bola, mas poucos remates. A equipa controla, mas a nossa qualidade individual ofensiva ainda não está no nível de levar a bola ao ataque em posse.

Podia mudar para um estilo rápido de contra-ataque, mas não quero porque o próximo passo a dar é evoluir para sermos uma equipa de posse e futebol ofensivo. Isso só é possível se os meninos forem evoluindo a tentá-lo. Em alguns jogos conseguimos, por exemplo aqueles jogos na Luz e em Guimarães são precisamente o que quero. Noutros nem por isso, contra o Sporting tivemos mais bola mas não conseguimos rematar muitas vezes.

Dito de outra forma: estamos como o Sporting do Ruben Amorim no ano do título. Somos jovens, queremos controlar o jogo mas ainda não criamos muitas ocasiões; no próximo ano espero ver evolução nisto como vimos no Sporting deste ano, que já passa mais tempo em posse e cria mais chances de golo.

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Para haver uma noção das diferenças, fora de casa marcamos mais golos, mas também sofremos mais. Isto porque os adversários se expoem mais, o que nos dá mais espaço para criar ocasiões, mas também atacam mais.

Somos a 9a melhor equipa fora de casa quando no geral somos 12os.

Como disse na resposta ao @El Shafto há uns dias, somos uma equipa competitiva. Defendemos razoavelmente bem e conseguimos ter a bola muitas vezes, os jogos tendem a ser equilibrados por causa disso.

Já agora, há outra equipa que me parece que faz o mesmo: o Famalicão, que é 5o na classificação, não aparece na tabela de jogos em casa que postei mas é apenas a 7a melhor, mas fora de casa é a melhor do campeonato.

Se isto correr como espero, para o ano talvez sejamos mais fortes em casa. Vou tentar subir mais a equipa e dar maior liberdade criativa aos jogadores ofensivos. Espero dar um passo em frente e andar mais perto da Europa do que da linha de água.

Editado por Black Hawk
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Grande Amora a confirmar a manutenção, acredito que para o ano possam lutar com Paços e afins pelos lugares cimeiros.

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Genial! 🙂 Manutenção selada a 3 jogos do término do campeonato. Não foi fácil, mas é saboroso chegar a este momento e ver o sucesso ser atingido. A equipa foi sempre muito séria e entregou-se de corpo e alma ao objetivo. A vitória na cidade-berço e o empate averbado perante os leões, foram jogos tremendamente importantes para as contas finais!

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Ando a sentir falta de novidades, espero que não seja mau sinal...o mesmo se aplica ao Kluivert...

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Citação de Lavrador, Em 22/05/2022 at 00:06:

Ando a sentir falta de novidades, espero que não seja mau sinal...o mesmo se aplica ao Kluivert...

Não tenciono terminar o save antes de ser pelo menos campeão nacional, mas não escondo que entre falta de tempo para escrever e de ideias sobre o que escrever, não estou a conseguir manter a mesma fluência de atualizações que trazia desde que iniciei o save há quatro meses.

Também não escondo que há algum desencanto com o rumo do save. Isto é giro quando há interacção, quando se discutem cenas, abordagens, tácticas, etc. Quando o tópico quase só existe para se postar resultados e assim, caindo numa rotina de postagens de X em X dias sem estímulos ou incentivos adicionais, a pica vai passando aos poucos.

Por isso é que alguns saves vão definhando até a malta se cansar de os postar, só nas últimas semanas foram-se um punhado dos que mais acompanhava.

De qualquer forma, tenho uma atualização no forno que irei postar ao longo desta semana. Era para ser durante o fim-de-semana, mas acabei por não ter tempo.

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Citação de Black Hawk, há 2 horas:

Não tenciono terminar o save antes de ser pelo menos campeão nacional, mas não escondo que entre falta de tempo para escrever e de ideias sobre o que escrever, não estou a conseguir manter a mesma fluência de atualizações que trazia desde que iniciei o save há quatro meses.

Também não escondo que há algum desencanto com o rumo do save. Isto é giro quando há interacção, quando se discutem cenas, abordagens, tácticas, etc. Quando o tópico quase só existe para se postar resultados e assim, caindo numa rotina de postagens de X em X dias sem estímulos ou incentivos adicionais, a pica vai passando aos poucos.

Por isso é que alguns saves vão definhando até a malta se cansar de os postar, só nas últimas semanas foram-se um punhado dos que mais acompanhava.

De qualquer forma, tenho uma atualização no forno que irei postar ao longo desta semana. Era para ser durante o fim-de-semana, mas acabei por não ter tempo.

Entendo isso muito bem...não sei se é talvez por sermos poucos nesta versão do jogo, mas era algo que gostava que houvesse mais, ainda á bocado fiz um post no forum inglês para discutir a tactica 4231 (sendo que aqui no cmpt tambem já me deram algumas respostas sobre o assunto).

 

Tambem uma coisa é verdade e eu falo de mim próprio, o emem já desde uns largos anos que é mais um cantinho de postar resultados e não ligar tanto a histórias, aliás, posso mesmo dizer que o teu save (talvez por ser mobile não sei) é talvez o primeiro em que acompanho verdadeiramente a história (cheguei ate a ficar dececionado com o capitulo da história contada a filha e tudo 😆).

 

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Posso estar errado, mas a equipa parece estar a responder melhor na segunda metade da temporada. No que toca a resultados e pontos, pode estar ela por ela, mas dá ideia de, atualmente, ir mais de encontro com o que procuras para a equipa. Não sei se me escapou algo...apenas fizeste aquela alteração de recuar os alas?

Esse Jéferson, se jogar com regularidade e a evolução corresponder, pode vir a ser um jogador muito interessante.

Gostei de teres trazido os golos em versão video para o tópico! O golo do Joca contra o Porto e o primeiro do miúdo com o Paços, demonstram muito de como a tua equipa se comporta! A proximidade dos jogadores a dar linhas de passe, a movimentação do Brandão, a pressão exercida pelo Maia e logo a soltar a bola, muito bom! Assim que tenhas uma maior qualidade individual, o Amora será um perigo nos próximos anos!

O principal objetivo está conseguido! Após uma primeira experiência na Liga (que é muito diferente das restantes), consegues fazer um balanço e criar metas a médio/longo prazo?

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Citação de Kluivert, Em 25/05/2022 at 12:00:

Posso estar errado, mas a equipa parece estar a responder melhor na segunda metade da temporada. No que toca a resultados e pontos, pode estar ela por ela, mas dá ideia de, atualmente, ir mais de encontro com o que procuras para a equipa. Não sei se me escapou algo...apenas fizeste aquela alteração de recuar os alas?

Esse Jéferson, se jogar com regularidade e a evolução corresponder, pode vir a ser um jogador muito interessante.

Gostei de teres trazido os golos em versão video para o tópico! O golo do Joca contra o Porto e o primeiro do miúdo com o Paços, demonstram muito de como a tua equipa se comporta! A proximidade dos jogadores a dar linhas de passe, a movimentação do Brandão, a pressão exercida pelo Maia e logo a soltar a bola, muito bom! Assim que tenhas uma maior qualidade individual, o Amora será um perigo nos próximos anos!

O principal objetivo está conseguido! Após uma primeira experiência na Liga (que é muito diferente das restantes), consegues fazer um balanço e criar metas a médio/longo prazo?

Está mais solta e temos mais posse de bola. A equipa está a estabilizar. Acredito que conseguisse melhores resultados a jogar em contra-ataque como fiz na Segunda Liga, mas quero crescer numa estratégia de posse, logo estou a sacrificar resultados (a equipa ainda tem dificuldade a furar defesas fechadas) tendo em vista crescimento futuro nesse estilo.

Apenas mudei os laterais (recuei-os) e tenho brincado com as instruções do Martim Watts. Às vezes arrisquei com ele a CJA e se calhar até se dá no aspecto, principalmente porque melhorou no atributo da criatividade.

Os vídeos foram sacados do teu save, foi inspiração tua ahah mas yah, o objectivo é não só dar alguma cor ao relato, como mostrar um pouco do Amora. Os dois golos que referes é precisamente o que procuro, ter os avançados interiores a explorar as costas da defesa após o Leo destruir a linha deles. Mais logo ou amanhã meto uma atualização e mostro os números da época.

O balanço também farei no capítulo, mas foi bom. Objectivos atingidos em todas as frentes, os meninos cresceram, na próxima época o objectivo é fazer melhor e talvez assaltar os lugares europeus enquanto renovo a equipa, que ainda tenho alguns jogadores que vieram da Liga 3 e já estão bem abaixo das exigências disto.

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Capítulo XXX - O fim de um ciclo

 

Há uma corrente muito popular segundo a qual existem jogos para cumprir calendário. É um lugar-comum, especialmente nos finais de temporada. As equipas propõem-se a alcançar um objectivo, sendo ele o título, o acesso a uma competição europeia ou a mera permanência no escalão competitivo, e uma vez alcançado esse objectivo entra-se num período algo difuso em que os resultados são irrelevantes. Não é incomum - é até algo habitual - uma equipa tornar-se algo amorfa, o espírito competitivo decrescer e os resultados levarem um rombo significativo nestes períodos.

Assim foi a apreciação da imprensa e dos adeptos logo após o término da 31a jornada. O Penafiel empatou em Santa Maria da Feira, o que garantiu a permanência matemática do Amora Futebol Clube no convívio dos grandes. Subitamente, as opiniões a defender que a época do Amora estava feita surgiram de todo o lado. Como se os três jogos restantes fossem para cumprir calendário. Como se não houvesse necessidade de exigir resultados. Como se o compromisso dos jogadores estivesse suspenso temporariamente.

Frodo Zarco odiava essa corrente de pensamento. A seu ver, todos os jogos são para disputar com o mesmo espírito competitivo, da primeira à última jornada. Havia equipas ainda a disputar objectivos: a luta pelo título estava ao rubro com quatro equipas a poder alcançá-lo; os lugares de acesso às competições europeias estavam em aberto; a luta pela manutenção continuava, com várias equipas aflitas e a procurar desesperadamente os pontos necessários para fugir à despromoção. Era obrigação do Amora e de todas as outras equipas, cujos objectivos haviam alcançado, apresentarem-se com a mesma seriedade de quando ainda os perseguiam. A bem da verdade desportiva, por respeito aos adversários e ao próprio futebol.

Por outro lado, o trabalho de um treinador nunca está verdadeiramente finalizado. Alcançada a permanência na Primeira Liga, Frodo Zarco tinha já em mente começar a preparação para a próxima temporada. Havia decisões a tomar. Alguns jogadores ainda tinham de mostrar trabalho para justificar a continuidade no grupo de trabalho.

E se isso não fosse suficiente, o Amora ainda tinha marcos históricos que poderia alcançar.

 

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O Amora alcançou o seu melhor registo histórico na distante temporada 1981/82

 

Para muitos, terminar o campeonato em 8° ou em 15° pode parecer a mesma coisa. E tecnicamente até é: ambos os lugares permitem alcançar a permanência, mas não dão acesso às competições europeias. Mas para um clube modesto como o Amora, que estava em vias de terminar a sua quarta presença na Primeira Liga, a primeira em quatro décadas, era uma questão de orgulho igualar a melhor prestação da sua história.

O Amora registou as suas anteriores três presenças na Primeira Divisão no início da década de 1980. Na sua época de estreia em 1980/81, o Amora foi 12° classificado, melhorando essa marca no ano seguinte, na temporada 1981/82, com um meritório 11° lugar sob a batuta do Mestre José Moniz.

Esse Amora histórico jogava então num Estádio da Medideira ainda pelado - foi o último ano antes da colocação do relvado - que se revelou uma autêntica fortaleza. Apenas Sporting e Vitória FC lograram vencer o Amora na sua casa, e equipas como o Porto e o Benfica foram aí surpreendidas - no caso do Benfica, com uma escandalosa derrota às mãos da equipa onde então pontificavam nomes como Francisco Rebelo e Ricardo Formosinho (ambos jogadores que ficaram na história do Vitória FC), Jaime Mercês (que mais tarde se destacaria durante quase uma década ao serviço do Belenenses) e Caio Cambalhota, o lendário avançado que ainda hoje é ídolo no Flamengo e que nesse ano marcou 14 golos pelo Amora.

 

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Fotografia de uma equipa do Amora (no caso a de 1980/81) no peladão da Medideira...

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... e o plantel de 1981/82 que alcançou o melhor resultado de sempre do Amora

 

Frodo Zarco não podia deixar de olhar para a classificação após a 31ª jornada e pensar que estava ao alcance dos seus meninos igualar ou até bater esse registo. O Amora estava em 12° lugar, a apenas um ponto do 11° e a três do 10°! Era possível, sim. Estava ao seu alcance. Bastaria encarar os três últimos desafios com a seriedade de sempre.

Mas quando os jogadores subiram ao relvado da Medideira para o primeiro treino após a confirmação da manutenção, sentiu de imediato que algo não estava bem. O ambiente era descontraído. Demasiado descontraído, como as últimas aulas no seu tempo de escola antes das férias quando as avaliações já estavam feitas. O treino começou e sentiu-os algo indolentes. Trocavam piadas e sorrisos, desconcentrando-se facilmente. Frodo Zarco estava a ferver e os jogadores nem davam por isso.

Até que explodiu.

Faziam um exercício de posse de bola em que os jogadores tinham de a soltar rapidamente num colega, em um ou dois toques, quando um jogador, não interessando para o caso qual, fez um malabarismo técnico e um túnel ao jogador que o pressionava, saindo com a bola controlada e rindo-se como um perdido. Em abono da verdade, fora um gesto técnico de elevado requinte, mas que exigiu diversos toques na bola a mais do que o exigido. Os jogadores riram-se e gozavam com o desgraçado que ficara sentado no chão, humilhado com o túnel.

Frodo Zarco não se conteve, aproximou-se da bola e desferiu-lhe um valente pontapé que a levou para fora do recinto. Os risos pararam quase instantaneamente. O silêncio ensurdecedor permitia até ouvir o barulho de um carro a circular do lado de fora do estádio.

"Basta! Esta mierda é para levar a sério ou quê? São um bando de miúdos ou jogadores profissionais? Isto é um treino sério, carai! Quem não quiser estar aqui, pode sair!", disparou, irado, as faces coradas e saliva a escorrer-lhe da boca enquanto apontava na direcção do balneário. "Nunca vos cobrei maus resultados, mas não aceito faltas de profissionalismo. Quem não apresentar compromisso durante os treinos, pode fazer as malas e pôr-se no carai! Faltam três jogos e são para ganhar. Se no final da época não estivermos acima da nossa classificação actual, podem ter a certeza que vamos ter problemas!"

Um vulto aproximou-se de Frodo Zarco. Bilbo Himura, de óculos escuros e semblante carregado, parou de braços cruzados ao lado do treinador, permanecendo em silêncio. Era uma clara mensagem de apoio ao que Frodo Zarco dissera.

O recado estava dado...

 

 

... e a mensagem foi recebida.

O Amora sobreviveu no António Coimbra da Mota, um dos terrenos mais difíceis do campeonato, recuperando de uma desvantagem de dois golos. O empate aumentava para quatro a sequência de jogos sem perder e deu o embalo necessário para bater depois a equipa-sensação da temporada, num jogo marcado por uma curiosidade inusitada: Joca desperdiçou duas grandes penalidades, embora, felizmente para a equipa que capitaneava, tenha compensado marcando o único golo do jogo na recarga a uma delas.

Também nestes jogos, Frodo Zarco começou a promover oportunidades a jogadores menos utilizados. Nelson Vítor, central de 17 anos que já tinha participado brevemente em dois jogos ao longo da época, foi promovido definitivamente à equipa principal. Juary e Rony Fernandes, figuras de proa noutras épocas, foram titulares à vez nestes dois jogos. Armando Cristóvão e Abas Djaló, dois jovens que falhavam em confirmar as muitas esperanças que neles eram depositadas pelos adeptos, saltaram na hierarquia e tiveram oportunidade de mostrar o seu talento.

A equipa não se ressentiu das alterações e manteve a sua reconhecida competitividade, dominando largamente a posse de bola na Amoreira e repartindo o jogo com o Famalicão, não se notando a diferença significativa entre estas duas equipas na classificação. Nelson Vítor, em especial, passou nos testes com distinção, adivinhando-se a aposta no jovem central para a próxima temporada.

E assim, num ápice, a temporada chegou ao seu derradeiro suspiro. E que grande temporada foi! O Amora entrava para a última partida com legítimas aspirações a bater o seu melhor registo histórico, podendo com a combinação certa de resultados chegar até ao 8° lugar.

Mas esta luta passava quase despercebida quando em discussão estava o prémio mais desejado de todos: o título de campeão nacional.

 

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Quatro equipas entravam para a última jornada com aspirações ao título de campeão nacional

 

A luta pelo título estava ao rubro.

Não é fácil resumir a anarquia que foi a luta pelo título ao longo da temporada 2024/25. Houve várias mudanças de líder no topo da classificação e, a seu tempo, várias equipas surgiram como principais candidatos a lá terminar. O Famalicão liderou durante semanas até eventualmente quebrar. Porto e Sporting revezaram-se na liderança efectiva durante praticamente toda a segunda volta, mas o Benfica, embora nunca lá tendo estado, foi durante muito tempo o líder teórico da competição. Isto porque os encarnados passaram quase toda a temporada com jogos em atraso e, por esse motivo, poderiam ascender à liderança isolada caso os vencessem... o que acabou por não se confirmar, caindo a liderança nas mãos do Sporting.

Os leões surgiram na frente à entrada da fase decisiva do campeonato. No entanto, um inesperado empate com o Amora fê-los cair para trás do Porto à 31ª jornada (ver Capítulo XXIX - Sinais de terra). A 33ª jornada poderia ser a de todas as decisões, com o Porto a receber o Sporting no Dragão e o Braga a defrontar o Vitória SC na cidade dos arcebispos. Uma vitória de Porto ou Sporting conjugada com um tropeção do Braga poderia decidir logo ali o título, mas não só houve um empate no Dragão, como o Braga venceu, pelo que os três ficaram em igualdade pontual à entrada para a 34ª jornada.

 

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Um bis de Tiago Tomás no Dragão quase permitiu ao Sporting saltar para a liderança do campeonato na 33ª jornada

 

O Porto partia da pole position. Para assegurar o título, apenas teria de vencer o Estoril na difícil deslocação ao António Coimbra da Mota, o que não seria tarefa fácil - o Amora que o diga, que recentemente sentira enormes dificuldades para alcançar um empate na sua deslocação ao terreno dos estorilistas.

Em boa verdade, o Porto até poderia empatar, desde que Sporting e Braga também empatassem na última jornada. Nem de propósito, estes dois emblemas enfrentavam-se em Alvalade, num jogo que prometia ser fogo!

Já o Benfica, que tecnicamente poderia ser campeão, necessitava de um pequeno milagre que consistia na derrota do Porto e num empate em Alvalade - além de terem de vencer em Guimarães. Um cenário possível, embora improvável, adivinhando-se mais um ano somado ao já longo jejum do Benfica que durava desde 2019.

 

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Um Amora com várias novidades despedia-se da temporada 2024/25 no Estádio do Jamor

 

Com os olhos do país centrados sobre Alvalade e Estoril, o Amora jogava de forma quase anónima a poucos quilómetros de distância das grandes decisões. Nada mais, nada menos, do que no Estádio Nacional do Jamor.

Um jogo que marcava o fim de um ciclo.

Quando a partida terminasse, dava-se por concluída a quarta temporada de Frodo Zarco ao comando do Amora. Quatro anos replectos de sucessos, com a ascensão desde a Liga 3 até à consolidação na Primeira Liga. Dez jogadores acompanharam o treinador em todo o percurso: David Grilo, Juary, Rony Fernandes, Lucas Silva, Fidelis Irhene, Martim Maia  Papou Mendes, Joca, Gabriel Capixaba e Flávio Silva. Todos eles com direito a figurarem no panteão de heróis do maior da Margem Sul.

Infelizmente, porém, nem todos conseguiram manter o seu impacto à medida que a equipa foi subindo na hierarquia do futebol português. Jogadores como Joca e Gabriel Capixaba continuavam a ser tão influentes agora como o haviam sido no primeiro dia. Lucas Silva e Martim Maia só muito recentemente começaram a ver as suas titularidades ameaçadas pelo crescimento dos meninos Tiago Louro e Dino Leão. Papou Mendes cresceu do menino à procura de se tornar jogador profissional no primeiro ano para ser um dos patrões do meio-campo quatro anos depois. Mas outros... outros perdiam influência.

David Grilo foi titular indiscutível na baliza do Amora ao longo da maior parte das três primeiras temporadas. Perdeu a posição devido a lesão prolongada na segunda época, recuperando-a na terceira. A chegada de Luiz Felipe à Medideira, porém, remeteu-o para o banco de suplentes na época actual - à excepção dos jogos nas Taças, tendo sido pedra fulcral no apuramento do Amora à Final Four da Taça da Liga. Final Four essa que já não disputou. O jogador demonstrou interesse em abraçar um novo desafio e aceitou a proposta para assumir a baliza do Salgueiros, deixando o Amora em Janeiro após três anos e meio de imenso sucesso.

O polivalente Juary, um dos capitães de equipa, e o central Rony Fernandes foram elementos fiáveis na defesa do Amora durante as três primeiras temporadas. O primeiro soube com a sua experiência guiar os seus colegas mais jovens, ajudando no crescimento de João Gonçalves (nas duas primeiras temporadas e até à sua saída para o Boavista) e de Isaac Monteiro (da terceira temporada em diante), mesmo quando isso implicou a sua deslocação para o lado direito da defesa (onde também perderia a titularidade para Odailson). Rony Fernandes, valendo-se dos seus 192 centímetros de altura, foi nas primeiras três temporadas o colega ideal para complementar os seus colegas. A chegada à Primeira Liga colocou a nú algumas debilidades técnicas de ambos. Isaac Monteiro e o emprestado António Silva assumiram a titularidade, foram importantes alternativas nas ausências destes por lesão, mas tornou-se evidente que não tinham margem para acompanhar o célere crescimento do nível da equipa.

Fidelis Irhene foi titular durante o primeiro ano e meio. Incansável nas batalhas travadas a meio-campo, apenas perderia a titularidade com o crescimento de Papou Mendes. Permaneceu na sombra deste durante dois anos e meio, nunca causando mau ambiente e sendo membro activo da equipa sempre que esta precisou da sua colaboração, o que lhe valeu a permanência no plantel até ao término do seu contrato no final da época corrente.

Por fim, Flávio Silva, o matador renascido (ver Capítulo III - O matador renascido), foi o melhor marcador da equipa em todo este período. Infelizmente, as lesões não lhe deram tréguas e limitaram as suas prestações em vários períodos, com o clímax a ser atingido nesta quarta temporada. Foram vários meses de indisponibilidade ao longo da temporada, impedindo-o de dar o seu contributo de forma regular e que levaram a uma descida abrupta das suas prestações, acabando o ano com apenas um golo marcado em todas as competições.

Todos eles souberam antecipadamente que este seria o seu último jogo pelo Amora. Foi uma decisão difícil para Frodo Zarco. Todos eles compartilharam o balneário, todos fizeram parte das conquistas e sucessos e contribuíram para a veloz progressão do Amora na hierarquia do futebol português. Eram mais do que colegas; eram irmãos.

Todos eles seriam titulares na sua despedida - excepto Flávio Silva, pelo simples motivo de Leonardo Brandão ainda ter uma (escassa) chance de chegar à Bota de Prata da Primeira Liga. Era um prémio merecido por toda a dedicação que sempre demonstraram. Terminarem os seus ciclos no relvado era nada menos do que justo.

 

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David Grilo fez 104 jogos pelo Amora ao longo de quatro anos e meio (três e meio com Frodo Zarco ao 

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Juary, um dos capitães da equipa, alcançou a marca redonda de 100 jogos pelo Amora na sua despedida

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O longilíneo central Rony Fernandes aproveitou a sua estatura para ajudar a equipa com golos em todas as temporadas na Medideira

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Apesar dos números mais modestos em comparação com os seus colegas, Fidelis Irhene ainda fez mais de 50 jogos

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Flávio Silva marcou 42 golos na sua passagem pela Margem Sul, sendo ainda o melhor marcador do Amora neste período

 

Fosse por esse motivo, fosse por outro qualquer, o Amora entrou praticamente a perder no Jamor. Meia dúzia de berros e a equipa recompôs-se, reagindo de imediato por intermédio de Jéferson, que repôs o empate ainda antes dos dez minutos. O início foi prometedor, mas a partida entraria numa fase de baixo ritmo. Leonardo Brandão deu uma pedrada no charco ao colocar o Amora na frente do marcador pouco antes do intervalo, mas foi um acontecimento isolado num jogo enfadonho e que chegaria ao seu final sem mais alterações. O próprio Frodo Zarco entendeu que já não haveria gás para mais e lançou Flávio Silva no lugar de Leonardo Brandão, presenteando-o com os últimos quarenta e cinco minutos com o símbolo do Amora ao peito.

Os próprios adeptos estavam algo amorfos nas bancadas. Muitos deles tinham também outras preferências clubísticas entre os três grandes e iam dedicando tanta ou mais atenção ao que se passava noutros lados do que ao que estava a acontecer à sua frente.

E o que estava a acontecer noutros lados? Nada de especial, na verdade. O Porto tardava em adiantar-se no marcador no Estoril, condição para conquistarem o título sem precisarem de outros resultados, e o Sporting não conseguia marcar ao Braga. Foi preciso esperar quase até ao intervalo para surgir um desenvolvimento. E que desenvolvimento! Foi o Braga quem inaugurou o marcador nos jogos do título, chegando ao intervalo na liderança virtual do campeonato!

Aguardava-se com alguma ansiedade a segunda parte. E esta seria pródiga em emoções.

Não no Jamor, bem entendido. Não obstante a entrega total dos jogadores que se despediam naquela tarde, o jogo terminaria com apenas dez remates entre as duas equipas, num fraco espectáculo de futebol mais interessante pelo agradecimento dos adeptos aos craques que tudo deram pelo Amora durante estes quatro anos e que naquela tarde se despediam. Todos eles envergaram a braçadeira de capitão em algum momento e dois deles, Juary e Rony Fernandes, foram substituídos durante a segunda parte, sendo brindados com enorme ovação - entrando para os seus lugares os emprestados Diogo Travassos e António Silva, que provavelmente fariam também as suas despedidas do Amora. Aparte estes momentos, nada digno de realce realmente aconteceu.

Entretanto, o Sporting empatava em Alvalade e colocava tudo como tinha começado. Desesperavam com a demora sportinguistas e portistas nas bancadas - não admirava ninguém que não houvesse propriamente bracarenses num jogo entre Belenenses SAD e Amora... O Porto estava a um golo do título, o Sporting precisava do mesmo e que o Porto não marcasse. Foi já após os setenta minutos que surgiu finalmente novo golo... do Braga!

E de repente abriram-se as comportas.

A quinze minutos do final, o Braga vencia 2-1 em Alvalade e liderava à condição o campeonato. Mal puderam festejar, porém, pois o Sporting empatou aos 76 minutos. O tempo ia passando, o Porto não marcava, mas liderava enquanto aqueles resultados persistissem. Entrava-se nos dez minutos finais do campeonato e, enquanto o Amora tentava gerir a vantagem e fazia contas a outros jogos para saber onde terminaria na classificação, finalmente surgia o tão aguardado golo ali ao lado, no Estádio António Coimbra da Mota.

Numa reviravolta totalmente inesperada, o Porto sofria um golo do Estoril e deixava Sporting e Braga na liderança partilhada da Primeira Liga. Resultados que serviam ao Braga, que empatando a duas bolas em Alvalade tinha vantagem no confronto directo.

"E o Benfica?", perguntava-se nas bancadas. Os resultados no Estoril e em Alvalade eram precisamente o milagre que o Benfica precisava. Se vencesse em Guimarães, com aqueles resultados, seria campeão!

Não houve tempo para respostas, pois sessenta segundos depois do golo do Estoril as redes voltaram a balançar. Tiago Tomás concretizou a reviravolta no marcador em Alvalade - recorde-se que dez minutos antes o Braga vencia por 2-1! - e o Sporting era, pela primeira vez naquela tarde, o líder virtual do campeonato.

A Belenenses SAD parecia já ter desistido de procurar algo do jogo e o Amora parecia satisfeito em deixar o tempo correr. A emoção vinha pelos rádios e pelos smartphones. O Sporting tentava segurar o resultado enquanto os seus adeptos desesperavam para confirmar que o Porto não virava o seu jogo. Não admirou ninguém que quando Vitinha empatou o jogo no Estoril, as bancadas de Alvalade se tenham afligido.

Porto, Sporting e Braga estavam todos à distância de um golo de conquistarem o título no período de compensação do último jogo da temporada.

91 minutos, o Braga atacava.

92 minutos, o Porto desesperava.

93 minutos, terminava no Jamor.

94 minutos... 95 minutos...

E acabou! O Sporting Clube de Portugal revalidava o título de campeão nacional!

 

 

A festa já se fazia por ruas de todo o país, invadidas por sportinguistas em absoluto êxtase. Não era para menos. O título tinha sido alcançado da forma mais épica possível, com uma reviravolta nos últimos quinze minutos e uma sobrecarga de emoções decorrente do acompanhamento em simultâneo de vários jogos que decidiam quem venceria o troféu.

Haveria certamente no Jamor amorenses que dividiam o seu coração com o amor aos dois clubes, mas se festejavam o título do Sporting, a sua festa passou despercebida no meio das celebrações do Amora. Os resultados nos vários jogos permitiram ao maior da Margem Sul alcançar a 9ª posição, o seu melhor registo histórico de sempre. Isto numa temporada em que também igualava os melhores registos de sempre na Taça de Portugal e fazia a melhor prestação de sempre na Taça da Liga.

Juary Soares, Rony Fernandes, Fidelis Irhene e Flávio Silva eram as estrelas daquele momento. Era a despedida de todos eles. Tinham feito o seu último jogo e participado na obtenção da melhor temporada de sempre da história do Amora. Perdurariam na história do Amora com toda a certeza. Um dia, daí a muitas décadas, quando se falasse do grande Amora da década de 2020 como hoje se fala com paixão do Amora da década de 1980, os seus nomes seriam mencionados com saudade.

Os quatro ocuparam a primeira fila da fotografia de grupo destinada a imortalizar o plantel que alcançou o melhor resultado de sempre do Amora na Primeira Liga - e nem a camisola de David Grilo faltava para também ele ser relembrado.

A melhor classificação de sempre do Amora.

"A melhor classificação de sempre do Amora 'até agora'", pensava Frodo Zarco com os seus botões. Para o ano, o objectivo não poderia ser outro que não fazer melhor.

O Projecto Oásis, como ficou conhecido após assim ser apelidado pela imprensa, não poderia parar. O caminho tinha de ser para o topo.

 

Em spoiler deixo estatísticas, análises da temporada, curiosidades e cenas aleatórias que possam ser interessantes para quem acompanha

 

Uf! Foi difícil escrever este capítulo, não me estava a sair e não tive o tempo que esperava para me dedicar a ele.

Ora bem, o Amora fez a sua melhor classificação de sempre na Primeira Liga. Urra! Isto quase passa despercebido naquilo que foram as decisões do campeonato, um autêntico carrossel de emoções. O Sporting conquistou isto à justa numa reviravolta demasiado épica para não ser referida no capítulo. Uma das dificuldades foi essa: incluir isto na história ao mesmo tempo que falava das despedidas dos jogadores e dos jogos do Amora.

A despedida... Tenho muita pena, apeguei-me aos nomes que dispensei, parecendo que não este save leva quatro meses e estes nomes fizeram parte deles. Mas, como vou mostrar a seguir, não dava para continuarem...

 

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Como dá para perceber, todos eles fizeram poucos jogos.

O Fidelis Irhene fez apenas cinco jogos. Já jogou pouco na época anterior e foi ficando por comodidade: não é mau, terminava contrato esta época e não estava insatisfeito apesar da pouca utilização. Cumpriu quando foi chamado, mas não justificava renovar contrato.

Oa restantes variaram entre os dez e os vinte jogos. O Juary já é veterano, o Rony Fernandes para lá caminha, já não têm qualidade para estas andanças e é a altura certa para seguirmos caminhos diferentes. O Flávio Silva tem demasiadas lesões para ser alternativa certa ao Leonardo Brandão e os registos dele este ano falam por si, com apenas um golo marcado.

De referir que estes três ainda têm contrato, o objectivo passa por encontrar clubes interessados nas suas contratações.

Quanto ao resto do plantel:

- sem surpresas, os mais utilizados foram Papou Mendes e Martim Watts no meio-campo, Gabriel Capixaba, Leonardo Brandão e Joca no ataque.

- a defesa, como se recordarão, foi devastada com lesões ao longo da época e por isso Isaac Monteiro e António Silva têm menos jogos do que os colegas de outros sectores, mas foi a dupla mais comum. Os laterais dividiram os jogos entre si: Odailson e Diogo Travassos à direita, Lucas Silva e Tiago Louro à esquerda.

- dos meninos, o Dino Leão tem imensas presenças, a maior parte como suplente utilizado embora tenha assumido a titularidade a partir de certa altura - e apesar de ser médio defensivo, fez três assistências. Foi uma das revelações da temporada.

- o Jéferson demorou a pegar, mas quando pegou foi de vez, ainda a tempo de terminar com bons números.

- por falar em números, Leonardo Brandão destaca-se claramente como uma autêntica besta tanto em golos como assistências, mas note-se os impressionantes registos do Joca. Também o Gabriel Capixaba tem registos interessantes (embora não tão bons como noutras épocas) e o Martim Watts está a tornar-se mais incisivo na manobra ofensiva, ele que raramente marcava e até fazia poucas assistências.

- numa nota menos positiva, Abas Djaló e Armando Cristóvão passaram ao lado do que esperava deles. O primeiro ainda fez uma assistência, o segundo nem isso, e pior é que no motor de jogo nada fizeram que me levasse a pensar que seria uma questão de tempo até explodirem - recordo que Martim Watts e Jéferson também demoraram a fazê-lo, mas via no motor de jogo que estavam em vias disso, há coisas que se percebem quando vemos os jogos. O Abas Djaló tem 22 anos e duvido que expluda nesta idade, o mais provável é procurar vendê-lo; o Armando Cristóvão tem 19 anos, quero ver se o empresto, ainda não desisti dele.

Falando ainda sobre jogadores...

 

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A temporada terminou para o Amora, mas não para alguns jogadores. Martim Watts, Dino Leão e Nelson Vítor foram convocados para o Europeu Sub21 e foram parte activa na conquista do título por Portugal, que assim revalidou o troféu. O Tiago Louro foi convocado, mas aparentemente não jogou e o Isaac Monteiro por qualquer motivo que desconheço nem convocado foi. Isto foi algo que me deixou abismado, tanto que ambos foram alvo de observações por parte de Sporting e Porto, respectivamente.

 

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Seja como for, temos quatro campeões europeus no plantel para a próxima temporada, o que para mim é um orgulho - tanto mais que são todos jogadores lançados por mim, que lhes peguei quando ainda eram putos remelgosos a quem ninguém ligava. Ter orgulho em caricas virtuais é engraçado...

 

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Dos vários jogadores emprestados, destaco estes seis.

Os dois emprestados ao Farense destacaram-se claramente e vão fazer parte do plantel do Amora na próxima época. O Farense lutou pela subida até final (mais abaixo deixarei a classificação) e muito por obra de ambos.

O Manuel Baldé foi titular indiscutível e como diz o print, "foi uma presença extraordinária na baliza". O Diego Raposo marcou 12 golos e fez 8 assistências, o que é notável para um miúdo que só fez 19 anos no final da temporada - são números melhores do que os do Leonardo Brandão com a mesma idade. Tenho imensas esperanças em ambos.

Talvez se recordem do Diogo Rosete, chegou a fazer meia época a titular num dos anos anteriores, e embora o print fale como se tivesse sido uma desilusão, não acho nada mau para um lateral fazer 4 golos e 5 assistências numa equipa que lutou para não descer na Segunda Liga... Vai fazer parte do plantel, ocupando a vaga do Diogo Travassos que regressará ao Sporting.

Dos restantes prints, todos emprestados ao União de Santarém, o José Rafael Veloso surpreendeu, o João Gonçalinho cresceu bem nos atributos e o Vítor Melro desiludiu-me. Estava a contar com o crescimento deste último para integrar o plantel principal, mas vai ter de rodar algures mais um ano porque os registos dele na Liga 3 foram banais.

Ninguém se destacou em especial entre os restantes emprestados.

Bem, para finalizar porque isto já vai longo, deixo algumas estatísticas que considero interessantes, os resultados de outros escalões e competições.

 

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Sem surpresas para quem acompanhou, não fomos propriamente prolíficos ofensivamente, acabando apenas como 13°s entre dezoito equipas.

 

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Em compensação, fomos a terceira melhor defesa da Primeira Liga, registo que me deixa satisfeito visto ter-me queixado dos golos sofridos em épocas anteriores.

 

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Esta tabela é a dos cartões amarelos e mostra que voltámos a ser a equipa que menos cartões viu, tal como no ano passado. Ou seja, somos das melhores defesas porque somos consistentes, não por sermos pauliteiros. Esta estatística dá-me um orgulho desmesurado.

 

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O Darwin foi o melhor marcador numa temporada nivelada por baixo em termos de golos marcados pelos avançados. O Leonardo Brandão ficou a apenas um golo dele... quando vi isto fiquei com remorsos de o ter tirado ao intervalo do último jogo, mas queria que o Flávio Silva jogasse no último jogo.

O matador renascido merecia. Ele é jovem e terá mais oportunidades de lá chegar.

Já o Joca surpreendeu toda a gente e foi o segundo jogador com mais assistências na Primeira Liga, o que é ainda mais impressionante quando a experiência prévia de Primeira Liga dele se resumia a menos de cinco jogos pelo Famalicão há duas épocas.

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É verdade, a Briosa está de volta à Primeira Liga. E com eles dois nossos ex-jogadores, o Gustavo Pinto e o Juancho que foram ambos titulares habituais no regresso dos conimbricenses ao seu legítimo lugar.

Como podem ver, o Farense, com o contributo de Manuel Baldé e Diego Raposo, terminaram com os mesmos pontos do Leixões, mas devido à desvantagem no confronto directo foram os de Matosinhos a irem ao playoff...

 

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... onde perderam com o Penafiel, que assim safou-se da despromoção. O que significa que as três equipas promovidas na época passada - Amora, Belenenses SAD e Penafiel - conseguiram a manutenção na Primeira Liga. Notável.

 

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A nossa equipa satélite, o União de Santarém, conseguiu a manutenção à custa do Fontinhas, o que é uma boa notícia.

De realçar que o Porto B venceu a Liga 3 e, com eles, foram ainda promovidos Anadia e Braga B. Sim, haverá quatro equipas B na Segunda Liga.

 

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O Benfica venceu a Taça de Portugal, terminando a temporada com qualquer coisa para celebrar, enquanto o Braga, enfim, perdeu a final da Taça uma semana depois de ter ficado a um golo do título nacional em Alvalade. Coitados.

 

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A França venceu a Liga das Nações em Espanha.

 

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E, por fim, o Real Madrid voltou a conquistar a sua competição predilecta, enquanto o Man City limpou o Mundial de Clubes, o Bayern a Liga Europa e a Lazio a Liga Conferência.

E é tudo, sintam-se à vontade para qualquer questão adicional ou esclarecimento.

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Realmente este capitulo acaba por ficar marcado pelo grande luta pelo titulo, depois pelas despedidas e só a seguir pelos últimos jogos do campeonato do Amora 😆

Comecando pelo titulo, foi efectivamente muito equilibrado, mas tambem um campeão apenas com 68 pontos e 59 golos marcados mostra talvez que tenha sido um "campeão fraco" ou então talvez uma primeira liga que está cada vez mais equilibrada, o que te parece a ti? Depois é de realçar os 20 empates do Amora, isto tambem deve ser algum tipo de record não?

Depois, passando para as estatisticas individuais, Joca, Capixaba e Leandro Brandão são os destaques, no entanto o Joca tambem já deve estar a dar as últimas pelo clube não? 

O António Silva não existe hipotese de consegueres a contratação a definitivo?

O Diego Raposo calculo que seja o substituto natural do Flavio Silva.

 

 

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Citação de Lavrador, há 6 horas:

Realmente este capitulo acaba por ficar marcado pelo grande luta pelo titulo, depois pelas despedidas e só a seguir pelos últimos jogos do campeonato do Amora 😆

Comecando pelo titulo, foi efectivamente muito equilibrado, mas tambem um campeão apenas com 68 pontos e 59 golos marcados mostra talvez que tenha sido um "campeão fraco" ou então talvez uma primeira liga que está cada vez mais equilibrada, o que te parece a ti? Depois é de realçar os 20 empates do Amora, isto tambem deve ser algum tipo de record não?

Depois, passando para as estatisticas individuais, Joca, Capixaba e Leandro Brandão são os destaques, no entanto o Joca tambem já deve estar a dar as últimas pelo clube não? 

O António Silva não existe hipotese de consegueres a contratação a definitivo?

O Diego Raposo calculo que seja o substituto natural do Flavio Silva.

 

 

O campeonato foi nivelado por baixo. Nos últimos anos o campeão ultrapassou os 70 pontos (Porto com 77 em 2023, Sporting com 76 em 2024, já não sei como foi em 2022), mas este ano ninguém se destacou. Aliás, a classificação em termos pontuais parece uma escadinha, só há um fosso e é entre 5° e 6° de 10 pontos.

Os empates, até me esqueci disso, não falei deles. Fomos a equipa do empata 😆 o que retiro disso é que somos competitivos, estamos habituados a não perder, mas falta mais qualidade individual no ataque para sacarmos algumas vitórias. Nada que não se resolva com o crescimento de alguns dos meninos, o Martim Watts e o Jéferson por exemplo estão muito mais afoitos no processo ofensivo. Se o Brandão crescer mais um pouco e o Raposo for mais alternativa que o Flávio Silva (vai ocupar o lugar dele, é esse o plano), acredito que comecemos a ganhar mais e a empatar menos.

O Joca... ainda não te sei responder, mas cheira-me que sim. Ele tem mais um ano de contrato, rejeitou renovar, ou vai querer sair ou vai acabar carreira. Isto não é certo, mas dá ares de uma das opções.

O António Silva em definitivo é impossível, está avaliado em quase 20M. Ainda vou tentar novo empréstimo, dá jeito até porque vão sair os dois centrais suplentes, como referi no capítulo, e o Nelson Vítor é bom, mas é um miúdo ainda. E ainda tenho gajos a sondar o Isaac Monteiro, ainda corro é o risco de ficar sem centrais...

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Citação de Black Hawk, há 3 minutos:

O campeonato foi nivelado por baixo. Nos últimos anos o campeão ultrapassou os 70 pontos (Porto com 77 em 2023, Sporting com 76 em 2024, já não sei como foi em 2022), mas este ano ninguém se destacou. Aliás, a classificação em termos pontuais parece uma escadinha, só há um fosso e é entre 5° e 6° de 10 pontos.

Os empates, até me esqueci disso, não falei deles. Fomos a equipa do empata 😆 o que retiro disso é que somos competitivos, estamos habituados a não perder, mas falta mais qualidade individual no ataque para sacarmos algumas vitórias. Nada que não se resolva com o crescimento de alguns dos meninos, o Martim Watts e o Jéferson por exemplo estão muito mais afoitos no processo ofensivo. Se o Brandão crescer mais um pouco e o Raposo for mais alternativa que o Flávio Silva (vai ocupar o lugar dele, é esse o plano), acredito que comecemos a ganhar mais e a empatar menos.

O Joca... ainda não te sei responder, mas cheira-me que sim. Ele tem mais um ano de contrato, rejeitou renovar, ou vai querer sair ou vai acabar carreira. Isto não é certo, mas dá ares de uma das opções.

O António Silva em definitivo é impossível, está avaliado em quase 20M. Ainda vou tentar novo empréstimo, dá jeito até porque vão sair os dois centrais suplentes, como referi no capítulo, e o Nelson Vítor é bom, mas é um miúdo ainda. E ainda tenho gajos a sondar o Isaac Monteiro, ainda corro é o risco de ficar sem centrais...

Curioso que no meu save tambem tinha o Watts, Brandao e Isaac Monteiro. O primeiro coitadinho, esteve dois anos nos juniores e este ano (2025/2026) foi para o U. Santarem por 40 mil, já o Brandao esteve 1 ano emprestado e vendi logo a seguir por 1M e o Isaac ainda fez dois jogos e saiu por 200 mil. A diferença de dar minutos a estes miudos é brutal na sua evolução, especialmente se os emprestarmos.

Outra coisa que eu tambem comecei a fazer foi marcar amigaveis da equipa B apenas contra outras equipas B e com reputação apenas de meia estrela, vais ver que eles comecam a ganhar jogos e a evoluir mais. 

Como está o clube de finanças? Sei que o objetivo do save é sobretudo jogar com jogadores formados no clube, mas existe a possibilidade de algum dia pagares alguma quantia (5M ou mais) por um jogador?

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Citação de Lavrador, há 1 hora:

Curioso que no meu save tambem tinha o Watts, Brandao e Isaac Monteiro. O primeiro coitadinho, esteve dois anos nos juniores e este ano (2025/2026) foi para o U. Santarem por 40 mil, já o Brandao esteve 1 ano emprestado e vendi logo a seguir por 1M e o Isaac ainda fez dois jogos e saiu por 200 mil. A diferença de dar minutos a estes miudos é brutal na sua evolução, especialmente se os emprestarmos.

Outra coisa que eu tambem comecei a fazer foi marcar amigaveis da equipa B apenas contra outras equipas B e com reputação apenas de meia estrela, vais ver que eles comecam a ganhar jogos e a evoluir mais. 

Como está o clube de finanças? Sei que o objetivo do save é sobretudo jogar com jogadores formados no clube, mas existe a possibilidade de algum dia pagares alguma quantia (5M ou mais) por um jogador?

Isso não terá a ver com potenciais móveis? Esses três jogadores são reais, podem não ter o potencial definido. Não sei como é nos FMs atuais, mas nos antigos muitos jogadores tinham potencial definido para -1 ou -2 que variavam entre o banal e o extraordinário de save para save. É que acho estranho a discrepância que referiste, por exemplo o Isaac Monteiro da última vez que olhei já ia com valor de mercado de 12M.

Vou testar esse sistema na próxima temporada. De qualquer forma, a equipa B esta época já venceu alguns jogos, não foi corrida a derrotas como na outra época.

De finanças, estamos bem. Deixei um print há pouco tempo em resposta ao @Burkina2008

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Continuo convencido que as finanças melhoram quanto maior for o saldo positiva dos salários e estou a tentar dar a maior margem possível.

Não coloco de parte a possibilidade de contratar jogadores no futuro (e provavelmente um central já este verão), mas será sempre Plano B caso não tenha um jovem pronto a ser promovido.

Editado por Black Hawk
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No final nao deu para o oitavo mas ficaste em nono lugar batendo assim o melhor resultado de sempre em 81/82.

Muito merito num ano em que o campeonato acaba por ser ultra renhido em todas as posicoes e nunca se viu um campeao com tao poucos pontos desde que a vitoria vale 3. That said, será que para o proximo ano com uns reforcos a coisa vai para a Europa? Que diz o Frodo?

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Citação de Burkina2008, Em 28/05/2022 at 11:38:

No final nao deu para o oitavo mas ficaste em nono lugar batendo assim o melhor resultado de sempre em 81/82.

Muito merito num ano em que o campeonato acaba por ser ultra renhido em todas as posicoes e nunca se viu um campeao com tao poucos pontos desde que a vitoria vale 3. That said, será que para o proximo ano com uns reforcos a coisa vai para a Europa? Que diz o Frodo?

Não sei se chega para a Europa, mas o meu objectivo já será esse. Deu para o nono lugar a sete pontos dos lugares europeus, isto com um plantel jovem e inexperiente que agora tem um ano de crescimento em cima, na próxima época tem de dar para lá chegar. Ficarei desiludido se o falhar.

Isto no fundo foi uma época parecida à primeira na Segunda Liga. Também foi assim, uma primeira volta nos limites (embora este ano nunca tenhamos estado abaixo da linha de água, estivemos sempre em zona de manutenção) e na segunda volta começámos a meter as garras de fora. Se isto servir de exemplo, estou à espera que na segunda época de Primeira Liga já tenhamos outro andamento.

Sobre reforços, posso adiantar que teremos oito caras novas, sete das quais são miúdos promovidos dos Sub23 ou regressados de empréstimos. Um jogador é uma contratação nova (e é central), foi uma oportunidade porreira que surgiu e não deixei de a aproveitar.

Globalmente, acho que a equipa ficará mais equilibrada e permitirá maior rotação sem quebras de rendimento.

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Capítulo XXXI - O Complexo da Medideira

 

"Amanhã já é domingo

Vai estar um dia de sol

Ponho tudo atrás das costas

E vou ver o futebol"

 

Assim cantarolava um senhor já de idade avançada, caminhando de mãos dadas com uma criança, com passo incerto pelo meio de um mar de gente que invadia, qual tsunami, a zona da Medideira.

Era início de tarde de dia 05 de Julho de 2025. O Verão começara há quase duas semanas e a canícula habitual deste período estival atingia a Margem Sul sem tréguas. O sol brilhava com intensidade num céu azul claro sem qualquer indício de nuvens, apenas entrecortado por um rasto branco que denunciava a passagem recente de um avião. O calor apenas era suportável pela existência de uma ocasional brisa, que oferecia algum alívio momentâneo até voltar a desaparecer.

 

"Aos domingos vou à bola

Fico marado da tola"

 

"Avô, hoje é sábado!", reclamou o pequeno, agitando-lhe a mão como que para lhe chamar a atenção.

O velhote riu-se. Dava para perceber que tinham traços familiares. O pequeno puxava-o pela mão, obrigando-o a esforçar-se para o acompanhar, mas o sorriso que lhe iluminava o rosto não deixava dúvidas da sua felicidade por estar ali com o neto. Atrás deles, uma senhora também já com alguma idade, por certo esposa do velhote, caminhava acompanhada por um casal que se riam com as travessuras do miúdo. A senhora e a mulher que com ela caminhava eram parecidas, adivinhando-se que fossem mãe e filha.

Este retrato familiar era um de muitos que poderiam ser desenhados naquela tarde na Medideira. Eram milhares as pessoas que por ali andavam, curiosas por conhecer o novo espaço que nos últimos meses estava a ser construído.

 

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Houve finalmente fumo branco entre o Amora e a Câmara Municipal do Seixal para avançar com a requalificação da Medideira

 

O Amora andava a jogar há vários meses no Estádio do Restelo. O leitor mais atento há de ter notado e questionado:

"Mas o Amora está a jogar no Restelo porquê? O que se passa com a Medideira?"

O velhinho Estádio da Medideira há muito deixara de ser propriedade do Amora Futebol Clube. Devido à crise económica que chegou a afectar a própria existência do clube, o estádio passou para as mãos de uma empresa privada sua credora, acabando mais tarde por ser recuperado pela Autarquia do Seixal (ver Capítulo IV - O Estádio da Medideira).

Quando Bilbo Himura comprou a SAD do Amora Futebol Clube, o seu objectivo foi sempre remodelar a Medideira. Infelizmente, o estádio já era propriedade do Município, o qual não quis correr riscos de ver uma importante infraestrutura da região cair novamente nas mãos de privados - e ninguém os poderia condenar por isso...

Foram criados diversos projectos com vista à sua requalificação, bem como de toda a área envolvente. Foram feitas promessas. Mas a distância que vai das promessas à acção ainda é longa, e a Medideira foi definhando progressivamente.

Com a entrada em cena de Bilbo Himura, tudo mudou. As negociações tornaram-se mais assertivas, as burocracias foram sendo desbloqueadas, fizeram-se acordos entre as partes e, finalmente, as obras foram iniciadas já no segundo semestre de 2024.

Claro que a dimensão da intervenção levou a que o Estádio da Medideira ficasse basicamente inutilizável para a prática desportiva. Havia maquinaria pesada a operar e pelo menos a bancada principal - a bancada central poente - teve de ser destruída para se criar uma nova, maior e mais moderna. Toda a zona envolvente foi alvo de uma requalificação com vista a torná-la mais atractiva e um pólo dinâmico na cidade.

Nascia o Complexo Municipal da Medideira.

 

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A fachada exterior da bancada central poente da nova Medideira

 

Foi este o cenário com que o velhote, de mãos dadas com o seu neto, deparou ao contornar o último bloco de apartamentos antes da Medideira.

O local até era o mesmo, mas parecia completamente diferente. A fachada exterior da nova bancada central era moderna, incluindo zonas de comércio e serviços. Os adeptos olhavam embasbacados, admirando a sua nova casa e acenando em aprovação.

Ainda era cedo para o evento principal, pelo que continuaram a caminhar, contornando o estádio. E aí depararam com o novo Complexo Municipal da Medideira em todo o seu esplendor.

 

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O novo Complexo Municipal da Medideira

 

A Medideira já não era apenas um estádio de futebol. O novo recinto estava integrado num complexo que incluía diversas valências, tornando-o num espaço atractivo e funcional capaz de servir a população da região.

O estádio em si era, obviamente, o destaque de todo o espaço. A nova Medideira dispunha agora de um total de 14.850 lugares sentados, divididos entre as três bancadas totalmente cobertas. Nas suas imediações nasceria um pavilhão desportivo dedicado às modalidades, cujo espaço já existia e cujas obras iniciariam em breve (o descampado do lado esquerdo da imagem). Ao velhinho Campo N°2 (visível à esquerda da imagem, ao lado da bancada sul e acima do descampado) fora acrescentado um terceiro campo relvado que serviria de suporte, para treinos ou até jogos das camadas jovens (à direita da imagem).

Atrás do novo campo (ainda mais à direita da imagem) fora construído um retail park com um parque de estacionamento próprio. Destinado a servir a população da cidade, estaria aberto todos os dias e dispunha de várias lojas da moda habituais em qualquer centro comercial do país.

Na zona ribeirinha do complexo nascia um novo parque verde. Com um pequeno curso de água a separar ambas as suas margens, o parque era rasgado por caminhos pedonais que serpenteavam pelo relvado replecto de árvores, oferecendo uma nova área de lazer à população amorense. Aí, poderiam passear tranquilamente, fazer exercício ou passear os seus animais de estimação num espaço tranquilo nas margens da Baía do Seixal, recarregando baterias para o stress do dia a dia.

Centenas de pessoas exploravam já o parque verde ou invadiam as novas lojas do retail park. O velhote que fora arrastado pelo neto descansava agora numa das esplanadas da zona de restauração que envolviam o parque (a extensão da cobertura da bancada norte, ao lado do novo campo no centro da imagem), observando, deliciado, o neto a rebolar no relvado.

O azul era dominante. Muita gente vestia as cores do clube, até porque mais tarde seria feita a inauguração do novo Estádio da Medideira e, claro está, haveria um jogo para assinalar o momento.

 

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Vista aérea do novo Estádio da Medideira, com a bancada central e as duas superiores

 

A inauguração foi antecedida por diversas iniciativas. Bustos de algumas glórias do Amora Futebol Clube, entre antigos presidentes e jogadores, eram revelados com grande pompa. O capitão Mareta era um deles, e ele próprio sorria ao lado de uma escultura destinada a imortalizá-lo (ver Capítulo XX - O capitão Mareta).

Quando as cerimónias terminaram, os adeptos deslocaram-se em massa para, por fim, acederem pela primeira vez à sua nova casa.

 

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Perspectivas da nova bancada central vista a partir do relvado

 

O estádio ostentava dois anéis em toda a extensão das bancadas. O anel inferior estava tão próximo do relvado que quase parecia possível tocar nos jogadores - característica que sempre fez parte da tradição da Medideira e que se fez por não se perder. Do anel superior, a vista para a zona do parque e a própria Baía do Seixal era deslumbrante.

Os adeptos iam afluindo aos poucos e as cadeiras azuis iam enchendo-se de vida. Pessoas tiravam selfies, procurando imortalizar aquele momento, ou simplesmente olhavam em seu redor acenando com a cabeça, aprovando o que viam. A zona de imprensa estava cheia de jornalistas atarefados e nos camarotes viam-se alguns dos convidados de honra, bem vestidos, a conversar alegremente entre si.

A equipa do Amora entrou no relvado para os exercícios de aquecimento e foi saudada com uma forte ovação - a primeira de muitas naquele novo estádio. O treinador, Frodo Zarco, que em 2025 já era um ídolo entre os adeptos, dava instruções e acompanhava os exercícios dos seus jogadores. Apesar de aquele ser um dia de festa para a comunidade, havia um jogo para disputar que era o primeiro da nova temporada.

O adversário gerou discussão. Havia quem quisesse estrear a nova Medideira contra uma grande equipa. Sugeriram-se vários nomes, desde os três grandes a alguns nomes internacionais e até ao Vitória FC por ser a equipa mais categorizada da região.

Bilbo Himura, porém, tinha outra ideia.

Aquele não era um dia grande apenas para o Amora; era um dia grande para toda a região. O adversário teria de ser alguém com ligações à região e ao próprio Amora. 

Alguém cuja história e rivalidade fossem dignas de participar naquele momento.

O adversário não poderia ser outro além...

 

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Os onze iniciais para a inauguração da nova Medideira

 

... do grande rival Seixal Futebol Clube.

Os clubes dos vários concelhos da Margem Sul viviam momentos aflitivos há várias décadas. Aparte o ressurgimento do Amora já sob o Projecto Oásis, os clubes de Almada, Barreiro ou Alcochete definhavam nas divisões inferiores, incapazes de se reerguerem apesar da elevada densidade populacional da região.

O Seixal Futebol Clube não foi excepção e encerrou lamentavelmente a sua secção de futebol sénior em 2008. Um esforço recente da comunidade permitiu a boa nova do seu regresso e o clube voltou a disputar os campeonatos distritais ao mesmo tempo que o Amora escalava desde a Liga 3 até à Primeira Liga.

Havia vários escalões de diferença entre os dois clubes, mas a rivalidade estava lá. E era coisa bela de se ver. As rivalidades são parte inerente do espectáculo que é o futebol. São elas que levam os clubes a ultrapassarem os seus limites e a procurar serem cada vez melhores. O incentivo de bater um rival leva-nos a ser melhores, a não cair na indolência e monotonia. Futebol sem rivalidades não é a mesma coisa.

Claro que com uma diferença de nível tão acentuada entre os atuais Amora e Seixal, o jogo foi de sentido único e nem teve grande história. Mas o espectáculo nas bancadas, o apoio às duas equipas e as bicadas entre adeptos - os do Amora em acentuada maioria, mas havia um grupo bem identificado de adeptos seixalenses - deram cor ao espectáculo naquele dia marcante para a Margem Sul.

 

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O Amora bateu, sem surpresas, o Seixal

 

O final do jogo foi celebrado com fogo de artifício e um espectáculo da Sociedade Filarmónica Operária Amorense, que interpretou a Marcha da Amora acompanhada pelos milhares de adeptos, que cantaram a letra a plenos pulmões.

A data 05 de Julho de 2025 poderia não ficar na memória - convenhamos, quantas pessoas sabem de memória a data em que foi inaugurado o estádio dos seus clubes? - mas o significado daquele dia perduraria por décadas. Era o nascimento da nova casa do Amora Futebol Clube e a revitalização de uma zona da cidade que há décadas definhava à margem do seu centro urbano.

A Medideira é o coração pulsante do Amora Futebol Clube. Fez parte de toda a sua centenária história. Foi ali que gerações de amorenses batalharam pelo futuro do clube e da cidade. É um local com história e memória.

Hoje, revitalizado e modernizado, é o centro de um Amora rejuvenescido, moderno e ambicioso, desejoso de conquistar grandes feitos na sua nova casa.

 

Editado por Black Hawk

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Que belo estádio, mais que merecido ter um estádio a altura do Amora e nada melhor que enxovalhar um rival na estreia do mesmo. 

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Que coisa "mai" linda a nova Medideira. Nada como ver gerações diferentes a disfrutar de um Sábado no futebol, sem confusões absurdas de chamados "adeptos", mas que não passam de rufias.

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Citação de Banks29, há 8 horas:

Que belo estádio, mais que merecido ter um estádio a altura do Amora e nada melhor que enxovalhar um rival na estreia do mesmo. 

 

Citação de cadete, há 7 horas:

Que coisa "mai" linda a nova Medideira. Nada como ver gerações diferentes a disfrutar de um Sábado no futebol, sem confusões absurdas de chamados "adeptos", mas que não passam de rufias.

Obrigado, malta.

Fica lindo, não fica?

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As imagens do estádio ficaram muito loucas, como as fizeste?

Gostei da ideia de enfrentares o Seixal, embora com o Setubal talvez tivesse sido um jogo mais interessante. A titulo de curiosidade, onde anda o meu Estrela?

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Citação de Lavrador, há 35 minutos:

As imagens do estádio ficaram muito loucas, como as fizeste?

Gostei da ideia de enfrentares o Seixal, embora com o Setubal talvez tivesse sido um jogo mais interessante. A titulo de curiosidade, onde anda o meu Estrela?

Por acaso não foram feitas por mim. Isto foi um projecto lançado há uns tempos, circulou pelas redes sociais e notícias. Gostei e fui à procura para incluir na história.

Ficaria brutal se avançasse na realidade, mas é como tudo: fazer projectos é fácil, avançar com eles é que... O Estádio é da Câmara, imagino que não esteja no topo das prioridades da Autarquia avançar com a requalificação da Medideira. Ainda para mais gastaram uma pipa de massa a arranjar o Complexo Carla Sacramento onde o Amora anda a jogar...

O Estrela está na Liga 3. Desceu da Segunda Liga na época 2023/24, em 2024/25 falhou a qualificação para a fase de apuramento, mas conseguiu a manutenção tranquilamente.

A Zona Sul está porreira para 2025/26, bons nomes.

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A Zona Norte, já agora, tem equipas como o Salgueiros, o Beira-Mar e o Chaves.

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Bateste o recorde de melhor classificação de sempre do Amora na 1ª Liga e foi por um triz que não chegaste ao oitavo lugar. Excelente trabalho levado a cabo, o que é excelente. Conseguiste também que o estádio fosse aumentado e melhorado e isso será imperial para que o clube possa continuar a crescer e tornar-se cada vez mais uma certeza em termos de futebol nacional. O próximo passo creio que será o acesso às competições europeias, mas passo a passo, calmamente, hás de conseguir lá chegar.

Paralelamente, o campeonato teve emoção até ao fim nos quatro primeiros lugares. Todos os clubes foram muito perdulários e perderam imenso pontos, face ao que costuma ser apanágio. 

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Esse final de época fez-me lembrar umas das minhas épocas, onde na última jornada eu estava num dos jogos decisivos, penso que a terminar com o Braga campeão nesse ano! É triste ver os nomes que nos acompanharam desde o início a partirem, mas a verdade é que a exigência é outra e muitos jogadores já não têm estaleca para estes voos. Por outro lado é bonito recordar e fazer essa despedida a homens que tiveram uma importância tremenda na história!

A manutenção já tinha sido assegurada mas o Zarco não estava para brincadeiras e queria mais! No final de contas, e após as dificuldades iniciais, conseguiste realizar uma temporada muito interessante e mostra potencial para que no próximo ano, com melhores "artistas" a equipa possa chegar a lugares europeus!

Já falaste algumas vezes e voltas a referir alguns jogadores de quem se esperava muito e não "convenceram", e acredito que esse foi um dos meus erros no save. Continuar a acreditar em jogadores que pareciam ter bons atributos e como tal, iam explodir a qualquer momento! Mas não passavam daquilo. Já há muitos anos que não pegava num FM e estranhei um pouco a entrada no mobile. Acho de extrema importância ter muita atenção ao que o motor de jogo nos apresenta e perceber muito bem o que cada função de jogador pode trazer ao jogo, de acordo com a mentalidade da equipa. E o teu save tem sido uma grande ajuda nesse sentido!

Muito bonito também este capítulo que introduziste em relação ao estádio! A nível de estrelas como estão as instalações do clube atualmente?

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Citação de Martini Branco, Em 02/06/2022 at 16:31:

Bateste o recorde de melhor classificação de sempre do Amora na 1ª Liga e foi por um triz que não chegaste ao oitavo lugar. Excelente trabalho levado a cabo, o que é excelente. Conseguiste também que o estádio fosse aumentado e melhorado e isso será imperial para que o clube possa continuar a crescer e tornar-se cada vez mais uma certeza em termos de futebol nacional. O próximo passo creio que será o acesso às competições europeias, mas passo a passo, calmamente, hás de conseguir lá chegar.

Paralelamente, o campeonato teve emoção até ao fim nos quatro primeiros lugares. Todos os clubes foram muito perdulários e perderam imenso pontos, face ao que costuma ser apanágio. 

Se não chegar lá esta época ficarei desiludido. É o próximo passo que pretendo dar.

Citação de Kluivert, há 11 horas:

Esse final de época fez-me lembrar umas das minhas épocas, onde na última jornada eu estava num dos jogos decisivos, penso que a terminar com o Braga campeão nesse ano! É triste ver os nomes que nos acompanharam desde o início a partirem, mas a verdade é que a exigência é outra e muitos jogadores já não têm estaleca para estes voos. Por outro lado é bonito recordar e fazer essa despedida a homens que tiveram uma importância tremenda na história!

A manutenção já tinha sido assegurada mas o Zarco não estava para brincadeiras e queria mais! No final de contas, e após as dificuldades iniciais, conseguiste realizar uma temporada muito interessante e mostra potencial para que no próximo ano, com melhores "artistas" a equipa possa chegar a lugares europeus!

Já falaste algumas vezes e voltas a referir alguns jogadores de quem se esperava muito e não "convenceram", e acredito que esse foi um dos meus erros no save. Continuar a acreditar em jogadores que pareciam ter bons atributos e como tal, iam explodir a qualquer momento! Mas não passavam daquilo. Já há muitos anos que não pegava num FM e estranhei um pouco a entrada no mobile. Acho de extrema importância ter muita atenção ao que o motor de jogo nos apresenta e perceber muito bem o que cada função de jogador pode trazer ao jogo, de acordo com a mentalidade da equipa. E o teu save tem sido uma grande ajuda nesse sentido!

Muito bonito também este capítulo que introduziste em relação ao estádio! A nível de estrelas como estão as instalações do clube atualmente?

É triste, não é? São jogadores que fazem parte desta história e do save em si há mais de quatro meses, um gajo apega-se-lhes. Mas o que tem de ser...

Opa, o motor de jogo no Mobile é chave. Não temos as ferramentas de análise que há na versão full, se não estivermos com atenção ao que fazem as caricas em campo e só formos pelas classificações médias bem que apanhamos algumas surpresas.

No meu caso, há dois jogadores que me desiludiram: os que referi, Armando Cristóvão e Abas Djaló. Têm bons atributos, mas no motor de jogo nota-se que não dão. Progridem a passo com a bola, hesitam, não rematam quando têm chance para isso, não tentam passes inesperados. Nota-se bem quando há qualquer coisa que não funciona.

Do Martim Watts já falei muito, mas o Jéferson, por exemplo, mesmo quando não marcava nem assistia via coisas nele. Uma vez passa pelo meio de dois adversários junto à linha e de repente manda uma charutada para o outro lado do campo onde estava o Capixaba sozinho, um passe de alguns 40 metros sob pressão dos adversários. Nem eu tinha reparado no Capixaba do outro lado do campo. Fiquei maravilhado. São pequenas coisas que às vezes dão uma percepção completamente diferente do que dizem as estatísticas.

Das instalações, é spoiler mas não é grave, as de treino subiram para 4 estrelas (o suficiente para o Isaac Monteiro se calar com a conversa de sair para um clube onde possa evoluir), as de formação continuam em 3,5. A direcção só aceitou o meu pedido para as de treino e a expansão do estádio. Não os censuro, foi um bom investimento para fazer de uma só vez. Lá mais para a frente tento novamente pedinchar mais meia estrela na formação.

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