Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Black Hawk

[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

Publicações recomendadas

Equipa evoluíu muito como já foi dito. Conseguirá evoluir ainda mais, esta época, e aproximar-se dos lugares cimeiros?

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

oDSi6qf.jpgUm dia especial

 

"Now our new manager will answer some questions."

O treinador entrou na sala de imprensa e ficou quase imediatamente ofuscado pelos intensos flashes das inúmeras máquinas fotográficas a funcionar em simultâneo. Sentou-se na cadeira que lhe fora designada e preparou-se para as perguntas dos jornalistas.

Eram muitos os que estavam na sala. Não estava habituado àquilo. Na Medideira, apenas em momentos muito pontuais e específicas vira uma sala de imprensa cheia, especialmente no final da época anterior quando o Amora surgiu como candidato inesperado à subida de divisão - e mesmo assim, a sala de imprensa da Medideira era modesta.

Daquela vez, porém, havia dezenas de jornalistas a falar em diversas línguas diferentes. Frodo Zarco nem sabia o que havia de fazer, a quem dar atenção ou a que responder. Olhou para os responsáveis que o acompanhavam em busca de auxílio.

"One at a time, please! One at a time!", exigiram os responsáveis em tom autoritário. "You, you can start."

Um jornalista começou a fazer uma questão em inglês. Frodo Zarco não é fluente em inglês, mas entende bem a língua do reino de sua majestade. No entanto, o sotaque do jornalista era tão cerrado e invulgar que se perdeu à terceira ou quarta palavra. Aguardou pela tradução no final para entender o que lhe fora perguntado.

"Se me sinto à altura deste trabalho?" Ficou com a ideia que o jornalista tinha dito mais coisas, mas foi a tradução que obteve. Era uma boa questão.

Estaria à altura?

puqnUTQ.jpeg

A proposta surpreendeu tudo e todos

Deu uma resposta diplomática a realçar o quanto iria trabalhar, o quanto iria dedicar ao futebol senegalês e como prometia trabalho e empenho. Aquele género de coisa que fica bem dizer e toda a gente sabe que é resposta template, mas que é sempre bem aceite.

Frodo Zarco entrou numa sequência quase maquinal de questões em inglês e até noutras línguas, traduções e respostas diplomáticas ou politicamente correctas. Estava quase enfadado quando de repente ouviu alguém perguntar-lhe em português de Portugal:

"A sua amizade com Bilbo Himura era conhecida e foi aposta pessoal no seu projecto no Amora. A vossa amizade foi quebrada pela sua decisão de sair da Medideira?"

Todas as fibras do seu corpo tremeram. Não esperara aquilo. Olhou com atenção e viu um microfone com o símbolo da cadeia Correio Matinal. "Só podia. Até no Senegal estes gajos procuram sangue", pensou para si próprio.

"Sou um profissional, o Bilbo Himura também o foi enquanto jogador e sabemos distinguir a linha que separa a vida profissional da vida pessoal..."

"Mas parecia empenhado no projecto. O que motivou a sua súbita mudança?"

Não conseguiria responder. Poderia, mas não queria. O Amora era a sua casa. Tinha deixado o seu projecto, a sua gente e os seus meninos. O seu coração ficou na Margem Sul.

Mas havia coisas que não dava para ultrapassar. Ele pediu, e pediu, e pediu, quase de joelhos, para investirem nas infraestruturas do clube. "Isto é o futuro", disse-lhes. "O projecto só faz sentido se tivermos condições decentes de trabalho para os miúdos evoluírem", suplicou. "Por favor?, pedia em desespero de causa.

Os responsáveis do Amora permaneceram irredutíveis e a insatisfação de Frodo Zarco foi crescendo no seu coração. Primeiro como uma pequena sombra, mas a cada recusa crescia até invadir todas as veias, artérias e ventrículos.

zYy2Eel.jpeg

O Académico de Viseu também apresentou uma proposta formal

Resistiu à abordagem do Académico de Viseu. Resistiu a muita coisa, mas a relação acabou por quebrar.

Olhou para o jornalista e ia começar a responder quando começou a atroar um ruído irritante pelo ar.

"Beep... Beep... Beep... Beep..."

Não se apercebeu do que se tratava. Virou-se para o outro lado e preparava-se para o ignorar quando ouviu uma voz suave, embora houvesse convicção no seu tom.

"Frodo... Querido... Amor... Juro-te por Deus, se não desligas essa maquineta vais ter de a montar peça por peça depois de ela conhecer pessoalmente a parede."

Frodo Zarco esticou o braço e desligou o despertador. Sentou-se na cama, estremunhado, esfregando os olhos ensonados com a ponta dos dedos. Tinha prometido acordar cedo para ir treinar com Bilbo Himura - o amigo precisava mesmo de ajuda para recuperar a forma física antes do jogo das estrelas que se disputaria em breve.

As coisas que ele fazia por amor aos seus...

Levantou a cabeça e olhou para o espelho por entre a escuridão do quarto. Tivera um sonho? Fora um pesadelo? Já não se recordava ao certo o que fora, só se lembrava de uma sala cheia e gente a falar num inglês que mais parecia uma linguagem tirada das obras de Tolkien.

Afastou os pensamentos. Tinha mais que fazer. Desconfiava que ainda teria de tirar Bilbo Himura da cama e mais logo tinha os seus meninos para treinar. Vinham aí jogos importantes e estava de corpo e alma na Medideira.

Feliz Primeiro de Abril a todos!

😁😁😁

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post

Conseguiste provocar várias reações enquanto ia lendo o post.... 😳

"Vai treinar uma seleção enquanto está no Amora?", "Espera, deixou o Amora para ir treinar o Senegal?", "Isto não faz sentido nenhum em relação ao início da história", "Se calhar quer mudar o rumo da história por algum motivo..."

Posto isto, vou deixar de ler os post que fazes, vou só ver as imagens, passar a frente e deixar um comentário generalista! Quebraste a minha confiança 😭

Essas propostas apareceram mesmo ou andaste a brincar com o FM para depois brincares com o nosso coração?

Parabéns pela criatividade!

Compartilhar este post


Link para o post

Admito que cai nessa do primeiro de Abril, mudanca para Dakar e com possibilidade de Viseu...deu me livre!

Agora uma coisa é certa, a direccao tem de comecar a investir em melhores condicoes!

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Kluivert, há 7 horas:

Conseguiste provocar várias reações enquanto ia lendo o post.... 😳

"Vai treinar uma seleção enquanto está no Amora?", "Espera, deixou o Amora para ir treinar o Senegal?", "Isto não faz sentido nenhum em relação ao início da história", "Se calhar quer mudar o rumo da história por algum motivo..."

Posto isto, vou deixar de ler os post que fazes, vou só ver as imagens, passar a frente e deixar um comentário generalista! Quebraste a minha confiança 😭

Essas propostas apareceram mesmo ou andaste a brincar com o FM para depois brincares com o nosso coração?

Parabéns pela criatividade!

Eish!, isso não! Não mereço!

Essas propostas são legítimas, surgiram durante esta época. A do Viseu ainda coiso, não é surpreendente dado eles andarem a lutar para não descer, mas a do Senegal surgiu do nada, achei um piadão.

Vai daí e estava a chegar o primeiro de Abril e pensei que daria para criar uma brincadeirinha 😁

Citação de Burkina2008, há 29 minutos:

Admito que cai nessa do primeiro de Abril, mudanca para Dakar e com possibilidade de Viseu...deu me livre!

Agora uma coisa é certa, a direccao tem de comecar a investir em melhores condicoes!

Boa, era o objectivo, deixar a malta à nora para serem apanhados de surpresa. Já não é fácil criar boas partidas de primeiro de Abril, está toda a gente à espera.

Mais logo ou amanhã já posto outro capítulo, retomando a história de onde tinha ficado.

Grazie, pessoal.

Compartilhar este post


Link para o post

oDSi6qf.jpg

Capítulo XVII - Unidade de Potência

 

Deu um sprint ao longo da linha de fundo antes de olhar para o relvado. A bola era disputada na zona central entre dois jogadores, sobrando para o elemento do Rio Ave. Voltou a dar um sprint, agora na direcção contrária, e de novo centrou a sua atenção no relvado. O Rio Ave saíra para o ataque e aproximou-se da grande área do Amora, mas Isaac Monteiro antecipou-se, lendo bem o lance e aliviando a bola.

Eram três os suplentes dos azuis da Margem Sul a aquecer atrás da grande área, na qual David Grilo observava o jogo com grande concentração. Os três amorenses não deveriam estar a fazer o mesmo, mas não conseguiam evitar estar mais atentos ao desenrolar da partida do que ao seu próprio aquecimento.

O preparador físico mandou-os mudar o exercício e o menino cumpriu, levantando os joelhos à vez em movimentos laterais. Sempre com a cabeça virada para o interior do grande rectângulo verde do Estádio dos Arcos. Aquele instinto era mais forte do que ele.

Nova disputa de bola a meio-campo e novamente o Rio Ave saiu a jogar, ensaiando um contra-ataque perigoso para a baliza junto da qual aquecia. Desta vez não houve Isaac Monteiro para vencer na antecipação, valendo a má definição dos vila-condenses para livrar David Grilo de perigo.

"Hey! HEY! Ele! Não, ELE! SIM!"

Ouviu Frodo Zarco gritar dos limites da sua área técnica para o seu preparador físico. Este recebeu as instruções e dirigiu-se-lhe.

"Watts, vai lá."

Martim Watts deu uma breve corrida, percorrendo os trinta metros que o separavam do seu banco de suplentes em passo acelerado. Estivera largos minutos a aquecer e devia ser altura de outro jogador também o fazer. Era importante manter os jogadores quentes para entrarem a qualquer momento. Estava frio e soprava um vento cortante desde o Atlântico, enregelando-lhe os ossos. Estavam tão próximos do mar que até sentia o sabor a maresia no ar.

Chegou próximo de Frodo Zarco e o treinador colocou-lhe um braço em volta dos ombros.

"Vais entrar para o lugar do Léléco e tens de..."

"Vou entrar?!?", perguntou-se em pensamento, genuinamente surpreendido, perdendo por momentos a concentração do que o treinador lhe dizia.

"Watts? WATTS! Estás a ouvir-me? Vais entrar para o lugar do Léléco e tens de dar dinâmica na centro-direita do meio-campo. Não te quero parado um momento que seja. O Léléco já não está com ritmo, perdeu agora duas disputas a meio-campo. ISSO! NÃO! PODE! ACONTECER!", exigiu-lhe o treinador, acentuando bem as palavras, embora com alguma serenidade e sem levantar a voz. "O Capixaba está a vir para dentro para arrastar marcações para as subidas do Odailson, preciso que sem bola estejas sempre a dar-lhes linhas de passe por dentro. O Léléco estoirou e já não o faz. Posso contar contigo?"

Anuiu com a cabeça.

"Óptimo. Podemos ganhar este jogo. Só precisamos de vivacidade naquela zona do terreno para a bola circular mais depressa. Quando a bola te chegar tem atenção às movimentações do Léo e do Capixaba a arrastar as marcações para abrir espaço para explorares. E olha para o Joca, ele aparece no centro como temos treinado", aconselhou-o Frodo Zarco. "Faz aquilo que fazes nos treinos. Só te peço isso. Vai com tudo!"

Começou a despir o casaco do fato de treino e vestiu rapidamente a camisola com o número 19 estampado nas costas, logo debaixo do seu nome. Não estava à espera de ser a primeira opção a entrar no jogo. Rio Ave e Amora estavam empatados a uma bola já com quinze minutos jogados na segunda parte. Percebera que Léléco estava a ser pouco eficaz nas suas funções naquela tarde, mas sempre pensou que o mister Frodo lançaria Martim Maia para dar maior consistência nas disputas de bola - não a ele, mais baixo e mais leve, menos dado ao confronto físico do que o colega de equipa.

Enquanto aguardava junto do quarto árbitro pela substituição, percebeu que o mister Frodo talvez quisesse dar um sinal para dentro de campo. Ao entrar ele, um médio mais ofensivo do que Martim Maia, passaria a mensagem para dentro de campo que o jogo era para ganhar. Talvez fosse isso. Ou outra coisa qualquer. O mister Frodo via coisas dentro de campo que escapavam à sua compreensão.

O que lhe importava é que o mister confiava nele para entrar num momento tão decisivo do jogo. E não era um jogo qualquer: era em Vila do Conde, contra um adversário directo na luta pelos primeiros lugares. O Rio Ave era dado como claro favorito para aquele duelo e nem a vitória recente do Amora naquele mesmo local, para a Taça de Portugal, mudara essa percepção.

 

Tx2SgvV.jpeg

Após a eliminação do Tondela, o Amora ultrapassou o Merelinense...

jpUWGJm.jpeg

... e depois derrotou o Rio Ave nos Oitavos da Taça de Portugal

 

A bola saiu do terreno de jogo e o quarto árbitro levantou uma placa com o número 10. Léléco saiu, deu-lhe um abraço e desejou-lhe boa sorte; subiu a placa exibindo o número 19 e ele entrou a correr.

"Sai na equipa do Amora o número 10, Edson Baessa, e entra com o número 19, Martim Watts", anunciou uma voz roufenha com pouco entusiasmo, audível a partir das instalações sonoras do Estádio dos Arcos.

A maioria dos adeptos nas bancadas eram afectos à equipa da casa e não reagiram, mas ouviu alguns aplausos oriundos da zona onde algumas dezenas de amorenses se concentravam. Passou em corrida por Papou Mendes, que lhe sorriu e deu-lhe um high five, e aproximou-se de Gabriel Capixaba e de Odailson, partilhando as instruções que recebera do mister Frodo.

O jogo foi retomado e tentou de imediato entrar no ritmo dos colegas.

 

yzmt5O1.jpeg

Os onze iniciais para a partida da 17a jornada no Estádio dos Arcos

 

Não lhe foi fácil entrar no ritmo do jogo. Em bom rigor, não é fácil para ninguém. Nos primeiros minutos andou numa correria a tentar encontrar linhas de passe para oferecer aos colegas, o que foi difícil até acertar com o posicionamento dos adversários. Quando se apercebeu de como estavam a proceder, começou a encontrar quais as zonas a explorar para oferecer as desejadas opções de passe aos colegas e, finalmente, começou a tocar na bola.

Disputava-se a 17a jornada da Segunda Liga e entrava em campo pela décima primeira vez na temporada. Estava a fazer um ano que fora promovido à equipa principal por Frodo Zarco e este dera-lhe imensas oportunidades: no total, aquele era o seu vigésimo sétimo jogo pelo Amora. No entanto, não tinha qualquer golo ou assistência registadas, o que o deixava francamente frustrado.

Durante aquele período, viu colegas dos Sub23 entrarem na equipa e conquistarem o seu espaço no onze. Isaac Monteiro era já titular indiscutível na defesa; Léo rodava com frequência com Flávio Silva na frente de ataque; Tiago Louro era opção amiúde para a ala no lugar de Lucas Silva; o amigo Abas Djaló já se tinha estreado a marcar; até Odailson já reivindicara a sua posição no onze inicial na ala direita, depois de apenas quatro meses na equipa Sub23!

 

yLbsUNZ.jpeg

Odailson aproveitou uma lesão de Pedro Albino para lhe roubar a titularidade na ala direita

 

Ele tardava em ganhar espaço. Certo, havia Papou Mendes e Léléco. O primeiro era imprescindível no meio-campo, cobrindo quase todo o terreno com o enorme raio de acção que conseguia cobrir. O outro... bem, era o afroastro, e mesmo com 33 anos continuava a ser um elemento diferenciador na manobra ofensiva da equipa. Mas, ainda assim, ele sentia que não estava a conquistar o seu espaço.

A confiança que o mister Frodo depositou nele para aquele jogo foi um bálsamo para a sua auto-estima. Na verdade, ele sabia que contava com a confiança do mister. Sempre teve disponibilidade para falar com ele, para o ouvir e o aconselhar. Só temia poder defraudá-lo.

"Faz aquilo que fazes nos treinos. Só te peço isso. Vai com tudo!"

As palavras do mister Frodo ficaram-lhe gravadas na memória. "Só tenho de fazer o que faço nos treinos", repetia mentalmente. "Significa que trabalho bem. Ele confia em mim." Regozijou-se com essa percepção.

 

7uIIza0.jpeg

Martim Watts viu recompensado o seu trabalho e reforçada a confiança no seu talento

 

Tinha de retribuir. Não podia ser de outra forma.

Teriam passado já uns dez minutos desde a sua entrada e, sem se dar conta, entrara já no ritmo do jogo. Quem o via de fora lembrava-se de um João Vieira Pinto no estilo, sempre em movimento sem bola, o cabelo loiro a saltitar ao sabor das constantes rotações da cabeça para um lado e para o outro, sempre à espreita das suas imediações e da proximidade de colegas e adversários.

Os padrões de posicionamento dos vila-condenses tornavam-se-lhe mais claros. Odailson subia com a bola pelo flanco direito e ele surgia agora como opção cada vez mais válida na zona central. Recebia a bola e sabia por instinto onde estavam os restantes intervenientes. Isso permitiu-lhe receber uma bola com uma recepção orientada e progredir na direcção da grande área.

Estava nas costas do meio-campo do Rio Ave e tinha apenas um defesa central entre si e a baliza. Avançava em zona frontal, ligeiramente descaído pela direita. Gabriel Capixaba estava marcado por dois opositores ainda mais à direita. Ponderou avançar para o lance individual.

"Watts! Watts!"

Avançava direito ao defesa central adversário. Qualquer coisa alertou o seu subconsciente.

"Watts! Watts!"

Ia jurar ter ouvido alguma coisa.

"WATTS!"

E então viu. Uma mancha azulada no canto da sua visão periférica. Soltou a bola para a sua esquerda, para o espaço vazio no limite esquerdo da meia lua da grande área.

Joca vinha lançado da esquerda e alcançou a bola. O passe fora perfeito, o capitão atacou a redondinha sem oposição. Viu-o apoiar o pé esquerdo no relvado e desferir um golpe de primeira com o interior do pé direito. A bola descreveu um arco perfeito na direcção do ângulo superior direito da baliza, contornando o guarda-redes que se atirara com a mão esquerda esticada.

Na gaveta.

Joca saiu em velocidade de braços abertos na direcção da bandeirola de canto. Parou subitamente a meio do caminho, virou-se para trás e apontou para ele, sorridente, enquanto aguardava que ele o alcançasse.

O capitão e restantes companheiros abraçaram-no naquele momento feliz. A sua primeira assistência! A tão aguardada primeira assistência da sua carreira!

 

Ms28DUE.jpeg

O jovem Martim Watts com apenas 18 aninhos

 

Procurou à distância o mister Frodo. O punho cerrado que este ergueu no ar quando o olhar de ambos se cruzou bastou-lhe. Nem era necessário o sorriso de orelha a orelha que o treinador tinha desenhado na cara.

Sentia-se gigante. A confiança era tal que parecia-lhe possível fazer o que quisesse com a bola nos pés. Saía a jogar com suavidade, bola colada ao pé direito e cabeça bem erguida. Adivinhava as intenções dos adversários e cortava-lhes as linhas de passe, antecipando-se às suas execuções e asfixiando a saída de jogo do Rio Ave.

Estava imparável.

Naqueles minutos loucos que se seguiram ao golo de Joca, ele até tentava surgir na grande área, procurando os espaços criados pelas movimentações disruptivas de Léo e Gabriel Capixaba. Quando Joca puxava a bola para o interior, vindo da esquerda, ele tentava surgir no espaço entre o lateral e o central do outro lado, dando ao capitão do Amora a oportunidade de um passe de ruptura na diagonal.

Mas Joca via Léo mais próximo e foi o menino, que substituía o lesionado Flávio Silva, que procurou assistir, colocando-lhe a bola jogável na área. O avançado amorense recebeu a bola e rodou sobre si próprio. Estava de lado para a baliza vila-condense e de frente para ele. Martim Watts tentou chamar-lhe a atenção - estava à entrada da área, sozinho.

Não podia condenar o colega de equipa pela opção que tomou. Ele é um avançado. Naquela posição, tendem a só ter olhos para a baliza. Rematou à meia volta, mas a bola foi bloqueada por um defesa e ressaltou, saltitando livre pela área.

Não esperou por um convite para atacar a bola.

Quando era mais novo, os colegas de escola gozavam com ele desde que descobriram que Watts são unidades de medição de potência. Acolhera na altura a piada com bonomia. Naquela tarde, em Vila do Conde, levou à letra o conceito e canalizou para a sua perna direira toda a potência que conseguiu reunir no seu corpo.

Disparou com força para o lado direito da baliza. A bola saiu rasa, em linha recta sempre à mesma altura, anichando-se no canto da baliza.

Correu, correu e correu. A cabeça ia leve, como se fosse a flutuar sobre o relvado. Chegou perto da bandeirola de canto e deu um salto com o braço direito erguido para os céus. Os colegas não tardaram a alcançá-lo e a envolvê-lo, apertando-o num abraço colectivo, dando-lhe palmadas na cabeça que lhe despentearam a cabeleira loira.

O Amora fazia o 1-3 e ele marcava o primeiro golo da sua carreira profissional, numa tarde que nunca mais iria esquecer na vida.

 

 

O seu golo colocou um ponto final na reacção vila-condense. A equipa da casa procurara reagir ao golo de Joca, mas não teve o discernimento para recuperar animicamente do terceiro golo do Amora e ir em busca do resultado com tão pouco tempo para jogar.

Foi nomeado o Homem do Jogo e chamado a dar uma rápida entrevista no final, recebendo o prémio respectivo. Estava mais nervoso ao falar para o microfone do que estivera em campo!

"Claro que é bom marcar, mas o importante é ter ajudado a equipa e trazer os três pontos contra um adversário tão difícil...", dizia, titubeante, quando os colegas de equipa invadiram a entrevista, salvando-o daquele momento constrangedor.

"Como foi molhar o biscoito, cara?"

"Estava a ver que falhavas, pah!"

"A primeira vez a gente não esquece, né?"

O mister Frodo apareceu-lhe no meio da confusão e deu-lhe um abraço apertado. "Meu puto, que orgulho", disse-lhe com simplicidade. Não teve palavras para lhe responder.

Mais tarde, chegado ao balneário, sentou-se e olhou com carinho para a sua camisola azul. Rejeitara trocá-la com um adversário. Não deixaria que ninguém lhe tocasse. Era sua. Iria guardá-la para sempre como recordação daqueles momentos únicos.

A sua primeira assistência. O seu primeiro golo.

Os primeiros de muitos.

 

StvFznX.jpeg

A melhor sequência de resultados da época...

Dve3eev.jpeg

MzOLflY.jpeg

... permitiu ao Amora uma inesperada liderança...

D769Ctr.jpeg

... e a Frodo Zarco o primeiro prémio mensal da carreira

 

Continuou a ser o centro das atenções dos colegas na viagem de regresso. Muito solicitado para fotos e directos para as redes sociais, sorria e ria-se com as piadas que lhe eram ditas.

Demorara vinte e sete jogos a contribuir para a equipa com um golo e uma assistência. Apesar disso, encontrou sempre apoio dos adeptos, dos colegas e da equipa técnica. O mister Frodo nunca duvidou da sua qualidade. Apostou nele quando tinha apenas 17 anos e não deixou de o lançar em vários jogos.

Sentia esse apoio. A verdade é que tinha apenas 18 anos e já tinha vinte e sete jogos no campeonato, que são mais vinte e sete do que a maioria dos jovens da sua idade costumam ter - ainda era júnior de segundo ano! Tinha muito para crescer e aprender. Havia margem para evoluir e experiência para acumular.

E estava no local certo para o fazer.

 

Deixo em spoiler os prints dos jogos disputados neste período e uma breve descrição para os contextualizar no capítulo.

 

O primeiro jogo desta fase foi a deslocação a Coimbra. Perante um adversário que ocupava a terceira posição na tabela, o Amora assumiu o jogo e durante a primeira meia-hora sufocou a Briosa, período que teve o seu apogeu com o golo do Flávio Silva.

O resto do jogo foi repartido, a Académica a atacar mais em busca do empate, o Amora a jogar preferencialmente no contra-ataque. O golo do Joca deu a confiança para lançar o menino Odailson, de 17 anos, que foi promovido devido a uma lesão do Pedro Albino, habitual ala direito titular.

O raio do miúdo entrou e marcou logo um golo... infelizmente anulado, mas que deixou boas indicações. Cheira-me que será um nome muitas vezes referido em futuros capítulos.

Vencemos pelo mesmo resultado com que o fizemos na época passada e não sofremos golos, o que esta temporada é um feito assinalável!

 

 

A eliminatória seguinte à vitória sobre o Tondela para a Taça de Portugal, que foi objecto do capítulo anterior, colocou-nos o Merelinense do Campeonato de Portugal como adversário.

Equipa dois escalões abaixo do nosso, permitiu nova rotação do plantel. Desta vez não houve nenhum menino a destacar-se por aí além apesar de terem jogado vários, entre os quais Odailson com estreia como titular.

O jogo foi de sentido único como mostram as estatísticas e Gildo Lourenço foi o homem do jogo, resolvendo a eliminatória na fase inicial do jogo.

Tenho pena de não usar mais vezes o Gildo Lourenço, sempre que a ele recorro é um elemento fiável e com apetência para marcar golos. Mas Joca e Gabriel Capixaba são melhores, o contrato dele está a terminar, não caminha para novo e tenho meninos a surgir para a posição dele...

 

 

A melhor exibição da temporada até ao momento. Dois golos na primeira parte, umas quantas ocasiões desperdiçadas e a Oliveirense raramente chegou perto da nossa baliza.

Terceiro jogo consecutivo sem sofrer golos, segundo para o campeonato.

 

 

O Académico de Viseu está a fazer uma campanha atroz na Segunda Liga e fomos com confiança ao Fontelo. Estávamos a dominar largamente os acontecimentos quando tudo pareceu desmoronar em dois minutos: Léléco falhou a penalidade que nos daria o 0-2 e no lance seguinte sofremos o empate.

Desta vez, porém, reagimos como se impõe a uma equipa grande, cortámos o ímpeto do adversário e marcámos dois golos de rajada que arrumaram a questão.

De realçar que esta era na altura a quarta vitória consecutiva na Segunda Liga e o oitavo jogo consecutivo sem perder para o campeonato.

 

 

Voltámos à Medideira para um jogo que deveríamos vencer perante um adversário que luta para não descer. Sofremos um golo parvo, uma má recepção do menino Isaac Monteiro que deixou o adversário isolado, mas reagimos rapidamente e voltámos ao empate.

O resto do jogo fomos nós a atacar. O Leixões só fez mais um remate sem qualquer perigo, tentámos e tentámos. Não conseguimos. Continuamos a ter dificuldades contra defesas fechadas, defeito que trazemos da época passada, como se recordarão.

 

 

E no jogo seguinte tivemos uma sensação de déjà vu.

Contra um adversário afundado nos lugares de despromoção, sofremos um golo num remate de longe - e já sofremos vários golos de fora da área esta época, ainda estou a tentar determinar o porquê disso - e passámos noventa minutos a bater na parede defensiva do Vilafranquense.

Só conseguimos o empate já a terminar numa incursão ofensiva do menino Odailson. O puto tem apetência para surgir em zonas de finalização e dá-nos uma dinâmica pela direita semelhante à que o Lucas Silva dá pela esquerda.

O menino não pode ouvir isto, mas estou totalmente rendido aos talentos dele.

 

 

Para os Oitavos-de-Final da Taça de Portugal, saiu-nos ao caminho o Rio Ave. Foi um jogo quase igual ao de Coimbra: marcámos primeiro, seguiu-se um longo período de equilíbrio e marcámos o golo da tranquilidade pelo Léo, que tinha acabado de substituir o lesionado Flávio Silva.

O Léo continua a marcar uns golitos aqui e ali e geralmente em momentos importantes. Falta-lhe consistência, regularidade e principalmente trabalhar mais para a equipa, que é algo essencial para os meus avançados-centro. É demasiado egoísta com bola. Mas tem melhorado nesse aspecto.

A lesão do Flávio Silva não foi grave, impediu-o apenas de participar nos dois jogos seguintes.

 

 

O primeiro desses jogos foi contra o Sporting B, que continuam a ser nossos fregueses. Vencemo-los pela quarta vez consecutiva e novamente num jogo muito fechado e com poucas ocasiões. Depois deste jogo houve apenas o Rio Ave v Amora, que foi o destaque do capítulo.

Vamos numa sequência de doze jogos sem perder para a Segunda Liga e vimo-nos subitamente na liderança com sete pontos de avanço para a primeira equipa fora dos lugares de promoção ou playoff, que é nesta altura a Belenenses SAD.

Estabilizámos defensivamente e temos a segunda melhor defesa da competição; não marcamos muitos golos, somos apenas o sétimo melhor ataque, mas marcamos mais do que no ano passado. O Joca foi cinco vezes o melhor em campo na primeira volta e tem sido o capitão que precisávamos.

Não sei o que esperar da segunda volta. Não esperava estar nesta posição, muito menos com uma almofada pontual tão grande, e o mais curioso é que não confio totalmente na minha defesa.

E estamos a sofrer muitos golos de remates de longe, até já sofri um de antes do meio-campo - e não estou a brincar, um gajo aliviou a bola da defesa, sobrevoou o campo todo e entrou do outro lado.

Não revelo o próximo adversário da Taça de Portugal porque será o objecto do próximo capítulo. Mas não é um dos Três Grandes.

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

Primeira volta disputada e estás num excelente 1º lugar 😄 A equipa está forte, coesa e as ideias passam para dentro do relvado como deve de ser. O plantel já se conhece e a estabilidade (no meu entender) tem sido a base de todo este sucesso. Creio que esta será a época de subida e que (a acontecer) será um prémio merecidíssimo para o excelente trabalho que Frodo Zarco tem operado.

O Watts foi lançado na altura certa em Vila do Conde, pelo que sendo um jogador ofensivo, passou claramente para dentro do campo a mensagem de que o jogo era para vencer. Numa 2ª Liga (que é extremamente competitiva) muitas das vezes temos que arriscar tudo para vencer, mesmo sabendo que com isso a derrota pode surgir. Paralelamente venceste também no Estádio dos Arcos para a Prova Rainha. Muito bem!

Prevês mexidas na equipa agora no mercado de inverno ou vais apostar na malta que tens? 

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Martini Branco, há 6 horas:

Primeira volta disputada e estás num excelente 1º lugar 😄 A equipa está forte, coesa e as ideias passam para dentro do relvado como deve de ser. O plantel já se conhece e a estabilidade (no meu entender) tem sido a base de todo este sucesso. Creio que esta será a época de subida e que (a acontecer) será um prémio merecidíssimo para o excelente trabalho que Frodo Zarco tem operado.

O Watts foi lançado na altura certa em Vila do Conde, pelo que sendo um jogador ofensivo, passou claramente para dentro do campo a mensagem de que o jogo era para vencer. Numa 2ª Liga (que é extremamente competitiva) muitas das vezes temos que arriscar tudo para vencer, mesmo sabendo que com isso a derrota pode surgir. Paralelamente venceste também no Estádio dos Arcos para a Prova Rainha. Muito bem!

Prevês mexidas na equipa agora no mercado de inverno ou vais apostar na malta que tens? 

Vou apostar na minha malta. O objectivo passa mais por não perder os que tenho do que por reforçá-los, o Gabriel Capixaba em especial está a ser imensamente assediado.

Entretanto, aproveito para deixar os parabéns ao nosso matador renascido, faz hoje 26 anos na realidade.

Pmwabxh.jpeg

Deixem os parabéns ao nosso Flávio Silva 😁

Compartilhar este post


Link para o post

Já agora, a título de curiosidade. Tinha dito que estava curioso para ver a performance da minna equipa Sub23 (Amora B ingame) nos jogos amigáveis que lhes ia marcar. Pois...

VHMPV0E.jpeg

VZ6vZXT.jpeg

É certo que escolhi sempre os adversários mais fortes disponíveis e que rapinei várias vezes alguns dos melhores jogadores (o Odailson ou o avançado Diego Raposo que teve de ser convocado devido às lesões do Flávio Silva), mas porra...

A maioria dos jogadores que tenho na equipa Sub23 não têm nível para chegarem à equipa principal. Tenho lá três ou quatro que serão promovidos para a próxima época, o resto ou já subiu ou será para despachar. Alguns foram contratados logo no final da primeira época e praticamente não melhoraram neste tempo todo, também não será agora com 20 ou 21 anos que o farão.

Também por isso é que já tenho contratos apalavrados com quinze ou dezasseis jovens para a próxima época. Vou revolucionar a equipa Sub23.

A maioria dos golos, diga-se, foram marcados pelo extremo Jéferson, em quem alimento algumas expectativas, é parecido ao Capixaba.

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

Mesmo, tem que haver uma grande revolução nesses sub-23. "Jazus".

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

A equipa está num bom nível e acredito que possa continuar a crescer nessas bases para  subida de divisão e deste mais uns passos importantes na taça para o crescimento da equipa.

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

Que sequência de jogos brutal! Muitos golos marcados e poucos sofridos...pena é que estes te tenham custado pontos!

A equipa parece responder muito melhor ao que lhes é pedido e isso revê-se num surpreendente primeiro lugar! É verdade que qualquer resultado menos positivo pode fazer com que a equipa caia na classificação, dada a proximidade das restantes equipas, ainda assim é de salientar esta primeira volta! Sem grandes reforços e com o objetivo de investir na formação dá um certo entusiasmo entrar na história, sentir a evolução dos miúdos (que é notória nos atributos) e perceber que está a dar frutos!

Na taça tens estado em grande, mais um adversário complicado que foi abatido e o Amora vai avançando na prova rainha!

Quanto às equipas de Reservas, sinceramente, sinto que os miúdos evoluem mais se tiverem emprestados (e jogarem claro)!

Perguntei por aquela situação das propostas porque no meu só me apareceram convites de duas seleções (e foram nas duas primeiras épocas), a nível de clubes nunca recebi qualquer convite.

Ontem estava a ver uns videos e deparei-me com isto:

tHeudRO.jpg

Segura bem esse rapaz!

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Kluivert, há 4 horas:

Que sequência de jogos brutal! Muitos golos marcados e poucos sofridos...pena é que estes te tenham custado pontos!

A equipa parece responder muito melhor ao que lhes é pedido e isso revê-se num surpreendente primeiro lugar! É verdade que qualquer resultado menos positivo pode fazer com que a equipa caia na classificação, dada a proximidade das restantes equipas, ainda assim é de salientar esta primeira volta! Sem grandes reforços e com o objetivo de investir na formação dá um certo entusiasmo entrar na história, sentir a evolução dos miúdos (que é notória nos atributos) e perceber que está a dar frutos!

Na taça tens estado em grande, mais um adversário complicado que foi abatido e o Amora vai avançando na prova rainha!

Quanto às equipas de Reservas, sinceramente, sinto que os miúdos evoluem mais se tiverem emprestados (e jogarem claro)!

Perguntei por aquela situação das propostas porque no meu só me apareceram convites de duas seleções (e foram nas duas primeiras épocas), a nível de clubes nunca recebi qualquer convite.

Ontem estava a ver uns videos e deparei-me com isto:

tHeudRO.jpg

Segura bem esse rapaz!

Foi uma boa sequência, não foi? Sabes o que significa isso na nossa versão Mobile, não sabes? Até tremo 😁

Sobre os miúdos, o que eu queria mesmo era um clube-parceiro a quem pudesse emprestá-los. A Direcção não me faz esse favor e eles, tirando os amigáveis, só fazem jogos que nem calendarizados são. Alguns têm jogos disputados, mas não faço ideia contra quem ou em que escalão. Deve ser nas Distritais.

A reputação também não ajuda, julgo que devo continuar com a mesma do início do jogo, que deve ser de clube regional. A ver se conseguindo subir melhoro isso e me arranjam alguém.

O Capixaba... não o imaginava assim tanta em cima, há saves em que chega ao nível Champions? Pqp, assim se explica as constantes notícias que recebo de ele querer melhores condições de treino para evoluir mais. O gajo deve estar limitado na sua evolução por termos infraestruturas básicas. Isso significa que outros poderiam evoluir mais, também.

Que treta 😕

PS: boa cena que na última renegociação consegui meter-lhe uma cláusula de 2,5M. Querem-no? Paguem. Não aceito menos do que isso. A não ser que a Direcção me obrigue.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Black Hawk, há 15 horas:

Foi uma boa sequência, não foi? Sabes o que significa isso na nossa versão Mobile, não sabes? Até tremo 😁

Sobre os miúdos, o que eu queria mesmo era um clube-parceiro a quem pudesse emprestá-los. A Direcção não me faz esse favor e eles, tirando os amigáveis, só fazem jogos que nem calendarizados são. Alguns têm jogos disputados, mas não faço ideia contra quem ou em que escalão. Deve ser nas Distritais.

A reputação também não ajuda, julgo que devo continuar com a mesma do início do jogo, que deve ser de clube regional. A ver se conseguindo subir melhoro isso e me arranjam alguém.

O Capixaba... não o imaginava assim tanta em cima, há saves em que chega ao nível Champions? Pqp, assim se explica as constantes notícias que recebo de ele querer melhores condições de treino para evoluir mais. O gajo deve estar limitado na sua evolução por termos infraestruturas básicas. Isso significa que outros poderiam evoluir mais, também.

Que treta 😕

PS: boa cena que na última renegociação consegui meter-lhe uma cláusula de 2,5M. Querem-no? Paguem. Não aceito menos do que isso. A não ser que a Direcção me obrigue.

Muda a tática 😅

Eu tinha um clube parceiro que também não tinha jogos mas acabava por emprestar a outros clubes, já com calendário e comecei a ver diferença na evolução.

Acredito que num futuro a curto prazo, e visto que não gastas muito dinheiro, vás melhorando essas condições. Pode demorar um pouco mas acho que pode tornar o teu save ainda mais interessante 👌

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Kluivert, há 1 hora:

Muda a tática 😅

Eu tinha um clube parceiro que também não tinha jogos mas acabava por emprestar a outros clubes, já com calendário e comecei a ver diferença na evolução.

Acredito que num futuro a curto prazo, e visto que não gastas muito dinheiro, vás melhorando essas condições. Pode demorar um pouco mas acho que pode tornar o teu save ainda mais interessante 👌

Não gosto da ideia de os emprestar porque volta e meia promovo-os, gosto de os ter disponíveis. Bem, não há uma solução ideal...

Nem é uma questão de gastar pouco, não gasto de todo, até 😁

Oc9qhIz.jpeg

Nem assim me desenrascam melhores condições.

Compartilhar este post


Link para o post

A primeira volta foi impecavel e na taca estas em grande...mas temo que como em qualquer FM, uma pequena quebra esteja eminente.

Estarei certo? Como estao as financas btw?

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Burkina2008, há 2 horas:

A primeira volta foi impecavel e na taca estas em grande...mas temo que como em qualquer FM, uma pequena quebra esteja eminente.

Estarei certo? Como estao as financas btw?

Não te posso responder à primeira questão sem spoilar os próximos dois capítulos 😁

Sobre as finanças, estamos bem. A versão mobile não tem "dinheiro em caixa". Só diz em que estado estão as finanças e quais os orçamentos que temos para gerir.

AbXE385.jpeg

É este o ecrã de finanças a que tenho acesso. O Amora está "seguro", seja lá isso o que for. Tenho orçamento salarial anual de 1,13M, estou nos 1,08M, um saldo positivo de 47,5 mil euros anuais. É um orçamento modesto tendo em conta que engloba as duas equipas, a A e a B (ou Sub23 como lhe chamo habitualmente). Para comparação, o Viseu quando me abordou dava-me um orçamento salarial anual de 3M, três vezes o meu. E eles estão a lutar para não descer.

Ainda assim, já está melhor do que no ano passado. No final da época só me deixavam oferecer 78 mil euros anuais de salário máximo aos meus jogadores (por isso é que aparece na imagem que o salário anual mais elevado é nesse montante, foi o que dei ao Joca e ao Gabriel Capixaba). Nesta altura já me deixam ir aos 165 mil euros.

Tenho 2,3M de orçamento de transferências que não uso e que vem das vendas que tenho feito. No início da época fiz 1,8M em vendas (João Carvalho, Guilherme Fernandes e Juancho), nas épocas anteriores tinha feito perto de 1M (750 mil euros do Joca e mais dois ou três excedentários que vendi durante esse período). Já aloquei uma parte dos 2,8M do orçamento de transferências para o de salários, e por isso sobram-me 2,3M. Trato este valor como o mais próximo do que será "dinheiro em caixa" na versão completa do jogo.

Tenho um clube parceiro, mas que não uso. O Clube do Chiputo é moçambicano e não tem jogadores, nem campeonato e portanto não disputa jogos ingame. Não lhes empresto jogadores porque duvido que eles evoluam alguma coisa lá.

Não sei se há um valor de vendas a partir do qual finalmente aceitem investir nas infraestruturas, mas vou tentar somar mais uns milhões até acontecer alguma coisa.

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post

oDSi6qf.jpg

Capítulo XVIII - O quarto grande

 

A noite já se abatera sobre a cidade de Amora. As tranquilas águas da Baía do Seixal, no braço esquerdo do estuário do Tejo, pareciam negras naquela noite de quarto crescente. O céu limpo permitia à Lua exibir-se, embora apenas uma parte fosse visível, como se alguma entidade cósmica lhe tivesse dado uma dentada.

Se Pippin Zarco ali estivesse, teria dito que a Lua parecia uma bolacha meio comida. Frodo Zarco lembrou-se disso quando olhou para o céu ao entrar no relvado e não pode deixar de sorrir. O seu filho tinha uma imaginação delirante.

Agarrava-se a pensamentos aleatórios para afastar o nervosismo que sentia. Era natural; era noite de jogo grande. A Medideira estava cheia e ansiosa por uma noite de gala. Os adeptos amorenses olhavam impacientes para a zona do túnel de acesso aos balneários, onde alguma agitação fazia antecipar a iminente entrada das equipas.

O treinador do Amora acenou-lhes enquanto percorria a linha lateral na direcção do banco de suplentes. Não conseguiu evitar olhar de soslaio para a numerosa falange de apoio dos visitantes. Eram cerca de oitocentos, concentrados no canto da bancada norte entre a baliza e a escuridão para além do lado nascente da Medideira - onde, recorde-se, não há bancada construída, o que habitualmente permite uma bonita perspectiva da Baía do Seixal.

Não nessa noite. Para além dos limites do estádio havia um vasto espaço invadido pelas trevas onde as águas da Baía do Seixal se camuflavam. A Medideira era um foco de luz, cor e animação numa de outra forma pacífica e tranquila noite de inverno.

Os acordes iniciais da Marcha do Amora pautaram a entrada das equipas no relvado. Milhares de cachecóis foram erguidos bem alto. A uma só voz, a Medideira entoou a letra que já era habitual ouvir-se antes dos jogos caseiros do Amora.

 

"Amora, tu és rainha,

O rio beija teus pés!

P'ra sempre tu serás minha,

Adoro-te como és!"

 

Os adeptos visitantes manifestaram-se no apoio à sua equipa, procurando perturbar a coreografia dos amorenses. Os jogadores formaram, virados para a bancada central poente, no meio da cacofonia de cânticos e apoios que vinham das três bancadas da Medideira.

Os repórteres dos vários meios de comunicação social falavam animadamente para os seus microfones e as câmaras fixas ao nível do relvado rodavam, oferecendo diversas perspectivas para a realização da transmissão televisiva levar aquele espectáculo aos milhares que assistiam ao jogo em directo pela televisão.

Era noite de jogo grande na Medideira. Eram os Quartos-de-Final da Taça de Portugal.

 

CproLSu.jpeg

A Dona Sorte colocou um adversário de peso no caminho do Amora

 

Conhecido por Vitória de Guimarães, embora não sem feroz oposição dos adeptos vimaranenses, o Vitória Sport Clube surgia como o opositor do Amora para a fase seguinte da Prova Rainha do futebol português.

As reacções ao sorteio foram contraditórias. Por um lado, houve quem tivesse ficado satisfeito por evitar um dos Três Grandes; por outro lado, receber um dos estarolas era o desejo de muitos amorenses, não apenas pela possibilidade de os receber na Medideira com toda a visibilidade e componente financeira associada, mas também porque poucos tinham ilusões quanto às reais hipóteses de o Amora chegar à conquista do troféu. O mais provável seria o maior da Margem Sul acabar por cair algures pelo caminho - porque não de cabeça erguida frente a um dos tubarões do futebol português?

Não que o Vitória fosse um adversário acessível. Bem longe disso. A Direcção eleita em 2022 trouxe estabilidade ao clube, esta atraiu investidores e os vimaranenses eram, nos inícios de 2024, o mais sério candidato ao epíteto de Quarto Grande.

 

ElsuJFs.jpeg

O Vitória SC intrometeu-se entre os habituais Três Grandes do futebol português

 

A controvérsia sobre o estatuto de Quarto Grande é endémica ao futebol português. Muitas foram as linhas de tinta gastas na imprensa escrita, as discussões de café e em programas televisivos onde se tentou determinar quem, e porquê, merece essa honra. Belenenses e Boavista, em diferentes períodos, puxaram a si os créditos de terem conquistado o título nacional de futebol - os únicos clubes fora dos Três Grandes a lograrem tal feito - como prova definitiva da justeza das suas alegações. Mais recentemente, o Braga surgiu como o maior proponente a essa posição, tendo alcançado resultados desportivos que o distanciava claramente das restantes equipas e conseguindo não só aproximar-se de Sporting, Benfica e Porto, como por vezes intrometer-se nas lutas destes e alcançar o pódio na Primeira Liga.

O Vitória Sport Clube também clamava a si o direito de se autointitular Quarto Grande, embora os resultados desportivos recentes não o sustentasse. Em contrapartida, os vimaranenses apresentavam algo único como forte argumento: a sua massa adepta. Apaixonados e bairristas, a cidade de Guimarães apoiava totalmente o seu clube, o que tornava o Vitória local um caso inusitado num país onde o apoio ao clube da terra surgia como uma muleta ao apoio prioritário dado aos Três Grandes. O Estádio D. Afonso Henriques era recorrentemente o quarto estádio nacional com a melhor média de assistência e as deslocações do clube eram sempre acompanhadas pela presença massiva da sua massa adepta.

Durante a segunda metade de 2023, o Vitória juntava a esses argumentos os resultados desportivos. Os vimaranenses lideraram a Primeira Liga durante largo período da primeira volta, levando os seus adeptos a acreditar que era possível destronar a supremacia dos Três Grandes e alcançar um inédito título nacional. Uma ligeira quebra no mês de Dezembro foi rapidamente aproveitada pelo Benfica de Marcelo Gallardo para lhes usurpar a liderança, mas o Vitória permanecia na linha da frente da perseguição aos encarnados.

 

ogV7K7Y.jpeg

Amora e Vitória defrontavam-se para os Quartos-de-Final da Taça de Portugal

 

Claro que estes resultados dos vimaranenses não surgiram por acaso. Os já mencionados investidores permitiram ao Vitória reforçar a sério o seu plantel, depois de anos a apostar primariamente nas suas camadas jovens. Jogadores como Alex Telles, El Shaarawy, Otávio e, principalmente, Divock Origi, deram entrada no D. Afonso Henriques e revolucionaram o futebol da equipa sob a batuta de Nuno Espírito Santo.

Eram um conjunto coeso, que sofria poucos golos - como é imagem de marca das equipas de Nuno Espírito Santo - e que fazia a diferença ofensivamente recorrendo à colossal qualidade individual dos seus elementos mais ofensivos.

A tarefa do Amora era hercúlea. A diferença de experiência, estatuto e qualidade individual entre as duas equipas era quase como comparar o dia com a noite. Frodo Zarco montara um plantel competitivo com parcos recursos, constituído inteiramente por jogadores que acompanhavam o Amora desde a Liga 3 e por jovens talentos que despontaram na sua equipa Sub23. Ninguém o esperava - nem os próprios responsáveis amorenses -, mas entravam em 2024 com a liderança da Segunda Liga e uma inesperada candidatura à promoção. Nunca assumida abertamente, mas implícita.

A participação na Taça de Portugal apenas dava maior preponderância ao trabalho realizado na temporada 2023/24. O Amora alcançava os Quartos-de-Final, igualando a melhor prestação de sempre do clube da Margem Sul. Foi na já distante temporada 1992/93 que o Amora, então treinado por Jorge Jesus, alcançou esta fase da prova eliminando Almada, União de Tomar e Chaves, antes de cair às mãos do Benfica de Toni - onde pontuavam nomes como Aleksandr Mostovoi ou Sergei Yuran e ainda jovens promissores como Paulo Sousa, João Vieira Pinto e Rui Costa.

Para defrontar o Vitória e fazer história, Frodo Zarco manteve a equipa que tão boa conta de si vinha dando nas últimas semanas, promovendo apenas a habitual alteração na baliza em jogos das Taças e a entrada de Martim Maia para fazer dupla com Papou Mendes, de forma a dar maior consistência ao meio-campo.

 

7Dmepey.jpeg

Alex Telles, ausente para este jogo, foi um dos principais reforços do Vitória

 

As equipas preparavam-se para o pontapé de saída. Flávio Silva teria essa honra. Perto de 7500 amorenses manifestavam-se ruidosamente, entusiasmados pelo início do jogo. Na sua bancada, separados dos adeptos do Amora por algumas fileiras de bancadas ocupadas por stewards por motivos de segurança, cerca de 800 adeptos do Vitória cantavam um dos seus hinos de apoio, agitando bandeiras e rodopiando cachecóis no ar.

O árbitro apitou, o matador renascido passou para Papou Mendes e estava iniciada a festa da Taça na Medideira.

Frodo Zarco tremia. Estava em pé, como era habitual vê-lo durante os jogos, e passou os primeiros minutos a gritar instruções e a corrigir posicionamentos. Estava genuinamente nervoso, embora quem olhasse para ele não o descortinasse. Sempre tivera essa capacidade de manter uma aparente calma exterior mesmo em momentos de ansiedade. Era um jovem estudante quando uma colega lhe dissera que gostava de olhar para ele durante os testes escritos porque ver o seu ar tranquilo acalmava-a. Frodo Zarco achara um piadão àquilo; soubesse ela o quão nervoso estava nesses mesmos testes...

Se a equipa estava tão nervosa quanto o seu treinador, não o demonstrou nos minutos iniciais do jogo. O Amora monopolizava a posse de bola, fazendo-a circular a toda a largura do campo, sem qualquer pejo em voltar atrás, circulá-la e procurar outra via de atacar a baliza quando a primeira opção não se revelava viável. O Vitória mantinha-se confortável em deixar o Amora jogar, o que não surpreendia Frodo Zarco. Estudara exaustivamente o seu adversário e sabia que esse era um seu traço característico, ou não fosse uma equipa montada e treinada por Nuno Espírito Santo.

O Amora tentava flanquear o jogo para contornar o coeso bloco central do seu adversário. As subidas dos alas Odailson e Lucas Silva faziam-nos parecer quase extremos. Ainda sem oportunidades para visar a baliza com quinze minutos jogados, o conjunto amorense conquistara porém três pontapés de canto.

Os dois primeiros não levaram perigo. O terceiro foi marcado da esquerda por Gabriel Capixaba, procurando o imponente jogo aéreo do central Rony Fernandes. O guarda-redes Trmal saiu em falso e as gentes do Amora levantaram-se nas bancadas, mas a bola foi aliviada por um defensor quando Rony Fernandes já fazia o movimento com o pescoço para a cabecear, originando onomatopeias de frustração entre a plateia.

Estas rapidamente deram lugar a nova onda de entusiamso. A bola caiu na entrada da área e Papou Mendes foi lesto a chegar-lhe e a pontapear na direção da baliza. A redondinha furou por entre a floresta de pernas e corpos que preenchia a grande área. Trmal correu em desespero apenas para ver da primeira fila a bola transpor a linha de golo da baliza deserta.

Um rugido percorreu a Medideira quando as redes abanaram. Papou Mendes sprintou para trás da baliza onde os Espírito Azul festejavam efusivamente, em absoluta loucura, acotovelando-se para abraçar o menino. Suplentes e equipa técnica do Amora estavam já dentro de campo, celebrando, e a toda a extensão das bancadas se viam pessoas numa balbúrdia anárquica. Frodo Zarco também festejou, cerrando um punho no ar e rangendo os dentes, mas rapidamente voltou para o seu banco, sentando-se e reorganizando as suas ideias para o que aí vinha.

 

iJUo3Rx.jpeg

Papou Mendes era o herói do momento na Medideira

 

Tinha bons motivos para isso. O Vitória mudou a sua postura em campo e começou a procurar assumir a iniciativa do jogo. Certamente o treinador Nuno Espírito Santo teria alertado a sua equipa para os riscos daquele jogo. Equipas como o Vitória com regularidade alcançam fases avançadas destas competições, mas não equipas como o Amora. Para estes, o jogo era, eufemisticamente falando, de vida ou morte; uma oportunidade única de mostrarem o seu valor aos olhos de todo o país e deixarem os seus nomes ligados a um dos maiores feitos da história do clube.

Ainda assim, o golo fora inesperado e atingira os vimaranenses como um murro no estômago. Passaram-se cinco minutos, e depois outros tantos, mas a posse de bola que iam tendo era estéril. O Amora estava seguro e confiante em campo e com facilidade fechava portas e janelas às investidas do seu adversário.

Tão confiantes estavam que entravam de forma decidida em lances divididos, conquistando bolas a adversários mais experientes como autênticos veteranos, jogando algumas vezes na antecipação. Mas não deixavam de ser jogadores inexperientes nestas andanças perante adversários com muitos anos na poda. El Shaarawy recorreu a toda a sua valia técnica e leitura de jogo para enganar Odailson com uma finta de corpo, ganhando-lhe a frente e entrando veloz na grande área do Amora.

O menino acusou a pressão e correu atrás do adversário, tentando pará-lo de alguma forma, e inocentemente agarrou-lhe a camisola para o abrandar. Não foi algo ostensivo - seria mais provável conseguir-se parar um carro em movimento agarrando-o pelo limpa pára-brisas do que travar El Shaarawy com aquele puxão -, mas o italiano tinha muitos anos disto e rapidamente se deixou cair.

O ominoso soar do apito do árbitro percorreu uma subitamente silenciosa e estupefacta Medideira. Aquela grande penalidade caíra do nada. Os jogadores do Amora rodearam o árbitro Hugo Silva, reclamando a injustiça daquela decisão e apelando para a consulta do vídeoárbitro. Este procurava sossegar os jogadores, indicando para o auricular que trazia no ouvido sinalizando que o lance estava a ser revisto.

E foi revisto. As imagens televisivas mostravam o puxar da camisola promovido por Odailson. Por ligeiro que fosse, era claramente visível nas imagens televisivas e a decisão não foi revertida, por mais que jogadores e adeptos se insurgissem vocalmente com a decisão.

 

hTNOSoc.jpeg

O experiente internacional italiano El Shaarawy aceitou o desafio de Nuno Espírito Santo e mudou-se para Guimarães

 

Divock Origi aguardava tranquilamente na marca de onze metros com a bola debaixo do braço. Seria ele o responsável pela marcação da grande penalidade que poderia dar o empate ao Vitória. Os jogadores do Amora foram afastado a custo para as imediações da grande área pelo árbitro, criando as condições para que o internacional belga colocasse a bola no chão. Recuou para dar balanço ao som de apupos e insultos vindos das bancadas.

O jovem Martim Remédios ouvira as recomendações vociferadas por David Grilo, habitual dono da baliza do Amora, desde a linha lateral. No entanto, estava entregue a si próprio. Olhava para Divock Origi em busca de qualquer sinal que lhe permitisse antecipar a direcção da bola, procurando ignorar a diferença de andamento entre ambos: de um lado, um jovem de 19 anos a cumprir o seu sexto jogo profissional; do outro, um internacional belga com presenças em Mundiais e uma final da Liga dos Campeões - na qual até marcou o golo que a decidiu.

Captou uma ligeira inclinação de corpo do avançado que o levou a estirar-se para a sua esquerda. Durante uma fracção de segundo, quase subconscientemente, sentiu um frémito de alegria, pois acertara. Esticou os dedos da sua mão esquerda aos limites que lhe eram humanamente possíveis e ainda um pouco mais.

Ouviu gritos e festejos. Olhou para trás e vislumbrou a bola a ser devolvida pelas redes da sua baliza. Origi passou por ele na direcção dos adeptos do Vitória que celebravam atrás de si. Ouviu um petardo rebentar no meio do exuberante chinfrim produzido pelos visitantes enquanto Juary se aproximava dele e o levantava, dando-lhe palavras de conforto.

Estivera perto de defender. As repetições mostravam que, embora sem a desviar, tocara na bola a um nível microscópico. Talvez se se tivesse atirado uns milésimos de segundo mais cedo. Talvez se o pé tivesse assentado melhor no chão, conferindo maior impulsão ao seu salto. Talvez se...

 

7SXNXdY.jpeg

Divock Origi era a estrela da companhia vimaranense

 

O Vitória ganhou ânimo com o golo e perseguiu novo sucesso. Eram agora mais incisivos nas disputas de bola face aos amorenses que acusaram o golo, sim, mas principalmente a forma como este surgiu. Dava agora a sensação que entravam nas disputas com pézinhos de lã, como se temessem cometer alguma falta comprometedora, permitindo aos vimaranenses criar desequilíbrios. Num curto período de três minutos após a grande penalidade, várias foram as situações que permitiram cruzamentos, remates e pontapés de canto.

Os cantos anteriores foram limpos pela defensiva do Amora e este último não foi excepção. O desvio de Lucas Silva levou a bola para fora da grande área onde surgia Martim Maia, atento a um potencial contra-ataque. Rochinha foi mais rápido. O criativo médio do Vitória acertou na bola em cheio com o peito do pé, desferindo um valente pontapé de ressaca na direcção da baliza amorense.

Martim Remédios estava no caminho da bola, cuja trajectória não levou muita colocação e foi quase para o centro da baliza. Apesar de potente, o remate não era perigoso. Remédios foi com os punhos à bola para a afastar. De alguma forma, deu um passo ao lado e falhou a trajectória, deixando a plateia da Medideira estupefacta.

Os colegas questionavam Martim Remédios sobre o que acontecera. O jovem guardião defendia-se dizendo que a bola mudara a sua trajectória a meio do percurso até ao fundo das redes - e as repetições televisivas comprovavam-no. Rochinha marcara um golaço que confirmava a reviravolta na Medideira.

 

gda0F8p.jpeg

O criativo Rochinha era uma das figuras do Vitória

 

Frodo Zarco olhou para o relógio mais vezes naqueles quinze minutos até ao intervalo do que no resto da partida. Os seus meninos estavam perdidos em campo, não produziam lances ofensivos, em boa verdade nem dois passes consecutivos articulavam. Os dois golos em cinco minutos foram mais do que poderiam suportar. Era urgente chegar ao intervalo para reorganizar as suas tropas.

A pausa de quinze minutos chegou por fim. Mal o apito soou já Frodo Zarco se precipitava pelo túnel dentro, chegando ao balneário em rápidas passadas que ecoavam pelas apertadas paredes. Aí aguardou andando em círculos, em passos lentos, pela chegada dos seus jogadores, que também não demoraram.

"Estamos todos? Quem falta? Joca, vem para ao pé de mim. Gabriel? Estás aí. Quem falta, carai?", praguejou impacientemente, olhando em volta e contando cabeças. Faltava um elemento. Este surgiu na forma de Flávio Silva. "Matador, entra e fecha a porta. Ouçam-me bem.."

Reuniram-se todos em seu redor.

"Estou-me a cagar para o resultado deste jogo. Ouviram? A cagar! Não quero saber se ganhamos ou se perdemos", disse Frodo Zarco, olhando em volta a estudar as reacções dos seus homens. "Há ano e meio estávamos uns na Liga 3 e outros na formação. Estamos a jogar contra gente que já esteve em Mundiais e em finais da Champions. Alguns daqueles marrecos ganham mais sozinhos num ano do que nós todos juntos. Acham que alguém vos vai cobrar se perdermos? Não vão."

Fez uma pausa dramática para que os jogadores assimilassem aquela informação.

"Eu também não vos vou cobrar se perdermos. Que se phoda se perdermos. Mas garanto-vos que cobro a falta de entrega e de compromisso. Não admito ver-vos com medo de jogar. Isso não aceito", disse, num tom ameaçador. "Muitos que aqui estão lembram-se do que nos disse o Bilbo Himura na final da Liga 3 (ver Capítulo V - Espírito Azul, parte 2). Para os que não estavam ainda connosco, eu resumo: o resultado fica para as estatísticas e para a História; para nós, fica a recordação do que fizemos, de termos desafiado e vencido os nossos medos e de tudo termos feito para ganhar."

Havia um silêncio sepulcral em seu redor.

"A maioria de vocês ainda nem nos tomates dos vossos pais andava quando o Amora chegou pela última vez a esta fase da Taça, mas eu era um miúdo e lembro-me. Foi há mais de trinta anos e levámos uma tareia do Benfica e fomos eliminados. Acham que tenho vergonha disso? Não! Sobrou-me o orgulho de ver o Amora jogar contra uma grande equipa numa fase adiantada desta mierda e ter jogado olhos nos olhos. Perderam, mas caíram de pé. Deixaram os adeptos orgulhosos." Parou de repente, deixando de circular entre os jogadores. "Como é que querem ser recordados daqui a trinta anos? Como é que se querem lembrar desta noite? Cabe-vos a vocês decidir!"

Notou que alguns jogadores ficaram pensativos, como se estivessem a fazer uma introspecção. Deu algumas instrucções para corrigir posicionamentos para a segunda parte e retornaram ao relvado para a segunda parte.

Não saberia dizer se fora pela conversa ao intervalo ou se seria coincidência, mas o Amora voltou a entrar em campo tão dominador como fora no início da primeira parte.

Os adeptos continuaram sempre activos, mesmo no período mais negro da primeira parte. Praguejavam quando as decisões do árbitro eram contrárias às do Amora, aplaudiam quando um passe do Vitória era mal encaminhado, levantavam-se sempre que a equipa invadia o meio-campo defensivo do adversário. Agora, com a subida do Amora em campo, animavam-se ainda mais.

O Amora tentava; deveras que tentava. A bola percorria os onze jogadores, ia à direita, à esquerda, saíam cruzamentos, tentavam-se tabelas na zona interior. O Vitória, Frodo Zarco não saberia dizer se por opção ou obrigação, remetia-se à sua defesa e tentava conter as iniciativas da equipa da casa.

O tempo passava e a tensão acumulava-se. Os adeptos de ambos os lados da barricada trocavam picardias, chovendo insultos e provocações. A tensão estendeu-se ao relvado com jogadores a discutir e bancos a saltar a cada decisão de arbitragem adversa. Um lance dividido entre Papou Mendes e Otávio resultou numa falta a favor do Amora. O luso-brasileiro do Vitória escondeu a bola, impedindo Papou Mendes de marcar rapidamente a falta, levando-o a puxar Otávio pelo braço e à sua queda.

Jogadores acorreram ao local de todas as direcções, empurrando-se, fazendo peito ou trocando insultos e ameaças. O árbitro Hugo Silva parecia perdido no meio da confusão. Estava o caldo entornado na Medideira.

 

NQFvU2b.jpeg

O sempre polémico Otávio era o líder do meio-campo de Nuno Espírito Santo

 

Incrivelmente, nenhum jogador foi amarelado na sequência do sururu.

Léléco e Leonardo Brandão foram lançados por Frodo Zarco ao longo da segunda parte. Léléco tentava trazer maior dinâmica ao meio-campo, alguém capaz de encontrar linhas de passe na profunda defensiva vimaranense que Martim Maia, pelas suas características, não conseguia dar; Léo entrou para o lugar de Flávio Silva para ser uma referência na área, uma vez que é mais um avançado de área e um finalizador do que o voluntarioso e móvel matador renascido - e foi peça fulcral nas eliminações de Tondela e Rio Ave, pelo que merecia esse prémio.

As substituições trouxeram algum fulgor momentâneo, mas o Vitória provava o motivo de ser uma das melhores defesas da Europa - apenas onze golos sofridos em dezanove jogos na Primeira Liga - e a sua defesa chegava para as encomendas. Gabriel Capixaba e Joca faziam diagonais, Papou Mendes e Léléco surgiam a espaços quase como avançados na área, Odailson e Lucas Silva comportavam-se como extremos, os centrais subiam até ao meio-campo defensivo. Mas as oportunidades não surgiam, para desespero dos adeptos que interrompiam o constante apoio para ventilar as suas frustrações a cada nova iniciativa gorada, voltando rapidamente a apoiar.

Iam já decorridos mais de oitenta minutos de jogo quando Lucas Silva sprintou como um louco ao longo da linha lateral, chegando à linha de fundo e cruzando nos limites quando todos pensavam que a bola iria sair de campo. O cruzamento encontrou Léo em boa posição, nas costas do capitão vimaranense Pedro Henrique. O menino deu uma tolada na bola com convicção, da mesma forma que dera na eliminatória contra o Tondela.

A cabeçada levava todos os sonhos e esperanças dos adeptos amorenses. Nenhum guarda-redes no mundo conseguiria pará-la. A bola encontrou as redes e festejou-se golo na Medideira.

Os festejos rapidamente deram lugar ao desespero quando ficou claro que a bola embatera nas malhas laterais da baliza. Pior ficou quando se percebeu que Lucas Silva pagara um preço demasiado elevado por aquele esforço e terminara a sua participação no jogo, dando o seu lugar ao menino Tiago Louro.

Mas ficou claro que era possível furar a defesa do Vitória. Entusiasmados, os jogadores continuaram a carregar. Gabriel Capixaba recebeu um passe entrelinhas de Odailson, fez uma recepção orientada para o interior e, em posição frontal à entrada da área, disparou forte. Trmal mergulhou para a sua direita e desviou a bola com a ponta dos dedos, o suficiente para evitar que a bola entrasse junto ao poste e saísse pela linha de fundo.

Os adeptos levantaram-se com enorme expectativa. Gabriel Capixaba corria para marcar o pontapé de canto enquanto o quarto árbitro mostrava uma placa com o número quatro estampado - era o tempo de compensação que sobrava para o Amora alcançar um milagre.

O nono pontapé de canto passou sem perigo e o tempo ia-se esgotando. Exultavam os adeptos do Vitória. Rebentavam mais petardos, que se confundiam com o intenso apoio vocal que provinha da bancada onde bandeiras eram agitadas com vigor. Sentiam que a pressão do Amora esmorecia. A experiência é valiosa em momentos como este e os jogadores do Vitória demoravam a repor a bola em jogo, fosse Trmal nos pontapés de baliza, fossem os laterais nos lançamentos, quebrando o ritmo de jogo e enervando os adversários e seus adeptos.

Houve ainda tempo para uma última iniciativa. Tiago Louro levou a bola pela esquerda e fintou o seu adversário, puxando a bola para o seu pé direito com intenção de a cruzar. Foi rasteirado. Livre para o Amora quando se completavam os quatro minutos de compensação dados pelo árbitro.

Era um livre perigoso, à entrada da área entre esta e a linha lateral. Gabriel Capixaba, como líder de facto da equipa em campo, assumiu a responsabilidade da sua marcação e todos os colegas subiram à área do Vitória. Apenas Martim Remédios e Odailson ficaram para trás. Os adeptos estavam de pé. O ruído que produziam nas bancadas atroava os ares da Medideira. Era o momento da verdade. Tinha de ser agora.

Gabriel Capixaba bateu a bola. Saiu tensa. Um molho de jogadores movimentou-se na área para a atacar, agarrando-se mutuamente, procurando conquistar a frente dos adversários.

A bola atravessou a área como uma flecha e vários jogadores do Amora surgiram em posição para a finalização. Nenhum a conseguiu alcançar. O cruzamento saiu demasiado alto e perdeu-se pela linha de fundo junto à bandeirola de canto do outro lado do relvado da Medideira.

O árbitro não deixou sequer que o pontapé de baliza fosse marcado. Apontou para o centro do terreno e deu o jogo por concluído.

Alguns jogadores caíram no relvado. Estavam exaustos, mas era principalmente a frustração da derrota que os derrubava. Deixaram tudo em campo durante a segunda parte, remeteram o Vitória para a sua área defensiva e criaram ocasiões de golo. O adversário conseguiu sair incólume durante os quarenta e nove minutos, segurando a vantagem durante um período em que apenas fizeram dois remates sem criar qualquer perigo ofensivo.

Gorava-se a oportunidade de uma presença inédita do Amora nas Meias-Finais da Taça de Portugal. Seria o Vitória a defrontar a Académica nessa fase, passo prévio à presença no Jamor onde poderiam encontrar Porto ou Sporting, que disputariam a outra vaga.

 

 

Poucos foram os adeptos a abandonar a Medideira logo após o final do jogo. Um aplauso espontâneo, primeiro tímido, depois efusivo, ecoou pela Medideira. Os adeptos reconheciam o percurso do Amora na prova e o esforço daqueles jogadores naquela noite fria na cidade de Amora.

Frodo Zarco reuniu os seus jogadores e todos juntos deram a volta ao relvado, aplaudindo de volta o apoio que receberam durante os noventa minutos. Daí a trinta anos, os registos históricos mostrariam uma derrota naquele jogo, mas os amorenses recordariam algo bem diferente; recordariam o jogo em que o Amora se agigantou e se equiparou ao Vitória que era então considerado o Quarto Grande, fazendo-os sofrer em campo para alcançarem uma vitória que se esperava fácil de conquistar.

O Amora não estava ao nível do Vitória, claro. Por agora. Cabia a Frodo Zarco ajudar a dar o passo para que um dia pudessem estar na posição do Vitória e levar a luta aos Três Grandes do futebol português.

Tudo a seu tempo. Por agora, restava recuperar os seus jogadores para os desafios que lhes restavam. Havia uma Segunda Liga para disputar.

 

Editado por Black Hawk
  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post

Começo por falar da situação dos sub 23, achas que os miudos evoluem alguma coisa enquanto la estão? Eu lembro-me que no save que fiz aqui com o Mação a dada altura comecei a emprestá-los todos porque evoluiam mais, neste como tambem ainda não fiz épocas suficientes estava curioso para saber como é a progressão deles...

Entretanto no campeonato os miudos têm estado incriveis e o sonho da subida começa a ganhar forma. Na taça uma grande caminhada e incrivél réplica e a forma como relataste o jogo permitiu-me a mim como leitor sentir que estava mesmo no estadio do Amora!

Compartilhar este post


Link para o post

Que bela equipa tem o Vitória SC e que excelente luta que deste. Bem que suaram para derrotar este Amora.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de six_strings, há 8 horas:

Deste uma boa réplica ao Guimarães, mas a lei do mais forte prevaleceu.

PEACE

 

Citação de cadete, há 3 horas:

Que bela equipa tem o Vitória SC e que excelente luta que deste. Bem que suaram para derrotar este Amora.

Respondo a ambos o mesmo, que é no fundo o que referiram: eles têm melhores individualidades. São melhores, nem vale a pena colocar isto de outra forma. As coisas são como são.

Não estivemos longe de levar isto pelo menos a prolongamento, mas pronto. Fica para a próxima.

Citação de Lavrador, há 4 horas:

Começo por falar da situação dos sub 23, achas que os miudos evoluem alguma coisa enquanto la estão? Eu lembro-me que no save que fiz aqui com o Mação a dada altura comecei a emprestá-los todos porque evoluiam mais, neste como tambem ainda não fiz épocas suficientes estava curioso para saber como é a progressão deles...

Entretanto no campeonato os miudos têm estado incriveis e o sonho da subida começa a ganhar forma. Na taça uma grande caminhada e incrivél réplica e a forma como relataste o jogo permitiu-me a mim como leitor sentir que estava mesmo no estadio do Amora!

Evoluem pouco. Acho que evoluem mais estando no banco da equipa principal do que na equipa Sub23. Em tendo um tempito tiro uns prints para comparar os primeiros reforços como eram com o estado em que estão agora.

Óptimo, fico satisfeito por saber que consigo criar alguma imersão. É esse o objectivo, para quem quiser e gostar poder "entrar" no save. Não quero apenas mostrar resultados e prints, quero contar uma história na perspectiva dos intervenientes. E tento, no alcance das minhas capacidades, dar essa perspectiva.

Todo o save (este tópico) está virado para que o foco sejam os capítulos, cada um a contar uma história diferente. Sei perfeitamente que se torna massudo e o mais provável é quase toda a gente passar à frente, e dá para acompanhar mesmo assim, mas gostava mesmo que dessem uma oportunidade. É EMEM old school, há dez, quinze anos, havia mais saves assim e era bem fixe.

  • Like 4

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Todo o save (este tópico) está virado para que o foco sejam os capítulos, cada um a contar uma história diferente. Sei perfeitamente que se torna massudo e o mais provável é quase toda a gente passar à frente, e dá para acompanhar mesmo assim, mas gostava mesmo que dessem uma oportunidade. É EMEM old school, há dez, quinze anos, havia mais saves assim e era bem fixe.

Por mim estás à vontade. Faz lembrar os velhos tempos. Só não faço porque não tenho imaginação 😅 seria um emem só de prints 😁

 

Editado por RoMbA
  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

Bom antes de mais uma palavra para esse vitoria, que como disseste, com esse investimento todo em jogadores é claramente em 2024 o quarto grande.

De resto fizeste um jogo monumental....se o quase da defesa do GK tivesse sido uma realidade...quem sabe se eles faziam o 2-1. Depois inglorio com tanto ataque e canto, a encostar o Vitoria as cordas faltou pelo menos um golo de empate que levasse a equipa a sonhar...enfim, ficas agora apenas na luta pela subida (sim ja sei que oficialmente nao és candidato, mas porra vais em primeiro)

Compartilhar este post


Link para o post

Um grande jogo e até entraste a ganhar mas a qualidade da equipa do Vitória foi demasiado para a tua neste momento mas fica o percurso e a experiência.

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...