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Black Hawk

[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

Publicações recomendadas

Devagar devagarinho é que se vai ao longe, os grandes tirando o Sporting já foram por isso agora é que entras na fase do teu campeonato.

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Começar obviamente pelo princípio: os clubes de Viana do Castelo andam sempre no sobe e desce nos nacionais. Não tem arcaboiço para se aguentarem, infelizmente. Este ano (até o Limianos, da célebre vila de Ponte de Lima) corre o risco de vir parar aos distritais. Está aliás mais perto disso, do que outra coisa... é o que é!

Quanto ao "nosso" Amora... excelentes melhorias em termos de infraestruturas para a nova realidade de Primeira Liga que o clube viverá. Houve uma manutenção da maior parte dos jogadores que tem sido úteis, para que haja estabilidade, de modo a que possas ter os argumentos necessários para sobreviver a este elite do futebol nacional. Fico também muito contente por ver a parceria estabelecida com o União de Santarém. 

Setúbal e Chaves já dançaram nas eliminatórias da Taça da Liga e agora terás Académica e Sporting pela frente. O que vier, será bem vindo! Creio eu... Na Primeira Liga, entraste muito bem e já defrontaste Braga, Benfica e Porto (com os quais arrecadaste um excelente empate a duas bolas). Parece-me que vais conseguir manter-te com relativa facilidade e que os astros se vão alinhar para que tal possa acontecer 😉 

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Que coisa linda mesmo esse vídeo. Início muito forte e acredito na manutenção, e até mesmo uma época tranquila. O empate contra o Porto é super animador.

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@Black Hawk Estou de volta companheiro, e desta vez a sério. Ainda só fui até à página 9, por isso ainda falta comentar alguns capítulos penso eu.

 

Época 2022/2023

Spoiler

 

Final de loucos, com uma 2ª volta incrível ainda fez a malta sonhar com o PO. As últimas jornadas demonstraram que a rapaziada ainda não tinha arcaboiço para tal, mas terminar a época com uma vitória frente ao Sporting B aos 92m é sempre positivo e coroou da melhor forma este regresso à II liga. Salientar que foste a melhor defesa do campeonato, muito bom tendo em conta o lançamento de vários jogadores jovens. O Papou Mendes é máquina, um pilar no meio-campo. Gabriel Capixaba foi o destaque da equipa, ele é a estrela da companhia, sendo que o João Carvalho apresenta uma regularidade fenomenal. O Flávio Silva foi o melhor marcador da equipa com 9 golos, mas confesso que esperava mais dele esta época. Leiria de regresso à II Liga, bem fixe ver equipas de centro regressarem ao futebol de alto gabarito.

 

 

 

Época 2023/2024

Spoiler

 

Enorme venda do João Carvalho! 1M é dinheiro a ter em conta, sendo que ficas ainda com 25% futura transferência bem nice. Regresso do capitão Joca, momento bonito com o pequeno Pippin a ficar em êxtase! Odailson, Dino Leão e Jefferson Araújo foram os que mais me saltaram à vista da nova fornada.

Plantel da Belenenses Sad com Mangala, Cláudio Ramos e Gonçalo Paciência metia respeito, mas a vitória do Amora no Jamor mostrou que por vezes os pequenos tombam os gigantes e fizeste uma exibição brutal com Capixaba a “molhar o biscoito!”

Raphinha no Tondela, brutal eheh. Eliminatória fantástica, a equipa fez das tripas coração e eliminou com grande pinta a equipa da primeira liga. Pode-se sempre dizer que o Raphinha poderia ter feito a diferença, mas os “ses” ficam para depois porque é tempo de festejar. O puto Brandão a ser o herói do dia, quem diria que seria ele a qualificar a equipa na ausência do Flávio Silva.

Senegal e Viseu a oferecerem cargos, mister a carreira está a evoluir bem depressa 😉 genial esta tua tirada do 1 de Abril, caí que nem um pato!!!!

Eliminatória contra o Rio Ave e novamente um feito do camandro até porque foi em Vila do Conde. Watts a entrar pelo Leleco e a ganhar espaço na equipa e a marcar num jogo desta dimensão é um marco na carreira. Por ganhar espaço, salientar o lançamento de vários sub 23, e o Odailson que referi no início da temporada também já ganhou espaço no lado direito. Por falar na equipa sub 23, resultados desastrosos até ao momento. Cheira-me a revolução para a próxima época.

Chega a eliminatória frente ao Vitória (capítulo XVIII – o quarto grande), que conta com o Origi, Otávio Alex Telles e Shaaraw com o NES a treinador. Isso é que foi investir! A derrota por 2 a 1 foi natural, mas com uma pontinha de sorte o prolongamento tinha sido possível. Jogo emocionante, a forma como narraste estes 90 minutos colocaram-me “dentro do estádio”, fantástico. É de memórias como estas que a malta guarda, a escrita é a alma de um save como diria o enorme Kewl  “. Fica a enorme campanha feita na taça.

Ora bem, escrevi até aqui desta forma, mas vou tentar por capítulos que é mais fácil para ti.

 

 

 

 

Capítulo XIX – O centésimo jogo

A história de Frodo com Bilbo Himura no restaurante está engraçada, um ultimato feito com pinta ehehe.

100 jogos como treinador do Amora, enorme feito por Frodo onde o projeto decorre de forma excelente e como planeado naquele jantar bem regado e fumo à mistura (ah e faturou nessa noite, fácil!). Esse marco foi coroado com uma vitória frente ao Casa Pia, essencial depois de um mês de Janeiro complicado só com uma vitória. Loucura na luta pelo 2º lugar, onde a diferença para o 6º era de 4 pontos. Já se sabe que esta Liga II é dura e por norma surgem surpresas, portanto o lema “jogo a jogo” que o Amorim tanto gosta encaixa que nem uma luva. Já agora nota para a azia com o Arouca, curioso para ver se ainda apanhas os amarelos numa final qualquer 😅Esse Dabagh é bom? Pelo menos contra ti gosta de faturar. Por falar em goleador, o Flávio Silva acordou e deixo a versão Paulinho de fora. Assim é que é, a malta quer golos!

 

Capítulo XX – O capitão mareta

Antes de mais dizer que desconhecia este senhor Mário Pereira, conhecido como Mareta. História fantástica e que enriquece a nossa cultura futebolística, e eu que adoro malta que fez a carreira toda num clube. Ainda sou da geração dos românticos como Maldini, Totti, coisas que nós ainda valorizamos, mas que hoje em dia é secundário. Evolução dos tempos. "O Amora parece estar a reerguer-se para voltar a ser o que era no meu tempo, as pessoas da cidade estão outra vez a unir-se em torno do clube. Tenho 81 anos, tudo o que quero quando morrer é saber que o meu Amora, a quem dediquei grande parte da minha vida, fica cá e fica bem." -  Soltei uma lágrima no canto do olho, o futebol desperta emoções indescritíveis. Este momento bonito e que marcará os jogadores do Amora para sempre foi antes do jogo contra o Leixões, um histórico nacional, que marcaria igualmente o regresso ao 433 (adoro meu caro, estava na altura de deixares o 3-4-3). A vitória por 3 a 1 marcou o regresso à Primeira Liga 41 anos depois! Feito notável, num percurso com pequenos passos sendo um projeto marcado pela estabilidade e enfrentando cada jogo como uma final. O melhor em campo foi o Odailson, com 2 assistências e 1 golo (cereja no topo do bolo foi a convocatória para os sub 21, uma estrela em ascensão). Parece-me que pode vir aqui um novo João Cancelo, que máquina o puto. Os teus alas têm um peso enorme na manobra ofensiva, e agora com os avançados interiores a cortarem para dentro com o apoio dos médios interiores tem tudo para dar chocolate a nível ofensivo. Quero ver esse carrossel a funcionar. Série de jogos só com vitórias, embora algumas arrancadas a ferros. Capixaba e Joca rebentaram com tudo, e quando não apareceram (o brasileiro lesionado) os meninos disseram presente e marcaram como o Watts e Leo. Este último não parece ter grandes stats, mas gosta de “molhar o biscoito” em fases decisivas.

 

Capítulo XXI – O maior da Margem Sul

Bem ainda estou arrepiado com este relato da última jornada, e o autêntico carrossel de emoções. Posso já adiantar-te que foi o capítulo que mais gostei, que sentimento e mistura de sentimento, paixão, colaste por completo todos nós ao ecrã e imaginar que estávamos lá dentro  a vivenciar este enorme feito. Desde a magia da malta mais velha com rádios ao ouvido para ouvir o resultado em Chaves (saudades dos anos 90, onde passava tardes com o meu avô no quintal dele a ouvir os relatos da primeira e segunda divisão, era mágico. Que nostalgia!), passando pelo ambiente louco no estádio com a entrada do trio Joca, Flávio e Capixaba para os últimos 15 minutos. Pá isto parecia poesia, e para terminar em beleza só o livre de Leleco para carimbar o título de campeão e o respetivo final de carreira. Lindo!

Olhando para as estatísticas, o Capixaba é mesmo uma estrela que números estrondosos. Fiquei surpreendido por ser a melhor época do Flávio Silva com 17 golos, não contava. Talvez por o Leonardo Brandão ter molhado a sopa (10 golos é excelente para um jovem lançado às feras), tinha uma ideia contrária. O Joca não teve os números do Capixaba, mas nota-se que tem um peso enorme na equipa e é daqueles que vai ficar até terminar a carreira (penso eu 😎). Como já referi anteriormente os teus alas são máquinas e fulcrais na manobra ofensiva da equipa, os números não mentem. Curioso para ver até onde pode ir o Odailson, que está a queimar etapas de forma brutal sendo já internacional sub 21. Cheira-me que vai ser cobiçado.

Esse final de capítulo é digno de um youtuber ou influencer de FM ehehe

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Citação de six_strings, Em 24/04/2022 at 14:56:

Entrada em falso, mas també diga-se bastante exigente logo de início no campeonato. Vai melhorar de certeza.

PEACE

Tem de melhorar, acredito que os meninos vão ganhar estaleca ao longo da temporada. Tenho uma equipa muito jovem, vão evoluir.

Citação de Banks29, Em 24/04/2022 at 22:02:

Devagar devagarinho é que se vai ao longe, os grandes tirando o Sporting já foram por isso agora é que entras na fase do teu campeonato.

Oh, não concordo, são todos os jogos para ganhar, pah (palavra de Frodo Zarco!). Mas sim, teoricamente deve ser mais fácil somar pontos contra as equipas que defrontaremos agora.

Citação de Martini Branco, há 12 horas:

Começar obviamente pelo princípio: os clubes de Viana do Castelo andam sempre no sobe e desce nos nacionais. Não tem arcaboiço para se aguentarem, infelizmente. Este ano (até o Limianos, da célebre vila de Ponte de Lima) corre o risco de vir parar aos distritais. Está aliás mais perto disso, do que outra coisa... é o que é!

Quanto ao "nosso" Amora... excelentes melhorias em termos de infraestruturas para a nova realidade de Primeira Liga que o clube viverá. Houve uma manutenção da maior parte dos jogadores que tem sido úteis, para que haja estabilidade, de modo a que possas ter os argumentos necessários para sobreviver a este elite do futebol nacional. Fico também muito contente por ver a parceria estabelecida com o União de Santarém. 

Setúbal e Chaves já dançaram nas eliminatórias da Taça da Liga e agora terás Académica e Sporting pela frente. O que vier, será bem vindo! Creio eu... Na Primeira Liga, entraste muito bem e já defrontaste Braga, Benfica e Porto (com os quais arrecadaste um excelente empate a duas bolas). Parece-me que vais conseguir manter-te com relativa facilidade e que os astros se vão alinhar para que tal possa acontecer 😉 

Não estou nem próximo do teu feito. Não faço ideia de como o conseguiste, mas por aqui se tiver uma primeira época tranquila a meio da tabela já fico super satisfeito!

Citação de cadete, há 5 horas:

Que coisa linda mesmo esse vídeo. Início muito forte e acredito na manutenção, e até mesmo uma época tranquila. O empate contra o Porto é super animador.

Viste o vídeo? Pah, a mim dá-me arrepios. Bancadas cheias, bandeiras, o ambiente. Comparar isto com a atual Medideira até parte o coração.

Grazie! Já fiz mais uns jogos, tentarei em breve escrevinhar qualquer coisa sobre isso.

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Que inicio fantastico. Quando vi o video do Youtube pensei que ias repetir o resultado de 1983 mas o empate a 2-2 nao deixa de ser um resultado espectacular. O Benfica ainda encostate as cordas mas era dificil fazer melhor e de empate a empate estas por agora bastante confortavel.

Resta perceber se foi apenas tusa de inicio ou se este é o Amora da epoca inteira.

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O jovem pupilo só se enganou numa coisa: as verdadeiras magicarpas estão sempre nas bancadas, como deu para ver contra o Benfica. Esquecem-se é que a evolução é muito fraquinha e às vezes leva quatro vezes mais dano...

... que infelizmente não levou porque ainda se nota a diferença de qualidade individual, mas hey, se avaliarmos por futebol jogado pode dizer-se que é verdade... certo? 

Ainda assim, sete pontinhos numa fase que envolve três das quatro equipas mais fortes do campeonato... vou já deixar a aposta mordaz que acredito em futebol europeu no fim da época.

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Citação de Diogo_CFB, há 3 horas:

Já movi o post do @Fajo, @Black Hawk

Obrigado, craque. Já alguém te disse hoje que és o maior?

Citação de Fajo, há 15 horas:

@Black Hawk Estou de volta companheiro, e desta vez a sério. Ainda só fui até à página 9, por isso ainda falta comentar alguns capítulos penso eu.

 

Época 2022/2023

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Final de loucos, com uma 2ª volta incrível ainda fez a malta sonhar com o PO. As últimas jornadas demonstraram que a rapaziada ainda não tinha arcaboiço para tal, mas terminar a época com uma vitória frente ao Sporting B aos 92m é sempre positivo e coroou da melhor forma este regresso à II liga. Salientar que foste a melhor defesa do campeonato, muito bom tendo em conta o lançamento de vários jogadores jovens. O Papou Mendes é máquina, um pilar no meio-campo. Gabriel Capixaba foi o destaque da equipa, ele é a estrela da companhia, sendo que o João Carvalho apresenta uma regularidade fenomenal. O Flávio Silva foi o melhor marcador da equipa com 9 golos, mas confesso que esperava mais dele esta época. Leiria de regresso à II Liga, bem fixe ver equipas de centro regressarem ao futebol de alto gabarito.

 

 

 

Época 2023/2024

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Enorme venda do João Carvalho! 1M é dinheiro a ter em conta, sendo que ficas ainda com 25% futura transferência bem nice. Regresso do capitão Joca, momento bonito com o pequeno Pippin a ficar em êxtase! Odailson, Dino Leão e Jefferson Araújo foram os que mais me saltaram à vista da nova fornada.

Plantel da Belenenses Sad com Mangala, Cláudio Ramos e Gonçalo Paciência metia respeito, mas a vitória do Amora no Jamor mostrou que por vezes os pequenos tombam os gigantes e fizeste uma exibição brutal com Capixaba a “molhar o biscoito!”

Raphinha no Tondela, brutal eheh. Eliminatória fantástica, a equipa fez das tripas coração e eliminou com grande pinta a equipa da primeira liga. Pode-se sempre dizer que o Raphinha poderia ter feito a diferença, mas os “ses” ficam para depois porque é tempo de festejar. O puto Brandão a ser o herói do dia, quem diria que seria ele a qualificar a equipa na ausência do Flávio Silva.

Senegal e Viseu a oferecerem cargos, mister a carreira está a evoluir bem depressa 😉 genial esta tua tirada do 1 de Abril, caí que nem um pato!!!!

Eliminatória contra o Rio Ave e novamente um feito do camandro até porque foi em Vila do Conde. Watts a entrar pelo Leleco e a ganhar espaço na equipa e a marcar num jogo desta dimensão é um marco na carreira. Por ganhar espaço, salientar o lançamento de vários sub 23, e o Odailson que referi no início da temporada também já ganhou espaço no lado direito. Por falar na equipa sub 23, resultados desastrosos até ao momento. Cheira-me a revolução para a próxima época.

Chega a eliminatória frente ao Vitória (capítulo XVIII – o quarto grande), que conta com o Origi, Otávio Alex Telles e Shaaraw com o NES a treinador. Isso é que foi investir! A derrota por 2 a 1 foi natural, mas com uma pontinha de sorte o prolongamento tinha sido possível. Jogo emocionante, a forma como narraste estes 90 minutos colocaram-me “dentro do estádio”, fantástico. É de memórias como estas que a malta guarda, a escrita é a alma de um save como diria o enorme Kewl  “. Fica a enorme campanha feita na taça.

Ora bem, escrevi até aqui desta forma, mas vou tentar por capítulos que é mais fácil para ti.

 

 

 

 

Capítulo XIX – O centésimo jogo

A história de Frodo com Bilbo Himura no restaurante está engraçada, um ultimato feito com pinta ehehe.

100 jogos como treinador do Amora, enorme feito por Frodo onde o projeto decorre de forma excelente e como planeado naquele jantar bem regado e fumo à mistura (ah e faturou nessa noite, fácil!). Esse marco foi coroado com uma vitória frente ao Casa Pia, essencial depois de um mês de Janeiro complicado só com uma vitória. Loucura na luta pelo 2º lugar, onde a diferença para o 6º era de 4 pontos. Já se sabe que esta Liga II é dura e por norma surgem surpresas, portanto o lema “jogo a jogo” que o Amorim tanto gosta encaixa que nem uma luva. Já agora nota para a azia com o Arouca, curioso para ver se ainda apanhas os amarelos numa final qualquer 😅Esse Dabagh é bom? Pelo menos contra ti gosta de faturar. Por falar em goleador, o Flávio Silva acordou e deixo a versão Paulinho de fora. Assim é que é, a malta quer golos!

 

Capítulo XX – O capitão mareta

Antes de mais dizer que desconhecia este senhor Mário Pereira, conhecido como Mareta. História fantástica e que enriquece a nossa cultura futebolística, e eu que adoro malta que fez a carreira toda num clube. Ainda sou da geração dos românticos como Maldini, Totti, coisas que nós ainda valorizamos, mas que hoje em dia é secundário. Evolução dos tempos. "O Amora parece estar a reerguer-se para voltar a ser o que era no meu tempo, as pessoas da cidade estão outra vez a unir-se em torno do clube. Tenho 81 anos, tudo o que quero quando morrer é saber que o meu Amora, a quem dediquei grande parte da minha vida, fica cá e fica bem." -  Soltei uma lágrima no canto do olho, o futebol desperta emoções indescritíveis. Este momento bonito e que marcará os jogadores do Amora para sempre foi antes do jogo contra o Leixões, um histórico nacional, que marcaria igualmente o regresso ao 433 (adoro meu caro, estava na altura de deixares o 3-4-3). A vitória por 3 a 1 marcou o regresso à Primeira Liga 41 anos depois! Feito notável, num percurso com pequenos passos sendo um projeto marcado pela estabilidade e enfrentando cada jogo como uma final. O melhor em campo foi o Odailson, com 2 assistências e 1 golo (cereja no topo do bolo foi a convocatória para os sub 21, uma estrela em ascensão). Parece-me que pode vir aqui um novo João Cancelo, que máquina o puto. Os teus alas têm um peso enorme na manobra ofensiva, e agora com os avançados interiores a cortarem para dentro com o apoio dos médios interiores tem tudo para dar chocolate a nível ofensivo. Quero ver esse carrossel a funcionar. Série de jogos só com vitórias, embora algumas arrancadas a ferros. Capixaba e Joca rebentaram com tudo, e quando não apareceram (o brasileiro lesionado) os meninos disseram presente e marcaram como o Watts e Leo. Este último não parece ter grandes stats, mas gosta de “molhar o biscoito” em fases decisivas.

 

Capítulo XXI – O maior da Margem Sul

Bem ainda estou arrepiado com este relato da última jornada, e o autêntico carrossel de emoções. Posso já adiantar-te que foi o capítulo que mais gostei, que sentimento e mistura de sentimento, paixão, colaste por completo todos nós ao ecrã e imaginar que estávamos lá dentro  a vivenciar este enorme feito. Desde a magia da malta mais velha com rádios ao ouvido para ouvir o resultado em Chaves (saudades dos anos 90, onde passava tardes com o meu avô no quintal dele a ouvir os relatos da primeira e segunda divisão, era mágico. Que nostalgia!), passando pelo ambiente louco no estádio com a entrada do trio Joca, Flávio e Capixaba para os últimos 15 minutos. Pá isto parecia poesia, e para terminar em beleza só o livre de Leleco para carimbar o título de campeão e o respetivo final de carreira. Lindo!

Olhando para as estatísticas, o Capixaba é mesmo uma estrela que números estrondosos. Fiquei surpreendido por ser a melhor época do Flávio Silva com 17 golos, não contava. Talvez por o Leonardo Brandão ter molhado a sopa (10 golos é excelente para um jovem lançado às feras), tinha uma ideia contrária. O Joca não teve os números do Capixaba, mas nota-se que tem um peso enorme na equipa e é daqueles que vai ficar até terminar a carreira (penso eu 😎). Como já referi anteriormente os teus alas são máquinas e fulcrais na manobra ofensiva da equipa, os números não mentem. Curioso para ver até onde pode ir o Odailson, que está a queimar etapas de forma brutal sendo já internacional sub 21. Cheira-me que vai ser cobiçado.

Esse final de capítulo é digno de um youtuber ou influencer de FM ehehe

Ora, disseste a certo ponto que ficaste arrepiado; arrepiado fiquei eu com o teu post.

Não escrevo para receber posts ou e-creditos, escrevo porque gosto e me vou divertindo, mas tenho de confessar que é damn good receber feedback de malta que se diverte a ler o que escrevo. Isto ainda requer alguma dedicação e tempo, claro que sabe bem receber feedback.

Obrigado, grande fajost (e juro que quando tento escrever "gajo" ainda me aparece "fajost" no autocorrect ahah).

Indo por partes:

- foste estando correcto em todos os pontos em que tocaste no que respeita aos jogadores. Os que mencionaste têm sido fulcrais na evolução na equipa, os meninos que referiste são de facto os que estão mais próximos de serem as nossas estrelas de amanhã.

- eu sei, porque já tinhas dito antes, que gostavas do Flávio Silva, mas a primeira época dele na Segunda Liga foi fraquita. Não foi só ele, foi de todos. Dores de crescimento, a equipa teve de crescer depressa do patamar Liga 3 para o patamar Segunda Liga. O Flávio no motor de jogo ainda era pior, e isso não consegui transmitir em condições na história: a quantidade de vezes que surgiu isolado e ou mandava à figura, ou atirava para a Baía do Seixal...

Na segunda época de Segunda Liga apanhou outro ritmo e desatou a marcar, mas infelizmente parece ter propensão a lesões, já teve lesões prolongadas na primeira época (até foi retratado no capítulo dele logo no início do save), na segunda e neste terceira também. Agredeceu o Leonardo Brandão. Falando dele...

- o menino Léo está em modo máquina. Ele tem alguns atributos baixos (passe e trabalho de equipa por exemplo), mas parece ter ali uma combinação de atributos que criam uma sinergia porreira e estou a conseguir retirar o máximo das características dele. Salvo qualquer lesão, vai ter números monstruosos.

- gosto de ver que apanhei o pessoal de surpresa a 01 Abril, era esse o objectivo ahah

- sobre a imersão, as descrições e assim, isto é de memória. Tal como tu, lembro-me de ir ao estádio (Medideira e Alvalade, o velhinho principalmente) e haver malta de rádio no ouvido ou a ouvir o relato do jogo que estavam a ver. Isto marcou-me tanto, nem dá para explicar. Não quis deixar de trazer essa memória para a história, é daquelas coisas que marcaram muitos de nós. Isso e o ambiente, o sentimento de pertença de sofrermos em conjunto com desconhecidos, uma espécie de irmandade que se cria cujo ponto em comum é o amor por um clube. Tinha de tentar transmitir isto.

- o Mareta deu uma entrevista há uns cinco ou seis anos a um canal do Amora e disse muitas das coisas que postei no capítulo, inclusivé aquilo que citaste. Alterei um pouco para ficar mais polido em texto, mas a essência foi essa. Até me apertou o coração quando ele diz "só quero poder morrer em paz sabendo que o Amora fica bem". Que lenda.

Andei vinte capítulos à espera do momento certo para o introduzir na história, confesso. Foi ali que vi a oportunidade.

- ora, sobre os meninos e sem querer entrar em grandes spoilers... o Watts é tipo João Moutinho, o Dino Leão e o Jefferson (entre outros) subiram à equipa principal para a nova época (ainda não chegaste lá, mas isto não é grande spoiler) e vais gostar da nova vaga de reforços para os Sub23.

Para terminar, e como gostaste do Odailson... sem entrar em grandes spoilers, ele tem um problema: é inconstante na sua forma física. O rapaz faz dois jogos e fica exausto, não permite utilização regular, está a ser gerido com pinças. Pode ser de ser muito jovem, mas não está a ser fácil. Fora isso, tem potencial, mas terá de evoluir um pouco mais.

PS: já me esquecia do Dabbagh, não faço ideia, no outro dia vi-o na TV a jogar contra o Santa Clara e pareceu-me banal, mas neste FM está uma besta para o nível da Segunda Liga. Então a mim, carago, parece o Broly a ver o Goku. "Amora? AMOOORAAAAHHHHHHRGHHHH!".

Espero não voltar a apanhá-lo, preferia enfrentar o Mbappe do que a ele.

Entretanto, não leias as próximas respostas, vêm spoilers do que ainda não leste ihih

Citação de Burkina2008, há 14 horas:

Que inicio fantastico. Quando vi o video do Youtube pensei que ias repetir o resultado de 1983 mas o empate a 2-2 nao deixa de ser um resultado espectacular. O Benfica ainda encostate as cordas mas era dificil fazer melhor e de empate a empate estas por agora bastante confortavel.

Resta perceber se foi apenas tusa de inicio ou se este é o Amora da epoca inteira.

Espero que o Amora de época inteira seja mais regular. Andámos a saltitar entre jogos de domínio como contra o Santa Clara e até o Benfica (as estatísticas não enganam, tivemos mais em tudo menos no resultado), para jogos como contra o Braga e os dois empates a zero que fizemos pouquíssimo.

Pode ser efeito de ser equipa jovem e por isso faltar consistência na qualidade exibicional, mas espero melhorar ao longo do ano. Já a nível de resultados, foi melhor do que esperava e se terminassemos assim assinava já por baixo.

Editado por Black Hawk
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Citação de El Shafto, há 28 minutos:

O jovem pupilo só se enganou numa coisa: as verdadeiras magicarpas estão sempre nas bancadas, como deu para ver contra o Benfica. Esquecem-se é que a evolução é muito fraquinha e às vezes leva quatro vezes mais dano...

... que infelizmente não levou porque ainda se nota a diferença de qualidade individual, mas hey, se avaliarmos por futebol jogado pode dizer-se que é verdade... certo? 

Ainda assim, sete pontinhos numa fase que envolve três das quatro equipas mais fortes do campeonato... vou já deixar a aposta mordaz que acredito em futebol europeu no fim da época.

Certo 😁

Foi uma vitória moral. De nada mais nos serve do que alimentar o ego, mas o ego também precisa de ser alimentado, não é?

Estás mais confiante do que eu. Aliás, todos os que têm comentado estão mais confiantes do que eu, mas também pode ser o meu reconhecido pessimismo a falar... não, não é pessimismo, é realismo. Confundem-se facilmente, é o que é.

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Capítulo XXV - O mundo sabe que...

 

Subiram uma série interminável de lanços de escada até um espaço amplo onde o verde era a cor dominante. Nem outra coisa seria de esperar. Aquele estádio fora em tempos uma casa de muitas cores, facto que valera ao clube da casa comentários jocosos e analogias desagradáveis de apenas rivais, mas um esforço da Direcção em funções levou a uma uniformização cromática do recinto e o verde voltou a ser dominante.

Os adeptos atravessaram o espaço em passadas curtas. Estava quente e abafado, ali; embora amplo, não era assim tão espaçoso para uma procissão de cerca de mil pessoas. Estas cotovelavam-se mutuamente, sentindo-se como sardinhas em lata. Passo a passo, pé ante pé para evitar pisar quem seguia à frente, as pessoas atravessaram a espécie de túnel que os separava do sector destinado aos visitantes.

Uma brisa fresca acolheu-os prazenteiramente quando chegaram ao outro lado e muitos aproveitaram para inspirar ar puro e fresco com volúpia.

Só então olharam em volta para apreciar, em todo o seu esplendor, o recinto do Sporting Clube de Portugal.

 

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O Estádio de Alvalade seria o palco da 1a jornada da Fase de Grupos da Taça da Liga

 

"Uau!"

"Pensei que ficássemos longe do campo por causa do fosso!"

"Isto até se vê bem, parece que estamos junto ao relvado."

Os adeptos do Amora foram jorrando pelos acessos até à zona das bancadas. Faltava ainda uma boa meia hora para o início do jogo, pelo que o estádio ainda estava longe da boa casa que se perspectivava. Os poucos adeptos já presentes juntavam-se em pequenos aglomerados aqui e além, convivendo e tirando fotografias para mais tarde recordar.

A azáfama da entrada dos adeptos visitantes não lhes passou despercebida. Cabeças rodaram naquela direcção. E então algo inusitado aconteceu.

Aplausos.

Os adeptos do Sporting aplaudiram a chegada da claque de apoio do Amora. Primeiro timidamente, depois em força, os poucos que já marcavam presença no estádio prestavam homenagem aos seus adversários.

Os cerca de mil adeptos que tinham viajado da Margem Sul iam ocupando os seus lugares. Desfraldando bandeiras que logo agitaram vigorosamente, desenrolando cachecóis que ergueram bem alto e pegando nas baquetas dos tambores, não perderam tempo e retribuíram com entusiasmo, anunciando a sua chegada.

 

"A-mo-ra!"

Bum! Bum! Bum!

"A-mo-ra!"

Bum! Bum! Bum!

"A-mo-ra!"

Bum! Bum! Bum!

 

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Os sempre presentes Espírito Azul voltaram a acompanhar a equipa naquela curta, mas difícil, deslocação

 

Foi um momento captado pelas câmaras e que nos dias seguintes fez as delícias de anónimos nas redes sociais e de comentadores em programas de discussão futebolística.

Na sua centenária história, apenas por uma vez o Amora marcou presença na Primeira Divisão - durante três anos, entre 1980 e 1983. Regressava ao convívio dos grandes após uma ausência de quatro décadas. "É um clube simpático", diriam alguns com condescendência, embora não sem razão. É um daqueles clubes contra o qual ninguém alimenta rancores ou ódios de estimação - pelo contrário, é reconhecidamente um clube modesto; bairrista e orgulhoso, mas modesto, e por isso capaz de gerar empatia até junto dos adeptos de outras equipas.

O facto de ser da Margem Sul, por isso do outro lado do Tejo em relação a Lisboa, também criava um elo de ligação fácil de explicar. A Margem Sul é muitas vezes vista como um dos dormitórios de Lisboa - e com muita razão. Dos cinquenta mil habitantes da cidade de Amora, a maioria torce por um dos grandes, particularmente Sporting e Benfica, e indubitavelmente estariam em Alvalade muitos sportinguistas da Margem Sul e da Amora. Nem que fosse por questões de proximidade, o Amora era um clube querido para muitos dos sportinguistas presentes.

E convenhamos, quem não gosta de uma boa história de um pequeno clube que chega ao topo? Os adeptos do Sporting que aplaudiam os do Amora reconheciam o esforço, a dedicação e a devoção daqueles, num lema que é muito querido aos do Sporting - afinal, é o lema do clube de Alvalade -, numa pequena homenagem ao regresso do clube da Margem Sul aos grandes palcos

Os jogadores entraram para o aquecimento e foram brindados com aplausos, que retribuíram, algo admirados com a barulheira que vinha do sector dos visitantes, e saíram no final novamente debaixo de enorme manifestação de alegria. O ambiente da Medideira estava ali, em pleno covil do Leão.

Alvalade entretanto enchera e estavam já mais de trinta mil pessoas nas bancadas quando surgiram movimentações no túnel de acesso aos balneários. Adivinhava-se a entrada das equipas em campo. A ansiedade crescia entre a falange do Amora.

Os adeptos do Amora esperaram mais de vinte anos por aquele momento.

 

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No Sporting apenas se assinalavam as ausências das estrelas Matheus Nunes e Jovane; no Amora havia a registar a ausência do ainda lesionado António Silva e a habitual troca dos guarda-redes em jogos das Taças

 

"O Sporting nasceu um dia

Sob o signo do leão!

Nós aprendemos a amá-lo

E a trazê-lo no coração! "

 

A voz da saudosa Maria José Valério era projectada pelas instalações sonoras de Alvalade ao mesmo tempo que as equipas entravam em campo. Os adeptos do Amora faziam o seu melhor por se fazerem ouvir, mas eram abafados pelos mais de trinta e cinco mil sportinguistas que cantavam A Marcha do Sporting a plenos pulmões.

Surgiu uma janela de oportunidade após a música ter terminado e então sim, ouviu-se "Amora!" em Alvalade. Mas foi algo efémero. De súbito, uma nova música começou a soar e os adeptos da casa reagiram levantando cachecóis, criando um bonito efeito nas bancadas.

 

"O muuuuundo sabe queeeee...

P'lo teu amooooor...

Eu sou doente!"

 

Na bancada dos visitantes gerou-se um silêncio respeitoso. Aquele momento era marcante até para eles. O Amora não jogava na casa de um dos grandes há mais de vinte anos, desde que foram ao Estádio da Luz, do outro lado da Segunda Circular em relação a Alvalade, para disputar um jogo da Taça de Portugal - corria o ano 2000.

Estar ali e presenciar algo que só estavam habituados a ver pela televisão era um sonho tornado realidade. Era um momento marcante para eles e para o Amora. Foi o momento em que tiveram a confirmação que estavam de volta aos grandes palcos.

 

"E então fareeeeei...

O meu melhooooor!

Para te veeeer...

Sempre na frente!

E eu fareeeeei o que puder...

P'lo meu... Spooortiiiing!"

 

Arrepios e pele de galinha até entre os adeptos do Amora.

A bola já circulava pois o jogo começara ainda durante a entoação de "O mundo sabe que", e era o Amora quem a tinha. Quebrado o encanto que os tinha enfeitiçado, os amorenses rapidamente voltaram à carga. Pegaram nos tambores, agitaram as bandeiras e voltou a ouvir-se o nome da cidade e do clube da Margem Sul.

Os primeiros minutos de jogo não tiveram grandes motivos de referência. As equipas estudavam-se, desconfiadas das capacidades alheias. O Sporting procurava meter gelo no jogo e baixar o ritmo, mas o Amora aproveitava cada oportunidade para lançar rápidos ataques que levavam ao entusiasmo dos seus adeptos, mas que se revelavam inconsequentes.

Só por volta dos quinze minutos surgiram os primeiros lances de perigo. Domingos Duarte foi à área do Amora cabecear para enorme intervenção de David Grilo e, pouco depois, o goleador do Sporting, Tiago Tomás, surgiu solto na área e proporcionou nova grande intervenção ao guardião titular em jogos das Taças.

 

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Tiago Tomás, uma das estrelas do Sporting

 

Um dos adeptos mais dinâmicos dos Espírito Azul, da velha guarda que já fazia parte da claque nos tempos da ida à Luz em 2000, olhou em volta e não gostou do que viu.

"Malta, é assim, não estamos aqui para ver o jogo, estamos aqui para apoiar o Amora! 'Desde pequeno eu vou à bola', aos três, carai! Um! Dois! Três!"

 

"Desde pequeno eu vou à bola!

Largo tudo p'ra te ver!

Só quero que sues a camisola!

Sou do Amora até morrer!"

Bum! Bum! Bum!

 

Os jogadores pareceram sentir o toque e conquistaram um pontapé de canto. Gabriel Capixaba marcou-o e Juary, que substituia o ainda lesionado António Silva, surgiu a cabecear na pequena área. A bola seria indefensável se fosse à baliza, mas saiu ligeiramente ao lado.

"Ohhhhh!", ouviu-se no sector visitante onde pessoas levavam as mãos à cabeça e alguns davam pontapés nas cadeiras à sua frente.

A sorte também não estava do lado do Amora. A meio da primeira parte, um passe em profundidade foi disputado por Isaac Monteiro e Paulinho. Ambos saltaram à bola, nenhum a ganhou, mas na queda Isaac Monteiro ficou estendido,  agarrado ao seu joelho. Os adeptos silenciaram-se, preocupados, enquanto a equipa médica se precipitava junto dele e o assistia.

Até da bancada se viu o gesto que estes fizeram para o banco. Um gesto que todos reconheceram de imediato.

Acabara o jogo para a jovem promessa do Amora. Rony Fernandes entrou a frio no jogo, e de repente o Amora tinha os dois centrais titulares lesionados e jogava com a dupla habitualmente suplente - a mesma dupla que acompanhou o Amora desde a Liga 3.

 

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Isaac Monteiro torceu o joelho e teria lesão para três semanas

 

Os adeptos cantaram o seu nome enquanto o jogador foi levado de maca para fora do relvado.

A paragem quebrou o ritmo do jogo e este entrou num fase em que nada de especial acontecia em campo. O Sporting tentava explorar as costas dos centrais do Amora, embora sem grande sucesso por a linha defensiva dos azuis da Margem Sul estar bastante recuada no terreno. Em contrapartida, isso deixava uma vasta extensão de terreno a desbravar até à baliza do Sporting, pelo que o Amora também não conseguia criar lances de perigo.

E numa das poucas vezes que o Amora lá chegou, Leonardo Brandão foi prontamente derrubado por Eduardo Quaresma. Conquistava o Amora um livre frontal à entrada da meia lua e os adeptos levantavam-se, expectantes. Era a melhor oportunidade do Amora em toda a primeira parte.

Gabriel Capixaba pegou na bola e nem quis ouvir ninguém. Os adeptos viram de longe, pois o livre seria marcado na baliza do outro lado do campo, o brasileiro adornar a bola no relvado - alguns jurariam que ele até a beijou! -, recuar e olhar, concentrado, para a barreira e a baliza atrás dela.

Reagiu como que por impulso ao ouvir o apito do árbitro. Correu e desferiu um remate em arco para o poste mais distante.

Do outro lado do estádio, mil pessoas saltaram em uníssono quando as redes se agitaram com violência ao serem atingidas pela bola.

O Amora vencia em Alvalade.

 

 

 

 

Os jogadores do Amora celebravam em grupo junto a uma das bandeirolas de canto, sendo acompanhados por alguns elementos do banco de suplentes que até lá correram em êxtase.

"Êxtase" era também a melhor forma de descrever o estado de espírito na zona dos visitantes. Era uma massa de gente aos saltos, mãos, pernas e braços em todas as direcções. Alguém na primeira fila estava de joelhos e braços no ar com um cachecol tão esticado que parecia prestes a rasgar-se em duas metades iguais.

O árbitro apitou pouco depois para o intervalo e, enquanto os estupefactos adeptos leoninos olhavam apaticamente para a zona dos visitantes, estes festejavam como se tivessem conquistado um título.

Há que ter noção do que pequenos momentos como este significam para clubes da dimensão do Amora. Muitos dos adeptos ali presentes nunca tinham estado num estádio daquela dimensão. Viam o Sporting, actual campeão nacional, jogar em grandes palcos pela televisão, ali em Alvalade ou na Europa, e parecia algo de outro mundo. Eles estavam habituados a ver o seu Amora a jogar em divisões inferiores, em campos quase sem condições com assistências na ordem das dezenas ou centenas e em relvados que mais parecia terem sido arados antes do jogo.

Alguns elementos dos Espírito Azul recordavam-se de alguns momentos caricatos que viveram por amor ao Amora. Desde deslocações em autocaravanas alugadas que pareciam ir desmontar-se a qualquer momento até viagens em Fiats Unos com dez ocupantes encaixados uns por cima dos outros, a jogos em pé em estádios sem bancadas, casas de banho ou qualquer espécie de cobertura que os protegesse de aguaceiros que os atingissem, de tal forma que até as cuecas lhes ficavam encharcadas.

Estar ali, em Alvalade, num estádio moderno com as melhores condições que alguma vez tinham visto, perante uma equipa de um mundo que nunca pensaram estar ao alcance do Amora, e vencendo ao intervalo... era algo inexplicável. O peito parecia prestes a rebentar de orgulho a todos eles!

 

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Estatísticas do jogo ao intervalo

 

Infelizmente, o regozijo durou apenas o período de intervalo.

O Sporting voltou muito mais assertivo na segunda parte e carregou sobre o Amora - Ronald Koeman não deverá ter sido brando nas palavras que proferiu aos seus jogadores no intervalo. Menos de um minuto jogado e já o Sporting tinha conquistado dois pontapés de canto e, pouco depois, Juary foi obrigado a travar um ataque perigoso derrubando o recém-entrado João Morais - avançado da formação leonina que fazia a sua estreia - recebendo o respectivo cartão amarelo.

Só aos cinco minutos da segunda parte o Amora tentou meter a cabeça de fora e respirar. Papou Mendes lançou Joca pela esquerda, mas o capitão amorense viu Domingos Duarte antecipar-se-lhe e despachar a bola em frente. O lance foi tão repentino que apanhou Rony Fernandes distraído, não reagindo a tempo à oportunista desmarcação de João Morais nas suas costas.

Rony Fernandes é um centralão à antiga, alto e forte, que estava a dominar o jogo aéreo, mas pedir-lhe para correr atrás de miúdos de 20 anos com sangue na guelra já é demais. O miúdo apanhou-se na cara de David Grilo, que também terá sido apanhado de surpresa pelo repentino surgimento da bola na sua área e cobriu mal a sua baliza, não conseguindo evitar o empate.

 

 

 

 

Os jogadores sentiram o golo. Provavelmente nenhum deles conseguiria explicá-lo racionalmente, mas passou-lhes pela cabeça que naquele momento tinham mais a perder do que a ganhar.

No início do jogo, a responsabilidade estava totalmente do lado do Sporting. Era ao adversário, equipa grande e campeã nacional, que cabia ganhar; não ao Amora, de quem se esperava que perdesse. Os amorenses apresentaram-se sem essa pressão adicional e conseguiram chegar ao intervalo a vencer.

Se ao entrar em campo sentiam que nada tinham a perder, ao sofrerem o empate depois de estarem a ganhar perceberam que tinham efectivamente algo a perder. Algo que tinham conquistado na primeira parte com imenso esforço e que estava agora em risco: um resultado positivo em Alvalade.

A equipa recuou. O Sporting carregou. Os adeptos na bancada cantavam e apoiavam, mas também eles sustinham a respiração a cada nova vaga de ataque, encolhiam-se a cada oportunidade de remate, cerravam os dentes a cada cruzamento perigoso.

Viam Frodo Zarco correr na sua área técnica e frequentemente ir muito além dos seus limites para dar indicações, arrastando o quarto árbitro atrás de si que, coitado, já devia ter vontade de lhe bater.

Mas celebravam cada perda de bola do Sporting. Erguiam os braços a cada alívio dos defesas amorense para onde estavam virados. Respiravam fundo de cada vez que um lance de ataque leonino se perdia, inofensivo, pela linha de fundo.

E nessas ocasiões, quando reencontravam a sua respiração, voltavam à carga.

 

"A-mo-ra!"

Bum! Bum! Bum!

"A-mo-ra!"

Bum! Bum! Bum!

"A-mo-ra!"

Bum! Bum! Bum!"

 

O tempo ia passando, os adeptos do Sporting iam desesperando e os do Amora começavam a acreditar que era possível saírem vivos de Alvalade. Até porque, embora fosse o Sporting quem atacasse mais, a posse de bola era repartida e muito do jogo era disputado a meio-campo. A diferença residia na superior qualidade individual dos jogadores da casa, que encontravam espaços para sair do novelo do meio-campo e armar lances ofensivos, enquanto as iniciativas do Amora eram inconsequentes.

No entanto, os lances na zona central eram invariavelmente limpos por Martim Maia, o incansável médio defensivo amorense, obrigando o Sporting a abusar dos cruzamentos que Rony Fernandes resolvia de forma imperial, dominando o jogo aéreo. As melhores ocasiões acabaram por surgir de remates de longe, primeiro por Gabriel Capixaba aos 65 minutos, depois por Paulinho aos 75, ambos proporcionando impressionantes defesas aos guarda-redes adversários.

E assim o jogo chegou ao minuto 86.

A bola andava a ser maltratada há um bom minuto. Chutão para um lado, cabeceamento para o outro, no que parecia mais um jogo de voleibol do que futebol, até que Juary acertou um passe em profundidade. Gabriel Capixaba precipitou-se em velocidade com Ruben Vinagre nas suas costas, junto à linha lateral do lado direito do ataque do Amora.

O avançado brasileiro direccionou a bola para o interior com o lateral leonino logo ao seu lado, ambos agarrando-se mutuamente na tentativa de ganhar qualquer vantagem na disputa do lance. Ruben Vinagre caiu e Gabriel Capixaba ficou isolado.

"Vai! Vai! 'bora, carai!" Levantavam-se excitados os adeptos do Amora. Era a grande chance para vencerem a partida!

Gabriel olhou para a baliza e preparava-se para molhar o biscoito quando o árbitro apitou.

Olhou estupefacto para o árbitro. Falta?

Os adeptos do Amora insurgiram-se e, de repente, estava entornado o caldo em Alvalade. Jogadores do Amora e do Sporting envolveram-se perante o olhar perdido do árbitro. O ruído de fundo das bancadas era ensurdecedor, tanto dos adeptos do Sporting, como do Amora.

Que raio se estava a passar?

Gabriel Capixaba tentava explicar-se a adversários que o confrontavam. Colegas do Amora tentaram afastá-lo e alguns jogadores do Sporting rodearam o árbitro. Ruben Vinagre, esse, continuava prostrado no relvado e era assistido pela sua equipa médica.

Os acontecimentos precipitaram-se.

O árbitro afastou-se para ouvir algo pelo auricular, fez o gesto de VAR e correu na direcção dos ecrãs para analisar o lance. Um arrepio frio correu pela espinha dos adeptos do Amora quando o viram regressar na direcção de Gabriel Capixaba.

Meteu a mão ao bolso e retirou um cartão. Era vermelho. Gabriel Capixaba foi expulso por dar uma cotovelada no adversário. A primeira expulsão de um jogador do Amora em mais de ano e meio!

 

"Phoda-se! Carai! Estão a roubar-nos!

"Tinha de ser, não nos conseguiam ganhar de outra forma!"

"Os grandes são sempre ajudados, é sempre a mesma coisa!"

 

Se o lance teve algo de bom, foi que uniu todos. Adeptos, jogadores, equipa técnica, todos os amorenses sentiram o toque a reunir e cerraram fileiras. Os jogadores redobraram os seus esforços em campo. Os adeptos cantaram ainda mais alto.

Era hora de sobreviver.

O Sporting caiu com tudo nos últimos minutos, mas os bravos amorenses resistiam. Uma última iniciativa do Sporting viu um passe longo perder-se pela linha lateral. O cronómetro marcava 95 minutos e Tiago Louro, que entrou na segunda parte para o lugar do exausto Lucas Silva, não teve pressa de executar o lançamento.

Fê-lo quando o árbitro parecia estar a perder a paciência, mas talvez porque também quisesse acabar com aquilo - logo que Tiago Louro lançou a bola, terminou o jogo com dois sopros no seu apito.

"Yeaaaaahhhhhh!"

Foi o rugido que se ouviu do sector visitante enquanto os jogadores caíam no relvado.

Tinham sobrevivido.

O Amora saía de Alvalade com um empate.

 

 

O resultado garantia ao Amora a liderança provisória do grupo e deixava contas simples a fazer: só teriam de fazer melhor do que o Sporting na última jornada, na recepção à Académica. Qualquer que fosse o resultado do Sporting em Coimbra, o Amora só tinha de fazer igual ou melhor.

Os jogadores recuperaram o fôlego e dirigiram-se em grupo junto ao sector onde o milhar de amorenses celebrava o resultado.

Não era uma vitória. Não. Mas era um empate em Alvalade. Era a primeira vez que o Amora não perdia na casa de um dos grandes do futebol português, e se alguém achar que isso é feito de menosprezar, então não compreende o que é a luta das equipas mais modestas deste mundo que têm de se bater contra adversários com orçamentos dezenas de vezes superiores.

Alvalade esvaziou progressivamente até os adeptos do Amora estarem em maioria nas bancadas. Continuavam a cantar e alguns jogadores ainda por lá andavam. Alguns sentaram-se no relvado, assistindo ao espectáculo dos seus adeptos, num momento de comunhão. Frodo Zarco juntou-se-lhes, de sorriso largo na face.

Há um ano, o Amora andava a jogar contra o Sporting B. Naquela noite de Setembro de 2024, foram a Alvalade roubar um escandaloso empate ao campeão nacional.

O Amora continuava a crescer. Aquele empate fora conseguido com cinco meninos lançados por Frodo Zarco no onze inicial, aos quais se juntaram outros quatro que entraram durante o jogo.

O projecto estava em curso. Lentamente, passo a passo, mas em curso.

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Que jogo de altos e baixos, nervos à flôr da pele e que termina com um resultado fantástico. Apoio não faltou. A-mo-ra...bum bum bum.

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Foi um belo jogo onde conseguiste aguentar o Sporting o máximo possível e sais daí com um belo ponto.

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Aguenta coração!!! 

Jogo muito positivo e em que o espírito combativo deste Amora esteve sempre em popa... Consegues um ponto nesta difícil deslocação e agora estará em causa a passagem à próxima fase da competição 😉 Eu acredito!

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Citação de cadete, há 23 horas:

Que jogo de altos e baixos, nervos à flôr da pele e que termina com um resultado fantástico. Apoio não faltou. A-mo-ra...bum bum bum.

 

Citação de Banks29, há 23 horas:

Foi um belo jogo onde conseguiste aguentar o Sporting o máximo possível e sais daí com um belo ponto.

 

Citação de Martini Branco, há 16 horas:

Aguenta coração!!! 

Jogo muito positivo e em que o espírito combativo deste Amora esteve sempre em popa... Consegues um ponto nesta difícil deslocação e agora estará em causa a passagem à próxima fase da competição 😉 Eu acredito!

Obrigado, pessoal.

Foi difícil acompanhar o jogo, estava com o coração na boca nos minutos finais. Sair de Alvalade na disputa do primeiro lugar estava ali tão perto, mas ao mesmo tempo à distância de um golo sofrido de ficarmos de fora das contas...

Safámo-nos, é o que importa.

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Bom primeiro adorei a descrição da entrada em Alvalade até porque em 1983 o Amora jogou no velhinho estadio de Alvalade, para mim ainda muito mais mitico do que essa m*rda feita pelo Taveira (mas lá está eu sou velho...).

Depois gostei que na primeira parte equilibrasses o jogo e até ficasses na frente a nivel de resultado, com esse livre de Capixaba (quem mais, né?). Na segunda parte pelo relato e pelas estatisticas levaste uma tareia, mas aguentaste apenas sofrer um golo e sais com (mais) um merecido empate.

Vamos ver se tens ai alguma estrelinha na taça da liga!

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Citação de six_strings, há 6 horas:

O Mundo sabe que terás uma chance pequena de seguir em frente, mas é chance 😄

PEACE

E já é mais do que esperava ter quando saiu o sorteio do grupo 😁

Citação de Burkina2008, há 5 horas:

Bom primeiro adorei a descrição da entrada em Alvalade até porque em 1983 o Amora jogou no velhinho estadio de Alvalade, para mim ainda muito mais mitico do que essa m*rda feita pelo Taveira (mas lá está eu sou velho...).

Depois gostei que na primeira parte equilibrasses o jogo e até ficasses na frente a nivel de resultado, com esse livre de Capixaba (quem mais, né?). Na segunda parte pelo relato e pelas estatisticas levaste uma tareia, mas aguentaste apenas sofrer um golo e sais com (mais) um merecido empate.

Vamos ver se tens ai alguma estrelinha na taça da liga!

É verdade, esta seria, se fosse realidade, a primeira deslocação do Amora a Alvalade. E à Luz e ao Dragão também, diga-se. Daí que tenha dedicado algumas linhas a essa primeira experiência.

... estamos a ficar equipa dos empates, não estamos? LOL

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Época de estreia na Primeira Liga e acho que os adeptos do Amora podem estar muito satisfeitos com o que a equipa tem conseguido!

Ficou surpreendido com as prestações da equipa, pelo que é relatado, pelas estatísticas e pelos resultados conseguidos frente a Santa Clara, Braga e contra os grandes! Destes, o Benfica, normalmente é a equipa em que sinto mais dificuldades de contrariar!

Também já sentiste na pele a rotação da equipa e os dissabores que isso pode trazer. É uma realidade que temos que enfrentar e que pode demorar um pouco mais até ter um plantel com mais qualidade e homogéneo. Mas o Amora tem sido surpreendente porque tens feito muito, com pouco! Acho que preciso de umas dicas do Zarco 😅

Aquele minuto e meio de vídeo é delicioso!

Na Taça da Liga consegues um resultado muito positivo! O Sporting apertou boa segunda parte e foi preciso dar o peito as balas para agarrar o empate! Há hipóteses de seguir em frente, vão depender muito como dizes, do que os leões fizerem no segundo jogo!

O Luiz Felipe tem mostrado ser uma grande contratação para a baliza e na frente o menino Léo continua a mostrar-se! Vais conseguir segurar o Capixaba? 😅

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Citação de Kluivert, há 3 horas:

Época de estreia na Primeira Liga e acho que os adeptos do Amora podem estar muito satisfeitos com o que a equipa tem conseguido!

Ficou surpreendido com as prestações da equipa, pelo que é relatado, pelas estatísticas e pelos resultados conseguidos frente a Santa Clara, Braga e contra os grandes! Destes, o Benfica, normalmente é a equipa em que sinto mais dificuldades de contrariar!

Também já sentiste na pele a rotação da equipa e os dissabores que isso pode trazer. É uma realidade que temos que enfrentar e que pode demorar um pouco mais até ter um plantel com mais qualidade e homogéneo. Mas o Amora tem sido surpreendente porque tens feito muito, com pouco! Acho que preciso de umas dicas do Zarco 😅

Aquele minuto e meio de vídeo é delicioso!

Na Taça da Liga consegues um resultado muito positivo! O Sporting apertou boa segunda parte e foi preciso dar o peito as balas para agarrar o empate! Há hipóteses de seguir em frente, vão depender muito como dizes, do que os leões fizerem no segundo jogo!

O Luiz Felipe tem mostrado ser uma grande contratação para a baliza e na frente o menino Léo continua a mostrar-se! Vais conseguir segurar o Capixaba? 😅

Opa, estou a esfumar com a questão da rotação. Não sei se é de ser um plantel jovem, mas os jogadores ficam exaustos com frequência. Isso obriga-me a rodar a equipa, e aí o problema é que acho que sobreestimei os meus meninos. Alguns dos titulares, e em especial os recém-promovidos, não estão nem de perto ao nível de Primeira Liga. Talvez evoluam com o avançar da temporada, mas por agora, e avancei uma série de jogos entretanto, estão uns furos abaixo do que esperava.

Na próxima actualização explico isto melhor.

O Luiz Felipe é muito melhor do que esperava, tal como o António Silva e o Diogo Travassos. Foram três reforços certeiros. Pena que dois deles estejam a prazo.

O Capixaba... tenho um problema sério com ele. Não sei se já tinha referido, mas ao renovar no início da época para recompensar os jogadores cometi um erro com ele, ficou com nova cláusula de rescisão (passou de 2,5M para 7,5M) e não me lembrava disso. Na altura defini para 7,5M porque era para aí o dobro do valor de mercado, mas entretanto jogando na Primeira Liga valorizou (valorizaram quase todos) e já está avaliado bem acima disso.

Estou sempre à espera de ver surgir a notícia de alguém a cobrir a cláusula dele e nada poder fazer além de lhe desejar boa sorte para a carreira. E o raio do gajo não quer novo contrato porque renovou há pouco tempo.

Imagina o pânico... 😁

Editado por Black Hawk
Typo

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Capítulo XXVI - O Cavaleiro da Bola Redonda

 

"Papá, conta-me uma história..."

Frodo Zarco já se afastava da cama quando a voz da filha o imobilizou. Olhou para trás. A pequena estava de tal forma enrolada numa grossa camada de lençóis e cobertores felpudos que apenas a cabeça era visível. Observava-o com o olhar astucioso de quem sabia que ele não resistiria a tal pedido.

Encolheu os ombros e encaminhou-se para uma estante replecta de livros infantis.

"Não! Conta-me uma das 'tuas' histórias!"

"Pensei que não gostasses das minhas histórias", respondeu-lhe Frodo Zarco, provocando a filha. Obteve o que procurava.

"Gosto sim!"

"Então vá, chega-te para lá", pediu, sentando-se na beira da cama no espaço que a filha libertou, sentando-se e acomodando-se nas almofadas.

Frodo Zarco pensou por uns momentos, ordenando as ideias. Surgiu-lhe uma.

"Estás pronta?" A filha acenou vigorosamente com a cabeça, ansiosa. "Esta história passou-se num reino..."

"Eh! As histórias não começam assim!", protestou.

"Tens razão", riu-se o pai, "não começam assim. Então vamos lá."

Aclarou a voz. A filha estremeu com emoção.

"Era uma vez um jovem que queria ser cavaleiro. Não um cavaleiro qualquer; não, ele queria ser o maior cavaleiro de todos. Queria participar em torneios e derrotar os grandes cavaleiros de outros reinos que via pela televisão..."

"Não havia televisão nesses tempos!", protestou a filha, confiante dos seus conhecimentos de histórias de reis, princesas e cavaleiros.

"Mas neste havia televisões, telemóveis e computadores", contrapôs Frodo Zarco, piscando-lhe o olho, "e por isso o jovem que queria ser cavaleiro podia ver os torneios onde participavam os grandes cavaleiros do mundo. E ele queria ser como eles."

>> "Só que ele era demasiado jovem e pequeno. Os outros cavaleiros riam-se dele. 'Nem altura tens para montar a cavalo', diziam-lhe uns. 'Nem força tens para brandir uma lança', diziam-lhe outros. Mas ele não desistia e treinou. Treinou e treinou e treinou, e finalmente participou em torneios..."

"E ganhou?", interrompeu a pequena, curiosa.

"Não, ainda não era grande e forte o suficiente. Não comeu os brócolos da mamã!", recriminou-a amigavelmente Frodo Zarco, pressionando-lhe a ponta do nariz com o indicador. A filha fez um esgar de repugnância à menção de brócolos que lhe provocou um ataque de risos.

"Não tinha ainda força para ser tão forte como eles. Perdeu. Os cavaleiros do reino não o queriam na equipa. Tinha de treinar mais. Tinha de aprender."

>> "Ouviu dizer que num reino distante, um rei estava a convidar jovens que queriam ser cavaleiros como ele para treinarem e aprenderem. E ele foi."

 

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Leonardo Brandão à chegada à Medideira (print retirado do Capítulo VII - A revelação de Bilbo, quando foi introduzido na história)

 

"E esse rei era forte?"

"Era, grande e forte", respondeu Frodo Zarco, pensando em Bilbo Himura, "ele próprio tinha sido um grande cavaleiro quando era mais jovem, vencendo grandes torneios onde participavam os maiores de todos os cavaleiros!"

"Woooooow!", reagiu a pequena, admirada.

"E agora queria ensinar outros cavaleiros a serem tão bons quanto ele. Recebia-os bem e eles treinavam para aprenderem, e um dia poderem participar em grandes torneios."

>> "O pequeno cavaleiro treinou muito contra outros cavaleiros pequenos como ele. Como ainda não eram grandes cavaleiros, treinavam entre eles num campo mais pequeno, sempre sonhando com o dia em que pudessem treinar com os grandes."

>> "E um dia, o mestre-de-armas viu o potencial do jovem cavaleiro e chamou-o para treinar com os grandes."

 

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Leonardo Brandão impressionou nos seus primeiros meses na equipa Sub23 do Amora, marcando treze golos em treze jogos, sendo promovido à equipa principal em Janeiro de 2023 com apenas 19 anos (ver Capítulo XII - A guitarrada nostálgica)

 

"O que é um 'mes'... 'mester'..."

"Mestre-de-armas", corrigiu Frodo Zarco com um sorriso. "É o encarregado dos treinos dos jovens príncipes e cavaleiros."

"Oooh! E esse 'mester'... mestre das armas", corrigiu a filha com sucesso relativo, "era bom cavaleiro?"

"Bem...", hesitou Frodo Zarco, pois estava a pensar nele próprio. "Tinha sido um bom cavaleiro, mas não tão bom como o rei."

"Porque não o treinou o rei?"

"Porque o rei estava ocupado a fazer coisas de rei."

"Mas esse... mestre das armas... não parecia ser tão bom."

Frodo Zarco franziu o cenho. Era mais o que lhe faltava ouvir e logo da própria filha.

"Era bom o suficiente para treinar os jovens cavaleiros... ou pelo menos quer ele acreditar que sim", admitiu com franqueza.

"Seja como for, o cavaleiro treinou muito e aplicou-se, porque sabes, filhota, os heróis são pessoas como nós. Assim vezes também perdem, mas aprendem, esforçam-se e trabalham muito para voltar a triunfar. Por isso é que são heróis!", aproveitou Frodo Zarco para lhe transmitir alguma sabedoria. "O jovem cavaleiro começou a ser chamado para torneios... e um dia ganhou o seu primeiro combate!"

 

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Uma data que Leonardo Brandão nunca esquecerá: 11 Março 2023, estreando-se a titular e logo com dois golos na deslocação à Amadora (ver o mesmo Capítulo XII - A guitarrada nostálgica), número de golos com que terminou essa temporada de estreia com dez jogos disputados

 

"Deu duas estocadas no adversário e saiu debaixo de aplausos das pessoas e do próprio rei!", acrescentou Frodo Zarco com palpável entusiasmo na voz.

"E tornou-se então um grande cavaleiro?"

"Não! Oh, não... ainda era muito jovem e havia cavaleiros maiores do que ele. Começou a treinar com os grandes e ia a torneios, mas combatia pouco. Ia aprendendo com os maiores e percebendo como funcionavam as coisas e..."

"Papá...", interrompeu-o a filha.

"Sim?"

"Como se chamava a equipa de cavaleiros?"

"Ah?"

"A equipa de cavaleiros tinha de ter um nome, todas as histórias têm um!", insurgiu-se a pequena, com altivez. "Então, como se chamavam?"

"Eram... ahhh...", hesitou Frodo Zarco, dando volta à cabeça em busca de um nome apropriado. "Eram... os Cavaleiros da Bola Redonda!" Foi o que lhe saiu. A filha anuiu, aceitando o nome, para seu enorme alívio.

"Um dia, o cavaleiro principal aleijou-se num combate e ele foi chamado a substituí-lo (ver Capítulo XV - Gabriel, o capixaba, capítulo em que assumiu a titularidade por lesão de Flávio Silva no início da temporada 2023/24). Nesta altura, o jovem cavaleiro já era bem crescido e deu boa conta de si. Ganhou alguns combates, perdeu outros, mas já era tão importante quanto todos os outros".

 

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A 22 Outubro 2023, Leonardo Brandão marcou o golo decisivo no prolongamento contra o Tondela para a Taça de Portugal (ver Capítulo XVI - O próximo passo); nessa temporada 2023/24, um Leonardo Brandão com apenas 20 anos marcou 10 golos

 

"Um dia, os Cavaleiros da Bola Redonda foram convidados a disputar um grande torneio contra os maiores cavaleiros de outros reinos. Era o dia que o jovem cavaleiro sonhava. Ia finalmente lutar contra os cavaleiros que via na televisão!"

Desta vez, a filha não reagiu à menção da televisão. Talvez ainda se recordasse de ele lhe ter dito que naquele reino havia televisões... ou estaria ela já a dormitar?

"Ele tinha treinado muito para aquele momento. Quando os grandes cavaleiros lhe saíram à frente, ele ZAS!, TRAS!, PUM!", proferiu um animado Frodo Zarco, fazendo gestos no ar a simular estocadas de uma lança imaginária, "deu-lhes estocadas e surpreendeu toda a gente!"

 

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No início da nova (e actual) temporada, já na Primeira Liga, Leonardo Brandão estreou-se a marcar a um grande (ver Capítulo XXIV - O lago dos tubarões para este e as próximas duas imagens)...

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... mantendo a sua veia goleadora em Braga...

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... e na recepção ao Benfica

 

"Já era o maior cavaleiro?", questionou a pequena, a vozita já notoriamente ensonada.

"Ainda não. Ele continuava a treinar muito e a lutar com dedicação. E deu muitas estocadas! Deu dezassete estocadas em dezanove lutas!"

"E isso é muito?"

"É bastante, porque o reino dos Cavaleiros da Bola Redonda é pequeno e estavam a lutar contra os maiores cavaleiros! Nunca os cavaleiros do rei conseguiram chegar tão longe e nunca um cavaleiro, como ele, deu tantas estocadas."

>> "Mas havia uma coisa que lhe faltava. Fazer um... errr... 'hattrick'."

"Que é isso?", perguntou, remexendo-se na cama sem abrir os olhos.

"É dar três estocadas num só combate. Muitos cavaleiros sonham com o dia em que o fazem, mas muitos nunca o conseguem em toda a vida!

>> "O cavaleiro já estava crescido depois de comer muitos brócolos", acrescentou, sorrindo novamente perante o esgar desaprovador da filha, "e um dia, conseguiu!".

 

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Leonardo Brandão marcou o primeiro 'hattrick' da carreira em Leiria, num jogo a contar para os 16avos-de-Final da Taça de Portugal da época em curso

 

"Sabes, se não dessem um bom espectáculo, deixavam de poder lutar contra os melhores. As lutas eram difíceis e por vezes só conseguiam empatar, mas davam sempre o seu melhor para deixar o rei orgulhoso. E ele estava orgulhoso. Oh!, se estava."

 

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Embora sendo inegáveis as dificuldades sentidas contra equipas com outra estaleca competitiva...

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... o Amora dava o seu melhor nesta fase para amealhar o máximo de pontos que pudesse para alcançar a manutenção...

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... e a importância de Leonardo Brandão não passava despercebida às restantes equipas

 

 

"O cavaleiro cresceu tanto que outros reis tentaram convencê-lo a ir para os reinos deles."

"E ele...", bocejou sonoramente, a voz entaramelada, "...foi?"

"Não", respondeu com agrado um orgulhoso Frodo Zarco. "O cavaleiro sabia que se tinha tornado um grande cavaleiro com a ajuda do rei, do mestre-de-armas e dos Cavaleiros da Bola Redonda. Não ia deixá-los assim pois estava agradecido e sentia que tinha de retribuir o que tinham feito por ele."

>> "Além disso, a luta mais importante da história dos Cavaleiros da Bola Redonda ainda estava para travar e ele já era o cavaleiro mais importante de todos."

 

 

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O Sporting venceu em Coimbra para a segunda jornada da Taça da Liga por apenas um golo de diferença...

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... deixando o Amora a uma vitória de dois golos de uma inédita presença na Final Four...

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... e com o imprescindível contributo de Leonardo Brandão, o Amora obteve o melhor resultado da temporada...

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... obtendo o inesperado apuramento

 

 

Frodo Zarco silenciou-se por alguns segundos. A filha respirava tranquilamente, tendo caído num sono profundo. Olhou-a com ternura. Parecia um anjinho!

Levantou-se com todos os cuidados. Aconchegou os cobertores para a cobrir e deu-lhe um beijo na testa ao leve, tentando não a acordar.

Observou-a durante alguns segundos antes de rodar no calcanhares e sair pela porta, pé ante pé, desligando a luz antes de fechar a porta.

 

 

[Em spoiler, breve comentário e a lista de jogos disputados com algumas descrições adicionais]

 

 

Espero que não tenham adormecido como a pequena Rosie Zarco (sim, todos os familiares das duas personagens principais, incluindo as próprias personagens principais, têm nomes de hobbits).

O menino Léo cresceu e tornou-se no respeitável Leonardo Brandão, o bombardeiro da Medideira. Desatou a marcar golos, leva dezassete em dezanove jogos e está a ficar reconhecido pela forma como finaliza: em força. Marca alguns de cabeça, marca alguns com colocação, mas é em patardões de força que ele gosta de fazer golos.

Como puderam perceber, está a ser uma temporada complicada com muitos empates. Salvo raras excepções, os jogos tendem a ser equilibrados seja qual for o adversário, tanto faz ser o Porto, o Benfica ou a Sanjoanense. Acredito que sejam dores de crescimento dos jogadores, que conseguem equilibrar contra adversários mais fortes, mas depois não conseguem assumir o domínio contra equipas mais modestas.

Alguns dos meninos... não quero ser injusto, mas estão a desiludir. Talvez os tenha sobrestimado, não estavam preparados para a Primeira Liga. Mesmo os que já eram titulares têm estado um pouco abaixo do que tinham feito na Segunda Liga e estão a demorar a entrar no ritmo. Talvez já tenham atingido o seu potencial ou então sou eu que não estou a conseguir retirar o máximo deles. Seja como for, ainda falta a maior parte da época, no final farei um balanço melhor.

Numa perspectiva mais positiva, nunca caímos em lugares de despromoção e temos mantido sempre uma margem de dois, três ou quatro pontos para a linha de água. Foi o que a direcção me pediu, foi o que eu previ, e se terminar assim está bom para primeira época. O recorde histórico do Amora na Primeira Divisão foi o 11o lugar de 1981/82, estamos em linha com isso.

Continuamos na Taça de Portugal apesar dos sobressaltos que explicarei abaixo e na Final Four da Taça da Liga, que nunca imaginei alcançar esta época. Se a isso juntar a manutenção e o crescimento dos meninos, será uma época bem sucedida.

Nota adicional e antes de passar aos jogos: já tenho cinco meninos internacionais. Isaac Monteiro, Martim Watts e Tiago Louro andam a ser chamados à selecção nacional Sub21; o Odailson continua a ser chamado à selecção Sub21 francesa; e o Abas Djaló à selecção principal da Guiné-Bissau.

 

 

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Relatório de jogos em que actuaram os nossos craques

 

 

A estes vai juntar-se em breve o Jéferson na selecção Sub20 do Brasil que, pelo que percebi, vai participar no Campeonato Sul-Americano Sub20. É uma boa oportunidade para o menino, mas é coisa para desfalcar o plantel durante um mês e meio.

 

Jogos

 

 

A deslocação à Madeira deixou-me frustrado. Chegámos cedo à vantagem e dominámos o jogo, mas sofremos um golo em contra-ataque quando estávamos a vencer e já não conseguimos recuperar o resultado.

Como terão oportunidade de perceber, isto foi tema recorrente ao longo da primeira volta.

 

 

 

 

Depois da Madeira fomos a Penafiel defrontar uma das equipas que subiu connosco da Segunda Liga. Podíamos e devíamos ter vencido, mas voltámos a deixar-nos empatar depois de termos chegado à vantagem na primeira parte.

Curiosamente, ambos os golos foram marcados por centrais - e sim, é esse Maicon que estão a pensar.

 

 

 

 

As estatísticas deste jogo mentem um pouco. As duas oportunidades flagrantes do Vizela foram no mesmo lance (o primeiro golo), e só nesse lance fizeram quatro dos oito remates. Só por aqui dá para perceber que no resto do jogo não fizeram quase nada até ao momento em que aquele Veríssimo Amaro sacou de um bojardo a mais de 30 metros da baliza.

Desculpas... perdemos, perdemos. Se tivéssemos marcado nós, teríamos vencido, não é?

 

 

 

 

E no jogo seguintez fomos a São João da Madeira defrontar a Sanjoanense do Campeonato Nacional, três escalões abaixo do nosso. Aproveitei para rodar alguns jogadores e dar a titularidade a jovens recém-promovidos esta época como o Dino Leão, o Armando Cristóvão e o Jéferson, a outros jovens menos utilizados como o Abas Djaló e até ao mais velho Fidelis Irhene.

Ia correndo mal. O Dyego Sousa, esse mesmo, fez da nossa defesa uma cabaça. Safou-nos o Leonardo Brandão. Tive de recorrer aos habituais titulares para evitar uma eliminação que seria escandalosa e mesmo assim foi só nas penalidades que nos safámos.

Thumbs up para o David Grilo que defendeu duas penalidades e para o menino Dino Leão que assumiu a responsabilidade de marcar uma delas.

 

 

 

 

A ida a Portimão deu um jogo entretido em que apenas sacámos um empate depois de jogarmos toda a segunda parte com mais um elemento em campo. Pena o golo anulado ao Flávio Silva, que depois de ter marcado muitos golos nos últimos anos está a sofrer um apagão esta época motivado por muitas lesões (já leva duas) e pela proficiência do Leonardo Brandão.

Sim, foi mais um empate...

 

 

 

 

... mas desta vez, foi! E nem merecíamos, foi um jogo horrível de ambas as equipas. O Leonardo Brandão marcou um golo de cabeça, sofremos a bom sofrer para segurar a vitória e ainda apanhámos um susto nos descontos, mas o VAR anulou o golo por fora-de-jogo.

O mais importante é que voltámos a vencer depois de oito jogos sem ganhar para a Primeira Liga. Foi a primeira vitória da época na Medideira e, já conhecem a lengalenga, a primeira vez em quatro décadas que o Amora venceu na Medideira para a Primeira Liga.

Pensei parar aqui e fazer um capítulo dedicado a este jogo, mas foi também nesta altura que se jogou o Académica v Sporting e decidi adiar o capítulo para incluir o jogo contra a Académica.

 

 

 

 

Fomos ao Bessa e o Boavista deu-nos um arraso. Nada de mais a dizer por aqui, as estatísticas reflectem bem o que foi o jogo.

 

 

 

 

E a recepção ao Vitória foi mais do mesmo, com a única diferença de o Luiz Felipe ter feito uma exibição extraordinária.

Por acaso já tinha notado que a equipa sofre mais contra adversários de segunda linha do que contra os grandes e ainda não percebi ao certo o motivo para isso acontecer. Os jogos contra Braga e Vitória foram massacres (em que curiosamente não perdemos), mas contra Porto, Benfica e Sporting conseguimos equilibrar.

Como disse, não consegui ainda perceber o motivo, mas é algo curioso.

 

 

 

 

E pronto, o primeiro hattrick da carreira do Leonardo Brandão. Até parece um resultado normal, mas deixem que vos diga que não foi: foi o primeiro jogo deste save em que perdi a cabeça.

Sendo jogo da Taça tal como contra a Sanjoanense, rodei a equipa. Resultado: aos 28 minutos, 2-0 para o Leiria, 6-0 em remates, 60/40 em posse de bola.

À meia-hora de jogo fiz três substituições: saíram Armando Cristóvão, Jéferson e Flávio Silva, entraram Martim Watts, Gabriel Capixaba e Leonardo Brandão. O resultado está à vista.

Alguns dos meninos nem contra equipas de escalões inferiores se mostram (a Sanjoanense do Campeonato Nacional e o Leiria da Segunda Liga) e obrigam-me a recorrer aos titulares. Não era suposto jogarem sempre e temo que mais lá para a frente pague a factura do esforço a que estão sujeitos.

 

 

 

 

Num filme já muitas vezes repetido, voltámos a adiantar-nos no marcador apenas para sofrer o empate na segunda parte. O resultado acaba por se ajustar ao que foi o jogo, o Estoril é uma boa equipa.

 

 

 

 

Por esta altura já não digo mais nada, conseguem imaginar a minha reacção quando voltámos a sofrer o empate depois de termos chegado ao intervalo em vantagem.

Prefiro realçar que o Famalicão está a fazer uma temporada impressionante e que equilibrarmos o jogo e termos estado tão perto da vitória é um óptimo sinal.

Ah, o treinador do Famalicão é um tal de Sérgio Conceição, não sei se já ouviram falar.

 

 

 

 

E ao fim de dezasseis jogos na Primeira Liga, habemus Flavius Silva! O matador renascido aproveitou a oportunidade de jogar a titular - o jogo seguinte era contra a Académica para a Taça da Liga e quis poupar o menino -, marcou... e lesionou-se outra vez.

Não era plano de jogo utilizar o Leonardo Brandão, mas lá teve de ser e até marcou. Voltámos a sofrer um golo na segunda parte, mas desta vez sem consequências de maior.

 

 

 

 

O jogo grande da temporada até ao momento. A Académica lidera a Segunda Liga e parece-me que vão subir. Actuaram com dois ex-jogadores nossos: o central Gustavo Pinto e o Juancho. Ainda se lembram do Juancho, o herói do Restelo? O homem que saiu do Amora porque queria jogar num clube maior? As voltas que a vida dá. Nada contra o homem, até lhe tenho enorme carinho. Foi peça fundamental durante os dois primeiros anos.

Fomos melhores, resolvemos o assunto cedo, manietámos a Briosa durante todo o jogo. Não foi uma exibição monstruosa, basta ver que só fizemos oito remates, mas tivemos aquilo que tem faltado noutros jogos: eficácia.

E pronto, foi isto. Os jogos são na sua maioria equilibrados, resultando em muitos empates. Temos conseguido chegar à vantagem em vários jogos, mas segurá-la tem sido mais complicado. Até temos uma boa defesa, das melhores do campeonato, mas tem-nos faltado um danoninho para sacar uma ou outra vitória que nos colocariam na metade superior da tabela.

Falta meia época. Se não nos vierem esquartejar o plantel, julgo que temos o suficiente para sacar a manutenção.

 

 

Editado por Black Hawk
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Tu tens uma imaginação, ouve lá 😅

Isso é tudo imaginação ou tem algo "teu"?

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Estes Cavaleiros da Bola Redonda ficarão imortalizados na história do Reino da Medideira.

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